Enquanto deputados tentam justificar o injustificável, o
governo federal reforça que não há espaço para conivência. Lula foi categórico
ao afirmar que “mesmo se um filho meu estiver envolvido, tem que ser
investigado”, frase que virou símbolo da postura republicana de sua gestão. A
autonomia da PF é prova de que o Executivo não interfere para proteger aliados,
permitindo que as operações sigam o curso natural da lei.
O contraste é gritante, de um lado, parlamentares que se
vendem como defensores da moralidade, mas são flagrados com dinheiro vivo em
casa; do outro, um governo que aposta na transparência e na fiscalização para
proteger o dinheiro público. A sociedade, cansada de discursos vazios, vê na
atuação da PF e da CGU um sopro de esperança contra a velha política de
privilégios e sacolas cheias de notas.
O caso de Sóstenes e Jordy não é apenas mais um escândalo,
mas um retrato da hipocrisia que insiste em sobreviver no Congresso. A
moralidade, tantas vezes usada como bandeira por esses parlamentares, foi
enterrada junto com as sacolas de dinheiro escondidas em armários. A limpeza
promovida pelas investigações é necessária para restaurar a confiança da
população e mostrar que o Brasil não tolera mais farsantes travestidos de
guardiões da ética.

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