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16.2.19



Jones Soares da Silva não nasceu em berço de ouro. Também nunca passou por dificuldades. Filho do petroleiro Leonardo e da professora Roseli, Jones frequentou boas escolas. Nunca foi um gênio, nem um apoucado. Um aluno mediano. Formou-se em filosofia pela UNIT.

Jones ainda não conseguiu uma colocação rendosa. Mora com os pais, e está estudando para concurso. Até aí, nenhuma novidade. Jones é um solitário. Não se sente parte de nada, não tem referências coletivas. Odeia a política e é indiferente a religião. Não pertence a nenhum grupo. Jones é uma alma desenraizada.

De uns tempos para cá, Seu Leonardo começou a achar Jones estranho, meio confuso, com uma conversa sem pé nem cabeça. O que houve meu filho, o que está lhe faltando? Meu pai, a minha vida não tem sentido. Quem sou eu, um inútil? O que isso menino? Fizemos o maior sacrifício para você estudar, agora é ter paciência, a sua hora vai chagar. Meu pai, não existe concurso para filósofos!

Só que bateu uma crise existencial em Jones, e sua autoestima despencou. Jones nem crer nem descrer em nada. Uma alma vazia. A primeira ideia foi cuidar do corpo. Passou a frequentar uma academia, e a ocupar boa parte do tempo na fisicultura. Engrossou os braços, tomou bomba, passou a ser um fitness. Mas não resolveu o vazio existencial.

Concluiu que o corpo musculoso não era suficiente. A sua feição tinha uma deformidade: as orelhas de abano, herdadas do Pai. Tomou uma providência imediata: procurou o cirurgião plástico mais caro de Aracaju, e operou as orelhas. Por infelicidade, as orelhas que antes eram muito afastadas da cabeça, com a cirurgia, ficaram muito coladas. Ele não gostou. Nem ninguém!

“A cirurgia estética é uma medicina destinada a clientes que não estão doentes, mas que querem mudar a sua aparência e modificar a sua identidade. Provocar uma reviravolta em sua relação com o mundo.”

Para encobrir o defeito cirúrgico, Jones passou a usar um par de brincos de penas com búzios caramelo. No começo chamou muita a atenção. Uns riam, outros debochavam, mas a verdade é que Jones saiu um pouco do anonimato. Começou a ser notado. Ele pensou, o caminho é esse, vou continuar investindo em meu corpo.

Nesse meio termo Jones tentou outras saídas. Fez terapia cognitiva comportamental (TCC), yoga, meditação, recorreu a homeopatia, virou vegano, Hare Krishna, punk, cheirou pó, teve uma experiência homo, fez a trilha de Santiago de Compostela, experimentou o Santo Daime, tentou o suicídio e chegou até pensar em virar evangélico. Nada deu jeito. Ao final de cada experiência, a alma de Jones continuava vazia. Nenhuma resposta.

Só lhe sobrou o corpo, como último refúgio. “O corpo sou eu!” imaginava ele inseguro... “Se não existem mais saídas nas esferas coletivas, vou buscar na vida privada.” Fez duas grandes tatuagens, uma nas costas, outra na bunda; pôs um piercing no nariz e outro na bochecha.

Pintou o cabelo de amarelo e mandou desenhar uma suástica. “Se não é possível mudar as condições de existências, pode-se pelo menos mudar o corpo de várias maneiras”, filosofava Jones. “O corpo é o emblema do self.”

Segundo Lasch, “essa paixão repentina pelo corpo é uma consequência da estruturação individualista de nossas sociedades ocidentais, sobretudo em sua fase narcisista.”

Jones passou a trespassar o corpo com alfinetes, enganchou cruzes gamadas, mutilou, talhou, escarificou, usou trajes impróprios; fez um branding com laser. Chegou a usar um ampallang, mas achou incomodo.

Jones se transformou num body builder. A sua alimentação passou a receber um complemento nutricional dado por proteínas em pó, minerais e vitaminas. Jones Soares da Silva, aos trinta anos, é uma fortaleza de músculos inúteis e enfeitados.

Jones tentou fabricar-se a si mesmo. O corpo virou o seu alter ego. O corpo passou a ser o seu lugar de questionamento do mundo.

Nessa trilha sinuosa, Jones não sabe mais o que é máscara e o que é rosto. O virtual e o real se fundiram. No final da metamorfose, Jones se transformou numa colcha de retalhos, fragmentado, polimorfo, disforme, membro de uma nova espécie, o Homo esquizoide, que em breve receberá um chip com inteligência artificial, e será controlado via internet.

Antônio Samarone.

15.2.19



Sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, o clima é de comoção e esta noite não seria como tantas outras de normalidade. Naquele prédio estava o maior líder político mundial da atualidade. Cercado por uma multidão de pessoas que estavam ali com um único propósito, defender e garantir sua integridade física. Sabíamos que policiais federais estavam infiltrados entre a multidão e que tinham conseguido ter acesso as dependências. Já não conseguíamos mais controlar e saber quem era quem.

No segundo andar onde estávamos, o sentimento era de resistência. Lutar, se preciso fosse, para que Lula pudesse encontrar uma embaixada, pedir asilo e de lá comandar a luta política no país. Este era o sentimento predominante naquelas dependências. Eram poucas as palavras o que se via muito eram os abraços e carinhos. No rosto de cada um havia uma tristeza. Acho que falar seria como uma faca que corta, machuca e deixa a ferida. Havia muita solidariedade e conforto em cada um.

Poucas pessoas tinham acesso direto a ele. E naquela bagunça generalizada, havia uma mulher, a Cilene Antoniolli, que mesmo abatida, mostrava uma força interior que contagiava a todos os presentes. Ver ela fazendo as coisas acontecerem era o alento que se precisava. Sabíamos que, mesmo após a prisão, Lula não estaria abandonado e a luta continuaria. As mulheres Petistas demostraram, desde a luta contra o Golpe na Dilma, que elas são a principal força de combate da militância. Seja nas ruas, nos acampamentos ou no Congresso Nacional, são elas que veem dando show de organização e engajamento. Era dela a função de fazer as coisas acontecem bem para todos, do Presidente a direção do partido, das lideranças de outros partidos, dos advogados, da família e da militância que estava fora do prédio.

As horas iam passando e sabíamos que o momento da prisão estava mais próximo. A tensão aumentava. Autoridades e populares se misturavam pelos corredores e salas do sindicato. Advogados e dirigentes mais próximos ao Presidente Lula, já tomavam as providencias necessárias para sua apresentação à Justiça.

Para piorar um pouco mais as coisas, cortaram a água e foi preciso providenciar garrafas de água. As coisas só iriam ficar mais difíceis. Havia a informação de que a polícia poderia invadir o sindicato. A determinação de todos era que não haveria rendição naquele local, acontecesse o que acontecesse. Eles não iriam humilhar a maior liderança política mundial. Esta era a determinação no local. Mais tarde, Lula mudou este sentimento.

Haviam três pessoas, a Gleisi Hoffman, o Paulo Pimenta e o Wadih Damous que naquelas horas, lutaram bravamente e defenderam publicamente o nosso Presidente, mostrando o erro que estava sendo cometido pela justiça brasileira. Não há provas para a prisão o que restou foi convicção de um juiz que depois se mostrou um político parcial. Eles se tornaram os guardiões da vida do Lula naquelas horas. Ninguém, nem a polícia federal, teria a coragem de invadir ou fazer qualquer ato com os parlamentares no local.

Foi organizado melhor o acesso ao segundo andar para que o Presidente pudesse circular mais à vontade. Isolaram uma parte do corredor e uma sala para que ele pudesse conversar com dirigentes e advogados e outra sala para que ele pudesse ficar com sua família.

Durante a madrugada o Lula resolveu circular pelo prédio lotado. Mal dava para andar pelos corredores. As pessoas tentavam chegar nele. Se ouvia choro. Se via abraços e muitos celulares tirando fotos além da preocupação de que ele saísse do prédio. A segurança pessoal e lideranças tiveram muito trabalho para o convencer de não ir até a rua.

Passam as horas, e a resistência dentro do sindicato continuava. Alguém mostrava pelo celular a repercussão que estava havendo na imprensa internacional do que acontecia em São Bernardo. A Rede TVT – Televisão dos Trabalhadores, era a única que fazia uma cobertura correta no Brasil. Estas informações chegavam rapidamente a Lula.

Na madrugada circulou a informação de que Lula não queria ver sangue derramado ali. Já havia sido tomada a decisão de que ele iria se entregar. Houve muita reclamação da militância quanto a isto, mas a disposição dele, talvez para que não houvesse confronto, tenha ocorrido e se fez chegar a todos a sua decisão.

Já começavam a aparecer os primeiros raios do sol. Naquela manhã haveria uma missão em homenagem à Dona Marisa. E que foi assistida pelo mundo através da internet.

Ele demostrava estar tranquilo. Acalmava os mais exaltados. Tratava a todos de sua equipe mais próxima com muito carinho. Lula já não era confortado, Lula confortava a todos com palavras. As vezes brincava. Olhando aquela cena os olhos encheram de lagrimas. Como um homem que vai ter a sua vida privada da liberdade consegue sorrir e dar carinhos? Até hoje me pergunto o porquê de ele não ter ido a uma embaixada e de lá comandar a reação ao golpe. Só o Presidente poderá falar um dia sobre isto.

Chegou a hora de Lula sair do prédio e ir participar da missa.

Ele passou pelos corredores ouvido fritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. Sorria, abraça as pessoas, beijou outras. De fora vinha um barulho muito grande, eram milhares que ocupavam a frente e as ruas ao redor do sindicado. Aquele homem, que saiu do Nordeste como retirante e que chegou a presidência da república chegava a porta da saída. De longe deu para ver sendo levado pelos braços do povo. Lula levantou os olhos, sorriu para uma mulher que lhe estendia as mãos, foi ao encontro dela e as beijou. Ele retomou o caminho e foi seguido por lideranças que não o abandonaram um só minuto naquela noite.

Lula sumiu no meio do povo, sendo abraçado por aqueles que reconhecem nele o melhor Presidente da história do Brasil. Me resta a lembrança dos sons e das imagens de um povo defendendo o seu líder.

13.2.19





Em seis meses terão início as obras de implantação do Sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará o Comércio, em Salvador, até a Ilha de São João, no município de Simões Filho. O contrato no valor de R$ 1,5 bilhão foi assinado pelo governador Rui Costa, nesta quarta-feira (13), durante evento no Salão de Atos da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

“A população do subúrbio, com o VLT, passa a ter um transporte rápido, confortável, que abre espaço também para o desenvolvimento da cidade pra aquela região. Novos negócios surgem, a gente atrai a iniciativa privada para construir equipamentos comerciais, residenciais, de lazer, e que geram empregos. A partir de um novo sistema de transporte, a gente leva também oportunidades de crescimento”, afirmou o governador Rui Costa.
O VLT irá substituir o atual sistema de trens que faz a linha da Estação da Calçada ao bairro de Paripe, no Subúrbio Ferroviário, beneficiando os mais de 600 mil moradores da região.
Com cerca de 20 quilômetros de extensão, 22 estações e capacidade para transportar cerca de 150 mil usuários por dia, o VLT será do tipo monotrilho, movido à propulsão elétrica, sem emissão de agentes poluentes que prejudicam o meio ambiente. As atuais dez estações dos trens do Subúrbio serão desativadas e reaproveitadas para prestação de outros serviços à comunidade, como postos da Polícia Militar e centros de atendimento.
A integração física do VLT com o sistema de metrô de Salvador se adequará à lógica de mobilidade do Governo do Estado, que viabiliza o funcionamento dos modais em um sistema de rede, através de serviços complementares. O projeto prevê uma ligação com quatro estações entre a região de São Joaquim, passando pela Via Expressa e fazendo a integração com o sistema metroviário no Acesso Norte.
Consórcio
O contrato foi assinado pelo Governo do Estado e pelo consórcio vencedor do leilão realizado em maio de 2018, a Skyrail Bahia, composto pelas empresas Build Your Dreams (BYD Brasil) e Metrogreen, responsável pela implantação e operação do sistema. A obra será realizada por meio da modalidade de Parceria Público-Privada (PPP).
“A tecnologia aqui é uma das melhores disponíveis para a área ferroviária atualmente. Após essa assinatura, os próximos passos são a realização dos serviços preliminares previstos no projeto, com o traçado da poligonal onde será implantado o VLT e a instalação do canteiro de obras. A previsão é que as intervenções sejam concluídas em 24 meses após serem iniciadas”, afirmou o diretor técnico do consórcio, Alexandre Barbosa.

12.2.19



Conhecido como Toinho, agressor teve mandado cumprido no município de Itiúba.

Já está à disposição da Justiça Antônio Cardoso da Silva, conhecido como "Toinho", de 31 anos. Ele foi preso, na segunda-feira (11), por policiais da Delegacia Territorial (DT) de Itiúba, após agredir e manter a companheira em cárcere privado.

O agressor foi localizado, no município que fica a 377 quilômetros de Salvador, em cumprimento a mandado de prisão. Segundo o titular da DT/Itiúba, delegado Atílio Dias da Silva, Toinho está custodiado na unidade policial e deve ser encaminhado para o sistema prisional.

Por Daza Moreira.

9.2.19


 

Plácido Pereira da Silva foi preso por equipes da Delegacia Territorial (DT) da cidade e encaminhado ao sistema prisional.

Plácido Pereira da Silva, que estava com um mandado de prisão preventiva em aberto por tráfico de drogas, foi preso, na quinta-feira (7), em Paulo Afonso, por equipes da Delegacia Territorial (DT), daquele município.

De acordo com a delegada Antônia Jane Santos, titular da unidade policial, o mandado foi expedido pela 2ª Vara Criminal da comarca de Paulo Afonso. Plácido será encaminhado ao sistema prisional.


A anistia de dívidas de mais de 15 bilhões de reais beneficiaria sobretudo gigantes do campo e pode arrombar ainda mais a previdência.

Desde o resultado das urnas nas eleições de 2018, ruralistas aguardam a promessa do presidente Jair Bolsonaro de perdoar o total das dívidas do setor com o chamado Funrural, a contribuição previdenciária feita por produtores e empreendimentos rurais.
“Estamos juntos nessa briga contra o Funrural”, disse o então deputado federal e já pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro em dezembro de 2017.

A dívida retroativa está atualmente em R$ 15,3 bilhões, de acordo com a Receita Federal. Especialistas afirmam que, se colocado em prática, o perdão seria contraditório, principalmente por afetar a já deficitária Previdência Social, que está em discussão para uma reforma que deve ampliar o tempo de contribuição da maior parte dos trabalhadores do país.

7.2.19



O programa Partiu Estágio, do Governo do Estado, está com inscrições abertas até o dia 24 de fevereiro. Das 2.325 novas vagas oferecidas, 97 são para atuar na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em Salvador, nas seguintes áreas: Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social, Arquivologia, Psicologia, Ciências Econômicas, Direito, Educação Física, Pedagogia, Secretariado Executivo, Serviço Social e Web Design.

As inscrições são realizadas através do site www.programaestagio.saeb.ba.gov.br e são destinadas a estudantes de graduação presencial de universidades baianas, que tenham concluído, no mínimo, a metade do curso. Os selecionados receberão bolsa e auxílio transporte e cumprirão carga horária de 20h semanais.

Têm prioridade estudantes portadores de deficiência, aqueles que estão cadastrados no CadÚnico dos programas sociais do Governo Federal e os que cursaram todo o Ensino Médio na rede pública ou como bolsista na rede privada.

O edital com todas as informações está disponível no site do programa. Há oportunidade para 109 cursos diferentes, em 62 órgãos estaduais de 49 municípios do estado.


A Feira da Economia Viva: Mostra de Cultura Popular e Economia Solidária integra a programação da 11ª edição da Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), que começa hoje (6) e segue até o próximo domingo (10), em Salvador.

A feira, que conta com o apoio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), por meio da Superintendência de Economia Solidária e Cooperativismo (Sesol), acontece entre os dias 7 e 9 de fevereiro, das 12 às 21h, na Tenda da Praça das Artes, no campus de Ondina da UFBa.

Na oportunidade, 80 empreendimentos econômicos solidários, estudantes, representantes do movimento social e de editoras estarão expondo e comercializando diversos produtos. A Sesol disponibilizou 40 barracas para o evento e oferece ainda apoio técnico no planejamento e execução da atividade.

Debate

O tema “Economia Solidária e Desenvolvimento Territorial” será discutido na quinta-feira (07), das 15 às 17h, no Palco Refavela, montado ao lado da feira. O debate contará com a participação do Superintendente Estadual de Economia Solidária, Milton Barbosa; da representante do Centro Público de Economia Solidária (Cesol) de Monte Santo, Kamila Araújo; da presidente da Sociedade Protetora dos Desvalidos, Lígia Margarida; e do representante do Banco Comunitário de Desenvolvimento da Lagoa, Joelson Soares. Uma homenagem ao professor e economista Paul Singer também será realizada durante a roda de conversa.

 
Criminoso foi autuado por roubo, tráfico e corrupção de menores na DT/Jeremoabo.

Diligências realizadas por investigadores da Delegacia Territorial (DT) de Jeremoabo, distante 370 quilômetros de Salvador, resultaram na prisão de Isaías Santana Pereira, na terça-feira (5). Com foi apreendido um revólver municiado, um simulacro de pistola e maconha.

Isaías foi localizado após policiais militares apresentaram na DT/Jeremoabo dois veículos que haviam sido roubados e duas adolescentes envolvidas no crime. Segundo o titular da unidade, delegado Ailton José de Souza, uma das garotas era namorada de Isaías. “Ainda estamos procurando o comparsa dele, que está foragido”, comentou o delegado.

O criminoso foi autuado por roubo, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. O material apreendido será encaminhado para perícia, no Departamento de Polícia Técnica (DPT). As adolescentes foram encaminhadas ao Ministério Público (MP).






Em Brasília, Rui acerta liberação para  entra na última fase de obras físicas do
Aeroporto de Vitória da Conquista

A autorização para a realização da última etapa de obras
físicas que faltava para a inauguração e operacionalização do Aeroporto Glauber
Rocha, em Vitória da Conquista, foi assinada nesta quarta-feira (6), em
Brasília, durante reunião do governador Rui Costa e do secretário estadual de
Infraestrutura (Seinfra), Marcus Cavalcanti, com o diretor-geral da Agência Nacional
de Transportes Terrestres – ANTT, Mário Rodrigues Junior.

Com isso, a Via Bahia foi autorizada a realizar a obra da
rotatória que interliga a BR-116 ao novo aeroporto de Conquista. Segundo o
governador Rui Costa, que cumpre uma intensa agenda de trabalho desde a manhã
de hoje na capital federal, esta era a última fase necessária que faltava para
a inauguração do equipamento, uma vez que o Terminal de Passageiros já foi
concluído, e a Força Aérea Brasileira já havia autorizado o tráfego aéreo no
local. “Garantimos a conclusão de mais uma etapa para finalizarmos as obras do
Aeroporto, um anseio da população da região e tão necessário para o
desenvolvimento regional”, comemorou o governador.

Foram investidos R$ 124 milhões na construção do Aeroporto
Glauber Rocha, com expectativa de movimentação ampliada para 500 mil
passageiros por ano até 2020. A previsão de inauguração do equipamento é para o
próximo mês de março

5.2.19


 

Antônio Fernando Santos matou Gerson de Abreu e roubou a motocicleta da vítima, para evitar a descoberta do crime.

Acusado de matar o desafeto Gerson Barros de Abreu, no último dia 30, na localidade Raso da Catarina, em Jeremoabo, Antônio Fernando Silva Santos teve a prisão preventiva cumprida, na segunda-feira (4), por equipes da Delegacia Territorial (DT), daquela cidade.

Antônio foi capturado por policiais militares e conduzido para a unidade policial, onde teve o mandado cumprido pelo delegado Ailton José de Souza, titular da DT/Jeremoabo.

“Depois de executar a vítima, como forma de evitar que alguém descobrisse o crime, Antônio roubou a motocicleta de Gerson”, acrescentou o delegado. Ele está custodiado na DT de Jeremoabo, à disposição da Justiça, aguardando transferência para o Presídio de Paulo Afonso.

Por Priscila Carvalho.


"É a vez do Senado ser comandado pelo baixo clero. Em outras palavras, trocamos o corrupto malaco pelo corrupto medíocre. Não tem nada de bom nisso, a não ser o fato de que teremos muito mais divertimento nos próximos meses.

Mas, vamos lá, quem é Davi Alcolumbre, novo presidente do Senado? Pessoalmente, pouco me importam o estudo escasso e os erros de português. A gente ri, mas é riso triste, estilo "só piora". Pega mais para mim a história de como ele chegou quente em Brasília, tendo sido envolvido no desvio de verbas da Saúde logo depois de ser eleito deputado federal. Chegou em 2003, o escândalo apareceu em 2004.

Pega mais para mim a maneira como ele conseguiu se livrar daquela e pareceu ter aprendido a andar camuflado. Em cada votação e omissão, lá estava Alcolumbre contra toda investigação. Mas stealth. Quietinho. Um perfeito Calheiros em construção. Quando a imprensa o pegava, mostrando que desviava dinheiro para o o posto de gasolina de seu tio, nada acontecia. Em parte, beneficiado pelo descaso de uma opinião pública que desdenha o crime cometido pelos medíocres, como o clã que ora governa o país.

Alcolumbre só voltou à ribalta judicial dez anos depois, em 2014, quando descobriram que usou notas frias na prestação de campanha. Saiu livre porque, wait for it, o TRE do Amapá achou que Alcolumbre não sabia de nada. O julgamento do crime eleitoral está parado no TSE.

Ainda digno de nota é o fato dele ser fã de Aécio Neves, a quem apoiou sempre que o ex-senador foi acusado de corrupção. Votou contra a cassação do mineiro e a favor da recondução ao Senado. Também é acusado de nepotismo, disseminar notícias falsas e pressionar servidores a fazer campanha para ele.

Este é o presidente ordinário, sem força nenhuma para causar problemas, que será eternamente grato ao apoio do clã Bolsonaro.
Este é Davi Alcolumbre.

Regozijem-se.

Tudo mudou para continuar como está."

Texto compartilhado em grupos de bate papo na internet.


 

"Imaginem a fria que o Bolsonaro entrou. Estava lá quietinho, sem fazer porra nenhuma, enriquecendo a si e aos seus. Os três filhos, mulher, ex-mulher, motorista, todos fazendo os seus business na boa, tranquilos na sua ignorância, brincando em clube de tiros, falando merda aos quatro ventos sem se preocupar com as críticas. Tudo na Santa paz em casa e no congresso, onde encontrava seus parceiros para trocar suas imbecilidades sem censura. Era um vagabundo, corrupto, sem vergonha na cara e quase anônimo. Aí, resolveram usá-lo para consolidar o Golpe de 2016, quando o insano pode até homenagear torturador, mas pega nada isso. Conspirava crimes junto às milícias e tudo normal. Seu filho, seu garotinho, empregava parentes de acusados de assassinato e tudo bem. Tinha funcionários-fantasma e tudo continuava em ordem. Agora, o vagabundo e sua prole estão na mira e ele tem que demonstrar saber fazer o que não sabe, ser Presidente. A vidinha boa que poderia levar até morrer acabou. Primeiro, ele e os “garotos” terão que ficar espertos nas falcatruas, coisa que não são, espertos. Depois, os vagabundos terão que fingir que trabalham, o que para uns descerebrados que nem eles, dá muito trabalho. Enquanto estavam lá idiotamente postando bosta e fake news no WhatsApp e Twitter a vida estava tão boa! Os Bozos eram felizes e não sabiam."

Por Marcia Noczynski.

4.2.19



Quando você é pobre sabe que em algum momento essa sua condição lhe é esfregada na cara. Muitas vezes diariamente, por você se sentir a pessoa mais pobre do planeta, o que em si já é um sentimento de humilhação existe primeiro dentro de você. E não adianta, isto lhe persegue por um bom tempo da sua existência. E só há um remédio para isto, é você assumir a sua condição social. Só assim haverá a sua liberdade interior.

Na minha juventude eu tinha duas amigas inseparáveis, Neide e Neidinha. Éramos tão próximos que mesmo eu já tendo casado, elas viviam me buscando em casa ou eu a elas para batermos perna, como se fala aqui no interior da Bahia, quando não tendo nada para fazer, inventávamos algo.

Naquele final de semana de um ano já distante, elas me convidaram para irmos a um casamento em um dia de sábado. E eu claro, mesmo não conhecendo os noivos, topei a empreitada. Um verdadeiro penetra.

Se era um casamento eu teria que deixar meu chinelo “lap, lap” de couro. Teria que colocar um sapato. Foi quando lembrei que só tinha um All Star. Velho tênis surrado que eu usava dia sim, dia sim. Usar este tipo de calçado é antes de tudo um estilo. No meu caso, além do “estilo” era o único que possuía. Eu acreditava nisto.

Mas lembrei que eu tinha, também, um sapato bege. Que esquecido pelo tempo só o descobri naquela data. Casamento pede algo mais social. Deixei meu tênis no canto e lá fui eu naquele final de tarde a Igreja de São Francisco de Assis, padroeiro da minha cidade. Desci pé as ruas e já perto de chegar meus pés doíam. Pediam o velho tênis.

De longe vi as meninas em frente da igreja me esperando. Ao me aproximar as duas estavam sorrindo e cochichando entre elas. Lá me veio novamente aquele sentimento de pobre: elas com certeza estavam falando de mim.

Ao chegar junto delas, minhas amigas, ouvi uma dizer a outra com o sorriso estampa no rosto, “ele não veio com o Al Star”. Caíram na risada.

Naquele momento eu senti que ser pobre é algo perceptível pelas outras pessoas. Mesmo seus melhores amigos podem lhe julgar pela aparência.

Para que outro momento constrangedor como esse não aconteça, agora eu tenho dois pares e quando quero mudar, pego sapatos emprestados dos meus filhos.

Ser pobre é uma merda.

1.2.19





Nasceu em Salvador, mas foi criado em Rodelas, a 540 km da capital. Essa época de sua vida foi fundamental, a infância foi muito ligada a natureza, ao local onde cresceu.


As 84ª e 181ª zonas eleitorais – que atendem às cidades de Paulo Afonso, Glória e Santa Brígida – estão prestando o serviço de agendamento. Com isso, eleitores dos três municípios poderão realizar o recadastramento biométrico com hora marcada. O agendamento é feito por meio do site oficial do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

O eleitor que prefere realizar o procedimento sem agendar, está indo ao Ginásio de esportes do Município que fica na Avenida Apolônio Sales. O cartório eleitoral local montou uma estrutura para atender a todas as pessoas que queiram. Lembrando que sem o agendamento, o atendimento é realizado mediante a distribuição de senha.

Para realização do recadastramento biométrico, todos os eleitores – agendados ou não – deverão apresentar, no momento do atendimento, os seguintes documentos:

1. Documento de identificação com foto (original e xerox), tais como: Carteira de identidade; Carteira de trabalho e previdência social; Carteira profissional; ou Carteira de motorista, exceto para a emissão do 1º título.

2. Título Eleitoral original, se houver;

3. CPF, quando disponível;

4. Comprovante de domicílio eleitoral (original e xerox);

5. Comprovante de alistamento militar ou reservista, para eleitores do sexo masculino, com idade entre 18 (dezoito) a 45 (quarenta e cinco) anos, para emissão do 1º título.

Nos três municípios, o processo de revisão biométrica é espontâneo. Juntos, eles possuem um total de 80.155 eleitores, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lembrando ainda que 3,3 milhões de eleitores baianos deixaram de fazer o recadastramento da biometria para as eleições passadas.

Ao todo, no segundo turno deixaram de votar na Bahia:

BRANCOS : 314.605 (3,82%)

NULOS: 1.170.405 (14,21%)

ABSTENÇÕES: 2.154.937 (20,74%)

Total de 3.639.941 eleitores. Foram 38,77%.

O último dia para o recadastramento será 22 de fevereiro de 2019.

31.1.19


 
José Cleoairton deverá responder pelos crimes de ameaça, calúnia, injúria, falsa identidade e violação de segredo profissional.

Como resultado de uma investigação realizada pela equipe da Delegacia Territorial (DT) de Jeremoabo, após denúncias referentes a ataques realizados por meio de um perfil falso criado em uma rede social, o advogado José Cleoairton Matos Gama foi indiciado por vários crimes.

De acordo com o titular da DT/Jeremoabo, delegado Ailton José de Souza, além de falsa identidade, o advogado praticou os crimes de calúnia, difamação, injúria e ameaça. “Ele ainda deverá responder por violação de segredo profissional, uma vez que revelou informações pessoais passadas pelos clientes”, explicou o delegado.

Por meio das investigações, também foi apurado que os ataques estariam relacionados a disputas políticas. “Com o perfil falso, ele chegou a ameaçar de morte algumas vítimas”, completou. O material elaborado pela equipe da DT/Jeremoabo já foi remetido à da Justiça.



Lá para bandas de Canudos, em um tempo que só quem ia lá era quem tinha algo muito importante para fazer. No ano de 1893, depois de peregrinar pelos sertões em busca de um lugar para moram com seus seguidores, Conselheiro decide se fixar às margens do rio Vaza-Barris, num pequeno arraial chamado Canudos.

Nasceu ali uma experiência extraordinária e talvez o primeiro movimento de Reforma Agraria no mundo. Batizada de Belo Monte. Conselheiro e seus peregrinos foram bem recebidos pela população local. Era uma comunidade onde todos tinham acesso à terra e ao trabalho sem sofrer as agruras dos capatazes das fazendas tradicionais. Um "lugar santo", segundo os que lá viviam.

O lugar atraiu milhares de agricultores pobres, índios e escravos recém-libertos, que começaram a construir uma comunidade igualitária.

Foi o bastante para o governo da época com Prudente de Moraes no comando, sofrendo pressão de grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano e reinstalar a Monarquia. Era tudo mentira. Como se viu depois.

Mesmo sem nenhuma prova contra Conselheiro e seus seguidores, houveram três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, as quais foram derrotadas. Até que se tomou a decisão da destruição do arraial, ocasionando o massacre aproximadamente vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial.

Este ano a cidade a Guerra de Canudos fará 123. Mesmo depois desse tempo todo, ainda hoje o povo pobre do Brasil luta por um pedaço de terra para plantar e viver.


A Escola Colégio Indígena Capitão Francisco na cidade de Rodelas é a de maior referência no estado da Bahia no ensino infantil e médio entre todas com as mesmas características.
Entre os Tuxás há um elevado índice de estudantes universitários. Existe uma demanda crescente ao ensino superior e por políticas específicas que assegurem não apenas sua inserção como também a permanência na região.

A maioria dos professores da unidade são oriundos do povo indígena. Muitos deles fizeram concurso para lecionar. O que mostra o interesse dessas pessoas que, além de dar o estudo formal, ajudam a preservar suas raízes.

O povo indígena Tuxá teve o seu território tradicional inundado pelas águas do Rio São Francisco, represadas por ocasião da construção da Hidrelétrica de Itaparica, ao fim da década de 1980.

O “Toré” é o ritual entre os Tuxá com maior representatividade. Manifestação pública e coletiva, aberta à participação de todos os índios.

Durante a sua realização, os cânticos e a dança são acompanhados da ingestão de jurema e do uso de cachimbos rituais, de madeira ou barro, e de um apito especial de madeira para atrair as forças protetoras da “aldeia”.

Vida longa ao povo indígena brasileiro!

29.1.19


A cidade de Nova Glória aqui na Bahia em 2017 se tornou a maior produtora de tilápia do Brasil. De lá sai a produção de quase 17 mil toneladas por ano. Essa é a maior produção do País. A informação foi publicada no projeto “Indicadores socioeconômicos do desempenho da produção de tilápia no Brasil”, realizado pela Embrapa, Unesp e Uneb.

Cerca de 50 empreendimentos trabalham com criatórios no município. Os pequenos produtores, com menos recursos e mais dificuldades, recebem do governo do estado a assistência técnica necessária para o crescimento de sua produção. Além disso, recebem ainda apoio na legalização e regularização das pisciculturas.

Na região, as cidades com seus criatórios colocaram a Bahia na quarta colocação no ranking dos maiores produtores de tilápias cultivadas no país e com isso conseguiram ganhar expressividade na atividade.

A produção de tilápia acontece durante todo o ano.

Então preste atenção, quando você estiver colocando uma tilápia para assar na sua frigideira, ela pode ter saído das águas do Velho Chico aqui do Nordeste da Bahia.

28.1.19


Segundo o ex-ministro Zé Dirceu, “existe uma depressão pós-visita que é uma coisa séria”, para quem está na prisão. Ele descreve isto em seu livro"Zé Dirceu: Memórias - Volume 1", lançado no ano passado. Já em Memorias do Cárcere, Graciliano Ramos fala dos anos que passou encarcerado no período do primeiro governo de Getúlio Vargas. Preso na capital alagoana em março de 1936, acusado de ser militante comunista, foi enviado a cidade de Recife. De lá foi transferido para o Rio de Janeiro no navio "Manaus". Só obtendo a sua liberdade em janeiro de 1937. Durante esse tempo, esteve no Pavilhão dos Primários da Casa de Detenção, na Colônia Correcional de Dois Rios (na Ilha Grande), voltou à Casa de Detenção e por fim, pela Sala da Capela de Correção.

Livre, Graciliano escreve sobre tudo o que viu e passou na prisão. Essas memorias mostraram uma pessoa amargurada, triste e impotente. Como não havia acusação formal, sua estadia se dava arbitrariamente. Mas foram essas revelações em livros que mostrou ao mundo como uma ditadura pode ser cruel e não escolhe classe social. Escolhe pessoas.

Lula escolheu a carta, para se corresponder como um mundo aqui fora. Ele vem escrevendo de próprio punho, textos agradecendo apoios, conclamando a militância para a luta e indicando o caminho a ser seguido. Da prisão, o ex-presidente ainda é o político mais temido por seus opositores e por aqueles que sonham ocupar o seu lugar de liderança. Ledo engano os que se apressam tentando mudar o rumo da história.

Aos BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ele fala da criação da aliança, “quinze anos atrás, o mundo vivia um momento de intenso diálogo e inovação nas relações entre os países. Apesar das guerras e da fome que atingia mais de 1 bilhão de pessoas, inclusive no Brasil, víamos nascer novas iniciativas de diálogo em torno de uma agenda global”. E profetiza (palavra da moda), “vejo com muita esperança que podemos continuar contribuindo por meio do diálogo entre nossos partidos políticos, o que é uma honra”.

Para Haddad, já no período eleitoral, uma das cartas dizia, “Será necessário trabalhar dia e noite, dialogar com a sociedade, saber ouvir e saber agir”. Ele enviou um dia após anunciar estar desistindo de sua candidatura a presidência da república. No aniversário de 71 anos de idade, a ex-presidenta Dilma Roussef, recebeu uma carta. Nela há um pedido. “Querida Dilma, estou te escrevendo para te dar os Parabéns por mais um aniversário, que você tenha força para resistir, atacando e não se defendendo”. O recado de Lula é direto contra aqueles que deram o golpe. Acusada sem provas, ela foi arrancada do poder por aqueles que deveriam defender a constituição, “com STF, com tudo”.

No Natal de 2018, a militância também recebeu a sua carta. “Esse Natal não poderei estar junto fisicamente com a minha família, meus filhos e netos. Mas não estou sozinho. Estou com vocês da vigília, que tem sido minha família, e com todos aqueles que vieram passar esse Natal junto de vocês”. Lido para aqueles que participam da vigília Lula Livre, que desde o primeiro dia do encarceramento político do ex-presidente, estão na frente da sede da polícia federal em Curitiba no estado do Paraná. Ao MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terras, ele diz que “os dias difíceis nos fazem redobrar nossas forças”. É o recado para que mesmo sofrendo tamanha injustiça, mesmo estando privado de sua liberdade, a luta não cessa. Tem que ser diária, sem interrupção, até que se restabeleça a verdade e a liberdade possa vir para todos aqueles que sofrem injustiça.

Nos últimos dias, antes mesmo de anunciar a sua desistência do mandado parlamentar, Jean Willys, recebeu mais uma carta vinda da prisão. “Eu estou convencido que temos que consolidar um forte enfrentamento político com o governo, e ao mesmo tempo, tratar de organizar politicamente o nosso povo”, disse Lula. Ele agradecia o presente que recebeu do deputado. O livro "Tempo bom, tempo ruim". “Querido Lula, eu te amo, mesmo, você está livre em mim e em milhões de brasileiros. Sem você, não seríamos o que somos. Atravessaremos esse tempo ruim, e, quando vier de novo o tempo bom, dar-te-ei um abraço livre!" Jean Wyllys.

No dia 16 do janeiro, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, esteve em Brasília. Naquela oportunidade, Rodrigo Pilha, da fanpage Botando Pilha na rede social Facebook e o Fabiano Trompetista, azucrinaram o evento. Eles ficaram a alguns metros do local e de lá tocaram várias músicas. Foi o bastante para os policiais tentarem intimidar a manifestação dos dois. O que não aconteceu. Enquanto pediam documentos, o som era executado todas as vezes que Bolsonaro ou alguém da sua equipe de ministros eram vistos. Ao final, os militantes foram levados à delegacia. Na pressa o musico esqueceu a sua identidade. Após comprovar sua idoneidade foram liberados e já participaram de outras ações. Provavelmente você já ouviu o som de “Lula Livre” sendo tocado em algum link ao vivo da rede Globo. A preferida deles.

Ao saber do acontecido na cadeia em Curitiba. Lula enviou uma carta. “Queridos Fabiano e Pilha. Soube dos acontecimentos em Brasília. Eles precisam aprender que a democracia não é um pacto de silêncio, mas sim, uma sociedade em movimento em busca de liberdade. Que toquem os trompetistas do Brasil inteiro para acorda-los para a liberdade”.

Lula está isolado na prisão. Só seus advogados, barbeiro e pessoas da família estão autorizados a estar com ele. Mas de lá daquele ambiente triste ele mostra força para manter mobilizado o Partido dos Trabalhadores, a militância de esquerda e até seus opositores que vivem a sombra do maior líder da esquerda no mundo. Eles precisam de Lula para existir.

Imagem Ilustrativa

Hoje nós vamos falar das Baronesas que infestam o Rio São Francisco. E não estou falando daquelas da monarquia. Falo é das plantas aquáticas que a cada abertura das comportas da Usina Hidrelétrica de Itaparica são deslocadas e descem o rio e se tornam um grande problema para a cidade de Paulo Afonso. Mas especificamente, o atrativo turístico Prainha que fica às margens do Lago da PA IV.

Elas chegam a ocupar toda a extensão do rio por vários quilômetros causando a paralização das embarcações na região.

São plantas aquáticas que proliferam ao sinal da poluição proveniente do despejo de esgoto nos rios. Segundo especialistas consultados, o acumulo dessa planta nas aguas da região começou após a instalação de tanques redes para a criação de tilapias em cativeiro.
Seria a alimentação jogada na água e os dejetos eliminados pelos peixes.

Mas não pense você ouvinte que ela é uma planta ruim que estraga o rio, pelo contrário, apesar delas aparecerem ao sinal de poluição, as baronesas são espécies de filtros que se alimentam dos dejetos. O problema é que, quando a baronesa morre, tudo o que a planta absorveu e que ainda não foi jogado fora do manancial vai ser devolvido para a água do rio.
A prefeitura local, como se diz no popular, vem enxugando gelo a cada abertura da Usina de Itaparica. Mesmo tendo colocado uma barreira para segurar a chegada das baronesas as margens da Parainha, o problema continua e hoje parte do lago da PA IV em Paulo Afonso está tomada pela planta que majestosa, virou atração para os fotógrafos de redes sociais.

26.1.19


Teve um tempo em que fui coroinha na Igreja Católica e participava de grupos de jovens que se reuniam todos os sábados a noite na Casa da Criança I. Escola administrada pela cúria diocesana de minha cidade no interior da Bahia. Tempos de lembranças bonitas. De um período onde era possível sonhar com um país melhor para todos. E foi participando das missas, ajudando na sacristia que conheci Padre Pedro. Que mais tarde veio se tornar um amigo. Tanto que na sua formatura no Curso de Direito em Recife, ele convidou a mim, Alberom e Rogério (Shell). Fomos os únicos da cidade a participar. Foi também a primeira vez que tive que usar um paletó. Peguei emprestado para poder ir.

Pedro viajava pelas cidades da diocese para rezar missas, fazer batizados e celebrar casamentos. Em uma dessas idas, ele perguntou se eu o poderia ajudar. Eu disse que sim e lá fomos nós. Eu na minha primeira viagem para este tipo de trabalho. Para mim, cada curva daquela estrada de chão era algo novo. De tão estreita, algumas vezes paramos para outro carro passar no sentido contrário ao nosso. Até hoje tenho lembranças de pessoas e lugares por onde passei.

A cidade escolhida foi Coronel João Sá no sertão da Bahia. Já ao chegar, por volta das 18h, fomos recebidos com um jantar. Tinha queijo de coalho, pão aguado, macaxeira, inhame e ovos. Confesso que depois desse dia sempre que vou colocar ovos na frigideira, lembro que ele tem que ser daquele jeito, com a gema escorrendo por sobre o alimento. Aquela senhorinha foi um amor de pessoa durante a semana. No retorno, obriguei minha mãe a fazer do mesmo jeito. Ninguém até hoje fez igual.

Também descobri naquela noite. Mais precisamente às 22h, que as luzes de toda a cidade eram apagadas. Naquele tempo não havia energia elétrica distribuída pela empresa estatal por lá. A alimentação era feita por um gerador a óleo combustível.

Mas a grande lembrança que trago até hoje daquela viagem é a de uma foto.

Era domingo. Último dia de nossa estadia por lá. Já tínhamos participado de várias missas pelas roças e escolas da região. Pedro tinha feito centenas de batizados e eu era o responsável por escrever cada um dos nomes daquelas crianças. Tomará que a pessoa da cúria em Paulo Afonso tenha entendido as letras e ajustado o português.

Pois naquele dia, teve a missa dominical e logo após, houve um casamento. E casamento todos sabem, é uma festa!

Aquela igreja pequena quase não cabiam todos os convidados e curiosos. Um calor arretado tomou conta do local, mas ninguém saía de lá. Foi o evento do dia e todos queriam ver. E eu claro, fui o sacristão.

A casa da noiva ficava em frente da “casa dos padres”. E enquanto Pedro arrumava as coisas, que iam de malas com roupas a presentes que ganhou como, galinhas de capoeira vivas, dúzias e dúzias de ovos, latas de leite ninho repletas de doce diversos, queijos... Era muita coisa a caber naquele fusca. Eu fui até a janela da casa do noivo para ver a comemoração. Eles estavam na sala. Era pura curiosidade a minha. Aquele momento era mesmo lindo. A noiva sorria entre alegre e envergonhada, sabe-se lá o porquê. O noivo era felicidade pura estampa no rosto. Novamente, sabe-se lá o porquê.

De repente alguém chama para tirar uma foto. Todos os presentes se juntam para pose. O fotografo pede para que todos respirem que vai ser agora.

- Peraí. Gritou um senhor. Todos se olharam para ver o que estava acontecendo.

O fotografo, já puto e com medo de perder a “pose”. Abaixa a máquina e fica esperando para ver o que é. Aquele homem vai até a geladeira. Estende a mão, pega um arranjo de flores de plástico e entrega a noiva. Ela recebe com um sorriso lindo no rosto.

- Vai ficar linda! Ouve-se uma voz feminina. Talvez tinha sido a mãe da noiva ou sua sogra.

Todos se abraçaram novamente. A moça deu mais um sorriso e ouviu-se o som vindo da câmera fotográfica. Estava guardado o registro da pureza de uma sociedade que parece não mais existir.

Torço para que aquela fotografia tenha sido revelada, guardada e que tenha resistido ao tempo. Coisas assim já não vemos mais.

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