21.7.17

LULA E AS "FRESCURAS" DO PSOL.



Em entrevista concedida ao jornalista José Trajano, na tarde desta quinta-feira, Lula afirmou, sobre o PSOL:

“(...) a única coisa que e desejo é que eles ganhem alguma coisa, eu quero que eles governem a cidade do Rio de Janeiro. Quando eles governarem a cidade do Rio do Janeiro, metade da frescura deles vai acabar. Eles vão perceber que não dá pra gente nadar teoricamente. Você não pode ficar na beira da praia falando 'você dê uma braçada pra cá, uma braçada pra lá, levanta a cabeça...'. Entra na água e vai nadar, pô! Então eu quero que eles governem uma cidade. Depois que eles governarem uma cidade eles vão compreender que nem o Sarney, quando foi em 2006 [1986], que elegeu 323 deputados constituintes e 23 governadores, conseguiu governar”. E conclui afirmando que: “O problema é o seguinte: eles 'se acham'. Sabe aquele cara que levanta de manhã, vai no espelho e fala, 'espelho, espelho meu: tem alguém mais fodido que eu? Tem alguém mais sério do que eu? Tem alguém mais honesto que eu, mais bonito que eu, mais sabido que eu?”

Lula expressa uma opinião sobre o PSOL que revela sua forma de ver a política como um todo. É claro que somos um partido que ainda precisa amadurecer em vários aspectos. Nos falta um programa que responda adequadamente aos efeitos da crise capitalista no Brasil, nossa inserção no movimento de massas está aquém do que seria o necessário para fazer avançar uma proposta radical nos dias de hoje, e ainda temos, em nossas fileiras, posições esquerdistas que, embora minoritárias, às vezes atrapalham uma leitura adequada do quadro político. Só um partido “que se acha” não admitiria essas limitações.

Mas chama a atenção que Lula, em meio à maior ofensiva contra ele de todos os tempos, opte por caraterizar o PSOL por aquilo que ele considera seus “defeitos”. Logo o PSOL que, na semana passada, se manifestou em nota oficial contra sua condenação. Claro que não o fizemos esperando qualquer forma de reconhecimento. Mas ainda assim, é curiosa a forma como Lula nos vê: para ele, o ato de governar vai “amansar” o PSOL, um partido rebelde porque infantil. Esse seria o destino inexorável. Assim, ao se impor, a realidade mostraria a esses sonhadores que governar impõe escolhas difíceis e alianças inescapáveis. Foi esse horizonte rebaixado, essa esperança sequestrada, essa ausência de coragem, que levaram o lulismo aos dilemas que ele hoje enfrenta.

Lula esquece que temos no PSOL pessoas como Luiza Erundina e Edmilson Rodrigues, que governaram São Paulo e Belém sem maioria parlamentar nas respectivas câmaras municipais e sem alianças com partidos da ordem. Esquece que temos quadros com quatro décadas de militância política pela esquerda, incluindo pessoas que colaboraram nas gestões petistas nos anos 1990 e 2000. Esquece – ou desconhece – que já governamos nossas próprias administrações municipais com êxito. Esquece que o partido apoiou as candidaturas petistas no segundo turno das eleições presidenciais toda vez que estava em jogo a possibilidade de retorno do tucanato ao governo federal. Enfim, o PSOL não espera inventar a roda: quer aprender com os erros e acertos do passado para colaborar no processo de reorganização da esquerda e reconstruir um projeto socialista para o Brasil. Lula pode achar isso uma "viagem". Mas para nós, é a razão de existirmos.

Precisamos de uma esquerda programática sem ser dogmática; radical sem ser sectária; plural e ao mesmo tempo com a capacidade de ser o projeto dos que vivem do trabalho e se levantam contra os monopólios e o imperialismo, das minorias e das maiorias excluídas. Lula não quer representar esse projeto. É um direito seu. Mas, de nossa parte, buscaremos contribuir para um novo ciclo na esquerda sob esses alicerces. E para isso nosso caminho seguirá outras sendas que não aquelas que levaram à trágica deposição de uma presidente honesta pelos partidos que compunham sua aliança.

Como disse um companheiro do PSOL: Lula perdeu uma ótima oportunidade de exercitar a humildade e a autocrítica. Atacar a esquerda, na linha da estigmatização, é a forma mais descarada de fazer o serviço para a direita, essa mesma que está no ataque ao que simbolicamente Lula ainda representa para uma parcela do povo brasileiro.

Por Juliano Medeiros.

20.7.17

Tá na internet: O rico Lula e Moro, o pobre.


De acordo com Moro, Lula tem um patrimônio financeiro de 600 mil reais. Entre novembro de  2015 e novembro de 2016, os rendimentos brutos de Moro foram de 615 mil reais. Assim, o patrimônio financeiro de Lula, fruto do trabalho de toda uma vida, equivale  a apenas  1 ano de salário do juiz que o persegue.

Gleisi Hoffmann: "não tem ninguém autorizado a fazer coleta/vaquinha para o Lula".



A Presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, postou em em  rede social o Twitter, que "não tem ninguém autorizado a fazer coleta/arrecadação para o Lula".

Ontem, após a decisão do juíz Sérgio Moro, que mandou bloquear todos os bens de Luiz Inácio Lula da Silva, militantes e simpatizantes se mobilizaram nas redes sociais e anunciaram que estavam entrando em contato com os advogados do ex-presidente para criarem uma campanha de ajuda ao mesmo.

Algumas dessa pessoas chegaram a falar diretamente com pessoas no Diretório Nacional do PT. O que deve ter feito a presidenta emitir esse curto comunicado. Até para que pessoas sem qualquer contato ou militância possa usar a boa fé dos que se dispõem a ajudar Lula.

Tico Santa Cruz decepcionado com Lula. (Por Tico Santa Cruz)



Lula, sinceramente esperava mais de um chefe de quadrilha! 606 mil reais na conta? 

Nenhum gasto de cartões de crédito em milhares de dólares? Nenhuma aulinha de tênis para os netinhos? Nenhuma conta na Suíça? Nada de diamantes ou pedras preciosas? 

Porra Lula, conta logo onde você oculta todo dinheiro que roubou da Petrobras! Escondeu em qual bosque? Gastou com o que? 

Desse jeito não vai dar pra fazer nem uma mini série contando sua trajetória como maior bandido de todos os tempos! 

Assim não dá!

Por Tico Santa Cruz.

LULA, O RICAÇO DE ARAQUE. (Por Francisco Costa)



Moro, na sua maníaca sanha de perseguir Lula, afirmando atender ao Ministério Público da gangue curitibana decidiu confiscar bens do Lula, o que caracterizaria uma segunda sentença num processo só e em mesma instância, já que isto não consta na sentença dada no processo.
Mais uma vez a alegação do arremedo de pequeno Hitler violenta a honestidade: bloqueou a título de “garantir o desviado por petistas”, como se Lula fosse o dono, pai, tutor ou representante legal do PT, responsabilizando-o por tudo o que as convicções de mal intencionados ditam.
De Lula foram surrupiados três apartamentos, um terreno e dois automóveis, perfazendo o valor de R$ 2 257 000,00, além de ter tido R$ 606 000,00 bloqueados em três contas bancárias, o que daria um total de R$ 2 863 000,00.
Ressalte-se de que tudo isto foi sempre declarado por Lula à Receita Federal, nas suas declarações do Imposto de Renda, bem como à Justiça Eleitoral, sempre que ele foi candidato, afastando-se de pronto a sonegação fiscal e a ocultação de patrimônio.
Depois de intensas investigações, feitas pela Polícia Federal, Ministério Público, PGR e Receita Federal, no Brasil, e instituições financeiras e serviços de inteligência, no exterior, ficam definitivamente afastadas as possibilidades de laranjas e bens no exterior.
Por comparação, todo o patrimônio de Lula é 12 vezes menor que um dos quatro apartamentos de FHC, o em Paris; menor que um dos três apartamentos de Bolsonaro, em condomínio na Barra da Tijuca, no RJ, 13 vezes menor que os R$ 40 000 000,00 que Temer arrombou numa tacada só.
Lula tem no banco o equivalente a 7 meses e meio do salário do Moro.
Num país que ultrapassou a divisão em classes e chegou à divisão em castas, onde o salário mínimo vale pouco mais que R$ 900,00 e há funcionários públicos ganhando mais de R$ 100 000,00, o patrimônio de Lula, repetido à exaustão, pela mídia, parece uma enormidade, quando é pouco, muito pouco, se melhor analisarmos os seus rendimentos.
Esqueçamos as suas palestras e conferências remuneradas, aqui e no exterior, e fiquemos só no salário: Lula ganha  R$ 9 000,00, como ex presidente, o mesmo que Sarney e FHC, e mais R$ 13 000,00 do PT, o que perfaz um total de R$ 21 000,00, menos que um ministro ou diretor de estatal, o que quer dizer que recebe 23,3 salários mínimos por mês.
Dividamos agora o seu patrimônio (R$ 2 257 000,00) por 23,3 e o seu saldo bancário (R$ 606 000,00) pelo mesmo coeficiente, e chegaremos aos valores de R$ 97 000,00 e R$ 26 000,00.
Matematicamente Lula tem o mesmo que um senhor aposentado, com 73 anos de idade, que tenha uma casinha no valor de noventa e sete mil reais e vinte e seis mil reais guardados no banco, o que é perfeitamente compatível.
Por fim, lembro que arredondei as contas e não considerei palestras e conferências remuneradas, nem o fato de Lula ter recebido, mensalmente, acima de R$ 30 000,00, por 12 anos, pelos valores de hoje, enquanto no exercício dos mandatos de Deputado e Presidente da República.
E se algum jumentinho acha que os rendimentos de R$ 21 000,00 de Lula são à custa do povo, lembro que mais de 60% desse valor são pagos pelo PT e menos de 40% pelo Tesouro Nacional.
Se o ódio não cegasse, Moro entenderia que tentando queimar Lula mais não fez que atestar a sua honestidade.
Um sujeito que por oito anos administrou trilhões, anualmente, ter esse patrimônio é atestado de indiscutível honestidade.

Francisco Costa

P.S: aos companheiros que na Europa e na matriz me dão a honra de ler os meus textos: dividindo todos os valores citados por 3, entenderão a “fortuna” de Lula, em dólares.

Tá na internet: FECHANDO O ASSUNTO.



A sentença do Lula em que pese ser uma excrescência igual ao juiz que a proferiu dá para perceber a tentativa desesperada do rábula iletrado em manter a condenação numa "aura" de legalidade, o que prova que os verdadeiros patrocinadores do golpe e não esse jeca iletrado tem um interesse acentuado que a farsa tenha cara de absoluta obediência a lei e a ordem.

Toda essa farsa é para manter o país como uma democracia pois não há espaço para suspensão de eleições ou golpes rasgados, a comunidade internacional não aceitaria e a situação econômica internacional que já se encontra bem desgastada irá simplesmente naufragar de vez e grandes bandoleiros internacionais podem ver virar pó bilhões de dólares que aplicaram aqui no intuito de levar todas as nossas riquezas.

A vontade do Moro era levar o Lula amarrado numa carroça como a que levou Maria Antonieta a guilhotina de São Bernardo a Curitiba para sua humilhação e execração, típica atitude um filho nazista de um berço nazista, de um arenista , adesista e bora botas dos militares, ratazanas do interior que tudo o que possuem não é fruto de trabalho mas de tungagem política.

Porém isso não pode ser feito, é necessário manter as aparências e enquanto o Lula e seus advogados aceitarem o julgamento na esfera criminal, contestar as acusações vis e sem respaldo mas sem negar de forma oficial e repudiar o julgamento e todo o processo em tela apesar da sapiência e aparentemente notória inteligência parecem cair numa armadilha simplória.

Dobram a aposta a cada ataque sórdido do pau mandado de Curitiba, continuam esperneando e agora apostam todas as fichas num tribunal superior federal quando na realidade o golpe está em todo o judiciário e o Moro é apenas o rostinho feioso na foto, é a identidade civil de um golpe sórdido que se traveste de processo de moralização e de certa forma aceito pelo presidente e seus advogados.

 A´única saída é a saída, é meter o pé, escancarar para o mundo a perseguição política, abrir a janela e gritar socorro, se submeter a cortes internacionais e aceitar qualquer penalização que advenha de uma corte isenta e não de um cidadão que até hoje não conseguiu explicar como virou juiz federal sem nunca ter sido operador de direito ou jamais ter registro na ordem,

 Só há no seu esquálido currículum de bacharel de direito, formado sem mérito lembranças de sua origens partidárias, as mesmas do partido que jamais foi sequer indiciado nos seus processos, do seu pai tucano e oriundo da ARENA, adesista de primeira hora da ditadura militar, o resto é história....

OU BOLA OU BULICA. (Por Rubem Gonzales)



Em Honduras que é menor que o Acre e quase tão subdesenvolvido quanto usaram a suprema corte, no Paraguai idem, no Brasil usaram um reles juizeco de primeira instância que como bem lembrou minha amiga Sonia Peres Naranjo foi uma forma de humilhar de forma exemplar um nordestino da calasse mas humilde da nossa sociedade, o bloqueio de todos os -parcos, digas-se de passagem - bens do presidente Lula é de forma simbólica a cabeça de Tiradentes exposta para que sirva de exemplo para os próximos humildes o que o destino lhes reserva caso ousem enfrentar a casa grande.

Nesse período que passamos  todos se fazem de tolos pois todos são sabedores  que Sérgio Moro é apenas uma laranja do sistema pois é IMPOSSÍVEL um juiz de primeira instância que não tem poder pra manter preso um batedor de carteiras ou um ladrão de galinhas transformar o Brasil num puteiro, basta ver o que apenas um ministro do STF fez com o juiz De Sanctis que ousou encarar o Daniel Dantas e o delegado Protógenes que foi demitido e tem mandado de prisão expedido contra ele, hoje é foragido na Suiça.

Só que o sapo barbudo ainda tem um cacife na mão e um ás na manga, se não usa-los honestamente nem me compadecerei de sua precoce prisão e do seu fim melancólico, a renúncia a luta no nível que o Judiciário golpista e mancomunado com o crime institucionalizado ousou colocar a contenda não permite vacilos ou recuos, se não desprezar, rejeitar toda a farsa disfarçada de processo do tríplex e partir para o enfrentamento diplomático no campo geopolítico tanto Lula  e o seu partido se farão merecedores do fim que a choldra fedorenta que dá as cartas no país planejou para ambos...

(Por Rubem Gonzales)

PRESTEM BEM ATENÇÃO NISTO. (POR MAURO SANTAYANA)


Basta ler as reações à condenação de Lula na internet para ver onde estão aqueles que podem se levantar contra o autoritarismo. - Trancados, majoritariamente, em seus guetos, expondo, pela enésima vez, uns para os outros, como em um espelho estéril e infinito, sua indignação e perplexidade. Ontem (16), em comentário em artigo do Estadão no UOL, um sujeito afirmou, sem meias palavras, que, diante dos recursos que existem para que Lula escape à sentença de Moro, o melhor seria “mandar logo este cabra pra debaixo da terra” – e ninguém apareceu para contestá-lo até agora. - Se essa ira justa se transformar em força e se derramar para a internet como um todo, a partir desta semana, este poderá ser o momento da virada. - Se, no entanto, continuar contida, restrita e ineficaz, em termos de mudança de jogo, o momento que estamos vivendo se transformará no marco simbólico da capitulação da liberdade e do direito de defesa, da antecipada rendição da resistência democrática, da prévia e definitiva entrega do país a um tipo de fascismo que, uma vez alçado ao poder, dificilmente irá apear-se dele novamente.

Moro canonizou Lula. (PorRoberto Malvezzi - Gogó)



Pode mandar a ficha de Lula para o Vaticano que Francisco vai canoniza-lo. Depois de anos investigando o condenado, o juiz o condenou por ser dono de um apartamento, cuja pertença real hoje é da Caixa Econômica. 

Moro absolveu Lula da acusação de ter ganho um “transporte” daqueles objetos que ele ganhou quando presidente. Esse detalhismo só comprova até onde foi esse papel do advogado do diabo, figura que procurava todos os defeitos de uma pessoa nos processos de canonização, para provar que o santo não era tão santo. O próprio João Paulo II se encarregou de defenestrar o papel desse advogado dos rituais de canonização.

Por fim, Lula ainda vai responder a julgamento pelo sítio de Atibaia. Convenhamos, vamos dar de bandeja ao Moro que Lula seja dono do Triplex - que é da Caixa - e do sítio que é de um sindicalista. Mesmo assim, diante do que a roubalheira da política brasileira, Lula é um santo. 
E, como não há nenhuma prova documental de que ele seja dono dessas insignificâncias, então, em segunda instância, pode ser absolvido e consolidada sua canonização. 

A destruição dos direitos do povo brasileiro comprova a intenção desse golpe e a tentativa de excluir Lula do processo eleitoral de 2018. Incrível como a burguesia nacional teme esse homem! Incrível como não consegue destruir sua potência eleitoral! 

Pessoalmente, penso que ele deveria estar aposentado e vivendo sua vida. Já cumpriu seu papel histórico. Mas, os adversários fazem questão de ressuscitá-lo politicamente. Esse sentimento de sentença injusta e covarde só vai potencializar Lula, caso não consigam impedir sua candidatura.
 
Essa sentença diz mais quem é Moro, menos quem é Lula.

Moro canonizou Lula. (PorRoberto Malvezzi - Gogó).

Tá na internet: É SOBRE VOCÊ E EU..


Não é sobre a reforma trabalhista, nem sobre a prisão do Lula.

É  SOBRE VOCÊ E EU.

Não me espanta senadores que eram e são empresários aprovarem uma reforma legal que facilita para os empresários pagarem salários menores.

Não me surpreende que Lula tenha sido condenado, já que essa intenção estava declarada desde o início do processo e a sua condenação é necessária para que ele não concorra à presidência.

O que me assusta, sabe o que é?

São vocês.

Você que odeia corrupção, deixar que senadores corruptos mudem as leis do seu ganha-pão.

Você que foi às ruas pedir a saída de Dilma e tolera o Temer.

Você que acredita que existe déficit na previdência e que é melhor trabalhar 20 anos a mais do que cobrar dos bancos e grandes empresas devedoras.

Você que pensa em votar num candidato que acha legal falar em estupro para uma colega de trabalho.

Você que pensa que é normal pagar 3000 por um telefone, e menos de 1000 de salário para professores.

Você que acha que a solução do país é a educação mas não acha legal quando os professores da sua cidade fazem greve com os servidores públicos.

Você que acha que as oportunidades de trabalho digno existem igualmente para todos no Brasil.

Você que não se importa que nessa semana o Brasil voltou a constar no mapa dos países que tem população abaixo da linha da miséria.

Você que acha que negros não sofrem preconceito todos os dias.

Você, que acha normal que haja tantos e tantos e tantos pobres, e acha que todos eles são pobres porque não trabalham.

Você que não percebe os ônibus abarrotados desses pobres indo trabalhar todos os dias.

Você é que me assusta.

É de você que eu tenho medo.

Você não sabe, mas quando estiver frágil, ninguém igual a 
você vai te defender.

Se a sua empresa fizer um corte de funcionários, ninguém como você vai te ajudar.

Porque os outros, se forem como você, não vão estar nem aí.

Vai ser gente como você, que vai te pisar, e dizer o quão incompetente você foi, e o quanto você merece ser demitido.

Na verdade não serão os outros que vão te dizer isso.

Vai ser você mesmo, que vai se sentir uma merda, porque 

você acreditou que sua vidinha anterior era resultado apenas do trabalho, e não tinha nada a ver com essas reformas, essa corrupção e com essa gente preta das ruas que fica te atrapalhando no trânsito.

Você é que me assusta.

É de você que eu tenho medo.

Tenho medo de você, e tenho medo de mim." Daniela Lemos jornalista, na pág Elias Aredes Junior jornalista.

Por que Lula? (Por Roberto Amaral)



A identificação de Lula como alvo da reação não é gratuita. Se dá pelo que ele simboliza.


Sem surpresa, o País recebeu a anunciada condenação de Lula, sentença que já estava pronta antes mesmo da mal articulada denúncia do Ministério Público Federal, antes mesmo do julgamento na ‘República de Curitiba’, pois, antes de tudo, estava lavrada pelas classes dominantes – os rentistas da Avenida Paulista, as “elites” alienadas, a burguesia preconceituosa, um empresariado sem vínculos com os destinos do povo e de seu país. Uma “elite” movida pelo ódio e pela inveja que alimenta a vendeta. Denúncia, julgamento, condenação constituem uma só operação política, cujo objetivo é avançar mais um passo na consolidação do golpe em progresso iniciado com a deposição da presidenta Dilma Rousseff.
Tomado de assalto o poder, cumpriria agora destruir eleitoralmente a esquerda, numa ofensiva que lembra a ditadura instalada em 1964. Para destruir a esquerda é preciso destruir seu principal símbolo, assim como para destruir o trabalhismo caberia destruir o melhor legado de Getúlio Vargas. Não por mera coincidência, o dr. Sérgio Morodecidiu dar à luz a sentença a ele encomendada no dia seguinte em que o Senado Federal violentava a Consolidação das Leis do Trabalho.
Desinformando e formando opinião, exaltando seus apaniguados e difamando aqueles que considera seus inimigos, inimigos de classe, a grande imprensa brasileira promove o cerco político, e tece as base da ofensiva ideológica unilateral, porque produto de um monólogo.
Essa imprensa – um oligopólio empresarial, um monopólio político-partidário-ideológico e na verdade o principal partido da direita – que exigiu e obteve a condenação de Lula (e presentemente tenta justificá-la, embora carente de argumentos) recebeu com rojões juninos a sentença encomendada, mas logo se enfureceu porque Lula recusou o cadafalso político e anunciou sua candidatura à presidência.
Ora, dizem os editoriais, os articulistas, os colaboradores, dizem os “cientistas” políticos do sistema, Lula não pode ser candidato, o que revela a motivação da sentença. Já há “cientistas” exigindo que o TRF-4, em Porto Alegre, confirme sem tardança a condenação, e “filósofos” anunciando que a candidatura Lula é um desserviço à democracia (ela que lidera todas as pesquisas de intenção de voto) porque “polarizaria” o debate e as eleições. Doria, não. Bolsonaro, não. Caiado, não. Alckmin tampouco polariza. Mas Lula, sim; por isso precisa ser defenestrado.
A “vênus de prata” já começou a campanha visando à condenação de Lula na segunda instância, e o Estadão (edição de 14 último) anuncia que o “Supremo deve manter condenação de Lula”.
Somos testemunhas da tentativa de revanche da direita brasileira. Impedir a candidatura Lula é a defesa prévia ante a ameaça de a população demolir o golpe com as eleições de 2018.
O fato de o libelo (e jamais sentença) de Moro ser obra conhecida, segredo de polichinelo, não releva seu caráter mesquinho e iníquo, ademais de sua inépcia jurídica, desnudada. Do ponto de vista do direito, a “sentença” é um mostrengo e se fundamenta em ilações, presunções, talvez “convicções”, artifícios de raciocínio em conflito com a lógica.
Contrariando o direito, que só conhece propriedade e posse, o juiz inventa a figura do “proprietário de fato”. A propriedade, segundo nosso Código Civil, se prova mediante o registro em Cartório, mas para acusar Lula se aceita que uma simples delação do proprietário real seja recebida como transferência, e como esse proprietário supostamente doador, empreiteiro respondendo a processos, é usufrutuário de falcatruas, conclui o juiz açodado que o apartamento deve ter sido dado em retribuição a alguma facilidade propiciada pelo ex-presidente, trata-se, portanto, de uma propina. E se é propina, Lula é agente passivo de corrupção.
E por tais caminhos sinuosos, mediante tal exercício de lógica pedestre, condena à cadeia o ex-presidente, para puni-lo, evidentemente, mas para punir antes de tudo com a decretação de sua inelegibilidade. É disto que se trata. Não cabe, pois, discutir a gramática processualística, simples apoio formal de uma decisão eminentemente política, e, do ponto de vista político, um golpe preventivo em face das eleições de 2018, das quais previamente e precatadamente se elimina o candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto. É preciso abater esse candidato, pelo que ele simboliza. E assim, e só assim, as eleições poderão realizar-se, disputada a presidência entre Francisco e Chico.
Como temos insistido, às forças do atraso não bastava o impeachment de Dilma Rousseff, pois, o projeto em andamento é a implantação de um regime de exceção jurídica voltado para a desmontagem de um projeto de Estado social, mal enunciado. E um regime com tais características e com tais propósitos jamais alçaria voo dependendo do apoio popular. Daí o golpe. À sua execução se entregou o Congresso, sem ouvidos para as vozes das ruas, surdo em face dos interesses do País e de seu povo, desapartado da representação popular, a serviço do mercado, como tonitrua, sem pejo,  o atual presidente da Câmara.
A eliminação de Lula é, pois, a conditio sine qua non do novo sistema para manter o calendário eleitoral, pois as eleições, para serem realizadas, não poderão importar em risco. De uma forma ou de outra, trata-se de um golpe, afastando-se uma vez mais do povo o direito de escolher seus dirigentes.
A identificação de Lula como alvo da reação não é gratuita, nem fato isolado. Lula de há muito transcendeu os limites de eventual projeto pessoal, é mais do que um ex-presidente da República, e é muito mais que fundador e presidente do PT. Independentemente de sua vontade e da vontade de seus inimigos, é, para além  de sua popularidade, o mais destacado ícone da esquerda e das forças populares brasileiras. Lula é, hoje, e em que pesem suas contradições, um símbolo, um símbolo da capacidade de nosso povo fazer-se agente de sua História. É um símbolo das possibilidades de o ser humano vencer suas circunstâncias, romper com as contingências e fazer-se ator. Simboliza a potência do povão, do povo-massa, dos “de baixo”, dos filhos da Senzala como sujeitos históricos. Simboliza a possibilidade de o homem comum, um operário, romper com as amarras da sociedade de classes, racista e preconceituosa, e liderá-la num projeto de construção de uma sociedade em busca de menos desigualdade social. Por isso é amado e odiado.
Símbolos assim constituem instrumentos de importância capital nos confrontos políticos por sua capacidade de emocionar e mobilizar multidões. Símbolos deste tipo não surgem como frutos do acaso nem se multiplicam facilmente, nem se constroem da noite para o dia. Emergem em circunstâncias especiais, atendendo a demandas concretas da sociedade. São construídos ao longo de certo tempo de provação, de testes dolorosos, como ocorre com os heróis clássicos, percebidos pela comunidade como portadores de virtudes.
O símbolo Lula não é produto do acaso, nem consequência de um projeto individual. Trata-se do fruto histórico resultante do encontro do movimento sindical com as lutas populares, construindo a primeira liderança política brasileira que emergiu do proletariado, do chão de fábrica, para a Presidência da República. Um feito de dificílima repetição, neste país aferrado ao autoritarismo conservador.
É contra esse instrumento da luta política de massa que se arma a prepotência das classes dominantes brasileiras, filhas do escravismo, incuravelmente reacionárias, incuravelmente atrasadas, presas à ideologia da Casa Grande, desapartadas dos interesses do povo e da nação, descomprometidas com o futuro do país.
Ao abater Lula, pretende a direita brasileira dizer que o povo – no caso um ex-imigrante do Nordeste profundo, sobrevivente da fome, um ex-metalúrgico, um brasileiro homem-comum, um dos nossos –, não pode ter acesso ao Olimpo reservado aos donos do poder. É um “chega prá-lá”, um “conheça o seu lugar”, um “não se atreva”, um “veja com quem está falando”.
 A condenação de Lula tem o objetivo de barrar a emergência das massas, barrar os interesses da nação, barrar o avanço social, barrar o ideal de um Brasil desenvolvido e justo. Visa a barrar não o lulismo, mas todo o movimento popular brasileiro. Quer deter não apenas o PT, mas todas as organizações políticas do espectro popular (que não se enganem a esse respeito aqueles que sonham em crescer nos eventuais escombros do lulopetismo).
A defesa de Lula, a partir de agora, não é uma tarefa, apenas, de seu partido e dos seus seguidores. Ela representa, hoje, a defesa da democracia. É só a primeira batalha, pois muitas nos aguardam até 2018.
Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia.

19.7.17

INTERNAUTAS JÁ SE MOBILIZAM PARA FAZER UMA CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO PARA AJUDAR LULA.



Após o bloqueio pelo juíz Sérgio Moro dos bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, partidários e simpatizantes do ex-presidente estão discutindo a possibilidade de realizarem uma campanha de arrecadação financeira para ajudar ao mesmo.

A ideia é que cada filiado do Partido dos Trabalhadores, que puder, faça o depósito em uma conta bancária a ser criada. O PT tem mais de um milhão e meio de filiados.

O grupo está buscando um contato com os advogados do ex-presidente, para ver a forma legal da campanha ser feita, sem cair no risco de que o valor arrecadado venha criar qualquer problema a Lula.

A militância Petista avisa: Mexeu com Lula, mexeu comigo!

MORO ESTÁ VIRANDO O PALHAÇO DA CORTE, RIZÍVEL E DESMORALIZADO. (Por Francisco Costa)


Sobre a ação de agravo de declaração, impetrada pelos advogados de Lula, o circense artista de Ânusritiba (sei que você pensou em palhaço, mas me referi a mágico, dada a sua capacidade de fazer sumirem provas contra tucanos e tirar do nada provas contra os petistas, embora dublê de sofrível palhaço também) comparou a situação de Lula à de Eduardo Cunha.

O sujeito é ridículo e de juiz só tem os exorbitantes salários e as benesses e vantagens do cargo, que só mantém pela cumplicidade golpista do STF e CNJ.
Será que ele acha semelhantes também as quadrilhas de Temer e da APAE?
Quanto a Lula e Eduardo Cunha...

Cunha tem várias contas no exterior, comprovadamente, movimentadas por ele e a mulher, Cláudia, absolvida por Moro, por falta de provas (depois a madame pediu a Moro o repatriamento da grana), a única conta atribuída a Lula e Dilma, por Joesley Machado, não tinha a titularidade no nome de nenhum dos dois, que nunca a movimentaram (e nem poderiam, assinar como?), com a denúncia culminando com o desmentido do próprio autor do delírio.
Cunha foi denunciado, apontado, dedurado... Com provas, por diversos delatores, enquanto Lula... Inocentado por todas as testemunhas, 83, entre as de defesa e as de acusação.

Contra Cunha abundam documentos, a começar pelos extratos bancários de contas secretas, enviada pelo Ministério Público suíço.
Contra Lula... Um contrato de promessa de compra e venda, sem as assinaturas do vendedor (OAS) e dos compradores (Lula e Dona Marisa) e com uma rasura grosseira, mostrando o amadorismo da força tarefa, que “plantou” o documento, onde Moro é o chefe, como Temer, Cunha, Marcola e Beira Mar, profissionais das farsas e trambiques.
Na redação da sentença, mais de noventa por cento do primário e linear português gasto por Moro não expôs um veredicto, como exige o Estado de Direito, mas justificativas do justiceiro, já que a única peça acusatória foi a extra- oficial declaração de Léo OAS, depois de ter negado reiteradas vezes que Lula tinha alguma coisa a ver, só mudando de idéia quando o mafioso ameaçou centrar as baterias do arbítrio judicial sobre ele, condenando-o à prisão perpétua.

Qual é então a semelhança entre Lula e Cunha, senão na argumentação política deste golpista togado, vira latas do império, o que o faz, pela manipulação e pela venalidade, um Cunha no Judiciário?

Por Francisco Costa.

ELES TESTAM A ANESTESIA GERAL (Por Moisés Mendes)

A direita que controla o Brasil, em todas as áreas e instâncias, calibra suas ações pensando nas reações ao que faz. Sergio Moro avisou que chegou a pensar em mandar prender Lula, mas depois decidiu ser prudente. Poderia haver um trauma político. Foi o que disse na sentença de condenação.

Moro aplicou a dose mais ‘branda’ do veneno que tem à mão, fez o previsível e condenou Lula. Até poderia prender, mas a condenação já seria suficiente para o primeiro teste. Condenou e não percebeu reação fora das redes sociais e de algumas ‘análises técnicas’. Quase ninguém foi às ruas.

E se tivesse mandado prender, o que aconteceria? Moro não quis pagar pra ver, até porque poderia perder o apoio dos ‘liberais’ do meio jurídico, todos tão quietinhos (com as exceções de sempre).

O que importa é que Sergio Moro, o jaburu, os tucanos, o Ministério Público, todos estão calibrando o que fazem pensando sempre na possibilidade de contestação popular. E não há contestação nenhuma, por enquanto. Há as reações das controvérsias variadas e só.

O jaburu vai manobrando como quer e rearticulando forças táticas, para sobreviver à semana seguinte, porque sabe que não há reação além da virtual.

Ninguém reage a mais nada desde o golpe de agosto.

Daqui a pouco, teremos mais um teste, com a revalidação ou não da condenação de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região em Porto Alegre. Se a condenação for reafirmada e Lula se tornar inelegível (podendo até ser preso), o que acontecerá? É o que a direita se pergunta.

E a direita está certa de que não acontecerá nada de mais grave. Que o Brasil continuará inerte, amorfo, anestesiado. E, continuando assim, que se prepare então o novo golpe. O Brasil amorfo talvez não tenha eleição para presidente em 2018.

Se a economia reagir, se a Globo conseguir restabelecer seus pactos com quem estiver no poder, se as perspectivas forem de retomada da ‘normalidade’, a direita se dedicará ao grande projeto sonhado desde agosto.

O Brasil não terá Lula, não terá eleições e não saberá mais com o que poderá contar, depois de perder leis trabalhistas, previdência e, quem sabe, até o SUS como existe hoje.

Quem duvidar, quem acha que nada disso seja possível estará apenas repetindo a postura dos que duvidavam do golpe e duvidavam até que o jaburu chegaria ao poder e que o povo continuaria calado.

A direita empresarial e política e a direita do Ministério Público e do Judiciário acham que o povo não é de nada. E o povo não reage e não diz nada que possa fazê-los pensar o contrário. Seremos governados pelo pato amarelo.

Por Moisés Mendes.

Rui anuncia programação e ações do Estado na Flica.

“A Flica é um evento de sucesso que já está no calendário nacional da cultura, da literatura e, eu diria, também do turismo”. Esta foi a definição que o governador Rui Costa deu à Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que há três anos conta com o apoio do Governo do Estado e teve sua nova edição lançada nesta terça-feira (18), em ato no Palácio Rio Branco, na capital baiana. Marcado para acontecer entre os dias 5 e 8 de outubro, o evento contará com programação oferecida pelo governo, destinada aos públicos adulto e infanto-juvenil, concentrada, em sua maior parte, no Espaço Educar para Transformar, instalado na Casa do Iphan, em frente à Câmara Municipal de Cachoeira.

De acordo com Rui, a festa, que está em sua 7ª edição, é referência no segmento e figura entre as três principais no cenário nacional. “Mesmo com essa revolução tecnológica que estamos vivendo, acredito que as coisas não se excluem e vemos isso com o sucesso da Flica. A era digital não exclui a era do papel. O livro impresso continua tendo o carinho das pessoas. Mas o que importa mesmo, independente de ser impresso ou digital, é o conteúdo, a criação, a arte. É a viagem que cada um de nós faz ao ler um livro”, ressaltou o governador.

Consolidada, a Flica recebeu no ano passado o público recorde de 35 mil participantes da Bahia, de outros estados e também do exterior. Além de garantir uma ampla programação e oferta de serviços para o público da festa, o Governo do Estado se destaca como um dos promotores da Flica, cuja realização é viabilizada por meio do programa de incentivos fiscais Fazcultura, uma parceria das secretarias estaduais de Cultura e da Fazenda.

Este ano, as atividades programadas pelas secretarias e órgãos do governo envolvem lançamento de publicações, contação de histórias infantis, exposições, feira de economia solidária e biblioteca móvel. O Serviço de Atendimento ao Cidadão Móvel (SAC Móvel) estará no município no período da festa para atender a população e o público do evento. A programação completa está disponível no site da Flicawww.flica.com.br.

Educar para Transformar 

Durante o evento, a Secretaria do Turismo do Estado (Setur) desenvolverá ações no Espaço Educar para Transformar, onde serão exibidos vídeos e será disponibilizado material promocional sobre os atrativos turísticos de Cachoeira e de outros municípios que compõem a zona turística Baía de Todos-os-Santos. Dentre as atividades previstas pela Setur, há também a realização de uma pesquisa que vai apontar o fluxo turístico em Cachoeira no período da Festa Literária Internacional e o perfil dos visitantes.

Estímulo à leitura
Atividades culturais envolvendo livro, leitura e literatura serão desenvolvidas pela Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Pedro Calmon (FPC) e da Fundação Cultural do Estado (Funceb). Entre os destaques da programação estão a Biblioteca Móvel e atividades como oficinas de leitura e de reciclagem, contação de histórias, apresentações teatrais, lançamentos de livros, rodas de conversa, brincadeiras, jogos e espaços de integração.
Já a Secretaria de Educação do Estado vai abrir espaço para que os estudantes da sua rede de ensino apresentem as suas criações nas mais distintas linguagens artísticas, seja por meio da arte literária, das artes visuais, do cinema, da música ou da dança. Os saraus lítero-musicais vão homenagear o escritor Gregório de Matos, que é considerado o primeiro poeta luso-brasileiro.

Economia solidária

Promovida pela Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a Feira de Economia Solidária vai reunir artesãos do Recôncavo, especialmente das comunidades tradicionais da região. A proposta é que, durante a feira, sejam comercializados, a preços acessíveis, itens de artesanato, moda afro e da culinária típica da região, entre outros produtos.

Autores negros

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) participa mais uma vez da Flica, divulgando e valorizando o trabalho dos autores negros. Na sala Milton Santos, do Espaço Educar para Transformar, serão realizados exposições, lançamentos de livros e bate-papo com autores e formadores de opinião.


Foto: Manu Dias/GOVBA.

O Brazil (SIC) da direita. (Por Claudio Guedes)

Eles insistem na tecla que o ódio foi gerado pela esquerda. Eles insistem na tecla que Lula e o PT criaram a atmosfera de ódio e rancor que vivemos hoje no Brasil.
Claro que para eles a história vivida não possui nenhum valor. Em 2003, quando pela primeira vez um partido de esquerda e com parte significativa dos seus dirigentes vindos do mundo do trabalho, assumiu o governo federal, o país viveu uma democracia plena, o respeito aos adversários batidos existiu (claro que pequenas rusgas e incidentes menores aconteceram, mas como parte marginal  do cenário real da política). 

De 2003 a 2013 ninguém de direita foi molestado nas ruas, em restaurantes, em livrarias e em aeroportos. Não vi, nem ouvi, nada parecido com isso - e ando e vôo, e muito, pelo país. 

Eles inventaram o ódio, os derrotados em 2010. Não aceitaram a derrota nas urnas. A derrota foi difícil de engolir. Um poste, uma anta, diziam eles de Dilma Roussef. Ainda que ela tivesse um longo curriculum de serviços públicos em cargos relevantes, de secretária de estado à ministra em pastas importantes.  A segunda derrota, em 2014, foi demais. Não aceitaram e partiram para a derrubada do governo constitucional, na farsa, na malandragem, na marra.

O PT se envolveu em negócios com empreiteiros e fornecedores do estado para financiar suas eleições e suas alianças políticas?  

Alguns dirigentes petistas aproveitaram o clima favorável do dinheiro rolando fácil para por uma graninha no bolso? 

E daÍ? Deixemos a hipocrisia de lado.

Era dessa forma que que sistema político funcionava - e continua a funcionar, vide a vitória de Temer na Câmara dos Deputados na semana passada -  desde quase sempre no país. 

Este "modus operandi" do sistema político foi escancarado, na República pós-democratização, quando da compra por FHC do direito, que a Constituição lhe negava, de disputar novas eleições estando na presidência da República. Comprou votos de deputados, corrompeu partidos e parte da imprensa, para obter apoio ao segundo mandato.

Deputados e dirigentes partidários que usam a política para enriquecer sempre existiram na nossa história. Acabam sendo pegos, de uma forma - pelos órgãos policiais e da justiça - ou pela opinião pública. Sejam de qual partido façam parte. Têm sido assim. É bom que seja assim. Os do PT, na sua grande maioria, possuem comportamento exemplar. É só conferir as estatísticas de processos contra parlamentares e constatar os partidos mais problemáticos (PMDB, PSDB e PP).  

Quanto às finanças partidárias, PT fez exatamente o mesmo que o PSDB, PMDB, DEM, PP, PSB e PPS fizeram e continuam a fazer. O sistema político brasileiro funciona movido à grana, como quase todos os sistemas políticos dos países capitalistas avançados - uns mais, outros menos. Quem acompanha a série americana "House of Cards", sabe, e bem sabe, como a política americana funciona, como se dão as relações entre a Casa Branca e o Congresso na democracia americana. Nada republicanas, nada éticas. 

Por que o ódio contra o PT de parte da direita brasileira e da "matilha" barulhenta da classe média-alta das nossas grandes cidades? Porque eles não admitem que um partido de origem na classe média intelectualizada e com dirigentes do mundo das fábricas e dos sindicatos de trabalhadores possa disputar e exercer o poder. É uma questão de classe, de supremacia social. A direita brasileira e sua banda de música elitista odeiam o mundo dos que não possuem grana, não frequentam os shopping-centers de luxo, os que não acham que Miami é o verdadeiro paraíso na terra. Odeiam.

O que fizeram para deter o PT e a enorme capacidade política eleitoral demonstrada pelo partido? Como não podiam vencê-lo de acordo com as regras estabelecidas - as lícitas e as não tão lícitas assim, mas aceitas pelo sistema - partiram para a criminalização do partido e de seus dirigentes. 

Tudo começou com o já histórico "mensalão", como se tivesse sido invenção do PT aquela forma incorreta e nada republicana de estabelecer alianças políticas. Acho até que o PT errou, poderia ter buscado outros caminhos, outros mecanismos. Mas é inegável reconhecer que era forma e hábito aquele proceder. Tanto que mecanismo igual tinha sido posto em prática, anos antes, por FHC na compra de sua maioria parlamentar no segundo mandato e nas eleições disputadas pelo PSDB, em 1998, em Minas Gerais, por Eduardo Azeredo (que depois foi presidente nacional dos tucanos). 

Por que o PT foi punido e o PSDB não? Porque não se buscava uma nova forma de fazer política. Mentira. Isso apenas existia nos discursos inflamados de juizes travestidos de moralistas de ocasião. O objetivo, como o futuro descortinou, tinha apenas um alvo: atingir o Partido dos Trabalhadores. 

Hoje a caça ao PT é a caçada histérica, despropositada e exdrúxula, de parte do poder judiciário e da grande mídia - que é a atiçadora maior do clima de ódio e violência politica que começamos a viver com mais intensidade país - à maior liderança do partido e um dos políticos mais populares do Brasil moderno: Lula.

Lula é o alvo. Precisam destruir Lula e seu legado. Conseguiram um juiz de primeira instância e uma suposta força-tarefa anti-corrupção que topam-tudo, que atropelam as leis e a Constituição, em nome da "regeneração" do sistema político brasileiro. Que, por incrível que pareça, para eles se resume ao ataque sistemático ao PT e aos seus então aliados - muitos apenas por conveniência. 

À justiça podre, instrumentalizada, se juntam, com espaço crescente nas mídias impressas e televisas, os intelectuais de direita. Estes hoje ocupam um lugar cada vez mais expressivo, "dominando tudo" nos meios de comunicação.  

No domingo, nas páginas da Folha de S. Paulo, o filósofo dito liberal e frequentador assíduo dos salões da grande burguesia nacional, Eduardo Gianetti da Fonseca, defendeu, sem qualquer cerimônia, um rito célere, de acordo com o calendário eleitoral, para o julgamento de Lula na justiça.

Hoje, na mesma Folha, o filho do bacana, Joel Pinheiro da Fonseca, apresentado como "palestrante ativo do movimento liberal brasileiro", afirma: "Lula poderia ter sido um grande líder, mas não foi nem nunca será". E, mais à frente, o veneno: "Lula tentará de todos os jeitos dividir o eleitorado e promover o ódio social". 

Vejam as armas sujas da direita, apresentadas sem qualquer pudor. Querem não apenas condenar e destruir o futuro de uma liderança política que não comunga com as suas idéias, uma liderança popular da  importância de Lula, como querem enterrar seu passado - então não foi um grande líder um ex-presidente que concluiu os seus mandatos com mais de 80% de aprovação popular? A direita quer reescrever a história política do país, à sua maneira.

E não só: o jovem neoliberal acusa Lula de dividir o eleitorado - como se o eleitorado não fosse dividido em qualquer democracia moderna - e o acusa de promover o ódio. A mesma senha usada contra o PT. O mesmo mecanismo de inversão: ele tenta destruir Lula como personagem e como politico e acusa ele, Lula, de ser o promotor do ódio. 

A direita veio à luta, com golpes cada vez mais baixos. Ou reagimos ou vamos pagar um preço altíssimo no futuro muito próximo.


Eu tenho medo de você, eu tenho medo de mim. (Por Paula D'Albuquerque)


Eu vou escrever. Quando vem a tristeza, quando parece que não há mais nada a ser feito, eu escrevo."

Não é sobre a reforma trabalhista, nem sobre a prisão do Lula. É sobre você e eu.

Não me espanta senadores, que eram e são empresários, aprovarem uma reforma legal que facilita para os empresários pagarem salários menores.

Não me surpreende que Lula tenha sido condenado, já que essa intenção estava declarada desde o início do processo e a sua condenação é necessária para que ele não concorra à presidência.

O que me assusta, sabe o que é? É você.

Você que odeia corrupção, deixar que senadores corruptos mudem as leis do seu ganha-pão.

Você que foi às ruas pedir a saída de Dilma e tolera o Temer.

Você que acredita que existe déficit na previdência e que é melhor trabalhar 20 anos a mais do que cobrar dos bancos e grandes empresas devedoras.

Você que pensa em votar num candidato que acha legal falar em estupro para uma colega de trabalho.

Você que pensa que é normal pagar 3000 por um telefone, e menos de 1000 de salário para professores.

Você que acha que a solução do país é a educação mas não acha legal quando os professores da sua cidade fazem greve com os servidores públicos.

Você que acha que as oportunidades de trabalho digno existem igualmente para todos no Brasil.

 Você que não se importa que nessa semana o Brasil voltou a constar no mapa dos países que tem população abaixo da linha da miséria.

Você que acha que negros não sofrem preconceito todos os dias.

Você que acha normal que haja tantos e tantos e tantos pobres, e acha que todos eles são pobres porque não trabalham.

Você que não percebe os ônibus abarrotados desses pobres indo trabalhar todos os dias.

Você é que me assusta. É de você que eu tenho medo.

Você não sabe, mas quando estiver frágil, *ninguém igual a você vai te defender.

Se a sua empresa fizer um corte de funcionários, ninguém como você vai te ajudar.

 Porque os outros, se forem como você, não vão estar nem aí.

Vai ser gente como você, que vai te pisar, e dizer o quão incompetente você foi, e o quanto você merece ser demitido.

 Na verdade não serão os outros que vão te dizer isso. Vai ser você mesmo que vai se sentir uma merda, porque você acreditou que sua vidinha anterior era resultado apenas do trabalho, e não tinha nada a ver com essas reformas, essa corrupção e com essa gente preta das ruas que fica te atrapalhando no trânsito.

Você é que me assusta.
É de você que eu tenho medo.


Tenho medo de você, e tenho medo de mim.

Por 

18.7.17

HughesNet chega a Paulo Afonso com degustação de banda larga via satélite e ações especiais.



Empresa oferece solução com conexão de alta qualidade a locais que não possuam acesso à internet

São Paulo, julho de 2017 – A HUGHES, líder mundial em telecomunicações via satélite, anuncia a chegada da HughesNet em Paulo Afonso (BA). Lançada no ano passado no Brasil, a HughesNet é uma solução de banda larga via satélite que oferece conexão de alta qualidade a locais que não possuam acesso à internet ou que tenham conexão de qualidade inferior à disponível no serviço.

Para apresentar a novidade a moradores e empresas, a HUGHES fará ações especiais com degustação nos dias 20, 21 e 22 de julho, na Praça do Espaço Cultural Lindinalva Cabral. Na ocasião, a população de Paulo Afonso terá a oportunidade de experimentar em tempo real a HughesNet e participar de ações especiais, com brindes, no local.

Nos Estados Unidos, a HughesNet ocupa o primeiro lugar no ranking dos principais provedores de internet, por cumprir a performance divulgada aos consumidores, segundo o relatório anual Measuring Broadband America 2016¹, da Federal Communications Commission (FCC)².

Além das ações especiais, a HughesNet estará com valores promocionais para os moradores da região. Assinando o Plano de 10 mega de velocidade, o valor da mensalidade é de R$ 219,90 para pagamentos no cartão de crédito ou débito automático em conta corrente. Já quem optar por um dos planos Dia ou Empresas, receberá desconto de R$ 100 na mensalidade durante o primeiro ano.

Serviço

HughesNet em Paulo Afonso
Data: de 20 a 22 de julho de 2017
Endereço: Praça do Espaço Cultural Lindinalva Cabral – Paulo Afonso/BA
Horário: 14h às 21h (nos dias 20 e 21) e das 11h às 17h (dia 22)

¹ Medindo a Banda Larga da América – É um programa de estudo sobre o desempenho da rede de banda larga para consumidores em todo o território norte-americano. A performance da rede é medida por meio de amostra representativa da população assinante de serviços de internet.

² Comissão Federal de Comunicações, órgão que regula as comunicações interestaduais e internacionais de rádio, televisão, telefone, TV via satélite e por cabo em todo o território norte-americano. É a principal agência reguladora para leis de comunicação e inovação tecnológica nos EUA, independente do governo e supervisionada pelo Congresso.

Sobre a HUGHES

A Hughes Network Systems, LLC (Hughes) é líder mundial no fornecimento de banda larga via satélite e oferece tecnologias inovadoras de rede, serviços gerenciados e soluções empresariais e governamentais no mundo todo. A Hughes já entregou mais de 4,8 milhões de sistemas para clientes, em mais de cem países. O número representa cerca de 50% do mercado. Com sede em Germantown, Maryland (EUA), a Hughes tem escritórios de vendas e suporte em todo o mundo e é uma subsidiária integral da EchoStar Corporation (Nasdaq: SATS). No Brasil, a empresa está presente desde 1968 e opera com serviços de telecomunicações via satélite desde 2003. A Hughes oferece soluções para diversas empresas, como operadoras, agronegócio, educação, governo, indústria e varejo. São 30 bases técnicas no País e um Centro de Operações de Rede em Barueri, SP. Para mais informações, acesse aqui.

Sobre a EchoStar

A EchoStar Corporation (Nasdaq: SATS) é uma provedora global de operações de satélite, soluções de TV digital e transmissão de conteúdo. Com sede em Englewood, Colorado (EUA), e com negócios em todo o mundo, a EchoStar é pioneira em tecnologias seguras de comunicação, por meio de suas unidades de negócios EchoStar, EchoStar Technologies Corporation e Hughes Network Systems. Para mais informações, acesse o Site. Siga no Twitter.