Imagem ilustrativa
Estou na Finlândia, Helsinki. Férias, a caminho da Rússia. É verão. Eu, vindo do Brasil, o país dos verões, vou à uma das principais piscinas coletivas da cidade, bem no centro, em frente ao porto. Pago a taxa, ganho uma toalha e uma pulseira. Procuro o vestiário masculino. Encontro. Está vazio. Abro a porta e logo na entrada, sem nenhuma divisória ou corredor, estão os bancos e armários onde as pessoas trocam de roupa e guardam suas coisas. Exatamente ao lado, o enorme box de vidro, transparente e os chuveiros coletivos para o banho. Reparo na enorme falta de privacidade em relação aos padrões brasileiros. Cada vez que alguém abre a porta de entrada, todo mundo que está do lado de fora vê exatamente tudo lá dentro. Acho curioso, divertido até. Deixo minha toalha de cima do banco, tiro a roupa inteira e entro no chuveiro. Há apenas um homem ao lado, um finlandês, relaxando debaixo d’água.
