O impacto econômico da medida pode ser gigantesco.
Estimativas apontam que a produção local desses medicamentos pode gerar uma
economia de até R$ 600 milhões por ano, além de consolidar a Bahia como polo
estratégico da indústria farmacêutica pública. Mais do que números, o acordo
simboliza uma mudança de paradigma com um estado brasileiro assumindo
protagonismo internacional, firmando parcerias que tradicionalmente seriam
conduzidas apenas pelo governo federal. Jerônimo Rodrigues, ao apostar nessa
estratégia, reforça sua imagem de gestor ousado e capaz de transformar a Bahia
em referência nacional em inovação e saúde.
Para além da economia, o pacto abre caminho para uma
política de saúde mais inclusiva e sustentável. A possibilidade de baratear
remédios essenciais significa ampliar o acesso de milhares de pacientes que
dependem do SUS para sobreviver. Ao mesmo tempo, fortalece a soberania
científica e tecnológica do estado, que passa a produzir soluções antes
importadas a preços exorbitantes. O gesto político de Jerônimo Rodrigues,
portanto, não é apenas administrativo, é um recado claro de que a Bahia quer
ocupar espaço no cenário global e mostrar que é possível fazer política pública
com coragem, inteligência e resultados concretos.

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