29.5.17

Vaquinha Online por Victor.

Circula por ai uma vaquinha online com pedido de ajuda para Vitor, que perdeu parte da mão ao tentar livrar as pessoas de uma bomba, no último 24 de maio em Brasília.

Estamos acompanhando Vitor pessoalmente e ele nos pediu que alertássemos as pessoas de que não pediu e nem autorizou a ninguém a arrecadação de dinheiro em seu nome.⬅

Já estamos tomando as providências para identificar a origem da vaquinha não autorizada por Vitor e pedimos que ninguém depoite qualquer valor naquela conta, nem faça pagamento de boletos 

Vitor se submeteu a intervenção cirúrgica e passa bem.

Todos os nossos esforços serão envidados na defesa dos direitos desse valoroso militante que se feriu ao salvar pessoas.

Por Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia.

Tá na internet: Bombas sociais.

Companheiros não atirem as bombas de volta
Vale aqui uma nota que a imprensa não divulga.
A bomba que explodiu na mão do rapaz que tentava "devolvê-la" aos policiais que a lançaram não é uma bomba comum. É uma bomba que representa novidade dos armamentos contra pessoas civis. É da classe de bombas antipessoais "de baixa letalidade" e foi planejada para atingir pessoas que reagem como ele tentou reagir.
Armas antipessoais são armas contra civis desarmados e camponeses que tentam cultivar e trabalhar em terras de guerra civil. Arrancam pernas e olhos de camponeses, lavadeiras e crianças que se sentem impelidas a colocar as mãos ou pisar nelas sem saber.
Baixa letalidade quer dizer que só matam se a vítima insistir em morrer. É o que acontece com epilépticos e cardíacos que levam choques de revólveres de choques elétricos. É o que acontece com asmáticos e pessoas com síndrome anafilática diante de gases irritantes pulmonares. É o que acontece com pessoas que usam tranquilizantes maiores e se expõem a gases neuroquímicos como os das bombas "morais" que fazem vomitar, urinar e defecar de maneira incontrolável.
Os armamentos contra civis desarmados são da classe que combina as duas coisas. São "de baixa letalidade" (menos a pistola do PM que atira livremente) e são antipessoais por que atingem pessoas que não têm a intenção nem a capacidade de reagir.
Esta granada de gases e de percussão é nova no seu emprego contra marchas civis. Ela foi projetada para arrancar mãos, braços e olhos de quem tenta devolver as bombas de gás contra quem as lançou. Primeiro solta gás como uma bomba lacrimogênea comum e depois explode, com ou sem conteúdo de pedaços de pregos, pontas de agulhas afiadas, e outros mimos que os americanos inventaram para jogar em cima de crianças no Vietnam e em cima de camponeses que lutaram pela independência de Angola.
Até 1990 as bombas de gases lacrimogêneos não eram de explosão percussora. A percussão é uma explosão RETARDADA que produz enorme ruído e impacto local sem estilhaços. Este componente foi agregado para "surpreender" os que pensam que podem segurar e jogar de volta as bombas de gás. Elas agora cegam, mutilam e podem matar.
Quem as fabrica e quem as vende? Os componentes de base são fabricadas em Israel e exportadas para o Rio Grande do Sul onde indústrias ligadas a militares egressos do golpe de 1964-1985 trabalham como gerentes e proprietários de linhas de montagem. Lá recebem etiquetas de "made in Brazil" e são exportadas novamente para as guerras contra civis na Ásia, Oriente Médio, África, e Europa. São vendidas sem o código de barras do fabricante original (Israel).
Os lucros pagam altos salários para militares e ex-militares brasileiros que se especializaram em trabalhar para essa gente e agora estão juntos com os golpistas de misterforatemer-cunha-janot-gilmar, em contato com as Câmaras de Comércio Brasil-Israel e Brasil-EUA e seus respectivos serviços de espionagem. Os militares deste negócio ganham nas duas pontas. Na gestão das fábricas e nas compras oficiais com dinheiro público.
A mão destroçada deste rapaz é um produto isralense-gaúcho e custou mais de 800 reais cada uma para destruir e mutilar pessoas. Essas são as armas antipessoais de baixa letalidade. O problema é que eles (os golpistas) desejam matar e ganhar seus salários de jagunços servindo aos que roubam e destroem o país.

De que são feitos os direito? (Raquel Domingues do Amaral)

Sabem do que são feitos os direitos, meus jovens?
Sentem o seu cheiro?
Os direitos são feitos de suor, de sangue, de carne humana apodrecida nos campos de batalha, queimada em fogueiras!
Quando abro a Constituição no artigo quinto, além dos signos, dos enunciados vertidos em linguagem jurídica, sinto cheiro de sangue velho!
Vejo cabeças rolando de guilhotinas, jovens mutilados, mulheres ardendo nas chamas das fogueiras! Ouço o grito enlouquecido dos empalados.
Deparo-me com crianças famintas, enrijecidas por invernos rigorosos, falecidas às portas das fábricas com os estômagos vazios!
Sufoco-me nas chaminés dos Campos de concentração, expelindo cinzas humanas!
Vejo africanos convulsionando nos porões dos navios negreiros.
Ouço o gemido das mulheres indígenas violentadas.
Os direitos são feitos de fluido vital!
Pra se fazer o direito mais elementar, a liberdade,
gastou-se séculos e milhares de vidas foram tragadas, foram moídas na máquina de se fazer direitos, a revolução!
Tu achavas que os direitos foram feitos pelos janotas que têm assento nos parlamentos e tribunais?
Engana-te! O direito é feito com a carne do povo!
Quando se revoga um direito, desperdiça-se milhares de vidas ...
Os governantes que usurpam direitos, como abutres, alimentam-se dos restos mortais de todos aqueles que morreram para se converterem em direitos!
Quando se concretiza um direito, meus jovens, eterniza-se essas milhares vidas!
Quando concretizamos direitos, damos um sentido à tragédia humana e à nossa própria existência!
O direito e a arte são as únicas evidências de que a odisseia terrena teve algum significado!

Por Raquel Domingues do Amaral - Juíza Federal.

Você sabia?

Multa de Trânsito: essa você não sabia.
No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. E só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar cópia  da carteira de motorista e a notificação da multa. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.
Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito a infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa. 

SE ISSO NÃO É DITADURA GELEIA É RAPADURA.

O STF tornando público grampo em telefonema de Reynaldo Azevedo, violando segredo da fonte de um jornalista, o que é considerado crime, inclusive na Constituição (não importa a posição política do cretino, lembre-se do poema de Brecht, permitimos que o peguem e depois nos pegam).
O Facebook bloqueia o jornalista Mino Carta, a mídia omite que as agências de risco nos rebaixaram para país negativo como destino de investimentos, ao mesmo tempo que mostra entrevista do Anão da mala afirmando que voamos em céu de brigadeiro, com a economia caminhando (só não diz que pro despenhadeiro).
Na Moritiba’s Republic inauguram uma nova figura jurídica, “coração generoso”, que promulga sentenças absolvendo uma pobre coitada que não sabe de onde veio o dinheiro que lhe permitiu gastar milhões em roupas, sapatos e jóias, a mesma generosidade que não permite ver helicópteros recheados de talco.
A polícia militar de Surubília, a capital da esperteza, quebra o patrimônio público e grita “foi o PT”, o que obriga o Anão grampeado a chamar o Exército, só saindo de debaixo da cama quando a recata avisou: Chechel, a manifestação acabou.
Fódia, o alcaide da Coxolândia, onde fica o balneário do Tietê, manda a polícia sentar a porrada nos únicos consciente por lá, porque dissidentes, e derrubar as casas com gente dentro.
Alkiminho, o Santo da Odebrecht, discursa dando apoio ao Temesley, algo assim com abraço entre Beira Mar e Marcola.
Já o parlamento, latifúndio onde se cultiva a corrupção, a base de sustentação das malas da Friboi passa o rodo na oposição e revoga a Lei Áurea, com emenda que a aprimora, agora não só os negros, mas todo mundo que não seja funcionário público graduado ou empresário.
Os pastores continuam a aproveitar a safra de dízimos, em pleno campeonato de milagres, na busca de quebrar o recorde, em poder do São Valdemiro, 432 em 15 minutos.
Os coxinhas deletam as fotos do Aécio vou me matar das suas linhas do tempo parado no século passado, o Rato Chileno, o Botafogo da Odebrecht, recusa fazer tramitar 9 483 pedidos de impeachment do mestre grau 33 afanos na coisa pública, questão de má interpretação, político tucano pensa que coisa pública é genitália de prostituta e vai logo metendo a mão.
Cá no meu cantinho fico olhando tudo e só pensando... Se Deus demorou tanto a nos permitir inventar métodos contraceptivos porque não reencarnou Herodes uns anos antes desses fdp nascerem?
Como prega aquele pastor tarado, só Jesus na calça.

Tascaxota Malaquias, cronista político e obreiro na Burriversal.

27.5.17

PED na Bahia e os caminhos a seguir. (Por Osmar Galdino)

Aos companheiros e companheiras,
(Militantes, dirigentes, simpatizantes, parlamentares, prefeitos e prefeitas)

No último final de semana foi realizada a etapa estadual do Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores na Bahia.
Foram 310 delegados e delegadas, observadores e convidados que participaram do tumultuado Congresso na Bahia que aconteceu na Faculdade de Arquitetura.
Congresso Estadual realizado após um processo do PED com diversas irregularidades que, vão de fraudes até a eleições não realizadas, mas, com resultado computado pela SORGPTBA e referendado pela Executiva Nacional.
O evento, além de eleger delegados e delegadas ao Congresso Nacional, chapa do diretório e presidente estadual, elegeu a tese guia apresentada pela chapa “oPTei” que teve o apoio da CNB e da corrente ‘O Trabalho’.
Não foi feito no Congresso Estadual, nenhum debate sobre o governo do Estado e os seus desafios na atual conjuntura política, econômica e social.
O presidente estadual foi reeleito com 16 votos de frente e teve apoio dos delegados e delegadas da CNB, EPS e O Trabalho.
O candidato opositor, o deputado  Federal Waldenor Pereira, teve 147 votos do grupo denominado ‘Muda PT’ que abrange as tendências internas:  Reencantar, DS, Movimento PT, EDP, Dois de Julho, Articulação de Esquerda, Avante, Militância Socialista, grupo político de Geraldo Simões e, grupos dos mandatos dos deputados federais Jorge Solla e Luis Caetano.
Na configuração final, o Muda PT ficou com 9 vagas na direção executiva, 28  no Diretório Estadual e 18 vagas de delegados/ delegadas ao Congresso Nacional.
Como podemos perceber, teremos dois anos de profundo embate e debate nas instâncias partidárias.
Cabe ao presidente estadual coordenar o processo de pactuação partidária, preparando a agremiação para as lutas que estão na ordem do dia como as Reformas da Previdência e Trabalhista, além das Diretas Já.
A direção estadual terá ainda, a responsabilidade de preparar o partido para o Processo Eleitoral de 2018 que, elegerá o novo Presidente da República, o Governador do Estado, Deputados Federais e Estaduais e, os Senadores da República.
O PT da Bahia, na minha humilde opinião, saiu fragilizado deste processo interno. Seja pelas fraudes  ou pela de falta de capacidade política do campo majoritário em unificar o partido.
O grupo que faz oposição ao presidente reeleito elegeu a maioria dos presidentes e presidentas municipais principalmente nos grandes centros urbanos.
Outra tarefa dessa Executiva Estadual é preparar o processo de eleição interna em 208 cidades que não conseguiram realizar o PED Municipal ou seja, pela acomodação dos seus dirigentes ou pela truculência da Sorgptba.
Espero que o Congresso Nacional que se realizará em Brasília no próximo final de semana, possa ter debates e decisões que apontem mudanças na política geral e na política da democracia interna tão atacada nesses últimos anos pelo campo majoritário.
Osmar Galdino da Silva Júnior
Dirigente Estadual PT da Bahia

Tá na internet: Tecendo a Manhã.

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele lançou
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

BLACK BOCS - UMA OUTRA OPINIÃO. (Por Patricia Reis)

Bom, eu vi tanta gente reclamando dos Black e de infiltrados que "estragaram" a manifestação.

Sou de Brasília.  

Em primeiro lugar quem estragou a manifestação  foi o golpista que senta na cadeira de presidente no Palácio do Planalto, colocando o Congresso todo murado para o povo não chegar perto e uma polícia fascista que estava com intuito de repressão desde o início. 

Eu estava frente a frente com os machões que são machos porque veste uma verdadeira armadura, tem armas e cacetete e adoram borrifar gás de pimenta no rosto das pessoas  apesar de terem que apenas palavras e cartazes como armas.

Não respeitam idade ou sexo,  não se importam em jogar bomba em uma rodoviária com crianças dentro.  Ou jogar bomba de cima com helicóptero em pessoas que já estavam feridas e cansadas, deitadas na grama, passando mal.

Isto acontece desde o impeachment, estou acompanhando toda resistência ao golpe, eu faço parte desta resistência.  Com bandeiras, frases, livros, debates com a população nas redes.

Ontem fomos todos com uma só voz: Fora Temer e Diretas Já,  não teve nada de infiltrados, eram estudantes, camponês, trabalhador,  desempregados,  mães e vós, servidores e médicos, juventude revolucionária e universitária, polícia civil e agente penitenciário, bombeiros,  enfermeiros e advogados,  são não tinham fascistas .  

Segundo: Teve sim uma polícia fascista que nos agrediu violentamente,  armados. 

Vou explicar certas coisas que quem não vem na manifestação não sabe. 

Manifestantes cobrem a cara SIM, sabem porquê?  Porque as armas químicas que eles jogam na gente arde, faz você tossir até vomitar. 

Manifestantes cobrem a cabeça SIM, sabe por que eu cubro a cabeça? Porque tenho medo das balas que, por falar nisso,  ontem foram de verdade e não somente de borrachas. 

Eu hoje respeito os Black Bloc SIM, sabem porque os Black bloc entram na parada? Para defender os manifestantes que querem resistir em frente ao congresso gritando "foratemer". 

Sabem o que queremos dizer com resistir?  

Resistir significa ter o direito de dizer que gente inocente está sofrendo. Que nossos impostos que pagam a porra dos salários dos políticos,  que os políticos existem para nos fazer ouvir.  Que nosso voto é de confiança e não procuração em branco para legislarem em causa própria. Que este país tem uma constituição e é ela que deve nortear nossa ordem social. Que a constituição só pode mudar quando o POVO quer.

E quem é de esquerda de verdade deve se preocupar mais com o fascismo da polícia do que com a revolta popular que quebra umas vidraças por causa do descaso do verdadeiro vândalo, vândalo é o governo golpista instaurado por conluios e propinas.  

Conclamo a todos a entrarem na desobediência civil, porque quando as leis são manipuladas para repressão do povo o certo a fazer é ser fora da lei.

Um país de costas para seus trabalhadores. (Fernando Horta)

É surpreendente como a ideia de se ser um “trabalhador” foi desmontada nos últimos 20 anos. No discurso atual, o trabalhador é quase um pária social. Alguém que vive de “benesses” do Estado, que espera ardentemente se aposentar, para então ser o que desde o início, segundo esta narrativa, ele sempre foi: um vagabundo. No meio tempo, o trabalhador tem a petulância de se juntar nestas nefastas organizações chamadas “sindicatos”. Fazem greves, bloqueando o trânsito (veja só!) e têm a audácia de querer ver no poder um dos seus.
Estes ataques começaram no final da década de 80 e início da de 90, com as tais normas ISO. Naquela época, fui incumbido de trabalhar pela certificação ISO de um laboratório e fiz alguns cursos a respeito. O objetivo das normas ISO, com todas as suas formas de backup de informações, rotinas e controles, era tornar o trabalhador totalmente dispensável. Mesmo com 20 anos de empresa, após a implantação das famigeradas ISO, você seria facilmente substituído por um jovem que pudesse ler e compreender suas rotinas diárias. O fato de o jovem ganhar menos do que o trabalhador “já de casa” era “um detalhe insignificante” frente ao “ganho de qualidade” que representava para a empresa.
Após este período, tivemos um ataque ao termo “trabalhador”. Virou “colaborador”. O objetivo (não declarado) era burlar, de qualquer forma, a aplicação das leis trabalhistas (aquelas que criam “vagabundos” que não gostam de trabalhar). Os juízes do trabalho tiveram uns dez anos de esforços conjuntos para conseguir enquadrar esta “estripulia linguística”. Agora, nos anos 2000, surgiram duas outras formas de atacar o trabalho. A primeira é o chamado “voluntariado” que passou a “contar pontos” nos currículos dos jovens, de forma bastante ideológica. Doar sua força de trabalho significa algo bom, meritório e em troca você ganhar um papelzinho atestando sua “iniciativa”. De preferência negando o termo mesmo “trabalho”, eis que surgiu o termo “voluntariado”. O objetivo é afastar a nódoa do trabalho, presente até mesmo no termo.
O segundo ataque ao termo veio da teologia do empreendedorismo. Não seja um trabalhador, seja um “empreendedor”. Cada vez que vejo, ouço em palestras ou vídeos, um indivíduo branco, cheirando a perfume estrangeiro, sem um calo nas mãos dizer do alto de sua arrogância que “para se ficar rico basta levantar cedo e ir trabalhar”, “mudar o mindset” eu perco a calma. O objetivo é o mesmo das conhecidas AmWay, Herbalife, Uber e etc. em que se colocam milhares de pessoas a trabalharem, sub-remuneradas no afã de sobrepujarem os baixos valores pagos pela quantidade de serviço remunerado. Claro que os CEO’s, estando no topo desta pirâmide semi-escravagista, carregam para si qualquer centelha de valor produzido que não fica com o trabalhador. E o sonho do “empreendedorismo” se encarrega de manter os trabalhadores em transe.
De outro lado, o trabalho é atacado pelo neopentecostalismo de ocasião. O trabalhador não é mais sustentado pelo fruto do seu suor, mas por uma barganha espúria feita com um deus, mediada por um “pastor”. Oferta-se ao pastor, como se a deus diretamente, e este benevolente ser celestial devolverá. O interessante e paradoxal é que o objeto da oferta a deus é algo que você deve reputar “sem valor”: dinheiro. Sua família, portanto, não é sustentada pelos seus esforços, mas pela sua fé e “desprendimento material”. A evidência fática de pastores milionários e fiéis pobres ou a evidência teológica de Jesus ter atacado exatamente os vendilhões do templo nada significa. A retórica fervorosa juntamente com os “milagres” sem nenhuma comprovação faz-nos pensar no retorno ao medievo.
Não foi apenas o espectro da direita que atacou o trabalho. Na esquerda também viu-se um desconforto de se ser trabalhador. A esquerda comprou os termos discursivos todos que pudesse substituir “trabalho”. Ao fazer isto e fortalecer as identidades pós-modernas, a esquerda eclipsou a identidade “trabalhador”. Empoderam-se mulheres, LGBT, quilombolas, negros e, muitas vezes sem darmo-nos conta, a identidade proletária vai ficando escondida, carcomida e mesmo negada frente às novas (e necessárias sim) bandeiras. Recentemente, a esquerda se distanciou ainda mais dos trabalhadores ao cunhar o termo “pobre de direita”. É um ataque claro ao trabalho. Supostamente uma crítica àquele trabalhador sem consciência da sua posição de classe. Como se ler, conhecer e aceitar Marx fosse uma obrigação originária. Junto com a carteira de trabalho o sujeito recebesse uma cópia d’O Capital. O mais interessante é que, décadas de discussão entre o espontaneísmo da consciência de classe ou o trabalho diligente partidário nesta criação, somem no termo “pobre de direita”. No fundo, culpa-se o trabalho por estarmos na crise que estamos.
Não há o que se falar mais sobre a desconstrução do termo “Partido dos Trabalhadores”. O ataque diuturno midiático, jurídico, patronal é evidente. E neste embalo, hoje, o capital cristaliza nas mentes dos trabalhadores mesmos que retirar os parcos direitos conquistados “ser-lhes-á benéfico”. A propaganda do governo Temer é criminosa, para lá de imoral. Contam em telejornais que é preciso que o trabalhador amealhe um milhão de reais durante sua vida, para poder “fazer a sua aposentadoria” sem depender do “estado”. Num país em que altos funcionários públicos ganham subsídios para tudo (desde paletó, gasolina, moradia e escola) e políticos pedem quarenta milhões de reais para “comprar um apartamentozinho para a mãe no Rio”.
É preciso, para vencer o avanço da direita, recuperar o termo “trabalhador”. Recuperar a noção racional de que é do trabalho que é gerado valor. Não de algum deus ou de algum patrão benevolente. É preciso que nos reconheçamos como trabalhadores, e, com isto, compreendamos que temos muito em comum pelo que lutar. Não me interprete mal, todas as bandeiras são válidas, justas e necessárias. Mas sem trabalho nenhuma delas poderá ser erguida. Por inanição.

Muito prazer, Fernando Horta, hoje trabalhador da educação, mas já fui office-boy, auxiliar administrativo, gerente assistente, assistente de pesquisa, carregador de mudança, coordenador de CPD, cuidador de idosos e professor de xadrez.

Aldeia é destruída e incendiada durante o despejo das 67 famílias Kariri Xocó de Paulo Afonso (BA).


O que não foi possível de ser retirado da aldeia pelos indígenas Kariri Xocó de Paulo Afonso, sertão baiano, os tratores demoliram. A maloca de reza foi a primeira estrutura a ser destruída. Para os escombros não alimentarem uma vez mais os sonhos de uma comunidade próspera, tudo foi devidamente incendiado - incluindo as plantações, em parte cultivada pelas crianças; o que deu para ser colhido, devido a forte pressão policial, não encheu um carrinho de mão. Enquanto a aldeia queimava, já à noite, os 170 indígenas rumaram para uma escola desativada há cinco anos, ladeada pelo pátio de terra batida de uma Igreja, do outro lado da BR-423. Sem luz e água, passaram a madrugada amontoados sobre sacolas, malas e trouxas de roupas. Mulheres grávidas e idosas precisaram de atendimento médico do Samu; crianças choravam, outras alternavam passividade com euforia. As águas roncavam em redemoinhos no fundo do canyon. 
 
Às margens do Rio São Francisco e sob o Reino Encantado da Cachoeira de Paulo Afonso, estes indígenas sofreram uma reintegração de posse nesta quinta-feira, 25. O despejo das 67 famílias levou 12 horas - contando com policiais "especialistas" em reintegração de posse especialmente deslocados do Rio Grande do Sul, de acordo com os autos processuais que mantiveram a determinação da reintegração. Um toré tomou conta das duas faixas da BR-423, quando toda a aldeia já estava fora da terra. Mais uma etapa da diáspora secular do povo, que envolvidos em uma situação de vulnerabilidade extrema decidiu se manter junto - diferente do que ocorreu na última dispersão, por volta da década de 50 com a construção do Complexo Hidrelétrico de Itaparica. Há quase dois anos vivendo nesta retomada de dois hectares, os Kariri Xocó estruturaram uma aldeia pungente que se esvaiu aos olhos de todos e todas em poucas horas. Comoção, revolta, desmaios, luta.
 
"Nesse momento me sinto muito triste. O despejo é triste. Você ver a casa, o seu teto, uma vida feliz sendo acabada. A gente passar mais uma vez um sufoco desse. Não é a primeira vez. No dia anterior, contamos por volta de uns 80 policiais, retroescavadeira. Tudo pra demolir uma aldeia numa terra da União. Esse governo, essa Justiça. Todo mundo vê o que tá acontecendo, quem são eles. Se pensa que vai ter Brasil fazendo isso com o povo indígena, se engana", diz Antonio Santos Kariri Xocó de Paulo Afonso. A área, de 170 hectares no total, esteve antes abandonada durante 30 anos e pertence ao DNTI, portanto, da União. No entanto, o órgão federal afirmou não ter interesse e a transferência para a Funai está acertada e em curso. As tratativas foram iniciadas há mais de um mês em processo administrativo na Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Advogado de mulher de Cunha, absolvida por Moro, está envolvido em roubo da APAEs com mulher de Moro.

O advogado Marlus Arns de Oliveira assumiu a defesa da jornalista Claudia Cruz, mulher do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cassado no início de setembro por quebra de decoro parlamentar. Segundo a assessoria de imprensa do advogado, ele vai defender Claudia apenas em um procedimento investigatório criminal aberto pelo Ministério Público Federal (MPF). Oliveira não vai representar a jornalista no processo na qual ela é ré na Justiça Federal.

O advogado também defende outros seis investigados na Operação Lava Jato. Entre os clientes estão os delatores Dalton Avancini e Eduardo Leite, executivos da Camargo Correa. Também estão na lista de representados por ele o ex-assessor de Pedro Correa Ivan Vernon, João Bernardi, Valério Campos e João Cláudio Genu.

Claudia Cruz já é ré na Lava Jato em uma ação em curso na Justiça Federal de Curitiba. Ela é acusada pelo MPF de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo valores provenientes de propina recebida pelo esquema de corrupção na Petrobras.

O procedimento investigatório criminal aberto pelo MPF, onde Oliveira atuará, tem o objetivo de apurar a eventual prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro diante da contratação de navio-sonda da Vantage Drilling pela Petrobras mediante o pagamento de vantagem indevida, do repasse de valores oriundos do crimes de corrupção em face de obras da estatal para outros beneficiários e da influência ilícita de João Henriques na diretoria internacional da empresa.

Leia sobre o advogado da mulher de Cunha e APAEs aqui.
Procure pelo nome do advogado no link acima.

A REVISTA CARTA CAPITAL PODE ACABAR SE NÃO AJUDARMOS!

Mino Carta faz o seu último editorial na Carta Capita! Sucumbe por falta de apoio financeiro. Mas pode sobreviver, se houver campanha maciça para novas assinaturas. 
Carta Capital pratica jornalismo sério e é a única revista semanal de esquerda. 
Não podemos deixar que ela desapareça.
Vamos fazer assinatura da revista.  Valerá a nossa contribuição para esse momento de crise em que verbas de publicidade do governo golpista e de empresários  se voltam para outros fins. 
ASSINE CARTA CAPITAL ACESSANDO O LINK AQUI!

Governador Rui Costa inaugura Deam em Paulo Afonso.

Depois da inauguração da sede de Alagoinhas, ontem, foi a vez de Paulo Afonso receber nova delegacia de proteção à mulher
Um ano após receber a Operação Ronda Maria da Penha, a cidade de Paulo Afonso teve inaugurada, na manhã desta sexta-feira (26), a nova sede da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).
Investimento do Governo do Estado de cerca de R$ 2,4 milhões, a unidade, localizada na Travessa Ceará, no bairro Caminho dos Lagos, é a segunda de proteção à mulher entregue, só este mês, no interior do estado. Há 15 dias, o município de Alagoinhas recebeu uma estrutura semelhante.
"Esta unidade atende a um modelo de construção que estamos adotando em todo o estado, oferecendo muito mais conforto aos policiais, além de prestar o acolhimento necessário às vítimas de crimes. Nas Deams, não poderia ser diferente", afirmou o secretário Maurício Barbosa, lembrando que antes, a delegacia funciona em um imóvel adaptado.
Já o delegado-geral, Bernardino Brito, ressaltou o estímulo que a entrega irá gerar nos profissionais que atuam na Deam. "Acredito que a sede nova motivará ainda mais os nossos profissionais e potencializar os resultados", opinou.
Além das dependências comuns a qualquer unidade policial, a estrutura das novas Deams possuem ainda biblioteca, auditório, salas para acolhimento das vítimas e para o atendimento do assistente social. Além do novo imóvel, a unidade também recebeu duas viaturas este ano.
Mas, para a titular da Deam, delegada Juliana Fontes Barbosa, a sala de reconhecimento é um dos espaços que mais merecem destaque. "Permite que a vítima reconheça o agressor, sem ser vista por ele. Isso dá uma segurança muito maior para vítima, estimulando a denúncia", ressaltou.
Segundo ela, só em 2016 foram registradas 1.400 ocorrências contra a mulher em Paulo Afonso e este ano o número já chega a 500. A maior parte referente a ameaças, "crimes que demandam uma grande atenção da polícia por conta da possibilidade de evoluir para uma agressão física ou até para o feminicídio".
Comandante da Operação Ronda Maria da Penha (ORMP) da cidade, a tenente Michele Santos Almeida acredita que os investimentos nas ações de proteção à mulher estão estimulando o aumento das denúncias. "Iniciamos o serviço aqui atendendo a 65 medidas protetivas e hoje já estamos com 150. Isso é fruto da confiança das mulheres no trabalho que vem sendo realizado", opinou. Este ano, a ORMP já efetuou a prisão de quatro homens, acusados de desrespeitar o limite mínimo de distância determinado pela Justiça.

Foto: Alberto Maraux.

TJBA inaugura novo Cejusc em parceria com Faculdade Dom Pedro II.

Encontrar uma resolução pacífica para os conflitos, sem a necessidade de ingressar com processos judiciais.

A inauguração do Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos (Cejusc) - Balcão de Justiça e Cidadania, nesta sexta-feira (26), no bairro do Comércio, em Salvador, é mais um passo do Tribunal de Justiça da Bahia em busca da chamada paz social.

A unidade funcionará de segunda a sexta, sempre das 13h às 18h, graças a uma parceria firmada com Faculdade Dom Pedro II, que irá gerir o estabelecimento com o objetivo de atuar na mediação e conciliação pré-processuais, Justiça Restaurativa e Cidadania.

A população receberá serviço de orientação jurídica gratuita, além de poder submeter ações judiciais aos processos de conciliação e mediação de conflitos relativos às questões cíveis.

Os serviços prestados no Cejusc quanto à realização de audiências de conciliação e mediação serão realizados através de uma integração com o Tribunal de Justiça via sistema processual eletrônico.

A medida busca atender à Política Nacional Judiciária de tratamento dos conflitos de interesses estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo TJBA.

A Lei de Mediação e o novo Código de Processo Civil determinam que os tribunais de todo o País criem os Cejuscs. Segundo a lei, “os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação, pré-processuais e processuais, e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição”.

Representando a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, durante a cerimônia de inauguração, a coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa de 2º Grau (Nupemec), desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus agradeceu à Presidência do TJBA pelo empenho e atenção que vem sendo dado ao tema da Justiça Restaurativa na atual gestão.

A coordenadora do Nupemec destacou a importância de se incluir a Justiça Restaurativa no âmbito do ensino.

"Esse Cejusc que está sendo criado hoje nesse viés da Justiça Restaurativa trará à população um outro encarte social. A população vai se sentir acolhida de uma maneira diferente. Teremos uma melhora na cidadania", afirmou.

A desembargadora ainda destacou a importância dos servidores buscarem capacitação para tornarem-se mediadores e conciliadores com atuação técnica através dos cursos oferecidos pelo núcleo de Justiça Restaurativa da Universidade Corporativa do Tribunal de Justiça da Bahia (Unicorp)."O conhecimento não cai do céu. Ele é aprendido, e nós estamos inserindo cursos, congressos, seminários e palestras dentro da Unicorp com esse objetivo", concluiu.

Já a assessora Especial da Presidência para Assuntos Institucionais, juíza Marielza Brandão Franco, destacou que a unidade inaugurada na tarde desta sexta surge para fortalecer o processo de mediação processual e conciliação, e também da Justiça Restaurativa, que classificou como "um instrumento que precisa ser fomentado e discutido" também nas áreas penal e familiar."Espero que possamos com esse núcleo fazer com que haja uma melhor integração entre o tribunal de justiças e as faculdades", disse.

"Nós temos interesse ao que se refere a uma parceria de forma a atender as demandas dos colaboradores, dos funcionários do Tribunal de Justiça. Nós temos ferramentas para levar cursos de extensão, de especialização, de modo a capacitar esses colaboradores do tribunal, dando a eles condições de pleitear até uma posição melhor em seu local de trabalho", afirmou o presidente do Grupo Unidom, Professor Luiz Brandão.

A coordenadora da unidade inaugurada, professora Adriana Santos, ainda salientou que a prestação desses serviços a comunidade não seriam possíveis sem o apoio de outras entidades parceiras como a Defensoria Pública e a Ouvidoria do estado. "Esse termo é importante para nós e um grande serviço de relevância", disse.

Maiores informações sobre agendamento de serviços e atendimento podem ser obtidos através dos números (71) 3372-5153 ou (71) 3372-5323.

Fotos: Nei Pinto.

PSB-Bahia discute Diretas Já e situação política do País.

Militantes e dirigentes do Partido Socialista Brasileiro discutem, neste sábado (27), a possibilidade de realização de eleições diretas para presidente da República e a situação política do País, após a divulgação de denúncias que atingiram Michel Temer e outros agentes da sua base aliada. O encontro será realizado na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo (CAB), a partir das 9h.

Participam do evento, a presidente estadual do PSB, senadora Lídice da Mata, os deputados Bebeto Galvão (federal), Fabíola Mansur, Marquinho Viana e Ângelo Almeida (estaduais), o vereador de Salvador, Silvio Humberto, além de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores de municípios do interior e integrantes da Executiva Estadual do partido, bem como líderes dos movimentos sindicais, de negritude, LGBT e juventude da sigla.

Justiça Americana está por trás da delação de Joesley.

O Senador Roberto Requião do Paraná postou nas redes sociais um áudio onde faz a denúncia de que o acordo de delação premiada feito pelos irmãos “FriBoi”, teria sido feito com a participação da justiça americana. Disse ele, “não tenho nenhuma dúvida disso mais. Não foi feito por procuradores do Brasil. Ele foi feito com o Departamento de Estado Norte-americano”.
Ainda segundo Requião, a coisa toda foi montada pelo departamento de outro país com a anuência dos procuradores brasileiros, que só teriam feito o papel de investigadores e concordarem com tudo, dando um grande prejuízo ao estado brasileiro.
O acordo permitiu que os irmãos saíssem do Brasil para se estabelecerem nos Estados Unidos, livres de todas as acusações e transferirem a sede da JBS para lá. Além do prejuízo deixado para o Brasil, eles vão gerar emprego lá e darem lucros para os americanos.

Requião ainda vai mais longe em sua fala quando diz que, “tudo isso está sendo utilizado para acabar com as leis sociais, acabar com a soberania brasileira, entregar nossas reservas minerais, entregar nosso petróleo para o domínio do capital financeiro e dos interesses norte-americanos e talvez de outros países”. Para ele, não há nenhuma dúvida e que isto esteja acontecendo.

26.5.17

Lembranças do Mar Cinzento (V). Por Emiliano José)

O deus que vem de Curitiba.

Já se sabe que a força que vem de Curitiba é basicamente do juiz Sérgio Moro. Em um primeiro momento nós acreditamos que a justiça poderia ser feita, mas com o passar dos dias, se percebeu que ele é a própria justiça. Teria Ares, o terrível deus da guerra reencarnado? De caráter violento, o filho de Zeus e Hera, tinha o prazer em apreciar a dor alheia e, no campo de batalha, matava um mortal apenas com seu grito de guerra! Quando estão perto dele, as pessoas sentem raiva e vontade de bater umas nas outras.
Mas ele, deus da guerra, usa de todas as suas estratégias para humilhar, antes de destruir, aqueles a quem persegue. Moro escolheu para a tarefa a que se preparou durante a sua vida uma horda que lhe dá apoio em suas peripécias.
Suas decisões, questionáveis do ponto de vista da justiça, chamam a atenção de todos. Ele já mandou fazer escuta no telefone de uma presidenta em exercício, mandou fazer condução coercitiva quando a pessoa nunca antes tinha se negado a depor, não mandou intimar uma pessoa alegando desconhecer o endereço dela. Neste caso, inocentou a mesma dizendo não haver provas para tal, mesmo após em depoimento Cláudia Cruz ter dito conhecer contas no exterior em seu nome. Deixando transparecer a todos que suas decisões são políticas e não justas.
E antes “intocável”, as suas decisões começaram a ser questionadas, por advogados e membros da própria justiça. São prisões com fundamentos genéricos, violação a competência do Superior Tribunal Federal, prisões irregulares, o exercício da defesa onde negou aos advogados de réus o acesso a documentos de inquéritos, prisões irregulares e a falta de provas para condenações. Tudo já revisto na justiça pós “república de Curitiba”, e escondido pela grande imprensa para continuar o circo existente.
Moro, o Ares de Curitiba, vem destruindo o país desde que se iniciou a Operação Lava Jato. A economia encontra-se em estado crítico. Com empresas demitindo, fechando as suas portas e uma massa de desempregados que, se não contida, logo, logo irá as ruas e transformará o Brasil em uma Espanha do ano de 2011, quando a população foi às ruas violentamente.

SUBDITO TUAREG (Por Feliciano Tavares Monteiro)

Eles vêm em ondas como as de um oceano mal-humorado focando seus aparelhos em algo mais sútil do que reggae enquanto ao longe ecoa uma voz de édito imperial, cansado, brota forte, como amaldiçoada horda seca, o exército Tuareg.
Ele toma praças, ruas, avenidas e sobe nos monumentos.
No mundo conectado, pós-moderno, soam suas demandas como estampidos nas rádios e televisões dos desatentos...
Poderes modernos e corrompidos deixam as suas varandas e semiocultos, dizem ouvir tua voz, tuareg, e o que cobras?
- vinte Centavos em subsidio às caravanas da pétrea cidade
 - Mais educação, saúde, e muito menos faraós nas obras
- E sobretudo, vale tudo no resgate da senhora honestidade.
Mas mesmo tão encolhido, o sistema continua bruto, Brutus...
E solta nefastos marinheiros num mar, que deveria ser deserto misturando no oceano do tuareg- a marujada de cabo a rabo.
Ah, como sabemos, o mundo tende a ser do mais esperto...
E todo espião, anseia em ser servil; o velho clone do diabo veste seu elmo, e com velhacaria de um Anselmo ataca:
- Destrói postos, picha prédios e invade o templo civilizado - outros são presos, machucados, mas a polícia se faz fraca, - sob um palácio, Itamaraty, profanado, ela vê o diabo e libera... Ele, e outros, sabem: - o cabo diabo tem licença pra vandalizar.
Detida, só a meninada tuareg. É isto que a gente tanto espera?
- Mas o sabujo, velho diabo – bruto, é vândalo muito honesto!
Enquanto empreiteiros, abrigados no estádio do faraó El Fifa, juram aos quatro ventos que gostam muito deste protesto, o garoto tuareg arma sua tenda na frente da casa do Califa; estende sua corda, e pendura um cartaz, que soa indigesto o parlamento acordado, sobressaltado, sai de sua hibernação - mas o sabujo, velho diabo – bruto, é vândalo muito honesto! Varam as noites tentando obedecer quem nunca obedeciam... votam, correndo, o que o tuareg dita em seu rol de súbditos.
Desatentos, foram acordados pelo pós-moderno, já aliciam... logo virão cansar paciências com seus ditos, ou malditos.
Afinal descobriram que não são mais nobres, são súditos...
- Mas o sabujo, velho diabo – bruto, é vândalo muito honesto!
Deverá morrer de velho, uma pensão vitalícia sob o elmo.
Há que desmascarar, neste mar, o pirata e lhe darmos cabo.
Ou toda dignidade, nova, naufragará diante do San-selmo. Mas o sabujo, velho diabo – bruto, é vândalo muito honesto!

Por Feliciano Tavares Monteiro.

Programa prevê economia de R$ 13 milhões com o compartilhamento de serviços entre os órgãos do CAB.

A Secretaria da Administração (Saeb) lançou a Central de Serviços do CAB, unidade que vai fornecer serviços compartilhados para os órgãos públicos situados no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O projeto prevê que os órgãos do CAB compartilhem serviços de uso comum e utilizem soluções tecnológicas para diminuir gastos. A economia estimada é de R$ 13 milhões no primeiro ano de funcionamento.
Ao invés de cada órgão contratar serviços individualmente, a Central vai reunir e fornecer serviços de vigilância, limpeza, manutenção, jardinagem, transporte e outros. O projeto foi inspirado em centrais de serviços compartilhados que já são utilizadas por grandes corporações do setor público e privado como a Petrobras, a empresa Vale e a Fiocruz.
A Central de Serviços foi apresentada para os diretores gerais, diretores administrativos e coordenadores de serviços gerais dos órgãos públicos localizados no CAB. A superintendente de Recursos Logísticos da Saeb, Jerusa Marins, explicou para os gestores como vai funcionar a unidade de serviços compartilhados.
A unidade de serviços compartilhados será dividida em quatro áreas de atuação: Central de Frota, Vigilância e Segurança Integrada, Serviços Terceirizados Residentes e Serviços Terceirizados não Residentes. Parte dos serviços será contratada, via licitação, por intermédio de empresa terceirizada.
A Central de Serviços atenderá um total de 29 órgãos públicos pertencentes ao Poder Executivo. As unidades da administração estadual estão distribuídas em 19 prédios, todos localizados no Centro Administrativo da Bahia.
Central de Frota
A Central de Frota concentrará todos os veículos que vão prestar serviços administrativos aos órgãos do CAB. Toda vez que um servidor precisar se deslocar a trabalho será solicitado um veículo com motorista para transportá-lo. O Estado vai pagar apenas pelo transporte, de acordo com a quilometragem percorrida. Os Servidores que forem se deslocar para o mesmo local vão compartilhar o mesmo veículo.
O Estado não vai comprar mais veículos, que serão da empresa terceirizada, assim, não precisará gastar com manutenção, seguro, combustível e outros custos relativos. O número de carros será reduzido consideravelmente, porque um mesmo automóvel será utilizado por vários órgãos.
Atualmente, cada órgão público possui sua frota, mas os veículos só são utilizados quando necessário. Assim, o custo para manter os carros é alto e os automóveis ficam ociosos durante parte do dia. A implantação desse projeto torna-se possível em função dos órgãos públicos estarem próximos fisicamente, todos reunidos no CAB.
Terceirizados
Os serviços terceirizados não residentes (manutenção predial, limpeza, jardinagem, conservação e limpeza) também vão ser compartilhados entre as unidades públicas do CAB. O sistema é parecido com o da frota. Atualmente cada órgão possui seus próprios jardineiros, eletricistas, encanador, auxiliar de serviços gerais e outros. Com a Central, os profissionais não ficarão lotados nos órgãos, vão ser chamados apenas quando houver necessidade para executar um serviço.
Os serviços de Vigilância e a Segurança também serão compartilhados para otimizar a gestão. Além de rondas partilhadas entre os órgãos do CAB, o novo plano de segurança prevê o uso de tecnologia, a exemplo do monitoramento eletrônico e da utilização de alarmes nos prédios. Também planeja a intensificar a utilização da Polícia Militar nas áreas externas.
Esse modelo foi desenvolvido em parceria com o Centro de Operações e Inteligência de Segurança Pública 2 de Julho (COI), que funciona no Centro Administrativo. As imagens das câmeras que vão monitorar os prédios e as áreas externas do CAB serão interligadas à central de monitoramento do COI.
Os serviços terceirizados residentes são aqueles que os postos de trabalho precisam ser fixos, como portaria, recepção, ascensoristas, telefonistas e almoxarifados. A concentração das contratações dos terceirizados na Central de Serviços vai diminuir os custos em função da economia de escala, modalidade pela qual as compras feitas em maiores volumes conseguem preços melhores.

Outra economia será gerada porque a Central vai acabar com a duplicidade de áreas de apoio das secretarias. Ao invés de cada secretaria possuir um setor para controlar e gerenciar os contratos, apenas uma unidade situada na Central vai fazer o controle. Os contratos de mão de obra terceirizada vão, ainda, ser controlados por indicadores de qualidade estabelecidos por cada órgão. As empresas serão obrigadas a cumprir os indicadores para não serem notificadas e terem valores glosados.

Ocaso do interino. (Por Roberto Amaral)

O governo, se assim podemos chamá-lo, acabou. Há um intruso na Presidência da República e é preciso removê-lo antes que a peçonha contamine o que ainda resta de estabilidade do sistema político, abalado pela degenerescência dos poderes republicanos, e nesta listagem se somam os poderes extra constitucionais, o poder econômico – corrupto e corruptor – e a grande mídia, que manipula a informação  e desinforma a sociedade ao sabor de seus interesses específicos, mercantis,  sempre apartados dos interesses do país e de seu povo.
Da última quarta-feira (24/5) pode-se dizer, não obstante as aparências, que nada de novo, ou não esperado, ou temido, foi registrado. Funcionou o velho script: povo nas ruas e violência policial, a velha e cediça arma de que sempre se valem os governos autoritários – por definição ilegítimos –, para conter a expressão do sentimento popular. Nesse sentido, as cenas brasilienses repetem, como farsa, aquelas que ficaram para a História como o réquiem da ditadura: forças militares, comandadas por um grotesco gal. Newton Cruz, a cavalo, tentando reprimir o grito nacional pelas Diretas-Já, que, por sinal, não por coincidência histórica, volta à ordem do dia.
Os tais poderes que constituem o ‘sistema’ que nos governa, encangados, recusam-se, em sua miopia, a ver o que é um quadro óbvio para qualquer observador que enxergue para além de um palmo adiante do nariz: há algo de novo nas entranhas do processo social brasileiro, algo que os sismógrafos registram sem identificar o significado do fenômeno. Esse algo novo começou a saltar à flor da terra em 2013 e cresce a cada dia, anunciando uma ruptura social em gestação. Um de seus sintomas é a mudança de qualidade das intervenções populares, alimentada agora por um sentimento de desespero, desesperança e desilusão, com tudo (as instituições) e com todos (seus líderes). Desesperança que se soma ao generalizado sentimento de orfandade, levando à desmoralização dos políticos, do sistema político e da política, para o que tanto concorrem um Congresso deplorável, um Executivo fora da lei, um Judiciário que viola a Constituição e um sistema de comunicação encardidamente reacionário.
A alteração do ânimo popular é alimentado por razões objetivas que se agravam sem cessar, enquanto as chamadas classes dominantes e seus delegados no Congresso e no Planalto traficam à tripa forra: desemprego, recessão, corrupção larvar percorrendo todos os poderes da República, redução de direitos sociais e trabalhistas, cassação de aposentadorias dos mais pobres e dos que mais trabalham, restrições à prestação da saúde pública gratuita, desmontagem da economia nacional. Enquanto isso – embora gravíssimo, trata-se de apenas de um dado, não isolado – o ainda ocupante do Planalto se reúne na garagem de sua residência oficial, nas caladas da noite (expressão do procurador Rodrigo Janot) com um gângster acuado pela Polícia, para traficar formas e modos de obstrução da justiça! E outros negócios nada republicanos.
Eis o caminho mais curto para alimentar no povo  a descrença na democracia, qual a praticamos. Eis o caminho mais curto para a emergência das rupturas constitucionais ou de ‘salvadores da pátria’.
Nos momentos em que tais sentimentos se fizeram majoritários, a pátria pagou alto preço.
E a grande imprensa – que age como sujeito nesse processo, agora e como sempre – se revela surpresa quando o povo, assim agredido, sai às ruas, e exerce seu papel de sujeito histórico, e protesta!
Até aqui, dizíamos, a História se repetia sem sobressaltos, seguindo um cardápio já conhecido. Eis que o intruso que ainda habita o Planalto – acuado moralmente – resolve, irresponsavelmente, trazer para o proscênio as Forças Armadas que, como é de seu dever constitucional, permaneciam até aqui silentes e aquarteladas. Ao trazer as forças militares, equipadas com armas de fogo de grosso calibre (fuzis e metralhadoras) para o confronto com as massas populares, o presidente ilegítimo pôs em risco a estabilidade constitucional-democrática.
Para quem se preocupa com a democracia (uma florzinha frágil que precisa ser regada todo dia, no dizer de Otávio Mangabeira) e para quem, até por isso, zela pela imagem de nossas Forças Armadas, é deplorável vê-las, por ordem de um presidente militantemente ilegítimo, combatendo, não inimigos avançando sobre nossas fronteiras, mas concidadãos, trabalhadores e assalariados, desempregados ou ameaçados de desemprego, cujos direitos de expressão deveriam proteger. Tudo isso para substituir a inepta, violenta, despreparada Policia Militar do Distrito Federal!
O fato de o decreto infame já haver sido revogado, antes de amenizar o crime, torna-o mais grave, pelo reconhecimento de sua absoluta dispensabilidade.
Esse presidente não pode mais ser o comandante supremo de nossas Forças Armadas.
A crise é política e para ela a solução só encontra um curso: a legalidade democrática, a sustentação das instituições, preparando o país para eleições livres e democráticas em 2018, aquelas em condições de ‘passar o país a limpo’.
O Congresso Nacional continuará como o espaço constitucional das alternativas políticas. Mas esse Congresso –a pior composição desde 1946! –, carente de legitimidade, carece, igualmente, de autonomia, o que devolve o poder ao povo e às ruas. A mobilização popular, que não pode cessar, é legítimo instrumento de autodefesa de um povo sem representação.
Nesse sentido se impõem o avanço e ampliação da mobilização e uma proposta unificadora para a saída para crise. Refiro-me à ampliação das políticas de frente, com os partidos de esquerda e as centrais sindicais no centro, mas caminhando para além deles, reunindo todas as forças sociais, independentemente de opção ideológica, que estejam contra o atual governo, e dispostas a lutar pela sua imediata derrogação, sustando os malefícios que ainda pode cometer.  Como um dos muitos bons frutos das vitoriosas Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo,     essa Frente ampla, amplíssima, como aquela que implodiu o Colégio Eleitoral de 1984 montado pela ditadura para eleger seu delfim, é o único instrumento com o qual pode contar a nação para impor ao Congresso o fim das reformas antissociais e antinacionais e a convocação de eleições diretas, já.
Sustentado na mobilização popular, ou seja, com povo nas ruas e os sindicatos preparados para a greve geral, essa Frente – e apenas ela –  poderá impedir a conciliação, por cima, já em curso, cujo objetivo declarado é manter a infâmia  de eleições indiretas, ilegítimas já na origem, pois levadas a cabo por um Congresso sem representação. Essa eleição indireta, defendida pela base parlamentar governista e pela grande imprensa, é o instrumento da classe dominante para assegurar que, trocando de presidente, tudo permaneça como está, e isto é tudo o que não interessa ao povo e à nação. O Globo, como o ministro Gilmar Mendes, não disfarça. Na edição desta quinta- feira (25/5) nos brinda com esta pérola: “Agora é encontrar logo um novo presidente para fazer exatamente o que Temer fazia – sem os encontros com Joesley”.
O antídoto democrático é a convocação de eleições diretas, concomitantemente com a reforma política que assegure, pelo menos, a votação em listas e o financiamento público das campanhas eleitorais, pois realizar eleições sob as atuais regras é assegurar a sobrevivência da miséria política.
O governo acabou. Enterre-se seu cadáver, que jaz insepulto.
Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia