31.7.13

Campanha reacionária de médicos não está funcionando.

Liderados por sindicalistas corporativistas, algumas centenas de médicos continuam participando de passeatas nas ruas de Salvador. Graças a Deus, e ao STF que negou pedido de liminar para suspensão do programa, a sociedade não está dando importância aos protestos. Até meia-noite do último domingo, 4.657 médicos já tinham confirmado inscrição no programa Mais Médicos – que pretende levar médicos para o interior e para periferias de grandes cidades. Este número representa mais de 25% das 18.450 pré-inscrições. E também significa que esta primeira seleção pode cobrir até 30% da demanda explicitada pelos prefeitos do Brasil – que solicitaram um total de 15.460 médicos.

Na Bahia, 76% das cidades aderiram ao programa Mais Médicos. É uma obviedade. Como eles não têm médicos, não podem acreditar no argumento dos médicos, segundo o qual “não faltam médicos” em suas cidades. Na Bahia, 317 municípios aderiram ao programa. Eles solicitam um total de 1.382 médicos atuando na atenção básica. Com passeata ou sem passeata de jalecos brancos, no dia 15 de agosto novo período de inscrições será aberto. Em todo o Brasil, 3.511 municípios se inscreveram, o que corresponde a 63% do total de prefeituras e a 92% das consideradas críticas, portanto, prioritárias.

Vamos resumir. Lançado pela presidenta Dilma Rousseff, em 8 de julho, o programa
Mais Médicos faz parte de um amplo plano de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo á acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde, além de ampliar o número de médicos nas regiões carentes. Eles serão contratados a R$ 10 mil mensais, pagos pelo Ministério da Saúde, mais ajua de custo e se voltarão para a atenção básica em três anos de contrato.

Ou seja, o governo está tomando providências de atender com urgência as cidades sem médicos e ao mesmo tempo fortalecendo o SUS. Os médicos corporativistas fazem ouvidos de surdo e continuam indo às ruas, reivindicando o que o Governo Federal já está fazendo. Até 2014 serão investidos R$ 15 bilhões na rede pública de saúde. Cerca de R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 unidades de Pronto Socorro (UPAs 24h). Outros R$ 5,5 bilhões usados na construção, reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs e R$ 2 bilhões para 14 hospitais universitários.

Dilma Rousseff deu uma declaração que desmontou os corporativistas de branco. A repórter da Folha perguntou: “E a saúde? Os médicos dizem que o Mais Médicos é uma maquiagem porque o país tem uma estrutura precária de atendimento”. Aí a presidenta respondeu: “Pois é, acontece que botamos dinheiro em estrutura. Jornais e Tvs mostram equipamentos sem uso. Como se explica que 700 municípios não tenham nenhum médico? E que 1.900 municípios tenham menos de 1 médico por cada 3 mil habitantes? Uma coisa é certa, eu com médico me viro, sem médico não me viro”. Entendeu, ou quer que desenhe? Ela quer dizer que com médico, pode liberar equipamentos, sem médicos, não dá porque os equipamentos apodrecem nas cidades.

Não fazem sentido as passeatas de jalecos brancos. A não ser que seja a velha história do “meu pirão primeiro”.

Oldack Miranda.

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