18.3.13

PORQUE SUJAMOS AS VIAS PÚBLICAS.


Não que somos literalmente sujos, mas que a somatização da falta de políticas públicas sérias, junto a protótipos sem resultados de programas de educação ambiental cheios de metodologias e didática com ares filosóficos dão o tom dessa diária ação coletiva nas comunidades em geral.
No Brasil e principalmente nas cidades, o que às vezes presenciamos é a total inércia na aplicação de programas educativos que possam ter resultados imediatos, onde a intervenção de certos atores que não tem compromisso atropelam o processo de mitigação, reparação dos danos ambientais no tocante ao lixo descartado.
Ora, se por um lado há pessoas querendo realmente contribuir com uma educação ambiental que atinja de forma linear o processo em que as pessoas despertem para tal temática, por outro existem aos milhares pressupostos ambientalistas e técnicos que nada entendem do processo e ficam palpitando sobre o que devemos fazer e procuram intervir no processo de educação ambiental nesse aspecto do descarte e da coleta seletiva do lixo doméstico.
A esses pressupostos temos uma receita infalível que é a de reaprender todo processo e fazer uma leitura antropológica sobre o que é viver nas comunidades e posteriormente, entender suas nuances sociais, ou seja, procurar ler e entender como fomos educados ao longo da história e entender um dos objetivos da educação ambiental: “Promover de forma direta e em consonância com o seu público alvo, novos modelos para aplicar e remediar um aprendizado sobre aquilo que se quer modificar, mitigar, aprender e desenvolver ações para que futuras gerações possam preservar o conhecimento, a ação e a remediação” (SILVANO, 2010).
Aí sim, depois, poderá implementar através de programas e projetos de educação ambiental com resultados imediatos e satisfatórios as ações que as demandas internas necessitem.
O processo é lento e as vezes sem o mínimo de resultado, mas, temos que realizar uma leitura na questão histórica e cultural do passado, e aí sim teremos diversas opções e razões para continuar o processo de educação ambiental coletiva com poucos resultados.
Silvano Wanderley.

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