Segundo o texto, a saída de Robson Matos decorre da falta de
alinhamento entre seus princípios profissionais e a forma como a administração
tem sido conduzida. Ele aponta a ausência de uma política de valorização e
escuta técnica como fatores determinantes para sua decisão. Em suas palavras, o
ambiente atual não oferece mais condições de respeito mútuo e reconhecimento
aos servidores que desempenham suas funções com dedicação.
O ex-coordenador destacou ainda que sua decisão foi fruto de
profunda reflexão e que encerra o ciclo com a consciência tranquila de quem
cumpriu rigorosamente suas obrigações. Apesar de formalizar o pedido de maneira
amigável, o teor da carta evidencia insatisfação com a gestão e a falta de
diálogo técnico, elementos que, segundo ele, são essenciais para a excelência
do serviço público.
O pedido de exoneração também solicita o imediato
encaminhamento para cálculo das verbas rescisórias, reforçando o caráter
definitivo da decisão.
A saída de Robson Santos Matos não é um caso isolado. A
atual administração do prefeito Mário Galinho já acumula episódios de demissões
e pedidos de exoneração de secretários e coordenadores, revelando um padrão de
instabilidade e descaminhos administrativos. A constante troca de nomes em
cargos estratégicos tem gerado críticas sobre a falta de continuidade nas
políticas públicas e a dificuldade de manter uma equipe coesa. Esses movimentos
reforçam a percepção de que a gestão enfrenta sérios desafios internos,
marcados por divergências e pela ausência de uma política clara de valorização
dos servidores.

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