Um baiano desligou o celular por um dia e quase perdeu a cabeça

Foto: Dimas Roque
Veja o que aconteceu na terrível experiência de ficar offline 

Às sete da manhã do último dia do ano, a primeira tentação não foi o café, mas o vazio. O dedo polegar, movido por um reflexo condicionado mais forte que o desejo de dormir, deslizou sobre a tela do smartphone e encontrou apenas o papel de parede. Nenhum número vermelho de mensagens não lidas, nenhum alerta de rede social, nenhum resumo de notícias. Segundo um estudo do Instituto Delete, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o primeiro contato matinal com o celular acontece, em média, nos primeiros quinze minutos após o despertar, criando um ciclo de estímulo instantâneo. Na manhã silenciosa de 31 de dezembro de 2025, a ausência do hábito gerou uma palpitação física, uma sensação aguda de isolamento e a pergunta perturbadora, e se o mundo tivesse seguido sem mim?