28.1.09


"Tempo do Sarney já foi", diz Pedro Simon ao Site Terra 31/01/2009. Fabrício CaladoDireto de São Paulo"

Acho que o tempo do Sarney já foi. Ele ficou quatro anos na presidência do Senado, foi presidente da República. Tem que haver uma renovação." A declaração não é de nenhum petista favorável à candidatura de Tião Viana (PT-AC) à presidência do Senado, mas do senador Pedro Simon (RS), do PMDB como José Sarney.

Perguntado sobre o que acha de Sarney disputar o Senado pela terceira vez - o maranhense já presidiu a Casa de 1995 a 1997 e de 2003 a 2005 -, Simon não perde a deixa para ironizar o colega de legenda. "O Sarney não nasceu com aquilo virado pra Lua, ele nasceu com a Lua naquele lugar. Onde ele entra dá tudo certo pra ele.

"A estocada de Simon é o round mais recente da antiga luta entre ele e Sarney. Em dezembro de 2007, o senador gaúcho bateu boca com o maranhense durante a reunião da bancada do PMDB que escolheu Garibaldi Alves (RN) para concorrer à presidência do Senado. Simon apresentou seu próprio nome para a disputa, mas foi preterido.

"Tenho sido discriminado no PMDB nos últimos dez anos. Sou discriminado pelo Lula, pelo líder do partido (senador Valdir Raupp RO) e pelo Sarney", reclamou Simon, à época. " Vossa Excelência é um franciscano, mas procede aqui de maneira diferente. Um franciscano não pode ser injusto", retrucou Sarney. "Sou franciscano e rezo por Vossa Excelência todo dia", rebateu Simon.

O revide verbal de Simon continuou. "Quando Sarney foi para o governo, pensei que o PMDB estivesse no governo, e não estava. Nunca ninguém me ofereceu nada aqui no Senado. Zero!

"Dois anos depois, o discurso de Simon não mudou muito. "O problema é que nem o (Michel) Temer nem o Sarney fazem barganha pro partido, Eles fazem barganha pessoal, pro grupo deles. Falta grandeza no comando do MDB nacional", disparou o senador gaúcho por telefone ao Terra, na última sexta-feira.

Apesar das alfinetadas, Simon garante ter boa relação com Sarney. "Nós nos damos muito bem", garante ele. Porém, ao ser perguntado qual é seu candidato para a presidência do Senado, desconversa: "eu vou ver o mar agora, coisa ruim eu vou deixar para segunda-feira".

Belém, 29 (AE) - Era para ser mais uma mesa-redonda, para discutir o papel da mulher na política. Mas na prática virou uma espécie de comício, em pleno coração do Forum Social Mundial, que está ocorrendo em Belém, no Pará. Assim que a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, adentrou o palco, sendo apresentada como uma das debatedoras, os petistas que lotavam o auditório entoaram o canto de guerra da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, agora com outro nome: "Olê, olé, olé, olá.... Dilma, Dilma..." E imediatamente engataram outro refrão de campanhas petistas: "Brasil! Urgente! Dilma presidente!"

O tema do debate, promovido pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, não poderia ser mais apropriado para a ministra, apontada como a preferida de Lula para sucedê-lo na Presidência. Logo na intervenção inicial da mesa, a governadora paraense Ana Julia Carepa, primeira mulher eleita para a chefia de um Estado sob a sigla do PT, disse que "estamos chegando a um momento muito importante da nossa República, o momento de termos uma mulher na Presidência".

Na intervenção seguinte, a senadora Fátima Cleide, do PT de Rondônia, disse que "o nome da companheira Dilma tem sido repetido e desejado por todo o País para dar continuidade ao trabalho do presidente Lula". Também fazia parte da mesa a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria da Mulher.

As três fizeram intervenções relativamente rápidas, levantando a bola para a ministra Dilma, que falou longamente e em tom de discurso. Lembrou o início de sua militância política, nos anos da ditadura militar, em organizações de esquerda que pregavam a luta armada: "Fizemos a autocrítica, mas não mudamos de lado: continuamos ao lado do povo, dos trabalhadores".

Defendeu enfaticamente o governo do qual faz parte: "Voltamos a colocar o desenvolvimento na ordem do dia, acabamos com a proibição que existia para essa palavra." E deteve-se de forma mais detalhada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que está sob sua coordenação: "Não é só uma lista de obras, mas sim um plano de integração nacional."

Como estava em plena Amazônia, no meio de um fórum destinado a discutir a preservação dessa região, ela também falou sobre o assunto, afirmando que o governo Lula considera a região estratégica para a construção e consolidação do Brasil como nação. Lembrou atividades que estão sendo desenvolvidas, como os programas destinado a reduzir o desmatamento, até chegar ao nível zero em 2017.

Foi aplaudida em três ocasiões durante o discurso. Uma delas foi quando citou a crise econômica mundial, afirmando que, ao contrário do que teria ocorrido em governos anteriores, o do presidente Lula "tem instrumentos para combater a crise" e "para garantir o emprego, pois só com a garantia da renda é que se pode crescer".

Ao final, de novo a plateia reunida num grande galpão, conhecido como Tenda dos 50 Anos de Vitória da Revolução Cubana, com uma estrutura de metal e lona, voltou a entoar os refrões da campanha presidencial. Na saída, durante entrevista coletiva, a ministra disse ter ficado comovida com o calor da plateia, mas que ainda não é candidata: "O presidente Lula ainda não conversou comigo a esse respeito. Não tem nenhuma questão colocada ainda, porque não houve essa conversa."

Quando lhe perguntaram se achava se o Brasil estava preparado para eleger uma mulher presidente, ela teve uma saída elegante: disse que o povo brasileiro está preparado tanto para eleger uma mulher quanto um negro, um índio. No discurso ela já havia dito que "nosso país é tão democrático que um torneiro mecânico chegou à Presidência".

Uma curiosidade: entre os convidados especiais do encontro encontrava-se a política francesa Segolene Royal, que disputou a presidência nas eleições de 2007. E foi derrotada por Nicolas Sarkozy. Ela chegou a subir ao palco para abraçar Dilma.
MADRI - A Polícia espanhola informou nesta quarta que prendeu seis pessoas suspeitas de uma fraude de mais de US$ 600 milhões na Bolsa de Valores de Londres, em investigação que envolve uma empresa de valor "inventado" para vender suas ações por preços altos e uma sociedade bancária brasileira, de nome não revelado.

Quatro prisões foram feitas em Barcelona, uma em Madri e outra em Elche, no leste da Espanha.
Segundo a Polícia, através de complexas operações mercantis e falsificações, os suspeitos aumentaram o valor das ações em Bolsa de uma empresa sem depósitos que o aprovassem e, posteriormente, lucraram com a venda fraudulenta dos títulos.As investigações foram iniciadas em 2005 pelo Escritório de Fraudes Graves (SFO, na sigla em inglês) do Reino Unido, segundo o qual a fraude começou em 2003.
Em outubro daquele ano, foi incluída no Mercado Alternativo de Investimentos do London Exchange Market uma sociedade que teve que suspender o comércio de suas ações dois anos depois.A companhia divulgou a impossibilidade de verificar a existência ou seu direito a possuir depósitos bancários de 370 milhões de libras por duas entidades financeiras.Quando começou sua atividade em Bolsa, a empresa disse ter ativos de US$ 290 milhões, representados quase totalmente por um acordo assinado com outra instituição mercantil.
Posteriormente, ela anunciou diversas operações financeiras, entre elas uma garantia, sob a forma de certificados de crédito internacionais, de uma sociedade bancária brasileira com a finalidade de aumentar o valor de suas ações.
Segundo as investigações, a entrada da empresa na bolsa, assim como a oferta pública de ações, foi conseguida por fraude, em diversos anúncios falsos, em veículos de imprensa especializados de Londres, para gerar interesse nos títulos da companhia.Esses anúncios teriam sido planejados pelos principais suspeitos, que venderam depois as ações que possuíam em seus nomes.
Os seis registros da operação permitiram a localização e detenção, na Espanha, dos seis suspeitos de participar da fraude.

27.1.09


Os interessados devem se dirigir a qualquer um dos 605 postos informatizados de matrícula espalhados na capital e interior do estado para confirmar o ingresso.

No ato da matrícula, o estudante ou responsável deverá apresentar duas fotos 3x4, uma cópia da identidade e do CPF, do comprovante de residência e do histórico escolar ou do atestado de escolaridade.


Informações de locais: www.sec.ba.gov.br/matricula


Do Sita Bahia Já.

26.1.09

Samuel Celestino versus noticiário de A Tarde.

Entre a opinião pessoal do comentarista político Samuel Celestino, do jornal A Tarde, e o noticiário do jornal A Tarde, fico com o noticiário. De um lado, Samuel Celestino desanca o secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, de outro, a reportagem do jornal A Tarde nos revela uma Secretaria da Cultura vitoriosa e dinâmica, uma revolução. Quem estará com a verdade? A opinião de um ou a reportagem de muitos?
O erro de avaliação de Samuel Celestino é julgar o conjunto da administração por uma única parte. A partir de uma suposta “agonia” do Balé do TCA, ele conclui arbitrariamente que a secretaria da Cultura vem sendo “mal gerida”. E isso nas colunas de sábado (24/01/09) e de domingo (25/01/09).
E por que afirmo que fico com a reportagem do jornal A Tarde (26/01/09)? Porque, simplesmente, é mais objetiva e verdadeira, sem pecar por avaliação subjetiva e unilateral.
Leiam o Caderno Especial “Cultura em Movimento” do jornal A Tarde (domingo, 18/01/09). É um excelente caderno assinado por Patrícia Borba e Aleile Moura, com projeto gráfico de Edu Argolo. O Caderno Especial não somente explica o momento do Balé do TCA, como aborda os novos projetos e a ampliação dos recursos para a dança na Bahia. A Secretaria da Cultura promove a reestruturação da Escola de Dança da Fundação Cultural e também do velho e desgastado Balé do TCA. Nestes dois anos, cresceu o número de alunos da Escola de Dança e o Balé do TCA voltou-se para a formação de novos públicos. Acho que Samuel Celestino não leu o Caderno Especial do jornal A Tarde.
Não dá para aceitar uma opinião tão unilateral. A Secretaria da Cultura fez o Museu de Arte Moderna renascer das cinzas. Transformou o MAM, sob direção de Solange Farkas, num verdadeiro centro multicultural, com protagonismo no circuito de artes do país. Eu levo sempre meu neto, João Pedro, ao Projeto “Pinte no MAM” e sempre assisto as deliciosas “Jam Sessions” a R$ 2 (dois reais) a entrada.
E o Salão da Bahia? Transformou-se numa vitrine de artistas visuais baianos com destaque para o 15º Salão. E os salões regionais? Romperam o viciado cenário de artes visuais da Bahia e ganharam o interior do Estado.
Só com base numa suposta decadência do Balé do TCA, acho errada a conclusão do jornalista Samuel Celestino. Basta conversar com os produtores independentes de audiovisual para se notar a diferença, com a atuação do IRDEB, com os Editais do Fundo de Cultura. As premiações estão aí para provar o que digo.
Recomendo a Samuel Celestino ler o Caderno Especial de A Tarde. Tenho certeza de que ele vai mudar de opinião. Ele sempre foi um cara honesto. Basta ler o balanço do que foram estes dois anos de fortalecimento da música independente, a começar pelo orçamento. A nova política cultural da Bahia possibilitou apoio a novos nomes da música. E o projeto Neojibá de orquestras sinfônicas para crianças e jovens da periferia? E a maravilhosas apresentações da Orquestra Sinfônica no TCA?
A propósito, recomendo ao Samuel Celestino, que respeito muito, mas, com o qual não sou obrigado a concordar, a leitura da reportagem do jornal A Tarde sobre as novas propostas de trabalho do Teatro Castro Alves, incluindo o fortalecimento dos corpos estáveis do Complexo Teatro Castro Alves: o Balé do TCA e a Orquestra Sinfônica.
Ao contrário do que afirma Samuel Celestino, a cultura na Bahia nunca foi tão bem administrada como agora. O problema é que tem muito interesse particular contrariado.

22.1.09

IBGE revela que desemprego em 2008 é o menor em seis anos e renda cresce.
A taxa de desemprego média no Brasil em 2008 ficou em 7,9%, contra 9,3% em 2007, segundo dados divulgados hoje, quinta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado divulgado hoje é o menor da série iniciada em 2002.
Em dezembro, a taxa ficou em 6,8%, contra 7,6% em novembro. Na comparação com dezembro de 2007, houve um decréscimo de 0,6 ponto percentual - que havia ficado em 7,4%. O resultado de dezembro foi o menor para um mês também na série histórica.
A renda média do trabalhador no ano cresceu 3,4% entre 2007 e 2008, ficando em R$ 1.260,24, contra R$ 1.218,79 um ano antes. Em dezembro, a renda média do trabalhador chegou a R$ 1.284,90, uma alta de 0,5% frente a novembro e de 3,6% em relação a dezembro de 2007.
Em 2008, o IBGE registrou uma média mensal de 1,9 milhão de pessoas desocupadas, o menor número desde 2003. Em relação a 2007, houve redução de 13,3% na população desocupada. Em dezembro havia 1,6 milhão de pessoas procurado emprego, 11% a menos que o observado em novembro, e 6,3% inferior na comparação com igual período de 2007.
A população ocupada somou 22,1 milhões de pessoas, indicando estabilidade em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2007, houve um crescimento de 3,4%.
O número de trabalhadores com carteira assinada no país totalizou 10 milhões de pessoas em dezembro, número também estável em relação a novembro. Já na comparação com dezembro de 2007, houve incremento de 7,2%.
O IBGE mede a situação do mercado de trabalho nas regiões metropolitanas de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE) e Porto Alegre (RS).
Do Blog Bahia de Fato.

21.1.09

Tu chegas como se fosse uma gata
Nem bate na porta
Chega devagarzinho, espreitando.
Olhando o que faço
Faz cainho devagar
Até me conquistar
Depois de me ter aos seus pés
Me abandona?
POSIÇÃO DO SECRETÁRIO, FORÇA DEFINIÇÃO, SE ESTÁ OU NÃO ESTÁ DORMINDO COM O INIMIGO!
O Secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, na Tarde de hoje, classifica como “esdrúxula” (estranha) a posição extraoficial do PMDB em liberar os 4 (outros 4 votam com Marcelo) Deputados do partido para votarem em Elmar Nascimento (PR), candidato de oposição ao Governo.
O Secretário teve uma conversa na terça com o Presidente do PMDB, Lucio Vieira Lima (vai ter outras), que nega que o PMDB tenha esta posição.Com esta negativa, fica parecendo que a posição do PMDB na Assembléia é uma decisão exclusiva dos quatro Deputados que pretendem votar em Elmar. (deixando os quatro com o pepino na mão?)
O voto é livre. Mas a questão é que o PMDB é do Governo. Inclusive tem 3 Secretarias importantes, dirige órgãos importantes como a AGERBA e realmente estava uma coisa estranha:como é que o Partido é do Governo com tanto cargo e se sente a vontade para conspirar contra esse mesmo Governo?
A posição de parte do DEM não. É de respeito. É oposição e assume.Agora o PMDB? Pra poder ter esta posição deveria entregar os cargos (entregar de verdade e não como jogo de cena...!)Se não é isto, então deve parar de brincar com fogo, para o povão não pensar que o Governo, dorme com o inimigo!
Do Site do Antonio do Carmo.

19.1.09

O Governador Jaques Wagner perdeu a paciência com o ministro Gedel. Quando da estadia de Lula em praias baianas, o governador e o presidente chegaram à conclusão de que o ministro já fez movimentos demais em direção a oposição ao governo do PT. Picado pela famosa mosca Azul da política, o cacique do PMDB na Bahia parece que não quer esperar a fila andar e já se coloca como possível candidato ao governo da Bahia em 2010. Mas como diria Garrincha se estivesse vivo e participando do jogo; faltou ao Gedel combinar com o Alemão.

A paciência de Wagner já se esgotou, ele fez tudo o que podia nessa história toda. Todas as tentativas públicas de mandar recados ao ministro já foram gastas e ele continua sua empreitada em direção ao seu objetivo. O governador terá uma conversa definitiva com Gedel e está só esperando o desenrolar da eleição da mesa diretora na assembléia estadual da Bahia para tomar sua decisão.

Com a saída do PMDB quem entra no governo é o PDT. Com o aval do Presidente Lula.

Com pesquisas na mão que informam a boa aceitação da sua administração pelo povo da Bahia, Wagner deve ter percebido que essa é a hora de saber quem está com o governo ou quem só quer estar no governo, esperando a hora para sair.

Com a saída do PMDB do governo, deve haver uma boa corrida pelos cargos na capital e no interior. O PT deve ganhar algum agrado nisso tudo. A grita ainda é muito grande dentro do Partido, já que muitos ficaram de fora e não estão satisfeitos até hoje.
Rede Globo está em campanha direta contra o Governo Lula. Segundo Eduardo Guimarães que disse em seu Blog ; “O quadro começa com a apresentadora do programa dizendo que, “O que era para ser marolinha, virou tsunami”. Em seguida, um “especialista” diz que, “ao contrário do que dizem as autoridades, a crise é nossa, também”, insinuando que haveria culpa do governo Lula pela crise. Além disso, a reportagem mostrou cenas tristes de pessoas demitidas, cenas que mesmo nos momentos de maior euforia econômica de um país, sempre serão tristes.” Isto segundo ele teria ocorrido no programa Fantástico deste domingo 18 de janeiro. Caro leitor(a) deixa então eu colaborar com o que também vi na Globo neste domingo. Ao fazer uma chamada para o BBB9 durante intervalo comercial o “jornalista” começa dizendo, “depois de muitas marolinhas o BBB vai virando um tsunami”. De duas uma. Ou a Globo está com o mesmo redator para todos os programas ou estão utilizando o mesmo texto por economia. O que pode indicar que a Vênus Platinada está com problemas de caixa. Ou uma terceira opção que deve ser a mais plausível; A Globo já entrou na eleição de 2010 e está fazendo de tudo para colar em Lula a crise financeira.

18.1.09

Manifesto Contra as expulsões dos filiados do PT em Paulo Afonso repercute na mídia baiana.


Click na imagem do Blog BAHIA JÁ

Click na imagem do Site POLÍTICA LIVRE

17.1.09

Comunico ao povo brasileiro e aos internautas que no dia 15 de janeiro de 2009, por volta das 15:00hs. sofri o primeiro atentado quando dirigia um automóvel deslocando do Jardim Botânico com destino a Niterói, ato contíuno ainda no JB o radiador de água quente explodiu causando uma nuvem de fuça muito grande e explosão do painel do veículo. Resultado sofri queimaduras de primeiro grau nos pés e lesões pelo corpo. Sai imediatamente do Rio de Janeiro com destino a São Paulo onde fui imediatamente socorrido, por medida de segurança. No momento estou em casa me recuperando do trauma. Tenho como testemunha do ocorrido a fraterna amiga Silvia Calmon ( pisicanalista) , os populares que me socorreram e meus padrinhos Jose Zelman e Nelia Maria Zelman.
Leia tudo sobre o assunto no Blog do Protógenes.

14.1.09

O PT traz, desde sua fundação, a marca inequívoca da democracia interna. Como partido representante das classes trabalhadoras do Brasil, o PT sempre cultivou o livre debate de idéias e posições, e o respeito às minorias, como forma de absorver democraticamente os mais amplos setores dos explorados e oprimidos.
O fato de um determinado grupo, ou tendência, ser majoritário na direção partidária, não lhe da o direito de desrespeitar e/ou expulsar do partido os setores minoritários. Esta é uma velha tradição da esquerda que o PT sempre combateu. Excluir do quadro partidário os setores divergentes, apenas por deter o controle da máquina do partido, nunca foi a melhor forma de resolver as diferenças e de construir o PT. Para tanto o PT tem um estatuto, diretrizes e normas internas, que devem ser respeitados por todos os setores que o compõem, mesmo os majoritários. São essas normas internas que asseguram a convivência e a harmonia entre todas as correntes do partido, quando estas são desrespeitadas se estabelece a confusão e o caos, e a convivência fraterna fica insustentável.

Infelizmente, no PT de Paulo Afonso-BA tem prevalecido o arbítrio e o despotismo de um grupo que, por constituir maioria no diretório municipal, vem cometendo uma série de abusos e desatinos, à revelia do estatuto e das normas do PT. Começaram por desrespeitar as definições eleitorais, legitimamente estabelecidas pelos filiados do partido, nos três encontros democráticos que se realizaram em 2008, para definição da tática e da estratégia nas eleições municipais. Impuseram ao partido uma tática eleitoral desastrosa, que expôs o PT ao ridículo, com uma votação majoritária humilhante, que só contribuiu para dividir a esquerda e favorecer o retorno do DEM ao governo municipal. Além de não eleger representação para a câmara de vereadores e ajudar a eleger um vereador umbilicalmente ligado ao DEM. Como se não bastasse ter patrocinado todos estes absurdos, verdadeiro atentado à história e a imagem pública do partido, agora resolveram expulsar de forma arbitrária, sem estabelecer comissão de ética, sem direito de defesa, sem seguir nenhum critério ou trâmite estatutário para tal finalidade, vários filiados militantes do partido. Afastaram e suspenderam os direitos de dirigentes e filiados sumariamente, através de cartas, sem respeitar o fato de que foram eleitos democraticamente pelo conjunto dos filiados. O próprio governador, a maior liderança do PT na Bahia, contrariou a tática eleitoral deste grupo, subindo no palanque e declarando apoio ao candidato do PSB. Seria o caso de mandar uma carta ao governador, comunicando sua expulsão do partido?

Eles erraram e ajudaram o DEM a voltar ao poder, e aqueles que, acertadamente, apoiaram a aliança de esquerda com o PSB são punidos com a expulsão sumária?Nós, que subscrevemos esse manifesto, pedimos aos dirigentes estaduais e nacionais que revoguem imediatamente estas expulsões, e que ponham um fim ao despotismo deste grupo, que desrespeita abertamente o estatuto e as normas do partido, se sentindo acima das diretrizes emanadas democraticamente pelo conjunto dos filiados e válidas para todos, maiorias e minorias.

10.1.09

Coentário públicado no Blog do Nassif.
Foi Fintan O’Toole, filósofo-em-chefe residente do The Irish Times quem, afinal disse o indizível. “Quando expirará o mandato do vitimismo?”, perguntou ele. “Quando, afinal, o genocídio nazista dos judeus da Europa deixará de servir de desculpa, para livrar o Estado de Israel das barras dos tribunais internacionais e das leis regulares da humanidade?”
Por favor, seu moço não deixe que matem nossas criancinhas.
Elas tão indefesas não sabem o que está acontecendo ao seu redor.
Seus corpos estraçalhados nas ruas, as mesmas que antes sonhavam viver.
Se o senhor está me ouvindo saiba que elas não têm como combater.
O que antes era o agredido, hoje é o agressor.
Esse ódio que vejo nos olhos deles não foram essas crianças as culpadas.
Socorra esse povo, ajude as minhas crianças.
Já não temos mais forças para poder agüentar.
É uma fúria incomum, daqueles que se apossaram de nossas terras.

Ajude-nos, por favor.
Já não agüento ver tantos corpos espalhados pelo chão.
Do site da Revista Carta Capita - Por Mino Carta

Vamos logo ao ponto: por que CartaCapital, e outros jornalistas, miram em Daniel Dantas? Porque o banqueiro orelhudo é a personagem mais representativa da interferência financeira na política nativa, da corrupção à moda da casa. Há mais figuras na parada, mas não chegam ao nível e à dimensão do nosso heroi, pelo menos por ora.

É neste enredo que entra o delegado Paulo Lacerda, ex-diretor da Polícia Federal, ex-diretor da Abin, enfim desterrado para Portugal, no melancólico e inédito posto de adido da nossa embaixada em Lisboa. A exoneração de Lacerda deu-se na calada das festas de fim de ano, a aproveitar o momento em que o pessoal ergue brindes e troca presentes, e seu afastamento, murmurado em tom anódino, não mereceu maiores reparos da mídia.

Paulo Lacerda, policial conhecido por sua ficha impecável, é quem esteve à frente da PF quando da Operação Chacal, a primeira que visou as falcatruas do orelhudo em 2004. Quatro anos depois, emprestou efetivo da Abin à Operação Satiagraha, aquela que até hoje resulta na condenação de Dantas por corrupção, determinada pelo juiz de primeira instância Fausto De Sanctis.

Por que Lacerda vai para Portugal? Na origem do enredo, uma reportagem da revista Veja anuncia que uma conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres foi grampeada. Conversa, aliás, sem qualquer relevância. Mas o magistrado tonitroa o propósito de “chamar às falas” o presidente da República, como se identificasse nele o responsável pela interceptação ilegal.

Que faz o primeiro mandatário? Convida Mendes à calma e pede tempo para analisar o caso? Pelo contrário, recebe-o imediatamente, em companhia do ministro da Defesa, Nelson Jobim, este que não perde a oportunidade para mergulhar em uniforme de general. Sustenta Mendes, apoiado por Jobim, que o grampo sofrido é obra da Abin e pede a cabeça de Paulo Lacerda. Que de imediato é afastado temporariamente do cargo, a coroar um erro destinado a demonstrar-se irreparável.

O arco-da-velha funde sua palheta em uma única cor, o rubro da vergonha. No entanto, o tempo passa. Prova-se que a Abin não tem condições de grampear quem quer que seja, só pode mesmo rastrear grampos. Há quem diga que Lacerda carrega outra culpa: ajudou o nunca assaz falado delegado Protógenes da Satiagraha. E que culpa seria esta, se não há lei ou regulamentos para condená-la?

A este respeito cabe uma observação. Em novembro de 2007, Paulo Lacerda visitou seu sucessor na direção da PF, Luiz Fernando Corrêa, e foi claro na sua exposição: caso a PF não se dispusesse a oferecer reforços à Satiagraha, ele os forneceria. Por que a questão não foi levantada na ocasião, catorze meses atrás, e só veio à tona depois do encontro do presidente Lula com Mendes e Jobim?

Avolumam-se os porquês, pois contra Paulo Lacerda nada foi apurado. E se algo há que não sabemos, algo escondido nos bastidores, convém explicitá-lo, se o Brasil for de fato um país democrático onde vigora o Estado de Direito. O delegado assumiu aos olhos da opinião pública, em função do seu desempenho e de sua ressonância, uma importância capaz de transcender o seu próprio posto.

É dever do governo explicar, à revelia da mídia que prefere o silêncio em proveito de outras personagens do entrecho, as razões do fim melancólico reservado a um leal servidor do Estado. Caso contrário, justifica-se a suspeita de que as razões da política miúda pesam mais, muito mais, do que a justiça e a ética. E suspeitas mais, de que tudo se faz para evitar, até quando for possível, a relação orgânica entre Daniel Dantas e o poder nativo.

9.1.09

"Eu gostaria que meu pai ou minha mãe, ou os dois, já que ambos tinham a mesmíssima responsabilidade, houvessem refletido sobre o que estavam fazendo quando decidiram me conceber."

Laurence Sterne, in A Vida e as Opiniões do Cavaleiro Tristram Shandy
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu que os culpados pelo grampo ilegal contra o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), sejam identificados e punidos. Chinaglia defendeu também o aprimoramento da legislação sobre interceptações telefônicas e ressaltou que a CPI das Escutas Telefônicas, em andamento na Câmara, deve propor alterações na lei. Aníbal disse ontem que foi informado pela Polícia Civil de São Paulo que era alvo de uma quadrilha especializada em escutas telefônicas que age no Estado desde o ano passado.

O deputado disse à Folha Online que os policiais identificaram, pelo menos, duas gravações telefônicas nas quais havia troca de informações sobre seus dados pessoais. Indignado com a descoberta da Polícia Civil, Aníbal disse que agora quer saber todos os detalhes das investigações e identificar os autores ou autor da ordem para que ele fosse alvo das escutas. “Quero saber quem mandou fazer a escuta, por que mandou e quais eram os objetivos dessa pessoa ou dessas pessoas”, afirmou o deputado. Segundo Aníbal, sua surpresa foi descobrir que em uma das gravações, havia registro inclusive do nome da mãe dele.

‘É impressionante a facilidade com que essas pessoas descobrem informações pessoais do titular do número de telefone’, disse ele. Aníbal afirmou que o telefone grampeado era um aparelho celular utilizado por sua secretária em Brasília, responsável por fazer todas as chamadas telefônicas para ele. Segundo o tucano, a secretária já desativou o aparelho e utiliza outro número. O tucano disse ainda que não mudou sua conduta: continua falando ao celular e também nos aparelhos fixos.

Porém, o deputado afirmou que vai insistir para identificação de todos os envolvidos no esquema de escuta telefônica, descoberto pela Polícia Civil. De acordo com o deputado, ele foi procurado por delegados da Polícia Civil de São Paulo há cerca de um mês e meio, que informaram ter desbaratado a quadrilha, integrada por policiais e funcionários de bancos e até de operadoras de crédito. A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira nove pessoas suspeitas de integrarem um esquema de grampos ilegais e quebra de sigilo bancário. Os dados eram vendidos depois.

* Do Jornal A Tarde da Bahia.
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