9.12.18

Quem julgará os deuses de Curitiba?



É sabido que em todo o tempo da existência humana sempre existiu a luta de classes. E mesmo que este termo só tenha sido criado por Karl Max milhares de anos depois do início do calendário Cristão, ele pode ser aplicado para todas as épocas de nossa existência, pois não define um só conflito, mas também política, economia e a sociedade como a temos, antes e hoje.

Pois mesmo no Olimpo, a danada da inveja já se fazia presente. Cronos, o deus do tempo, o todo poderoso, o mandachuva da ocasião, foi traído por sua própria esposa, Reia, que era, também, sua irmã. Reza a lenda que seu esposo teria comido todos os filhos. Insatisfeita, ela lhe deu uma bebida que o fez vomitar a todos. Após este fato, todos se uniram e o destronaram, tomando-lhes todos os poderes. E foi assim que Zeus se tornou o deus dos desses, muito antes de se mudar para Curitiba.

Decisões desses deuses foram questiondas durante as suas existências. Mas como sabemos, eram eles os deuses do Olimpo. Os intocáveis!

Eu tenho a impressão que parte da justiça brasileira atualmente está baseada nos contos gregos onde as narrativas são quase sempre de decisões malucas, sem pé nem cabeça, mas que não podem ser questionáveis. E seus erros são perdoados por eles mesmos, mas os da plebe são passiveis de castigos de toda espécie.

Veja Rafael Braga, morador do complexo de favelas da Penha no Rio de Janeiro. Foi encontrado com 0,6 gramas de maconha e 9,3 de cocaína. Foi acusado por um semideus a cumprir prisão de 11 anos e 3 meses. A sociedade se mobilizou, pediu, reivindicou, denunciou que a pena era muito grande para o “crime” cometido. E foi feito a “justiça” pelas mãos daqueles intocáveis em suas decisões.

Já Gustavo Perrella, filho de um senador por Minas Gerais, teve o seu helicóptero apreendido com 450 kg de cocaína em 2013. Investigado pela Policia Federal, foi inocentado e recebeu como prêmio a indicação para o cargo de Desenvolvimento e Projetos da CDF - Confederação Brasileira de Futebol.

Em janeiro deste ano, Cristiane Ferreira Pinto, foi presa por ter “furtado” alimentos de supermercado para alimentar seus filhos, o semideus da ocasião decretou a sua prisão preventiva mesmo ela estando grávida na época. Em sua defesa, quando do julgamento, a advogada Renata Ramos, disse, “Eu creio que o maior delito que a Cristiane cometeu é ser pobre e a pobreza a levou à prisão”.

Já Onex Lorenzoni, então deputado e amigo pessoal do Zeus de Curitiba, foi pego na mutreta do caixa dois. Ele recebeu R$ 100.000,00 da empresa JBS para sua campanha eleitoral e não declarou. Ele não foi importunado pela "justiça" do seu estado, o Paraná. Pediu perdão e foi perdoado publicamente por Zeus Moro. Só que o Cabra escondeu que teria recebido mais dinheiro e foi, novamente, pego. Agora ele declarou, "já me resolvi com deus". Certo, Moro tem a palavra final mesmo.

Já o caso do Luiz Inácio, este não poderia ser julgado por semideus do baixo clero, nem por aqueles do STF – Superior Tribunal Federal. Que como Cronos, ainda se acham deuses, mas foram derrotados pelos novos deuses e não perceberam ainda. Acusado pelo deus Moro, foi perseguido e humilhado publicamente. Seu julgamento, por decisão vinda do novo Olimpo de Curitiba, com direito a vazamento do que acontecia de dentro da sala para os amigos dos deuses instantaneamente. Seus defensores, pobres mortais, falavam, pregavam e não eram ouvidos. Nada do que apresentaram foi levado em consideração.

Lula foi condenado pelo deus Moro. Teve sua pena referendada pelas erínias com a sede de vingança característica de quem nunca aceito que um mortal pudesse subir no trono, sentar e abrir as portas do palácio para o povo. Nunca perdoaram o acinte de ver sentado ao seu lado em um avião, um preto, um branco, um índio, um nordestino, alguém que olhava para todos e se sentiam parte daquilo.

Já Ares, o deus da guerra, popularmente conhecido por Bolsonaro, que teve a sua trajetória construída na tática da denuncia e da mentira, conseguiu o feito de trazer para o seu lado, mesmo odiado, Zeus Moro. Que manipulou acusações, fez chegar a plebe aquilo que ela queria ler, ver e ouvir contra seu adversário, para iludir a todos. Feito que teve sucesso com a prisão de seus adversários diretos. Mas uma coisa chama a atenção nessa história. Se Zeus, o deus que decide tudo, abriu espaço para que alguém de tamanha insignificância para o seu Olimpo chegasse ao trono, o que estaria ele aprontando para que isto logo mude? Lembremos que Zeus já traiu a Cronos, que era o seu pai.

Mas esses deuses praticam todo o tipo de injustiça contra o povo porque não enxergam por perto a deusa Nêmesis. Estão enganados. De tanto plantarem discórdia, de tanto tomarem decisões errôneas, muitos nêmesis surgiram. E, que cheguem logo para que a punição e vingança aos deuses seja enfim, feita por Tisífone, a deusa do castigo, nas ruas e praças de nossas cidades. E que dessa vez não haja uma Lei de Anistia para perdoar aqueles que tanto mal e prejuízo estão dando ao Brasil.

7.12.18

DÉJÀ VU



Quem foi repórter, como eu, durante todo o processo de impeachment de Fernando Collor, em 1992, está francamente espantado com a repetição daquele tragédia, agora, como farsa.

Temos um PC Farias pagando as contas de Rosane Collor e, agora, apareceu uma Operação Uruguai: o "empréstimo" do assessor do Bozito para justificar a mesada da  primeira-dama - enquanto ganham tempo para arranjar uma desculpa para os 1,2 milhão de reais que circularam pelas contas do mesmo assessor.

As mesmas desculpas esfarrapadas, o mesmo deboche, a mesma gente patética defendendo o indefensável.

O governo dos idiotas patina, antes mesmo de começar.

Moro arquitetou em 2005 plano para prender Lula, revela Onyx



Em entrevista a Roberto D’Avila/Globo News, Onyx Lorenzoni revelou que Moro arquitetou o plano para prender Lula ainda em 2005, depois de frustrada a primeira tentativa durante o processo do chamado mensalão.

Naquele mesmo ano, no bojo da conspiração para derrubar o primeiro governo Lula, o oligarca Jorge Bornhausen, então presidente do PFL [atual DEM, partido do Onyx], fez a célebre declaração genocida, defendendo a “eliminação dessa raça [dos petistas] do país pelos próximos 30 anos”.

Deixando transparecer orgulho da amizade antiga com Moro, na entrevista Onyx acabou fazendo 1 confidência que tem o efeito de 1 bomba nuclear:

“A minha relação com Sérgio Moro vem de dezembro de 2005. Eu era sub-relator das Normas de Combate à Corrupção da CPI dos Correios, e convidei o Moro […] naquela época porque a 13ª Vara de Curitiba era – e continua sendo – a única que cuida de lavagem de dinheiro no Brasil”.
Onyx explica que

“aí ele [Moro] trouxe 1 série de contribuições e 2 muito relevantes, que o pessoal de casa vai entender agora: a primeira que ele pediu, em 2005, foi a atualização da Lei de delação premiada, que levou 7 anos pra fazer. A outra [contribuição], a transformação do crime de lavagem de dinheiro de crime acessório para crime principal”.

[…]

“Os 2 fatores – a lavagem de dinheiro como crime principal, e a revisão da lei de delação premiada – foram a diferença entre no ‘mensalão’ não ter chego no Lula, e no 'petrolão’ ter chegado no Lula”.

Ouça a integra da entrevista aqui.

5.12.18

Presidente da Câmara de Vereadores de Canindé está sendo processado por fraude em licitações



Mais uma acusação contra o atual presidente da Câmara de Vereadores da cidade de Canindé do São Francisco está repercutindo em toda a região do Sertão sergipano. É que Zé Caloi, como é conhecido, está sendo acusado, também,  de praticar fraude em contrato administrativo. A denúncia está protocolada na justiça através do processo de número 201764002142.

Caloi teria autorizado, segundo o que está no processo requerido pelo Ministério Público, que fosse fraudado contrato para a confecção de uniformes que seriam usados por funcionários da casa legislativa. A última movimentação no processo data do dia 25 de outubro de 2018 quando foi juntado aos autos o Ofício nº 1473/2018 - GP.

O meio político da cidade de Canindé se mostra nervoso com esta grave denúncia feita pelo MP ao vereador Zé Caloi. O medo é que este seja só a ponta do novelo das histórias sobre o que acontecem entre quatro paredes na casa legislativa da cidade.

4.12.18

COHIDRO DIZ QUE NÃO ESTÁ OMISSA SOBRE TERRENO INVADIDO


Em relação à construção imobiliária irregular sendo erguida em um dos lotes irrigados pertencentes à Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e irrigação de Sergipe (Cohidro), em Canindé de São Francisco (SE), denunciada em sites de notícias nesta segunda-feira (3 de dezembro de 2018), a empresa estadual esclarece que não está omissa, pois tomou todas as medidas judiciais cabíveis para coibir a exploração imobiliária da área. Assim como vem registrado Boletins de Ocorrência e ajuizando outras ações judiciais do tipo, em curso ou já encerradas com ganho de causa para a restituição de posse ao patrimônio público.

Canindé de São Francisco (SE), 3 de dezembro de 2018

Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe – Cohidro

3.12.18

Como Canindé está sendo visto na imprensa do Estado.


Para quem vem de Aracaju pelo SE 230, na entrada da cidade de Canindé de São Francisco em Sergipe, encontra uma majestosa construção sendo feita, dia após dia em um terreno pertencente a COHIDRO – Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação. Mas se engana quem possa pensar que o governo do estado está começando algum projeto na área. A verdade é que o terreno foi invadido pelo presidente da Câmara de Vereadores do Município, o Sr. Zé Caloi, como é conhecido popularmente.


O mais intrigante nessa história é que, mesmo sendo uma invasão em terreno do governo do estado, até o momento, nem representantes da Cohidro, nem o ministério público local tomou qualquer providência sobre o assunto.

A população da cidade questiona o fato da invasão por parte do presidente da Câmara não ter nenhuma represália por parte das autoridades competentes, já que qualquer cidadão comum quando busca um pedaço de terra para construir uma moradia ou para produzir, a lei logo vem para punir.