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Tá na internet: Provocações (Por Marcos Trindade)


Ontem à noite, após mais uma discussão estéril com um eleitor persistente do Bolsonaro, comecei a refletir sobre a incapacidade mútua que temos de entrar em entendimento, pois demonizar apenas e colocar a culpa no outro não parece ser uma boa forma de conseguir consenso, muito embora em casos assim seja bem possível que ele nunca venha a acontecer.

Tá na internet: Os Bozos eram felizes e não sabiam...


Imaginem a fria que o Bolsonaro entrou. Estava lá quietinho, sem fazer porra nenhuma, enriquecendo a si e aos seus. Os três filhos, mulher, ex-mulher, motorista, todos empreendendo seus business na boa, tranquilos na sua ignorância, brincando em clube de tiros, falando merda aos quatro ventos sem se preocupar com as críticas. Tudo na santa paz em casa e no congresso, onde encontrava seus parceiros para trocar suas imbecilidades sem censura ou dormia em plena sessão de votações.

Era um vagabundo, corrupto, sem vergonha na cara e quase anônimo. Aí, resolveram usá-lo para consolidar o Golpe de 2016, quando o insano pode até homenagear torturador, mas pega nada isso daí. Conspirava crimes junto às milícias e tudo normal. Seu filho, seu garotinho, empregava parentes de acusados de assassinato e tudo bem. Esse mesmo filhinho Homenageou com a medalha Tiradentes um desses milicianos que estão na mira até da Interpol pelo assassinato de Marielle e tudo ótimo. Tinha funcionários-fantasma e tudo continuava em ordem.

Agora, o vagabundo e sua prole estão sob os holofotes do mundo e ele tem que demonstrar saber fazer o que não sabe, ser presidente. A vidinha boa que poderia levar até morrer acabou. Primeiro, ele e os “garotos” terão que ficar espertos nas falcatruas, coisa que não são, espertos. Depois, os vagabundos terão que fingir que trabalham, o que para uns descerebrados que nem eles, dá muito trabalho. Enquanto estavam lá idiotamente postando bosta e fake news no WhatsApp e Twitter a vida estava tão boa! Os Bozos eram felizes e não sabiam.

Por Marcia Noczynski.

Eu admiro Bolsonaro, de verdade...



Admiro porque ele consegue convencer gente que não tem como pagar universidade privada de que é preciso fazer cortes na educação pública e aumentar o número de universidades privadas no país.

Ele convence quem nunca estudou ou pôs os pés na Universidade de que diploma é bobagem e pesquisa científica é atraso.

Ele convence gente a trabalhar mais tempo para ganhar menos.

Ele convence o trabalhador de que é melhor abrir mão de direitos adquiridos em prol dos empresários, afinal o empresário e sobrecarregado.

Ele convence negro de que racismo não existe, mesmo que ele tenha dito que seus filhos não casariam com negras, afinal foram bem educados.

E convence gays, que vivem no país que mais mata gays no mundo(!), de que homofobia é mimimi.

Ele convence policiais que são assassinados por milicianos e grupos de extermínio, de que milicianos e grupos de extermínio são bem vindos e necessários.

Ele convence policial de rua que vive estressado (a cada 17 dias um policial comete suicídio no Brasil) de que eles devem ter mais tempo de serviço para se aposentar.

Ele convence policiais que carta branca para matar é o que resolve, ao invés de investimento sério em segurança pública, como salários, treinamentos, investigação, equipamentos, atendimentos psicológico. Se a polícia matar todo mundo e metade da polícia morrer junto, problema resolvido. Afinal, ele valoriza os heróis.

Ele convence gente que estudou de que Olavo de Carvalho é filósofo, mesmo que a burrice seja escancarada e que ele atribua os problemas do país à filosofia.

Ele convence mulheres de que feminicídio é uma bobagem, mesmo que no Brasil a cada 12 horas uma mulher seja assassinada pelo (ex)companheiro.

Ele convence mulheres a ficarem contra o feminismo, porque a luta do feminismo não é por direitos iguais, afinal feminista é feia e tem sovaco cabeludo, não luta por direitos iguais, querem mesmo é andar peladas e fazerem xixi na porta de igreja.

Ele convence mulheres de que elas devem achar normal ganhar menos.

Ele convence quem não pode pagar por saúde privada de que a solução é privatizar.

Ele convence o brasileiro de que natureza é uma bobagem, de que tem mais é que desmatar e liberar a caça para o país evoluir.

Nietzsche (filósofo alemão), chamou isso de moral de escravo, o grande rebanho. Mas o rebanho está convencido, apoia, aplaude e quer o relho.

E o gado continua cego e defendendo...

Temos um doido varrido na presidência



Eu já contei em outros textos que na minha infância conheci algumas personalidades, daquelas que vagavam pelas ruas da minha cidade no interior da Bahia. Barrão Samê e Fedegoso foram aqueles que mais marcaram aqueles tempos. É que eram os mais visíveis entre tantos outros. Essa gente tinha os que os incomodavam e os que os tratavam bem. Eles eram tratados como “doidos”.

Passado o tempo, eu nunca imaginei antes que um doido varrido, da classe dos que perambulam em estradas, ruas e becos falando sozinhos frases incompreensíveis poderia chegar a presidência da república do Brasil.

É certo que a história não nos foi contada completamente e nos esconderam durante muitos anos que tipos de pessoas colonizaram o Brasil logo após a descoberta destas terras por Pedro Alvarez Cabral. E diga-se. Ele estava perdido, segundo o que contam, após uma tempestade. Aquele 22 de abril de 1500 é a data que, dizem, chegaram aqui pela primeira vez.

Já sabemos, também, que a coroa portuguesa, com medo de perder a colonização, arrumou um jeitinho de se livrar de criminosos, prostitutas, velhacos, doidos, prisioneiros condenados, assassinos... toda aquela gente que não valia um vintém, foram enviados para cá.

Durante 503 anos imperou o jeitinho português que circula em nosso sangue. De 2003 a 2016 tivemos 13 anos de prosperidade. Vimos a classe mais baixa da sociedade ter direitos que antes nunca tiveram. Pobres puderam ir ao supermercado fazer suas compras, andar de avião, entrar na faculdade e sair com diploma de médico, engenheiro, jornalista... mas parece que os espíritos daqueles que colonizaram o Brasil acordaram de uma hora para outra.

Bolsonaro foi eleito por um tsunami de falsas notícias distribuídas pela internet em uma velocidade que pegou os “tonhos da lua” de surpresa e os cativou. Gente que antes pareciam normais no convívio diário, se mostraram agressivas, intolerantes e propagadoras de mentiras, tornando-se, também, parte da farsa.

Hoje temos na presidência da república um doido varrido. Um homem que prega abertamente a morte dos seus opositores políticos abertamente e é aplaudido por evangélicos e pessoas de bem.

Essa mistura do que fomos no princípio de tudo, pariu essa coisa que está como mandatário atualmente.

Tenho saudades dos malucos da minha infância que não faziam mal nenhum às pessoas. O máximo que acontecia era botar a criançada para correr, quando eram provocados. Mas hoje, vendo o Brasil entregue a essa turma, me dá uma falta de esperança no futuro que estamos deixando para os nossos filhos e netos. E ninguém sabe, ainda, como dá um basta nessa loucura.