Entre os nomes que migraram para Santa Catarina está Carlos
Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sua mudança de domicílio eleitoral foi vista como uma tentativa de capitalizar
o apoio da base bolsonarista no estado, mas também como um sinal de fragilidade
política em sua cidade natal. A decisão gerou críticas até mesmo dentro da
própria direita, que vê na manobra um oportunismo descarado e uma tentativa de
se esconder atrás da força eleitoral catarinense.
Além de Carlos, outros políticos ligados ao bolsonarismo e a
correntes radicais da direita também buscaram abrigo em Santa Catarina. O
fenômeno tem sido descrito por analistas como uma “barriga de aluguel”
eleitoral, em que o estado serve de incubadora para candidaturas que não
nasceram ali, mas que se aproveitam da receptividade local para tentar garantir
mandatos. Essa prática, embora legal, levanta questionamentos sobre
representatividade e sobre o uso estratégico de territórios para fins meramente
eleitorais.
O resultado é um cenário político em que Santa Catarina
corre o risco de se tornar mais um instrumento da radicalização nacional. Ao
atrair figuras que buscam apenas votos e visibilidade, o estado se vê
transformado em palco de disputas que pouco dialogam com suas demandas reais. A
crítica é dura, e em vez de fortalecer a democracia, a prática reforça a ideia
de que a política virou um jogo de conveniência, em que candidatos buscam
apenas o terreno mais fértil para plantar suas ambições pessoais.

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