11.4.14

Desassoreamento de afluente do rio São Francisco vai beneficiar população ribeirinha no Norte baiano.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba (Codevasf) iniciou os trabalhos de desassoreamento de trecho do rio Salitre – que nasce na localidade conhecida como “Boca da Madeira”, na Chapada Diamantina, no município de Morro do Chapéu, e deságua no rio São Francisco, na comunidade de Campo dos Cavalos, já em Juazeiro, a jusante da barragem de Sobradinho.
Os trabalhos consistem na remoção de sedimentos, principalmente areia, pedras e matéria orgânica que, por causa do acúmulo, diminuem a profundidade de repositório de água – o que em rios como este, obstrui o curso das águas e diminui a vazão.
A ação está sob a responsabilidade da 6ª Superintendência Regional da Codevasf, sediada em Juazeiro e que atua na região norte da Bahia.
As obras estão concentradas inicialmente no trecho entre os povoados do Junco e Goiabeira.
Nos serviços, o governo federal, por meio do Ministério da Integração Nacional e da Codevasf, está investindo cerca de R$ 75 mil, recursos oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Alaôr Grangeon de Siqueira, “esta é uma antiga reivindicação das famílias ribeirinhas do Salitre, que agora conseguimos viabilizar. Tudo convergiu para que ainda neste ano, apesar das várias dificuldades que uma obra como esta apresenta, a Codevasf iniciasse a sua execução, obedecendo, principalmente, a todas as condicionantes ambientais requeridas”.
Para Ismael Carlos Barbosa de Jesus, presidente da Associação de Moradores, Criadores e Agricultores de Pateiro, Salitre e Vizinhanças (AMCAP), “há mais de 50 anos que os salitreiros (ribeirinhos do rio Salitre) esperavam por uma obra como essa. Ela chegou em boa hora e conta com o apoio e aprovação da população ribeirinha do Baixo Salitre”, garante.
O resultado esperado com a conclusão dos trabalhos é o aumento da vazão do rio Salitre, que foi perenizado após a construção, pela Codevasf, de duas adutoras no perímetro irrigado Salitre. O aumento da vazão vai ampliar a oferta de água usada na irrigação por mais de 600 famílias de agricultores que vivem às margens do rio. Elas sobrevivem do plantio de culturas de ciclo curto, como melão, cebola e tomate, entre outras; e captam a água por meio de sistemas simples de bombeamento ou por gravidade.
Solo rico
Segundo explica Almacks Luiz Silva, tecnólogo em Gestão Ambiental pela Universidade Norte do Paraná (Unopar) e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre, essa bacia compreende os municípios de Morro do Chapéu, Várzea Nova, Miguel Calmon, Umburanas, Jacobina, Mirangaba, Campo Formoso e Juazeiro. Da nascente à foz são aproximadamente 333 quilômetros de extensão.

Ele afirma que o solo da região do Salitre é um solo originário do granito e calcário, com excelente permeabilidade, indicado para atividades agrícolas e pecuárias – especialmente à criação de caprinos. Próximo ao leito do rio e na sua foz, o solo possui alta fertilidade natural e é indicado para irrigações.

Expovale 2014 contara com apoio da Codevasf.

Representantes da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos do Sertão do São Francisco (ACCOSSF) estiveram reunidos esta semana com o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Alaôr Grangeon de Siqueira, para discutir a participação da companhia na VIII Exposição de Caprinos e Ovinos do São Francisco – EXPOVALE 2014, que será realizada no período de 14 a 18 de maio, no pátio de feiras do bairro Alto da Maravilha, em Juazeiro.
Segundo os organizadores, a realização do evento deve estimular e fortalecer ainda mais a atividade da agropecuária como um todo, em diferentes setores da cadeia produtiva, componentes necessários para o desenvolvimento sustentável do Vale do São Francisco, mostrando que a caprinovinocultura no sertão nordestino é uma realidade e uma excelente alternativa econômica.
Durante a feira, a associação espera reunir o maior número de produtores e empresários do segmento de produção, fornecedores de insumos, pesquisadores, empresas de beneficiamento da produção, varejo e distribuição, entidades classistas, entidades governamentais, entidades não-governamentais, consumidores, estudantes de ciências agrárias e o público em geral para mostrar e discutir os potenciais avanços tecnológicos e de perspectivas de mercado para o setor pecuário do Vale do São Francisco.
A programação inclui também um leilão especializado no dia 17/05, quando os coordenadores esperam uma boa movimentação em termos de volume de negócios fechados.


Programação:


Entre as atividades previstas, estão;

12/05 – Entrega do Parque aos expositores (a partir das 12 horas)
13 e 14/05 – Entrada de animais (8 às 20 horas)
14 a 18/05- Exposição de animais (8 às 20 horas)
15/05 – Abertura oficial da feira (18 horas)
15 a 17/05 – Julgamento e desfile de animais (9 às 18 horas)
17/05 – Entrega de troféus e premiação (15 horas)
18/05 – Encerramento da feira (12 horas)
18/05 – Retirada dos animais do Parque de Exposições (a partir das 8 horas).

9.4.14

Em defesa do IPCC.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês) foi criado em 1988 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização Metereológica Mundial (OMM), e se tornou uma das referências mais citadas nas discussões sobre mudança climática. Em 2007, o IPCC dividiu o premio Nobel da Paz com o ex-vice-presidente americano, Al Gore, pelo trabalho de ambos na conscientização da comunidade e das lideranças mundiais para o problema e as consequências da mudança climática.
O IPCC é um órgão composto por delegações de 130 governos para prover avaliações regulares sobre a mudança climática global. Sua criação se deu devido à percepção de que a ação humana poderia estar exercendo uma forte influência sobre o clima do planeta, sobretudo através da emissão de gases – como o dióxido de carbono (CO2), óxido nitroso (N2O) e metano (CH4), que causam o efeito estufa. Desde então, o IPCC tem publicado diversos documentos e pareceres técnicos.
Sem duvida, é um órgão que sofre pressões políticas – ingenuidade seria pensar o contrário. A pressão é mais percebida nos textos destinados aos formuladores de políticas públicas, enviados pelos países que são os maiores poluidores do planeta, e que detêm maior poderio econômico-militar. Todavia o IPCC procura manter o seu perfil científico.
Como não existe infalibilidade nas ciências, em particular em um tema de tal complexidade científica, como a da interpretação dos fenômenos climáticos e sua correlação causa-efeito, algumas das previsões mais alarmistas do IPCC, no passado, contribuíram para certo desgaste de sua reputação e prestígio. Como foi o caso das previsões, em 2007, do desaparecimento das geleiras do Himalaia. O IPCC aprendeu e, por sua vez, passou a adotar critérios mais exigentes para as asserções e previsões incluídas em seus relatórios e pareceres.
Lamentavelmente uma minoria (minoria mesmo) de técnicos, cientistas, políticos, com interesses escusos, tenta enxovalhar o trabalho do IPCC. Assim, causando danos não apenas ao IPCC, mas aos moradores do planeta Terra, visto que as questões levantadas (cientificamente duvidosas) acabam postergando as medidas de políticas públicas que precisam ser adotadas com urgência pelos governantes. O que pode ser um erro fatal para o planeta – erro causado por esses que maculam o trabalho do IPCC.
Na historia recente da humanidade, temos exemplos de graves danos à vida humana causados pela intervenção de ditos “cientistas”. O exemplo mais contundente foi a “polêmica” provocada na segunda metade do século passado com relação ao cigarro provocar ou não o câncer. Dúvidas “plantadas” por lobbies poderosos (através desses “cientistas”) sobre a relação de causa-efeito atrasaram a tomada de medidas concretas contra o cigarro – medidas que poderiam ter evitado a morte de milhões de pessoas em todo o mundo.
Por outro lado, exemplos mostram que podemos tomar decisões coletivas para preservar o planeta. O Protocolo de Montreal é um bom exemplo. Este tratado mundial, assinado em 1987, levou ao banimento dos clorofluorcarbonos (usados então nos compressores de geladeiras residenciais em todo o mundo), que reduzem a camada de ozônio e agravam para os seres humanos as consequências das radiações ultravioletas, causa principal do câncer de pele. O tratado também impediu uma maior concentração de poluentes na atmosfera e mudanças climáticas ainda mais graves.
Não se pode desmerecer o papel do IPCC e a repercussão de suas conclusões, as quais definitivamente colocaram a discussão da mudança climática entre as grandes questões mundiais e um dos principais temas da agenda política em diversos países.

A polêmica e a crítica são boas e necessárias. O que deve ser repudiado são as tentativas de desqualificar esse órgão de fundamental importância para a compreensão das mudanças no clima e para a tomada de decisões urgentes que assegurem que a vida continue no planeta como a conhecemos... Pois assim queremos que continue!
Heitor Scalambrini Costa - Professor da Universidade Federal de Pernambuco.

Colegiados Territoriais mandam recado para Governo da Bahia.

Cresce a cobrança por compromisso do governo do estado para o fortalecimento da democracia participativa
Debater a continuidade do apoio governamental à estratégia de desenvolvimento territorial e ampliar a organização da rede de colegiados foram as principais pautas do encontro realizado em Salvador, entre 02 e 04 de abril. Participaram do evento cerca de 250 pessoas, entre membros do poder público e sociedade civil dos 27 Territórios de Identidade, além de representantes dos Governos Federal e Estadual.
Na oportunidade, os membros dos colegiados territoriais aprovaram texto de carta endereçada ao Governo do Estado, onde cobram a efetivação do reconhecimento dos Territórios de Identidade como unidades de planejamento. Além disso, criticam a manutenção de alianças com forças conservadoras, fisiológicas e elitistas que atrasam o processo da revolução democrática proposta pelo governo nos últimos anos.

De acordo com uma das representantes da Coordenação Estadual dos Territórios de Identidade da Bahia (CET), Regina Dantas, este encontro trouxe importantes informações sobre as políticas públicas federais e estaduais capazes de proporcionar a qualificação dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Sustentável e dos Colegiados Territoriais. “Foi uma oportunidade de reanimar os militantes, tanto do poder público como da sociedade civil, para estimular o fortalecimento destas políticas nas bases sociais dos territórios”, afirmou Regina, membro do território Sudoeste da Bahia.

Prefeituras recebem R$ 1,5 bilhão de ajuda financeira do Governo Federal.

O governo federal liberou hoje (8) R$ 1,5 bilhão de ajuda financeira para custeio dos municípios. Esta é a segunda parcela dos recursos da ordem de R$3 bilhões, destinados através da MP 613/13, que foi relatada pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA).
A primeira parcela dos recursos foi repassada em setembro de 2013. Segundo Pinheiro, o repasse ocorreu conforme critérios do  Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ele explicou que os repasses são feitos por meio de depósitos nas contas das prefeituras.
“Os R$ 3 bilhões equivalem a 1% do FPM com a vantagem de não ter o desconto do Fundeb, vinculações e a obrigatoriedade de aplicação em determinadas áreas. Na forma de aporte financeiro, o recurso líquido para a prefeitura é maior. Com essa decisão, a presidenta Dilma demonstra bastante sensibilidade à situação das prefeituras”, afirmou. A ajuda financeira foi prometida pela presidenta Dilma Rousseff durante a Marcha dos Prefeitos, em julho do ano passado.
MP ajuda ainda os setores químicos e etanol - Pinheiro lembrou também que a MP, sancionada em setembro do ano passado, traz ainda a resposta do Governo a setores importantes da economia, como o setor de etanol. “Originalmente, a medida provisória 613/12 foi editada para tratar da concessão de incentivos tributários aos produtores de etanol e à indústria química. A estimativa é que a renúncia do governo somará até R$ 9,5 bilhões até 2015 e servirá para estimular o mercado interno”, lembrou.

Também como forma de incentivo econômico, a MP prorroga por mais dez anos os benefícios fiscais concedidos à Zona Franca de Manaus.

8.4.14

Investimentos mantêm Bahia na liderança da economia no Nordeste.

A nova fábrica de motores da Ford, um investimento de R$ 400 milhões, e as obras do Centro de Distribuição do grupo O Boticário, ambas na Bahia, são dois bons exemplos da expansão da economia no estado. “É por isso que a Bahia vem se mantendo como a maior economia do Nordeste – 29% do PIB nordestino – e somos a sexta maior economia com crescimento, no ano passado, de 4,3% acima da média brasileira”, comemora o governador Jaques Wagner que fala sobre o assunto diretamente com os ouvintes de seu programa de rádio semanal ‘Conversa com o Governador’.

 

“O que eu chamo atenção é que cada fábrica, cada investimento desse, significa novos empregos, que é sempre o meu maior objetivo: novas oportunidades para nossa juventude e para o povo baiano”, afirma o governador.

6.4.14

Acidente deixa mortos em Canindé.

Acidente aconteceu faz pouco em uma reta próximo ao galpão do governo e a curva da morte, em Canindé. Envolveu dois veículos com família de Piranhas-AL e dois jovens de Paulo Afonso na Bahia. Os carros iam em sentido contrário quando o pneu de um dos veículos estourou, o motorista perdeu o controle e colidiu na lateral do corolla. 
No local faleceram o motorista e uma senhora gravida de 8 meses. Que segundo as primeiras informações são da cidade de Piranhas, em Alagoas.
Para o hospital de Canindé foram removidos o motorista do Golf um passageiro e uma criança de 10 anos.
Dois homens foram removidos para Aracaju e a criança que esta em estado grave aguarda remoção aérea.
Com informações de Alcides Ponce de Leon.