29.7.17

Robinson Almeida: ACM Neto foi vaiado devido à sua arrogância.


O Deputado Federal da Bahia, Robinson Almeida, um dos principais opositores do Carlismo no Estado, disse que a vaia recebida pelo prefeito de Salvador, hoje, 29, na cidade de Cruz das Alas, se deu devido a arrogância de ACM Neto.

Depois de chegar atrasado a Câmara de Vereadores da cidade para a solenidade, Neto, que parece querer usar atos públicos no interior para dar visibilidade a sua pré-candidatura ao governo do estado, não foi poupado pela população que esperava a ato marcado para às 10h da manhã, mas só começou às 11h e 30min.


“O público já estava cansado de esperar e o prefeito (ACM Neto) não teve a humildade de pedir desculpas pelo atraso. Foi vaiado quando seu foi anunciado e saudado com “Fora temer e Golpista”. Neto demonstrou irritação com a situação, fez um breve discurso e sentou-se na mesa de “cara amuada”. Disse Robinson Almeida.

ACM Neto é vaiado em sessão solene hoje pela manhã na Bahia.


A vida daqueles que apoiaram o golpe contra a Presidenta Dilma Roussef parece que não vai ser fácil mesmo. Hoje, 29, pela manhã, o prefeito da cidade de Salvador, ACM Neto, esteve em Cruz das Almas, no interior da Bahia para participar da inauguração do novo prédio da Câmara Municipal.

O que ele e seus acompanhantes não esperavam era a manifestação contraria a presença do prefeito no local. Quando anunciaram a presença de Junior a população começou a vaiar.


Uma das pessoas presentes no local, que pediu para não ser identificada por ser funcionaria do município, disse não entender o porquê do presidente da Câmara de Vereadores da cidade, o vereador Edson Ribeiro do DEM, ter convidado alguém que não tem nenhuma para ligação com a população a se fazer presente. “Quer bajular? Que o leve para a sua casa e não use a imagem da cidade para fazer política baixa”.

Veja o vídeo do momento da vaia.

Como Maduro desbaratou o golpe da mídia e da CIA, impondo a Constituinte.


O presidente Nicolas Maduro, com o apoio do povo e das Forças Armadas, venceu, esta semana, um vagalhão de violência e pressões internacionais que desabou sobre a Venezuela. Com isso, ele parece ter garantido a realização da Assembleia Constituinte, para este domingo, 30/07/2017, destinada a dar um novo rumo ao país.

Conduzida pela mídia, a CIA, a OEA, Mercosul, este agora dominado por Temer e Macri, mas tendo em seus calcanhares o Uruguai de Tabaré Vásquez, esta arremetida já produziu, só nos últimos 115 dias: 110 mortos, dos quais 29 queimados vivos, 1500 feridos, 1.000 prisões, incêndios ao Supremo Tribunal Federal, a universidades, centros maternais infantis, ônibus, caminhões de abastecimento e trancamento das principais ruas. 

Na sexta-feira, toda esta ofensiva tinha sido domada, inclusive duas greves gerais e uma "tomada de Caracas" que ficaram só na vontade dos conspiradores (Edição semanal do Café na Politica. Gravada em 28/07/2017). 

PARA ONDE CAMINHA NOSSO PAÍS? (Por Dep. Airton Faleiro)


Tinha me preparado para dar um tempo, neste recesso do mês de Julho, sem publicar matérias sobre política, mas não foi possível. Pois considero que as últimas medidas do atual governo são  agressivas  demais para ficarmos calados.

Se faz necessário lembrar que estes que estão no poder agora aformavam que tira a Dilma e o PT do governo seria a solução para todos os males do Brasil, inclusive para enfrentar a crise financeira, para mim fica difícil engolir este aumento do combustível que equivale ao aumento de imposto, pois vai rebater no bolso do consumidor, não apenas na compra do combustível e, sim, no aumento dos demais produtos impactados pelo aumento do combustível.

Para a tristeza do povo brasileiro, o que vemos é  um governo desacreditado e que não passa segurança para investidores e para a sociedade. Um governo Que busca salvar seu mandato, mesmo que isto custe a quebra dos serviços públicos e da economia do país.
 
Infelizmente, não vejo saída a curto prazo (nem política e nem financeira). Sei que muitos  esperam que, diante das graves denúncias, o Congresso Nacional possa autorizar a apuração e o afastamento de Temer. Pelo que observo o congresso vai mante-lo. Isso deixa claro o novo pacto do consórcio golpista para tentar levar o governo Temer até o final.

Não observa-se mobilização suficiente da sociedade pelo "fora temer". Não condeno isso, pois imagino uma inteligência  subjetiva que analiza que tirar Temer e eleger um novo presidente por via indireta é  trocar seis por meia dúzia.

Penso que não teremos solução para crise financeira e política sem a eleição de um novo presidente com o voto do povo. Por isso, sugiro   que apostemos nossas fichas na última batalha desta guerra, que é  a eleição de 2018.

Sei que a vontade de uma grande fatia da sociedade é  pelo retorno de Lula, mas esta é uma batalha especifica: as esquerdas de tudo farão para assegurar o direito dele concorrer  à Presidência da República, em 2018, e os adversários da mesma forma, para impedir que ele concorra, pois não contam com uma plataforma e um nome que se apresente como alternativa para o caos instalado na política e na economia do Brasil. Caus esse que se agrava com eles no  comandando do país.

Por último, devo lembrar as reformas do atual governo, que passam pelo Congresso Nacional. Na minha opinião levarão, em curto  prazo, para um maior enriquecimento do empresariado e o empobrecimento  da classe trabalhadora. Portanto, teremos um desaquecimento da economia e do mercado de consumo em massa,  tendo como resultado o aumento do desemprego.

Dep. Airton Faleiro - PT-PA.

28.7.17

Aposentadoria antes de morrer.

ACM Neto está sendo acusado de beneficiar empresa de familiar.


O Ministério Público Federal está investigando a secretaria de saúde da prefeitura da cidade de Salvador na Bahia. A acusação e a de improbidade administrativa.

O empresário Jorge Botelho, sócio-diretor da AGL, que em 2014 firmou contrato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para construção de sete Unidades de Saúde da Família, após vencer a licitação pública. Mas ele diz que a prefeitura não cumpriu com os contratos. Chegando a cancelar e fazer uma nova licitação, que teria sido vencida por um primo do prefeito ACM Neto.

O processo de número 003.0.243068/2016 está registrado na 12ª Promotoria de Justiça de Assistência em Salvador. Sua última movimentação foi no dia 10 de julho de 2017.

A sociedade baiana espera da justiça que o processo não se arraste pelos tribunais e caduque. Espera brevidade e que, havendo crime, sejam punidos nos rigores da Lei que os praticou.


UNEB reabre inscrições de processo seletivo para técnicos administrativos.


A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) vai reabrir as inscrições de seu processo seletivo para técnicos administrativos. O edital 85/2017 substitui o edital 57/2017 como documento regente da seleção que tem 85 vagas temporárias na função de Técnico de Nível Superior.

A função oferece salários entre R$ 1.981,98 e R$ 2.648,86, por 30 ou 40 horas de trabalho semanais, além de auxílio-transporte e auxílio-alimentação. As contratações acontecerão pelo período de 24 meses, com possibilidade de uma prorrogação pelo mesmo período. O profissional da área irá atuar em atividades relacionadas com planejamento, organização, acompanhamento de sistemas, planos, programas e projetos nas áreas de ensino, pesquisa e extensão.
As lotações estão previstas para os campi de Salvador, Alagoinhas, Juazeiro, Jacobina, Santo Antônio de Jesus, Caetité, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Barreira, Teixeira de Freitas, Serrinha, Guanambi, Itaberaba, Conceição do Coite, Valença, Irecê, Bom Jesus da Lapa, Eunápolis, Camaçari, Brumado, Ipiaú, Euclides da Cunha, Seabra, Xique-Xique e Avançado de Canudos.
A divulgação do resultado final está prevista para até 30 dias depois da aplicação da prova. A validade do seletivo, para fins de convocação, será de 24 meses a partir da sua homologação de resultado. Saiba mais no edital.

Lembremos 1961. (Por Roberto Amaral)


A reflexão, a crítica e a autocrítica (lamentavelmente em desuso) podem oferecer ao sujeito do processo histórico condições objetivas de intervenção segura.

Por isso mesmo talvez seja este o momento de nos perguntarmos o que as forças progressistas e de esquerda aprenderam com o estudo da História e, de particular, com sua história específica e recente, inventariando acertos e sopesando os erros.

Optando pela via democrática de conquista do poder, conquistamos o governo, mas confundimos coligação partidária-parlamentar, a composição necessária com o outro, diverso e divergente, com aliança final de propósitos.

Daí foi só um salto para cair na ilusão do fim da luta de classes.

A esquerda apostou na quimera com a qual a direita, todavia, jamais se comprometeu.

O processo democrático tout court, compreendendo a realização de eleições e o respeito ao seu resultado, jamais foi um compromisso da direita brasileira, que, derrotada pelo voto popular, opta, como regra, para chegar ao poder ou apear a esquerda, pelo caminho mais curto, o da ruptura das regras do jogo, isto é, o golpe de Estado em suas variadas formas, inclusive a militar.

Em outras palavras: a conquista ou conservação do poder é, para a classe dominante e seus representantes, o grande fim, sem limites éticos para a escolha dos meios, porque o fim último, a conquista do poder, tudo pretende justificar.

Esta é a marca mais distintiva da política brasileira da última metade do século passado, que lamentavelmente ameaça projetar-se no Terceiro Milênio, frustrando a consolidação de um primeiro projeto de democracia de massas, insinuado pela ascensão de significativos setores populares à vida política e ao mercado de consumo.

Não é respeitável o currículo das forças liberais e conservadoras, as quais jamais admitiram a conciliação de classes (a coabitação no mando político) – a ingênua aspiração do varguismo dos anos 50, reiterada pelo lulismo. Em ambos os casos com os resultados conhecidos.

Em 1954, respondendo à sua derrota para Getúlio Vargas nas eleições de 1950, a direita civil-militar logrou a tomada do Palácio do Catete com o golpe de 24 de agosto e a consequente e imediata posse de Café Filho, substituindo no posto o presidente suicida.

Impossibilitada de evitar as eleições presidenciais de 1955, pretendeu impedir a candidatura de Juscelino Kubitscheck, que ameaçava varrer do Catete seus novos ocupantes; consolidada essa candidatura, tentou impedir sua eleição; consagrada esta, a última cartada seria impedir sua posse, seja com a tese inconstitucional da exigência de maioria absoluta, seja pelo golpe militar pura e simplesmente.

Solução frustrada com a reação do Ministro da Guerra, general Teixeira Lott, no famoso e já histórico ‘11 de novembro’.

A primeira possibilidade de conquista do poder, pela via eleitoral, pela direita, surgiu em 1960, quando saltou no colo do populismo irresponsável de Jânio Quadros, com quem, todavia, no governo, logo se desentenderia.

O pomo da discórdia foi a política externa independente. Com o fracasso da tentativa de golpe de Jânio Quadros, de que decorreu sua renúncia cair no vazio, viu a reação civil-militar configurar-se, com a iminente posse de João Goulart, vice-presidente e sucessor constitucional, a insuportável ameaça de retomada do poder pelas forças populares. Jango era tido como o sucessor de Vargas.
Derrotada nas ruas a intentona militar de 1961 pela resistência comandada por Leonel Brizola, sobraram-lhe, porém, forças para impor a um Congresso de joelhos a reforma parlamentarista que, em duas noites, mudou o regime brasileiro e ceifou poderes do presidente, condição para a posse de Jango.

Quando foi dado ao povo, outra vez, a oportunidade de manifestar-se, desta feita em plebiscito (1963), o golpe do parlamentarismo foi desfeito e restabelecido o regime presidencialista de governo.
Mas a direita não se deu por vencida e engendrou o golpe militar de 1964, assimilado pelo Congresso, de novo de cócoras, e por um Supremo Tribunal Federal associado.

No seu discurso de posse, o Marechal Castello Branco, eleito pelo Congresso, anunciou a manutenção das eleições presidenciais de 1965, para as quais, porém, despontava, incômodo, de novo ele, o ex-presidente Juscelino Kubitscheck.

Resultado: ficamos sem eleições diretas até 1989, para surpresa dos que então supunham que tudo não passaria de ‘uma quartelada’!

Em 2014, a derrota para Dilma Rousseff se afigurou como insuportável, e a direita valeu-se de todos os meios para anulá-la, objetivo alcançado, por fim, com o impeachment, e a posse do vice-presidente perjuro.

O projeto dos atuais ocupantes do Palácio do Planalto, é, finalmente, destruir a ‘era Vargas’, sonho herdado de FHC e do tucanato, experimento que começa a materializar com a desmontagem das bases da legislação trabalhista.

Armam-se para estender, quanto possível, a estada no poder.

A direita, porém, vê crescer nas ruas a candidatura de Lula, a cuja força eleitoral não consegue antepor outro nome em condições de disputa. Se é preciso, pois, que haja eleições, é preciso que Lula não seja candidato; se candidato, que não seja eleito; se eleito, que não tome posse; se tomar posse, que seja defenestrado, como foram Getúlio, Jango e Dilma.

A sabotagem ao processo democrático se opera por partes.

É preciso, primeiro, preparar o terreno político. E os grandes jornais já começam a falar das inquietações do imperador mercado em face das eleições, quaisquer, pois elas ‘ameaçam a recuperação fiscal’.
No Valor, na sexta 21, respeitado porta-voz do sistema, Armínio Fraga, eventual ministro no eventual governo de Rodrigo Maia, declara: “O que mais atrapalha a recuperação (econômica) neste momento provavelmente ainda é [o pleito de] 2018”.

No dia seguinte, o jornal estampa mensagem ainda mais explícita: “Eleições podem impor retrocesso às reformas”. É o título-resumo do artigo de Ângela Bittencourt, que traz à lide um investidor “que não quis identificar-se”, e esse fantasma sussurra: “A eleição presidencial de 2018 poderá minar o esforço empreendido até agora para aprovar reformas estruturais com o objetivo de promover uma recuperação econômica, capaz de minimizar os efeitos inquestionáveis da Operação Lava Jato sobre a atividade”.

Mas é preciso pensar, também, na inevitabilidade de eleições, e pensando assim, ainda segundo a colunista, o ‘entrevistado’, lamenta que Henrique Meirelles – seu candidato in pectoris – não tenha viabilidade eleitoral. Em tal hipótese, diz, o candidato deve sair do PSDB.
São, ou seriam, palavras do anônimo: “O PSDB é um atestado de qualidade de politica econômica. Qualquer candidato seria recebido dessa forma”, e, aproveitando o diapasão, logo indica Geraldo Alckmin e Doria Jr.

Esses nomes, mais o de ACM Neto, são os festejados por Alfredo Setúbal, presidente da Itaúsa, a holding do grupo Setúbal-Moreira Salles. Descrente da alternativa Maia, o banqueiro dita ao Estadão: “O cenário ideal seria de continuidade para evitar uma nova crise. E preciso dar continuidade às reformas, como a da Previdência”.

Em síntese é isso: o leitmotiv do grande capital são as tais ‘reformas’. O resto que se lixe.
Se de todo for impossível evitar essas eleições, ou se elas não puderem se desenvolver sob segurança, se não for possível deter Lula (o Estadão de 15.7.17 já anuncia: ‘Supremo deve manter condenação de Lula’) ou afastar de vez a ameaça de qualquer candidato à esquerda, a alternativa já está costurada: é o parlamentarismo, que, entre nós, não é um regime de governo mas instrumento de golpe de Estado que visa a afastar o povo das eleições.

O senador José Serra abandona seu silêncio e levanta a tese golpista com roupagem constitucional, e o presidente do Senado de imediato anuncia a criação de uma Comissão Especial para examinar a proposta, indicando para relatá-la o senador paulista em retirada da vida pública.

O Globo, na terça 25, traz sua contribuição na coluna de Merval Pereira que descobriu mais um ‘cientista politico’, para quem, diz o jornalista, “aqueles que desde 1985 (…) têm militado pela substituição do atual presidencialismo puro pelo parlamentarismo puro ou pelo semipresidencialismo, do tipo francês ou português, as condições políticas encontram-se cada vez mais maduras para que o desejo se transforme em realidade”. A hora é esta.

A alternativa parlamentarista é o ‘plano B’ de que dispõe a direita para, realizando-se as eleições, assegurar-se de que, qualquer que seja o resultado, o poder permanecerá em suas mãos, nas mãos de um Congresso corrupto, sem representação e sem legitimidade, apropriado pelo poder econômico, como assinala, com conhecimento de causa e insuspeição, o ex-ministro Delfim Netto (Carta Capital, 19/07/2017): “Todo o nosso sistema eleitoral foi montado para permitir a apropriação do poder político pelo poder econômico”.

O leitor poderá julgar que, na vigência da atual Constituição, o parlamentarismo é inviável, pois foi vencido no plebiscito de 1993, tornando o presidencialismo cláusula pétrea em nossa Carta Magna.
Ora, objeta o velho articulista: não se esqueça de 1961. Como lembramos acima, nosso Congresso, rasgando Constituição, Regimento Interno e atropelando normas parlamentares, derrogou o presidencialismo da Carta de 1946 e impôs um parlamentarismo de ocasião, em apenas duas noites.
O Parlamento que aí está já demonstrou, reiteradas vezes, desconhecer limites e pudores.


Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia.

Escolas Culturais: primeira etapa do projeto contempla 66 municípios.


O projeto Escolas Culturais, que integra o programa estadual Educar para Transformar, foi lançado nesta quinta-feira (27) pelo governador Rui Costa, em Itabuna, primeira cidade a receber a iniciativa, que chegará, inicialmente, a 85 escolas, localizadas em 66 municípios de todos os Territórios de Identidade. Uma grande festa marcou o evento de lançamento, realizado no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães.

Durante discurso, Rui Costa se emocionou ao lembrar dos pais.  “Aqui está a essência do que me fez entrar para a política. Isso aqui é a essência do que eu aprendi dentro de casa. Eu tive a sorte, a honra e o privilégio de ter um pai e uma mãe que não conseguiram concluir o segundo grau, mas tinham a convicção de que só a educação poderia transformar a vida dos filhos deles”.

Rui teve dificuldade para dar prosseguimento ao discurso e chorou em alguns momentos da sua fala para centenas de pessoas que participaram do ato, incluindo a primeira-dama do Estado, Aline Peixoto. O governador lembrou da sua infância e das dificuldades que enfrentou para concluir sua formação, a exemplo da “paletada” diária que dava da Liberdade, bairro onde morava, para o bairro da Boa Viagem, onde estudou no Colégio Luis Tarquínio, na capital.

As Escolas Culturais vão oferecer atividades nas áreas de dança, arte literária, música e audiovisual. O projeto é uma ação conjunta das secretarias estaduais da Educação, de Cultura (Secult), da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e da Casa Civil. “Estamos plantando a primeira semente de um futuro promissor de milhares de jovens. É um abraço aberto da escola para a sociedade", afirmou Rui, durante evento encerrado com show de Luiz Caldas.



Foto: Manu Dias/GOVBA.

Chefs baianos participam de tour pela cadeia produtiva caprinovinocultura.

A ação faz parte da estratégia do Governo do Estado para fortalecimento do setor que é essencial para o semiárido. 
Englobando 265 dos 417 municípios que compõem o estado, o semiárido é de longe a maior parte do território baiano, concentrando uma população de quase sete milhões de pessoas ou 48% da população. A pouca água impede que a agricultura da região se desenvolva na que tem na caprinovinocultura uma alternativa de sobrevivência e desenvolvimento.

Para garantir condições de crescimento da atividade, o Governo do Estado já investiu R$ 21,1 milhões por meio do programa Bahia Produtiva, uma ação da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) que financia projetos de inclusão produtiva e acesso ao mercado, socioambientais, de abastecimento de água e esgotamento sanitário, nas comunidades rurais mais pobres da Bahia.

Durante esta semana, mais uma ação foi desenvolvida para o fortalecimento da caprinovinocultura, setor em que a Bahia lidera o ranking nacional. Um tour pela cadeia produtiva do bode reuniu alguns dos principais nomes da gastronomia baiana e agricultores familiares para troca de informações sobre o processo produtivo de bodes e ovelhas, no município de Pintadas.

Os chefs de cozinha Caco Marinho, do Doc Casual Dinning; Bruna Moreira, do Assador Gastrobar; Rafael Zacarias, do Bravo Burguer & Beers; Jadson Nunes, ex-chef do Restaurante 33; e Gabriel Rodrigues, chefe da boutique de carnes Boucherie, foram os primeiros a participarem do projeto Expedições Gastronômicas: da roça para a mesa, que garante conhecimento e aproximação entre produtores e consumidores.   

Os visitantes conheceram um pouco mais sobre a produção de caprinos e ovinos para corte, tiraram dúvidas e visitaram um abatedouro frigorífico para acompanhamento do abate e corte dos animais. Para Rafael Zacarias, a iniciativa contribui para a quebra do preconceito em relação a carne do bode.

“Estávamos buscando exatamente valorizar o que temos aqui no estado. Por que comprar de fora se temos boas carnes aqui na Bahia. Saber como o bode é produzido, como é o corte, como é o cuidado dos produtores rurais, nos dá procedência do alimento. Isso agrega valor ao produto”, destaca Zacarias.      

O chef Caco Marinho, que pesquisa combinação de sabores e a origem dos alimentos para a criação de novos pratos, destaca que a carne de bode tem potencial. Para Marinho, o alimento é economicamente viável desperta o interesse. “O bode é uma excelente carne. Tem pouca gordura e é saudável. Sem dúvida, a carne do bode pode entrar no menu dos pratos mais sofisticados”, ressalta.

A iniciativa é uma parceria entre a SDR e o movimento Slow Food e tem o objetivo de divulgar os produtos da agricultura familiar e aproximar produtores e cozinheiros interessados na carne de caprino.

“O Slow Food é um movimento internacional que nasceu na Itália e chegou ao Brasil no final dos anos 90. Tratamos da divulgação e promoção da biodiversidade local, aproximando consumidor do produtor, dentro da filosofia do produto bom, limpo e justo. Queremos desmitificar que a carne do bode é rançosa e não é boa. A carne é boa e saudável”, afirma a coordenadora do Slow Food no Nordeste, Reveca Tapie.

“O objetivo do Bahia Produtiva é contribuir com os produtores rurais para que eles sejam mais competitivos no mercado, desenvolvendo seus produtos, criando novos produtos, tendo clientes certos para a venda do que produzem “, afirma o assessor técnico do Bahia Produtiva, Guilherme Souza. O Governo do Estado, por meio da SDR, tem contemplado cooperativas locais com editais que fomentam a assistência técnica ao pequeno produtor e a procura de mercado para a venda de produtos.

O projeto Expedições Gastronômicas reforça o trabalho desenvolvido pelo programa, fechando o ciclo da cadeia produtiva. Somente entre 2015 e 2016, o programa já aplicou 127,6 milhões, beneficiando 13.284 agricultores familiares, por meio de cinco editais, que contemplaram 398 subprojetos em cinco (apicultura, aquicultura e pesca artesanal, caprinovinocultura, resíduos sólidos e bovinocultura) das oito cadeias produtivas prioritárias do estado.

Esses subprojetos selecionados são apresentados por organizações de produtores ou associações comunitárias, que firmam convênio com o Estado para a realização das ações. Este ano foram lançados mais três editais, agora para as cadeias produtivas da mandiocultura, oleaginosas e fruticultura, com investimentos da ordem de R$ 39 milhões, encerrando o primeiro ciclo de seleção de projetos.

Com investimento total de US$ 260 milhões (cerca de R$ 800 milhões) até 2021, o Bahia Produtiva alcança todos os territórios de identidade do estado, atendendo 416 municípios. Serão beneficiadas 150 mil famílias da agricultura familiar (94.215), quilombolas (12.111), indígenas (3.232), assentadas da reforma agrária (20.468) e da economia popular (19.974).

Coordenado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa da SDR do Estado, o programa faz parte da estratégia do governo estadual para redução das desigualdades e superação da pobreza em todo o estado e sucedeu o programa Produzir, que concluiu em 2014 a última das quatro edições.


É executado com recursos de empréstimo junto ao Banco Internacional para Reconstrução de Desenvolvimento (Bird), que financia obras, equipamentos, assistência técnica, treinamento, estudos e diagnósticos de gestão, entre outras iniciativas que promovam o desenvolvimento rural sustentável de comunidades vulneráveis.

Aniversário de Itabuna é marcado por ações estaduais em Cultura, Educação e Segurança.


Itabuna completa 107 anos no dia 28 de julho, uma cidade marcada pelo pioneirismo e espírito empreendedor de sua gente. Neste pouco mais de um século de emancipação, Itabuna se consolidou como um dos principais municípios baianos e é hoje um grande polo regional de comércio, prestação de serviços, saúde e ensino superior. O Governo da Bahia vem dando sua contribuição para o desenvolvimento da cidade, através de obras e ações nas áreas de infraestrutura, segurança, educação, saúde e cultura.

A Barragem do Rio Colônia, em Itapé, é uma obra fundamental para garantir o abastecimento de água da população de Itabuna e atrair novos investimentos. Com cerca de 90% dos trabalhos concluídos, já está em execução final a etapa de concreto do barramento do vertedouro das águas. A próxima etapa da intervenção, realizada pelo Governo do Estado, através da Embasa, empresa vinculada à Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamernto (SIHS), será a montagem dos equipamentos hidromecânicos, que é a execução das comportas, com previsão de conclusão para o segundo semestre.

A barragem possui eixo com comprimento de 124 metros e altura de 21,4 metros e quando atingir o nível mais alto possuirá volume total de mais de 62 milhões de metros cúbicos de água.  Minimizará ainda o problema das enchentes que inundam parte da cidade de Itabuna e melhorará as condições sanitárias do Rio Cachoeira, contribuindo com a diluição dos efluentes sanitários não tratados das áreas urbanas marginais ao rio. O valor total de investimento é de R$ 108 milhões. O projeto inclui a relocação da estrada, de linhas de energia, a construção de habitações, entre outras obras complementares.

“O município de Itabuna tem um papel relevante na história da Bahia, tanto pela sua participação econômica quanto pela sua rica história. O governo reconhece a importância desta cidade e do seu povo para o nosso estado, e por isso vem realizando uma série de ações para promover o desenvolvimento econômico e social de sua gente”, afirmou o governador Rui Costa, que lança o projeto Escolas Culturais em Itabuna nesta quinta (27) e amanhã participa da programação do aniversário da cidade.

Hoje, 28, é o último dia para o credenciamento de imprensa para Campus Party Bahia.


Encerram nesta sexta-feira (dia 28) as inscrições para o credenciamento dos interessados em participar da cobertura jornalística da Campus Party Bahia 2017. Os profissionais de imprensa interessados em fazer a cobertura do evento, que conta com apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação, devem preencher o formulário de cadastro disponível no seu site.

Os pedidos de credenciamento serão analisados e os interessados receberão um retorno via e-mail até o dia 1º de agosto. Durante a Campus Party, que ocorrerá entre 9 e 13 de agosto na Arena Fonte Nova, em Salvador, a entrada dos profissionais de imprensa só será permitida mediante a apresentação do documento informado no cadastro (RG ou passaporte).

O acesso ao formulário de credenciamento e mais informações estão disponíveis no link aqui.

A sentença errada de Moro. (Por Míriam M. Moraes)


Por que Moro daria uma sentença "errada" contra Lula que envolve retenção de bens e contas bancárias? Sendo "errada", não seria óbvio que ela acaba derrubada nas instâncias superiores?

1 - As sentenças "erradas" servem para causar uma despesa financeira ao acusado, causar constrangimento, desgaste emocional, de tempo gasto para se defender e oferecer elementos para a imprensa desgastar a imagem da pessoa. Depois, quando revogada, não se devolve o dinheiro gasto na defesa, nem o tempo nem a saúde, nem a reputação da pessoa.

2 - Em caso de ditaduras, não se devolve nada e fica por isso mesmo. Isto sempre foi comum contra jornalistas, mas há casos comprovados em que além de não revogar a sentença nem devolver os bens, ainda enviaram o "acusado" para campos de concentração e para "banhos" em câmaras de gás letal.

A população costuma ficar inerte em relação a isto, porque pensa que só acontece com "os outros".

Por Míriam M. Moraes - Jornalista de Goiânia- GO.    

Sindicato se solidariza com Reitor ameaçado de morte em Alagoas.



NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas – SINTEAL vem a público expor sua solidariedade ao Reitor Jairo José Campos da Costa, da UNEAL, mais recente vítima da ofensiva fascista que avança estimulada por segmentos conservadores da sociedade.

 Entendemos que a ameaça ao Reitor, pela concessão do título de Doutor Honoris Causa ao  ex-presidente Lula, corresponde a mais uma agressão ao Estado Democrático de Direito, movida por aqueles  que enxergam a educação  pública como verdadeiro obstáculo para a implementação da agenda de retrocessos colocada.

Esse ato de violência atinge, em última instância, a toda a comunidade acadêmica da UNEAL, que ofereceu o referido título, no livre exercício de sua autonomia científica e institucional, princípio basilar de uma educação verdadeiramente livre e democrática.

Nesse sentido, cobramos das autoridades a devida apuração dos fatos, tornamos público nosso repúdio ao ato de violência covardemente praticado, bem como manifestamos nossa solidariedade ao Reitor Jairo e à toda a comunidade acadêmica da UNEAL. VIDA LONGA À EDUCAÇÃO PÚBLICA, DEMOCRÁTICA E EMANCIPADORA.

Direção do Sinteal.

27.7.17

MIMIMI CARLISTA. (Por Leandro Fortes)


Na Bahia, o jornal Correio (antigo Correio da Bahia) entrou com uma ação junto ao Ministério Público contra a Secretaria de Comunicação Social do governo do estado, a quem acusa de boicote de verbas publicitárias.
Parece piada, mas não é.
O Correio é um dos braços do carlismo que a família de ACM mantém de pé, junto com a TV Bahia (retransmissora da Globo, claro), para manter um poder feudal nascido e criado na ditadura militar.
Nunca foi um jornal de verdade, mas um pasquim chapa branca que servia, justamente, como escoadouro de recursos públicos do carlismo, entre outras mutretas muito conhecidas dos baianos.
Que o Correio esteja, agora, reclamando de ser boicotado, revela o quão cínico o carlismo se mantém - e o quão certo está o governador do PT, Rui Costa, em impedir que entre mais dinheiro público nos negócios da família ACM.

Lula abusou da corrupção (Por Cris Penha)


Lula abusou demais da corrupção. No exterior tinha uma conta em nome de Joesley, usada pra pagar o casamento, o apartamento em NY, os iates do mega empresário e até o impeachment. Pra OAS, deixou o triplex e permitiu a construtora usá-lo como garantia de empréstimos, só exigindo que ela pagasse o condomínio pra sempre. Para os adversários políticos, deixou malas de propina, patrimônios milionários, contas no exterior e até Helicocas, menos a Ferrari banhada a ouro que deixou em nome do seu laranja, um certo sheik do petróleo. Como ninguém é de ferro, Lula ficou com toda a culpa da corrupção desde Cabral, além de um barco de lata, dois pedalinhos e o dinheiro das palestras que roubou até de Bill Gates. Prendam logo ele antes que ganhe a eleição e roube o Brasil dos políticos honestos que nos governam graças ao Pato Amarelo, a mídia, ao Judiciário, ao MBL e aos paneleiros!

Por Cris Penha.

Professor é ameaçado de morte por propor titulo de Doutor Honoris Causa a Lula.



Venho, através da presente postagem, tornar público a comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL e à sociedade alagoana, que ontem, quando eu voltava do almoço para a Reitoria, aproximadamente, às 14h30min., a Secretária Executiva da UNEAL recebeu uma ligação no telefone fixo da Instituição, ameaçatória, destinada a mim, afirmando que eu seria um homem morto, no primeiro dia após a concessão do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, prevista para o mês de agosto. 

Como realizarei, mesmo, a concessão do ato, aprovado, democraticamente, respeitando todas as normas regimentais da UNEAL, por 100% do Conselho Superior, órgão máximo de deliberação da Instituição que represento, com resolução publicada no Diário Oficial de Alagoas ainda em 2012, tomei os seguintes encaminhamentos:

1-Abri um boletim de ocorrência-BO na delegacia civil de Arapiraca. (Fui acompanhado pelo advogado da UNEAL, a secretária executiva, a assessora de comunicação e a pró-reitora de gestão e planejamento).
2-O advogado solicitou o rastreamento da ligação para identificar a procedência da ligação e demais providências de investigação.
3-Comuniquei ao excelentíssimo senhor governador Renan Filho para que, junto com  a Secretaria de Defesa Social de Alagoas, tomem as medidas cabíveis.

Lamento, profundamente, que tenhamos que conviver com tais posturas fraudadas no ódio e contra a integridade e dignidade humana. Não bastassem os problemas de toda ordem ora vividos pelos gestores das Universidades públicas brasileiras, em função das recentes posturas políticas relacionadas ao cumprimento de nossas missões institucionais.

Comunico aos meus familiares e amigos que tenho buscado a tranquilidade que o caso requer e, como homem público que sou, estou sob controle e proteção do Estado.

Espero continuar seguindo o curso da vida e de minha missão concedida pela maioria da comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL.

Prof. Jairo José Campos da Costa
Reitor da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL.

MEIRELLES? (Por Mário Marona)





É aquele que foi CEO da holding da JBS, onde deu merda?


É aquele que foi presidente do Bank Boston no Brasil, onde também deu merda?

É aquele que ganhou R$ 50 milhões em contas no exterior depois de virar ministro do governo golpista?
É aquele que, se dependesse de muita gente boa, teria sido ministro de Dilma - que o vetou?
Sei, sei...

Tá na internet: MST ocupa o terminal de carga da Ferronorte.

O governador do Moto Groso, Pedro Taques, ao debater a expansão da FERRONORTE, ferrovia que depois de pronta deve ligar o estado a Alagoas, passando por Lucas do Rio Verde e Cuiabá, afirma ser este um sonho antigo dos Mato-grossenses (desde a década de 1970). Ele apenas se esquece que era um sonho voltado para a melhoria da qualidade do transporte das pessoas, e não cortar o estado com ferrovias para gerar mais riquezas aos proprietários do agronegócio.

O ministro Blairo Maggi ao apresentar a perspectiva da licitação da Ferrogrão (estimado em 10 bilhões de reais), representa unicamente o interesse das principais empresas que fazem negócio com a comercialização de grãos, incluindo a própria AMAGGI, além de CARGIL, ADM e BUNGE e outras.

A ferronorte, e a ferrogrão integram uma demanda de 04 ferrovias que ampliará o escoamento da soja produzida no Mato Grosso, o que não significará aumento da arrecadação do estado, pois o setor que será contemplado com esse investimento é o mesmo setor que nos últimos 17 anos recebeu quase 40 bilhões de reais em isenções. E a justificativa do aumento de trabalho não se viabiliza, já que segundo a COSAN em 12000 (doze mil) quilômetros de ferrovia a mesma gera apenas 12000 (dose mil) empregos.

Pensando no desenvolvimento do agronegócio o estado fecha os olhos para a diversidade de problemas sociais e ambientais causados pelos transportes ferroviários de carga, como os impactos amplamente denunciado pela articulação Justiça nos Trilhos, em relação ao trem da Vale.

Entendendo ser injusta a relação de promiscuidade entre o agronegócio e o estado, onde apenas as obras  de infraestrutura com objetivo de melhorar o desenvolvimento do setor tem prioridade em investimentos, em detrimento das regiões onde não se consolidou este modelo, e em prejuízo aos trabalhadores rurais e do serviço público, que vem tendo sistematicamente seus direito negados, principalmente aos reajustes salariais, e do uso de cargos público, seja no executivo ou no legislativo para atuar em benefícios próprio.

O Trancamento foi realizado a cerca de 7 km antes do Terminal Ferroviário da Rumo de Rondonópolis, considerado o segundo maior porto seco do Brasil.

PSB está prestes a expulsar Heráclito Fortes.


Notório direitistas, o deputado federal Heráclito Fortes, entrou pela porta da frente no PSB – Partido Socialista Brasileiro e poderá sair pela dos fundos a convite do presidente da legenda do Estado do Piauí, Messias Júnior.

O problema é que o partido após apoiara o golpe contra a presidenta Dilma Roussef agora se voltou contra o Michel Temer e já firmou posição de votar contra os interesses do governo. Mas Heráclito não está seguindo as orientações e vem na contramão dos interesses partidários.


 Heráclito não está só, dentro do partido. Mais treze parlamentares também estão votando com o governo e contrários ao que vem defendendo o PSB. A informação é de que, caso continuem votando contra o trabalhador e apoiando Temer, vão ser expulsos da legenda.

Tá na internet: José e a fome. (Por Helinando P. de Oliveira)



A fome é bem assim: silenciosa, dolorosa, ultrajante… José, filho de seu João biscateiro, sabe bem quem é esta maldita companheira de todo dia. Ele não conseguiu ter bom desempenho na escola por causa deste vazio que o perturbava. Foram tempos difíceis, seus pais estavam desempregados e não conseguiam vaga no mercado porque já haviam passado dos quarenta anos. Coitados, eles também se culpavam por isso. E José tentava resolver seu problema de alguma forma: pedindo, limpando sapatos e carros. Mas o futuro para quem tem fome é deveras complicado, pois não há o amanhã, a fome os consome agora, criando um buraco profundo que destrói os sonhos e planta a desesperança, lançando o amargo do fel no meio do peito, do lado do coração. E tudo amarga, tudo azeda, tudo entristece.

José viveu também de outras fomes: fome de justiça, de democracia, de direitos, de dignidade, de representatividade. Ele foi tão cidadão quanto qualquer outro, estando obviamente abaixo do mais importante de todos: o cidadão Mercado.

Foi pelo Mercado que José precisou passar fome, roubar – matar e morrer. É pelo mercado que reformar é tão preciso, é por ele que os direitos são tão voláteis. De tão forte, o Mercado fez até a democracia dobrar os joelhos.

E você, querido e estimado leitor desta coluna pode estar se perguntando: e cadê “A Ciência e o Sertão”? Digamos que o cidadão mor (o Mercado) que tudo consome, roubou até o tema da semana, quanta ousadia! Por esta semana não trataremos de elétrons e nem nanopartículas, faremos apenas esta justa homenagem a mais um brasileiro marginalizado.

José de João biscateiro nasceu pelas bandas de Ouricuri e ainda criança já demonstrava uma habilidade fora do comum com os números. Não foi preciso introduzi-lo às operações básicas. Aos quatro anos já somava, subtraía, multiplicava e dividia. José de João poderia ter estudado em uma escola de tempo integral, ter entrando em um curso de matemática, feito mestrado, doutorado…Teria brilhado fora do país, com medalhas, honrarias e prêmios. Sua família teria dignidade e ele choraria ao ouvir o hino nacional após cada cerimônia de premiação.

Mas o pobre José de João sofreu e padeceu de fome. E quando pedia uma moeda pela rua recebia xingamentos, ofensas, cusparadas. Pobre menino maltratado. Nenhum juiz ousou confiscar os seus bens, pois tudo o que ele tinha já lhe fora subtraído – os sonhos. José do João poderia até ser presidente do Brasil, dar comida aos pobres, alimentar esperanças, formar doutores. Mas esta nação escravocrata não admite sentir o cheiro do sonho dos pobres. Dizem que quando estão de barriga cheia, os pobres ousam sonhar tão intensamente que uma suave fragrância de amor passa a tomar conta de todos os cantos. Os sorrisos e a autoestima tomam conta das esquinas e a nação sobe junto ao grito colossal daqueles que não merecem ser excluídos.

Ao povo brasileiro foi reservado um pequeno espaço que fica logo abaixo da sola do sapato de uma burguesia podre, que usa dos meios de comunicação para convencer o seu povo que a desgraça de todos é culpa da desgraça de cada um.

E esta burguesia alimenta mitos jocosos, lemas podres como o “bandido bom é bandido morto”, fruto de mentes doentes, de uma sociedade estranha, que individualiza e decide transformar os lares em prisões com cercas elétricas, alarmes e tudo mais do que seja necessário.

O fato mais relevante é que hoje teve fim a vida do pobre José de João, queimado em uma parada de ônibus, enquanto tentava se proteger do frio severo do inverno. E assim foi embora mais um brasileiro, uma promessa, uma inteligência rara que perdeu a luta contra a fome. Ele não teve oportunidade, embora tenha contribuído por toda a sua vida com os impostos, que o ajudaram a permanecer na mais profunda miséria. E a gasolina sobe mais uma vez… Parabéns Brasil… Sejamos solidários na tarefa de nos fazer cada vez menos importantes para esta nação.

Ciência, abramos espaço e um minuto de silêncio por cada criança que neste momento não tem um prato de comida sobre sua mesa. Que estes milhares de José de João tenham um melhor futuro. Que seus sonhos sejam para sempre o seu maior tesouro.

Por Helinando P. de Oliveira é físico e professor da Univasf. Desenvolve nanotecnologia no sertão desde 2004, quando escolheu ser sertanejo e focar suas pesquisas no Sertão.

26.7.17

Vídeo Documentário sobre a participação da Wolksvagem na tortura no Brasil.

Rui lança projeto Escolas Culturais em Itabuna nesta quinta-feira (27).


O governador Rui Costa lança, às 16h desta quinta-feira (27), o projeto Escolas Culturais. O ato será realizado no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, na cidade de Itabuna, no sul do estado. O projeto integra o programa Educar para Transformar e tem como objetivo promover o protagonismo estudantil, além de reconhecer e requalificar a escola como um espaço de circulação e produção da diversidade cultural do Território de Identidade onde está inserida. 


O lançamento terá a participação dos secretários de Cultura, Jorge Portugal; da Educação, Walter Pinheiro; e de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Carlos Martins; além de alunos da rede estadual de ensino de Itabuna e de grupos culturais da região.

Governo baiano convoca quarta turma do programa Partiu Estágio.

O Governo do Estado lança, nesta quarta-feira (26), a quarta convocação para universitários inscritos no Programa Partiu Estágio. De acordo com a nova lista, 297 estudantes deverão se apresentar ao órgão ou entidade em que irão estagiar, dentro do prazo de dez dias úteis. Desde o lançamento do projeto, em abril deste ano, já foram convocados 4.224 jovens para estagiarem no serviço público. A lista da nova turma está disponível no site daSecretaria da Administração (Saeb).

O programa é uma iniciativa da administração estadual baiana que garante acesso à oportunidades de estágio a jovens universitários de instituições federais, estaduais e privadas da Bahia que ainda não conseguiram se inserir no mercado de trabalho. É prioritário para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e para aqueles que tenham estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede privada.

Os integrantes da quarta turma do Partiu Estágio são convocados por meio do e-mail cadastrado no momento de sua inscrição no programa. Para assegurar o estágio no Governo do Estado, é preciso que o estudante apresente a documentação. De acordo com o edital do programa, o estudante que não apresentar a documentação exigida, ou não se apresentar ao órgão ou entidade no prazo estipulado, perderá a vaga de estágio.

Confira abaixo a lista de documentos necessários:

- Comprovante de residência
- Original e cópia da Carteira de Identidade
- Original e cópia do Cadastro de Pessoa Física – CPF
- Original e cópia de carteira de identidade do representante legal ou do termo de guarda expedida por autoridade judicial, se for o caso
- Declaração da instituição de ensino informando o semestre letivo, o turno de estudo, o curso de formação e sua natureza presencial e a conclusão de, no mínimo, 50% do curso
- Comprovante de matrícula e frequência na instituição de ensino
- Declaração própria de que não exerce atividade remunerada em órgão público
- Original e cópia do título de eleitor, se for o caso
- Original e cópia do certificado de reservista, se for o caso
- Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS
- Comprovação de inscrição no CadÚnico, se for o caso
- Histórico escolar do Ensino Médio
- Declaração da escola em que cursou o ensino médio, como bolsista integral, se for o caso
- E-mail convocatório emitido pelo sistema.