19.8.16

SAC Periperi funcionará em instalações provisórias a partir desta segunda-feira.

A partir desta segunda-feira (15), o Posto SAC Periperi tem endereço novo, onde os cidadãos serão atendidos durante o período de reforma das instalações permanentes. A unidade, responsável pelo atendimento da população do Subúrbio Ferroviário de Salvador irá funcionar provisoriamente, no Empresarial Innovarcenter, na Praça da Revolução. A oferta de serviços e a capacidade de atendimento permanecem as mesmas, bem como o horário de funcionamento, das 7h às 15h30, de segunda a sexta-feira.
O Posto SAC Periperi oferece serviços de 13 órgãos e instituições parceiras, responsáveis por realizar uma média mensal de aproximadamente 22 mil atendimentos. “A população estará igualmente assistida nesta unidade provisória, até que sejam concluídas as obras de manutenção no imóvel onde o Posto funciona há 18 anos, garantindo conforto e segurança ao cidadão”, disse Edelvino Góes Filho, secretário da Administração.

O fechamento da outra unidade ocorreu no dia 29 de julho, depois de avaliação que verificou problemas em sua estrutura física. Desde então, uma das unidades do SAC Móvel foi deslocada para o bairro. Na carreta foram realizados mais de 2,2 mil atendimentos, até esta quarta-feira (10). Para mais informações sobre endereços e horários de atendimento da Rede SAC na capital e interior, a Secretaria da Administração disponibiliza o Portal SAC.

18.8.16

Vem aí o CONAEDU no mês de outubro.

O CONAEDU reunirá alguns dos mais destacados palestrantes, conferencistas e educadores do Brasil, Cesar Nunes, Cipriano Luckesi, Bernard Charlot, Jaqueline Moll, Francisco Cordão, Alexandre Ventura, Marta Relvas, Celso Antunes, Augusto Nunes, Dalmir Santana, Ordália Almeida, Jane Haddad, Eliana Romão, Isabel Parolin, Silvio Wonsovicz, Júlio Furtado, Gabriel Perissé, Renato Casagrande e Simone Machado. Além de todas estas personalidades, eu, Suzana Montauriol, também tive a honra de ser convidado para colaborar neste evento transformador.
Será o maior congresso virtual de educação do país. O tema deste ano é: Educar para a Humanização e para a Cidadania. Trata-se de uma iniciativa que visa contribuir para implementar as atuais metas e dispositivos da legislação brasileira (PNE e Diretrizes Curriculares Nacionais), com a finalidade de construir consensualmente o sistema nacional de educação, baseado em premissas de igualdade, como o direito a estar na escola, que exige esforços de toda a sociedade para universalizar o acesso à escola, e o direito a aprender na escola, que exige do Estado, da sociedade brasileira e de todos os educadores a tarefa de gerar uma qualidade social da permanência das crianças e adolescente no espaço escolar.
É preciso superar a avaliação da escola brasileira baseada em comparações exclusivamente mensurativas técnicas, estatísticas e meritocráticas. A educação, institucional e escolar, é um direito subjetivo e social. Construir uma escola e produzir uma referência pedagógica para as crianças e adolescentes do Brasil é a mais exigente tarefa de formação cultural, ética e política posta para nosso tempo e nossa geração.

Rubem Alves será homenageado em todo o congresso. Acesse agora www.conaedu.com.br, veja os temas das palestras e faça sua INSCRIÇÃO! Eu recomendo o CONAEDU, pelo propósito do congresso, pelo seu conteúdo de excelência e também pelo fato de você receber um certificado de extensão universitária de 32 h/a de formação continuada. Este registro acadêmico será expedido pela UNIFEG uma das maiores referências de Ensino a Distância, reconhecida pelo MEC.

17.8.16

Na educação melhoramos o que há de pior.

No final dos anos 60 e início dos anos 70 existia no Brasil o chamado Curso de Admissão, que era o passo para se chegar ao Ginasial. Era através de um exame, espécie de vestibular entre o curso primário e o ginasial, que aqueles que quisessem continuar a estudar tinham que passar e seguir seus estudos. Lembro, que mesmo ainda sendo criança, ia a Casa da Criança I em Paulo Afonso na Bahia e via e ouvia a empolgação daqueles que passariam pelo teste. Era como se todos buscassem mostrar que tinham a capacidade de serem aprovados. Era uma festa.
Posteriormente lembro-me das notícias que chagavam de Salvador e principalmente de Recife, que ao receberem os alunos de Paulo Afonso e Delmiro, Alagoas, que iam prestar o vestibular, nos melhores cursos ou nas Escolas Técnicas, eram aprovados com êxito. A ida deles, quase sempre resultava em admissão. Eram dias onde o estudo que era praticado no Colepa – Colégio Paulo Afonso, ligado a CHESF – Companhia Hidrelétrica do São Francisco, no Colégio Sete de Setembro, Centro Evangélico de Recuperação Social de Paulo Afonso e posteriormente o Polivalente, do governo do estado, era de glória para todos no estudo.
Naqueles anos, professores eram exaltados por suas competências em ministrar aulas. Alguns deles eram referências para os alunos. Bastava estar em uma série ou curso, onde os mestres davam aulas, para que todos soubessem que aqueles alunos eram especiais e teriam bom conteúdo. Isso também se aplicava até na educação física, onde o handebol, o voleibol e o atletismo deram grandes atletas e times que disputaram campeonatos pelo nordeste e saíram vitoriosos.
Chegamos aos dias atuais. E como entender agora, que muitos dos alunos que terminam o segundo grau, não conseguem dizer cinco frases sem cometer erros nos português. Ou mesmo, que não aprenderam quase nada do que foi dado em sala de aula. Onde está o erro? Se hoje temos melhores escolas. Com alguns erros e falhas pontuais, mas que no geral têm; salas bem conservadas, cadeiras confortáveis, algumas salas com ar-condicionado, lanche, material didático de qualidade, recebem fardamentos, bibliotecas nas escolas, aumentos de salários anualmente e com piso salarial definido pelo governo federal. Ora, com todo o respeito que se deve ter aos nossos educadores, mas está na hora de se cobrar metas e resultados dos profissionais da área. Para isto, deve ter em cada estado da federação uma escola para a reciclagem dos mesmos anualmente e cobrança de resultado com prova a cada final de semestre a serem aplicadas aos alunos. Assim, os municípios teriam como avaliar o trabalha de cada professor individualmente. O que não pode é continuar a educação sendo tocada como mercado persa, onde se vende de tudo, menos uma educação de qualidade para os nossos jovens. Se continuarmos a tocar o ensino público dessa forma, estaremos criando uma geração perdida, e teremos dificuldades, no futuro, de termos bons cientistas, intelectuais e pensadores.

Para terminar, relato um exemplo que é comum nas cidades do Brasil. Professores dão aula na rede pública e na particular. Na primeira, alguns vivem de contratar Substitutos. Pagam a estes muitas vezes um salário mínimo, ou menos que isso, e todos os dias estão dando aulas na segunda. Outros não faltam um só dia nas particulares. São frequentadores assíduos. Mas, nas escolas onde o povo estuda, vivem de atestado médico. Ou mudamos essa cultura, ou estamos deixando um legado onde melhoramos o que há de pior no ensino público, que é a falta de compromisso com nossos jovens.