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Tá na internet: Moro e a analogia do juiz ladrão (Por Jair de Souza)

Em julho de 2019, numa sessão da Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania, que interpelava o então Ministro da Justiça de Bolsonaro, o ex-juiz Sérgio Moro, o deputado do PSOL Glauber Braga fez uma analogia com o futebol para caracterizar Sérgio Moro como um juiz-ladrão.

Desde esse momento, o termo juiz-ladrão vem sendo constantemente empregado para fazer referência ao papel desempenhado por Sérgio Moro enquanto este estava à frente do juizado que encabeçava as atividades da ultramidiática Operação Lava-Jato.

Embora o emprego dessa expressão tenha se tornado recorrente, neste artigo, gostaria de expor as razões pelas quais considero deveras inapropriado que a mesma continue sendo atribuída ao ex-juiz Sérgio Moro.

Chame o ladrão


O magistral cantor e compositor Chico Buarque em uma de suas belas poesias canta para sua mulher, e em um momento não muito distante alertava para a chegada da polícia em sua casa. Isto, claro, nos idos da ditadura militar. Disse ele em sua última estrofe da música Acorda Amor, “não demora. Dia desses chega a sua hora. Não discuta à toa, não reclame. Clame, chame lá, chame, chame. Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão”.

Pois não é que hoje em dia a situação tá tão complicada de entendimento, que tem horas que ao ouvir alguns dos atuais algozes da Presidenta Dilma, temos a impressão de que os bandidos viraram mocinhos e os mocinhos estão sendo caçados como se fossem os bandidos. É a mais completa inversão de valores jamais visto na história do Brasil em todos os tempos.