5.7.16

A sexualidade nas tribos.

Muito antes do surgimento do sexo, existia a sexualidade, o desejo, a vontade de estar junto de outro corpo. Porque antes de surgir o sentimento, através de um ato sexual, há sempre, ao menos em uma das partes, o querer. Seja esse alguém homem ou mulher. Sem um sentimento o que acontece é “animal”.
Passeando por leituras, percebi que a sexualidade nas tribos muda conforme a região do planeta. O que para alguns pode ser pornográfico, absurdo, e até causar perplexidade a uma sociedade, para outras é totalmente normal e aceitável.
Vejamos o caso de Guam, um território organizado não incorporado norte-americano na Micronésia, localizado na extremidade sul das Ilhas Marianas, no oeste do Oceano Pacífico. Lá, há uma profissão inusitada. Há homens, cujo emprego em tempo integral é viajar pelo país a deflorar virgens, que pagam para terem o privilégio do sexo pela primeira vez. Os mais recatados dirão que isto é a promiscuidade dos últimos tempos, mas se enganam. Com uma População de 157.557 pessoas, os Chamorros, população indígena de Guam, depois de miscigenada com Portugueses e Espanhóis, criou esse hábito entre as mulheres e é tratado com naturalidade na tribo.
Já em tribos na índia, existe um ritual curioso aos olhos do ocidente, que é a iniciação sexual de jovens moças. Durante a cerimônia, que ocorre sempre a noite, mulheres ou homens mais velhos, baforam fumaça por todo o corpo da donzela. Em outros momentos seus corpos são massageados e encharcados com óleos. Tudo isto para se chegar ao ápice, que é a introdução de um chifre de boi, na região sexual da jovem. Em seguida, cachimbos são puxados e a fumaça é aspergida dentro da cavidade oca do objeto. Em outra versão, na mesma tribo, é introduzida uma “teresa”. Pedaço de madeira em formato de pênis. E em outros casos, as garotas sentam em uma madeira que simula, também, o pênis masculino, enquanto tem seu corpo segurado por outras pessoas. Dizem eles que é uma iniciação da sexualidade na juventude para a purificação do seu corpo. Podemos perguntar, mas como algo assim virou ritual? A resposta não é conclusiva. Mas seria mesmo uma tradição, ou seria a indução a atos libidinosos por puro prazer de quem os comete?
Já na juventude, nos era pecaminosa toda e qualquer referência a atos sexuais. Falar sobre isso em rodas de amigos tornava a pessoal um depravado. Também era normal, para época, as jovens se guardarem para o dia do casamento. A virgindade era como um prêmio a ser entregue ao marido. Uma moça que perdia a virgindade, estava fadada a ser vista como uma promiscua, e quando a sociedade sabia, ela era apontada nas ruas. Muitas das vezes deixava de ir à escola ou mesmo sair a mercearia para fazer compras, tamanha era a cobrança e sua vergonha pessoal. A virgindade de uma jovem, definia quem ela era na sociedade. Seria isto uma tradição social?
E o que dizer dos dias atuais, com cada uma dessas jovens tendo acesso à internet e podendo ter seus primeiros contatos com o sexo através de imagens e leitura? Como e o que fazer para que a liberdade dada, não se transforme num vale tudo da sexualidade?
Hoje em dia, não é difícil ouvir de alguém, histórias que mesmo atualmente nos faz refletir o que é tradição e o que pode ser indução. Seja na sociedade atual, ou mesmo nas tribos africanas com seus rituais sempre usando da sexualidade para vivenciar prazeres.
Conversando com garotas e garotos, encontra-se um movimento atual na sociedade, via redes sociais de grupos, uma grande discussão sobre sexo na adolescência. Amigas falam abertamente sobre suas experiências com garotos. Garotos falam e algumas das vezes espoem publicamente através de vídeos, o que acontecera com parceiras. Em alguns casos, há grupos de garotas que perderam a virgindade como se fosse algo que a única importância foi deixar de ser imaculada. Ou grupo onde todas as amigas falam de sexo e aquela que ainda é virgem, se sente forçada internamente a ter que buscar um parceiro, seja quem for, para ser igual. Hoje, se perde a virgindade sem a preocupação de com quem isso está acontecendo. Garotos são escolhidos e descartados. Garotas são escolhidas e descartadas. Na sociedade atual, o que importa não é mais o parceiro definitivo para uma vida a dois, mais a busca para não estar fora do círculo social das amigas e dos amigos. Muitas das vezes, essas garotas chegam a sua fase adulta sem nunca terem chegado ao êxtase sexual e confundem prazer com o orgasmo que nunca tiveram.
A sexualidade nas tribos, não é algo natural. Ao lermos sobre o que ocorre no mundo, se percebe que há muito de indução. Seja nas virgens que são obrigadas a um teste de virgindade para se tornarem membro de ordem mulçumana, o que é uma contradição em si. Seja nos garotos que são iniciados em atos libidinosos por uma tribo em uma “manifestação cultural homossexual”. Ou pelas milhares de crianças que tem seu clitóris arrancados, ainda na infância, para que nunca sintam prazer. Este é o caso da modelo Naomi Campbell.
O certo é que cada tribo, cada indivíduo, tem suas manifestações. Sejam elas nas pequenas aldeias das áfricas, sejam elas nos grupos de bate-papos nas redes sociais, ou mesmo, nos grupos de amigos que ainda resistem em permanecer no contato pessoal. Todos, vivem a sua sexualidade conforme o seu meio. E a prática do sexo, quando não é forçada por causa de uma “tradição”, depende de cada pessoa, e o que acontecerá no futuro, é responsabilidade de cada um desses indivíduos. E não vai adiantar dizer, “eu errei, ou me induziram ao erro”. Você é responsável pelos seus atos, não adiantará nada colocar a culpa no vizinho.


Dimas Roque.

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