11.1.16

Um ato de felicidade.

Há certas coisas que acontecem em nossas vidas que ficam marcadas para sempre. Uma dessas passagens eu me recordei quando fui com meu filho Iury Roque comprar o berço para a minha neta. Eu me recordei de um fato interessante que aconteceu há 23 anos. Ulisses tinha nascido e nós morávamos na casa dos meus pais. Ocupávamos um quarto onde tinha uma cama de solteiro, que de tão velha, tínhamos que deixar a toalha estendida na cabeceira da mesma. Era para esconder o que o cupim tinha feito. Também havia uma banheira e era nela que colocávamos o nosso bebe. Forrada com nossas roupas, para deixar mais confortável para ele.
Um dia, no segundo mês após o nascimento, passou pela manhã Rosevaldo Binho, um grande amigo. Ele viu aquela situação. Como sempre, levamos na brincadeira e sorrimos muito. Mesmo com todo o sacrifício, nós éramos felizes. Na parte da tarde, apareceu para nos visitar outro amigão, o Walcides Batata. E não é que ele chegou com algo pesado pra zorra. Foi entrando, perguntando onde era o nosso quarto e saiu arrastando aquele pacote enorme. Ele e Binho nos presentearam com um berço lindo. Dos melhores que havia no mercado. Foi um ato que tocou o meu coração, e que até hoje me emociona ao lembrar.
É que tem coisas que nos toca o coração e a alma, e mesmo que todo o tempo do mundo passe ficará em nossas lembranças. Batata e Binho fizeram, com aquele gesto, uma família feliz. Muito mais pelo significado que pelo bem material.
E hoje, quando vejo que a minha neta está chegando, com as graças de Deus, me realizo por poder conseguir dar a ela e ao meu filho as mínimas condições para que possam ter qualidade de vida. Lembro da luta dos meus pais, que mesmo tenho uma família enorme, me deu tudo o que podiam dar. Que mesmo nas maiorias dificuldades, nunca deixaram de estar ao meu lado, cuidando, primeiro de mim, e depois de minha família.

A Batata e Binho (em memória), todo o carinho do mundo, por terem feito um dia, o dia mais feliz da família. 

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