20.11.17

"Tem algo estranho com as pesquisas". (Por Tico Santa Cruz)

Eu posso estar muito enganado, mas tem algo de muito estranho com essas pesquisas de opinião sobre a candidatura à presidência no ano que vem. 

A cada nova projeção Lula aparece cada vez bem pontuado. Podem existir muitos motivos para se justificar esse cenário, mas nada tira da minha cabeça que essa movimentação toda executada para retirar Dilma e o PT do poder não faria o menor sentido caso exista a possibilidade de Lula se eleger novamente. 


Todos aqueles "movimentos contra corrupção" que manobraram uma parte considerável da população, somado aos interesses estrangeiros e patronais para privatizar estatais estratégicas, mexer no pré-sal, cortar direitos trabalhistas e mais uma série de retrocessos que privilegiam aqueles que de fato são os donos do Brasil, não seriam estúpidos ao ponto de 4 anos depois entregar às urnas de mãos beijada para o candidato que vai contra tudo que eles conquistaram com essa manobra sórdida.


Ora bolas, a estratégia é bem simples, você vai inflando e deixando os eleitores que perceberam que foram prejudicados, somados aos já habituais seguidores de Lula, principalmente nas áreas onde o ex presidente desenvolveu uma melhora considerável, acreditando que terão de volta o homem que deixou a presidência com 85% de aprovação, desarticulando qualquer outra possibilidade do campo progressista de disputar as eleições. Chegando bem perto do pleito, o judiciário que também atuou para a esculhambação da democracia, condena Lula em segunda instância retirando assim a possibilidade de concorrer e não existirá tempo hábil para se construir outro candidato nesse campo, entregando de mão beijada a disputa para a direita e a extrema direita elegerem um candidato e darem continuidade e todo esse processo que começou em 2014. 

Não consigo acreditar que depois de tudo isso deixarão Lula voltar ao poder! 


Pensem sobre isso...


Fica aqui um alerta.


Deputada Benedita apoia a Campanha Resistência Zé Dirceu.


Judith Butler escreve sobre sua teoria de gênero e o ataque sofrido no Brasil Folha de São Paulo, 19 de novembro de 2017.

Desde o começo, a oposição à minha presença no Brasil esteve envolta em uma fantasia. Um abaixo-assinado pedia ao Sesc Pompeia que cancelasse uma palestra que eu nunca iria ministrar. A palestra imaginária, ao que parece, seria sobre "gênero", embora o seminário planejado fosse dedicado ao tema "Os fins da democracia" ("The ends of democracy").

Ou seja, havia desde o início uma palestra imaginada ao invés de um seminário real, e a ideia de que eu faria uma apresentação, embora eu estivesse na realidade organizando um evento internacional sobre populismo, autoritarismo e a atual preocupação de que a democracia esteja sob ataque.

Não sei ao certo que poder foi conferido à palestra sobre gênero que se imaginou que eu daria. Deve ter sido uma palestra muito poderosa, já que, aparentemente, ela ameaçou a família, a moral e até mesmo a nação.

Para aqueles que se opuseram à minha presença no Brasil, "Judith Butler" significava apenas a proponente de uma ideologia de gênero, a suposta fundadora desse ponto de vista absurdo e nefasto, alguém —aparentemente— que não acredita em restrições sexuais, cuja teoria destrói ensinamentos bíblicos e contesta fatos científicos.

Como tudo isso aconteceu e o que isso significa?

A TEORIA

Consideremos o que eu de fato escrevi e no que de fato acredito e comparemos isso com a ficção interessante e nociva que deixou tanta gente alarmada.

No final de 1989, quase 30 anos atrás, publiquei um livro intitulado "Gender Trouble" (lançado em português em 2003 como "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade", Civilização Brasileira), no qual propus uma descrição do caráter performativo do gênero. O que isso significa?

A cada um de nós é atribuído um gênero no nascimento, o que significa que somos nomeados por nossos pais ou pelas instituições sociais de certas maneiras.

Às vezes, com a atribuição do gênero, um conjunto de expectativas é transmitido: esta é uma menina, então ela vai, quando crescer, assumir o papel tradicional da mulher na família e no trabalho; este é um menino, então ele assumirá uma posição previsível na sociedade como homem.

No entanto, muitas pessoas sofrem dificuldades com sua atribuição —são pessoas que não querem atender aquelas expectativas, e a percepção que têm de si próprias difere da atribuição social que lhes foi dada.

A dúvida que surge com essa situação é a seguinte: em que medida jovens e adultos são livres para construir o significado de sua atribuição de gênero?

Eles nascem na sociedade, mas também são atores sociais e podem trabalhar dentro das normas sociais para moldar suas vidas de maneira que sejam mais vivíveis.

E instituições sociais, incluindo instituições religiosas, escolas e serviços sociais e psicológicos, também deveriam ter capacidade de apoiar essas pessoas em seu processo de descobrir como viver melhor com seu corpo, buscar realizar seus desejos e criar relações que lhes sejam proveitosas.

Algumas pessoas vivem em paz com o gênero que lhes foi atribuído, mas outras sofrem quando são obrigadas a se conformar com normas sociais que anulam o senso mais profundo de quem são e quem desejam ser. Para essas pessoas é uma necessidade urgente criar as condições para uma vida possível de viver.

LIBERDADE E NATUREZA

Assim, em primeiro lugar e acima de tudo, "Problemas de Gênero" buscou afirmar a complexidade de nossos desejos e identificações de gênero e se juntar àqueles integrantes do movimento LGBTQ moderno que acreditavam que uma das liberdades fundamentais que precisam ser respeitadas é a liberdade de expressão de gênero.

O livro negou a existência de uma diferença natural entre os sexos? De maneira nenhuma, embora destaque a existência de paradigmas científicos divergentes para determinar as diferenças entre os sexos e observe que alguns corpos possuem atributos mistos que dificultam sua classificação.

Também afirmei que a sexualidade humana assume formas diferentes e que não devemos presumir que o fato de sabermos o gênero de uma pessoa nos dá qualquer pista sobre sua orientação sexual. Um homem masculino pode ser heterossexual ou gay, e o mesmo raciocínio se aplica a uma mulher masculina.

Nossas ideias de masculino e feminino variam de acordo com a cultura, e esses termos não possuem significados fixos. Eles são dimensões culturais de nossas vidas que assumem formas diferentes e renovadas no decorrer da história e, como atores históricos, nós temos alguma liberdade para determinar esses significados.

Mas o objetivo dessa teoria era gerar mais liberdade e aceitação para a gama ampla de identificações de gênero e desejos que constitui nossa complexidade como seres humanos.

Esse trabalho, e muito do que desenvolvi depois, também foi dedicado à crítica e à condenação da violação e da violência corporais.

Além disso, a liberdade de buscar uma expressão de gênero ou de viver como lésbica, gay, bissexual, trans ou queer (essa lista não é exaustiva) só pode ser garantida em uma sociedade que se recusa a aceitar a violência contra mulheres e pessoas trans, que se recusa a aceitar a discriminação com base no gênero e que se recusa a transformar em doentes e aviltar as pessoas que abraçaram essas categorias no intuito de viverem uma vida mais vivível, com mais dignidade, alegria e liberdade.

Meu compromisso é me opor às ofensas que diminuam as chances de alguém viver com alegria e dignidade. Assim, sou inequivocamente contra o estupro, o assédio e a violência sexual e contra todas as formas de exploração de crianças.

Liberdade não é —nunca é— a liberdade de fazer o mal. Se uma ação faz mal a outra pessoa ou a priva de liberdade, essa ação não pode ser qualificada como livre —ela se torna uma ação lesiva.

VIOLÊNCIA DE GÊNERO

De fato, algo que me preocupa é a frequência com que pessoas que não se enquadram nas normas de gênero e nas expectativas heterossexuais são assediadas, agredidas e assassinadas.

As estatísticas sobre feminicídio ilustram o ponto. Mulheres que não são suficientemente subservientes são obrigadas a pagar por isso com a vida.

Pessoas trans e travestis que desejam apenas a liberdade de movimentar-se no mundo público como são e desejam ser sofrem frequentemente ataques físicos são mortas.

Mães correm o risco de perder seus filhos se eles saírem do armário; muitas pessoas ainda perdem seus empregos e a relação com seus familiares quando saem do armário. O sofrimento social e psicológico decorrente do ostracismo e condenação social é enorme.

A injustiça radical do feminicídio deveria ser universalmente condenada, e as transformações sociais profundas que possam tornar esse crime impensável precisam ser fomentadas e levadas adiante por movimentos sociais e instituições que se recusam a permitir que pessoas sejam mortas devido a seu gênero e sua sexualidade.

No Brasil, uma mulher é assassinada a cada duas horas. A tortura e o assassinato recente de Dandara dos Santos, em Fortaleza, foi apenas um exemplo explícito da matança generalizada de pessoas trans no Brasil, uma matança que valeu ao Brasil a fama de ser o país mais conhecido pelo assassinato de pessoas LGBT.

São esses os males sociais inequívocos e atrocidades aos quais me oponho, e meu livro —bem como o movimento queer no qual ele se insere— procura promover um mundo sem sofrimento e violência desse tipo.

IDEOLOGIA

A teoria da performatividade de gênero busca entender a formação de gênero e subsidiar a ideia de que a expressão de gênero é um direito e uma liberdade fundamentais. Não é uma "ideologia".

Em geral, uma ideologia é entendida como um ponto de vista que é tanto ilusório quanto dogmático, algo que "tomou conta" do pensamento das pessoas de uma maneira acrítica.

Meu ponto de vista, entretanto, é crítico, pois questiona o tipo de premissa que as pessoas adotam como certas em seu cotidiano, e as premissas que os serviços médicos e sociais adotam em relação ao que deve ser visto como uma família ou considerado uma vida patológica ou anormal.

Quantos de nós ainda acreditamos que o sexo biológico determina os papéis sociais que devemos desempenhar? Quantos de nós ainda sustentamos que os significados de masculino e feminino são determinados pelas instituições da família heterossexual e da ideia de nação que impõe uma noção conjugal do casamento e da família?

Famílias queers e travestis adotam outras formas de convívio íntimo, afinidade e apoio. Mães solteiras têm laços de afinidade diferentes. A mesma coisa se dá com famílias mistas, nas quais as pessoas se casam novamente ou se juntam com famílias, criando amálgamas muito diferentes daqueles vistos em estruturas familiares tradicionais.

Encontramos apoio e afeto através de muitas formas sociais, incluindo a família, mas a família é também uma formação histórica: sua estrutura e seu significado mudam ao longo do tempo e do espaço. Se deixamos de afirmar isso, deixamos de afirmar a complexidade e a riqueza da existência humana.

IGREJA

A ideia de gênero como ideologia foi introduzida por Joseph Ratzinger em 1997, antes de ele se tornar o papa Bento 16. O trabalho acadêmico de Richard Miskolci e Maximiliano Campana1 acompanha a recepção desse conceito em diversos documentos do Vaticano.

Em 2010, o argentino Jorge Scala lançou um livro intitulado "La Ideologia de Género", que foi traduzido ao português por uma editora católica [Katechesis]. Esse pode ter sido um ponto de virada para as recepções de "gênero" no Brasil e na América Latina.

De acordo com a caricatura feita por Scala, aqueles que trabalham com gênero negam as diferenças naturais entre os sexos e pensam que a sexualidade deve ser livre de qualquer restrição. Aqueles que se desviam da norma do casamento heterossexual são considerados indivíduos que rejeitam todas as normas.

Vista por essa lente, a teoria de gênero não só nega as diferenças biológicas como gera um perigo moral.

No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, uma das mulheres que me confrontaram começou a gritar coisas sobre pedofilia. Por que isso? É possível que ela pense que homens gays são pedófilos e que o movimento em favor dos direitos LGBTQI nada mais é do que propaganda pró-pedofilia.

Então fiquei pensando: por que um movimento a favor da dignidade e dos direitos sexuais e contra a violência e a exploração sexual é acusado de defender pedofilia se, nos últimos anos, é a Igreja Católica que vem sendo exposta como abrigo de pedófilos, protegendo-os contra processos e sanções, ao mesmo tempo em que não protege suas centenas de vítimas?

Será possível que a chamada ideologia de gênero tenha virado um espectro simbólico de caos e predação sexual precisamente para desviar as atenções da exploração sexual e corrupção moral no interior da Igreja Católica, uma situação que abalou profundamente sua autoridade moral?

Será que precisamos compreender como funciona "projeção" para compreendermos como uma teoria de gênero pôde ser transformada em "ideologia diabólica"?

BRUXAS

Talvez aqueles que queimaram uma efígie minha como bruxa e defensora dos trans não sabiam que aquelas que eram chamadas de bruxas e queimadas vivas eram mulheres cujas crenças não se enquadravam nos dogmas aceitos pela Igreja Católica.

Ao longo da história, atribuíram-se às bruxas poderes que elas jamais poderiam, de fato, ter; elas viraram bodes expiatórios cuja morte deveria, supostamente, purificar a comunidade da corrupção moral e sexual.

Considerava-se que essas mulheres tinham cometido heresia, que adoravam o diabo e tinham trazido o mal à comunidade em lugares como Salem (EUA), em Baden-Baden (Alemanha), nos Alpes Ocidentais (Áustria) e na Inglaterra. Com muita frequência esse "mal" era representado pela libertinagem.

O fantasma dessas mulheres como o demônio ou seus representantes encontra, hoje, eco na "diabólica" ideologia de gênero. E, no entanto, a tortura e o assassinato dessas mulheres por séculos como bruxas representaram um esforço para reprimir vozes dissidentes, aquelas que questionavam certos dogmas da religião.

Quem pôs fim a esse tipo de perseguição, crueldade e assassinato foram pessoas sensatas de dentro da Igreja Católica, que insistiram que a queima de bruxas não representava os verdadeiros valores cristãos. Afinal, queimar bruxas era uma forma de feminicídio executado em nome de uma moralidade e ortodoxia.

Embora eu não seja estudiosa do cristianismo, entendo que uma de suas grandes contribuições tenha sido a doutrina do amor e do apreço pela preciosidade da vida —muito longe do veneno da caça às bruxas.

DEMOCRACIA

Embora apenas minha efígie tenha sido queimada, e eu mesma tenha saído ilesa, fiquei horrorizada com a ação.

Nem tanto por interesse próprio, mas em solidariedade às corajosas feministas e pessoas queer no Brasil que estão batalhando por maior liberdade e igualdade, que buscam defender e realizar uma democracia na qual os direitos sexuais sejam afirmados e a violência contra minorias sexuais e de gênero seja abominada.

Aquele gesto simbólico de queimar minha imagem transmitiu uma mensagem aterrorizante e ameaçadora para todos que acreditam na igualdade das mulheres e no direito de mulheres, gays e lésbicas, pessoas trans e travestis serem protegidos contra violência e assassinato.

Pessoas que acreditam no direito dos jovens exercerem a liberdade de encontrar seu desejo e viverem num mundo que se recusa a ameaçar, criminalizar, patologizar ou matar aqueles cuja identidade de gênero ou forma de amar não fere ninguém.

Essa é a visão do arcebispo Justin Welby, da Inglaterra, que destacou recentemente o direito dos jovens explorarem sua identidade de gênero, apoiando uma atitude mais aberta e acolhedora em relação a papéis de gênero na sociedade.

Essa abertura ética é importante para uma democracia que inclua a liberdade de expressão de gênero como uma das liberdades democráticas fundamentais, que enxergue a igualdade das mulheres como peça essencial de um compromisso democrático com a igualdade e que considere a discriminação, o assédio e o assassinato como fatores que enfraquecem qualquer política que tenha aspirações democráticas.

Talvez o foco em "gênero" não tenha sido, no final, um desvio da pergunta de nosso seminário: quais são os fins da democracia?

Quando violência e ódio se tornam instrumentos da política e da moral religiosa, então a democracia é ameaçada por aqueles que pretendem rasgar o tecido social, punir as diferenças e sabotar os vínculos sociais necessários para sustentar nossa convivência aqui na Terra.

Eu vou me lembrar do Brasil por todas as pessoas generosas e atenciosas, religiosas ou não, que agiram para bloquear os ataques e barrar o ódio.

São elas que parecem saber que o "fim" da democracia é manter acesa a esperança por uma vida comum não violenta e o compromisso com a igualdade e a liberdade, um sistema no qual a intolerância não se transforma em simples tolerância, mas é superada pela afirmação corajosa de nossas diferenças.

Então todos começaremos a viver, a respirar e a nos mover com mais facilidade e alegria — é esse o objetivo maior da corajosa luta democrática que tenho orgulho de integrar: nos tornarmos livres, sermos tratados como iguais e vivermos juntos sem violência.

Tá na internet: As manobras para distrair a militância de esquerda.

Como funciona uma manobra para distrair a atenção da militância e como a militância cai como sopa na mosca.

Passo a passo.

1. A Lava Jato está com a popularidade baixíssima, para cada um brasileiro que acha a Lava Jato um processo sério, outro acha que é uma ação deletéria e partidária.

2. A Globo sofre a pior denúncia de corrupção na sua turbulenta história, num tribunal dos Estados Unidos e o delator morre suicidado.

3. Lula dispara e ganha a eleição no primeiro turno, leva dianteira de quase 10% para todos os outros adversários somados.

4. Você pega alguém tipo Osama Bin Laden, que acumule o ódio de todos. Direita, esquerdas, PSDB, PSOL, PT, tipo o Picciani, que vem sendo investigado há anos e decide, de uma hora para outra estalar uma operação midiática e bufônica e, em lugar de acelerar o julgamento, você cria uma prisão provisória para criar um factóide de conflito com o Legislativo.

5. A esquerda cai igual sopa na mosca, e sai com archotes pela rua, pedindo não Justiça, mas vingança. Estado Democrático de Direito? Dane-se! Devido processo legal? Dane-se. Temos que condenar os Picciani e nosso orgasmo catártico de justiça nos levará ao Nirvana, que no fundo é um nada, né?

6. O Globo sai com manchetes e convocatórias pela moralidade, no dia seguinte, sai do Centro do furacão e ainda faz notícias do tipo, "das contradições da esquerda", Os partidos de esquerdas expõem suas vísceras e nem percebem que não, ninguém está fazendo justiça e os Picciani sequer estão sendo julgados. Depois do "julgamento da ALERJ" hoje, qualquer liminar do STJ ou do STF os põe na rua.

7. Ah, sim, se o STF ou o STJ soltar Picciani é assunto para mais um mês e nós esquecemos das falcatruas de O Globo, que estas sim, deveriam dar primeira página.

8. A Lava Jato ganha novo fôlego e nova moral, e como a esquerda assinou embaixo de prisões provisórias sem condenação, como poderá depois reclamar se a Lava Jato fizer o mesmo com qualquer parlamentar de esquerda, baseado em convicções e delações? Já assinamos o cheque em branco, ao trocar a Justiça pela vingança.

9. Enquanto todos gozam no nirvana do justiçamento do nada, a Lava Jato volta às manchetes, a Globo volta a ser justiceira, as manadas de julho voltam ás ruas, os justiçamentos sem julgamento são revalidados. 

Ninguém nem se perguntar como a mesma justiça que prende Picciani e condena Cabral, deixa Pézão no poder, desde que este continue a tocar o esquema de desmonte do estado do Rio de Janeiro fomentado pela própria lavajato.

10. A chantagem da Lava Jato, tão clara e tão óbvia, é obtusa para 99% da própria esquerda, enquanto Pézão mantiver o projeto privatista, garantir a privatização da CEDAE, não abrir mão das isenções fiscais ao mesmo tempo que destroi a UERJ, não paga salários há 3 meses, e cobra taxas de até 20% a professores sem salários, enquanto ele fizer o jogo dos golpistas, privatizadores e cassadores de direitos, ele estará a salvo. 

A direita volta a ter a inciativa.

A esquerda goza no nirvana do nada. 

E a política cede lugar a um moralismo tosco.

Invocação à Mariama - Dom Hélder Câmara.

Zumbi e o Quilombo dos Palmares. (Jaime Sautchuk)

Há 322 anos, em 20 de novembro de 1695, morria Zumbi dos Palmares, encerrando mais de um século de resistência naquele que foi o maior quilombo da história do Brasil. Ele morreu na guerra contra a escravidão, hoje extinta, mas a luta contra a desigualdade ainda se faz necessária.

A partir dali, ao invés de esmorecer, foram formados milhares de novos quilombos pelo país inteiro, muitos dos quais continuaram a existir após a abolição. Hoje, segundo a Fundação Palmares, órgão do Ministério da Cultura, há perto de 1900 comunidades remanescentes no país inteiro.

A regularização fundiária desses remanescentes de quilombos é parte dessa luta. Não que queríamos os negros lá, segregados em reservas próprias. Mas, os quilombolas atuais são museus vivos, de enorme relevância por guardarem parcela significativa da cultura trazida da África, que inclui, em muitos casos, a propriedade e uso coletivo de terras.
E pra lembrar ao Brasil que brasileiros afrodescendentes são partes da nossa sociedade, mas ainda padecem da falta de igualdade plena, verdadeira, não apenas formal, no papel.
Palmares

O Quilombo de Palmares ficava na Serra da Barriga, então Pernambuco, distante de áreas urbanas, a região de mais difícil acesso naquela Província.

Era uma área enorme, metade do que é hoje o Pernambuco, indo até as margens do rio São Francisco, de topografia acidentada e uma mescla de mata fechada com palmeirais (palmares) nativos nos topos dos morrotes. Hoje, boa parte do território estaria em Alagoas, onde está a cidade de União dos Palmares.

Tudo começou com a revolta dos escravos de um engenho de açúcar que, armados apenas com foices, chuços e paus atacaram e dominaram seus amos e feitores, segundo conta o historiador Décio Freitas, em “Palmares – A Guerra dos Escravos” (Editora Movimento, Porto Alegre-RS, 1973). E arremata:

“E assim, viram-se senhores do engenho que fora tanto tempo o instrumento da sua opressão. Mas quedaram perplexos: que fazer da liberdade que haviam conquistado?”
Corria o ano de 1.580 e já havia muitos exemplos de revoltas que foram sufocadas, como seria também a deles. Se ficassem na usina, logo seriam cercados por forças bem armadas. Se fugissem pra perto, logo seriam alcançados. Daí, a decisão de andar semanas e semanas até a região dos Palmares. Mas, a simples escolha do local denunciava que o território já havia sido percorrido por alguns deles.

Ergueram, então, onze vilas, chamadas de mocambos, que começaram com cerca de três mil pessoas e chegaram a ter 40 mil habitantes. Muitos foragidos de prisões e senzalas da Bahia e de todo o nordeste foram se incorporando ao empreendimento.

O chefe maior era eleito, como na maioria das comunidades africanas, e não tinha poderes absolutos nem linhagem religiosa, num convívio baseado na fraternidade e solidariedade, citando de novo Décio Freitas Ali, no mocambo Cerca do Macaco, nasceu o menino Zumbi dos Palmares, em 1.655, que ainda criança foi raptado e entregue a um missionário português, que o batizou com o nome de Francisco e o educou.
Com idade de 20 anos, porém, ele voltou aos Palmares, à época sob a liderança de seu tio Ganga Zumba, chefe que negociava um armistício com as autoridades da Província, pois estas haviam aprisionado seus três filhos. Zumbi tomou a dianteira e impediu o acordo, destacando-se como comandante militar, o que o colocou na posição de líder maior do quilombo.

Entretanto, Ganga Zumba prosseguiu as negociações por sua própria conta, foi pessoalmente a Recife, acompanhado de um séquito de 40 homens, e fechou um acordo com o governador da Província, Aires de Souza e Castro. Assim, ele deixou o quilombo e foi morar em umas terras cedidas pelo mandatário. E consta que lá morreu, uns anos depois, envenenado.

Desde lá atrás, no início de tudo, os quilombolas de Palmaras já haviam enfrentado incontáveis batalhas contra portugueses, holandeses e senhores de engenhos. Usavam táticas de guerrilha e quase sempre saiam vitoriosos ou pelo menos ilesos, pois ninguém ousava entrar nos redutos por eles dominados, na tentativa de alcança-los.

Mas, eles enfrentavam sérios problemas, entre os quais o de poucas mulheres, o que os forçava a descer a serra, como se dizia, pra raptar negras em senzalas, plantações ou casas de fazendas. 
Isto, era feito com escaramuças e violência, pois eles aproveitavam pra confiscar armas e alimentos.

O fato é que, agora, a fama de Zumbi se espalhava pelo país inteiro, como homem capaz de muitas proezas, que não aceitava negociar com o poder colonial que os escravizava e que, além do mais, tinha o corpo fechado, ninguém conseguiria mata-lo. Pelo sim, pelo não, as histórias que corriam incomodavam as autoridades e senhores de escravos.

Foi armada, então, em 1.687, uma grande ofensiva contra Palmares, tarefa entregue ao bandeirante Domingos Jorge Velho, então já conhecido matador de índios da Bahia ao Piauí, e senhor de fazendas em todo o nordeste. Ele tinha um exército de 2.100 homens, dentre os quais 1.300 índios cooptados e uns 800 não-índios, inclusive negros.

Foram 7 anos de ofensivas que, aos poucos, foram solapando o quilombo pelas beiradas, mocambo a mocambo, até o derradeiro ataque ao Macaco, iniciado em março de 1.695. Delatado por um ex-comparsa, Zumbi foi apanhado no dia 20 de novembro, morto e decapitado. Sua cabeça foi levada ao Recife, onde foi exposta no lugar mais público da cidade, e ali ficou até se decompor.

Por Jaime Sautchuk, do Portal Vermelho.

19.11.17

Tá na internet: NÃO TEM MÁGICA NA ECONOMIA.

Não acredito em mágica na economia. A economia tem duas palavras chaves. A primeira é a credibilidade de quem a faz. A segunda é previsibilidade para que o país não seja pego de surpresa. E a terceira, que para mim é a mais charmosa de todas, é que temos que ter dinheiro circulando na sociedade. 

Os mais pobres, os trabalhadores, os assalariados, eles têm que ter acesso a financiamento, a crédito. Quando eles têm acesso, ele não pega mil reais no banco para comprar dólar, ele pega para comprar arroz, feijão, carne, pão. E isso vai desenvolver a economia.

Luiz Inácio Lula da Silva.

Vândalos matam palmeiras da Av. Delmiro Gouveia no BTN.

O Bairro Tancredo Neves 2, na cidade de Paulo Afonso, amanheceu hoje com um crime ambiental praticado por vândalos durante a noite.

As palmeiras tinha sido plantas pelo órgão responsável por arborização da prefeitura local, coisa rara, e elas já estavam se desenvolvendo e embelezando a Avenida.

As autoridades estão solicitando a quem tenha visto o ato criminoso ser praticado, que faça a denúncia, mesmo que anonimamente a polícia, através do número 190.

Na internet, várias pessoas pedem cadeia para aqueles que praticaram o crime.

Foto: Zé Ivandro.

17.11.17

Tá na internet: Inacreditável.

Segundo a psicóloga Americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós. Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais.
Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.
A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita, vale a pena tentar evitá-las.

DOENÇAS/    CAUSAS:

AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de auto-valorização.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente.
Pessoas que procuram se apoiar nos outros.
ENXAQUECA: Raiva reprimida.. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro(a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente..
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima.. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas.. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo.. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Curioso não?
Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos...
Principalmente daqueles, que escondemos de nós mesmos.
"Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma".
Remédios indicados: Auto-estima, Perdão e Amor.

SSP vai medir sensação de segurança no estado.

Um instituto de pesquisa vai ser contratado para promover o estudo em todo território baiano.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) quer medir a sensação de segurança do cidadão baiano e, para isso, já iniciou processo de contratação de um instituto de pesquisa. O estudo qualitativo vai aferir também a satisfação e a confiabilidade da população nas instituições, como as Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Departamento de Polícia Técnica.

De acordo com o secretário Maurício Barbosa, a medição será importante para que os gestores e a própria sociedade baiana conheçam a real situação do estado. “Faremos esse levantamento, para sabermos onde precisamos melhorar. Será um indicador fundamental para nossas futuras ações e investimentos”, explicou Barbosa.

A empresa de pesquisa já está em fase de contratação, conforme declarou o advogado Edmundo Assemany, ouvidor da SSP. “Já iniciamos o processo e os resultados do levantamento vão ser utilizados como ferramenta de gestão”, esclareceu, acrescentando que, a partir do contrato assinado, após a escolha da empresa por pregão eletrônico, a execução da pesquisa será feita num prazo de 30 dias.

No levantamento mensal, realizado com base no Sistema de Gerenciamento de Manifestações (SGE), a Ouvidoria registrou 327 contatos, entre 168 solicitações, 24 elogios, 10 sugestões e 37 informações a cerca do tráfico de drogas. A unidade contabilizou ainda 33 denúncias e 55 reclamações.

“Esses números, referentes ao mês de setembro, revelam um resultado mais do que satisfatório de que a população confia nas corporações que integram o sistema de segurança pública, haja vista que 67,38% das demandas são consideradas positivas”, avaliou Assemany.

16.11.17

Público terá acesso a simulador de voo e a competições de robótica durante o 5º Encontro Estudantil na Arena Fonte Nova.

O Simulador de Voo, equipamento instalado em uma cabine de avião e que contribui para os ensinamentos de disciplinas como Geografia, Física, Matemática e Inglês para os estudantes que fazem o curso de piloto virtual, no Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), em Salvador, estará aberto para a participação do público, durante o 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, promovido pela Secretaria da Educação do Estado, de 21 a 23/11, na Arena Fonte Nova. O Encontro é a culminância dos projetos de arte, cultura, esporte, ciência, tecnologia, empreendedorismo e inovação, que foram desenvolvidos pelos estudantes durante o ano letivo de 2016. Serão mais de 4 mil estudantes expositores de todos os 27 Núcleos Territoriais de Educação no Encontro, que será aberto ao público, das 8h às 18h.

No simulador de voo, o participante experimentará a sensação de pilotar um avião. O equipamento será instalado no nível 5 da Arena Fonte Nova. O CJCC também irá apresentar projetos como a “Caixa Preta”, a “Arena Interativa”, a Mostra de Experimentos e a Tenda Digital. Todos são atividades promovidas, de forma lúdica e interativa pelos Centros Juvenis, que funcionam em Salvador, Senhor do Bonfim, Itabuna, Barreiras e Vitória da Conquista. Nestes Centros, os estudantes das escolas estaduais participam de diversas oficinas e cursos, no turno oposto aos quais estão matriculados no ensino regular.

Na Arena Interativa, o visitante poderá checar uma mostra das realizações envolvendo robótica na rede estadual, dividida em grandes ações: futebol de robôs (controlado pelos estudantes através de dispositivos móveis); micro competição de robôs (montagem, configuração, programação e micro competição de robôs para resgate); criação de robôs de resgate com lixo eletrônico; autorama (dois carrinhos movidos mediante energia gerada por bicicletas ergométricas); wall-e robô com arduíno (o robô percebe a presença de pessoas e se desloca na direção delas). Os estudantes da rede estadual têm conquistado projeção nacional com as experiências de robótica do CJCC. Em agosto, os estudantes do CJCC de Vitória da Conquista receberam Menção Honrosa da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), durante a 69ª reunião anual, em Belo Horizonte, e conquistaram o prêmio Maker na etapa baiana da Olímpíada Brasileira de Robótica, realizada como parte da programação da Campus Party, em Salvador.

Tenda digital - Outro destaque do CJCC na Encontro Estudantil será a Tenda Digital, que busca pro­mover a in­te­ra­ti­vi­dade dos es­tu­dantes através da edição de ví­deos e mostras de con­teúdos di­gi­tais edu­ca­ci­o­nais. Como nas edições anteriores do Encontro Estudantil, o espaço criado pelo CJCC é uma oportunidade de aprendizagem para os estudantes, que têm um contato direto com aplicativos digitais.

Quem for ao Encontro Estudantil, vai também poder entrar na Caixa Preta, uma instalação artístico-científica que gira em torno da luz e da escuridão. São quatro ambientes que surpreendem os estudantes, despertando a curiosidade científica e apresentando a arte de forma inspiradora. O projeto possibilita uma experiência imersiva dos alunos no campo da Ciência, por meio da interação com arte e tecnologia. 

Aplicativos - Na Mostra de Experimentos, por sua vez, as pesquisas e produções desenvolvidas nas unidades dos Centros Juvenis de Ciência e Cultura estarão expostas. São elas: Aplicativo: faça uma viagem por meio do aplicativo CJCC e fique por dentro dos cursos oferecidos, horários, atividades livres, além de participar de uma sala de bate-papo; Choices: jogo interativo de educação alimentar com 18 cartas digitais com perguntas sobre o comportamento do participante; Sustentabilidade: animação interativa de Educação Ambiental que verifica atitudes sustentáveis do usuário e registra suas respostas; Ligando a luz no grito: componentes que acionam equipamentos elétricos com uma emissão de som; Ligando a luz no toque: componentes que acionam aparelhos mediante indução do toque humano; Realidade virtual: o experimento recria, por meio de card board, a sensação de realidade, levando-o a adotar essa interação como uma de suas realidades temporais; e Realidade aumentada: tecnologia móvel da computação em tablets dotados de conexão online.

Foto: Claudionor Junior.

19° BPM prende mulher em Jequié com dez quilos de maconha.

Denúncia anônima levou as guarnições até a traficante Raíssa Ingrid Oliveira Menezes.

Dez quilos de maconha foram encontrados por guarnições do 19° Batalhão da Polícia Militar (BPM/Jequié), no final da tarde de quarta-feira (15), após denúncia anônima. Raíssa Ingrid Oliveira Menezes foi presa em flagrante com o material.

Os militares encontraram a traficante no bairro Cidade Nova. As viaturas fizeram um cerco, na localidade, e um grupo de criminosos correu. Entre eles estava Raíssa que foi alcançada e presa em flagrante.

Com a mulher e seus comparsas foram apreendidos dez quilos de maconha prensada, uma balança, celulares e chips.

"Esse tipo de flagrante retrata a realidade. Temos homens, mulheres, adultos, adolescentes e pessoas mais velhas trabalhando para o tráfico. Toda semana capturamos traficantes e apreendemos drogas. Esse atrativo no comércio se deve ao alto consumo", afirmou o comandante do 19° BPM, tenente-coronel Itamar Gondim Bandeira.

Raíssa e todo material encontrado foram apresentados na Delegacia Territorial de Jequié.

A HORA DA GLOBO. (Por Leandro Fortes)

Não vejo Jornal Nacional, por recomendação médica, mas fui ver o VT da edição recente, sobre o escândalo da Fifa.
É pânico em estado puro.
Sem nenhum outro argumento, o JN anunciou, em quatro oportunidades, num jogral constrangido de seus apresentadores, que uma "investigação interna" nada encontrou que corroborasse a denúncia de pagamento de propina feita, nos Estados Unidos, pelo empresário argentino Alejandro Burzaco.
"Investigação interna" é, obviamente, uma fantasia ridícula pensada às pressas para ser colocada no Jornal Nacional, uma vez que a outra alternativa - não falar sobre o assunto - deixou de ser viável, por causa das redes sociais.
Qualquer mentecapto, mesmo entre os que veem o JN todo dia, percebeu que nunca houve investigação interna nenhuma, mas a construção de uma desculpa esfarrapada para segurar as pontas enquanto a turma decide como sair dessa enrascada com a cabeça em cima do pescoço.
Explica-se: o crime de perjúrio, nos Estados Unidos, é gravíssimo, e o processo de delação, ao contrário do que ocorre na República de Curitiba, existe para gerar consequências práticas dentro do processo legal. Em suma, o Judiciário americano não usa a delação para fustigar inimigos, mas para produzir provas.
Burzaco não iria acusar a Globo e outra meia dúzia de ultra poderosos grupos internacionais de mídia se não tivesse como provar o que está dizendo.
E como a Globo não tem como amansar juízes dos EUA com diáfanas premiações do tipo faz-a-diferença, é certo que, pela primeira vez na vida, os Marinho correm um risco real de se dar mal.
A conferir.

A MACONHA TAVA VENCIDA, TIO. (Por Aristeu Pancada)

É o seguinte, tio, descolei uma na boca, disseram que da boa, daquela que bate e toca zen, deixa pianinho, pianinho, enrolei, dei uns tapas bem dados e fui pra net, facebook, aquela parada dos malucos que ficam na siririca de teclado, se tocou, tio?

Foi nessa que descobri que o bode veio antes do barato, aloprei, acho que deixaram cair crack na porra da maconha, tio, a desgraça pirou toda, eu vi um monte de malucos gritando que a Globo é comunista, carai, e eu é que sou o doidão, mas também... A Globo analisou uma porrada de documentos que estão nos States, comparou a porra toda, fez... Cumé que diz mesmo? Isso, o cotejamento, ouviu a direção da emissora, os diretores de jornalismo, de esportes, fez acareações... Em cinco horas, tio, caralho, nem o The Flash, e concluíram, nós é inocente, não paguemo propina, num gostemo disso, foi o Bonner que falou, aquele que perdeu pro paraibinha, tendeu?


Aí, num credito, prenderam os deputados todos, a quadrilha do Cabral tá indo de ralo, tio, milícia tá sem chefe, tudo na gaiola, e nóis é que é bandido, se toca, tio? Tá foda de moer, lá no pantanal também passaram o rodo, uma penca de deputados do partido do Cabral, do Temer, Cunha... Também, aí tio, nem tem que investigar, é só perguntar: tu é de que partido? Falou PMDB e... Teje preso! Algema e leva, tio, é tudo gato na nossa sardinha, tio.


Falar em sardinha, a situação tá tão foda que uma baleia podre, com a cara do Gedel, fedorenta pra caralho, virou atração em Ipanema, carioca tá tão na merda que tá indo ver baleia podre na areia, turismo de duros, o garotinho apontando pra baleia e gritando: mamãe, mamãe, alá o tio Rodrigo Maia, essa maconha tá tão malhada que eu pensei ter ouvido o Levy Fidelix, aquele pastor careca, do PRTB, prometer que vai tirar todo mundo do SPC-Serasa, se for eleito, vai limpar o nome de todo mundo, genial, não é que ninguém tinha tido essa idéia? O Temer falou que os poderes são independentes, é bom avisar, eu pensei que o Gilmar Mendes fosse deputado e o Aécio, Ministro do Supremo, e o Moro, caladinho, caladinho, também... Como é que se chama aquele espanhol, Tacla, né? Taclou no rabo dele, tá difícil tio, aí tô saindo, vou conversar com uns malucos bolsonaristas, são maneiros, não precisam nem fumar maconha pra aloprar, já nasceram pirocas.


Falar em piroca, tio, e o Frota, hei? Por isso é qui falei pra minha preta: é melhó um pintinho operante qui um jebão de lado, com a cabecinha no lençol, com toda aquela arrogância, né? Alguma coisa nele tinha que ser humilde, andar de cabeça baixa, né mesmo, tio? E o Temer em Itu? Lá tudo é grande e quando viram o capeta do Jaburu na frente dos tucanos pensaram que estava chegando circo na cidade, o anão na frente, tá foda, tio, tô saindo, agora é mesmo, vou queimar outro pra rir mais.

Por Aristeu Pancada.