Falo do movimento “Invasão Zero”, uma milícia montada por fazendeiros que, conforme comprovado nesta semana, convocou o ataque aos Pataxó, no sul da Bahia, em que uma indígena foi morta e mais seis pessoas, entre elas seu irmão, foram gravemente feridas no dia 21 de janeiro passado. Um mês atrás, um cacique da mesma Terra Indígena (TI) já havia sido assassinado, na frente do filho.
Há um conflito em relação ao território, já que a TI
Caramuru/Paraguassu, onde vivem as vítimas, ainda não foi homologada, e a área
de “retomada” dos Pataxó foi invadida há anos por fazendas. Mas o que aconteceu
ali – com a participação de policiais militares da Bahia – foi descrito pelas
vítimas sobreviventes como uma “caçada”, em que indígenas foram alvejados e
espancados por cerca de 200 agressores.
