Lula peita Trump e exige palestina no “conselho da paz

Ricardo Stuckert-PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou nesta semana um episódio que mexeu com os bastidores da política internacional. Em ligação de cerca de cinquenta minutos com Donald Trump, Lula defendeu que o chamado “Conselho da Paz”, iniciativa lançada pelo governo norte-americano, não poderia ignorar a Palestina. O brasileiro foi direto ao dizer que, sem assento para os palestinos, o colegiado nasceria marcado pela parcialidade e pela desconfiança global.

A postura de Lula não se limitou a uma reivindicação protocolar. Ele sugeriu que o Conselho concentre esforços exclusivamente na crise da Faixa de Gaza, evitando se transformar em uma espécie de “nova ONU” sob comando de Washington. Ao mesmo tempo, reforçou a necessidade de uma reforma estrutural na Organização das Nações Unidas, ampliando o número de membros permanentes do Conselho de Segurança, bandeira que o Brasil defende há anos.

O Planalto divulgou nota oficial destacando que Lula recebeu convite para integrar o Conselho, mas ainda não respondeu. O presidente brasileiro prefere avaliar com cautela, consciente de que sua participação só faria sentido se o órgão respeitar princípios de equilíbrio e representatividade. Em conversas posteriores, inclusive com Emmanuel Macron, Lula reiterou que qualquer iniciativa de paz precisa estar alinhada à Carta da ONU e não pode servir de palco para hegemonias disfarçadas.

Ao confrontar Trump sem perder a diplomacia, Lula reafirma sua imagem de líder que busca protagonismo global sem submissão. Sua intervenção recoloca o Brasil no centro das discussões internacionais, mostrando que o país não aceita ser mero espectador. Mais do que um gesto político, foi um recado de que o Brasil quer paz, mas não aceita soluções impostas unilateralmente.

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