Em meio ao cenário de vergonha nacional, o Partido dos Trabalhadores mostrou coesão e firmeza. Todos os senadores da legenda votaram contra o projeto, reafirmando a defesa da democracia e a necessidade de punição para quem atentou contra o Estado de Direito. Fabiano Contarato (PT-ES), que chegou a registrar voto favorável por engano na Comissão de Constituição e Justiça, corrigiu imediatamente o erro e reforçou sua posição contrária, denunciando que o PL fomenta a impunidade e legitima criminosos.
As negociações que levaram à aprovação foram conduzidas nos
bastidores com promessas de cargos e favores, revelando mais uma vez o poder do
Centrão em manipular votações decisivas. O relator Esperidião Amin (PP-SC)
defendeu a proposta como “pacificação nacional”, mas o discurso não convenceu
quem acompanha de perto a política brasileira. O que se viu foi um pacto de
conveniência para salvar Bolsonaro e seus aliados, em troca de benefícios
políticos imediatos.
O contraste entre os partidos foi evidente. Enquanto
legendas conservadoras se alinharam ao ex-presidente e seus apoiadores, o PT se
destacou como única bancada a votar de forma unânime contra a anistia. A
postura firme reforça o compromisso histórico da legenda com a democracia e com
a memória dos ataques de 8 de janeiro, que destruíram prédios públicos e
ameaçaram autoridades. O partido mostrou que não há espaço para perdão quando
se trata de crimes contra o país.
A aprovação do PL da Dosimetria expõe a fragilidade das
instituições diante da pressão de grupos golpistas. Mas também revela que há
resistência organizada com o PT, ao fechar questão contra a anistia, mostrou
coesão e coragem política. Em um Congresso marcado por manobras e vergonhas, a
legenda se posicionou como voz firme contra a impunidade, lembrando ao Brasil
que democracia não se negocia.

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