Coronel dá tiro no próprio pé e abandona PSD para virar inimigo da Bahia

O senador Ângelo Coronel confirmou no início de fevereiro sua saída do PSD, partido que lhe garantiu espaço político e sustentação ao longo da carreira. A decisão foi anunciada após perder espaço na chapa majoritária para as eleições de 2026, quando o Partido dos Trabalhadores consolidou Rui Costa e Jaques Wagner como candidatos ao Senado, fortalecendo a base do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Coronel, ao optar por romper com o grupo que lhe deu visibilidade, sinaliza uma guinada rumo à oposição, atitude que expõe sua fragilidade política e o coloca em rota de colisão com o projeto de reconstrução nacional liderado pelo PT.

Nos bastidores, a saída de Coronel foi interpretada como um gesto de traição, já que o senador vinha votando contra projetos prioritários para a governabilidade de Lula e Jerônimo. Ao se afastar, ele reforça a imagem de político que privilegia interesses pessoais em detrimento das necessidades coletivas. Enquanto o PT busca consolidar uma chapa coesa e alinhada com os objetivos nacionais, Coronel se isola e tenta construir uma narrativa de vítima, ignorando que sua trajetória foi marcada pelo apoio decisivo de aliados que agora ele ataca. Essa postura fragiliza sua credibilidade e abre espaço para que o governo baiano avance sem depender de figuras que se mostram instáveis.

O governador Jerônimo Rodrigues, por sua vez, sai fortalecido do episódio. Ao consolidar uma chapa puro-sangue com nomes de peso como Rui Costa e Jaques Wagner, o PT demonstra unidade e capacidade de articulação, elementos essenciais para enfrentar o cenário eleitoral de 2026. A decisão de priorizar lideranças comprometidas com o projeto nacional reforça a sintonia entre Bahia e governo federal, garantindo que os investimentos e políticas públicas tenham respaldo político sólido. Jerônimo mostra habilidade em transformar crises em oportunidades, deixando claro que a governabilidade não será refém de vaidades individuais.

Com a saída de Coronel, o tabuleiro político da Bahia ganha contornos mais definidos de um lado, uma base aliada fortalecida e alinhada com Lula; do outro, um senador que escolheu o caminho da oposição e da irrelevância. A ruptura expõe a diferença entre quem trabalha pelo coletivo e quem busca apenas sobrevivência eleitoral. O PT, ao se livrar de um aliado instável, abre espaço para consolidar sua narrativa de reconstrução e entrega, enquanto Coronel se arrisca a ser lembrado como o político que virou as costas para o povo e para o futuro da Bahia.

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