30.11.10

Segundo a Folha, o presidente Lula se irritou com um repórter que perguntou a ele se agradeceria o apoio político da “oligarquia Sarney” no Maranhão. Ao que Lula respondeu:

“Eu agradeço [aos Sarney] e a pergunta preconceituosa sua é grave para quem está há oito anos comigo em Brasília. Significa que você não evoluiu nada do ponto de vista do preconceito, que é uma doença. O presidente Sarney é o presidente do Senado. E o Sarney colaborou muito para que a institucionalidade fosse cumprida. Você devia se tratar, quem sabe fazer psicanálise, para diminuir um pouco esse preconceito”, disse o presidente. Roseana ainda disse que a pergunta demonstrava “preconceito contra a mulher”.

Do Vi o Mundo de Azenha.

29.11.10

Se confirmada a notícia que nós aqui no Blog demos com exclusividade semanas atrás, o ex-secretário Paulinho de Deus recebeu mesmo férias forçadas e não retornará mais ao cargo. Tudo indica que Petrônio Nogueira será deslocado para a pasta definitivamente e em seu lugar entra Guel - André Luiz Teixeira, empresário do ramo da piscicultura no município.

Nestes movimentos do xadrez político local, ainda é sedo para entender o que está verdadeiramente acontecendo com o DEM.

Muita calma nessa hora para que o coração possa agüentar.

27.11.10

Que o Mar de Azov (imagem), embora cubra uma área de mais de 37 mil km², possui profundidade máxima de apenas 14 metros?
Nada disso vai mudar a sua vida, mas é bom ficar sabendo.

24.11.10

29 de setembro de 1969. 11 horas da manhã. Jonas é preso pela equipe do capitão Benone Albernaz, da Operação Bandeirante, uma estrutura repressiva da ditadura. Chegou à Rua Tutóia, no Ibirapuera, na capital paulista algemado e encapuzado. Deram-lhe um violento chute no rosto, de onde passou a jorrar sangue em profusão. Era o sinal de que estavam dispostos a tudo. Não contavam com a coragem, a determinação, a lealdade de Jonas aos seus companheiros da Ação Libertadora Nacional (ALN).. Ele sobreviveu por 12 horas às torturas de que foi vítima, sempre desafiando seus carrascos, que o massacraram sem dó, nem piedade. Jonas havia sido o comandante do seqüestro do embaixador americano, Charles Burke Elbrick, já então libertado, são e salvo.

Comandavam a OBAN então os majores Inocêncio Beltrão e Valdir Coelho. No comando das torturas a Jonas, revezavam-se os capitães Dalmo Cirilo, Maurício Lopes Lima, Homero Cesar Machado (PM) e Benone Albernaz, que contaram, ainda, com as colaborações diretas do delegado Otávio Moreira Jr, do sargento PM Paulo Bordini, dos agentes policiais Maurício de Freitas (Lungaretti) e Paulo Rosa (Paulo Bexiga) e do agente da Polícia Federal, Américo. Apesar dos testemunhos dos presos políticos Francisco Gomes da Silva (irmão de Jonas), de Celso Antunes Horta, de Paulo de Tarso Wenceslau e Manoel Cirilo, que estavam presos na OBAN também, e que garantiram que a morte de Jonas se dera sob tortura, a prisão e a morte dele não foram reconhecidas. Jonas tornou-se o primeiro desaparecido político brasileiro.


Todas essas informações estão no livro Dos filhos deste solo - Mortos e Desaparecidos políticos durante a ditadura militar: a responsabilidade do Estado, de autoria do ex-ministro de Direitos Humanos do governo Lula, Nilmário Miranda, e de Carlos Tibúrcio, assessor especial da Presidência da República. No mesmo livro, eles revelam que o jornalista Mário Magalhães descobriu, no arquivo do Dops, em São Paulo, o laudo e a foto do corpo, que comprovam que ele foi torturado de forma bárbara, sendo praticamente destroçado pelos assassinos da OBAN.


Na linguagem dos legistas Roberto Magalhães e Paulo Queiroz Rocha, ele apresentava hematomas internos e externos na calota craniana, fratura completa com afundamento do osso frontal e lesões em sete costelas, escoriações no rosto, braços, joelhos, punho direito, equimoses no tórax e abdômen, hematomas na mão direita e polpa escrotal. Foi identificado por meio das digitais, diante da impossibilidade de sê-lo por outros meios.. Apesar disso, pasmem, os legistas afirmam que a morte não foi causada por torturas. E o delegado Emilio Mattar juntou aos documentos um bilhete escrito à mão recomendando: “não deve ser informado”. Assim produziu-se o primeiro desaparecimento.


Jonas chamava-se Virgílio Gomes da Silva. Tinha 36 anos quando foi covardemente assassinado. Relato o caso dele para lembrar o quando é justa a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal em São Paulo contra quatro militares reformados, acusados de participação na morte e no desaparecimento de pelo menos seis pessoas, entre elas Jonas, além de torturar 19 presos políticos detidos pela Operação Bandeirante (A Tarde, p. B8, 5/11/2010). Provavelmente, o MPF tenha arrolado apenas quatro militares por considerar que as provas contra os demais ainda não sejam suficientemente consistentes. O procurador Marlon Weichert acrescenta, em relação ao caso de Jonas, a tortura de sua mulher, Ilda, como também a aplicação de choques elétricos em um de seus filhos, de apenas quatro meses. A ditadura não conhecia limites.


A ação do MPF é correta e evidencia o quanto foi equivocada a decisão do STF de considerar que a anistia valia também para os torturadores e assassinos do regime ditatorial. Tenho dito que não adianta varrer a sujeira para debaixo do tapete. Todos os países vizinhos que foram vítimas de ditadura já acertaram suas contas com o passado, punindo os que cometeram crimes contra a humanidade, compreendendo, como me parece óbvio, que a tortura e o assassinato sob tortura são crimes imprescritíveis.


Emiliano José é Jornalista, escritor e professor.

Siga o Site no Twitter: @dimasroque
Em entrevista realizada no palácio do planalto, o presidente Lula recebeu representantes de Blogs alinhados com o trabalho que vem sendo desenvolvido por seu governo. Não houve tema polemico que não tenha sido colocado e nenhum deles ficou sem resposta. Do trabalho que vem desempenhando a polícia federal nos últimos 8 (oito) anos e que segundo o presidente “nunca antes na história desse país a polícia fez ao menos 20% do que faz hoje”

Sobre o Irã a presidente deixou claro que fez o que a Onu – Organização da Nações unidas queria ter feito e depois que conseguiu o compromisso do presidente Armadinejad de que não produziria armas atômicas viu os estados unidos trabalharem contra a solução. Num claro ato de ciúme com o trabalho feito pelo Brasil.

"O dia que eu sofri mais na presidência, foi o dia do acidente da TAM. Nunca vi tanta leviandade" disse Lula durante a entrevista. Ele estava se referindo a cobertura da imprensa golpista brasileira que usou a dor das famílias para atacar o presidente.

Durante a entrevista que foi transmitida pela internet, twiteiros de plantão criaram a rastag #lulablogs no micro-blog. Ao final do dia se espera que ela esteja entre uma das mais publicadas no mundo.

A amiga #paulafmar fez ctrl print e conseguiu registrar o momento de maior pico de visitantes on line. Estavam naquele momento mais de 7.000 (sete mil) seguidores vendo, ouvindo e enviando perguntas ao presidente.

A blogosfera agradece ao presidente Lula por mais uma vez ser protagonista no mundo.

Agora para coroar a todos que fazem parte com orgulhos dos “blogsujos” só falta ele dar uma entrevista a #redeliberdade e sair para a galera.

21.11.10

Está no jornal A Tarde (21/11). O DEM acusa o governo Wagner (PT) de liberar irregularmente recursos durante campanha eleitoral. Uma acusação muito constrangedora. O DEM acusa o governo de ter liberado mais de R$ 36,7 milhões para 248 associações comunitáriaszonas rurais de 132 municípios durante a época de campanha eleitoral (julho a setembro).

Cisternas e sanitários residenciais são instalados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) com recursos do Banco Mundial (80%) e governo (30%). Segundo a representação jurídica do DEM, que pediu liminar para suspensão dos repasses no final de setembro, o ato desequilibrou a votação nos grotões no Estado, caso até para cassação do diploma do governador, segundo palpite do advogado Ademir Ismerin.

A CAR afirma que não há ilegalidade no ato. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) questionou a competência sobre quem deveria julgar o processo – se o juiz corregedor ou auxiliar – e enviou o caso ao Tribunal Superior Eleitoral.

Passado o pleito que reelegeu o governador Jaques Wagner (PT) com 4,1 milhões de votos, a Justiça Eleitoral ainda tem pelo menos essa pendência a resolver. Mas que é constrangedor para o DEM, isso é. Cisternas e sanitários, com distribuição pré-programada com recursos do banco Mundial, não deveriam ter impedimento de distribuição diante da realidade social do semi-árido baiano.

Mas essa gente nunca se importou mesmo com a pobreza do semi-árido baiano.

Por Oldack Miranda do Blog Bahia de Fato. construírem cisternas e sanitários residenciais nas

20.11.10

No Brasil a Casa Grande não descansa. E a principal voz da Casa Grande no Brasil é a mídia hegemônica, aquele grupo de poucas famílias que se pretende o intérprete da realidade brasileira, apesar de há muito ter deixado de sê-lo. A um jornalismo sério, que tivesse compromisso com a história, a um jornalismo que tivesse alguma ligação, tênue que fosse, com a idéia de democracia, que se preocupasse com a educação das novas gerações, caberia discutir a monstruosidade da tortura, mostrar o que ela tem de lesa-humanidade. Mostrar que qualquer processo que envolva tortura não merece qualquer crédito. Mas esse não é o jornalismo brasileiro. O artigo é de Emiliano José.

Talvez pudéssemos inverter um pouco a ordem das coisas: que tal, ao invés de divulgar o relato de processos do STM sobre pessoas covardemente torturadas, como o faz agora o secretariado da mídia golpista brasileira, perguntássemos sobre qual o papel dessa mesma mídia na implantação da ditadura militar?

Não seria algo elucidativo, educativo para as novas gerações? Que tal compreender a verdadeira natureza de nossa mídia hegemônica para, então, entender por que, nesse momento, usando processos inteiramente submetidos à ordem castrense, ao terror ditatorial, tenta atingir a presidente da República, recentemente eleita, numa espécie de vingança pela derrota que sofreu? Perguntar por que ela não se conforma com essa nova derrota, a terceira derrota da mídia nas últimas eleições, derrotada pela opinião pública brasileira. Com que direito quer um terceiro turno, ilegítimo, revelador apenas de seus ressentimentos?

Eu insisto: no Brasil a Casa Grande não descansa. E a principal voz da Casa Grande no Brasil é a mídia hegemônica, aquele grupo de poucas famílias que se pretende o intérprete da realidade brasileira, apesar de há muito ter deixado de sê-lo. Não vou retroceder muito no tempo. Não vou esmiuçar o papel destacado de nossa mídia na tentativa de golpe contra o presidente Getúlio Vargas. O quartel-general do golpe era permanentemente orientado pela mídia. A mídia hegemônica de então e o golpe já quase consumado foram derrotados pelo suicídio do presidente.

O que pretendo mesmo é refrescar a memória ou informar um pouco que seja sobre o papel de nossa mídia no golpe de 1964. Não se trata apenas de ela ter elaborado todo o discurso que deu sustentação ao golpe contra o presidente Jango Goulart. Não se trata disso somente.

Trata-se do fato, por demais evidente, e há vasto repertório bibliográfico a respeito, de que a mídia participou diretamente das articulações golpistas. Ela derrubou Goulart lado a lado com os militares golpistas. Reuniu-se com eles para preparar o golpe. Não tem como se defender disso. É algo que hoje já pertence à história.

Com isso se quer dizer, e creio que é preciso insistir nisso, que a mídia hegemônica brasileira foi um ator fundamental na construção de uma ditadura sanguinária, terrorista no Brasil, a mesma que vai torturar covardemente homens, mulheres, crianças, que vai desaparecer com pessoas depois de desfigurá-las, provocar suicídios, que será capaz de todas as crueldades, perversidades para garantir a sua continuidade no poder por 21 anos.

A Rede Globo, criada lá pelos finais de 1969, não foi uma simples iniciativa empresarial. Foi um empreendimento político. Com a Rede Globo pretendeu-se unificar o discurso da ditadura, justificar tudo ela pretendesse, inclusive os assassinatos, o terrorismo que ela praticava cotidianamente. Inúmeras vezes assistíamos, no Jornal Nacional, notícias dando conta do atropelamento de companheiros, da morte de um militante por outro, versões montadas pela repressão para justificar a morte nas masmorras da ditadura. A Rede Globo encarnava e ecoava a voz do terror, foi criada para tanto.

E o grupo Globo é apenas parte de toda uma estrutura midiática que deu sustentação à ditadura, embora talvez, então, a parte mais importante. Não é difícil lembrar do terrível, do terrorista general Garrastazu Médici, ditador, que dizia que bastava assistir ao Jornal Nacional para perceber como tudo caminhava às mil maravilhas no Brasil. O Jornal Nacional era o diário oficial da ditadura.

Por isso, não há como nos surpreendermos com a tentativa, canhestra, de tentar desqualificar a presidente Dilma, pinçando aspectos do vasto processo buscado nos arquivos do STM, como a matéria de 19 de novembro, de O Globo. Não nos surpreendemos, mas não há como não nos indignarmos. É a voz da ditadura que volta, são os mesmos métodos que voltam, embora, agora, por impossibilidade, a tortura física não possa voltar.

A um jornalismo sério, que tivesse compromisso com a história, a um jornalismo que tivesse alguma ligação, tênue que fosse, com a idéia de democracia, que se preocupasse com a educação das novas gerações, caberia discutir a monstruosidade da tortura, mostrar o que ela tem de lesa-humanidade, mostrar a necessidade de evitar que ela exista, inclusive nas cadeias brasileiras de hoje. Mostrar que qualquer processo que envolva tortura não merece qualquer crédito. Mas, não.

O jornalismo realmente existente vai pinçar aspectos no processo que eventualmente desgastem a presidente da República. Nos próximos dias, a mídia golpista vai se debruçar sobre isso, podem anotar. É a tentativa do terceiro turno, evidência do ressentimento pela terceira derrota - a mídia perdeu em 2002 e 2006, quando Lula venceu, e perdeu agora, com a vitória de Dilma. Não se conforma, A Casa Grande não descansa.

Nem sei, nem vou procurar saber sobre todo o processo que envolveu a presidente. Escrevi vários livros sobre a ditadura, inclusive sobre Carlos Lamarca e Carlos Marighella, que tangenciam organizações revolucionárias pelas quais a presidente Dilma passou - e que orgulho ter militado em organizações revolucionárias. Não me detive, no entanto, na trajetória específica da presidente Dilma Rousseff, nem caberia.

Mas será que os jornalistas que têm feito o papel de pescadores de leads e subleads negativos, de títulos desqualificadores da presidente têm alguma noção do que seja a tortura? Imagino que não, até porque só obedecem ordens, a pauta é previamente pensada, ordenada, e depois se faz a matéria.

Repito aqui o que escrevi em um dos meus livros, valendo-me das contribuições do psicanalista Hélio Pellegrino. A tortura nunca é mero procedimento técnico destinado à coleta rápida de informações. É também isso, mas nunca apenas isso. Ela é a expressão tenebrosa da patologia de todo um sistema social e político, expressão da ditadura militar de então. Ela visa à destruição do ser humano.

À custa de um sofrimento corporal inimaginável, teoricamente insuportável, a tortura pretende separar corpo e mente, instalar a guerra entre um e outro, semear a discórdia entre ambos. O corpo torna-se um inimigo - com sua dor, atormenta o torturado, persegue o torturado. A mente vai para um lado, o corpo sofrido para outro. O torturado fica exposto ao sol e à chuva, ao desabrigo absoluto, sem chão, entregue às ansiedades inconscientes mais primitivas. E apesar disso, tantas vezes, tantos de nós, quando não fomos trucidados e mortos na tortura, resistimos a esse terror, e saímos inteiros, ou quase inteiros, dessa situação-limite.

O que vale um processo feito sob a ditadura? O que valem declarações tiradas sob tortura? Responderia que valem apenas para revelar o que foi o terror, para revelar o que fizeram com as vítimas desse terror. Por que nos impressionamos e nos indignamos tanto com as vítimas do nazi-fascismo, inclusive nossa mídia, impressão e indignação justas, e somos, lá eles como costumam dizer os baianos, tão condescendentes com o terror da ditadura, com as torturas dos assassinos do período 1964-1985?

Eu compreendendo por que a mídia age assim com a nossa memória histórica, e já o disse antes: age assim pela simples razão de que ela tem tudo a ver com a gênese da ditadura, porque dela não pode se apartar, lamentavelmente. Por isso, nos preparemos para a luta dos próximos dias: ela vai buscar nos porões da ditadura o que possa servir aos seus propósitos de lutar contra o governo democrático, republicano e popular da presidente Dilma. E nos encontrará onde sempre estivemos: na luta intransigente, isso mesmo, intransigente, a favor da democracia, dos direitos humanos, e contra toda sorte de crimes contra a humanidade.

Emiliano José é Jornalista, escritor.

19.11.10

Entidades negras de todo país irão comemorar no próximo sábado (20) o Dia Nacional da Consciência Negra, data em que militantes reverenciam a coragem do maior líder negro existente no Brasil, em forma de arte, música e poesia.

Francisco Melo “Zumbi de Palmares” é lembrado nas escolas, nas entidades negras e por autoridades políticas, que utilizam da história dele em discurso, como exemplo de resistência, de bravura e de um intelecto acima do esperado. Neste dia, cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Cordeiro festejam a cultura afro-descendente, promovem manifestações artísticas e celebram a vitória do povo brasileiro.


18.11.10

Silvano Wanderlei teria ficado mordido de raiva com uma suposta conversa atribuída a ele. O secretário de finanças da prefeitura teria uma gaveta repleta de dinheiro em sua sala. Essa conversa estaria sendo levada ao conhecimento de Valdenor por nada mais nada menos do que o ex-coordenador da campanha derrotada de Luiz de Deus em Paulo Afonso, o Geraldo Carvalho que andava sumido de problemas e parece que resolver dar as caras.

Silvano nega ter dito algo. Dizem que Geraldo disse que ouviu de alguém. Quem teria dito desdisse o que alguém disse ou não disse. Complicado isso? Você ainda não viu nada!

Lá pelas tantas, Silvano e Geraldo quase vestem as luvas e saem na porrada em frente a prefeitura. A turma que estava só vendo o bate boca separou os dois. Ainda bem! Dois pais de família trocando socos não iria pegar bem.

O pessoal ligado ao prefeito Anilton anda estressado. Segundo o doutor Tô Nem Ai, o remédio para os mais afoitos é maracujina a cada meia hora. (o ministério da saúde adverte: se os sintomas persistirem, o melhor é mudar de partido)

17.11.10

Foi publicado no Diário do Poder Judiciário de hoje a decisão da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, que, reformando a sentença da 12ª Vara Cível de Salvador, concedeu indenização ao ex-deputado federal Emiliano José (PT) em ação por danos morais movida contra a Empresa Baiana de Jornalismo, então administradora do jornal Correio da Bahia. A ação foi motivada por nota veiculada no Correio da Bahia no dia 18 de julho de 2005, acusando Emiliano de participação no esquema do mensalão, sem apresentar qualquer prova neste sentido. Além disso, chamou o então deputado de “carreirista” e “denuncista”. O jornal foi condenado a pagar indenização de R$ 100 mil, acrescida de juros de 1% ao mês (a contar da publicação da matéria) e correção monetária, além de 10% do montante total a título de honorários advocatícios, totalizando o valor atualizado de cerca de R$ 180 mil. A 2ª Câmara Cível determinou ainda a publicação integral da sua decisão na seção “Poder”, do Correio da Bahia, no prazo de 15 dias, sob pena de multa diária de R$1 mil. O processo foi relatado pela desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, que afirmou em sua decisão que “o direito de informar, cuja gênese decorre do direito de liberdade de expressão, não foi exercido de forma ética e pautado na função social da imprensa”.

Por Raul Monteiro.

16.11.10

Ontem, parei para pensar o quão inusitado tem sido meu novo lazer. Estava imaginando como é engraçado conversar e conviver com pessoas a dezenas, centenas e, até mesmo, milhares de quilômetros de distância de casa e que nunca os vi na vida real, porém parecem estar aqui do ladinho de casa, parecem que são meus vizinhos, amigos de longa data.

Quando é que eu sonhei conversar diretamente com este doido (que de doido não tem nada) e ao mesmo tempo querido do Bemvindo? Quando é que eu imaginei fazer parte de uma turma de pessoas com ideologias tão fortes, que atuam e participam de forma brilhante e inteligente na luta pela igualdade das pessoas?

Se eu falar que participo de baladas virtuais para qualquer pessoa, vão falar que sou doente, vão me internar e falar que coloquei ácido nos olhos. Que delícia que foi este momento, ficar horas e horas na madrugada com estes companheiros, ao som do DJ, moderador, persuasivo e inteligentíssimo Davi, não teve preço. Até eu já mandei uns sons lá e é uma delícia ficar tocando para outras pessoas, nos dá um ar de sermos importantes, mesmo que por um momento.

A vida neste ambiente é efervescente, a rotatividade de idéias e pessoas é alta. É uma verdadeira babilônia de gente e pensamentos.

Onde é que eu iria imaginar conhecer e fazer amigos como o caçador de trolls Pantaleão, a vulcânica Dani, o sombrio Nando, a sempre alerta Lu, a arretada Nanny, o clone do Fagner, o suporte técnico Paulinho, a photoshopiada Paulinha (rsrsrs), a italianinha Lari, o sempre no delay Dimas? Onde?

Neste universo paralelo, mas de vidas reais, merecem menções honrosas o Will, Denise, Contar, Tonhão, Alexei, Elke, Zé de Abreu, Safira, Marcos Lula, Chikopenha e tantos outros.

Mas apesar de termos todas estas situações engraçadas, o princípio da nossa amizade é a luta pela igualdade, é a união de nossas forças pelo bem maior aos mais necessitados. É a junção das forças populares.

Uma iniciativa louvável pela democracia. Estamos todos de parabéns por este nosso universo, por esta nossa ‘cidade’ que está sendo edificada.

Obrigado amigos por esta aventura, e contem comigo para construções cada vez maiores.

Viva o Brasil, viva à democracia, viva e vida longa à Rede Liberdade.

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13.11.10

Sou brasileiro,
minha identidade
é formada com saudade
da mãe África.

Sou brasileiro,
meu suor de guerreiro
construiu a sociedade,
para um país verdadeiro.

Sou brasileiro,
sou a paz, sou capoeira,
sou nação, sou a mão
da formação brasileira.

Sou brasileiro,
sou você no espelho.
Sou a cor do coração.
sou amor sou paixão.

Sou brasileiro,
quero viver em igualdade,
em Palmares ou na cidade,
quero setir-me parte dessa pátria de plural identidade.
Leandro Martinho.

Do Blog Militância Política.

12.11.10

Foi da forma mais linda que te encontrei naquela sala olhando para os lados e procurando seguir os meus olhos. Eu não pensava mais encontrar alguém para compartilhar um amor verdadeiro. Sempre achei que o amor tem prazo de validade!

Mas lá estava você sentada e me olhando.

Eu ate que tentei fugir. Mostrei estar meio desligado de tudo, mas foi o seu primeiro beijo que me vez renovar a validade desse sentimento. Hoje esse anseio me possui por completo. Ocupa todo o espaço possível em minha cabeça e meu coração.

Agora que declaro o meu amor por você fico sabendo que você tá indo embora enquanto eu fico aqui do lado sofrendo por você. Dê uma chance ao nosso amor antes que seja tarde para amar.

Por determinação da juíza Rosemary Gonçalves de Carvalho, do Tribunal Regional Federal (TRF), foram soltos todos os que foram presos pela Polícia Federal na operação Carcará. Dentre os presos estavam 7 (sete) prefeitos do estado da Bahia. Segundo o jornalista Raul Monteiro “os prefeitos, que estão na sede da PF, devem ser liberados ainda hoje, mas a expectativa é de que todos os demais só deixem a prisão amanhã pela manhã, porque a Polícia Federal não quer, até o momento, destacar um agente para entregar o alvará na cadeia pública para onde eles foram encaminhados, protestou o advogado André Requião. Segundo ele, desde o primeiro momento, a PF tem dado tratamento desigual para os detidos que não são prefeitos”.

Enquanto a policia prende a justiça solta. Assim fica difícil do povo entender o que é certo ou errado. Se é um pobre que pega uma galinha ele fica na cadeia durante anos, ate que seja percebido que aquele “entulho social” está ali dando prejuízo ao governo dentro de uma sela de prisão.

Ainda segundo o jornalista “só não teve a prisão suspensa o empresário Edson dos Santos Cruz, acusado de ser o canal por onde as supostas fraudes em licitações públicas envolvendo prefeituras e convênios do governo federal ocorreram”.

A política de criminalização das drogas tem sido um rotundo fracasso. Esta foi uma das conclusões fundamentais do Seminário Internacional O uso e usuários do álcool e outras drogas na contemporaneidade, realizado em Salvador, entre os dias 3 e 6 de novembro, promovido pelo Núcleo de Estudos Avançados Sobre Álcool e outras Drogas e pelo Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD), vinculado à Universidade Federal da Bahia. Para mim, cuja iniciação nas drogas limita-se ao álcool, de preferência vinho, e uma iniciação que nunca extrapolou limites - de mim, dir-se-ia um careta - foi um impressionante aprendizado.

Disse, durante o seminário, que eu estava apenas costeando o alambrado, relembrando expressão muito a gosto do velho e saudoso Leonel Brizola. Estou começando a me aproximar do tema, embalado pelos conhecimentos da psicanalista Maria Luiza Mota Miranda, coordenadora do Núcleo de Estudos Avançados Sobre Álcool e outras Drogas, e do deputado Paulo Teixeira, amigo e companheiro, do PT de São Paulo, um dos conferencistas do encontro. Numa sociedade como a brasileira, dada a uma impressionante hipocrisia e farisaísmo, não é um tema simples de ser abordado.

É só lembrar o que foi a recente campanha presidencial para ver o quanto um tema como esse é explosivo. Afinal, o aborto, ao qual milhares de mulheres de classe média recorrem colocando-se sob cuidados médicos especializados e milhares de mulheres pobres morrem ou têm seqüelas decorrentes de abortos realizados em condições ultrajantes, para compreender como alguns assuntos são tratados como tabus. Serra descarregou toda a sua carga de farisaísmo, de hipocrisia, e só foi constrangido a parar quando revelou-se que sua mulher, Mônica, havia feito um aborto. Se o aborto enfrenta clima tão adverso, imagine a discussão em torno das drogas, especialmente uma discussão que pretenda não deixar o tema vinculado exclusivamente à esfera policial, à repressão violenta, a tratamentos desumanos, à perspectiva pura e simples da proibição.

Disse, durante o seminário, que toda essa política proibitiva, repressiva, estava e está vinculada a uma visão imperial, e vem de longe. Os EUA de há muito trabalham com essa ideia de combate às drogas, e os resultados que colhem são extremamente precários - quase nenhum. Afinal, todos se lembram das conseqüências da Lei Seca, dos anos 30. A proibição do consumo do álcool resultou, a rigor, no fortalecimento da máfia, de métodos criminosos, e não resolveu, de modo nenhum, o problema. Assim, tem acontecido atualmente com as drogas em escala mundial. Se tomamos a América do Sul como exemplo, os EUA têm desenvolvido uma autêntica guerra contra as drogas, e essa guerra não tem implicado em diminuição da oferta da droga, a par de servir de pretexto para a instalação de bases militares no Continente.

A psicanalista Maria Luiza Mota Miranda, na fala de abertura do seminário, lembrava que não há notícias históricas de uma sociedade sem drogas. Parece chocante ouvir isso, mas é absolutamente verdadeiro. E as drogas, com suas propriedades psicoativas, revelaram-se sempre um potente recurso das pessoas para a sobrevivência, pois anestesiam dores das intempéries, da fome e do frio, e constituem solução para a angústia e a dor da existência, como solução momentânea. Como medicamento, alivia tensões, stress, dores, sofrimentos. E ela, provocando, pergunta: o que dizer do vinho, o maior dos afrodisíacos, símbolo do prazer, louvado pelos poetas? E a cocaína, desde há muito inscrita na cultura dos povos, em suas religiões, rituais e no auxílio à força produtiva?

As perguntas de Maria Luiza podem parecer impróprias ou revelar apenas tentações panfletárias, mas não é nem uma coisa, nem outra. Têm absoluta propriedade. Vem de uma especialista que trabalha com o assunto há muito tempo. Ao lado do CETAD, um centro que se dedica ao assunto há mais de 25 anos, sob a dedicada orientação do professor Antonio Nery Filho, que fez a conferência de abertura do seminário sob o título, também aparentemente provocante, O CETAD e sua trajetória de 25 anos no campo da invisibilidade social. E Maria Luiza, na sua postura de questionar, perguntou mais:

Se há tantos séculos e de tantas formas o álcool e as outras drogas perfilam na história dos homens por que o uso dessas substâncias ganha um destaque tão intenso em nossa cultura, transformando-se em fenômeno e em sintoma social contemporâneo, especialmente a partir da segunda metade do século XX?

Para Maria Luiza, a lógica capitalista atual, com o avanço da ciência e da tecnologia, possibilita a transformação de algumas substâncias em negócios de larga escala e de grande valor econômico, entre elas as substâncias psicoativas que hoje ocupam um dos primeiros lugares na economia mundial, junto com a indústria de armas.

Assim, considerar, ainda para acompanhar a palestra de Maria Luiza, os usos intensivos do álcool e outras drogas uma doença sem cura, um desvio de comportamento, uma perversão, transforma a substância em mito, reduz o problema à dimensão clínica, deixando ao indivíduo somente a condição de impotência, sem alternativa senão a da marginalização. E não falamos de alienígenas, de seres distantes de nós, mas de nossos filhos, de nossos amigos, das figuras mais queridas de nossas vidas. As drogas, em suas múltiplas manifestações, as legais, tantas, e as ilegais são parte inseparáveis da vida contemporânea, a par de ter sido parte, também, como já dito, de todos os períodos históricos. Baco nunca nos abandonou, foi sempre um deus generoso, pródigo.

Na sociedade do consumo desenfreado, do gozo sem limites prometido pelo capitalismo, império do valor de troca, para recuperar noção cara ao marxismo, o gozo da droga se adequa como uma luva às leis do mercado. Por tudo isso, a discussão sobre as drogas, sobre essa louca política simplesmente repressiva, precisa ser muito ampliada, e não pode vincular-se a um desespero apocalíptico que muitos querem divulgar, espécie de beco sem saída a que estaríamos condenados, especialmente com a emergência do crack, novo demônio dos nossos tempos.

O buraco é mais embaixo, a discussão tem ir até os fundamentos de nossa sociedade, pensar a própria lógica capitalista, que estimula profundamente o uso das drogas, tanto com a pletora das drogas legais, que vão do álcool à profusão de drogas medicamentosas, até as ilegais, cujo consumo cresce, cresce e cresce, salvo naqueles países onde o consumo foi legalizado ou ao menos uma política menos repressiva foi implantada, a exemplo da Holanda, Portugal e Espanha.

Como estou costeando o alambrado, reflito sobre uma passagem de um livro de Saramago, que li há muito tempo - o título, se me lembro bem é O Evangelho segundo Jesus Cristo. Numa conversa entre Deus, Jesus e Lúcifer, no meio de um lago, ou do mar, não me recordo bem, Lúcifer, diante do mundo de sofrimentos que viria à frente, e Deus podia saber o que viria de sofrimentos na esteira do cristianismo, Lúcifer propõe então a Deus, para evitar todas aquelas dores, que ele voltasse ao aprisco dele, já que antes fora um de seus anjos prediletos. Deus, então, reage: não, de jeito nenhum, eu sem você não sobrevivo. Como faz muito tempo que li, pode haver equívocos, mas é mais ou menos este o raciocínio.

Penso que hoje há um demônio, a necessidade de um demônio, e o demônio deve ter sempre um nome: drogas, drogas ilícitas. E para chegar ainda mais perto do diabo, para ter um alvo, melhor ter um nome mais específico, e aí encontraram o crack, que é dada como uma droga mortal, contra a qual nada se pode fazer. E o usuário vira um adereço, uma estatística. Deixa de ser uma pessoa, um ser humano.

Antes, durante décadas, o Império apresentou um demônio ao mundo: o comunismo. Comunista, todos se lembram, comia criancinhas, e agora Serra tentou ressuscitar até a frase pelas palavras de sua mulher. Acabou a guerra fria, e é sempre necessário ter um demônio, mesmo que seja só nas aparências, mesmo que contraditoriamente, seja a partir mesmo do Império que o consumo, o grande negócio das drogas, legais e ilegais, seja tão profundamente estimulado. O diabo necessário agora são as drogas.

É fundamental desmistificá-lo. Trazer o assunto para perto das pessoas. Humanizar o problema. Olhar para os usuários com o carinho necessário. Trabalhar sem preconceitos com a ideia da legalização ou, para dizer de outra forma, quem sabe menos assustadora, com outros paradigmas que não sejam apenas aqueles vinculados à repressão pura e simples.

Costuma-se dizer que o diabo, ele outra vez, mora nos detalhes. Um detalhe simples: como trabalhar contra as drogas, com tanta violência, numa sociedade que nos bombardeia, segundo a segundo, com a promessa do gozo incessante, que se afirma como a sociedade do gozo eterno? Não há possibilidade de discutir a droga sem discutir a permanente droga proposta pela sociedade capitalista, a promessa do gozo sem fim, só possível por minutos no delírio que as muitas drogas possibilitam.

Eliminar as drogas é impossível. Ter outra convivência com elas, não. Esse foi o ensinamento desse oportuno seminário. Agora, nem que a médio prazo, trata-se de tirar conseqüências políticas disso, na esteira do que vem sendo feito na Europa, ou continuar o banho de sangue, cujo exemplo mais próximo de nós, de conseqüências assustadoras, vem sendo dado pelo México, cuja guerra contra as drogas tem implicado num quase genocídio.

Emiliano José é Jornalista, escritor, professor.
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