13.11.06

Os crimes da imprensa Publicada hoje em página inteira em "O Globo", a sentença do juiz Fabrício de Fontoura Bezerra, condenando o jornal por crimes contra a honra de Eduardo Jorge Caldas Pereira, homem de confiança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é um documento relevante para se entender os limites da liberdade de imprensa.Em um momento em que se considera ameaça à imprensa a mera menção do telefone de um jornal em um inquérito policial, o resumo dos ataques sofridos por Eduardo Jorge em apenas um jornal, é chocante.Vítima de um conluio entre jornalistas e procuradores, ambos inescrupulosos, Eduardo teve sua vida devassada, sofreu acusações das mais graves provindas de fontes em "off", sem poder se defender. Foi comparado a PC Farias, acusado de liberar verbas para o TRT em São Paulo, em uma campanha sórdida "porque fundamentalmente ideológica" comandada pelo procurador Luiz Francisco, mas com o beneplácito de jornais, que podiam usufruir das manchetes escandalosas. Seria interessante comparar os abusos contra sua privacidade com esse episódio do número de telefone divulgado pela PF. Desde então, Eduardo Jorge empreendeu a maior luta individual que um indivíduo já ousou contra os crimes de imprensa no Brasil. Foi obsessivo, a ponto de às vezes extrapolar. A cada nota que saía em jornal, mandava cartas reclamando ser ouvido.A sentença do juiz coloca nos devidos termos a questão da liberdade de imprensa. Reconhece com uma das liberdades fundamentais em uma democracia. Mas, assim como os demais poderes, não existe liberdade ilimitada. "Para coibir esses excessos, esses desvios de ética, esses abusos no exercício da liberdade de escrever e de pensar, foi que os legisladores de todos os tempos, fixando limites a essa liberdade, classificaram de delitos os desmandos dos autores. Sem esse freio legal, a imprensa, de dínamo propulsor da civilização, se tornaria, em mãos inescrupulosas, num látego da liberdade". Que a luta de Eduardo Jorge, um marco contra os abusos da imprensa, assim como foi o caso Escola Base, receba o devido reconhecimento de todos aqueles que batalham pelo aprimoramento e democratização da mídia, independentemente de cor política.


enviada por Luis Nassif

10.11.06

Você pode até achar que eu faço parte daqueles que acham que tudo o que a Rede Globo coloca a mão, tem algo de podre. Você tem razão, eu sou mesmo uma dessas pessoas e como milhares estou indignado com o que ocorreu durante as eleições para presidente no ano de 2006.
Vamos falar do famoso debate da Rede Globo, que aconteceu no primeiro turno, onde o Presidente-candidato não compareceu. Lá estavam, Cristovam Buarque, Heleoisa Helena e Geraldo Alkmin. Para não esquecer, estava também o Willia Bonner, como sempre, plastificado.
Mas uma coisa, melhor, algumas ações que ocorreram durante o debate me chamou a atenção: 1º Em um dos blocos o ?jornalista? deveria realizar o sorteio para saber qual candidato perguntaria ao outro. 2º Sabemos que aquele que fica por último tem sempre a vantagem de saber o que os outros falaram sobre determinado assunto e ai sim, pode fazer o encerramento com mais qualidade. Muito bem, porque será que, em todos os blocos, o candidato Geraldo Alkmin foi sempre o último a ser sorteado? Seria sorte? Se for verdade isto, ela acabou toda naquele debate. Mas e se os envelopes a serem sorteados estivem com a sua temperatura diferenciada! Seria fácil para alguém, sabedor da situação, manipular os resultados da seqüência. Para um melhor entendimento do caso, rogo que seja revisto todo o debate e, com cuidado, veja o momento em que o ?jornalista? faz os sorteios. Por duas vezes ele pega o envelope com o nome do candidato Alkmin e o recoloca para em seguida buscar um outro. Você pode estar achando que eu vivo de buscar conspiração em tudo! Pode até ser. Sempre tive um pé atrás com esta emissora. A história não nos foi muito favorável quando ela esteve envolvida em situações que mereceriam credibilidade.
Para confirmar minhas afirmações, não são suspeitas, peço que dê uma olhada no último bloco do debate, onde os candidatos fariam as considerações finais, no momento do sorteio o ?jornalista? pega o envelope de Geraldo mais uma vez e com um sorriso sem graça faz um comentário que é revelador, para logo em seguida buscar um outro envelope. Na seqüência ele pega outro e de quem você acha que foi o envelope que ficou por último e teve o direito de fazer as considerações finais no debate? Para saber esta resposta, só buscando as imagens e assistindo ao debate onde as cartas já estavam marcadas e se o Presidente-candito tivesse indo passaria por tudo isto onde as cartas já estavam marcadas.

9.11.06

Eu via o mundo como uma criança.

Brincava nas ruas como se nada me afetasse.

Era o dono da verdade entre os amigos.

Quando jovem batia de frente com todos.

Não tinha medo de nada em minha frente.

eu sabia aonde chegar.

Aumentava a voz para não me calar.

Gritava algo para me fazer ouvir.

O tempo chega para todos nós.

Ou quando vamos embora antes.

Hoje as coisas são mais lentas.

As brigas não têm graça.

A vida ta muito rápida.

não sou o dono da verdade.

8.11.06







A vontade que tenho é de te beijar.
Com a língua entre seus lábios.
Sentir o teu sabor.


O desejo que me persegue
Eu não posso revelar a ti
Seria imoral.


O que eu quero para nós
É poder viver lado a lado
Mas as outras não deixam.

3.11.06


S?o tristes as cenas de pessoas nos aeroportos do País. Mais inacreditável é a forma como elas, diante das câmeras de televis?o, se portam. Como se estivessem ensaiando para uma novela eles fazem gestos e d?o gritos se direcionar seus olhares para a lente. Faz tempo que vi atores t?o bem preparados assim. Algo deste tipo, só no tempo da velha e boa TV Tupi.
Agora que me dá uma pontinha de satisfaç?o ao ver isto, isso me dá. N?o vou ser hipócrita ao ponto de n?o revelar. Tantos burgueses e a classe média juntos com o pov?o que agora pode viajar de avi?o juntos. Já estaria satisfeito ao ver todos unidos e no mesmo vôo.

LULA conseguiu mostrar mais uma vez o quanto seu governo foi importante nestes últimos quatro anos. Com o aumento do número de passageiros do todas as classes sociais era evidente que algo assim iria ocorrer. O social mais uma vez se mostrou igual, no choro, na dor e na espera. Todos juntos. Como o socialismo defende. Claro que faltou um planejamento melhor. Mais isto n?o retira a força da uni?o do povo Brasileiro. E viva o socialismo.

2.11.06


Foram décadas só ouvindo, e ouvindo o que eles tinham a dizer.Foram décadas de massacre, censura e ouvindo o que eles tinham a dizer.Foram décadas de mentiras e manipulaç?es, e ouvindo o que eles tinham a dizer.Foram décadas de corrupç?o, engavetamentos e abafas, e continuamos a ouvir o que eles tinham a dizer.Finalmente a esperança venceu o medo e começou a se transformar em realidade.E começamos a deixar de somente ouvir e passamos a falar e a sermos ouvidos, compreendidos e correspondidos.E eles n?o entenderam a mudança.E eles n?o souberam fazer uma leitura da situaç?o.E continuaram a agir como o quarto poder.E continuaram a dizer o que queriam que ouvíssemos.E n?o viram que n?o apenas os ouvíamos, mas que criticávamos, debatíamos, formando uma massa com consciência crítica.E n?o viram que essa massa crescia dia a dia, como insistem em n?o acreditar na força dessa massa.E continuam a dizer o que querem que ouçamos como há décadas passadas em que apenas ouvíamos o que eles tinham a dizer.E ainda n?o conseguiram e n?o querem assimilar essa mudança.E n?o querem entender que gostamos da experiência de participar com voz e vez, de nos sentirmos participantes e n?o só, ouvintes (Jovem Pan), leitores (O Globo, Veja, Estad?o, FSP, Isto é) ou telespectadores (Rede Globo), e que n?o queremos e n?o vamos abrir m?o desse direito, já incorporado no nosso dia a dia.Os incomodados, que mudem ou se mudem.Paulo Nolasco de Andrade.
Estamos diante de uma encruzilhada e isto já faz bastante tempo. Primeiro cassaram o Zé. Um ato meramente político. Depois veio a mídia, capitaneada pela Rede Globo e deu o golpe do primeiro turno e a grande maioria do meio apoiou e seguiu o mesmo caminho. E que seja louvado a atitude da revista Carta Capital (Lula deveria ter agradecido de público) que colocou um freio na seqüência que viria. Após o segundo turno, novamente o ?espírito de porco? dos que se intitulam defensores da moral e da ética, esbravejam e falam que é censura o depoimento dos ?jornalistas? da ?revista - panfletária? ?veja?. Quer dizer que liberdade de imprensa é um veiculo de ?comunicaç?o? acusar quem quer que seja n?o mostrar provas e quando questionada, esbravejar dizendo que é perseguiç?o? Mas e como ficam as pessoas que tiveram a sua honra e moral colocadas nas paginas e na televis?o como quem cometeu um crime? Sem provas nenhuma é bom que fique claro! Onde estavam os titulares de blogs que est?o, agora, esbravejando? E os grupos corporativos de ?jornalistas?, porque n?o defenderam estas pessoas?
Censura é ver, ouvir, ler uma única vers?o da história. E como sabemos; A história tem a vers?o de quem à conta. No caso da ?imprensa? Brasileira, tem as digitais dos donos destes conglomerados e que manipulam os que se abaixam e abaixo ficam na hierarquia.
Agora vemos o que acaba de ocorrer com o Professor Emir Sader. Quem o irá defender na imprensa? Quem se colocará na frente para dizer que isto é CERSURA?
Zé, ?nosso sonho só será realidade, quando, nossa realidade, n?o for mais um sonho? (poesia O Sonho).
Estar ao lado da defesa da justiça é o nosso caminho, mesmo que, atualmente, n?o se esteja fazendo justiça no Brasil.
Enviado aos blogs de plant?o.
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial