21.5.19



Fortalecer o trabalho das mulheres e valorizar a produção familiar. Esses são alguns dos objetivos alcançados com a adoção das Cadernetas Agroecológicas. Na caderneta, as agricultoras familiares registram o que produzem nos quintais produtivos, quanto é vendido, quanto é consumido e também doado. Como resultado, elas passam a ter uma melhor dimensão do volume de produção e de renda gerado, a partir das suas atividades produtivas que antes não eram registradas.   

As Cadernetas Agroecológicas passaram a ser utilizadas como ferramenta essencial para dar destaque e valorizar o trabalho desenvolvido pelas mulheres beneficiárias do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vincula à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio de acordo de empréstimo entre o Governo do Estado e o  Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário (FIDA).

“Essa ferramenta é muito rica porque ela não só vai sistematizar a renda monetária e não monetária e ainda vai trazer relações de vínculos e de solidariedade. São relações que a gente não consegue contabilizar quando se olha através da economia clássica. Nós precisamos analisar por meio de uma outra lente, e no projeto nós vamos analisar a partir da lente feminista”, explica a assessora de gênero do Pró-Semiárido, Elizabeth Siqueira.

Para melhor utilizar a ferramenta, a equipe técnica do projeto participa de uma capacitação sobre o uso das cadernetas. A ideia é que, ao ir até as comunidades, a equipe tenha condições de melhor instruir as mulheres para inserir as informações do seu dia a dia. A formação foi realizada nesta segunda-feira (20), em Juazeiro, e segue na quarta-feira (22), em Jacobina, e quinta-feira (23), em Senhor do Bonfim.

Ana Celsa, técnica do Serviços de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop), uma das facilitadoras da formação, que acompanha o trabalho com as cadernetas junto às agricultoras de Camamu, falou sobre os desafios e resultados que a ferramenta aponta: “A gente teve um grande desafio com as mulheres que não sabem ler e escrever, mas elas mesmas criaram as saídas e pediram ajuda a filhos e netos para assim sistematizar na caderneta. Uma outra questão importante foi elas entenderem a renda que é não-monetária, que é a que se tem com os alimentos que não são comprados, que são produzidos por elas”.

Ana Celsa destaca ainda que as cadernetas contribuem para que as mulheres tenham mais segurança para se colocar em espaços de discussão de políticas públicas: “O resultado foi um maior empoderamento, e maior participação das mulheres em espaços de discussão de políticas públicas, de questões da comunidade e da associação. O movimento das cadernetas faz com que a gente inclua mais essas mulheres”.

Além dos territórios de atuação do Pró-Semiárido, as cadernetas também serão utilizadas por técnicos da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater).  Estima-se que cerca de 200 mulheres façam o uso sistemático das cadernetas e que as informações deem condição de aferir a renda e a diversidade da produção nos quintais.

20.5.19


Foto do Site: Chico Sabe Tudo.


AUTORIDADES PAULOAFONSINAS E OUTROS.

EU sou, Manuel B. Reis, portador da RG 02.793-221-43, nascido nesta cidade filho de alagoanos, e na qualidade de profissional de segurança do trabalho à mais de 25 anos, trabalhando fora da cidade, visitando meus familiares sempre que possível, venho expor e requerer o que segue:

A ponte que temos acesso a cidade, construída há muitos anos atrás, foi inicialmente concebida para acesso de veículos como podemos verificar in loco, porem devido ao crescimento da cidade, as pessoas foram migrando para as proximidades daquele local e até o presente momento não foi tomado nenhuma providencia no sentido de proteger a população que utilizam essa ponte como acesso a cidade.

Quanto a movimentação, o equipamento público (ponte) tem um fluxo muito intenso de pessoas, veículos, motos, bicicletas, carros tracionados por animais, e por isso é importante cuidar.

Venho requerer a instalação de um corrimão nos dois lados que atenda as normas técnicas visando trazer segurança aos pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas, trazendo dias melhores para o nosso município, ofertando boa infraestrutura e qualidade de vida aos cidadãos.

Que eu tenha conhecimento, pelo menos duas pessoas já morreram naquela localidade, uma delas um primo meu (Francisco), segundo informações, ele se sentiu mal e caiu da ponte e outro mais recente, o filho de Flávio Ataíde Mota, funcionário da CHESF, caiu também e faleceu. Com a instalação de um corrimão, com altura de pelo menos 1,20mts, as pessoas se sentirão mais seguras e evitando que mais vidas sejam ceifadas por conta de uma estrutura administrada pelo executivo de nossa querida cidade.

Este requerimento visa facilitar o acesso ao local e oferecer mais segurança, especialmente ao público idoso.

Atenciosamente

Manuel B. Reis.


 

A matrícula para o cursinho pré-vestibular Universidade para Todos começa nesta terça-feira (21) e segue sexta (24), no local e turno para os quais o aluno optou para cursar. O programa é ofertados pela Secretaria da Educação do Estado em parceria com as universidades estaduais (UNEB, UESC, UEFS e UESB) e tem como objetivo o fortalecimento da política de acesso à Educação Superior. Neste ano, foram inscritos 32.711 estudantes de todo o Estado para as 11.505 vagas ofertadas. As aulas irão começar no dia 27 deste mês e seguem até dezembro.

No ato da matrícula, o estudante classificado deverá apresentar os documentos expressos no edital, dentre os quais os documentos pessoais e os históricos escolares do Fundamental II e do Ensino Médio. Além das aulas, os alunos têm acesso aos projetos complementares, como seminários, oficinas, simulados, revisão para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e orientação vocacional. Para os cursistas da UNEB e UESB, que obtiverem frequência superior a 75% nas aulas, está garantida a isenção da taxa de inscrição no vestibular.

Para a execução do projeto, serão selecionados pelas universidades parcerias, 1.034 estudantes universitários que atuarão como professores/monitores. Esta é mais uma política pública educacional desenvolvida pela Secretaria da Educação do Estado voltada para a juventude, de modo a oportunizar aos universitários a vivência do exercício da docência. Durante a execução do programa, esses alunos serão acompanhados e passarão por formação.

O cursinho pré-vestibular é voltado a estudantes matriculados, em 2019, no 3º ano do Ensino Médio Regular estadual ou municipal ou nas suas modalidades correspondentes; aos matriculados, em 2019, no 4º ano da Educação Profissional integrada ao Ensino Médio da rede estadual ou municipal ou nas suas modalidades correspondentes; e nos egressos do Ensino Médio estadual ou municipal do Estado da Bahia. Marcado pela abrangência nos 27 Territórios de Identidade, o programa já possibilitou a cerca de 20 mil estudantes o ingresso no Ensino Superior em diversas instituições, ao longo de dez anos. 

Foto: Ilustrativa / Suami Dias.

Começa nesta segunda-feira (20) na Região de Cruz das Almas a Estratégia Saúde sem Fronteiras Rastreamento do Câncer de Mama. Nesta etapa, que irá de 20 de junho a 29 de julho, a meta de atendimento esta estimada em 13.042 mulheres, residentes em oito municípios da região (Cruz das Almas, Sapeaçu, Governador Mangabeira, Conceição da Feira, Cabaceiras do Paraguaçu, Maragogipe, Muritiba e Cachoeira). As mulheres deverão estar na faixa etária de 50 a 69 anos para a realização de mamografia, exame que detecta precocemente os casos de câncer de mama. O primeiro município a ser atendido é Cruz das Almas.

Esta é a segunda vez que o Saúde sem Fronteiras está na região de Cruz das Almas. A primeira vez foi em 2015, quando foram realizadas 9.493 mamografias. O Saúde sem Fronteiras é um programa da Secretaria da Saúde do Estado que tem como diferencial o acompanhamento das mulheres com mamografias inconclusivas, com a oferta de exames complementares para o diagnóstico e o encaminhamento ao tratamento, visando a integralidade do atendimento.

Para as mulheres com diagnóstico positivo, o tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico será realizado em unidades de alta complexidade em oncologia. Este programa é uma ferramenta de acesso da mulher às ações de atendimento, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

Para serem atendidas, as interessadas devem levar um documento de identidade, o Cartão SUS e um comprovante de endereço no município. No município de Cruz das Almas, o atendimento começa hoje (20) e termina no dia 5 de junho. Serão atendidas 2.100 mulheres. A unidade móvel, equipada com dois mamógrafos, está estacionada na Praça da Matriz.

18.5.19



O Brasil, mesmo sendo um dos países mais abundantes em recursos hídricos, sofre sérios problemas de escassez de água. Esse cenário ainda é agravado em momentos de seca, como a que afeta o semiárido baiano. Para minimizar esse problema, a dessalinização da água salobra, seja do mar ou subterrânea, tem se tornado uma alternativa no país, através do Programa Água Doce (PAD), do Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com diversas instituições federais, estaduais e municipais, e sociedade civil.

O convênio com a Bahia é coordenado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), sendo o maior no âmbito do programa, tornando o estado referência nessa área. Para fortalecer o Água Doce e estender a sua atuação, o Governo do Estado vai realizar o IV Encontro Estadual do Programa Água Doce nos dias 20 e 21 de maio, no Grand Hotel Stella Mares.

O encontro estadual trará como temas a capacitação dos Operadores dos Sistemas de Dessalinização e a institucionalização dos sistemas de dessalinização nas áreas da Saúde e Educação, como equipamento social que garante água de qualidade para consumo humano. Ao todo, participarão cerca de 70 representantes do Núcleo Estadual de Gestão do PAD, dos gestores locais das comunidades atendidas pelo PAD, além dos prefeitos e secretários municipais de Saúde e Educação, com a participação de agentes comunitários de saúde, professores, diretores, supervisores e coordenadores das escolas dos municípios atendidas pelo programa.

“A participação dos gestores municipais é imprescindível para o sucesso do programa, principalmente em sua função de tecnologia social, com uma gestão compartilhada e co-responsável para garantir água de primeira qualidade para consumo humano”, afirmou o secretário João Carlos, que ressaltou também a importância da incorporação dos secretários municipais de Saúde e Educação na gestão do PAD.

A Bahia também irá sediar a III Edição do Seminário Internacional da Associação Latino-americana de Dessalinização e Reúso de Água (Aladyr), que acontece nos dias 22 e 23 de maio, no Hotel Wish, em Salvador, e irá reunir 300 participantes, dente eles os principais líderes do setor de dessalinização na América Latina, representantes de empresas que atendem mundialmente o mercado de equipamentos e tecnologias, autoridades governamentais e sociedade.

PAD - o programa visa estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização de águas salobras e salinas.

Números na Bahia - Na primeira etapa, foram implantados 145 sistemas de dessalinização, em 24 municípios do semiárido. A 2ª etapa, que está em andamento, prevê a implantação, recuperação e gestão de mais 150 sistemas, totalizando um investimento de mais de R$ 60 milhões e beneficiando cerca de 200 mil pessoas de 48 municípios. Agora, na sua terceira etapa, a proposta é a implantação de mais 90 sistemas.

17.5.19


Imaginem a fria que o Bolsonaro entrou. Estava lá quietinho, sem fazer porra nenhuma, enriquecendo a si e aos seus. Os três filhos, mulher, ex-mulher, motorista, todos empreendendo seus business na boa, tranquilos na sua ignorância, brincando em clube de tiros, falando merda aos quatro ventos sem se preocupar com as críticas. Tudo na santa paz em casa e no congresso, onde encontrava seus parceiros para trocar suas imbecilidades sem censura ou dormia em plena sessão de votações.

Era um vagabundo, corrupto, sem vergonha na cara e quase anônimo. Aí, resolveram usá-lo para consolidar o Golpe de 2016, quando o insano pode até homenagear torturador, mas pega nada isso daí. Conspirava crimes junto às milícias e tudo normal. Seu filho, seu garotinho, empregava parentes de acusados de assassinato e tudo bem. Esse mesmo filhinho Homenageou com a medalha Tiradentes um desses milicianos que estão na mira até da Interpol pelo assassinato de Marielle e tudo ótimo. Tinha funcionários-fantasma e tudo continuava em ordem.

Agora, o vagabundo e sua prole estão sob os holofotes do mundo e ele tem que demonstrar saber fazer o que não sabe, ser presidente. A vidinha boa que poderia levar até morrer acabou. Primeiro, ele e os “garotos” terão que ficar espertos nas falcatruas, coisa que não são, espertos. Depois, os vagabundos terão que fingir que trabalham, o que para uns descerebrados que nem eles, dá muito trabalho. Enquanto estavam lá idiotamente postando bosta e fake news no WhatsApp e Twitter a vida estava tão boa! Os Bozos eram felizes e não sabiam.

Por Marcia Noczynski.
 

O fato é que no Brasil, a paz é uma mentira, a democracia é uma falsidade e a realidade é deplorável, violenta e constrangedora. Deplorável, violenta e constrangedora para os índios, para os negros, para as mulheres, para os pobres, para os jovens e para a velhice. A paz, a cultura e a ilustração só existem para uma minoria constituída pelas classes médias e altas que têm acesso e podem comprar a seguridade social, a educação, a cultura e o lazer. O Estado lhes garante segurança pública.


A hipocrisia pacifista das elites econômicas e políticas e dos bem-pensantes sempre foi um ardil para acobertar a violência que lhes garante os privilégios, o poder e a impunidade. Ardil que anda inseparado de sua irmã siamesa – a democracia racial – e, juntos, constituem a ideologia da dominação e da dissimulação da tragédia social e cultural que é o nosso país.


O pacifismo é um brete, uma jaula, que procura aprisionar e conter a combatividade cívica dos movimentos sociais e dos partidos que não compartilham com a ideia de ordem vigente. Essa ideologia operante exige que as manifestações de rua sejam sempre tangidas pelas polícias e, quando algo não fica no figurino, a violência e a repressão são legitimadas para manter a paz dos de cima.


A democracia racial, que sempre foi uma crassa mentira, difundida por bem-pensantes e por representantes do Estado, é uma rede de amarras e de mordaças que visa impedir a explosão de lutas e os gritos por direitos e por justiça de negros e pobres, que são pobres porque são negros. A ideia de democracia racial também não passa de um ardil para acobertar a violência e a opressão racial e econômica e para escamotear o racismo institucionalizado – herança escravocrata entranhada como mentalidade e como cultura na alma pecaminosa da elite branca.


O Brasil nasceu e se desenvolveu sob a égide da violência. Não da violência libertadora, da violência cívica que corta a cabeça dos dominadores e dos opressores para instituir a liberdade e a justiça. Aqui, os malvados, os dominadores e opressores, nunca foram ameaçados e mantêm o controle político a partir de um pacto preliminar do uso alargado da exploração e da violência como garantia última do modo de ser deste país sem futuro.


Primeiro, massacraram e escravizaram índios. Depois, trouxeram cativos da África, muitos dos quais chegavam mortos nos porões dos navios e foram jogados como um nada nos mares e nas covas e se perderam, sem nomes, nos tempos. Trabalho brutal, açoites e exploração sexual foi o triste destino a que estavam reservados. Essa compulsão violenta ecoa até hoje, no racismo, na exploração e na própria violência contra as mulheres em geral, pois a genética e a cultura brancas trazem as marcas da impiedade machista da vontade de domínio, até pela via da morte.


A hipocrisia do pacifismo bem-pensante não se condói sistematicamente com os 60 mil mortos por ano por meios violentos – prova indesmentível de que aqui não há paz. Mortos, em sua maioria, jovens pobres e negros. Também não se condói com o fato de que as nossas prisões estão apinhadas de presos, em sua maioria, pobres e negros e sem uma sentença definitiva. Presos que vivem nas mais brutais condições de desumanidade.


Não se pode exigir paz e civilidade num país que ocupa o quarto lugar dentre os que mais matam mulheres no mundo, sem contar os outros tipos de violência de gênero. E o que dizer da continuada violência contra os camponeses e do recorrente extermínio dos índios?


A paz e a civilidade existem nos restaurantes dos Jardins, nos gabinetes e palácios, nas redações da grande mídia, nos intramuros das universidades, nos escritórios luxuosos, nos condomínios seguros, nos aviões que voam levando os turistas brasileiros para fazer compras no estrangeiro. Mas elas não existem nas ruas, nas praças, nas periferias, nas favelas, no trabalho.


O Brasil caminha para o abismo, sem destino, tateando no escuro, aprisionado pela sua má fundação e de sua má formação. Precisamos recusar este destino e isto implica em recusar a mentira hipócrita do pacifismo e da civilidade dos bem pensantes e falsidade da democracia racial.


Os gritos das dores das crueldades praticadas ao longo dos séculos precisam retumbar pelos salões de festa das elites e nos lares e escritórios perfumados pela alvura que quer disfarçar uma herança de mãos manchadas de sangue e de rapina. Os historiadores precisam reescrever a história deste país para que possamos entender a brutalidade do passado e do presente e projetar um outro futuro.


A doce ternura da paz e da civilidade dos bem-pensantes, dos bem-educados, dos bem-vestidos, dos bem-viventes, precisa ser confrontada e constrangida pelo fato de que nos tornamos uma nação de insensíveis e de brutais, praticantes do crime imperdoável de desalmar as vítimas da violência para dar-lhe uma alma (branca) também insensível e brutal.


Não temos o direito de persistir na mentira hipócrita e na enganação. Não temos o direito de interditar caminhos de liberdade e de justiça pelas nossas ideologias ludibriantes. Se não fomos capazes de construir um nação com direitos, justiça, democracia e liberdade, deixemos que os deserdados deste país a construam e, se possível, vamos ajudá-los com humildade e sem vaidades. A paz efetiva só existirá quando estes bens se tornarem realidade para todos.

Por Aldo Fornazieri


Admiro porque ele consegue convencer gente que não tem como pagar universidade privada de que é preciso fazer cortes na educação pública e aumentar o número de universidades privadas no país.

Ele convence quem nunca estudou ou pôs os pés na Universidade de que diploma é bobagem e pesquisa científica é atraso.

Ele convence gente a trabalhar mais tempo para ganhar menos.

Ele convence o trabalhador de que é melhor abrir mão de direitos adquiridos em prol dos empresários, afinal o empresário e sobrecarregado.

Ele convence negro de que racismo não existe, mesmo que ele tenha dito que seus filhos não casariam com negras, afinal foram bem educados.

E convence gays, que vivem no país que mais mata gays no mundo(!), de que homofobia é mimimi.

Ele convence policiais que são assassinados por milicianos e grupos de extermínio, de que milicianos e grupos de extermínio são bem vindos e necessários.

Ele convence policial de rua que vive estressado (a cada 17 dias um policial comete suicídio no Brasil) de que eles devem ter mais tempo de serviço para se aposentar.

Ele convence policiais que carta branca para matar é o que resolve, ao invés de investimento sério em segurança pública, como salários, treinamentos, investigação, equipamentos, atendimentos psicológico. Se a polícia matar todo mundo e metade da polícia morrer junto, problema resolvido. Afinal, ele valoriza os heróis.

Ele convence gente que estudou de que Olavo de Carvalho é filósofo, mesmo que a burrice seja escancarada e que ele atribua os problemas do país à filosofia.

Ele convence mulheres de que feminicídio é uma bobagem, mesmo que no Brasil a cada 12 horas uma mulher seja assassinada pelo (ex)companheiro.

Ele convence mulheres a ficarem contra o feminismo, porque a luta do feminismo não é por direitos iguais, afinal feminista é feia e tem sovaco cabeludo, não luta por direitos iguais, querem mesmo é andar peladas e fazerem xixi na porta de igreja.

Ele convence mulheres de que elas devem achar normal ganhar menos.

Ele convence quem não pode pagar por saúde privada de que a solução é privatizar.

Ele convence o brasileiro de que natureza é uma bobagem, de que tem mais é que desmatar e liberar a caça para o país evoluir.

Nietzsche (filósofo alemão), chamou isso de moral de escravo, o grande rebanho. Mas o rebanho está convencido, apoia, aplaude e quer o relho.

E o gado continua cego e defendendo...



O Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão desta quinta-feira (16/05), julgou procedente a denúncia formulada por vereadores do município de Jeremoabo contra o prefeito Derisvaldo José dos Santos, pela prática de nepotismo. O gestor teria nomeado parentes do vice-prefeito, Luiz Carlos Bartilotti Lima, para ocupar cargos em comissão na prefeitura, durante o exercício financeiro de 2018. O relator, conselheiro Paolo Marconi, aplicou multa no valor de R$3 mil.

A relatoria considerou ilegal a nomeação de Vitor Bartilotti Lima, sobrinho do vice-prefeito, para o exercício da função de Coordenador de Divisão de Contabilidade e Finanças do Fundo Municipal de Saúde; Camila Bartilotti Lima, sobrinha do vice-prefeito, no cargo de Coordenadora de Enfermagem do Hospital Geral de Jeremoabo; e Jeanette Menezes Lima, mulher do vice-prefeito, como Supervisora Administrativa das creches, lotada na Secretaria de Educação. O prefeito não apresentou nenhum documento que comprovasse a capacidade técnica dos nomeados para as suas funções. O relator determinou a exoneração dos servidores.

Segundo o conselheiro Paolo Marconi, a súmula vinculante nº 13 do STF impede a nomeação de cônjuge, companheiro, parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau da autoridade nomeante ou de servidor investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, de cargo em comissão ou de confiança, em quaisquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Cabe recurso da decisão.

16.5.19



Defensoria consultará comunidade para planejar conjuntamente investimento do orçamento

A Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA continua consultando a população sobre quais áreas sociojurídicas a instituição deve priorizar e investir em 2020. No dia 22 de maio (quarta-feira), as conferências públicas do orçamento participativo chegarão a Paulo Afonso.

Aberto ao público, o evento será realizado, a partir das 9h, na sede da Defensoria em Paulo Afonso, situada na Rua Marechal Floriano, n° 500, Centro. A Conferência é uma oportunidade democrática para que representantes de organizações da sociedade civil, de movimentos populares e cidadãos interessados possam participar sobre como a Defensoria deve investir seu orçamento no próximo ano. O objetivo é promover o debate e traduzir em ações as solicitações e desejos da comunidade, oferecendo mais qualidade e eficiência nos serviços da DPE.

Como funciona

Desde 2015, a Defensoria Pública vem realizando as conferências públicas do Orçamento Participativo. Cada cidadão ou representante de organizações da sociedade civil e movimentos populares pode opinar, em um questionário, sobre quais áreas de atuação deverão ser intensificadas pela Defensoria no ano seguinte.

Neste ano o Orçamento Participativo 2020 acontece em 10 municípios onde a Defensoria Pública está presente. Vitória da Conquista, Santo Antônio de Jesus, Ilhéus e Itabuna e Feira de Santana já receberam as conferências públicas e opinaram as prioridades de cada comarca.

As próximas anfitriãs, além de Paulo Afonso, serão Paripiranga, Teixeira de Freitas, Barreiras, Juazeiro e Salvador. Mas além da participação presencial nas conferências nessas cidades, as pessoas também podem contribuir através de Consulta Pública no site da Defensoria, respondendo a um questionário on-line.

Para dar sua opinião clique AQUI.

O prazo para preenchimento termina em junho de 2019, quando a série de conferências públicas será encerrada, em Salvador.

Tabuladas, estas informações serão processadas e analisadas posteriormente, a fim de que se verifique como poderão ser transformadas em ações institucionais que atenderão a população em situação de vulnerabilidade em cada local.

SERVIÇO

O quê: conferência pública sobre o Orçamento Participativo 2020 da Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA em PAULO AFONSO;

Onde: na sede da Defensoria Pública em Paulo Afonso. Rua Marechal Floriano, 500, Centro

Quando: dia 22 de maio (quarta-feira) às 9h.

 

Dando continuidade ao trabalho na região de Paulo Afonso, a Estratégia Saúde Sem Fronteiras Rastreamento do Câncer de Mama estará, ainda no mês de maio, atendendo aos municípios de Abaré, Santa Brígida, Chorrochó, Pedro Alexandre e Macururé. Nesta estratégia, as mulheres, na faixa etária de 50 a 69 anos, poderão realizar mamografia, exame que detecta precocemente casos de câncer de mama.


Para ser atendida a mulher deve levar um documento de identidade, o Cartão do SUS e um comprovante de endereço. Os exames são realizados em unidades móveis, equipadas com mamógrafos de última geração. As equipes começam a atender às 7h e prosseguem até 18h.


Cronograma de atendimento


Em Abaré, de 16 a 23 de maio, a unidade móvel estará estacionada na Avenida Edésio Tolentino, em frente ao Josinão. Neste município, 994 mulheres na faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde, poderão realizar seus exames.


Já em Santa Brígida, as equipes ficarão de 20 a 25 de maio, e atenderão a 774 mulheres. Neste município, a unidade móvel estará estacionada na Praça Jacobimarte, nas proximidades da Igreja de Santa Brígida.


No município de Chorrochó, o ponto de atendimento será na Praça da Matriz, bem em frente a Igreja Matriz. A unidade móvel ficará na cidade de 25 a 29 de maio e, nesse período poderá atender a 627 mulheres de 50 a 69 anos.


Em Pedro Alexandre, o público-alvo é de 810 mulheres na faixa etária preconizada. Nesse município, a unidade móvel ficará estacionada na Praça Coronel João Maria de Carvalho (ao lado da agência do Bradesco), de 27 de maio a 01 de junho.


Finalizando na região, teremos de 31 de maio a 04 de junho, no município de Macururé, o atendimento para 490 mulheres. A unidade móvel ficará estacionada na Unidade Mista de Saúde, em frente a Farmácia Básica.


Saúde sem Fronteiras


O Saúde sem Fronteiras, programa da Secretaria da Saúde do Estado, tem como diferencial o acompanhamento das mulheres com mamografias inconclusivas, com a oferta de exames complementares para o diagnóstico e o encaminhamento ao tratamento, visando a integralidade do atendimento.


Para as mulheres com diagnóstico positivo, o tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico será realizado em unidades de alta complexidade em oncologia. Este programa é uma ferramenta de acesso da mulher às ações de atendimento, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.


Nos últimos anos o setor foi responsável por gerar 6,4 mil empregos na Bahia

A Bahia importa mais de 70% do seu consumo de etanol e açúcar. O estado consumiu 800 mil m³ de etanol em 2018 e produziu apenas 29,1%, de acordo com dados da ANP. Segundo o Sindaçúcar, o consumo do produto é de cerca de 600 mil toneladas, entretanto a produção baiana na safra 2017/2018 foi de 160 mil/toneladas, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar. Para reverter este quadro, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) criou o projeto de um Complexo Sucroalcooleiro cujo objetivo é tornar a Bahia autossuficiente na sua produção. Nos últimos 10 anos o setor teve investimentos de R$ 500 milhões, gerou 6,4 mil empregos e a perspectiva é desse panorama crescer.

A fórmula é simples: a SDE tem atuado na prospecção e atração de investimentos no setor, em especial, na região do Médio São Francisco. A primeira usina, de um total de 11 previstas, está sendo implantada em Muquém do São Francisco. O protocolo de intenções com o grupo Sérgio Paranhos foi assinado, em outubro do ano passado, com investimentos de R$ 107 milhões e possibilidade de gerar 200 empregos diretos. A unidade industrial terá capacidade de produzir 1,9 mil sacas/ano de açúcar, 9,4 mil m³/ano de etanol anidro e 9,4 mil m³/ano de etanol hidratado. Os chineses também demonstraram interesse no negócio e preveem injetar mais de R$ 2 bilhões em usinas sucroalcooleiras.

“A implantação de um polo sucroalcooleiro será determinante para o desenvolvimento da região, com geração de empregos direto e indiretos, crescimento do IDH e estímulo da atividade econômica que vão efetivamente mudar a realidade do Médio São Francisco. A iniciativa visa incluir o estado nas estatísticas nacionais de produção de açúcar e álcool. Atendendo à demanda estadual dos produtos derivados da cana de açúcar, o polo vai elevar ainda a pauta de exportações do Estado”, afirma João Leão, vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico.

De acordo com dados da SDE, a produção baiana de álcool representa apenas 0,93% do cenário nacional. São 5 empresas fabricantes de álcool, o correspondente a 2,1% das fábricas existentes no país. Do total de álcool consumido no estado, 80% é utilizado como insumo industrial em três setores principais: produtos químicos (40%), construção civil (18%) e administração pública (8%). A Bahia é o 10º estado na produção de cana-de-açúcar e sete municípios, localizados nas regiões Sul e Extremo Norte do estado, respondem por mais de 95% da produção de cana, com destaque para Juazeiro e Caravelas.

O professor e pesquisador doutor Ademar Nogueira, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Industrial da Universidade Federal da Bahia, é defensor da retomada do programa Proálcool. O Programa Nacional do Álcool foi criado em 14 de novembro de 1975, pelo decreto 76.593, com o objetivo de estimular a produção do álcool para atender as necessidades do mercado interno e externo e da política de combustíveis automotivos. “Uma indústria sucroalcooleira é intensiva em mão de obra, levará industrialização para região, incentivará o desenvolvimento do ambiente tecnológico e vai estimular a economia do estado”, diz.

Mercado baiano

Referência em agricultura irrigada e produtividade de cana por hectare no estado, a Agrovale, em Juazeiro, tem capacidade instalada de produção fabril de 180 mil toneladas de açúcar e 115 milhões de litros de etanol. Segundo o diretor financeiro, Guilherme Colaço Dias Filho, são investidos anualmente em torno de R$ 30 milhões. Os empregos diretamente gerados, durante o período da safra, totalizam 4 mil na lavoura e 300 na indústria. Durante a entressafra essa quantidade reduz para 2 mil empregos na lavoura, mantendo-se os 300 na área industrial.

“Acreditamos que, pela importância socioeconômica que representa, com a geração de empregos e distribuição de renda, o setor é de relevante importância para o desenvolvimento baiano. Ratificamos a necessidade do apoio do estado para podermos competir e nos manter em atividade, e, sobretudo, preservar e ampliar a oferta de trabalho e renda”, afirma Colaço.

Já Luiz Carlos Queiroga, presidente do Sindaçúcar e diretor-presidente da Usina Santa Maria, pertence ao grupo São Luiz, acredita que a Bahia tem um enorme potencial para suprir suas necessidades de açúcar e etanol: “Com a cultura da cana-de-açúcar irrigada no Médio São Francisco e seus dois principais afluentes, o Rio Corrente e o Rio Grande, criando o maior polo sucroalcooleiro/energético da região Nordeste”.

Segundo Queiroga, a usina Santa Maria, em Medeiros Neto, investe anualmente cerca de R$ 25 milhões na lavoura e na indústria, gera atualmente 1,5 mil empregos diretos e vem aumentando anualmente sua capacidade de produção e eficiência, que hoje é de 120 milhões de litros de etanol. A unidade não produz açúcar. Já a usina Santa Cruz, em Santa Cruz Cabrália, pertencente ao mesmo grupo, produz atualmente cerca de 25 milhões de litros de etanol.

 Foto: Elói Corrêa/ GOVBA

A população de Amargosa e municípios vizinhos chegou cedo para aproveitar os serviços oferecidos pela Feira Cidadã, evento realizado pela Secretaria da Saúde do Estado em parceria com as Voluntárias Sociais da Bahia. A Feira iniciada na manhã desta quinta-feira (16) segue até sexta. O serviço de odontologia se estende até o domingo. Ao todo, são mais de 7 mil atendimentos ofertados aos moradores da região.

Entre as novidades desta edição, está a realização de cirurgias eletivas. Durante os dias da feira idealizada pela primeira dama e presidente das Voluntárias Sociais, Aline Peixoto, a população passa por consulta com o cirurgião, que realiza o encaminhamento para cirurgias de hérnias, vesícula, além de histerectomia. A expectativa é que 400 pessoas passem pelo processo de triagem de cirurgias na Feira Cidadã. Os procedimentos serão realizados no Hospital de Amargosa.

Segundo o coordenador da Feira Cidadã, Edvaldo Gomes, a implantação das cirurgias eletivas foi adotada para atender uma demanda da população. “A gente percebeu que os municípios também têm demanda reprimida no caso de cirurgias eletivas e a partir de agora será oferecido este serviço em todas as feiras. Os pacientes passarão pela triagem na feira e sairão com o procedimento marcado para o Hospital de Amargosa ou outra unidade que atenda a região”, explica.

Na área de oftalmologia, a previsão é de que 800 pessoas sejam encaminhadas para cirurgias de catarata. Na Feira Cidadã, a população tem acesso a serviços oftalmológicos e odontológicos. Além destes, os moradores podem realizar consultas com cardiologista, ginecologista, exames de mamografia, preventivo, raio-x, ultrassonografia, entre outros.

Uma unidade móvel do SAC também está no município de Caetanos para emissão de carteiras de identidade. Nos dois dias de atendimento serão emitidas 500 carteiras. 

O prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro, esteve na Feira Cidadã e destacou a importância dessa iniciativa. “A gente vive um processo de envelhecimento da população e com o cenário de crise econômica do país, as pessoas acabam demandando mais serviços públicos e isso pressiona os municípios. Essa feira é um exemplo de organização, de atendimento e capacidade de atender a população com cuidado, carinho e dignidade para que as pessoas tenham seus problemas solucionados”.

Por: Jairo Gonçalves.

15.5.19



O Ministério Público Federal divulgou na tarde desta quarta-feira (15) texto que pede a suspensão imediata do decreto do presidente Jair Bolsonaro que flexibiliza o porte de armas no Brasil. Confira o texto na íntegra:

“A suspensão imediata e integral do decreto que regulamentou o porte de armas no Brasil. É o que quer o Ministério Público Federal em ação ajuizada, nessa terça-feira (14), na 17ª Vara de Justiça Federal. Para o MPF, o Decreto 9785/2019 extrapola a sua natureza regulamentar, desrespeita as regras previstas no Estatuto do Desarmamento e “coloca em risco a segurança pública de todos os brasileiros”. A ação requer também que a União preste as informações que fundamentaram a edição do regulamento.

O documento assinado por cinco procuradores da República elenca, pelo menos, oito quesitos problemáticos instituídos pela norma. Para Felipe Fritz, Eliana Pires Rocha, Ivan Marx, Luciana Loureiro e Marcia Zollinger, as regras, quando comparadas à previsão legal sobre o assunto, são conflitantes. O Decreto deixa brechas, ou mesmo contraria diretamente o que foi orientado pela lei vigente no país.

É o caso das novas condições exigidas para a obtenção do porte de armas: o que antes era um acesso concedido a público restrito, passa a uma imensa gama de perfis autorizados a transitar com arma de fogo. Em algumas situações, o normativo chega a dispensar a comprovação da necessidade de porte. “Não poderia o Presidente da República, através de Decreto, de modo genérico e permanente, dispensar a análise do requisito”, argumentam os investigadores. Nesse contexto, também destacam a validade por tempo indeterminado conferida aos certificados de registro de arma. Originalmente, o documento deveria ser submetido à renovação periódica.

A peça alerta sobre a mudança na classificação de armas de uso restrito. “A medida tem impacto imediato na esfera criminal”. “O Decreto não traz nenhuma iniciativa que aumente o controle e a punição do exercício irregular desses direitos”, explicam. Nesse sentido, questionam a flexibilização na quantidade de armas e munições a serem autorizadas por pessoa, bem como a liberação do porte para quem residir em área rural. Para o MPF, o dispositivo que autoriza a prática de tiro esportivo por crianças e adolescentes é entendido como um “flagrante retrocesso à proteção genericamente conferida pela Constituição da República e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”.

O Planalto ainda não se manifestou sobre o assunto.


Por: TerçaLivre


Bolsonaro sofre de verborragia sistêmica, reflexo direto de sua condição mental precária e confusa. Quando menos se espera, o rosto descontínuo do presidente aparece, no noticiário e nas redes sociais, vomitando, com sua vozinha sibilante, algum absurdo.

Ao revelar a troca de favores eleitorais para, em contrapartida à prisão de Lula, levar Moro ao STF, em 2020, Bozo retirou dessa relação o último verniz que ainda lhe dava alguma credibilidade - e fez o ex-juiz entrar num jogo perigoso, ao desmentir o presidente.

Não que o movimento dos dois fosse um segredo: à exceção da estupidez dos bolsominions, qualquer brasileiro com mais de um neurônio havia percebido essa barganha, na origem.

Também revela, agora, com mais clareza, as razões que levaram Bozo e Moro a transferirem o COAF para o Ministério da Justiça de forma tão açodada, nas primeiras horas de governo.

Bozo acreditava que Moro poderia proteger Flávio Bolsonaro, investigado por manter, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, um laranjal de milicianos ligados ao assassinato de Marielle Franco.

Moro, contudo, demonstrou ser, em todos os sentidos, uma nulidade técnica e política. Um bocó que mal consegue articular frases, quiçá estratégias.

Tornou-se urgente, portanto, trazer o COAF de volta para o Ministério da Economia, onde Paulo Guedes, apesar de desvairado e sem noção, ainda tem apoio irrestrito da mídia e do poder econômico.

Moro é carne queimada.

Bozo ainda aposta no seu sanatório geral.

Por Por Leandro Fortes.

14.5.19



Entre 21 e 23 de junho, o povoado de Tracupá, no município de Tucano, no nordeste da Bahia, realizará a VI Feira de Artesanato de Couro de Tracupá. Com apoio do Governo do Estado, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), o evento é uma iniciativa da Cooperativa dos Produtos de Artefato de Couro da Comunidade de Tracupá (Coopact). A programação será composta por exposição, intercâmbio e venda de produtos oriundos de empreendimentos solidários.

A maioria dos moradores do povoado trabalha há muito tempo com a produção artesanal e profissional em couro. Daí, surgiu a iniciativa de criar a Coopact, que hoje possui 22 famílias associadas, produzindo itens como bolsas, carteiras, chapéus, cintos e sandálias. A cooperativa também tem um automóvel para a distribuição do material a todas as regiões do Brasil.

Para o diretor da Coopact, Sérgio Evangelista, o processo de cooperativismo no interior do Nordeste ainda está em um momento de evolução e de construção. “A cooperativa é como São Tomé. O pessoal quer ver o sucesso para poder crer”, destaca.

Além da Coopact, hoje há em Tracupá lojas de marcas de renome nacional, que estão investindo na produção dos produtos feitos por mão de obra local. Em qualquer rua, é notada a presença empresarial, atraída pela qualidade dos produtos feitos pelos moradores do povoado.
 

“A maior parte daqueles que nasceram e se criaram em Tracupá trabalha com o couro. Daqui, nós exportamos para o Rio de janeiro, São Paulo, Paraná e muitos outros lugares do Brasil. Aqui, a maioria das casas tem sempre alguém fazendo artesanato de couro”, afirma Gerson Reis de Souza, conhecido como Gersinho, que trabalha com artesanato em couro desde criança.

Localizado às margens da BR 116, Tracupá já foi conhecido como a “cidade das antenas parabólicas”. O apelido surgiu porque ao passar pela estrada, que fica acima do nível da cidade, era comum ver que todas as casas do povoado possuíam uma antena do tipo. A Coopact Couro fica logo na entrada da localidade e é um exemplo de associativismo na região do sisal.

Por Regina Ferreira.


Na vigília de Lula nós encontramos a mistura que eles, os dementadores, mais odeiam! Aqui tem LGBT, tem negro, tem nordestino, tem analfabeto, tem sanfoneiro, artista de rua, professor de filosofia, pedagogo, tem metalúrgico, sindicalista, terapeuta reikiano, sem-terra, petista, comunista, socialista, campesino, artesão, poeta, tem um oceano de gente pra eles odiarem...

Tem chinelo de dedo com prego embaixo, tem camiseta furada, tem calça remendada, sapato sem sola... tem pão com mortadela, melancia para comer com as mãos, bala de casca de laranja pra dor de garganta, café passado no saco de algodão...

Aqui tem boné do MST, bandeira da CUT, foto do Lula, bordado de bordadeira, mandala de lã, flores de crochê, caligrafia feia e bonita...

Aqui tem gente tímida, tem gente desinibida, tem gente sorridente, gente mais séria, tem criança rindo, bebê chorando, tem gente cantando, tem gente falando, tem gente tomando café, fumando cigarro de palha, de marca, sem marca, tem gente...

Gente cheia de esperança, cheia de coragem, cheia de justiça!

Aqui não tem rico nem pobre. Não tem gordo nem magro. Não tem gay ou hétero. Bonito ou feio. Aqui tem gente.

Gente que veio de perto, gente que veio de longe, gente que veio a pé, de carro, de avião, de carona, gente que atravessou o oceano, gente que não tem nenhuma pretensão maior que dizer, "boa tarde, presidente Lula!"

Aqui tem gente agradecida, gente emocionada, gente disposta a luta, que não tem medo de nada, que enfrenta tudo, que sabe que viver sem liberdade é morrer em vida.

Aqui tem pedaços de Lula em cada pedacinho do terreno. Em cada história contada, em cada palavra dita, e até nas que não são ditas, são apenas sentidas.

Aqui os corações se misturam em um mesmo sentimento e batem num mesmo ritmo, um uníssono tão grande que se pode confundir com um único e imenso coração que cada vez que bate, grita esperança!

Estar aqui é ter ciência de que se é odiado. Estar aqui é saber que não se é querido lá fora. Estar aqui é saber que somente as Marias e os Joãos poderão ouvir as batidas do nosso coração.

Mas acima de tudo, estar aqui é saber com toda a certeza do mundo, que se está do lado certo da história.

E se me perguntarem quem são essas pessoas? Eu direi: São meus irmãos!"

Por Patrick Mateus.


O maquinário necessário para que a Policlínica na cidade de Paulo Afonso possa entrar em funcionamento já estão chegando. As salas já estão quase todas com todos os equipamentos e os últimos chegam ainda esta semana. Quase todo ele já está montado e está chegando a hora da inauguração.

Anestesiologista, Agiologista, Cardiologista – Ergometria, Cardiologista – Ecocardiografia, Cardiologista Clínico, Cirurgião Geral, Dermatologista, Diagnóstico por Imagem, Endocrinologista e Metabologista, Endoscopista Digestivo, Gastroenterologista Clínico, Ginecologista e Obstetra, Hematologista e Hemoterapia, Infectologista, Mastologista, Neurologista, Oftalmologista, Ortopedista e Traumatologista, Otorrinolaringologista, Pneumologista, Radiologista, Reumatologista, Urologista, Gastroenterologista. São alguns dos profissionais que vão trabalhar na Policlínica que atenderá os municípios de Paulo Afonso, Abaré, Chorrochó, Glória, Jeremoabo, Macururé, Rodelas, Santa Brígida e Pedro Alexandre. O equipamento recebe investimento de R$ 22 milhões, em obras, equipamentos, mobiliário e aquisição de micro-ônibus para o transporte de pacientes que moram em outros municípios integrantes do consórcio público de saúde.

O período já definido pelo Governo do estado é o final de maio e início de junho de 2019. E como diz o slogan, “esta é mais uma obra tamanho G” que vai beneficiar a população.



Moradores do Bairro Oliveira Brito, mais conhecido como, Pedra Comprida, estão reclamando de esgotos a céu aberto que correm em suas ruas. O problema é recorrente e a fedentina está deixando muitos nervosos.

Os relatos são de que, com esgotos nas ruas o aumento de muriçocas está maior, trazendo, além do incomodo, doenças. Eles informam que nos últimos dias várias pessoas tiveram febre, dor de barriga e anciã de vomito.

Ainda segundo eles, já foram feitas várias reclamações ao órgão responsável na prefeitura e até o momento nada foi feito.

A interrupção das políticas inclusivas e o desembarque dos pobres e agora também da classe média do orçamento público tornam mais confortável o exercício da autocracia dos ricos numa economia sem dinamismo e dominada por inchado setor de serviços de contida produtividade.

Com isso, o padrão de reprodução dos ricos até então vinculado ao desenvolvimento da manufatura e serviços de maior produtividade foi sendo corroído pelo enriquecimento do patronato associado às atividades mais tradicionais, cuja produtividade comprimida os torna crescentemente dependentes do próprio orçamento governamental.

Esse parece ser o caso dos negócios conduzidos no mercado financeiro, agronegócio, comércio varejista, religiões, crime organizado, milícias, serviços privados (saúde, educação, previdência) e alta burocracia e carreiras do Estado".

Por Márcio Pochmann.

13.5.19



Está chegando ao final o prazo de inscrições para a 6ª chamada pública da convocatória de Ocupação de Pautas Artístico-Culturais dos Espaços Culturais da SecultBA - Ocupe Seu Espaço. Os interessados devem apresentar suas propostas até 19 de maio de 2019. O formulário de inscrição e demais documentos estão disponíveis no site da SecultBA.

A convocatória possui três linhas de ação de fomento, que amplia a dinâmica de acesso às pautas dos espaços culturais. A linha referente à “Dinamização Estratégica” garante isenção em alguns espaços culturais e dependências. Em “Meses Temáticos”, o proponente pode obter gratuidade caso sua proposta se adéque ao tema referente ao mês pleiteado. E a linha de “Apoio Institucional” concede desconto de 50% sobre os valores de pauta - ou percentual de bilheteria - para propostas referentes à sala principal e às salas multiuso que façam cobrança de ingressos. Para mais detalhes, consulte o regulamento da convocatória. Por meio de comissões individuais para cada equipamento, serão montadas agendas para o período de 02 de julho a 20 de dezembro de 2019.

 A avaliação se dará com base no mérito artístico e relevância da proposta artístico-cultural; na viabilidade de execução da proposta; na experiência e qualificação dos profissionais e artistas envolvidos; e na consonância com as políticas culturais. Não há, no entanto, nenhum outro tipo de apoio financeiro ou repasse de recursos.

Ocupe Seu Espaço é uma seleção que busca impulsionar a difusão, democratizar o acesso, dinamizar os espaços e contribuir para o cumprimento dos objetivos das políticas culturais na dimensão territorial da cultura. Podem participar desta chamada propostas artístico-culturais apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural, que intencionem ocupar as salas principais, anfiteatros, foyers/galerias, áreas externas e salas multiuso de espaços culturais em diversos municípios da Bahia.

Em Salvador, são os seguintes espaços: Casa da Música, Centro Cultural Plataforma, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Espaço Cultural Alagados e Espaço Xisto Bahia. Nas cidades do interior da Bahia, participam: Casa de Cultura de Mutuípe, Centro de Cultura ACM (Jequié), Centro de Cultura Amélio Amorim (Feira de Santana), Centro de Cultura de Alagoinhas, Centro de Cultura de Porto Seguro, Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro), Cine-Teatro Lauro de Freitas, Camillo de Jesus Lima (Vitória da Conquista) e Teatro Dona Canô (Santo Amaro).

OCUPAÇÃO DE PAUTAS ARTÍSTICO-CULTURAIS DOS ESPAÇOS CULTURAIS DA SECULTBA - OCUPE SEU ESPAÇO

Inscrições:  02 a 19 de maio 2019

Período de ocupação: 02 de julho a 20 de dezembro de 2019

As inscrições e documentos disponíveis estão aqui na página.
Mais informações no E-mail.

 

Tenho saudades do tempo de juventude quando saímos pelas ruas da cidade aqui no interior da Bahia, eu e um magote de amigos e amigas a perambular pelas ruas da cidade. Era tempo que a pressa não existia, o medo com o ex-amigo e agora, inimigo político, se quer se pensava. Vivíamos todos em harmonia. O máximo dos problemas, era levar uma carreira dos guardas da Chesf – Companhia Hidrelétrica do São Francisco, quando a cidade ainda era dividida por um muro.

Estes eram tempos bons, que parecem que ficaram para trás e estão encalacrados na memória que teima, vez ou outra, parecer cristalizar.

Ainda lembro do dia que fomos ver o filme Hair lá no cinema que existia no COPA – Clube Operário de Paulo Afonso. Eu, com o cabelo batendo na cintura, camisa com uma só manga, calça colorida com flores e sandália “lap, lap”. Também conhecida em outras bandas por “priquitinha”. Na fila, com amigos e amigas, parecíamos ser seres de outro planeta. Os olhares das pessoas eram, no mínimo de menosprezo. E nós, “nem aí para eles”. Tínhamos lido, ouvido muito sobre a história que iríamos ver. A expectativa era muito grande e quando aquele ônibus parte com Claude Hooper Bukowski, saindo daquela estrada de terra do interior americano, o sentimento de que era a nossa vida sendo contada ali. Depois de “Aquarius”, “Let The Sunshine In”, “I'm Black/ain't Got No” e “3-5-0-0”, saímos impactados positivamente daquela sessão. Que se registre. Ao final, aqueles olhares, antes esnobes, agora era de condescendência. Acho até que aquele pessoal saiu ainda mais liberto de seus preconceitos que nós que agora os víamos livres de suas amarras sociais.

O tempo passou e estamos nós aqui, de iPhone nas mãos, Samsung de última geração, como se paridos feito ratos a cada mês. Inventam “tecnologias” através do marketing e vamos nós, consumindo ávidos para estarmos “na moda’ e não ficarmos para trás.

Por falar em retornar, já está na hora de alguém criar a Máquina do Tempo. E olha como seria legal. O tempo a ser voltado não poderia compreender o da existência pessoal de cada um. Isto para que não se pudesse interferir tanto que bagunçasse o mundo mais do que já está. Daria para encontrar novamente os amigos da infância, brincar de “rouba bandeira”, “esconde-esconde” com a vizinha que eu era doido por ela e ela nem aí para mim. Poderíamos errar menos, pois já saberíamos aquilo que devíamos acertar. Namorar só a quem nos amou e não magoar a quem magoamos. Dizer muito mais a nossos pais “eu te amo” para sofrer menos quando de suas partidas. “Gazear” menos aulas para não ter que ficar em recuperação em matemática anos seguidos. Sentar no sofá e receber o cafuné de nossas mães.

Desde quando Herbert George Wells, escritor britânico, escreveu o livro A Máquina do Tempo, em 1895, que no imaginário popular há o desejo de realizar esta fantasia. E a criança que há em mim, ainda deseja ver esse sonho se tornar realidade. Todo o tempo, é tempo de sonhar.
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