28.3.16

ATENÇÂO! URGENTE!
Movimentos sociais (SEM TETO, SEM TERRA, CUT, CTB etc) vão ocupar AGORA a Praça do Patriarca, no centro de São Paulo e montar o acampamento de resistência ao golpe e de esclarecimento da população.
A Praça do Patriarca está sendo ocupada INDEFINIDAMENTE.
Os manifestantes estão pedindo para apoiadores que tragam água, alimentos não-perecíveis de consumo imediato (biscoitos, por exemplo).
Está sendo montado agora!!!
Vai haver barracas de estrutura, faixas de protesto, fogão, banheiro químico, seguranças...
A inauguração foi hoje às 19h com uma palestra sobre o golpe de 64. E depois  começaram a ser montadas as barracas para o pernoite!
A única possibilidade desse acampamento se tornar o maior pólo da resistência em SP e se manter pelo tempo que for necessário até barrarmos de vez com o golpe será se a militância apoiar e ajudar com o que puderem!
Os movimentos fizeram uma escala de pernoite. Alguém poderia pernoitar no acampamento no Patriarca nessa quarta (pelo menos)?
Para hoje, precisamos que todos que puderem compareçam e divulguem a inauguração do acampamento, e QUEM TIVER BARRACA, POR FAVOR, EMPRESTE PARA NÓS!
Faremos um cadastro para devolver depois!!!
E quem puder trazer uma água ou um biscoito, agradecemos tb!
RESISTÊNCIA!!!
NÃO VAI TER GOLPE!!!"
DIVULGUE! APÓIE!
O país saiu dividido das eleições, em que o mais significativo – e quase decisivo – foi o fato de que a oposição conseguiu captar uma parte importante do voto popular, beneficiário dos programas sociais do governo. Além disso, pela primeira vez um presidente foi eleito no Brasil com a oposição de praticamente a totalidade do grande empresariado, isto é, numa sociedade capitalista, o capital se choca com a oposição majoritária da população, que seguiu preferindo o modelo de desenvolvimento econômico com distribuição de renda. 

O governo só fez a leitura das condições de desequilíbrio das contas publicas que ele herdava do seu próprio primeiro mandato, resultado do erro de ter promovido isenções e subsídios sem ter cobrado contrapartida das grandes empresas que as recebiam. Não levou em conta que o objetivo principal da esquerda é conquistar de volta o popular.

Além de que a virada da situação internacional também contribuiu para a extensão da estagnação econômica do primeiro mandato, que o próprio governo transformou em recessão, com seu infeliz ajuste fiscal, que fez recair sobre os trabalhadores e não sobre os responsáveis pelos desequilíbrios, o ônus da crise.

A direita se aproveitou de um governo enfraquecido de apoio popular, que puxou o  próprio tapete sob os seus próprios pés, com o ajuste e alienou o apoio dos que o haviam reeleito, na busca infrutífera de apoio do mercado. O governo acabou sem um e sem outro, quase que suspenso no ar, isolado social e politicamente.

A divisão do pais se tornou fratura, conforme a direita – mídia, partidos, grande empresariado, setores do Judiciário e da Policia Federal – promoveram uma política de ódio ao governo, ao Lula e ao PT, e arrastaram setores significativos da classe media e da burguesia nessa campanha. Note-se que os setores populares que votaram pelo candidato da direita não se deixaram arrastar nesse ódio. Embora não apoiem o governo, não encontram nas lideranças de direita seu dirigentes.

As propostas de saída da crise por parte da oposição são todas conservadoras. Algumas apenas aprofundam o equivocado e ineficiente ajuste fiscal do governo, apontando de maneira mais direta com vingança dura contra os setores populares beneficiários das políticas do governo. Se aprofundaria a fratura social e política no pais, com perspectivas de instabilidades muito maiores que as atuais, com enfrentamentos abertos de classe.

Não somente não haveria retomada do crescimento econômico, porque o aprofundamento do ajuste intensificaria a recessão, como a fratura social seria ainda mais profunda e a democracia seria profundamente afetada, porque a direita, sem legitimidade popular, usaria a repressão contra os movimentos populares e qualquer forma de reivindicação que afetasse sua política de exclusão social e de reconcentração de renda.

Nessa condições, a única política que pode reunificar o pais é a de retomada do desenvolvimento com distribuição de renda, que gozaria de amplo apoio popular e poderia incorporar os empresários interessados na expansão produtiva da economia e até mesmo setores do capital financeiro, que se disponham a ajudar a financiar o crescimento econômico mediante créditos para o investimento, para o consumo e para a pesquisa.

A única liderança com credibilidade com o povo e com dialogo com o empresariado é a do Lula, como ele ja demonstrou nos seus dois mandatos de governo, que representaram o momento mais feliz e virtuoso de crescimento e combate às desigualdades que tivemos até aqui na nossa historia. Sua capacidade de agregação faz dele o único líder politico capaz de recompor a unidade do pais em torno de um projeto de futuro, de progresso, de reunificação social e política.

Por isso a direita, que não se interessa que o pais avance nessa direção, tenta projetar uma imagem negativa, odiosa, do Lula, tenta criminaliza-lo, tira-lo da vida política. Exatamente porque conhece esse formidável potencial do Lula, que ao reaparecer aos olhos da grande massa da população depois da frustrada tentativa de detê-lo, ressurge como a esperança de que o Brasil volte a ser um pais que progride, gera empregos, se projeta de forma extraordinária no mundo, recomponha o dialogo no debate politico, reconquista o apoio popular de que só o Lula pode deter. Só Lula pode reunificar o Brasil, condição da saída democrática da crise atual.
Por Emir Sader.

23.3.16

Eu estou protegendo você, seu filho da puta! (por Ayrton Centeno)

Ayrton Centeno

— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
Dita no calor da hora, a frase dura de um possesso Ciro Gomes carrega um desaforo dos mais evidentes, tradicionais e utilizados para aquele momento em que a temperatura sobe e a cusparada retórica se projeta com sua missão de destratar.  Era madrugada do dia 17 e um grupelho de jovens ululantes e disfuncionais fazia barulho diante da casa do ex-governador e ex-ministro de Itamar e Lula.
— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
Mas, no caso, o mais importante não é o insulto saído da boca de um político notório pelo temperamento explosivo. Junto, traz um ensinamento sábio. Com sua validade confirmada pela história recente.
— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
A última vez que tal conselho deixou de ser ouvido custou 21 anos de ditadura ao Brasil.
— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
Em 1964, no momento em que articulava o golpe contra Jango, o arquiconspirador Carlos Lacerda desconsiderou a possibilidade de reversão do que urdia. Embora sagaz, não imaginou que a usurpação de um presidente eleito, que parecia abrir-lhe o caminho para a presidência, viesse a ser, como foi, o começo do fim de suas próprias ambições presidenciais. Aos 50 anos, vivia o auge de sua carreira. Foi preso e cassado pelos novos inquilinos do poder que ajudou a implantar. Morreria em 1977 sem recuperar seus direitos políticos. Provavelmente lamentaria não ter sido admoestado — antes da vitória que se transformaria em derrocada — por um adversário mais atrevido que lhe dissesse nas fuças:
— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
Outro conspirador, Adhemar de Barros, também não ouviu a voz da razão. Ele e a mulher, Leonor,  puxaram a edição paulista da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Também sonhava com o Planalto ao qual já fora duas vezes candidato. Seu problema era semelhante aos dos demais conjurados: falta de voto. Quando veio o golpe que pediu, Adhemar avisou: “Agora, caçaremos os comunistas por todos os lados do país”. Dono de cadeia de rádios e jornais que hoje compõem a Rede Bandeirantes, Adhemar levou uma rasteira do destino: foi caçado e cassado. A exemplo de Lacerda, morreu sem recuperar os direitos políticos.
— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
O mesmo aconteceu com parcela dos jornais embarcados na conspirata, caso do Correio da Manhã, o mais destemperado dos inimigos de Jango, que feneceu destroçado pela censura e a perseguição dos militares. Claro que isso não se aplica às Organizações Globo, que somente se viabilizaram como um dos maiores impérios de comunicação do mundo através de suas relações carnais com um governo de assassinos. Sem vacilar diante da mentira, quando o poder constitucional foi derrubado, O Globo proclamou na sua manchete de capa em 2 de abril de 1964: “Ressurge a democracia”. Para o Globo, a democracia golpeada era a ditadura, enquanto a ditadura que chegava era a democracia.
— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
Quando o golpe deu seus primeiros vagidos, a Ordem dos Advogados do Brasil, através de seu conselho federal, correu a embalar aquele sinistro berço de renda negra. Enalteceu “os homens responsáveis desta terra” que baniram “o mal das conjuras comuno-sindicalistas”. E, paradoxalmente, o estupro se dera “sob a égide intocável do Estado do Direito”. Sob a mesma égide e de tal estado, em 27 de agosto de 1980, uma carta-bomba na sede da Ordem matou a secretária Lyda Monteiro da Silva, de 59 anos. A carta era dirigida ao presidente do conselho federal da Ordem, Eduardo Seabra Fagundes. Ocorre que, após apoiar a implosão da Constituição, a OAB percebera seu erro. E mudara.
— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
O Supremo, para vergonha dos pósteros, agiu igual. Sob o pitoresco olhar do STF, tudo estava em seu lugar: o golpe era legítimo, a democracia estava preservada e a constituição idem. Seu presidente, Álvaro Moutinho da Costa, saudou o general Castello Branco em visita à corte. Porém, após o AI-5, três ministros, os mais independentes, foram aposentados compulsoriamente.
— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
Filha de coronel do Exército, a adolescente Sônia Moraes foi levada pelo pai e a mãe à versão carioca da marcha da família com deus pela liberdade.  Era 1964 e os Moraes festejavam a queda do governo constitucional.  O tempo passou, o regime mostrou seus dentes e Sônia desapareceu.  Engajara-se na luta armada contra a ditadura. Presa,  teve os seios arrancados e foi chacinada até a morte. Desesperado, o pai procuraria durante anos pela filha. Um dia recebeu um presente sem sentido, enviado pelo seu desafeto, o general Adyr Fiúza de Castro, comandante do DOI-Codi, no Rio. Era um cassetete da Polícia do Exército. Descobriria depois que aquilo representava uma advertência e um escárnio. Com aquele cassetete sua filha, Sônia Maria de Moraes Angel  Jones, fora estuprada antes de morrer em suplicio.
— Eu estou protegendo você, seu filho da puta!
Talvez da explosão de Ciro fique mais o destempero do que o aviso. Mas é este que conta e tudo resume. Não é o mandato de Dilma que está em jogo. Quando a comandante suprema das forças armadas é grampeada, o recado é sucinto:  ninguém está livre, hoje foi ela, amanhã serão vocês.  Por isso, a violência ilegal, absurda e flagrante que se abate sobre a atual e o ex-presidente é apenas  uma fachada. Atrás dela vem o estado de exceção. Quando diz ao aprendiz de fascista “Eu estou protegendo você, seu filho da puta!”, Ciro expressa o que acontece após a ruptura do Estado Democrático de Direito quando até o guarda da esquina sente-se investido de superpoderes.
Como imensos contingentes da militância golpista limitam seu vocabulário a meia dúzia de chavões e não sabem  bem o que estão fazendo ali e a História mostra que o que está acontecendo é somente um revival  dos  tempos de 1954 e de 1964, e tem muito a lhes ensinar, talvez a melhor resposta ao rancor não seja a de Ciro mas a do ministro Jaques Wagner. Aborrecido num restaurante com o glossário golpista de um cidadão que o importunava, reagiu de maneira sintética: “Vá estudar!” Estudo é uma arma de exterminar fascistas. E ainda poderemos dizer a quem seguir a sugestão: “Estamos protegendo você”.

Ayrton Centeno é jornalista.
Toda investigação é sempre muito bem vinda. Ninguém no Estado Democrático de Direito está blindado ou  imune a investigação. Porém, é claro, não bastam indícios. Deve existir razoabilidade. Senão, a Polícia vira uma fábrica de inquéritos; violando o Princípio Fundamental da República: a Dignidade Humana!

Responda rápido: - Qual o delegado, promotor, procurador da República, juiz, desembargador, ministro ou general que gostaria que o seu filho ou filha fosse indiciado, vale dizer, sem indícios razoáveis? 

Por outras palavras, o inquérito não é nada quando é com os outros... Nada mais liberal quando conservador vai pra cadeia, né?

Vale lembrar que o inquérito é sigiloso(art.20 CPP). O ordenamento jurídico veda qualquer pirotecnia e efeitos midiáticos na apuração do fato criminoso. Até porque , após a entrevista e holofotes, o suspeito ou indiciado terá direito de exercer o contraditório? No senso comum, quando o delegado, promotor e procurador da República  emitem juízo de valor sobre determinado fato, passa a ser a “verdade”.  É o sofisma da autoridade!

A meu ver, também, não pode ser supostamente fato criminoso. Como assim?  Ora, não é  função constitucional da Polícia apurar as infrações penais? Isso está claro como a luz solar, consoante Constituição da República (art.144, § 1º, I e 144, § 4º) e art.4, do CPP.

No mesmo sentido, a denúncia conterá a exposição do fato criminoso e suas circunstâncias.(art.41 do CPP). O dolo tem que já  estar demonstrado por A + B, na peça acusatória.Não vale dizer: no decorrer da instrução criminal o MP provará a culpa. No processo penal constitucional  o réu é coisa sagrada. Tem direito de ficar calado ou de se justificar. De não ser torturado. Direito a não autoincriminação. De não produzir prova contra si mesmo.De não ser obrigado a delatar. 

Tem direito a presunção de inocência. Levamos séculos para sairmos das trevas. Do processo medieval. Da barbárie. Em  busca da razão.

Isso vale para todos!

Então, qual o sentido da condução coercitiva? Humilhar? Fazer espetáculo patético e inútil? Qual o sentido da prisão preventiva? Não quero dizer que ela é inconstitucional. Não é isso. 

MAS QUE A LIBERDADE É A REGRA CONSTITUCIONAL! A PRISÃO É A EXCEÇÃO DA EXCEÇÃO! (CF, art. 5º , LXVI)

Por outras palavras, havendo necessidade, SIM! Presentes os requisitos da cautelar, do art. 312 do CPP:  periculum libertatis,  ou seja, periculum in mora (PM), fumus boni iuris (FBI), prova do crime e indícios de autoria(PC). É só lembrar das 3 polícias: militar, FBI e civil... 

Insta ressaltar que o conceito de ordem pública é vago. É um conceito jurídico indeterminado. Em nome da ordem pública os nazistas massacraram os judeus. O poder sempre manipula o conceito de ordem pública a seu bel prazer. Clamor público? O que é? 

Aliás, o cidadão é conduzido debaixo de vara em nome da ordem pública. Hoje, faz com A, B ou C. Amanhã faz com você.Primeiro Francisco, depois Chico.

Trago à baila a frase do festejado jurista Lenio Streck: “Direito não pode ser produto de desejos, paixões e ideologias. Mas não pode mesmo.”

O Direito não é o que o juiz , o promotor, procurador da República ou delegado  querem que seja. É o que diz a lei e a Constituição!

O Ministério Público tem  a nobre missão de defesa da Constituição e  ordem jurídica. Não obstante,  nunca poderá também ser uma fábrica de denúncias. Não pode denunciar por desejo político.Por desejo de vingança ou justiçar. 

Tem que, sim, promover a Justiça!

 
Não se avança prendendo pra investigar, indiciando sem razoabilidade, denunciando sem  justa causa, isto é, sem um lastro probatório mínimo. 

Não se avança prendendo pra delatar!

Não se pode avançar na nossa recente e frágil democracia brasileira atropelando regras constitucionais. Sem o respeito às garantias constitucionais. Sem respeito aos direitos fundamentais. Ninguém está acima  da Lei Maior. É retrocesso. 

Barbárie!

Prende pra averiguar
Prende pra investigar
Prende pra Delatar
Prende pra minerar.

Prende pra intimidar
Prende pra matar
(Onde está Careli?  Cadê Amarildo?)

Prende pra torturar
Prende pela “ordem pública,
Prende nome da "comoção social"

Prende pra recuperar?
Prende pra socializar? 
Ou prende pra justiçar
e vingar?

Por Renata Ferraz.

9.3.16

Durante a operação de busca e apreensão no Instituto Lula na última sexta-feira (4), a Polícia Federal exigiu, sob voz de prisão do técnico de informática, a senha do administrador das contas de e-mail @institutolula.org, o que não constava no mandado da justiça, que fazia referência apenas poucas contas de e-mail específicas.

Com a informação que receberam sem mandato, passaram a ser os únicos a poder criar e bloquear e-mails, além de terem acesso livre a todas as contas do Instituto Lula, indo muito além do mandado original expedido pelo juiz Sérgio Moro. 

Mais do que isso. Ontem foi efetivamente violado o sigilo de cinco contas de e-mail, todas sem o respaldo legal de um mandato judicial.

Trata-se não somente de mais uma violação das regras legais. Trata-se de uma violência às garantias e direitos fundamentais expressos no artigo 5º da Constituição Federal, uma salvaguarda civilizatória defendida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e por todas as democracias deste planeta.

O Instituto Lula peticionou na terça-feira (8), ao juiz Moro, a devolução da senha do administrador para o fim desse abuso de poder contra o trabalho de uma entidade da sociedade civil brasileira.

A apropriação ilegal da senha do administrador dos e-mails do Instituto (hospedados no Google) permite à Polícia Federal: ler todas as mensagens de todas as contas do Instituto (inclusive esta e qualquer comunicação com a imprensa, violando princípio constitucional), apagar informações, e, como já aconteceu, trocar a senha, impedindo o acesso as contas pelos seus usuários, bloqueando seu trabalho e contatos.

A senha também permite que eles criem novos (e ilegítimos) e-mails com o domínio do institutolula.org e que mandem mensagens em nome de qualquer conta do Instituto. Imagine se um abuso desse fosse cometido com a sua conta de e-mail pessoal, com a conta de e-mail de uma empresa, ou de um órgão da imprensa. 

O Instituto Lula é uma organização da sociedade civil brasileira sem fins lucrativos, com contatos e trabalho conjunto com movimentos sociais, entidades sindicais, organismos internacionais, governos e ex-mandatários da África, América Latina, Estados Unidos, Europa, Ásia e Oceania. 

Apenas para citar alguns exemplos, temos acordos, parcerias ou relacionamento com a FAO, a Cepal, com a União Africana, com a União Europeia, com a Unasul, com as fundações do Partido Socialista Francês e do Partido Social Democrata Alemão, com o Podemos e o PSOE da Espanha, com o sindicato dos trabalhadores da indústria automotiva dos Estados Unidos (UAW), com o sindicato dos metalúrgicos da Alemanha (IG Metall), com a Central Sindical da África do Sul (Cosatu), com a Fundação Bill e Melinda Gates, com a Fundação Clinton etc. 

Recebemos visitas de jornalistas, acadêmicos, embaixadores, lideranças partidárias, chefes e ex-chefes de estado interessados em conversar sobre o cenário político mundial e a experiência do Brasil no combate à pobreza com os diretores do Instituto e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma das personalidades brasileiras mais conhecidas no exterior.

O sequestro feito pela Polícia Federal de toda a nossa autonomia e privacidade em comunicações eletrônicas é uma violência contra a democracia, a liberdade de organização e expressão.

Instituto Lula.

8.3.16


O que teria, de fato, atrapalhado os planos de levarem o ex-presidente Lula para Curitiba é umas das questões mais levantadas após a última tentativa da equipe de Moro.

Aeroporto de Congonhas, sexta-feira, 04 de março, cedo da manhã.

Soldados da Polícia da Aeronáutica estranham a movimentação de outros policiais armados.

Bloqueiam a entrada e não deixam eles entrarem no aeroporto. Não teriam reconhecido a farda que foi usada pela Polícia Federal, que estava fortemente armada.

Um dos soldados avisa ao coronel o que está ocorrendo.

O coronel fica furioso.

O reforço é chamado. Em poucos minutos a Polícia da Aeronáutica está preparada com centenas de homens para, se preciso for, confrontar os policias da PF.

A confusão é enorme, então descobre-se que o ex-presidente estava sendo conduzido. Neste momento, o coronel assume o comando do aeroporto e dá ordens para que cem homens da Polícia da Aeronáutica cerquem o jatinho que, segundo lhe informaram, levaria o ex-presidente Lula para Curitiba.

Mais tensão.

Sabe-se então que Lula está na sala da PF para interrogatório. Neste instante é aventada a decisão de invadir a sala para resgatar o ex-presidente. Há uma negociação, mas o coronel, que segundo consta é legalista, teria perguntado: “O que vocês pensam que estão fazendo com um ex-presidente?”.

Em meio a isso, o ex-deputado, professor Luisinho já estaria protestando contra a detenção de Lula e há uma baderna enorme defronte a sala da PF. Manifestantes contra Lula entram em êxtase.

Desmentidos surgem, mas o coronel do aeroporto não dá sinais de recuar. A PA permanece a postos, pronta para qualquer tentativa de condução de Lula.

A equipe da lava-jato desiste do plano A, que seria levar Lula à Curitiba — onde deputados de oposição já estariam comemorando.

Além disso, decidem reduzir o tempo do interrogatório, que era pra ser bem mais longo e, consequentemente, mais cansativo ao ex-presidente.

A Polícia da Aeronáutica, sob o comando do coronel, não arreda pé.

Diante do impasse, o juiz Sergio Moro teria dado ordens para abortar a operação.

O ex-presidente Lula é libertado.

A operação fracassou.

Quem forneceu essas informações, relatou tudo isso, exatamente desta forma.

Provavelmente quem esteve no local, naquela fatídica manhã de sexta-feira, possa ter visto parte desse impasse.

Sobre a veracidade desta versão, cabem duas questões:

De fato aconteceu desta maneira, a partir da ótica do narrador.

Ou, como disse a personagem do filme “Cortina de Fumaça”, Paul Benjamin, interpretado por William Hurt, após ouvir a história de natal de Auggie Wren (Harvey Keitel):

“Para se contar uma boa história tem-se que saber apertar as teclas certas. E nisso, você é mestre”.

Quando o narrador dessa história terminou de contar, me disse: “Podia ter acontecido uma tragédia. Foi muito tenso”.

A mim coube apenas a fidelidade do relato sem o uso de qualquer recurso literário.

Do Textículos do Jari

Enquanto tudo isso acontecia. Louve-se o que fez o Profesdor Luizinho que estava no aeroporto naquele momento, e ao saber do ffato, começou a fazer barulho, denunciado o que estava acontecendo.
Lembremos, também, do Ministro Marco Aurélio de Mello. Ele, também, estava no aerupprtp. Ao ser informado da prisão de Lula. Buscou a imprensa e fez a denúncia da ilegalidade.

7.3.16


A prefeitura de Juazeiro na Bahia abre 142 vagas para concurso público.

A Prefeitura Municipal de Juazeiro/BA, divulgou na sexta-feira, 04/03/2016 o edital de Concurso Público. O certame oferta vagas para diversos cargos, com salários de até R$ 3.000,00.
São 142 vagas para níveis médio, nível técnico, nível superior.
As inscrições serão realizadas até o dia 04/04/2016 no SITE e no posto de inscrição presencial.

A Prova Objetiva será aplicada na cidade de Juazeiro, estado da Bahia, na data provável 24 de abril de 2016, em horário e local a ser informado através de edital disponibilizado oportunamente e no Cartão de Informação do candidato no endereço que consta AQUI.

5.3.16


Moro e o “se colar, colou”.

Sabe aquela frase “testando hipóteses”? Que foi dita por um certo senhor para justificar as versões divulgadas em um telejornal nacional. Pois bem, ontem o Juiz Sérgio Moro, parece que levou até as últimas consequências estes ensinamentos.
Pelo que já se sabe, não foram os procuradores, nem a policial federal que pediram a “condução coercitiva” para o ex-presidente Lula no dia de ontem, 04 de março de 2015. Um dia que será lembrado como aquele em que uma das maiores lideranças do mundo moderno, foi tratado da forma mais mesquinha possível. E, também, já está posto que a definição de retirar o líder de sua casa e o levar até o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, foi única e exclusivamente, do Moro. Ele chamou para si toda a responsabilidade do ato.
O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, Roberto Lima, auditor fiscal da Receita Federal e o delegado Igor de Paula, da Polícia Federal, nos deixou bastante informados das investigações. As palavras mais citadas durante a entrevista show foram, “provavelmente, pode ser e supostamente”. O que nos leva a crer que, eles andaram mesmo testando hipóteses com o Lula. Primeiro encontraram alguém para um crime. Depois foram em busca das evidências para depois determinar qual o crime que, supostamente, ele poderia ter cometido.
Levado ao aeroporto para que fosse tomado o seu depoimento, eles esperavam a negativa do Ex-presidente para assim o levar, segundo o despacho do Moro, coercitivamente até a Curitiba como um troféu a ser mostrado para jornais e revistas. Para isso, até um avião, divulgado pela própria imprensa, teria sido estacionado ao lado do hangar onde ocorreu o depoimento. Mas, eles não esperavam a reação da militância do Partido dos Trabalhadores, muito menos que em jornais, sites e TV´s, juristas e comentarias aparecessem para condenar o ato, que segundo Marco Aurélio, ministro do STF disse, “não me consta que o presidente da república, e poderia ser um cidadão comum, tenha se recusado a comparecer. Ou seja, não me consta aqui que o mandado de condução coercitiva tenha sido antecedido por um mandado de intimação para comparecer espontaneamente perante a autoridade”. Ou seja, o balão de ensaio, a hipótese testada, o se colar, colou, não deu certo e eles tiveram que retroceder no golpe.
Mas não se engane Lula, muito menos o Partido dos Trabalhadores, pois o justiçamento que vem praticando aqueles que criaram a operação lava jato, não vão se sentir derrotados. Muito pelo contrário, hoje, eles devem estar, como se diz no nordeste, envenenados de ódio porque não conseguiram o intuito de prender, humilhar e retirar o ex-presidente das eleições de 2018.

Para Lula, não há outro caminho que não seja o das ruas. Nelas ele é imbatível. E esse é o medo que tem a oposição.
Dimas Roque.

2.3.16

Os funcionários municipais de Canindé de São Francisco em Sergipe, já podem a secretaria de administração para retirarem o seu DIRF – Declaração de Imposto de Renda para Pessoa Física. O documento é necessário para que se possa fazer a declaração do Imposto de Renda.

O prazo de entrega das declarações de 2016 começaram ontem, 01. A Receita Federal espera receber este ano 28,5 milhões de declarações.

A entrega pode ser feita até as 23h e 59min e 59seg do dia 29 de abril. A multa para quem entrega a declaração fora do prazo é de 1% ao mês. O valor mínimo é de R$ 165,74, e o máximo é de 20% do imposto devido.

Quem declara.

É obrigado a declarar Imposto de Renda o brasileiro que, em 2015, morava no país e se encaixou em qualquer uma das situações abaixo:

Recebeu mais de R$ 28.123,91 de renda tributávelno ano (salário, por exemplo);
Ganhou mais de R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonteno ano (como indenização trabalhista);
Teve ganho com venda de bens (casa, por exemplo);
Comprou ou vendeu ações em Bolsas;
Recebeu mais de R$ 140.619,55 em atividade rural (agricultura, por exemplo) ou tem prejuízo rural a ser compensado no ano calendário de 2015 ou nos próximos anos;
Era dono de bens de mais de R$ 300 mil;
Vendeu uma casa e comprou outra num prazo de 180 dias, usando isenção de IR no momento da venda.

Não deixe para a última hora. Vá o mais breve possível e faça a sua declaração do Imposto de Rendo dentro do prazo legal.

Comunicação Canindé.

1.3.16

Falei em Fla-Flu, mas o jogo é Fla-Fla, só um time joga, dá pontapés. 

O resto apanha. Não acontece nada com os crapulosos tucanos. 

Podem roubar durante décadas nos trens de São Paulo, comprar votos, se meter em negociatas de um bilhão de dólares com refinarias argentinas e até roubar na merenda escolar.

Também podem, sendo políticos drogados de alto bordo, espancar mulheres, pois não serão queimados como outros. 

Vai dar pizza com Samarco e a privada Vale. São frutos tucanos. Eles podem até mesmo pretextar uso político quando são comprometidos em pensões e compras de apês na Europa para filhos — ou não —, fora dos casamentos exemplares, cujas mães foram perseguidas. 

O sub-relator da CPÍnfima do BNDES, o tucano Alex Baldy Cheio de M quer prender o Lula. Se ele for criminoso, tudo certo, mas, em nome da decência, prendam o Azeredo, a quadrilha no Paraná, os espancadores de esposas que são candidatos à Presidência da Ré-pública.

Não tá tranquilo nem confiável, Bin Laden. Tá Samarco e ChicunCunha.

Por Aldir Blanc é compositor na Central de notícias PEQUI BRAVO.
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