“Canudos não se
rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo.
Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao
entardecer, quando caíram seus últimos defensores, que todos morreram. Eram
quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança na frente dos quais
rugiam raivosamente cinco mil soldados.”
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Sobre um campo de tortura na Base Aérea de Natal (Por Roberto Amaral)
O inventário dos crimes contra a vida e a dignidade humanas
cometidos por oficiais das forças armadas
brasileiras no curso das duas últimas ditaduras, o Estado Novo (1937-1945), e o
mandarinato de 1964-1985, pode sugerir que as prisões arbitrárias, as torturas
e os assassinatos são crimes militares restritos aos anos de terror. A ignomínia, porém, muito cedo sentou praça
em nossas fileiras. As insurreições, levantes e insurgências populares que
palmilham nossa história, da Colônia à República, foram reprimidas com extrema
violência. O único levante vitorioso foi a “revolução” de 1930 – um dissídio da
classe dominante levado a cabo por três governadores de Estado e meia dúzia de
oficiais superiores, que não conheceu resistência ou enfrentamento no longo
passeio de trem que trouxe Getúlio Vargas e seu estado-maior do Palácio
Piratini ao Catete, no Rio de Janeiro. As “pacificações” do Império, que com
tantos títulos ornaram o Duque de Caxias, foram levadas a cabo a ferro e fogo.
A guerra do Paraguai não pode afagar nossos brios, quando as tropas brasileiras
terminaram lutando contra adolescentes, mulheres e idosos. Muito menos nos honra o massacre,
nos primeiros anos da república, (de
algo como 20 mil sertanejos famélicos reunidos no Arraial de Canudos por
Antônio Conselheiro, assim registrado por Euclides da Cunha n'Os sertões:
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