Dimas Roque: 01/01/2018 - 02/01/2018

31.1.18

Énio Barroso: VOLTANDO AO FACE PARA DIZER UMAS "VERDADES".

Essa mais recente pesquisa de opinião elaborada pela “Data da Folha” deveria servir de lição para aqueles obtusos que se apressam em lacrar o caixão com uma a placa de conclusão, de jogo jogado, fato consumado ou de “finalização” que tanto alegra e dá prazer aos amantes e praticantes de UFC. Só que não !!! Eles não aprendem nunca, se atrasam no caminhar e sofrem mais para subir a ladeira. A esses, Bobbio nos ensina a estender-lhes a mão. É o que farei :

Não foram as guerras, as barbáries e as maldades dos poderosos ao longo da história que mais judiaram a humanidade e nos deprimiram aparentemente quase que para sempre mas sim três fatos incontestáveis revelados por três de nós, a saber :

1- Copérnico provou que não somos o centro do universo.
2- Darwin provou que descendemos dos macacos.
3- Freud provou que o “eu” não existe. Acompanha em cada um, um tal de inconsciente que faz coisas que não queremos, que decide o que não concordamos e que nos cega vez em quando mesmo que o caminho para a luz seja óbvio.

Aflitivo né não???

Mas daí surge um tal de Nietzsche para nos "embarafustar" e nos complicar de vez afirmando que a verdade não existe e que por mais absoluta que pareça ela será sempre relativa.

Esse tema da verdade que TODOS os filósofos da humanidade sempre buscaram resolver e que nunca chegaram a respostas definitivas só converge até hoje na verdade de que “a verdade é aquela que contempla A TODOS, unanimemente, caso contrário é opinião"

Mas ora, ora, ora... se mesmo essas verdades ou a verdade segundo Nietzsche, que por ser relativa, não é verdade, pergunto “eu” (que não existo segundo Freud) onde está ou não está a verdadeira verdade???
- Ainda estão aí??? Me acompanham??? Vou partir para a conclusão (a placa do caixão) :
A VERDADE ESTÁ COM OS COXINHAS !!!
Porque para eles é tudo mais fácil !!! Eles não pensam!!! Eles não analisam, não buscam saber o que está no entorno, nas entrelinhas ou na subjetividade. Eles não perdem tempo com REFLEXÃO e não gostam de ler textos longos que lhes são “cansativos” . Eles preferem lacrar, definir e passar a régua!!! A régua deles segundo as regras deles evidentemente.

PRENDAM O LULA!!! Esfolem-no!!! Sacrifiquem-no!!! MATEM se assim for preciso para satisfazer seus instintos mais primitivos. É fácil prender ou matar um Lula!!! Difícil é prender ou matar um sonho, uma idéia ou consciências políticas derivadas disso.

Mahatma Gandhi, um também político que foi preso várias vezes, dizia que “a alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita”.

Na frase “Todo coxinha é um obtuso por natureza” eu diria que há uma verdade, já na outra “Todo coxinha come capim”, não passa de uma opinião.
Y así quedamos.

Governo celebra R$ 25 milhões em convênios com municípios.

O governador Rui Costa se reuniu com prefeitos do interior do estado na tarde desta nesta quarta-feira (31), no auditório da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em Salvador. Foram assinados diversos convênios nas áreas de saúde e infraestrutura urbana, totalizando R$ 25 milhões em investimentos. “Hoje chegamos a 204 municípios contemplados e R$ 120 milhões em convênios nesses encontros”, afirmou Rui.

O primeiro convênio desta quarta (31) destina-se à reforma, ampliação e adequação do Hospital Municipal de Jaguaquara, no sudoeste baiano. Um investimento de mais de R$ 2,4 milhões, divididos entre Governo do Estado e Prefeitura. "Naquela região, nós vamos dar assistência à saúde como um tripé: o Prado Valadares, que vamos inaugurar [a ampliação] até abril e é o grande hospital de referência, e os dois hospitais de apoio, que são o de Ipiaú e agora de Jaguaquara", disse o governador.

Os outros convênios contemplam reforma de estádios e mercados, construção e readequação de praças e pavimentação de vias. "Tão importantes para a melhoria da qualidade de vida da população", ressaltou Rui, as obras beneficiam as cidades de Amargosa, Andorinha, Anguera, Barro Preto, Belo Campo, Boa Nova, Boninal, Brejões, Brotas de Macaúbas, Cocos, Cristópolis, Cruz das Almas, Dom Basílio, Dom Macedo Costa, Ibipeba, Itiruçu, Iuiú, Jitaúna, Lafaiete Coutinho, Macaúbas, Maracás, Miguel Calmon, Muritiba, Nordestina, Nova Ibiá, Nova Itarana, Paramirim, Pedrão, Piraí do Norte, Planaltino, Ponto Novo, Prado, Santa Inês, Santanópolis, Santo Estevão, São José do Jacuípe, Sebastião Laranjeiras, Tabocas do Brejo Velho, Uauá e Ubaíra.

Ambulâncias

Na ocasião, o governador também entregou 24 novas ambulâncias que vão atender o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, e os municípios de Santa Terezinha, Cândido Sales, Lafaiete Coutinho, Paulo Afonso, Santo Estevão, Crisópolis, São Francisco do Conde, Rio do Pires, Itamaraju, Barrocas, Buerarema, Feira de Santana, Morro do Chapéu, Riachão das Neves, Camaçari, Pintadas, Muniz Ferreira, Sapeaçu, Dário Meira, Pau Brasil, Pedro Alexandre, Itarantim e Gavião.

“Até a última semana de fevereiro, vamos entregar novas ambulâncias, prioritariamente aos municípios que ainda não receberam”, acrescentou.

Foto: Mateus Pereira/GOVBA.

Dados do Censo Escolar comprovam eficiência das políticas públicas da Educação na Bahia.

Os dados do Censo Escolar divulgados hoje (31), pelo Ministério da Educação (MEC), comprovam a assertividade das políticas públicas promovidas pelo Governo da Bahia na área da Educação Básica. A ampliação das matrículas nas modalidades de Educação integral, profissional, especial, indígena e quilombola, além da redução das taxas de abandono e da distorção idade-série foram destaque.

Na Educação profissional, 75.214 estudantes se matricularam em 2017, o que representa um aumento de 343,9% em comparação a 2007. As matrículas da Educação Integral no ensino médio aumentaram 76,3%, subindo de 4.041 em 2016 para 7.123 no ano passado.

“Este resultado é fruto de programas e projetos que vêm sendo implementados na Bahia desde 2007, com foco na melhoria da Educação em todas suas modalidades, a partir da prioridade que passou a ser dada pelo Governo do Estado. Além disso, estamos com uma nova oferta, integrando a Educação Básica com a Profissional, ofertando cursos de curta duração em diversas áreas do conhecimento e otimizando os cursos da Educação Profissional que passam a ser de três anos de duração e não mais quatro anos, para que o estudante tenha acesso mais ágil ao mundo do trabalho”, destaca o secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro.

Já a matrícula na educação escolar indígena registrou um aumento de 398,43% entre 2006 e 2017, quando 7.322 estudantes desta modalidade foram matriculados na rede estadual. Com relação à educação quilombola, houve um aumento na matrícula de 229,6% entre 2006 e 2017, quando 19.968 estudantes foram matriculados nesta modalidade. “Este crescimento traduz o esforço realizado pelo Estado desde a concepção de políticas de ação afirmativas à adoção de medidas específicas para grupos étnicos-raciais e povos indígenas”, complementa Pinheiro.

Na rede Estadual, a redução da taxa de distorção idade-série no Ensino Médio foi de 23,4 pontos percentuais, passando de 69,4% (2006) para 46,0% (2016). O Censo também apontou redução das taxas de abandono no ensino fundamental e médio ofertados pelo Estado, com diminuição de 67,1% na taxa de abandono do ensino fundamental, enquanto no ensino médio essa mesma taxa diminui 64,3%, no comparativo entre 2006 e 2016.

Com relação à Educação Especial, houve crescimento do atendimento dos estudantes em escolas regulares e classes comuns de 152%, no período 2006 a 2017, na rede Estadual, com 6.634 estudantes distribuídos e incluídos em 1.053 unidades de ensino no ano passado.

Graças ao Programa Todos Pela Educação (TOPA), a alfabetização da população de 15 anos e mais passou de 81,4% (2006) para 86,5% (2015), o que representa um crescimento de 5,1 pontos percentuais. Esse resultado é decorrente de políticas de alfabetização de jovens e adultos e de mudanças nos processos de ensino e aprendizagem nas séries iniciais do ensino fundamental.

Governador e primeira-dama são agraciados com comendas da Ordem do Mérito da Liga Bahiana contra o Câncer.

O governador Rui Costa e a primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia, Aline Peixoto, serão condecorados, nesta quinta-feira (1º), à noite, com a Ordem do Mérito da Liga Bahiana contra o Câncer. A cerimônia terá início às 19h, no auditório do Hospital Aristides Maltez, localizado na Avenida Dom João VI, Brotas. O governador será agraciado com a comenda de grau Grã-Cruz, enquanto a primeira-dama receberá o título de comendadora da ordem. A distinção é destinada às personalidades que prestam relevantes serviços na luta contra o câncer. Na solenidade, também será entregue ao cantor Bell Marques a comenda de Cavaleiro.

A Ordem do Mérito da Liga Bahiana Contra o Câncer foi instituída pelo Conselho Deliberativo da Entidade, em 1976, com a finalidade de dar destaque a quem contribui benemeritamente para a liga, especialmente o Hospital Aristides Maltez, e para a luta contra o câncer no Brasil. A solenidade contará com a participação do grão-mestre da ordem e presidente da liga, Aristides Maltez Filho

Sem tábua de salvação! (Por Ângelo Cavalcante)

Havia escrito um ano atrás de que não havia tábua de salvação para Lula. O 'presidente caboclo' seria, de qualquer forma e, irremediavelmente condenado! É o tempo e seu espírito sumário e definitivo se movendo resoluto a partir das forças da contradição contra Lula. É desses juízos históricos que se abatem firmemente sobre um indivíduo ou ocasião e que passa a assumir e expressar todas as contradições que envolvem, para o caso brasileiro, o enorme sumidouro social e econômico que é a corrupção brasileira.

Lula, pelo condão tripartite da mídia, do judiciário e da banca nacional/internacional já é a personificação que integraliza o cancro da corrupção 'nossa de cada dia'; essa entidade anti-humana que escorre plena e contínua como se fora água de chuva, vento no litoral ou a titânica ignorância e que define o comportamento político do povo brasileiro.

Na ocasião havia dito que Lula seria assassinado. Mantenho o dito! Foi um rebu dos diabos! "Você é muito exagerado!"; outro [um coxinha de merda!] disse: "tomara que seja mesmo!"; a outra, toda segura, emendou que "a justiça não chegaria a tanto!". Não?

Aqui no sossego da minha humilde residência sou procurado por gente de lugares que jamais poderia imaginar: África do Sul, Costa do Marfim, Gana, Argentina e Chile para tentar explicar minha "estranha" tese!

Bom... 'Adelante!'. Se na 4a. feira, 24 de janeiro, em Porto Alegre, [eu estava lá!]; em um dos mais contagiantes movimentos já realizados pelo PT e por movimentos sociais surgisse no 'jogo de armar' do TRF-4, entre brumas cintilantes e raios incandescentes, Jesus Cristo, o filho de Deus, para a defesa do Lula; se Buda despontasse para garantir alguma assessoria privada para o Cristo; se Tupã, o deus indígena das selvas brasileiras lançasse seu cocar de sapiências e delicadezas sobre todo o prédio do Tribunal; se os orixás da vida e da natureza pontificassem irmanados para purificar e elevar cabeças, espíritos e intenções e; se as divindades da crença indiana por lá também aparecessem para uma forcinha... Ainda assim, Lula seria condenado!

Sem choro e nem vela! Sem reza ou qualquer devoção! O advogado de Lula, Cristiano Zanin em cômicos quinze minutos onde mal pôde falar, foi arrasador com o processo, com sua história, com as prioridades eletivas do juízo de Moro e lacrou afirmando que: "a defesa fora impedida de trabalhar; advogados foram grampeados; estrategias de defesa [um direito fundamental de qualquer acusado!] não se realizaram".

Deu no que tinha de dar! O professor de Direito Constitucional (Isso ainda faz sentido no Brasil?) José Luiz Quadros (UFMG) fez barba, cabelo e bigode ao bradar: "A saída para a condenação de Lula não é mais jurídica. O processo é irregular, sem provas. É a continuidade do golpe de 2016 e que afasta um projeto político; acabando com a saúde e a educação públicas, o sistema previdenciário além de entregar a tecnologia e as riquezas da Petrobras".

E agora? Agora, meu 'compa'... Lula será preso! E na agonia de sua cela; na depressão de sua solidão; na melancolia da injustiça que lhe atropelou desde o dia em que foi parido nos infelizes desertos do semiárido nordestino... Irá sofrer um "infarto", um "derrame" ou terá, quem sabe, uma "morte súbita"; mesmo com uma saúde de ferro, com um pique que arrasta multidões e com uma baita pressão "12 por 8" de fazer inveja para qualquer adolescente. Ao fim, tudo dependerá do carcereiro, da mistura química de suas refeições e, é claro, das cotações e indicadores das bolsas de valores daqui e de alhures. 

Lula preso é Lula morto! E não se esqueçam disso... E é bom o PT se apressar porque o cafajeste togado Sérgio Moro não quer Lula preso, antes fosse... Nunca quis! Moro quer Lula MORTO! 

Dona Lindú, de onde a senhora estiver... Vem... Salva teu filho! 

Por Ângelo Cavalcante - Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Itumbiara.

Cidadãos de Paulo Afonso podem escolher instituições locais para apoiar na Nota Premiada Bahia.

Programa possibilita que o cidadão escolha no site do programa duas instituições: uma da área social e outra da área de saúde. Além disso, o cidadão concorre a prêmios mensais de R$ 100 mil e especiais de R$ 1 milhão

Os cidadãos de Paulo Afonso que aderirem à Nota Premiada Bahia concorrerão a prêmios de até R$ 1 milhão e ainda irão compartilhar suas notas fiscais eletrônicas com instituições locais participantes do programa Sua Nota é um Show de Solidariedade. O primeiro passo é fazer o cadastro no site, escolhendo para apoiar uma instituição da área social e outra da área de saúde. A partir daí, para concorrer aos prêmios e compartilhar as notas com as instituições selecionadas, basta solicitar que o CPF cadastrado previamente seja adicionado a cada compra realizada em estabelecimentos comerciais de toda a Bahia que emitam a Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e).

Quem se cadastrar e adotar o hábito de inserir o CPF na nota eletrônica concorre a dez prêmios mensais de R$ 100 mil, que começarão a ser sorteados a partir de fevereiro, e a prêmios especiais de R$ 1 milhão, o primeiro dos quais com sorteio previsto para 20 de junho.

Ao todo, o município de Paulo Afonso conta com três instituições participantes, todas na área social: Apae - Paulo Afonso; Fundação de Amparo ao Menor de Paulo Afonso; e Lar da Criança Vicentina. Para conhecer as instituições e escolher qual apoiar, o cidadão deve pesquisar no site doprograma, que apresenta a lista completa dos participantes por município e/ou área de atuação.

As instituições beneficentes que ainda não participam do Sua Nota é um Show de Solidariedade podem preencher o formulário de cadastramento eletrônico no site, clicando no botão “Educação fiscal”, em seguida no banner “Sua Nota é um Show de Solidariedade” e, na página do programa, acessando o link “3ª fase”. Para esclarecimento de dúvidas a respeito, ligar para o 0800 071 0071.

Sua Nota é um Show de Solidariedade

Uma das mais importantes novidades trazidas pela Nota Premiada Bahia é o compartilhamento online dos documentos fiscais eletrônicos emitidos em qualquer parte do Estado com as instituições que integram o programa Sua Nota é um Show de Solidariedade. Ao contrário do que acontecia com os cupons em papel, que exigiam das instituições uma logística complexa e custos altos para implantação de urnas em um número restrito de estabelecimentos, com a NFC-e a doação passa a acontecer de forma automática a cada compra em que o CPF cadastrado for incluído na nota.

Cada instituição passa a ter a sua própria urna digital, inteiramente online. Isso será especialmente benéfico para as pequenas instituições, que poderão ser apoiadas por pessoas de todo o Estado, sem restrições territoriais e financeiras. O cidadão de Paulo Afonso poderá doar suas notas para as instituições conterrâneas mesmo que esteja em viagem ou não resida no município. Esse modelo de doação já foi posto em prática com êxito em outros estados, que também têm programas de apoio a instituições sociais mediante doação de notas fiscais.

Quadradinho

“Este é um programa em que todos ganham. O cidadão concorrerá a prêmios, as instituições sociais terão um modelo mais simples de recolhimento das notas fiscais, totalmente online, e o Governo terá a parceria da população que, ao exigir a nota no momento da compra, irá contribuir com as ações de combate à sonegação fiscal, reduzindo a concorrência desleal e promovendo justiça fiscal e social”, afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.

Ele explica que a NFC-e, documento fiscal que deve ser solicitado na hora da compra, é de fácil identificação por possuir um QR Code, código de barras bidimensional com formato quadrado característico. A Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica, que vem sempre com o quadradinho impresso, já é uma realidade no país e em breve irá substituir completamente o cupom fiscal.

Loteria Federal

Todas as compras realizadas pelos cidadãos cadastrados no sistema serão convertidas em bilhetes eletrônicos de dez números cada, que poderão ser conferidos no site da Nota Premiada, sempre antes da realização dos sorteios. Os bilhetes vencedores serão conhecidos com base nos sorteios da Loteria Federal. Para os prêmios mensais, serão considerados os sorteios realizados na segunda quarta-feira de cada mês. Os prêmios especiais também serão definidos em datas de sorteios da Loteria Federal.

A quantidade de bilhetes eletrônicos a que o cidadão terá direito para concorrer aos prêmios dependerá do volume de compras realizadas. Como forma de equilibrar as chances dos cidadãos com maior ou menor volume de compras, o sistema foi programado para estabelecer uma relação decrescente entre volume de compras e total de bilhetes emitidos. O teto máximo será de 45 bilhetes emitidos por contribuinte a cada mês, para compras acima de R$ 2 mil.


São, no total, oito faixas de volumes de compras. Se a soma dos valores das notas associadas ao seu CPF for de até R$ 100 no mês, o cidadão terá direito a dez bilhetes eletrônicos. Se a soma for de até R$ 200, serão 15 bilhetes. Serão 20 bilhetes quando a soma dos valores das notas for de até R$ 400, 25 bilhetes se o somatório for de até R$ 800, 30 bilhetes se for de até R$ 1,2 mil, 35 se chegar a R$ 1,6 mil e 40 se alcançar R$ 2 mil, chegando a 45 para todas as situações em que a soma ficar acima deste último patamar.

30.1.18

Carnaval do Governo do Estado terá mais de 200 atrações na capital e patrocínio a 22 cidades do interior.

No Carnaval 2018, o Governo da Bahia vai homenagear os 220 anos da Revolta dos Búzios. O movimento, também conhecido como Revolta dos Alfaiates e Conjuração Baiana, será o tema da decoração das ruas do Centro Histórico de Salvador. Além de criar uma ampla estrutura para dar suporte à festa, o governo vai garantir a diversão dos foliões, com a contratação de artistas que vão animar os circuitos da capital e patrocínio à folia em 22 cidades do interior (Alcobaça, Belmonte, Cairu, Camamu, Canavieiras, Caravelas, Correntina, Itabuna, Itacaré, Juazeiro, Lapão, Maragogipe, Mucuri, Muritiba, Palmeiras, Porto Seguro, Prado, Rio de Contas, Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe, São Sebastião do Passé e Vera Cruz).

Na capital, a diversão está assegurada com a contratação de 203 atrações, sendo 112 somente para o folião pipoca. Vão se apresentar sem cordas artistas como Anitta, Baiana System, Bell Marques, Luís Caldas, Harmonia do Samba, Léo Santana e Baby do Brasil. Comemorando dez anos, o Carnaval Ouro Negro mantém a tradição dos blocos afro e afoxés, com o apoio a 91 entidades. O governo também vai apoiar o Carnaval dos bairros de Amaralina, Cajazeiras e Castelo Branco, assim como a Mudança do Garcia e o Palco do Rock, montado em Piatã.

De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado (Setur), a estimativa é que, este ano, o estado receba 2,1 milhões de turistas, no período da folia, gerando uma circulação de cerca de R$ 2,3 bilhões. Em Salvador, são esperados 650 mil visitantes, só para o período do Carnaval. Eles devem movimentar cerca de R$ 715 milhões em atividades relacionadas ao turismo e à festa.

Lidice da Mata, Moema Gramacho e Alice Portugal lançam movimento de mulheres em defesa da democracia.

Um povo sem organização não é um povo livre afirmam em manifesto e conclamam mulheres e homens a participar do movimento 

A senadora Lidice da Mata (PSB) a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT) e a deputada federal Alice Portugal (PC do B) lançam na quarta-feira (31), o Grito das mulheres pela democracia! O objetivo é defender a democracia, inclusive o direito de Lula ser candidato e ampliar a presença das mulheres, nas chapas majoritárias e proporcional, frequentemente ameaçadas mesmo dentro dos espaços mais progressistas. 

Para elas, algumas pautas demandam o protagonismo das mulheres, mas essas ações precisam ser feitas por todos, uma vez que a democracia real deve ser o lugar em que todas pessoas podem fazer política e clamar pelas transformações necessárias. “De conquistas históricas a mudanças recentes, a construção democrática passa pela sociedade civil demandando suas pautas para uma cidadania plena em espaços institucionais e em todos os espaços da sociedade”, explicam.

“Os exemplos multiplicam-se a cada dia em que as mulheres lutam pela sua própria libertação e criação de uma nova sociedade, onde os abismos que tinham sido criados pelo patriarcado e a mentalidade masculina estão a ser desmantelados”, explicam. 

O evento acontece com a participação de Lidice, Moema, Alice, além de Fabíola Mansur, Fátima Nunes, Luiza Maia, Maria Del Carmem, Neuza Cadore, Arany Santana, Fábia Reis, Julieta Palmeira, Olívia Santana, Maria Quitéria, Marta Rodrigues, Aladilce Souza, Naide Brito, Marcha Mundial das Mulheres, Secretaria de Mulheres da CUT, no restaurante Casa de Palha, Estrada do Coco, em Lauro de Freitas, a partir das 16h.


Grito das mulheres pela democracia! 
Libertação das mulheres é a libertação da sociedade”.
Dia 31.01.2018
Local : Restaurante Casa de Palha, Estrada do Coco - Lauro de Freitas
Horário: 16h

Mais informações:
(71) 99235 0032
(71) 99965 7299 
(71) 99991 8893

29.1.18

Divulgada a data de inscrição para o Enem 2018.

O Enem, Exame Nacional do Ensino Médio, já tem data certa para o início do seu cronograma em 2018. Foi divulgado no último dia 18 de janeiro, as datas importantes do evento educacional mais importante do país. Veja aqui a data de inscrição para o Enem 2018.
Para e inscrever no Enem 2018, o candidato deverá acessar a Página do Participante, no site do Inep, digitar seu CPF e cadastrar uma senha. O candidato deverá preencher as informações solicitadas no formulário de inscrição de acordo com a sua condição social, educacional e financeira. Os estudantes que forem oriundos de escolas públicas serão dispensados de pagar a taxa de inscrição. Lembrando que a data limite de inscrição é as 23h59m do dia 18 de maio de 2018.

Veja o calendário Enem 2018:

  • 21 de março de 2018
Será feita a divulgação do Edital do Enem 2018. Lá será possível verificar todas as condições e normas para participar do maior vestibular público do país.
  • De 7 a 18 de maio de 2018
Serão as datas para efetuar a inscrição para o Enem 2018.
  • 04 de novembro de 2018
Será a data do primeiro domingo de prova. Neste dia serão realizadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias / Redação / Ciências Humanas e suas Tecnologias, com duração de 5h30m.
  • 11 de novembro de 2018
Será a data do segundo domingo de prova. Neste dia serão realizadas as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias / Matemática e suas Tecnologias, com duração de 4h30m.
Assim como em 2017, neste ano as provas acontecerão em dois domingos seguidos.
Quando será divulgado o Gabarito do Enem 2018?
Após a realização da prova, o gabarito é divulgado 3 dias uteis após o último domingo.
Quando será divulgado o Gabarito do Enem 2018?
O Resultado do Enem 2018 será divulgado em Janeiro de 2019, mas a data ainda não foi divulgada, assim que o Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, confirmar a data correta, disponibilizaremos aqui no Blog.

DO VEXATÓRIO TRATADO DE TORDESILHAS AO PATÉTICO "DIREITO MORÔNICO" (Por Luiz Carlos)


O direito "MORÔNICO" perfila agora junto a vários outros códigos, inovando na questão das heranças, sucessões e propriedades.

Uma das áreas mais sensíveis do direito sempre foi essa aí. Guerras familiares, de gens, de tribos, cidades, nações se deram em face da discussão sobre o direito de propriedade e, consequentemente, o direito de sucessão.

O mico do milênio passado foi o ridículo Tratado de Tordesilhas (entre Portugal e Espanha) dividindo o mundo "a descobrir" como se divide uma maçã. Depois da lambança do Moro com o Triplex da OAS fica instituído o DIREITO MORÔNICO (o mico do século XXI).

Vejam a lista:

1) Código de Hamurabi (cerca de 2 mil anos antes da era cristã - aec.)
2) Lei Mosaica (Pentateuco - cerca de 1200 anos aec.)
3) O Código de Manu (1000 anos aec; povos hindus vinculados à religião Brâmane)
4) Grécia - Sólon (VI aec.) consolida o direito de sucessão naquele botequim)
5 - Direito Romano: consolidado por Justiniano, sec VI depois da era cristã - dec.
6 - Direito canônico: hegemonia na idade média

Depois vieram o Tratado de Tordesilhas, o Código Napoleônico, o Código Civil Alemão e um monte de guerras antes e depois desses textos. O código MORÔNICO abre o perigoso precedente de qualquer juizeco decretar o sequestro de bens, de quem quer que seja, de acordo com seu humor.

Agricultores de São Sebastião do Passé recebem 40 mil alevinos de tilápias.

O programa de peixamento da Bahia Pesca (empresa vinculada à Secretaria de Agricultura) continua gerando mais comida na mesa e oportunidades de renda aos agricultores baianos. Nesta terça-feira (30), agricultores de São Sebastião do Passé (a 67 km da capital) serão beneficiados com a doação de 40 mil alevinos (peixes jovens) de tilápias.
Representantes da prefeitura do município irão receber os peixes na estação de piscicultura da Bahia Pesca localizada na barragem de Joanes II, em Dias D´Ávila (rodovia BA 093, km 14), às 8h. Eles serão responsáveis por fazer a entrega dos peixes a 40 famílias dos assentamentos 3 de abril, Fazenda Nossa Senhora do Carmo e Fazenda de Gangu.
 “São famílias de pequenos produtores que já têm a capacidade técnica para criar os peixes, mas que não tinham recursos suficientes para obter os alevinos. Agora, com a doação, eles podem dar início aos seus processos produtivos e aumentar sua renda ou garantir comida na mesa”, explica o presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira Júnior.

Bretas está nu!

O juiz federal Marcelo Bretas foi denunciado em uma reportagem da Folha de São Paulo que mostra ele recebendo auxílio moradia, mesmo tendo uma residência própria. Na matéria, ainda há a informação de que sua esposa, também juíza, já recebe o mesmo valor correspondente.

Nas redes sociais o juiz nu foi cobrado por esta situação. O Jornalista Renato Rovai cobrou dele uma explicação e, segundo o próprio, foi bloqueado por Bretas. Em sua conta no twitter disse, “Sua excelência, o @mcbretas me bloqueou só porque disse que estava esperando seu pronunciamento sobre o caso do duplo auxílio moradia. Serei condenado por tamanha ofensa? Serei perseguido? Vou ser algemado nos pés e nas mãos por perguntar?”

Acuado com a situação, o magistrado fez declarações, também, em sua conta, “Vamos discutir o chamado “auxílio moradia” de todos, OU APENAS os recebidos pelos Juízes Federais?

Alguma discussão sobre os vários auxílios concedidos pelos deficitários Estados brasileiros? Ou mesmo os vultosos honorários pagos aos advogados públicos?”

Pego em uma situação embaraçosa, onde qualquer resposta não agradará a ninguém, ele foi a página do jornal e declarou, “pois é, tenho esse “estranho” hábito. Sempre que penso ter direito a algo eu VOU À JUSTIÇA e peço. Talvez devesse ficar chorando num canto, ou pegar escondido ou à força. Mas, como tenho medo de merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito.


Não se sabe ao certo se o “estranho hábito” fica ou ficou a só neste caso ou se há outros processos de cobranças de benefícios feitas pelo Juiz Marcelo Bretas, que tem o costume de dar opiniões em redes sociais sobre política e políticos brasileiros, mesmo ele não fazendo parte de nenhuma agremiação partidária ou ter recebido um único voto.

MENSAGEM AOS DEMOCRATAS BRASILEIROS. (BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS)

Dirijo-me aos democratas brasileiros porque só eles podem estar interessados no teor desta mensagem. Vivemos um tempo de emoções fortes. Para alguém, como eu e tantos outros que nestes anos acompanhámos as lutas e iniciativas de todos os brasileiros no sentido de consolidar e aprofundar a democracia brasileira e contribuir para uma sociedade mais justa e menos racista e menos preconceituosa, este não é um momento de júbilo. Para alguém, como eu e tantos outros que nas últimas décadas se dedicaram a estudar o sistema judicial brasileiro e a promover uma cultura de independência democrática e de responsabilidade social entre os magistrados e os jovens estudantes de direito, este é um momento de grande frustração.

Para alguém, como eu e tantos outros que estiveram atentos aos objectivos das forças reaccionárias brasileiras e do imperialismo norte-americano no sentido de voltarem a controlar os destinos do país, como sempre fizeram mas pensaram que desta vez as forças populares e democratas tinham prevalecido sobre eles, este é um momento de algum desalento. As emoções fortes são preciosas se forem parte da razão quente que nos impele a continuar, se a indignação, longe de nos fazer desistir, reforçar o inconformismo e municiar a resistência, se a raiva ante sonhos injustamente destroçados não liquidar a vontade de sonhar. É com estes pressupostos que me dirijo a vós. Uma palavra de análise e outra de princípios da acção.  

Porque estamos aqui? Este não é lugar nem o momento para analisar os últimos quinze anos da história do Brasil. Concentro-me nos últimos tempos. A grande maioria dos brasileiros saudou o surgimento da operação Lava Jato como um instrumento que contribuiria para fortalecer a democracia brasileira pela via da luta contra a corrupção.  No entanto, em face das chocantes irregularidades processuais e da grosseira selectividade das investigações, cedo nos demos conta de que não se tratava disso mas antes de liquidar, pela via judicial,  não só as conquistas sociais da última década como também as forças políticas que as tornaram possíveis. Acontece que as classes dominantes perdem frequentemente em lucidez o que ganham em arrogância. A destituição de Dilma Rousseff, a Presidente que foi talvez o Presidente mais honesto da história do Brasil, foi o sinal que a arrogância era o outro lado da quase desesperada impaciência em liquidar o passado recente. Foi tudo tão grotescamente óbvio que os brasileiros conseguiram afastar momentaneamente a cortina de fumo do monopólio mediático.  O sinal mais visível da sua reacção foi o modo como se entusiasmaram com a campanha pelo direito do ex-Presidente Lula da Silva a ser candidato às eleições de 2018, um entusiasmo que contagiou mesmo aqueles que não votariam nele, caso ele fosse candidato. Tratou-se pois de um exercício de democracia de alta intensidade. 

Temos, no entanto, de convir que, da perspectiva das forças conservadoras e do imperialismo norte-americano, a vitória deste movimento popular era algo inaceitável. Dada a popularidade de Lula da Silva, era bem possível que ganhasse as eleições, caso fosse candidato. Isso significaria que o processo de contra-reforma que tinha sido iniciado com a destituição de Dilma Rousseff e a condução política da Lava Jato tinha sido em vão. Todo o investimento político, financeiro e mediático teria sido desperdiçado, todos os ganhos económicos já obtidos postos em perigo ou perdidos. Do ponto de vista destas forças, Lula da  Silva não poderia voltar ao poder.  Se o Judiciário não tivesse cumprido a sua função, talvez Lula da Silva viesse a ser vítima de um acidente de aviação, ou algo semelhante. Mas o investimento imperial no Judiciário (muito maior do que se pode imaginar) permitiu que não se chegasse a tais extremos. 

Que fazer? A democracia brasileira está em perigo, e só as forças políticas de esquerda e de centro-esquerda a podem salvar. Para muitos, talvez seja triste constatar que neste momento não é possível confiar nas  forças de direita para colaborar na defesa da democracia.  Mas esta é a verdade. Não excluo que haja grupos de direita que apenas se revejam nos modos democráticos de lutar pelo poder. Apesar disso, não estão dispostos a colaborar genuinamente com as forças de esquerda. Porquê? Porque se vêem como parte de uma elite que sempre governou o país e que ainda não se curou da  ferida caótica que os governos lulistas lhe infligiram, uma ferida profunda que advém do facto de um grupo social estranho à elite ter ousado governar o país, e ainda por cima ter cometido o grave erro (e foi realmente grave) de querer governar como se fosse elite.

Neste momento, a sobrevivência da democracia brasileira está nas mãos da esquerda e do centro-esquerda. Só podem ter êxito nesta exigente tarefa se se unirem. São diversas as forças de esquerda e a diversidade deve ser saudada. Acresce que uma delas, o PT, sofre do desgaste da governação, um desgaste que foi omitido durante a campanha pelo direito de Lula a ser candidato. Mas à medida que entrarmos no período pós-Lula (por mais que custe a muitos), o desgaste cobrará o seu preço e a melhor forma de o estabelecer democraticamente é através de um regresso às bases e de uma discussão interna que leve a mudanças  de fundo. Continuar a evitar essa discussão sob o pretexto  do apoio unitário a um outro candidato é um convite ao desastre. O património simbólico e histórico de Lula saiu intacto das mãos  dos justiceiros de Curitiba & Co. É um património a preservar para o futuro. Seria um erro desperdiçá-lo, instrumentalizando-o para indicar novos candidatos. Uma coisa é o candidato Lula, outra, muito diferente, são os candidatos de Lula. Lula equivocou-se muitas vezes, e as nomeações para o Supremo Tribunal Federal aí estão a mostrá-lo.

A unidade das forças de esquerda deve ser pragmática, mas feita com princípios e compromissos detalhados. Pragmática, porque o que está em causa é algo básico: a sobrevivência da democracia. Mas com princípios e compromissos, pois o tempo dos cheques em branco causou muito mal ao país em todos estes anos. Sei que, para algumas forças, a política de classe deve ser privilegiada, enquanto para outras, as políticas de inclusão devem ser mais amplas e diversas. A verdade é que a sociedade brasileira é uma sociedade capitalista, racista e sexista. E é extremamente desigual e violenta. Entre 2012 e 2016 foram assassinadas mais pessoas no Brasil do que na Síria (279.000/256.000), apesar de este último país estar em guerra e o Brasil estar em “paz”. A esquerda que pensar que só existe política de classe está equivocada, a que pensar que não há política de classe está desarmada.

Por Boaventura de Sousa Santos.

ELES NÃO DERAM UM GOLPE PARA VER LULA VOLTAR A SER PRESIDENTE. (Por Cesário Campelo Braga)

O julgamento de Lula é apenas uma estrofe da opera bufa que tem sido tocada no Brasil, na tentativa persistente de enterrar nosso país e nos fazer voltar à condição de serviçais do capital internacional.
 
Essa ópera iniciou seu processo antes da vitória de Dilma contra o então “queridinho” Aécio Neves. Eles (a turma do grande capital) acreditavam piamente que conseguiriam interromper o ciclo progressista no Brasil em 2014 pelas vias eleitorais. Porém, ao serem surpreendidos pela força da resistência popular democrática que se refletiu nas urnas, abriram mão de qualquer pudor e colocaram em curso um processo de esfacelamento do Brasil para se locupletarem do governo e voltarem a fazer do Estado sua maior ferramenta de obtenção de lucros.
 
A vitória de Dilma sinalizava que o ciclo que iniciou em 2002 e que duraria até 2018, perdurando por 16 anos, poderia durar mais oito anos com a possibilidade de Lula voltar à presidência já nas eleições de 2018, assim promovendo um grande ciclo e mudanças tão profundas na reconfiguração da geopolítica global, que talvez fosse impossível voltar a colocar o Brasil de joelhos diante do capital poderoso dos Estados Unidos (EUA) e União Europeia (UE).
 
Em seu primeiro ato eles cassaram Dilma sem provas, o que acarretou crises de todas as espécies - politica, econômica, institucional-, abrindo espaço para que a ponte para o futuro, que religaria o Brasil a seus antigos colonizadores e o devolveria ao capital, fosse erguida sob a égide do combate à corrupção, tendo como ponto alto o fim das indústrias nacionais, a entrega de nossos recursos naturais e a desregulamentação do trabalho.
 
Na verdade, atiraram no que viram e acertaram o que não viram. O resultado político do primeiro ato foi tão nefasto para o povo brasileiro que inviabilizou eleitoralmente toda e qualquer figura proeminente que pudesse assumir as rédeas da situação e manter as ligações que a ponte havia construído.

O caos social resultante desse processo reunificou a esquerda, que outrora encontrava-se dividida em decorrência das políticas econômicas aplicada pelo governo Dilma, defendida timidamente pelo PT e rechaçada pela esquerda e as forças progressistas do Brasil.

Essa unidade viu em Lula condições eleitorais para retomar o crescimento econômico com distribuição de renda, fortalecimento da indústria nacional, equilíbrio no desenvolvimento regional, altivez nas relações internacionais e segurança para a classe trabalhadora.
 
A ópera que havia sido programada para apenas um ato devido ao anunciado fracasso eleitoral teve de ser revisada. A vitória certa de Lula, assim como a possibilidade clara de rever todos os pactos construídos no meio do golpe, exigia novos movimentos. 

Em seu segundo ato condenam Lula sem provas, tentando inviabilizar qualquer possibilidade de retomada democrática por meio do sufrágio universal. Seguindo o receituário de todos os movimentos, a decisão, mesmo questionada por milhares de juristas, é justificada nos jornais. 

As notícias seguintes já são a aceleração da reforma da previdência e o anúncio prévio da próxima sentença contra Lula nas instâncias superiores. 

Os chefões do capital lutarão, sem medir consequências, para que Lula não possa ser candidato. E, se mesmo assim der tudo errado e o povo e as forças progressistas continuarem do seu lado, já sabemos que eles não terão pudores para escrever o próximo ato, mesmo que afrontando a democracia e o povo brasileiro.

O que fazer, agora?. (Por Roberto Amaral)

Como estava escrito (nem o reino mineral foi surpreendido), o Poder Judiciário, agora por intermédio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, anunciou a sentença de há muito lavrada pelos articuladores, mantenedores e beneficiários do golpe de Estado de 2016.
Distante do modelo anacrônico das quarteladas clássicas, dessas muitas que já povoaram a história das repúblicas e republiquetas latino-americanas, sempre vimos no impeachment de Dilma Rousseff a efetivação de um ‘golpe de Estado permanente’, mantido mediante operações continuadas, ou seja, um golpe em processo, de implantação gradual e sempre inconcluso.
Pelo menos até que outra força possa substituí-lo.E é exatamente isto o que se descortina à nossa frente.
A deposição da presidente Dilma, para a engenharia do golpe, era uma necessidade, e a posse do mamulengo que dorme no Jaburu, uma contingência, necessárias uma e outra para assegurar o grande objetivo de, com aparência de legalidade, interromper de vez com a emergência das massas, síntese ideológica do lulismo, que, sabendo ou não, tem suas raízes no trabalhismo varguista, não sem razão igualmente estigmatizado pelas nossas ‘elites’, conservadoras, incultas e atrasadas.
Nas circunstâncias da crise política, só mesmo a força de um golpe de Estado, e este foi apenas mais um em nossa História, poderia afrontar a manifestação da soberania popular, ao pôr por terra um governo recém-eleito, e, contra a manifesta vontade da sociedade, implantar uma política econômica, neoliberal e antinacional, rejeitada em quatro pleitos presidenciais.
O impeachment era, portanto, insisto na tese, o ponto de partida do golpe, que logo se materializou pela imediata entrega do petróleo do pré-sal às multinacionais concorrentes da Petrobras e adversárias de nossa autonomia energética, pelo desmonte do Estado e pelas ‘reformas’ , com destaque para a revogação dos direitos trabalhistas, que remontam ao varguismo.
Por tudo o que óbvio, uma de suas metas mais preciosas, sem dúvida a conditio sine qua non para o que ainda está por vir, era e é e sempre será a destruição política do ex-presidente Lula, pelo que ele é e pelo que simboliza. Portanto, o ataque a Lula tem como alvo o conjunto das esquerdas, como ação e pensamento.
A impossibilidade da eleição de Lula, se possível não concorrendo, foi sempre a condição autorizadora das ameaçadas eleições presidenciais deste ano.
A tarefa inicial coube ao Poder Judiciário (em estreita colaboração com o Ministério Público e a Policia Federal) e por força e consequência dessa tarefa coube-lhe instaurar o estado de insegurança jurídica em que perigosamente vivemos hoje. Esse seu papel não começa nem termina no triste espetáculo do último 24 de janeiro, urdido e maquinado entre Porto Alegre Curitiba e Brasília, afinal vindo a público nos discursos e nos votos, adrede combinados, dos três julgadores que assumiram, sem mandato, o poder de decidir o que se esperava que nosso povo pudesse decidir, as eleições de 2018 e com ela nosso presidente e os destinos do país.
O papel político-partidário do Poder Judiciário começa com o indiciamento do ex-presidente e a transferência do processo para o âmbito da Lava Jato (decisão do ministro Edson Fachin), e tem continuidade na decisão monocrática do lamentável ministro Gilmar Mendes, impedindo a posse de Lula na chefia da Casa Civil da Presidência da República.
E ainda não terminou com a decisão do Tribunal de Porto Alegre, porque, assim como o TFR-4, falarão as instâncias do Poder Judiciário que doravante serão demandadas pela defesa do ex-presidente. Somente um néscio, ou um idiota por indústria, e os há muitos, poderá ignorar os elos que ligam cada uma das ações de cada um dos diversos atores.
Defenestrado do governo o lulismo  com o impeachment, as forças que nos governam foram surpreendidas com a reação popular materializada na consagração do ex-presidente, apontado como virtual vencedor nas eleições deste ano.
Para a ordem dominante — Temer, Geddel, Romero Jucá et caterva –, configurava-se no horizonte o repeteco da inaceitável frustração de 1955 com as eleições de Juscelino Kubitschek e João Goulart, representantes, no pleito em que saíram vitoriosos, do trabalhismo, após a deposição de Getúlio Vargas, em 1954.
Daí a decisão de condenar Lula, jogando na inviabilização de sua candidatura e, se possível, conseguindo, de lambuja, sua destruição política. O Tribunal gaúcho simplesmente cumpriu com sua parte, disciplinadamente, como, com igual perícia, ‘tecnicamente’ cumprirão com suas tarefas o TSE, o STJ e o STF. O TFR-4 simplesmente lavrou ‘tecnicamente’ a sentença antes ditada pela decisão política.
Até aqui essas são as táticas e as estratégias da Casa Grande. E as forças progressistas, e as esquerdas de um modo geral?
Paralelamente, e desde principalmente a preparação emocional para o golpe, isto é, de forma mais audaciosa a partir de 2013, vem a Casa Grande, com o auxílio decisivo da mídia, sua mídia, investindo no acirramento – ponto de partida para o conflito anunciado – da luta de classes. Estará ela consciente de suas consequências, ou é mesmo pura irresponsabilidade?
O país, que até há pouco convivia, ou aparentava conviver com suas diferenças, é continuamente chamado a tomar consciências dos diversos andares pelos quais transitam nosso povo, e a ele é sempre lembrado – pelas avenidas Paulista de todo o país que seu lugar, do povo, é o ‘andar de baixo’. O pretexto Lula é o meio de pôr à luz do sol todo o preconceito que está na base ideológica de dominação de nossa burguesia.
É evidente que esta postura terá consequências, pelo menos no médio prazo, e seria razoável supor que uma de suas consequências seja a revisão, pelas esquerdas, de suas táticas e de suas palavras de ordem, e acima de tudo, uma readequação de suas organizações – a começar pelas partidárias — para os novos desafios que a direita, que ainda toma a inciativa, está pondo na liça.
É preciso compreender que as ameaças que se abatem sobre o lulismo são as mesmas que se voltam para o pensamento progressista de um modo geral, em todos os planos ideológicos, prometendo um retrocesso político cujos limites não sabemos prever.
Para compreender as características do novo quadro estabelecido por mais uma iniciativa bem sucedida da direita, é preciso, ainda, entender que os adversários da direita , e por consequência suas vitimas, não se reduzem ao PT, a Lula e ao lulismo.
Suas baterias apontam para a contenção histórica, para o retrocesso político, miram os movimentos sociais e o pensamento progressista, se voltam contra todo projeto de nação que tente conciliar desenvolvimento nacional com soberania e emergência das massas.
Possivelmente ninguém no campo da esquerda chega ao absurdo de duvidar dessa obviedade que é posta de manifesto para apoiar a pergunta que todos, hoje, devem estar nos fazendo: O que fazer, agora? O que fazer no imediato, com ou sem a candidatura Lula?
É preciso pensar no significado, e, principalmente, nas consequências do pleito de 2018, e, com essas condicionantes, pensar no papel do campo progressista, que, se não desejar jogar água no moinho da direita, deverá estar unido, pelo menos, no âmbito programático (na discussão de um programa mínimo de ação e propostas para refazer o país) que unifique as esquerdas em torno e no compromisso de todos, com Lula se possível (e para isso precisamos lutar), sem Lula se necessário, estar unidos no segundo turno.
É preciso, porém, para além de 2018 e para além do processo eleitoral, pensar na recuperação de valores abandonados e de projetos esquecidos como a denúncia da luta de classes e a defesa do socialismo.
Mas, acima de tudo, o quadro histórico de hoje cobra de todos os partidos e de todas as correntes como de todos os lideres uma radical reflexão em torno de nossos governos e de nossas posturas, de nossos projetos e de nossas diferenças.
Essa reflexão poderá ajudar na superação de diferenças não essenciais e unificar na tática a ação permanente de denúncia do esbulho e a elaboração de um Programa de governo comum.
Não se trata se discutir, já agora, candidaturas ou alianças eleitorais, mas sim de, antes delas, e acima delas, eleger os principais objetivos da esquerda brasileira, hoje, no pleito eleitoral – crucial para a vida nacional e nosso futuro imediato – mas discutir nosso papel independentemente do pleito, e fora dele, antes e depois.
Há duas lições a recolher. A Direita, repetindo os episódios consequentes da renúncia de Jânio Quadros (1961), nos entrega a bandeira da legalidade democrática. A segunda lição nos é oferecida pela mobilização popular e seu papel, decisivo, nas batalhas de hoje.
Às ruas, portanto.
Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia

Ministros pela metade (Heitor Scalambrini Costa é Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco)

O forte de Pernambuco não é oferecer bons ministros ao Ministério de Minas e Energia (para outros ministérios deixo você decidir). Nos últimos 20 anos dois políticos do Estado figuraram como ministros desta pasta, tão estratégica e importante para o país . Este ministério, como outros, tem sido usado como “moeda de troca” na politicagem da chamada “governança”. Já foi feudo do PFL/DEM, depois do PMDB, e com passagem do PT. Pessoas sem nenhum vínculo com a área, e sem conhecimento de causa tem sido nomeadas.

Ministro, entre março de 2001 e março de 2002, em plena crise do desabastecimento de energia, quem não se lembra de José Jorge (DEM-PE). Um verdadeiro fantoche. Em pleno gozo, na cadeira de ministro, se sujeitou a que uma outra pessoa, comandasse as ações do Ministério, o então Chefe da Casa Civil da época (atual presidente da Petrobrás), Pedro Parente. Virou chacota para a grande imprensa do país. Além de imporem, com o apagão elétrico da era FHC, um prejuízo de R$ 45,2 bilhões, segundo relatório aprovado pelo  Tribunal de Contas da União (TCU).

Agora no cargo, um outro personagem completamente desconhecido do setor energético, e mesmo da política nacional, o deputado federal do PSB, Fernando Bezerra Coelho Filho. Sem entrar no mérito de como se deu sua indicação, em pleno processo de angariar votos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, caiu em seu colo um Ministério no (des)governo Temer. Diga-se de passagem, contestado por amplos setores da sociedade brasileira.

De tradicional família sertaneja, os Coelhos do município de Petrolina (Pernambuco), é filho de um senador da república. Esta família por décadas domina a região, com mão de ferro, com seus descendentes sempre ocupando cargos em governos, não importando o viés ideológico. Transitam no amplo espectro politico da direita, a esquerda. Sem nenhum constrangimento, a frase “Hay gobierno, soy gobierno” cai muito bem a esta família.

O atual ministro do MME é um títere de empresas, e de setores organizados do empresariado nacional e internacional, cumprindo um papel de mero coadjuvante, um borbônico no meio energético. Todavia tem amplo respaldo do chamado “mercado”. E age, e governa, em função dos interesses do capital.


Diante dos energúmenos personagens atuais, Pernambuco se ressente de figuras ícones como Frei Caneca, Paulo Freire, Dom Helder Câmara, Josué de Castro, Francisco Julião, Miguel Arraes, Pelópidas da Silveira, entre outros.


Por Heitor Scalambrini Costa é Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco.

Eles tocaram fogo no Brasil. (Por Flavio Hernandez)

Pouco antes do raiar do dia, viaturas da Polícia Federal e dos Alckmistas ganham velozmente as ruas de São Bernardo do Campo, dispostos a cumprir a ordem de prisão do ex-Presidente Lula. 

Não há sirenes, não há giroflex, apenas o cantar dos pneus ecoando pelas ruas ainda vazias. Alguns Policiais estão preocupados e já transpiram. 

Em frente ao edifício, militantes em vigília revezam o descanso, uns conversam animadamente, outros cochilam em sacos de dormir e dois ou três registram o momento. Apesar das falas sobre como agiriam se tentassem prender Lula, das pedras e coquetéis Molotov, ninguém jamais poderia imaginar os eventos que estavam por vir, muito menos os reflexos no país e no mundo.

As viaturas chegam e se posicionam do outro lado da rua e, de imediato, a tensão se instala, o ar fica pesado. Um helicóptero solitário surge, é da Globo, avisada de antemão, para garantir sua exclusividade, escorada em sua criminosa cumplicidade.

O Comandante da Polícia Militar, munido de um megafone ordena os militantes a deixarem o local, dizendo que tem ordens e as fará cumprir. Ninguém se move, ninguém diz nada, até que uma voz solitária rompe o silêncio: "Lula Guerreiro do Povo Brasileiro!" A voz é grave, profunda e instigante. 

Em uníssono, os 300 militantes, que protegem seu bravo Leônidas, passam a repetir o brado e o Comandante não consegue nem ouvir seus próprios pensamentos. Se permite uma careta involuntária e se volta aos seus comandados.

Menos de cinco minutos depois, surge a Tropa de Choque, que se posiciona entre as Polícias e os militantes. O ar fica elétrico enquanto os comandados preparam sua falange de robocops. E os militantes começam a se municiar.

O som ritmado e ameaçador dos golpes de cassetete nos escudos, dos coturnos impecavelmente reluzentes da servidão contra o asfalto, traz promessas de dor e ranger de dentes.

De repente, três bombas de gás lacrimogêneo são arremessadas contra os heróicos militantes, porém são chutadas de volta tão rápido quanto atingiram o chão. O Choque avança lentamente. 

Uma chuva de pedras, grandes o suficiente para causar danos consideráveis, se precipita sobre capacetes e explodem nos escudos. Há um segundo de silêncio e mais bombas ganham o céu matinal, emudecendo e espantando os pássaros. 

Balas-de-borracha cortam o ar e atingem alguns, mas o efeito não é o esperado e rapidamente dois coquetéis Molotov começam a voar. Uma das garrafas atinge um Policial em cheio, imediatamente, ele é envolvido pelo fogo e alguns soldados vão ao seu socorro. Ele grita desesperado enquanto do outro lado, brados de guerra e risadas se fazem ouvir. Os sons do povo congelam o sangue dos Policiais por um breve momento.

Assustados com o desespero do colega de farda, os soldados conseguem apenas abrir os olhos em pânico ao verem dezenas de garrafas voando em sua direção. 

O fogo se espalha e a falange se desmancha. Ardendo em chamas, Policiais correm procurando apagar o fogo, deixando pra trás, armas, escudos e cassetetes. A dor e o desespero caótico se instalam.

Atônito e enraivecido, o Comandante saca sua arma e atira contra o maior dos militantes. E novamente, o resultado não era o esperado. Caído ao chão, resistindo a dor, pede aos companheiros que não cessem enquanto tenta estancar a ferida na barriga, o sangue é escuro, o ferimento, fatal.

Ao primeiro disparo de seu Comandante, os demais Policiais sacam suas armas e começam a gritar ameaças e palavrões...

Black Blocs surgem, com todo o fogo da juventude, se posicionam à frente dos Policiais e com seus compensados, se protegem e protegem aos demais. Enquanto isso, outras centenas de manifestantes aparecem e a disposição dos presentes se renova. Uma chuva de pedras escurece parcialmente o céu. 

O ataque dos jovens consegue ser ainda mais contundente e aterrorizador, porém, os Alckmistas abrem fogo. Das 8 pessoas atingidas, duas morrem instantaneamente.

O sangue tinge a rua e garante um campeão de audiência matinal. Por todo o país a população acompanha com a respiração suspensa sem acreditar no que vê. Nas padarias, pães queimam nas chapas, atendentes deixam os copos de café transbordarem.

Nas casas, alguns de espírito mais fascistóide, até viram os olhos em deboche e prazer, gritando: "matem esses vagabundos! Larga o aço!" Os mais bestiais gritam: "Ustra vive!" e "Bolsomito!" demonstrando que já perderam há muito a humanidade.

Não leva muito tempo para que a população entre em ebulição e a violência irrompa em ondas por todo o Brasil.

A mais sangrenta revolução a tomar conta do país começa a se formar...

Com a chegada dos blindados israelenses de Alckmin e seus poderosos jatos d'água, os militantes não podem mais contar com seus coquetéis Molotov. Ainda assim, o recuo é ínfimo e somente para pegarem mais paus e pedras.

Integrantes do MST e do MTST surgem e a batalha ganha em intensidade e sangue. Dois Policiais são capturados e suas mortes violentas horrorizam o país.

E começa a maior convulsão social de todos os tempos. Por todo o país explodem batalhas sangrentas. Condomínios de luxo são invadidos por hordas e mais rodas de piratas urbanos. Os saques são impossíveis de serem contidos; bancos são invadidos e os Seguranças não oferecem resistência, os funcionários entregam todo o dinheiro das agências sem pestanejar. 

No Rio de Janeiro, mais de mil pessoas invadem a Rede Globo, queimam tudo e arrastam William Bonner nu pelas ruas, até que partes do seu corpo se desfaçam no asfalto. 

Curitiba arde em uma fiesta de sangue e fogo, Sergio Moro e sua esposa são capturados e despidos em praça pública... Uma voz ecoa: "Mussolini tem que morrer como Mussolini" e Moro quase morre engasgado na própria saliva grossa. Sua esposa, tentando inutilmente cobrir sua vergonha com as mãos, chora copiosamente antes mesmo do primeiro tapa.

O fim do casal é escabroso demais para registrar aqui. Mas pode-se dizer que há pedaços deles para cada cidade paranaense. Suas mortes foram lentas e o sadismo do povo estava insaciável. 

Em Brasília, Temer perde de vez o controle de seu afrouxado esfíncter, emudecido diante da tevê. Atordoado e mal-cheiroso, anda de um lado a outro em seu gabinete, pede até a Deus por uma luz. Logo ele.

Nas redes sociais, a guerra ganha proporções mais expressivas a cada segundo. As "hashtags": #BrasilComLula e #AForçaDoPovo só perdem para #FarraDoBoy e #PrayForBrazil.

O mundo observa os acontecimentos no país com lágrimas nos olhos, uma prece na boca e um aperto no coração. Inevitavelmente, a lembrança do massacre da Praça da Paz Celestial vem à mente. Um arrepio percorre a coluna.

Presidentes de vários países dão entrevistas condenando o Brasil, nosso judiciário e apontam o julgamento de Lula como a farsa que é. Correspondentes falam em Regime de Exceção. 

Em São Bernardo, o número de mortos e feridos ultrapassa duas centenas, o sangue avança com o fluxo de uma enxurrada. Atiradores de elite chegam e aumentam consideravelmente esse número, para o horror do Primeiro Mundo.

Em Porto Alegre, os três Desembargadores são capturados e por horas são obrigados a comer páginas da Constituição. Quando não conseguem mais, enfiam-lhes cabos de vassoura na boca, para empurrar-lhes goela abaixo mais e mais páginas. Eles sofreram por 5 horas. Morreram com seus intestinos arrebentados, vertendo sangue por todos oa lados.

A ONU marca uma reunião extraordinária de extrema urgência para tratar do tema. Líderes de todo o mundo atendem.

De férias em Angra, Luciano Huck consegue embarcar Mulher e filhos num helicóptero, porém é capturado antes que pudesse se salvar. Angélica e as crianças ainda o viram de joelhos pouco antes de sua cabeça explodir sob o peso de uma barra de ferro.

Em São Paulo, células neo-nazistas despertam e os MoreNazi brasileiros - também conhecidos como WhitePardos - ganham as ruas, porém seus corpos inchados com Deca, Winstroll e anabolizantes eqüinos; seus porretes e correntes não fazem frente à força moldada na lida, não duram nem metade do que acreditavam e voltam às casas de suas mães pedindo colo e Toddynho. Alguns vão direto para hospitais da região com a suástica marcada à facano rosto.

Em seu gabinete, Alckmin ouve o que não quer de um de seus assessores e surta: "- Senhor, roubar dinheiro de merenda é uma coisa, isso aí vai acabar com suas chances na eleição..." Rendido, Alckmin ordena que seus comandados cessem a guerra e voltem aos quartéis. O faz a contra-gôsto e sai resmungando a caminho do banheiro: "malditos, eu poderia resolver o problema, seria um 'Carandiruzaço' e acabaria com a Esquerda brasileira".

Enquanto isso, em Brasília, cagado e com medo, Temer ordena que todas emissoras sejam colocadas fora do ar e resolve fugir do país. Marcela tem a mesma idéia e foge com o filho e seu motorista particular, com quem tinha relações há mais de 20 anos. Antes de sair, Marcela faz questão de revelar que Jurandir era o verdadeiro pai de Michelzinho.

Triste também foi o fim de vários políticos. Jair Bolsonaro, por exemplo, desapareceu por completo após ser abordado por um grupo de crianças de rua. Pelo que se fala à boca miúda, nem seus ossos serão encontrados. Seus filhos, emasculados. José Serra é encontrado decapitado às margens do Rio Pinheiros. Seu genital, arrancado, é encontrado em sua boca, que fôra costurada.

Líderes da Esquerda de todo o mundo telefonam pra Lula, pedindo-o que acalmasse a situação; políticos brasileiros falam num pacto nacional e em adiantarem as eleições. 

O ex-Presidente desce, vai ao encontro dos bravos combatentes e não consegue conter as lágrimas ao ver os corpos dos Companheiros e Companheiras estirados pela rua tomada de sangue. 

Ao pedir por paz, recebe a negativa de muitos, eles crêem que é chegada a hora da revolução há tanto adiada pelo entorpecimento midiático. Contudo, à distância, se ouvem os gritos do Comandante da Polícia, avisando que a ordem de prisão fôra revogada pelo STF e que bateriam em retirada.

Os bravos soldados do povo que restaram, começam a gritar em breve comemoração, mas logo correm para acudir os feridos e apagar o fogo das viaturas tombadas, dando passagem aos guerreiros da vida do SAMU. Todos, mesmo contentes com a dura Vitória, choram, pois cada Companheira e Companheiro que tombou passara a ser como uma irmã, um irmão. A frase: "Aquele que sangra comigo é meu irmão" ecoa nos corações e mentes de todos.

Meses depois, Lula é eleito Presidente do Brasil pela terceira vez, já no primeiro turno de forma avassaladora e seu primeiro ato é condecorar aqueles que deram suas vidas pela Democracia, com a mais alta honraria do país. Pouco depois, com referendos revogatórios, estabelece as bases para um Brasil melhor para todos. Um Brasil por todos e para todos.

Por Flavio Hernandez.