Dimas Roque: 06/01/2018 - 07/01/2018

28.6.18

A ressaca do golpe e a política que inviabiliza a reorganização nacional

Da ação do governo – ilegítimo pela origem e ilegitimado pela repulsa popular – ressaltam a desorganização da economia e a destruição da ordem social
O rol dos crimes da súcia que tomou de assalto o governo  na ressaca do impeachment – instrumento de um golpe de Estado bem mais profundo do que sugerem as aparências – registra a cada dia uma nova  façanha. É o coroamento de uma política de terra arrasada cujo objetivo é  inviabilizar a reorganização nacional que pode emergir das eleições de outubro próximo como um clamor, se os deuses do Olimpo  imperscrutável finalmente se apiedarem deste país falho em lideranças, pobre de sonhos e temente do futuro.

‘Há incompatibilidade insanável entre funções do militar e o papel do policial civil, teoricamente destinado a proteger a cidadania’
Os que não entendem o desafio não conseguem formular a alternativa oferecida pela experiência histórica, nossa e de outros povos em momentos similares, a saber, a construção da unidade política, mãe e pai da unidade eleitoral, desta feita e como sempre a alternativa de que dispõem as forças populares para constituir e desconstituir governos, no regime da democracia representativa.
Do geral da ação nociva do governo, ilegítimo pela origem e ilegitimado pela repulsa popular, ressaltam, de braços dados, a desorganização da economia e a destruição daquela ordem social que tenta harmonizar em níveis suportáveis, mas ainda longe mesmo da socialdemocracia, a dominação de classe. Alguns de seus instrumentos são a legislação protetora do trabalho, virtualmente revogada, e a previdência social, ameaçada, como o SUS e os benefícios sociais de um modo geral. É nesse complexo que se explica a crise da indústria e a desnacionalização de nosso parque manufatureiro seguida  da desmontagem de setores estratégicos para o desenvolvimento do país, e sua soberania.
Por isso, após desfolhar a Petrobras e praticamente entregar às petrolíferas internacionais a exploração do pré-sal, comprometendo  já o consumo interno, volta-se agora o governo para a destruição do sistema Eletrobras. Finalmente, e  para nos atermos a alguns poucos itens, logra a ordem ilegítima, com a inestimável colaboração dos grandes meios de comunicação, a desmoralização da política (o que começa a preocupar nossos velhos e atrasados liberais), e a desorganização do Estado, de que resulta a mais grave crise da história republicana, porque questiona a legitimidade de todos os Poderes. A institucionalidade entrou em pane e caminha para o colapso.
Dos muitos crimes da hora presente destaco a intervenção militar no Rio de Janeiro. Trata-se de crime contra a Federação, contra a população fluminense e, principalmente, contra as próprias Forças Armadas.
O fracasso da intervenção, antevisto e anunciado, previsto como o passar das horas e certo como o correr dos dias, repetindo fracassos anteriores, igualmente anunciados, põe em xeque a imagem profissional do militar brasileiro. Essa intervenção desastrada vem colecionando erros estratégicos e táticos e o grande saldo, se assim pode-se dizer, é, até aqui, o aumento da violência (que deveria estancar) e do número de vítimas civis, sempre moradores de favelas e periferias, atacadas como territórios do inimigo.
Suas vítimas, como de regra, contam-se quase sempre pobres e negros, vistos por nossas elites e seus agentes como cidadãos de segunda classe. Uns, em suas casas, nas vielas, em suas escolas, acocorados atrás de paredes, nos bares, são atingidos pelo que a crônica policial resolveu chamar de ‘bala perdida’, ou seja, fenômeno que deve ser assimilado como mera fatalidade; outros caem em confrontos e muitos outros simplesmente ‘estavam na hora errada no lugar errado’.
No mais recente emprego da tropa, as Forças Armadas, associadas às bem conhecidas polícias civil e militar fluminenses, cumprindo mandados judiciais de prisão (nenhum procurado foi encontrado, assinale-se) eliminaram sete pessoas. Dentre elas, uma criança de 14 anos que, uniformizada,  seguia rumo à escola.
O tiro de fuzil partiu de um blindado (sim, usam-se blindados contra a população civil, como se usam tanques de guerra e helicópteros) e os policiais e militares, contam as assustadas testemunhas, ainda retardaram, por “questões de segurança”, a subida de socorro médico; ensejaram mortes, em outras condições, evitáveis. Marcos Vinícius da Silva, o adolescente, foi atingido, não por uma “bala perdida”. Nem corria em meio a uma troca de tiros. Atingiu-o projétil de trajetória certa, houve mira, um gatilho foi conscientemente acionado contra uma criança. Os assassinatos se somam por despreparo e desprezo humano.
Outra questão – bem diversa, conquanto igualmente agônica — é a necessidade do combate sem tréguas ao crime, todo ele, mas principalmente àquele que mais aflige a população, o chamado ‘crime organizado’ e suas terríveis ramificações no aparelho público em geral, e suas ainda mais terríveis, porque poderosas, conexões com o mercado globalizado, com o tráfico internacional e os paraísos fiscais, alimentando, como vasos comunicantes, aqui e em toda parte, a milionária indústria da segurança. Trata-se de complexo tão poderoso, econômica, política e estrategicamente, que já se constitui em um Estado dentro do Estado, nos avisando de que amanhã poderemos ser o México de hoje.
Afora os néscios e os muito sabidos, como os plantonistas dos programas de rádio e de televisão, alguém acreditará que as ações dessa rede de gangsteres é comandada a partir da Favela da Maré?
Não se discute o combate à marginalidade, mas, nesse combate, o papel atribuído às Forças Armadas.
Na agonia do governo Temer, os militares são chamados a intervir na vida civil, desta feita com a tarefa de ‘subir os morros’ e reprimir o tráfico que alimenta a violência generalizada e organiza o crime. Nossas tropas são formadas por jovens recrutas, muitos oriundos das favelas em que agora vão atuar como policiais destreinados e mal-equipados, material e psicologicamente, todos expostos ao contágio da convivência com o submundo do crime que já corrompeu setores significativos do aparelho policial.
Há uma incompatibilidade insanável entre as funções do militar – condicionado para destruir sem se perguntar nem o quê nem o por quê, treinado para neutralizar ou eliminar inimigos (e para tal há que odiá-los!)  e o papel do policial civil, teoricamente destinado a proteger a cidadania.
A intervenção, por essas e outras razões,  não deu certo, e jamais poderia dar certo; seu resultado, além de nulo, é pernicioso para a Instituição e para cada soldado em particular, seja recruta ou oficial,  pois, ademais,  a missão de capitão do mato moderno  o avilta.
Estamos vivendo – semeando para amanhã uma crise dentro da corporação – uma distorção que, não obstante gravíssima, foi sempre requerida pelas elites dominantes.
No Império, quando o escravismo não tinha mais condições de mascarar sua exaustão, o latifúndio autocrata exigiu que o Exército fosse posto a campear pelos matos à procura de cativos foragidos. A ordem não chegou a ser ditada porque o Marechal Deodoro da Fonseca teria prevenido seus superiores de que ela não seria cumprida. Essa resistência, porém, se esboça apenas depois que as tropas, vencedoras, retornam do Paraguai,  mas já nos primeiros anos da República, quando exercerá preeminência sobre os Poderes republicanos,  o Exército é o agente do infame massacre dos camponeses de Canudos.
Ao tempo da Guerra Fria, a hegemonia dos EUA impôs  às Forças Armadas, sem resistência, o papel de auxiliares de sua estratégia global no enfrentamento da URSS: “cuidem de seus problemas que da ameaça externa cuidamos nós”. Em outras palavras: Para quê Forças Armadas?  Superado o conflito com a debacle da URSS, o papel de nossas Forças, novo ditado dos EUA, seria o de combater o narcotráfico, missão que a ditadura recusou, sem, porém, hesitar em colocar os militares a serviço da repressão contra a insurgência contestatória.  Era a doutrina do ‘inimigo interno’ opção política, ideológica e estratégico-militar editada pela Escola Superior de Guerra, depois de formulada pela Escola das Américas, mantida pelos EUA no Panamá.
Mutatis mutandis, a história se repete, quando, abandonando seu papel constitucional – a segurança nacional, nossa independência, a integridade de nossas fronteiras, nossa projeção internacional, enfim, a garantia de nossa defesa em face de um eventual agressor externo — , as Forças Armadas são chamadas  a eleger como alvo,  de novo, o  ‘inimigo interno’, desta feita o  submundo do crime, organizado por narcotraficantes e suas dependências.
E a história se repete, sem que vozes democráticas patrocinem a necessária formulação de uma política de segurança pública à altura dos desafios presentes, porque, desde a redemocratização de 1985, optaram as esquerdas – ainda olhando para o regime decaído —  por deixar de lado a discussão do desafio, como se ele fosse de interesse apenas de especialistas, ou disciplina do currículo privativo de militares,   e assim o tema foi ora relegado a plano secundário, ora elevado à categoria de tabu. Não é, não pode ser, numa democracia, nem uma coisa nem outra.   Nas megalópoles do planeta, pois a violência urbana não é uma especificidade nossa,  trata-se   de questão que interessa a todos pois a todos diz respeito e assim é  objeto de reflexão e análise política e acadêmica, pois sua simplificação, leva a mais e mais matanças, sempre de pobres. Mas entre nós,  ao invés de promovermos políticas de proteção da cidadania, estimula-se a repressão pela repressão que tende a consagrar-se num direito reacionário, penalista, punitivista, tão ao gosto de um Judiciário classista e autoritário, como este nosso de hoje.
 Na sua esteira, esvai-se a democracia.
Enquanto isso, e talvez por isso mesmo, relega o governo a plano secundário os projetos estratégicos, não apenas os de ordem econômica, mas igualmente aqueles que olham para a segurança nacional, como o programa espacial, destruído, e cujo enterro sem pompa será a entrega da base de Alcântara, no Maranhão, aos EUA, que dela não precisam, mas que, tendo-a, impedem que a tenhamos. Como a destruição da indústria aeronáutica militar, mediante a venda da EMBRAER, como a paulatina mas perseverada política de esvaziamento da construção de nossos submarinos, convencionais e de propulsão nuclear, como o arquivamento do projeto de defesa aérea.
Como se vê, tudo tem lógica.
Roberto Amaral

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Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia

27.6.18

Inscrições para o Programa Jovem Aprendiz encerram nesta quinta-feira


O prazo para se inscrever no Programa Jovem Aprendiz dos Correios termina nesta quinta-feira (28). São 4.983 vagas em todo o país, mais formação de cadastro reserva. O programa oferecerá aos jovens a formação de Assistente Administrativo e Assistente de Logística. Para concorrer a uma das vagas, o candidato deve ter entre 14 e 22 anos completos e estar matriculado na escola e cursando, no mínimo, o 9º ano do ensino fundamental. Candidatos com deficiência não tem limite de idade.

A seleção será simplificada, realizada por meio de comprovação de requisitos referentes a renda familiar, aprovação escolar, série atual e participação em projetos sociais, a partir de pontuação detalhada no edital.

Todas as informações sobre o Programa Jovem Aprendiz estão disponíveis no site dos Correios.

Mais 37 municípios baianos e respectivas zonas rurais terão telefonia celular

O sinal de telefonia celular vai chegar a mais 37 municípios baianos, alcançando inclusive as respectivas zonas rurais. A ampliação foi definida em reunião, nesta terça-feira (26), entre representantes do Governo do Estado e da Oi Telefonia, na sede da governadoria, em Salvador. A empresa é um dos maiores contribuintes da Bahia, recolhendo anualmente R$ 401,5 milhões em impostos no estado, sendo R$ 388 milhões de ICMS e R$ 13,5 milhões de ISS.

O governador Rui Costa afirmou que já se reuniu com todas as empresas do segmento para tratar da ampliação da rede de telefonia no estado. “A Oi confirmou que, no prazo de 12 meses, nós vamos atender a 37 cidades, incluindo distritos e localidades que têm dois, três, cinco, até dez mil habitantes, mas não têm sinal de celular. Outras companhias também estão formalizando este compromisso e o Estado vai fazer uma remuneração para que elas coloquem sinal de celular onde ainda não há”. O governador contou, ainda, que pediu à Oi Telefonia que seja feito um cronograma. “Eu quero apresentar a lista na Internet com a data já em que cada distrito vai começar a receber o sinal de celular”, afirmou.

A telefonia celular vem crescendo na Bahia. Para o presidente da Oi, Eurico Teles, a Bahia atrai os olhares dos investidores. Somente a companhia investiu no estado R$ 441,1 milhões em 2016 e 2017, instalando novas portas para o serviço de banda larga e ampliando o 4G. Atualmente são 99 cidades com 4G no estado. Nos primeiros três meses deste ano, os investimentos foram na ordem de R$ 59,3 milhões, com 23 sites implantados e modernizados, além da implantação de 360 novas portas.

25.6.18

Pescadores recebem equipamentos e Declarações de Aptidão ao Pronaf



As festas juninas serão especiais para mais de 30 pescadores baianos. A Bahia Pesca distribuirá, na terça-feira (26), equipamentos diversos para melhorar a qualidade de vida destes profissionais. A ação faz parte das comemorações pela passagem do Dia do Pescador, celebrado no dia 29 de junho.
Os beneficiados com as doações são os pescadores da Associação Comunitária da Fazenda Bonita, de Quixabeira (a 300 km de Salvador); e da Colônia de Pescadores Z-88, de Gavião (a 250 km da capital).
“Doaremos três freezers e 20 caixas térmicas aos pescadores de Quixabeira, para que possam acondicionar melhor o produto de seus trabalhos, incrementando a qualidade dos peixes para o consumidor final e aumentando a renda do pescador. Serão entregues também três balanças para agilizar a comercialização dos produtos” explica a gerente de assistência técnica da Bahia Pesca, Eliana Carla Ramos.
Os representantes da Associação Comunitária da Fazenda Bonita receberão os equipamentos, às 9h, na Chácara Pau de Óleo, s/n, Centro. Já à tarde, às 14h, os técnicos da Bahia Pesca estarão no município de Gavião (Travessa Cecília de Moura, s/n, Centro), onde entregarão 16 Declarações de Aptidão ao Pronaf aos pescadores da colônia Z-88.    
A DAP é indispensável para acesso a políticas públicas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa de Aquisição de Alimentos e o de Habitação Popular.

Atlas Solar Bahia é lançado na Alemanha


Oportunidades de investimentos do setor solar fotovoltaico são apresentadas no maior evento do segmento

O Atlas Solar Bahia foi lançado internacionalmente durante a Intersolar Europe, principal exposição do mundo para a indústria solar, que acontece até sexta-feira (22), em Munique, na Alemanha. As oportunidades de investimentos do setor solar fotovoltaico também foram apresentadas pela secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). O evento é considerado a mais importante plataforma industrial para fabricantes, fornecedores, distribuidores, provedores de serviços e parceiros da indústria solar.
O Projeto do atlas inclui o mapeamento, identificação e detalhamento das áreas promissoras para o aproveitamento solar, assim como a apresentação de áreas de interseção entre as fontes de geração eólica e solar do Estado onde favorece a instalação de parques híbridos que façam uso de novas tecnologias atualmente em desenvolvimento. A proximidade das usinas permite ainda otimizar o uso de subestações e a rede de transmissão.
A Bahia é destaque no setor solar fotovoltaico no país. O estado possui um alto potencial de geração com excelentes níveis de radiação solar, além de ter uma ampla área para a instalação de usinas na região do semiárido. “A secretaria veio prospectar novos negócios e expor as potencialidades energéticas do estado, com objetivo de atrair novos investimentos, gerar empregos, qualificar a mão de obra, aquecer a economia local e gerar o crescimento sustentável da Bahia”, afirma o superintendente da SDE, Paulo Guimarães.
Líder na comercialização de projetos de energia solar fotovoltaica, com uma participação de 25% no total geral dos leilões, a Bahia possui 27 projetos, de acordo com dados da Aneel. Em operação, já são 18 (446 MW), quatro estão em construção (95 MW) e cinco (149 MW) terão a construção finalizada até 2018, respeitando a data de entrega da energia a ser gerada, com investimento total de R$ 3,2 bilhões.
O Estado ainda não apresenta uma cadeia de fabricantes, mas possui um grande potencial para atrair as indústrias de equipamentos, sobretudo pela existência da matéria prima na mina de sílica de Santa Maria Eterna, no Sul do estado (município de Belmonte), necessária para fabricação de vidro grau solar, e do quartzo de Brotas de Macaúbas, matéria prima do wafer componente responsável pela conversão da radiação em energia elétrica.

24.6.18

Exposição fotográfica mostra Canudos em diferentes épocas

Ocorre neste sábado, dia 23 de junho, às 17 horas, a abertura da exposição Plano, Seco e Pontiagudo, da fotógrafa Mônica Zarattini, doutoranda do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP. As imagens retratam a região de Canudos, no sertão da Bahia, em dois momentos de sua história: 1989 e 2016. A inauguração acontece na Ocupação 9 de Julho, no bairro da Bela Vista, em São Paulo.

A ideia para a exposição surgiu a partir de uma viagem que Mônica fez na década de 80, quando era fotógrafa do jornal O Estado de S. Paulo. “Em 1989, fiz uma pauta para o jornal sobre os 80 anos da morte de Euclides da Cunha, em que nós seguimos a rota da quarta expedição, a última da Guerra de Canudos.” A experiência no local foi tão marcante que ela decidiu repetir. ”Eu voltei agora, 27 anos depois, e tentei refazer essa rota. Consegui inclusive reencontrar cinco pessoas que tinha fotografado.” Assim, a partir da análise dessas fotos, tiradas em momentos distintos, surgiu a ideia de fazer um fotolivro e logo depois uma exposição com o conteúdo das viagens. 

Pouco mais de um quarto de século separam as duas expedições da fotógrafa. Além do preto e branco das fotos antigas e do colorido da câmera digital, a exposição possui uma terceira estética. “Em 2016, eu levei também filmes vencidos que tinha guardado. Eles estavam há mais de 25 anos na minha geladeira”, conta ela. O resultado é descrito como surreal. “Fica tudo meio diferente, causando um estranhamento.”

As mudanças não ficaram contidas apenas na evolução tecnológica das câmeras fotográficas. Mônica relata que o modo de vida no local também ficou diferente. ”Hoje em dia todo mundo tem luz e cisterna”, conta. Para a fotógrafa, um dos momentos mais especiais foi reencontrar as pessoas que tinham sido capturadas por suas lentes. ”Eu projetei as fotografias antigas nessas pessoas e elas se emocionaram. Um dos meninos nem sabia como era sua aparência aos seis anos de idade. Quando viu a foto, hoje com 33 anos, ele até chorou.”

O reencontro com a cidade também marcou pessoalmente a fotógrafa. “É uma coisa muito bacana você pegar o seu próprio arquivo de fotos e se debruçar sobre ele, com outro olhar, anos depois. Muita coisa mudou na minha vida e na minha experiência.”  Um dos exemplos é a pessoalidade com que retratou cada momento. ”Percebe-se que em 2016 existe um olhar mais pessoal nessas fotos. Antes era um olhar mais direto, documental.”

Plano, Seco e Pontiagudo está em cartaz em diversos edifícios ocupados pelo movimento Frente de Luta por Moradia (FLM), no centro de São Paulo. As fotografias são ampliadas e colocadas nas fachadas dos prédios, em banners que variam de dois a sete metros. O objetivo é dialogar com as comunidades locais, que, assim como em Canudos, lutam pelo direito à moradia. ”Vou fazer projeções dentro das ocupações, mostrando todas as fotos e falando um pouco da guerra de Canudos. A arte é um estado de encontro, então estou tentando fazer com que através da fotografia eu possa ter esse encontro com a população das ocupações.”

Canudos, que entrou para a história do Brasil pela luta de uma comunidade, não esqueceu seu passado, destaca a fotógrafa. O mito Antônio Conselheiro ainda vive na cidade, mas de maneira diferente. ”Antes eram estátuas, hoje são grafites.”

Mais informações estão disponíveis na página do evento nas redes sociais.

23.6.18

Festas de São João fortalecem atividade turística na Bahia

Forte tradição cultural na Bahia, as festas juninas abrangem mais de 300 cidades em todo o Estado e são um produto turístico competitivo que guarda preservadas originais características da celebração regional. Para valorizar ainda mais essa história que inclui Santo Antônio, São João e São Pedro, o Governo do Estado apoia os festejos em mais de 160 cidades. 

A expressividade da festa está demonstrada em estimativa do turismo interno e excursionistas que, juntos, vão somar cerca de 1,5 milhão de pessoas em todo o território baiano, de acordo com estimativa da Secretaria do Turismo da Bahia (Setur). Este período gera receita estimada de R$ 700 milhões e cerca de 140 mil empregos temporários.

Dentre os municípios contemplados pelo apoio do governo estadual estão Amargosa e Santo Antônio de Jesus, responsáveis por algumas das maiores festas do São João da Bahia. As administrações municipais calculam que a festa vai movimentar cerca de 100 mil pessoas em cada município, entre esta quinta-feira (21) e domingo (24).  A taxa de ocupação hoteleira será de 100% nas duas cidades.

Amargosa terá shows a partir desta quinta (21), e a prefeitura estima geração de 500 empregos temporários nos setores de comércio e serviços, além de injetar em torno de R$ 15 milhões na economia. De frente para o palco que vai receber atrações como Flávio José e Elba Ramalho, a Pousada do Bosque teve as 30 suítes reservadas ainda no mês de março. “Abrimos a venda de pacotes no dia 1º de março e no dia 18 já tínhamos garantido 100%”, informa o proprietário Adailson Cerqueira.

Na pousada Joia do Vale, 16 apartamentos estão ocupados.  Restam apenas três para quem ainda procura vagas para hospedagem no município, onde também é realizado o Forró do Piu Piu – festa privada com shows de Wesley Safadão, Dorgival Dantas e Daniel Vieira, na Fazenda Colibri.

Já em Santo Antônio de Jesus, a festa começou na quarta-feira (20) e segue até domingo (24), com apresentações de Luan Santana, Dorgival Dantas e outras atrações. A cidade também sedia o Forró do Lago, festa de camisa com Marília Mendonça e Wesley Safadão.

O período de festas juninas é responsável pela geração de cerca de mil empregos temporários na rede hoteleira, restaurantes, lojas de vestuário, feiras livres e ambulantes, segundo Rui Tourinho, presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes e Hotéis de Santo Antônio de Jesus e região.

Há poucas vagas para quem deixou a organização da viagem para a última hora. O Pena Branca Hotel, por exemplo, ainda tem disponíveis sete apartamentos, com sala e minicozinha, mas o gerente Edmilson Fonseca acredita fechar reservas até o fim de semana. Os demais 98 apartamentos estão reservados. O Parati Palace Hotel figura entre os hotéis lotados, segundo a gerente Lílian Santana.

Turistas são recebidos com festa junina no Aeroporto Internacional de Salvador

Passageiros que desembarcaram no início da tarde desta quinta-feira (21), no Aeroporto de Salvador, tiveram receptivo especial em ritmo do autêntico forró pé de serra do Trio Poeirão. A animação ficou ainda maior com a atuação de um casal de dançarinos da Capelinha do Forró, hexacampeã em concursos de quadrilha, responsável pelas boas-vindas aos visitantes que vêm para curtir o São João na Bahia.


Estratégia para valorização da hospitalidade, o receptivo da Secretaria do Turismo e Bahiatursa pegou de surpresa muitos turistas que vieram celebrar a tradição na capital ou no interior. “É sempre bom ser recebido com festa, principalmente quando é uma autêntica festa da Bahia”, disse Jhul Lemos, que veio do Espírito Santo com o marido, Eduardo Lobato, para comemorar 16 anos de casamento em clima junino, na Costa do Sauípe.


Também do Espírito Santo, João Vítor  Bonfim e Renata Pereira, baianos que moram em Vitória há nove anos, trouxeram o filho Leonardo, de dois anos, para vivenciar a tradição do São João na cidade de Cardeal da Silva. Já Patrícia Leão veio do Rio de Janeiro para passar o fim de semana festivo em Santo Antônio de Jesus. “Vim conhecer esta festa tão famosa”, disse.


Comemorado no dia 24 de junho, o São João é uma tradição em praticamente todas as zonas turísticas da Bahia. Entre os municípios onde a festa atrai mais visitantes estão Cruz das Almas, Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Cachoeira e Senhor do Bonfim. Em Salvador, o Governo do Estado promove shows com grandes atrações do forró, no Pelourinho e em Paripe, nos dias 23 e 24.


O receptivo junino também foi realizado na Estação Rodoviária de Salvador, na manhã desta quinta-feira (21).

22.6.18

Morre na Bahia o ex-governador Waldir Pires

Uma figura política irrepreensível. Assim pode ser definido o ex-governador da Bahia Francisco Waldir Pires de Souza (1926-2018), que nos deixou hoje, às 10 horas da manhã, em Salvador. Estava com 91 anos e já algum tempo lutava contra o mal de Alzheimer. Faleceu após uma parada cardíaca. 


A última aparição pública de Waldir Pires foi no lançamento de sua biografia, em 14/06/2018, escrita pelo seu amigo e companheiro de PT, Emiliano José. FOTO: Michele Brito

Ao longo de sua vida, Waldir Pires lutou todas as lutas dignas de serem lutadas. O gosto pela política foi revelado desde os tempos estudantis, quando participou de movimentos contra o nazismo. Foi secretário de estado aos 24 anos (1951), deputado federal em 1958 e líder de um grande movimento democrático em 1962 que quase o elegeu governador da Bahia, quando enfrentou uma forte onda anticomunista.

Waldir Pires foi um dos principais aliados do governo João Goulart (1961-1964) e defendeu o comprimento da Constituição brasileira até o fim no Congresso Nacional, contra o golpe que derrubou o presidente e instaurou a ditadura civil-militar.

Resistência Democrática

Consolidado do golpe, Waldir foi caçado e precisou fugir do país, em 4 de abril de 1964. Do exílio no Uruguai, seguiu depois para a França, em 1966, onde lecionou direito constitucional na cidade de Djon. A vida tranquila ao lado da família na Europa, entretanto, não o seduziu. Ainda durante o regime militar decidiu retornar ao Brasil para lutar pela volta da Democracia. 

Homem de partido, ajudou a consolidar o MDB, principalmente no interior da Bahia, que até 1986 era dominada por uma estranha formação: os cargos eram disputados por políticos aliados da ditadura pelas legendas Arena 1 e Arena 2, e depois pelas legendas PDS 1 e PDS 2.

Com a volta do primeiro civil ao governo do País, em 1985, foi convidado por Tancredo Neves a ocupar o cargo de ministro da Previdência. O grande momento, entretanto, vai acontecer um ano depois, em 1986 quando liderou uma grande corrente de centro esquerda pelo governo da Bahia, contra o então todo poderoso Antônio Carlos Magalhães. O jingle de campanha até hoje não sai da cabeça dos baianos: “Eu quero ver um tempo novo de crescer e construir, a Bahia vai mudar trabalhando com Waldir”. A vitória foi esmagadora: quase 2,7 milhões de votos contra 1,2 milhões do candidato carlista Josaphat Marinho.

O compromisso partidário, entretanto, o levou a renunciar ao governo da Bahia, em 1989, para formar a chapa do PMDB à presidência da República, como vice de Ulisses Guimarães. Foi uma decisão difícil e controversa, e muitos enxergam nisso uma única mácula em sua carreira, que permitiu a volta de ACM ao poder, em 1990.

Biografia escrita por Emiliano José

A decisão polêmica de deixar o governo da Bahia não roubou a admiração dos baianos por Waldir Pires, que foi o deputado federal mais votado na Bahia, em 1990, pelo PDT. Em 1998, já no PT, elege-se novamente deputado federal. Nos dois governos de Lula (2003-2010), Waldir ocupou dois cargos importantes: o primeiro foi ministro-chefe da Corregedoria Geral da União (CGU), e depois ministro da Defesa. O último cargo político foi vereador de Salvador (2013-2016)

Waldir já enfrentava o mal de Alzheimer há alguns anos e, por essa razão, afastou-se da cena política. Sua última aparição pública aconteceu há uma semana, em 14 de junho, para receber o abraço dos admiradores no lançamento do primeiro volume de sua biografia, escrita pelo seu grande amigo e parceiro de jornada nas últimas décadas, Emiliano José.  O livro, autografado pelo autor no Palácio Rio Branco, no centro de Salvador, já pode ser considerado um sucesso editorial, pois todos os 400 exemplares vendidos no lançamento.

Por sua coerência política por uma vida inteira em defesa da democracia, toda as homenagens são justas a Waldir Pires. O governador da Bahia Rui Costa (PT) decretou cinco dias de luto oficial. Para ele, Waldir é “um exemplo de retidão, na vida pública e privada” e o seu legado “serve de herança e inspiração para todos nós”.

20.6.18

Gleisi inocente, vitória da verdade!


                Ficou provado que o processo contra a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, julgado, na noite de ontem, pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), não passava de uma aberração jurídica sem provas. Gleisi foi absolvida por unanimidade, por cinco votos a zero, das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia fez parte de mais um capítulo da perseguição de setores da justiça, do Ministério Público e da grande mídia ao PT e seus dirigentes.

                 As acusações frágeis e vazias de qualquer elemento probatório, foram baseadas em delações de réus confessos, que alteraram as versões dos fatos diversas vezes.

                Mais uma vez, fica claro que se tratava de uma denúncia de caráter estritamente político numa tentativa de incriminar o PT, a quem defende a democracia e luta contra os constantes absurdos protagonizados pela justiça brasileira.

                Em Minas Gerais e em todo o Brasil, todos os trabalhadores e trabalhadoras seguirão vigilantes e atuantes na luta pela preservação do estado democrático de direito.


por Cida de Jesus - Presidenta do PT/MG

Secretários do Turismo discutem ações de desenvolvimento com a Embratur

A regionalização da política de desenvolvimento do turismo para fortalecer a promoção dos destinos foi discutida durante reunião, nesta segunda-feira (18), entre os representantes do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur) e a presidente da Embratur, Teté Bezerra. Eles foram unânimes em destacar a importância do incremento da atividade turística para obter geração de emprego e crescimento econômico.

O subsecretário do Turismo da Bahia, Benedito Braga, afirmou, durante o encontro, que a regionalização das ações representa importante avanço e seguramente vai contribuir para a obtenção de resultados em curto prazo. "Principalmente quando se trata da promoção e reposicionamento do Brasil nos mercados emissores internacionais", enfatizou.

Trabalho conjunto entre a Embratur e os estados pode tornar a promoção do destino ainda mais eficaz porque a autarquia somará esforços às políticas em desenvolvimento nas regiões brasileiras. “Se houver alinhamento entre as proposições, o resultado será mais efetivo”, argumentou o subsecretário.

Ele observou, ainda, que no caso específico da Bahia, existe uma política estadual em andamento que visa a ampliar a oferta de voos. “Temos obtido ótimos resultados e podemos expandi-lo ainda mais”, propôs Benedito Braga.  A presidente da Embratur, Teté Bezerra, ouviu os pleitos da comissão, incluindo repasse de recursos, e comprometeu-se a analisar cada item com interesse.

18.6.18

Em Itabuna, Rui autoriza início de obras de mais uma Policlínica Regional de Saúde

O trabalho de descentralização da Saúde na Bahia avança com a autorização de início das obras da Policlínica Regional de Saúde em Itabuna, assinada pelo governador Rui Costa nesta segunda-feira (18). O equipamento vai beneficiar baianos de 31 municípios do sul do estado.

“O que nós queremos com esses equipamentos é valorizar a atenção básica. Porque eu acredito que a melhor política pública de saúde chama-se prevenção. O que eu quero é que as pessoas façam precocemente seus exames e muitas delas talvez nunca precisem passar no hospital. A Bahia ficou em primeiro lugar no ranking de rastreamento de câncer de mama. Esta policlínica também vai fazer exames de mama e de colo de útero. Mas não basta diagnosticar, nós estamos garantindo hoje que Hospital da Mulher e o Hospital da Costa do Cacau ofereçam o tratamento para as mulheres que foram diagnosticados com câncer de útero e câncer de mama”, afirmou o governador Rui Costa.

Os municípios participantes do consórcio são Almadina, Arataca, Barro Preto, Buerarema, Camacan, Canavieiras, Coaraci, Firmino Alves, Floresta Azul, Gongogi, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Itajú do Colônia, Itajuípe, Itapé, Itapitanga, Itororó, Jussari, Maraú, Mascote, Pau Brasil, Potiraguá, Santa Cruz da Vitória, Santa Luzia, São José da Vitória, Una, Uruçuca e Aurelino Leal.

Para o morador da cidade de Floresta Azul, Antônio Marcos da Silva, a policlínica é um equipamento de grande importância. “Eu fico muito grato de saber que toda a população aqui da região Sul vai ter a saúde bem atendida, porque o nós precisamos muito ter uma saúde digna, porque com saúde nós temos tudo”.

O investimento previsto nas obras da Policlínica Regional de Saúde é de R$ 27.617.491,36, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). São R$ 11.409.491,36 em obras, R$ 12 milhões em equipamentos e R$ 4.208.000,00 investidos em 16 microônibus.

Atualmente, estão em funcionamento sete policlínicas, em Jequié, Teixeira de Freitas, Guanambi, Irecê, Alagoinhas, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. Outras nove estão em construção, além de em Itabuna, também em Barreiras, Jacobina, Juazeiro, Paulo Afonso, Salvador, Senhor do Bonfim, Simões Filho e Vitória da Conquista. A de Valença será inaugurada até o mês de julho. Serão 18 em funcionamento ou em construção até o fim do ano. Serão autorizadas ainda a segunda unidade em Salvador e mais uma no interior, em local a ser definido.


Outras entregas

Ainda na área de saúde, Rui entregou 21 ambulâncias, sendo 17 básicas e quatro do tipo van, em um investimento de R$ 1,8 milhão, e 96 equipamentos como kits cirúrgicos, nebulizadores, aparelhos de raio-x, para utilização em unidades de saúde em 22 municípios, em cerca de mais R$1,1 milhão investido.

Para a segurança pública, o governador entregou 19 viaturas, no valor de R$ 1.658.646,24. Rui anunciou a pavimentação do acesso do Presídio Estadual de Itabuna à Rodovia BR-415 e também a licitação para implantação da Sinalização de Trânsito, beneficiando com R$ 173,2 mil os municípios de Belmonte e Teixeira de Freitas.

Rondesp Atlântico prende trio de estelionatários em Stella Maris

Guarnições das Rondas Especiais (Rondesp) Atlântico prenderam, na madrugada desta segunda-feira (18), um trio de estelionatários, no bairro de Stella Maris, em Salvador. Com os criminosos foram encontrados revólver, simulacro de pistola, espadas, diversos documentos falsos, impressoras, equipamento para confeccionar cartões, entre outros materiais.

Os militares chegaram até a quadrilha, após um morador informar sobre a presença de homens armados, na Rua Lígia Borja. Chegando no local e, sabendo em qual veículo os criminosos estariam, foi realizada a abordagem e encontrados documentos falsos e um revólver calibre 38. Questionados sobre a falta de documentos do carro, o trio levou os PMs até um imóvel, onde foram localizados um simulacro de pistola, munições, mais documentos falsos, máquina para fabricar cartões, impressora, papel, espadas, relógios, R$ 2 mil, entre outros materiais.

O trio, identificado preliminarmente como Luiz Paulo Bonato de Aguiar, Thiago Augusto Bonato de Aguiar e Rafael Vieira da Silva Matos, foi apresentado, na Central de Flagrantes. “Mais uma denúncia que demonstra a confiança da população, no nosso trabalho. Pelo material apreendido estamos diante de uma quadrilha especializada em falsificações”, declarou o comandante da Rondesp Atlântico, major Edmundo Assemany.

17.6.18

Falta tesão na seleção


Crédito da foto: Uol.
Eu já tinha me decidido que não entraria na onda que circulou nas redes sociais de não torcer pela Seleção Brasileira. Sim, eu sei, está repleta de coxinhas. Mas aquela camisa amarela já me deu muitas alegrias. Muitas tristezas também. O que importa mesmo é que a turma representa a nação brasileira.

Me recuso a usar a camisa amarela. Isso não quer dizer que por isso estarei torcendo contra. O meu país de chuteiras ainda tem espaço para parar o trabalho e ficar esperando o momento do apito inicial. Antes, durante a execução do hino nacional, que antes me emocionava muito, senti que estavam atrapalhando a bola rolar. E ela rolou.

Já faziam uns três anos que eu não via nada pela Rede Globo. Com a voz do Galvão Bueno, muito mais tempo. Quebrei tudo pela seleção.

E quando a bola rolou percebi que se eu precisar de uma boa turma para enceram o chão da minha casa, os canarinhos vão servir muito bem. Parece uma turma de enceradeiras dentro do campo e sem nenhuma criatividade.

Não, eu não vou fazer como o Galvão que todo jogo arruma um jogador para cristo e destrói o sujeito. Neste caso, todos estão no mesmo nível, sofrível.

Quando vemos outras seleções jogando, se percebe que o pessoal joga pela camisa, pela país, pela pátria. A brasileira não! Parece que estão jogando por obrigação, sem tesão nenhum. Um bando de jogadores endinheirados sem a mínima vontade de ganhar o jogo.

Próximo jogo vou ver novamente e torcer pelo time. Eu gosto desse joguinho de coxinhas que se transformou a Seleção Brasileira.

BCS/Fazenda Coutos promove feira de saúde para comunidade

Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da comunidade, a Base Comunitária de Segurança (BCS/Fazenda Coutos), em parceria com a ITO Policlinica e Odontologia, promove, na tarde deste sábado (16), a partir das 14 horas, uma feira de saúde, no Espaço Baha'i, localizada na rua Almeida Júnior.

O evento oferece atendimentos médicos gratuitos, como os de ortopedia, clínica geral, preventivo ginecológico, ultrassom mamária e eletrocardiograma. Os interessados devem estar de posse de comprovante de residência e documento de identificação.

De acordo com a comandante da BCS/Fazenda Coutos, capitã PM Lilian Souza Carvalho, ações como esta reforçam a parceria da polícia com a comunidade. “Acreditamos que essas iniciativas, com a presença da população, ajudarão a resolver os problemas locais e a melhorar a qualidade de vida de todos”, explicou.

15.6.18

Homicida preso com armas e drogas em Paulo Afonso

Caio César Lima de Souza, 21 anos, foi preso nesta quinta-feira (14), por integrantes do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM/Paulo Afonso), no povoado de Juá, com três espingardas – uma de calibre 36 e duas de fabricação artesanal – e 16 cartuchos 36.

Com passagem pela polícia por prática de homicídio, ao notar a chegada da guarnição, ele fugiu, deixando para trás o parceiro adolescente de 16 anos e oito pacotinhos com maconha, além de aparelhos celulares.

Informado pelo menor, os policiais localizaram e prenderam Caio, escondido numa plantação de palma na localidade de Juá, ao lado das espingardas. Segundo informou o comandante do 20º BPM, tenente-coronel Carlos Humberto Moreira, o criminoso seguiu para a Delegacia Territorial de Paulo Afonso, onde foi autuado em flagrante. “Para o adolescente apreendido, a Polícia Judiciária adotou as medidas cabíveis”, ressaltou.

14.6.18

Rui autoriza construção de policlínica regional em Senhor do Bonfim


Uma série de investimentos foi anunciada pelo Governo do Estado para áreas como saúde, segurança e infraestrutura na região centro norte da Bahia. Nesta quinta-feira (14), o governador Rui Costa esteve em Senhor do Bonfim, onde assinou ordem de serviço para a construção da Policlínica Regional de Saúde no município. Com um investimento de R$ 22 milhões, o equipamento atenderá 12 cidades, que representam 384 mil habitantes. 


A unidade será instalada em uma área de mais de 12 mil metros quadrados, incluindo serviços de urbanização, paisagismo, terraplanagem e pavimentação. A policlínica vai atender os municípios de Andorinha, Antônio Gonçalves, Campo Formoso, Filadélfia, Itiúba, Jaguarari, Ponto Novo, Senhor do Bonfim, Queimadas, Nordestina, Pindobaçu e Cansanção. "Estamos materializando e estou cumprindo minha palavra quando disse que iria regionalizar a saúde e levar para o interior da Bahia os serviços de média e alta complexidade", afirmou Rui. 



Ainda em Senhor do Bonfim, o governador inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas; o Estado investiu mais de R$ 400 mil na aquisição de mobiliário e equipamentos para a UPA. Rui também realizou a entrega de um veículo para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de Senhor do Bonfim e de 11 ambulâncias, que foram destinadas às cidades de Itiúba, Jaguarari, Barrocas, Várzea Nova, Umburanas, Serrolândia, Andorinha, Cansanção, Curaçá, Tucano e Senhor do Bonfim. 



Também fizeram parte das ações a entrega de 27 equipamentos, como raio-x, cadeira odontológica, kit parto, entre outros, para Campo Formoso, Jaguarari, Ourolândia, Senhor do Bonfim, Pé de Serra, Baixa Grande, Riachão do Jacuípe, Mirangaba, Várzea da Roça e Nova Fátima, e a inauguração da iluminação pública da Avenida João Durval, em Senhor do Bonfim, com recursos da ordem de R$ 1,3 milhão. "Hoje é uma agenda grande, com foco na saúde, mas também com investimentos em abastecimento de água e infraestrutura da região", acrescentou Rui.



Abastecimento de água



Na área de infraestrutura hídrica, a inauguração de um Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA) beneficiará 300 habitantes das localidades de Fazenda Simão, Queimado, Junco, Garrote, e Lagoa do Boi. A obra representa um investimento total de R$ 200 mil. 



Um sistema simplificado de abastecimento de água também foi entregue em benefício das localidades de Fazenda Brejo e Varzinha. Foram investidos mais de R$ 140 mil para levar água para cerca de 150 moradores. Outro sistema beneficia o assentamento Serra Verde, onde foram investidos R$ 90 mil.



O governador também realizou a entrega simbólica de 237 cisternas para captação de água para o consumo humano. Deste total, 90 cisternas foram instaladas em comunidades quilombolas e indígenas.



Segurança e agricultura 



Na área da segurança pública, o Governo do Estado entregou 34 viaturas, entre caminhonetes, motocicletas, monovolumes e bases móveis, que irão reforçar o patrulhamento nos municípios de Jacobina, Euclides da Cunha, Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Senhor do Bonfim e Sobradinho. 



Um trator com implementos foi entregue para a Associação de Pequenos Produtores de Quicé. Além do equipamento, o governador fez a entrega de 514 certificados do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Na oportunidade, a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado (SDR) foi autorizada a celebrar seis convênios no âmbito do projeto Pró-Semiárido. A ação representa um investimento de cerca de R$ 1,3 milhão na agricultura familiar.