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Célio Turino, teve palestra censurada (Por Celio Turino)


Hoje eu fui censurado em um antigo Ponto de Cultura. Inacreditável, metade das participantes eram apoiadoras de Bolsonaro e não queriam a minha presença, mesmo tendo o convite partido deles.

Há mais de uma década, quando eu estava como secretário da Cidadania Cultural, no extinto MinC, conheci o trabalho delas, as incentivei a tornarem-se Ponto de Cultura, receberam recursos que permitiram que estruturassem o trabalho. Foi a única vez que receberam verba federal. Nunca, jamais perguntamos qual era a orientação política delas ou lhes foi pedido qualquer tipo de apoio, além de retribuirem à comunidade o apoio federal que recebiam. Sempre demos tratamento republicano, respeitoso, como todos os outros 3.500 Pontos de Cultura que chegaram a receber apoio enquanto eu estive como secretário. 

Tá na internet: Os Bozos eram felizes e não sabiam...


Imaginem a fria que o Bolsonaro entrou. Estava lá quietinho, sem fazer porra nenhuma, enriquecendo a si e aos seus. Os três filhos, mulher, ex-mulher, motorista, todos empreendendo seus business na boa, tranquilos na sua ignorância, brincando em clube de tiros, falando merda aos quatro ventos sem se preocupar com as críticas. Tudo na santa paz em casa e no congresso, onde encontrava seus parceiros para trocar suas imbecilidades sem censura ou dormia em plena sessão de votações.

Era um vagabundo, corrupto, sem vergonha na cara e quase anônimo. Aí, resolveram usá-lo para consolidar o Golpe de 2016, quando o insano pode até homenagear torturador, mas pega nada isso daí. Conspirava crimes junto às milícias e tudo normal. Seu filho, seu garotinho, empregava parentes de acusados de assassinato e tudo bem. Esse mesmo filhinho Homenageou com a medalha Tiradentes um desses milicianos que estão na mira até da Interpol pelo assassinato de Marielle e tudo ótimo. Tinha funcionários-fantasma e tudo continuava em ordem.

Agora, o vagabundo e sua prole estão sob os holofotes do mundo e ele tem que demonstrar saber fazer o que não sabe, ser presidente. A vidinha boa que poderia levar até morrer acabou. Primeiro, ele e os “garotos” terão que ficar espertos nas falcatruas, coisa que não são, espertos. Depois, os vagabundos terão que fingir que trabalham, o que para uns descerebrados que nem eles, dá muito trabalho. Enquanto estavam lá idiotamente postando bosta e fake news no WhatsApp e Twitter a vida estava tão boa! Os Bozos eram felizes e não sabiam.

Por Marcia Noczynski.

Eu admiro Bolsonaro, de verdade...



Admiro porque ele consegue convencer gente que não tem como pagar universidade privada de que é preciso fazer cortes na educação pública e aumentar o número de universidades privadas no país.

Ele convence quem nunca estudou ou pôs os pés na Universidade de que diploma é bobagem e pesquisa científica é atraso.

Ele convence gente a trabalhar mais tempo para ganhar menos.

Ele convence o trabalhador de que é melhor abrir mão de direitos adquiridos em prol dos empresários, afinal o empresário e sobrecarregado.

Ele convence negro de que racismo não existe, mesmo que ele tenha dito que seus filhos não casariam com negras, afinal foram bem educados.

E convence gays, que vivem no país que mais mata gays no mundo(!), de que homofobia é mimimi.

Ele convence policiais que são assassinados por milicianos e grupos de extermínio, de que milicianos e grupos de extermínio são bem vindos e necessários.

Ele convence policial de rua que vive estressado (a cada 17 dias um policial comete suicídio no Brasil) de que eles devem ter mais tempo de serviço para se aposentar.

Ele convence policiais que carta branca para matar é o que resolve, ao invés de investimento sério em segurança pública, como salários, treinamentos, investigação, equipamentos, atendimentos psicológico. Se a polícia matar todo mundo e metade da polícia morrer junto, problema resolvido. Afinal, ele valoriza os heróis.

Ele convence gente que estudou de que Olavo de Carvalho é filósofo, mesmo que a burrice seja escancarada e que ele atribua os problemas do país à filosofia.

Ele convence mulheres de que feminicídio é uma bobagem, mesmo que no Brasil a cada 12 horas uma mulher seja assassinada pelo (ex)companheiro.

Ele convence mulheres a ficarem contra o feminismo, porque a luta do feminismo não é por direitos iguais, afinal feminista é feia e tem sovaco cabeludo, não luta por direitos iguais, querem mesmo é andar peladas e fazerem xixi na porta de igreja.

Ele convence mulheres de que elas devem achar normal ganhar menos.

Ele convence quem não pode pagar por saúde privada de que a solução é privatizar.

Ele convence o brasileiro de que natureza é uma bobagem, de que tem mais é que desmatar e liberar a caça para o país evoluir.

Nietzsche (filósofo alemão), chamou isso de moral de escravo, o grande rebanho. Mas o rebanho está convencido, apoia, aplaude e quer o relho.

E o gado continua cego e defendendo...

Tá na internet: Notícias do hospício (Por Leandro Fortes)



Bolsonaro sofre de verborragia sistêmica, reflexo direto de sua condição mental precária e confusa. Quando menos se espera, o rosto descontínuo do presidente aparece, no noticiário e nas redes sociais, vomitando, com sua vozinha sibilante, algum absurdo.

Ao revelar a troca de favores eleitorais para, em contrapartida à prisão de Lula, levar Moro ao STF, em 2020, Bozo retirou dessa relação o último verniz que ainda lhe dava alguma credibilidade - e fez o ex-juiz entrar num jogo perigoso, ao desmentir o presidente.

Não que o movimento dos dois fosse um segredo: à exceção da estupidez dos bolsominions, qualquer brasileiro com mais de um neurônio havia percebido essa barganha, na origem.

Também revela, agora, com mais clareza, as razões que levaram Bozo e Moro a transferirem o COAF para o Ministério da Justiça de forma tão açodada, nas primeiras horas de governo.

Bozo acreditava que Moro poderia proteger Flávio Bolsonaro, investigado por manter, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, um laranjal de milicianos ligados ao assassinato de Marielle Franco.

Moro, contudo, demonstrou ser, em todos os sentidos, uma nulidade técnica e política. Um bocó que mal consegue articular frases, quiçá estratégias.

Tornou-se urgente, portanto, trazer o COAF de volta para o Ministério da Economia, onde Paulo Guedes, apesar de desvairado e sem noção, ainda tem apoio irrestrito da mídia e do poder econômico.

Moro é carne queimada.

Bozo ainda aposta no seu sanatório geral.

Por Por Leandro Fortes.