24.4.19



Com a geração de 2.569 novos empregos, a Bahia foi o único estado da Região Nordeste com saldo positivo no mês de março. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia.

“Enquanto no cenário nacional tivemos uma perda de empregos formais, fruto de uma política que corta substancialmente investimentos públicos, na Bahia, o saldo é positivo. Esse resultado na esfera estadual é reflexo da política de atração de investimentos e a realização de obras púbicas”, assegura o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães.

Com desempenho positivo praticamente em todos os setores, os destaques da geração de empregos ficaram com a Construção Civil (1.636), Serviços (784) e Agropecuária (753), seguidos pela Indústria de transformação (661), Administração pública (141), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (114). Já o Comércio, perdeu 1.600 postos.

Cenário Nacional

No Brasil, o saldo foi negativo, com a perda de 43.196 empregos com carteira assinada. Número quase duas vezes menor do que o obtido no mesmo mês em 2018, quando o resultado foi de 56.151 empregos. No primeiro trimestre do ano, o saldo ajustado registrado no país foi de 179.543 empregos.


Em duas ações distintas, os PMs do 20º Batalhão também prenderam três pessoas.

Em 48 horas, policiais do 20ª Batalhão da Polícia Militar (Paulo Afonso) conseguiram prender três pessoas por porte ilegal de armas. Três espingardas, uma de calibre 12, 28 e outra de 32 e uma arma de fabricação caseira também foram apreendidas nas ações rotineiras da unidade, entre os dias 22 e 23 de abril.


A primeira ação ocorreu com a captura de Nadson Alves dos Santos, 43 anos. Ele foi encontrado em casa, no povoado Riacho, zona rural do de Paulo Afonso com três espingardas, além de munições intactas de calibre 12, 28 e 32. Nadson foi encaminhado até a delegacia territorial da cidade, onde foi autuado por porte ilegal de arma.


Quem também foi conduzido pelo mesmo crime foi Sandro de Jesus, 36 anos. Os policiais encontraram com ele, no povoado de Malhada Nova, município de Pedro Alexandre, na divisa com Sergipe, uma arma de fabricação caseira adaptada para usar munição calibre 38.


O tenente-coronel Carlos Humberto, comandante do 20° BPM, avalia essas apreensões de armas como um trabalho incansável da PM. “Hoje a Polícia Militar, em Paulo Afonso, tem credibilidade e confiança da população, quando essa fórmula se ajusta, os resultados são perceptíveis”, disse.

Devia ser meados de 1970. 

Recebo pela primeira vez José Borba Pedreira Lapa, meu advogado durante os quatro anos de prisão na Penitenciária Lemos Brito. 

Defino procedimentos: não sou criminoso e nem devo pedir desculpas por ter lutado contra a ditadura. 
Criminosos são os generais que deram o golpe e Médici, que é um assassino covarde. 

Proclame, insista, não há crime de seu cliente, que apenas exerceu o direito de levantar-se contra a tirania. 

Lapa nunca deixou de ser fiel ao que defini como diretriz, não obstante pudesse me prejudicar perante meus algozes - fui condenado a oito anos em três processos e saí em liberdade condicional em 1974.
Lembrei disso ao ler as palavras de Lula, altivas, ele também certo de sua inocência. 


Condenaram-no por razões políticas, sem uma única prova. 


E o preso político não se verga. 


O povo brasileiro tem reconhecido tudo que ele fez. 


E continuará na luta para vê-lo livre e para recuperar direitos e a democracia.


Lula é uma ideia. 


Eles são incapazes de derrotá-lo, por mais que tentem.


#LulaLivreJá.


Por Emiliano José.


GOSTANDO OU NÃO DO LULA, sabemos todos que ele foi preso para que não concorresse (e ganhasse) a eleição.

Não fosse assim, Aécio, Temer, Serra, Geddel, Jucá e mais dez dúzias de bandidos, incluindo os milicianos, estariam presos também. 
Até o reino mineral sabe disso.

Também sabemos todos que a redução de sua pena hoje é mais um salamaleque da (in)justiça. Até setembro ela há de condená-lo novamente e a possibilidade de prisão domiciliar não se concretizará.

Enquanto isso, a esquerda assiste atônita ao desmanche do país, a começar pela destruição da previdência e da aposentadoria que caminha a passos largos. 
Pelos lados, o desemprego aumentando e a violência avançando sobre os de sempre.

No twitter, um palhaço brinca de ser “filho do rei” e diverte a patuleia com uma mistura de ignorância e linguagem esquizoide. Um outro diretamente dos EUA, em seus surtos de coprolalia, angaria cada vez mais seguidores para sua “filosofia” rasteira e perversa.

Na cadeira da presidência um capitão bem treinado, movido pela sanha da destruição, governa um país ladeira abaixo, juntamente com seus ministros cuja proeza é combinar, em suas paranóias, o delírio e a perversão.

Todos os canais de informação, que bem ou mal poderiam auxiliar o povo na tomada de consciência sobre o estado real das coisas, também estão sendo destruídos pelo presidente e suas equipes.

No campo da saúde mental, vemos cotidianamente o resultado deste momento: o aumento dos quadros de depressão e de suicídio, o aumento das crises de pânico, o uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas, as graves somatizações, o desalento e a desvitalização de adolescentes, de jovens, de adultos e de crianças.

O que as pessoas com o mínimo de sanidade mental, com vitalidade, competência, inteligencia e compaixão pelo próximo vão esperar acontecer para realizarem um movimento de ruptura diante desta onda de morte?

Pois é da morte que se trata. Morte dos ideais e das esperanças. Morte de uma nação que há dez anos se pretendia desenvolvida.

Sucumbiremos todos à extrema direita, à mediocridade do pensamento e da vida, aos lobos que nos querem devorar?

Vamos esperar um salvador, um messias que nos resgate deste mar de lama? 
Um país arrasado é o que deixaremos para as próximas gerações enquanto apenas gritamos nas redes sociais?

Não nos iludamos com a ideia, por vezes arrogante, de que aqueles que criaram este caos vão para o lixo da história. 
Eles não se importam com a história. Não a conhecem. E o que chamamos de lixo é um lugar de conforto cultivado e habitado por eles desde sempre.

O Brasil agoniza.
Talvez preferiríamos não ver, mas acontece que estamos vendo. 
E como sempre, em toda situação de catástrofe, a responsabilidade é daqueles que têm a verdadeira dimensão do desastre que está por vir.

Por Helenice Rocha - psicanalista.


Ousmane Bah, de 18 anos, registrou ontem (22) uma ação contra a Apple em Nova York, no valor de US$ 1 bilhão.  O jovem alega ter sido preso por engano, sob a acusação de uma série de roubos de Apple Stores, porque seu nome esteve ligado erroneamente ao verdadeiro infrator.

Bah registrou sua queixa em um tribunal federal de Manhattan, dizendo que a gigante da tecnologia permitiu que sua identidade fosse anexada ao rosto do ladrão. Ele é professor e afirmou ter perdido uma permissão de aluno que continha seu nome, sem foto. Um dos criminosos provavelmente usou esse documento para se identificar nas lojas da Maçã.

Grande parte da reclamação envolve o circuito de gravação dos estabelecimentos e, em especial, o sistema de reconhecimento facial da companhia. Mesmo com aparência diferente, o infrator foi atrelado à sua identidade. Mas inconsistências como o horário de um dos roubos e sua presença em outro lugar e o fato de ser bastante distinto da pessoa registrada provaram sua inocência.

“Como resultado da negligência da Apple, (Bah) foi acusado de múltiplos crimes em vários estados. Antes dessa ação, o senhor Bah nunca enfrentou acusações legais ou enfrentou problemas com a aplicação da lei. Devido à negligência do réu, o senhor Bah sofreu danos graves ”, disse seu advogado, Subhan Tariq, em um comunicado. A prisão o deixou "sentindo-se humilhado, com medo e profundamente preocupado", complementa a ação.

Por enquanto, nem a Apple e nem a Security Industry Specialists Inc., parceira da companhia em procedimentos de segurança, comentaram o caso. O episódio ainda deve dar o que falar.


Fonte: TecMundo

Nesta quarta-feira (dia 24), às 9h o governador fará a entrega de 127 veículos e ambulâncias para as secretarias estaduais de Administração Penitenciária (Seap) e de Segurança Pública (SSP), que vai ser o palco do evento, na sua sede no Centro Administrativo. A SSP receberá um total de 91 viaturas para Bases Comunitárias de Segurança e unidades operacionais, na capital e interior. Já a Seap contará 24 veículos de transporte e 12 ambulâncias para atender suas unidades prisionais.

Os municípios beneficiados com a entrega das viaturas para a SSP são Camaçari, Capim Grosso, Conceição do Coité, Cruz das Almas, Feira de Santana, Itabuna, Lauro de Freitas, Porto Seguro, Salvador, Serrinha e Vitória da Conquista.

Os 24 veículos da a Seap serão distribuídos entre as Unidades Prisionais de Feira de Santana, Ilhéus, Jequié, Paulo Afonso, Salvador, Simões Filho, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. Por sua vez, as 12 Ambulâncias vão servir às unidades de Feira de Santana, Ilhéus, Jequié, Paulo Afonso, Salvador, Simões Filho, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

23.4.19

Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) reunirá representantes do interior da Bahia
Workshop, palestra, roda de conversa, divulgação de livro, artesanato e aulas de culinária são algumas das atividades organizadas pela Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), para o evento Cultura Indígena em Foco, que acontece no período de 26 a 30 de abril, no Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), no Pelourinho, em Salvador.  A programação trará como convidados representantes dos municípios de Itabela, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Ilhéus e do Extremo Sul (Coroa Vermelha).
Segundo o diretor do CCPI, André Reis, a atual gestão da SecultBA tratou de impulsionar o Centro e uma das prioridades estabelecidas foi a valorização dos povos indígenas, levando em consideração os primeiros povos existentes neste lugar. “Diante dessa proposta, o CCPI quer com este evento destacar a importância da cultura indígena através da literatura, culinária, música e artes”, disse.
Para a técnica da Coordenação de Educação Escolar Indígena da Bahia, da Secretaria de Educação (SEC), Larissa Raiara, este é um momento importante para valorização da cultura indígena, principalmente quando observamos as questões atuais no contexto nacional. “É o momento de mostrar que a cultura está viva para debatermos e abrirmos espaço para os indígenas. Hoje, eles estão dentro dos espaços públicos disponíveis para debater sobre política para seus povos. São professores universitários, mestres, doutores, mas não são valorizados, e às vezes, prioriza-se o não-indígena”. 
Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) é responsável pela execução, proteção e promoção das políticas públicas de valorização e fortalecimento das manifestações populares e de identidade, orientadas de acordo com o pensamento contemporâneo da Unesco e do Ministério da Cultura. Seu campo de atuação contempla a cultura do sertão, de matrizes africanas, ciganas e indígenas, LGBTQ+, infância e idosos. Coordena a programação artística dos largos do Pelourinho e suas grandes festas populares.
Cultura Indígena em Foco - 26 a 30 de abril
PROGRAMAÇÃO *sujeita a alterações
Dia 26 de abril de 2019 (sexta –feira)
10h00min - 19h00min - Artesanato com Itaguari Braz;   
16h30min – Mesa Redonda, Coordenação: Prof. Jayme 
Palestrantes: Profª. Dr. Hilda Baqueiro Paraíso, Tattá Anselmo - Tema: O olhar Sobre o Descobrimento "Invasão" 
17h30min - Ritual realizado pelo  Povo Karirixocó com Wakaí, Representante da Coordenação Indígena Merki
Local: CENTRO DE CULTURAS POPULARES E IDENTITÁRIAS
Dia 29 de abril de 2019 (segunda-feira)
10h00min - 19h00min - Artesanato com Itaguari Braz; 
14h00min – 15h30min - Programação cultural - Roda de Conversa com o Prof. Felipe Tuxá e José Carlos Tupinambá, Jerry Pataxó;
17h30min - Programação cultural - Divulgação do Livro  - Zabelê o livro no contexto da escola Indígena- Representante Povo Kaí;
Local: CENTRO DE CULTURAS POPULARES E IDENTITÁRIAS
Dia 30 de abril de 2019 (terça- feira)
09h30min – 11h30min – WORSHOP - Riqueza Instrumental e Musical dos Índios Brasileiros com a Profª. Emília Biancardi e  participação de Wakaí  para apresentação da  Flauta Indígena.
Local: SOLAR FERRÃO - SALA DOS ÍNDIOS
14h00min - 15h30min - Palestra com Merki Pataxó - A culinária e o Plantio Indígena.
15h30min - 16h30min – Aula Show: Culinária com Merki Pataxó;  Apresentação Cacique Fia
16h30min – 17h30min – Aula Show/Culinária com Estela Maris.
17h30min – Encerramento com representantes
Local: CENTRO DE CULTURAS POPULARES E IDENTITÁRIAS
Convidados Indígenas: 
Itaguari Braz - Artesanato (26-30/04) - Itabela
Wakaí - Ritual e Flauta (26 e 30/04) - Lauro de Freitas 
Merki Pataxó  -    Representação da Coordenação e Culinária (26 e 30/04) -  SSA
Felipe Tuxá - Roda de Conversa   (29/04)     - Paulo Afonso 
José Carlos Tupinambá - Roda de Conversa (29/04) - SSA  
Cacique Fia  -   Apresentação dos produtos Indígenas (29/04) - Ilhéus 
Representante Aldeia Kaí - Livro Zambelê - (29/04) - Coroa Vermelha 
Jerry Pataxó - Roda de Conversa - (29/04) - SSA


A região sudoeste da Bahia recebeu do Governo do Estado mais uma estrada requalificada. Entregue pelo governador Rui Costa, na manhã desta segunda-feira (22), o trecho de 27,5 quilômetros da BA-270, entre os municípios de Maiquinique e Itarantim, foi totalmente recuperado a partir de um investimento de R$ 10 milhões.

A estimativa é que cerca de 134 mil pessoas sejam beneficiadas com as obras na rodovia, que atende também os municípios de Potiraguá, Macarani e Itapetinga, com uma circulação diária de 850 veículos. "Inauguramos um trecho importante da estrada Itarantim-Maiquinique e aproveitei para anunciar também o trecho Macarani-Itapetinga. São mais R$ 16 milhões de investimentos e 22 quilômetros de estrada. Portanto, é mais segurança, mais conforto e mais desenvolvimento para a região", afirmou Rui. 

Em Maiquinique, onde descerrou a placa de inauguração da estrada, Rui também inaugurou uma estação de tratamento de água e as melhorias implementadas no sistema já existe na sede do município. As ações de infraestrutura hídrica receberam recursos da ordem de R$ 760 mil. 

Ainda na cidade, o governador assinou ordem de serviço, no valor de R$ 450 mil, para o início das obras de ampliação da rede de distribuição e execução de ligações domiciliares no Sistema de Abastecimento de Água da sede. Também visitou o Colégio Estadual Altair Almeida Meira. 


Itarantim

Após concluir a primeira parte da agenda desta segunda (22), Rui seguiu para Itarantim, onde também houve o descerramento de uma placa de inauguração do trecho da BA-270, além da inauguração do Sistema de Abastecimento de Água do município e visita ao Colégio Estadual Naomar Soares Alcântara. 

Com um investimento de R$ 4,7 milhões, o sistema atende cerca de 15 mil habitantes de Itarantim, número que representa 87% da área urbana da cidade.

22.4.19



O fortalecimento da Atenção Básica, a expansão dos serviços de acompanhamento e tratamento do pé-diabético e a construção de novas policlínicas regionais foram alguns dos temas debatidos nesta segunda-feira (22), na Conferência Municipal de Saúde de Cabaceiras do Paraguaçu.

O evento que é uma prévia para a Conferência Estadual que ocorrerá em junho, contou com a presença do secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, do prefeito Abel Silva, e do presidente do Conselho Estadual da Saúde, Ricardo Mendonça.

"Este ano o governador Rui Costa irá inaugurar 12 novas policlínicas regionais e inicia a implantação de 200 salas para o tratamento do pé diabético e feridas complexas em todo o estado. O objetivo é reduzir o número de amputações decorrentes da falta de controle do diabetes, que entre 2010 e 2018, ocasionou mais de 6 mil amputações", ressalta o Secretário.

Ainda de acordo com Vilas-Boas, as amputações decorrentes de complicações do pé diabético constituem um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, levando em conta as elevadas taxas de internação hospitalar. “Além do impacto social na vida do usuário e da alta mortalidade associada, as amputações estão relacionadas a altos custos diretos e indiretos para o sistema de saúde. Dados do Sistema de Pactuação dos Indicadores (Sispacto) apontam que 25% das internações de pacientes na capital, por exemplo, poderiam ser prevenidas por serem condições sensíveis à Atenção Básica. Sem o adequado acompanhamento, o paciente diabético não realiza exames, não toma os medicamentos e acaba por ir a uma emergência de um hospital com o pé infectado que levará, possivelmente, à amputação de um dos membros”, afirma o secretário.

Projeto de sucesso

A multiplicação de relatos positivos a respeito das policlínicas regionais de saúde é fruto de experiências como a de Selma Gomes e Nidalva de Jesus. "Fui atendida na policlínica em Santo Antônio de Jesus e tudo é maravilhoso. Do transporte com ar condicionado, passando pelos equipamentos novos e o bom atendimento", declara Selma. Já Nidalva se espanta com a qualidade no atendimento: "nem parece SUS. Parece clínica particular".

De acordo com o secretário, das 12 policlínicas que estão em fase de construção, sete serão entregues até o final do primeiro semestre de 2019.

Para as sete policlínicas que serão entregues foram investidos mais de R$ 160 milhões. Os municípios que receberão as novas unidades de atendimento até junho deste ano são: Jacobina, Paulo Afonso, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Vitória da Conquista, Itabuna e Simões Filho. Os outros quatro equipamentos que devem entrar em funcionamento até o final do ano estão distribuídos entre Salvador, com duas unidades, sendo uma em Escada e outra em Narandiba; Ribeira do Pombal, São Francisco do Conde e Barreiras.

A Bahia já conta com oito policlínicas regionais em funcionamento que atendem cerca de 4 milhões de pessoas. A gestão das policlínicas é realizada em parceria entre Governo do Estado e os municípios que integram os consórcios de cada uma das unidades. Os municípios cobrem 60% dos custos de operação, sendo que o valor é dividido proporcionalmente ao número de habitantes de cada um deles, e o Estado fica responsável pelos 40% restantes.


A ação, promovida pelo 20º BPM, aconteceu no povoado de Tiririca, zona rural de Paulo Afonso.

Manoel Olívio dos Santos, 67 anos, foi preso em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo, por uma guarnição da Companhia Especial Tático Operacional/Grupo Tático Móvel do 20° Batalhão da Polícia Militar (Paulo Afonso), na tarde de domingo (21), no povoado de Tiririca, zona rural do município.

Foram apreendidas duas espingardas, uma de calibre 12 e outra de 36, e um revólver 38, além de 11 munições intactas de calibres 12, 38 e 36, e Manoel encaminhado para a Delegacia Territorial de Paulo Afonso.

Segundo o tenente-coronel Carlos Humberto da Silva, comandante do 20º BPM, os policiais militares estavam em ronda, quando foram informados de que um homem tinha em seu poder armas de fogo. “Temos procurado atuar de forma intensa, com o objetivo de reduzir o número de homicídios na cidade”, destacou.


No ano de 1974 minha mãe resolveu ir a São Paulo, capital. Ela tinha adquirido um box no CEAPA – Centro de Abastecimentos de Paulo Afonso, que na verdade era o local onde dava início a feira grande da cidade. Naquele ano, eu e meus irmãos estávamos agoniando o juízo dela para comprar uma televisão. Era ano de copa do mundo e nós já não aguentávamos de ir ver TV na casa dos vizinhos. Tinha dia que éramos recebidos bem, outros com silêncio e muitos com o povo da casa de cara feia.

Minha mãe viajou de ônibus. E no seu retorno trouxe, para alegria de todos uma Telefunken de 20 polegadas, preto e branco. Nos reunimos todos na sala para às 16h ela ser ligada. Demorou porque alguém teve que vir colocar uma antena pé de galinha. E isso, demorava pra zorra. E na hora marcada, depois de falarmos a todo mundo que tínhamos uma televisão vinda de São Paulo, estávamos nós lá. E o técnico sobe, mexe, desce, mexe, sobe, desce... e nada da imagem aparecer. Tava tudo preto. Foi quando veio a frase:

- Acho que queimou alguma coisa nela. Disse aquele “fí de quenga”.

A decepção em meu rosto era tão grande que fui para o quarto e chorei. Estava morrendo de vergonha de todos que ali estavam para ver a “minha TV”. E para piorar a situação eu ouvi risos na calçada e gente dizendo:

- Essa aí não presta mais.

No dia seguinte meu pai chamou uma carroça de burro, colocou a bendita da TV nela e fomos todos, como se fosse uma romaria, até a loja do Gaguinho que concertava de tudo que fizesse barulho. Ao chegar lá, eu ainda me lembro, tinha um monte de outros aparelhos encima de umas mesas. Tava na cara que a nossa ia ficar por lá também. E adeus copa do mundo. Mas três dias depois ela estava de volta a casa e agora, funcionando.

Eu então com onze anos de idade gostava mesmo era dos filmes de bang-bang que passava. Assistimos à seleção jogar e ser eliminada.

No ano seguinte eu fui estudar no turno vespertino na Casa da Criança 2. Tive que me adaptar a programação. Todas as manhas eu assistia as patetagens na TV. A que eu mais gostava era da Pantera Cor de Rosa. Que na verdade era cinza escuro e cinza claro. Mas a imaginação corria solta naqueles tempos.

Na escola tinha uma professora, Dona Célia. E estava na mesma sala que eu, sua filha. Eu ficava mordido de raiva porque aquela garota sabia muito mais do que todos os outros dos assuntos dados para estudar.

- Deixa disso. Ela é filha da professora. Deve ser por isso que é mais inteligente do que nós. Sentenciou Roberto. Um amigo naquele ano.

Durante os intervalos das aulas, eu que levava meu exército de soldados e índios tirava tudo da bolsa e ia brincar no pequeno jardim que tinha dentro da sala. O local servia como entrada de ar. Depois de um tempo, a filha da professora e outras meninas foram se chegando. E eu fui gostando. E elas só queriam brincar com os meus brinquedos. E eu fui ouvindo elas. E ouvindo palavras que nunca tinha dito ou ouvindo antes. Eu fui achando interessante estar perto delas.

- Já falei com minha mãe. Na sexta-feira, vamos sair no intervalo e todos vamos lá pra casa para ver desenho animado.

“Ver o que?”, pensei eu. Eu que nunca tinha ouvido antes aquilo, fiquei louco para descobrir o que danado passava na televisão dela que não passava na de casa. Eram tantas perguntas na minha cabeça e uma única certeza. Eu tinha que ir e saber o que danado era aquilo.

Mas tinha um problema. Ninguém tinha me convidado. Como então ir? Decidi colar em Roberto na quinta-feira. Ele tinha sido convidado. E se um convidado convida mil, e o dono da festa coloca mil e um para fora. Eu só me importava chegar lá e descobrir o que era Desenho Animado que elas assistiam.

Fiquei tão grudado em meu amigo e nelas, que foi a primeira vez que percebi que elas olhavam atravessado para mim. Mesmo assim, eu estava decidido. E quando chegou a sexta-feira eu já estava pronto, fazia tempo. Quando terminou a segunda aula, logo que tocou a sineta e vi a turma ir saindo, eu colei junto. Vocês não imaginam o que é uma criança se sentir rejeita e mesmo assim seguir firme. A dor é maior do que ser rejeita e dar meia volta. Mais eu tinha um objetivo traçado. Descobrir o que eu desconhecia.

Chegando na casa. Todos entraram e eu e Roberto ficamos por últimos. Na sala, todas os espaços do sofá estavam ocupados. Tinham umas três almofadas no canto. Olhei e...

- Minha mãe não gosta que peguem as almofadas dela. Disse aquela garota chata.

Sentei ao lado do sofá com os olhos vidrados na TV. Espera o bendito do tal do desenho animado. Mas a programação era igual à que eu já tinha visto lá em casa.

- Vai começar, vai começar... informou a filha da professora.

Eu fiquei em silêncio. Olhando a TV que nem piscava os olhos. Vendo passar uma das histórias da pantera cor de rosa que, também, já tina visto na minha Telefunken. Depois de uns quatro, cinco minutos, eu comecei a olhar o rosto daquelas pessoas com sorrisos que mostravam seus dentes bem tratados. E do meu, não saia um único movimento que indicasse alegria ou felicidade. Esperei terminar aquela primeira parte do desenho e me levantei para anunciar:

- Pessoal, eu já vou. Se eu demorar minha mãe vai ficar preocupada e eu não avisei a ela que viria para cá.

Foi um tal de, “tá bom”, “ok”, “vá lá”, e quem nada dissesse alguma coisa, que eu acredito que estavam mesmo todos querendo se verem livres da minha presença naquele local.

Vim pela rua com uma raiva arretada de mim mesmo. Como eu não soube antes que patetagem e desenho animado eram a mesma coisa.

Chegando já perto de casa, fui chamando a todos os amigos e amigas de infância para irem até a minha casa para vermos juntos, desenho animado. A todos que eu falei, a cara mais próxima da realidade que me lembro foi a que bateu os ombros e deixou claro, sem falar nada, “o que danado era isso?”

Eu não me perdoou até hoje de ter que ter passado por tudo aquilo para descobrir que patetagem e desenho animado eram a mesma coisa. A única diferença era o grupo em que eu vivia. Mas que patetagem era bem melhor de se ver, isso era. A turma lá em casa deitava no chão da sala, sentava no sofá e colocava os pés nele. Mesmo levando broca de mãe. E quase toda tarde tinha cajuína com pão doce. Isso sim era bom de se viver.

21.4.19



Para Lelé Coltz

Chiquinho era um cabra vistoso. A mulherada ficava de olho quando ele passava na rua. E todos os dias ele saia de sua casa pela manhã para ir ver sua criação de porcos. Ele era marchante. E como era costume seu, ia ver como seus animais estavam. E colocar comida para eles.

Além da criação de porcos, Chiquinho também vendia no final de semana na feira, carne bovina. Essas ele comprava de Zezinho, meu primo, que deixava lá e só ia buscar o dinheiro da venda no final do dia após a apuração de tudo que era comercializado.

A tarimba dele no mercado público era uma das mais organizadas e limpa. Não se via sujeira nela. O homem fazia questão de deixar tudo organizado. E talvez tenha sido este o motivo de tantas compradoras preferirem ir lá adquirir carne para cossunir durante a  semana.

Chiquinho muitas vezes ouvia gracejos de algumas delas. Mas ele levava na brincadeira. Sempre soube o seu lugar. Ele sabia que não se deve mexer com a mulher de outro homem. E mesmo que umas delas lhe olhassem diferente, ele sempre abaixava os olhos nestes momentos.

Júlia era uma mulher jovem e linda. Tinha casado já fazia uns três anos com Tonhão. Homem de estatura média, mas que botava medo em muita gente. Contam que seu retorno de São Paulo teria acontecido após deixar uns três mortos por lá. Os vizinhos falavam a boca miúda que os sujeitos tinham mexido com sua esposa e ele não os teria perdoado por tal afronta.

E essa história meu amigo sabia e por isso mesmo, nunca olhava direto para ela. Mesmo assim, já tendo sido envolvida em problemas, Júlia muitas vezes quando ia entregar o dinheiro das compras, fazia questão de tocar nos dedos de Chiquinho. Que tremia de medo.

Pedro, vizinho de venda sempre teve ciúmes das vendas que aconteciam ao seu lado. Sua mercadoria só saia quando a do outro acabava. Em algumas semanas sobravam muita carne e o prejuízo era grande. Ele tinha que salgar tudo e vender por um preço menor na próxima feira.

Ao ver, por várias vezes aquela cena da mulher de Pedrão dando ousadia a Chiquinho, o malfazejo teve uma ideia. Chamou seu filho em uma tarde de quarta-feira e mandou ir deixar por baixo da porta da casa do “corno” um bilhete que estava escrito, “se tu, que já foi chifrado em São Paulo, não quiser ser novamente aqui no Juá, toma conta de tua mulé que todo sábado tem um macho de olho nela na feira”.

Ao pegar aquele bilhete, Pedrão feito um touro raivoso espumava de raiva. Quem seria o homem capaz de mexer com sua mulher? Ele que fez com que todo mundo do povoado soubesse das histórias vividas na capital do Sudeste.

Ele passou o resto da semana tentando saber quem teria mandado o bilhete. Ficava olhando cada uma das pessoas que passava em frente da sua casa. Nunca tinha feito isto. E de tanto ficar sentado em um tamborete na porta, chamou a atenção da mulher. “O que danado deu em tu que não sai mais dessa porta homem?”. Ele não respondia nada. Estava envenenado pelo ódio.

Como todos os sábados, sua mulher saiu para fazer a feira. Dessa vez, como nunca fez antes, ele a seguiu de longe. Nunca tinha feito curso de espião, nem por correspondência, mas seguia furtivamente os passos de Júlia.

Ela passou pelas bancas de verduras. Passou pelas bancas de sereias e as de gêneros alimentícios e ele não conseguiu ver nada de diferente ou suspeito. Já estava achando que o bilhete era mesmo uma invenção para colocar ele contra sua amada. E não conseguia imaginar quem teria feito aquilo.

Ao chegar ao mercado das carnes, a mulher passou em frente de uma loja que tinha um espelho grande na frente. Daqueles “chama mulher”. Todas quando veem um espelho param diante dele e se olham, não invariavelmente, dão uma olhada na bunda para saber se aumentou alguma coisa. E foi aí que o sentido aguçado do homem lhe despertou novamente um olhar mais apurado.

Lá foi Júlia direto para o local que, desde que voltou com o marido, ia todos os sábados. E como sempre fez, pediu meio quilo de fígado de boi, três quilos de carne chã de dentro e meio quilo de rim de porco que servia de petisco para os domingos vendo o futebol pela TV junto com o esposo.

Naquele dia ela estava mais linda do que nunca. Tinha colocado em top branco justinho que delineava muito bem seu busto. Uma saia curta, colorida, daquelas que as mulheres hippies gostam de usar. Usava uma sandália baixa, no estilo priquitinha. Estava linda de morrer!

Chiquinho que nunca antes olhava direto para Júlia, naquele bendito dia, ao ver tanta lindeza a sua frente, achou de olhar. Na verdade, ele admirou o que via. Olho aquele corpo vestido de cima a baixo. Distante, a uns cinco metros, por traz das mantas de carnes penduradas, Pedrão estava desconfiado que encontrara o cabra certo.

Como sempre, Júlia estendeu a mão e dessa vez quem pegou carinhosamente foi o nosso marchante a mão daquela mulher, que sorriu. E como que em um passe de mágica, surgiu Pedrão gritando ao lado da mulher, “então é você cabra safado, que anda de olho em minha mulher?”. Assustado e tremendo de medo, ouse-se uma voz gaguejando, “eu, eu, eu, não. Que isso homem. Tu tá vendo coisas”. Foi aquele quiproquó. Correria pra todo lado e só ficou a turma do deixa disso e alguns curiosos.

Com uma peixeira na mão, que mais parecia uma espada de tão grande que era, ouve-se a indagação em alto e bom som, “tu ainda vai mexer com a mulher alheia cabra?”.

E Chiquinho que já suava feito um condenado a morte, olha nos olhos do marido enraivecido e diz, “tu tá é doido. Nem de mulher eu gosto”. A surpresa foi geral. O espanto se deu no rosto de todos os que ali estavam. Ninguém nunca ouviu antes que ele era chegado. Desarmado os ânimos com aquela revelação, Chiquinho recebeu um aperto de mão de Pedrão, que até lhe pediu desculpas pelo ocorrido. Colocou as compras na bolsa, pegou sua esposa pelo braço e saiu dali.

Incrédulo com o que vira e ouvira, Beto, vizinho do ‘afeminado”, e que passou a infância brincando juntos perguntou, “que história da boba serena é essa que tu não gosta de mulher? Eu nunca soube disso!”. Olhando para os lados e buscando saber se Pedrão ainda estava por perto, Chiquinho sapeca, “é melhor escapar fedendo do que morrer cheiroso”.

Nosso personagem continua vivinho da silva até hoje.

19.4.19



Os municípios de Paulo Afonso e Jeremoabo, da região de saúde de Paulo Afonso recebem a partir de segunda-feira (22), a Estratégia Saúde sem Fronteiras Rastreamento do Câncer de Mama. Unidades móveis estarão nas localidades, para atender as mulheres entre 50 a 69 anos, realizando exames de mamografia.

Em Paulo Afonso, o atendimento será feito até o dia 9 de maio, com a unidade móvel estacionada no Ginásio de Esporte Luís Eduardo Magalhães, tendo como meta atender a 2.100 mulheres. Já em Jeremoabo, a meta também é atender 2.100 mulheres até o próximo dia 9 de maio. Neste município, a unidade móvel ficará estacionada na Praça do Forró, próximo ao |Centro Médico Dr. Fausto de Aguiar Cardoso. Para serem atendidas, as mulheres devem levar um documento de identidade, o Cartão SUS e um comprovante de endereço no município.

Para as mulheres com diagnóstico positivo, o tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico será realizado em unidades de alta complexidade em oncologia. Este programa é uma ferramenta de acesso da mulher às ações de atendimento, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

O Saúde sem Fronteiras, programa da Secretaria da Saúde do Estado, tem como diferencial o acompanhamento das mulheres com mamografias inconclusivas, com a oferta de exames complementares para o diagnóstico e o encaminhamento ao tratamento, visando a integralidade do atendimento.



As inscrições para o programa Partiu Estágio do Reforço Escolar seguem abertas até o dia 25 de abril. São ofertadas 4.390 vagas aos universitários dos cursos de Educação Física, Letras Vernáculas e Matemática que irão atuar no reforço escolar para estudantes da rede estadual de ensino. A novidade para este edital é que poderão se inscrever estudantes de cursos presenciais e na modalidade EAD.As inscrições podem ser feitas no Portal daEduação.

Para participar do programa, é necessário que o candidato tenha idade mínima de 16 anos e que tenha cumprido mais de 50% da graduação. Podem participar estudantes universitários residentes na Bahia e que estejam regularmente matriculados em cursos presenciais e EAD de instituições estaduais, federais e privadas com sede/pólo no estado. Alunos de cursos presenciais poderão concorrer a vagas ofertadas nas cidades onde residem ou estudam. Já estudantes de cursos EAD apenas poderão se candidatar a vagas alocadas na cidade onde moram.

O cadastro de cada candidato irá compor um banco, que terá validade de seis meses, do qual sairão as convocações dos novos estagiários do Estado. Candidatos que estejam participando pela primeira vez devem estar atentos sobre o processo de inscrição. Inicialmente, é preciso acessar o site do Partiu Estágio, através do link no Portal da Educação, e criar uma conta, informando CPF, nome, data de nascimento e e-mail válido. O sistema enviará automaticamente para o e-mail cadastrado os dados para acesso ao sistema de inscrição.

De posse dos dados para acesso, o candidato deverá preencher os dados cadastrais no site de inscrição e, posteriormente, selecionar seu curso e o turno das aulas, além do município que estuda ou reside. Caso já tenha se inscrito em editais anteriores, o candidato deve acessar sua conta já existente e realizar o mesmo procedimento. Quem já participou do Partiu Estágio durante período de um ano não poderá se inscrever novamente, com previsto em edital. A lista completa das oportunidades de estágio na rede estadual estará disponível no sistema de inscrição do Partiu Estágio.

Sobre o programa - Lançado em abril de 2017, o Partiu Estágio é uma iniciativa da administração estadual baiana que garante acesso a oportunidades de estágio a estudantes universitários de instituições com sede na Bahia e que ainda não conseguiram se inserir no mercado de trabalho. É prioritário para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e para aqueles que tenham estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede privada. Do percentual de vagas ofertado em cada edital, 10% são direcionados para portadores de deficiência física, como o previsto pela Lei 11.788/2008.

O contrato de estágio tem duração de um ano, sem possibilidade de prorrogação, exceto quando o estudante seja deficiente físico. A carga horária é composta de quatro horas diárias de atividades supervisionadas, chegando a 20 horas semanais, distribuídas de acordo com a necessidade da Administração Pública. Além da bolsa-estágio, os universitários terão direito a auxílio-transporte e 30 dias de recesso remunerado, proporcionais. Desde seu lançamento, o programa já contratou mais de seis mil estagiários para atuarem no serviço público.



Sempre que eu ouço falar do muro de Berlim, mais especificamente da data de sua queda em 9 de novembro de 1989 depois de 28 anos de existência, eu me lembro que a minha cidade também já teve o seu muro. E ele dividia literalmente a cidade ao meio. Desde o Bairro Tapera, onde passa o leito do rio São Francisco, até o outro lado da cidade, onde fica o início do cânion da Cachoeira de Paulo Afonso. Que inspirou Castro Alves em poema que leva o nome da cidade e serviu de título, “a cachoeira de Paulo Afonso”, para um de seus livros lançados no ano de 1876, extraído da obra “os escravos”.

Dos tempos de criança ainda me lembro das brigas que eram marcadas entre os que moravam no acampamento Chesf, empresa do governo federal, e os que moravam na “Vila dos Cata Osso”, como éramos chamados. Era sempre uma lá dentro, e uma cá fora. Em uma delas, ao ver os mais velhos passando por dentro da valeta do esgoto. Esta, que era uma das possibilidades de se ter acesso ser incomodado pelos guardas. Eu fui atrás, mal chegaram no “poeirão”, campo de futebol de terra batida, o "pau comeu" no centro. E eu de longe só vendo aquilo, depois de uns 10, 15 minutos, nosso pessoal saiu correndo, buscavam chegar ao muro para não serem atropelados pelos cavalos e pegos pelos “pivôs”, assim eram apelidados aquela turma fardada dos guardas. Eles odiavam ser chamados assim.

Como a cidade era área de segurança nacional e vivíamos o período do golpe militar dado em 31 de abril de 1963, nós tínhamos barrada a nossa entrada. E este era um dos motivos que ninguém da “Vila Poty” aceitava. Eram raros os dias em que não se via alguém pulando o muro, que primeiro foi feito com arame farpado e depois com pedra, cimento e arame. Nos sentíamos humilhados, já que do lado de dentro as casas eram melhores, as ruas todas calçadas, enquanto do lado de cá os esgotos corriam a céu aberto nas portas das casas. Lá, ninguém pagava o consumo de água e energia. Cá, o valor sempre foi exorbitante. Quem quisesse sair, podia, e retornava sem precisar se identificar. Mas os rejeitados, tinham quatro guaritas onde teriam e precisavam se identificar. Sem o documento de identificação, eram barrados. Se pego nas dependências, fichados e tinham suas fotos afixadas em um painel na parede da sede da guarda onde todos podiam ver. Sempre foi uma humilhação o que sofríamos.

Os clubes sociais, onde aconteciam as festas eram dentro do acampamento. Era impossível querer que se entendesse que uns podiam se divertir enquanto outros não podiam chegar nem perto dos locais.

Foi a partir de 1978, com a greve dos eletricitários, que tudo começou a mudar. E assim como em Berlim, aqui era chegada a hora dele cair. E demorou ainda um pouco, mas aconteceu no ano de 1986.

O prefeito Biônico, conhecido como Chefe Abel, por ter sido líder dos Escoteiros da cidade, com seu metro e meio de altura, não gostou nada de ser barrado um dia em uma das guaritas. Enfezado, teve uma ideia brilhante que mudaria tudo rapidamente e com isto, o muro não demorou a cair. É que a Avenida Getúlio Vargas, a principal da cidade e que fazia o limite territorial entre as duas cidades, do lado que ficava o muro não tinha nenhuma construção. Lá existiam dois ou três barracos de venda de cachaça. Então, ele deu a amigos e apaziguados, terrenos desde que construíssem lá. E a visão que antes era a do muro, foi mudando aos poucos. Prédios para o comércio surgiram. Levantaram de um, dois e até três andares. Todos com a frente para a vila. Agora o muro era outro. Era o de cá para lá. E por quilômetros se tem hoje o fundo de prédios voltados para o antigo acampamento.

O muro caiu, levou mais de trinta anos para que isto acontecesse. Restam ainda algumas dezenas de metros dele espalhados pelo local. Acredito que não foi planejado que lá ficasse. Que aquela imagem hoje vista pelos jovens, sirva para que eles conheçam a história. E que em um tempo não muito distante, teve um povo no estado da Bahia, no Brasil, que foi divido ao meio e que a metade dessa gente, nunca se conformou em ser excluída do convívio social. E que muitos foram humilhados com palavras, gestos e prisões. Mas que nunca abaixaram a cabeça diante da situação.

Paulo Afonso hoje é uma só. Não há mais restrição de acesso aonde você queira ir. Vivemos harmoniosos, mas há algo que precisa ser mudado. A juventude que aqui nasceu, pouco, ou nada, sabe do que um dia aconteceu. E isto não é bom. Não conhecer o passado do seu povo e a história da sua cidade, é viver sem conhecimento. Um povo sem conhecimento é levado ao fracasso. Revisitar a história é sempre bom para acrescentar detalhes que ficaram para trás.


A luta por direitos ainda marca os povos indígenas, que celebram, nesta sexta-feira (19), o Dia do Índio.  Na Bahia, para assegurar os direitos dos povos indígenas, o Governo do Estado está investindo em ações que incluem projetos socioambientais, de apoio a cadeias produtivas, como as da apicultura, piscicultura, bovinocultura, caprinovicultura e fruticultura, entre outras, além de capacitações e apoio à gestão dos empreendimentos.

Nos últimos quatro anos, foram destinados mais de R$ 15 milhões, em projetos como o Bahia Produtiva e Pró-Semiárido, executados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Para Kâdara Pataxó, Aldeia Juerana, em Coroa Vermelha, município de Santa Cruz Cabrália, apesar de ainda serem necessárias intervenções de políticas públicas que atendam às demandas dos povos indígenas, na Bahia já existem avanços: “Em especial, falamos do Governo do Estado, que tem uma atenção especial para os povos indígenas, com  o edital  do Bahia Produtiva/CAR voltado para povos Indígenas, uma Coordenação dos Direitos Humanos específica e uma Coordenação Escolar Indígena”.

Kâdara é presidente da Associação de Mulheres Indígenas do Extremo Sul da Bahia e coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher Vítima de Violência (Cram). Ela ressalta que não só o dia 19 é um dia de reflexão, mas durante todo o mês de abril são feitas movimentações para reflexão: “São dias de luta, como devem ser todos os outros dias e de mostrarmos para a sociedade não indígena que existimos e somos povos originários desta terra, a essência deste país, com nossa cultura, nossa maneira de viver, que devem ser respeitadas”.

Bahia Produtiva

Implantação de aviários, viveiros de mudas, quintais agroflorestais, projetos de reflorestamento, produção agroecológica e construção de um complexo de turismo étnico cultural. Estas são algumas das ações que estão sendo implantadas por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pela CAR/SDR, a partir de acordo de empréstimo com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD/Banco Mundial), que contribui para a segurança alimentar e nutricional, diversificação das fontes de renda, e promoção da melhoria da qualidade de vida da população indígena do estado.

Na aldeia Araçá, da etnia indígena Kiriri, no município de Banzaê, Território de Identidade Semiárido Nordeste II, 20 famílias da Associação Nossa Senhora de Fátima foram contempladas com a implantação de aviários com galinhas criadas no sistema caipira. O projeto inclui a estrutura física dos aviários, aquisição de um reprodutor, ração e equipamentos, além de uma máquina forrageira e uma chocadeira, que são de uso coletivo.

O presidente da associação, Wilson dos Santos, salienta que os investimentos representam um avanço: “A gente já criava as aves no quintal, mas com pouca produção. Viviam soltas e apareciam animais do mato, predadores. Quando a gente ia pegar um ovo, não achava e às vezes amanhecia sem uma galinha. Hoje, mesmo ainda no início, estamos vendo que o projeto já está mostrando o potencial, os associados conseguem perceber um futuro promissor com o desenvolvimento da criação de aves”. Ele afirma que a comunidade enxerga na criação de animais de pequeno porte, a exemplo de aves, uma alternativa de renda para as famílias.

Pró-Semiárido

O Pró-Semiárido, projeto executado pela CAR/SDR, a partir de acordo de empréstimo do Governo do Estado com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), está atendendo as comunidades indígenas de Cajueiro, Missão Velha, Porto da Vila e Salgado e São Miguel, no município de Curaçá, Território de Identidade Sertão do São Francisco. A iniciativa está beneficiando 85 famílias, com o fortalecimento da produção.

No âmbito do projeto são realizadas também as oficinas de Gestão do Convênio e Associativismo e a contratação de um agente comunitário rural, da comunidade, para trabalhar o processo de mobilização das comunidades e o fortalecimento da Associação Tumbalalá, da Aldeia Salgado, nos processos de gestão do convênio,

Para o fortalecimento da produção, os recursos são aplicados por meio de grupos de interesse destinados a quintais agroecológicos, segurança alimentar, entre outros grupos: caprinovinocultura, piscicultura, agrobiodiversidade, produção de mudas, implantação de palmas, mandioca, manejo e aquisição de equipamentos.
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