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A balada de um covarde fardado

Empertigado em um uniforme engomado em demasia, o tenente-coronel Mauro Cid parecia, postado como testemunha na CPMI do 8/1, ainda menor que seus intransponíveis 1,60m. Parecia um menino amedrontado, mas era só um oficial das Forças Armadas reduzido ao papel de um covarde metido em fardas

A decisão por meter-se em traje verde-oliva, a triste e cafona indumentária do Exército brasileiro, não foi dele, mas do comando da força terrestre, numa última tentativa de dar alguma dignidade ao pequeno Cid, preso há 70 dias, antes de enterrar-lhe a carreira.

A tudo que lhe perguntaram, Cid calou-se, ancorado em um habeas corpus do STF, conferindo-lhe o direito de permanecer calado, segundo o próprio disse, dezenas de vezes, com base em recomendação dos advogados, embora seja preciso ser mais que idiota para acreditar, nesse caso, em razões técnicas.