No dia 19 de fevereiro de 2026, em pleno circuito do
Carnaval de Salvador, Presa foi filmado gritando para ACM Neto, “Pelo amor de
Deus, ganha essa porra”. O vídeo, publicado nas redes sociais do ex-prefeito,
viralizou e colocou em xeque a posição do tenente-coronel, que ocupava o cargo
de coordenador do Instituto de Ensino e Pesquisa da PM da Bahia. A exoneração
foi oficializada no Diário Oficial em 5 de março.
O caso expõe uma contradição de como um oficial indicado
para um cargo estratégico pelo governo pode, em público, apoiar o principal
adversário político do governador? A confiança depositada nele foi traída, e o
episódio reforça a fragilidade da escolha de nomes para funções sensíveis
dentro da estrutura da segurança pública. Presa não apenas rompeu com a
neutralidade esperada de sua posição, mas transformou sua presença
institucional em ato político.
A exoneração de Presa foi imediatamente explorada pela
oposição, que acusou o governo de perseguição. Mas o fato concreto é que o
oficial, ao se posicionar politicamente, rompeu com a neutralidade exigida de
sua função.

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