26.10.18

Enverga, mas não quebra



A direita de tempos em tempos através da grande imprensa solta a cantilena de que o “PT acabou”. Ledo engano. Tal qual uma fênix, o Partido é o mais admirado pela maioria da população brasileira. Ele está vivo. E sua chegada ao segundo turno das eleições deste ano, mostra o quanto sua militância foi importante. Ela é o oxigênio que nenhum outro partido possui.

Durante 13 anos o partido e seus líderes foram atacados sistematicamente, dia após dia em revistas, jornais, televisão e ultimamente como a internet, nas redes sociais. Bateram durante todo esse tempo, como se diz na Bahia, “como se bate o feijão em Irecê”. Cidade onde a cultura da leguminosa é predominante e ainda se usa porretes para separar a casca dos grãos.

Seus detratores se espalharam. Agora através das falsas notícias e usaram de todos os artifícios para retirar seu candidato à presidência, Fernando Haddad, do páreo. Eles achavam que ao transformar as agressões em algo normal, seria mais fácil acabar com “os vermelhos”.

Mas a história está mostrando que mesmo envergado, como vara de bambu, o petismo resiste nas ruas. De onde nunca deveria ter saído.

Agora se juntam a resistência neste segundo turno, todas as forças contrárias ao obscurantismo. E é lindo ver artistas consagrados, atrizes que antes só era possível enxergar pela TV, nas ruas, voluntariamente. Cantores e cantoras gravando vídeos e cantando contra o fascismo.

Esta eleição já conseguiu juntar pessoas que militam em partidos diferentes, ou que nunca militaram politicamente, por uma causa, a da liberdade. E se só fosse por isto, já bastaria. Mas o clima que tomou as ruas essa semana mostra que, sim, é possível vencer as forças do atraso.

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