22.7.17

CASO LULA: O ABSURDO DA CONDENAÇÃO.


VAMOS RACIOCINAR:

o Juiz Sérgio Moro, ao rejeitar os Embargos de Declaração do ex-presidente Lula, insiste em que ele RECEBEU o apto.Triplex (artigo 317 do Código Penal).

Pergunto: para este juiz, o que seria receber um imóvel ???

Tratando-se de bens móveis, o recebimento se dá pela entrega (tradição) da coisa. Recebo um relógio ou uma quantidade de dinheiro, pegando estes bens com minhas mãos e colocando-os no pulso e no bolso, respectivamente.

Como posso receber um apartamento sem dele ter posse, sem uma escritura de doação ou contrato escrito de compra??? 

Visitar um apto. é uma forma de recebê-lo? 
Aceitar ou pedir que se façam obras no apartamento registrado em nome alheio é uma forma de recebê-lo?
Desejar um imóvel é uma forma de recebê-lo?

Importante: Todos os indícios mencionados pelo juiz Sérgio Moro, em sua sentença condenatória, quando muito, seriam indicativos de que o ex-presidente desejava ou poderia querer comprar o Triplex. Nada mais do que isto. Para o Direito Penal é irrelevante a mera vontade ...

 Desejar ou até manifestar verbalmente o desejo de receber um apto. não transfere a propriedade do mesmo. O porteiro do edifício sabe disso ...

De qualquer forma, aconselho aos amigos que, ao receberem alguma visita em suas residências, como forma de serem gentis, não digam amavelmente: "sintam-se em casa; a casa é sua", pois podem estar transferindo a propriedade de seu imóvel !!!
Se falerem isto, falem bem baixo, pois o juiz Sérgio Moro pode estar por perto e escutar ...(rsrs)

Em tempo: é bom também não sugerirem reformas em imóveis de seus amigos e muito cuidado ao visitá-los ...

Afranio Silva Jardim, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj. Mestre e Livre-Docente em Direito Processual.

Desculpem se estou sendo repetitivo.


Mas a “Justiça” brasileira está arquitetada sobre o princípio da incompetência, da vilania e do desprezo à Democracia.
Sou professor titular de Física numa universidade pública (Universidade Estadual de Maringá-UEM) desde 2001 e docente e pesquisador há quase 30 anos. Sou especialista em história e epistemologia da ciência, educação científica, além de processos de ensino-aprendizagem e análise de discursos. Orientei mais de 250 alunos de graduação, especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de professores in-service. Conto tudo isso, como preâmbulo, não para me gabar, mas para salientar que li milhares de páginas de alunos brilhantes, medianos e regulares em suas argumentações de pesquisa.
Dito isso, passo a analisar duas pessoas que compõem o imaginário mítico-heróico de nossa contemporaneidade nacional: Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Em relação ao primeiro, Moro, trabalhei ativamente para impedir, junto com um coletivo de outros colegas, para que não recebesse o título de Doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Maringá. Moro tem um currículo péssimo: uma página no sistema Lattes (do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico ligado ao extinto MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia). Lista somente 4 livros e 5 artigos publicados.
Mesmo sua formação acadêmica é estranha: mestrado e doutorado obtidos em três anos. Isso precisaria ser investigado, pois a formação mínima regulada pela CAPES-MEC (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Ministério da Educação) é de 24 meses para Mestrado e 48 meses para o Doutorado. Significa que “algo” ocorreu nessa formação apressada.. Que “algo” é esse, é necessário apurar com rigor jurídico.
Além de analisar a vida acadêmica de Moro para impedir que ele recebesse um título que não merecia, analisei também um trabalho seminal que ele traduziu: “O uso de um criminoso como testemunha: um problema especial”, de Stephen S. Trott. Mostrei que Moro não entendeu nada do que traduziu sobre delação premiada e não seguiu nada das cautelas apresentadas pelos casos daquele artigo. Se seguirmos o texto de mais de 200 páginas da condenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e guiando-me pela minha experiência em pesquisa qualitativa, análise de discurso e fenomenologia, notamos claramente que parte significativa do texto consiste em Moro tentar apagar suas digitais, sem sucesso, ao desdizer que agiu com imparcialidade.
Nestas páginas robustas lemos uma declaração clara de culpa: Moro considera a parte da defesa de Lula em menos de 1% do texto total! E dos mais de 900 parágrafos, somente nos cinco finais alinhava sua denúncia e sentença sem provas baseada num misto frankensteiniano de “explanacionismo” (uma “doutrina” jurídica personalíssima criada por Deltan Dallagnol) e “teoria do domínio do fato”, ou seja, sentença exarada sobre ilações, somente. Aqui uso a minha experiência como professor e pesquisador: quando um estudante escreve um texto (TCC, monografia, dissertação, tese, capítulo de livro, livro, ensaio, artigo), considero o trabalho muito bom quando a conclusão é robusta e costura de forma clara e argumentativa as premissas, a metodologia e as limitações do modelo adotado de investigação.
Dissertações e teses que finalizam com duas ou três páginas demonstram uma análise rápida, superficial e incompetente. Estas reprovo imediatamente. Não quero investigadores apressados, superficiais! Se Moro fosse meu aluno, eu o teria reprovado com esta sentença ridícula e persecutória. Mal disfarçou sua pressa em liquidar sua vítima. Em relação a outro personagem, o também vendedor de palestras Deltan Dallagnol, há muito o que se dizer. Angariou um título de doutor honoris causanuma faculdade privada cujo dono está sendo processado por falcatruas que o MP deveria investigar. O promotor Dallagnol não seguiu uma única oitiva das testemunhas de defesa e acusação de Lula, além daquela do próprio ex-presidente.
Eu trabalho em pós-graduações stricto sensu de duas universidades públicas: uma em Maringá e outra em Ponta Grossa. Graças a isso fui contactado por meio de um coletivo para averiguar a dúvida sobre a compra por parte de Dallagnol de apartamentos do Programa Minha Casa Minha Vida em condomínio próximo à UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa). Visitei os imóveis guiado por uma corretora e me dirigi ao Cartório de Registro de Imóveis da cidade. Após algumas semanas, a resposta: os dois apartamentos modestíssimos, destinados a gente pobre, tinham sido adquiridos pelo Promotor e estavam à venda com um lucro líquido em menos de um ano de aquisição de 135 mil reais.
Reuni o material e disponibilizei para a imprensa livre (aqui a matéria do DCM). O promotor teve que admitir que comprou os apartamentos para ganhar dinheiro na especulação imobiliária, sem resquícios de culpa ou de valores morais em ter adquirido imóveis destinados a famílias com renda de até R$ 6.500,00 (Deltan chegou a ganhar mais de R$ 80.000,00 de salários – além do teto constitucional, de cerca de R$ 35.000,00; e mais de R$ 220.000,00 em suas suspeitosas palestras).
Bom, analisando os discursos de Dallagnol, notamos claramente a carga de preconceito que o fez construir uma “doutrina” de nome exótico, o “explanacionismo”, para obter a condenação de um acusado sem prova de crime. Chega a usar de forma cosmética uma teoria de probabilidade – o bayesianismo – que ele nem sequer conhece ao defender a relativização do conceito de prova: vale seu auto-de-fé a qualquer materialidade de prova, corrompendo os princípios basilares do Direito.
Como meu aluno, ou candidato a uma banca de defesa, eu também o teria reprovado: apressado, superficial e sem argumentação lógica.
Resumindo: Dallagnol e Moro ainda vestem fraldas na ciência do Direito. São guiados por preconceitos e pela cegueira da política sobre o Jurídico. Quando tornei-me professor titular aos 38 anos, eu o fiz baseado numa obra maturada em dezenas e dezenas de artigos, livros, capítulos, orientações de estudantes e coordenações de projetos de pesquisa. Infelizmente, estes dois personagens de nossa República contemporânea seriam reprovados em qualquer universidade séria por apresentar teses tão esdrúxulas, pouco argumentativas e vazias de provas. Mas a “Justiça” brasileira está arquitetada sobre o princípio da incompetência, da vilania e do desprezo à Democracia.
Neste contexto, Moro e Dallagnol se consagram como “heróis” de papel que ficariam muito bem sob a custódia de um Mussolini ou de Roland Freisler, que era o presidente do Volksgerichtshof, o Tribunal Popular da Alemanha nazista. Estamos sob o domínio do medo e do neo-integralismo brasileiro.


*Marcos César Danhoni Neves é professor titular da Universidade Estadual de Maringá e autor do livro “Do Infinito, do Mínimo e da Inquisição em Giordano Bruno”, entre outras obras.

AUMENTO SOB ENCOMENDA


Qualquer um já pôde preceber que o sentido do golpe de 2016 nada tem a ver com política, nem muito menos com o interesse público: Michel Temer foi colocado no Palácio do Planalto para atender as exigências do mercado e, sobretudo, sucatear a Petrobras, de forma a torná-la atrativa às companhias estrangeiras interessadas em sua privatização.

Ao anunciar um aumento criminoso nas alíquotas do PIS/Cofins sobre os combustíveis, Temer finge mirar em um aumento de receita quando, na verdade, pretende inviabilizar a política de preços que tem mantido a Petrobras como um obstáculo ao aumento da carestia em um item fundamental para as engrenagens da economia. Isso porque é a gasolina que move a vida dos comerciantes, dos feirantes, dos pequenos produtores, de todos os trabalhadores urbanos que se deslocam da casa para o trabalho. 

Quando o governo aumenta a gasolina, todo esse sistema, sobretudo no que diz respeito ao preço das passagens de ônibus, é atingido no coração.

O fato é que aumentar a receita é só mais uma mentira desse governo golpista e irresponsável, ocupado que sempre está em cumprir as tarefas que lhe foram dadas antes que a podridão que o cerca termine por engoli-lo, até que um semelhante seja posto em seu lugar.

Trata-se, ainda, de uma manobra ardilosa, porque muitos postos - sobretudo os que ainda trabalham cartelizados, em todo o País - vão aproveitar para vender combustível com valor reajustado sobre um aumento de imposto que eles sequer pagaram, ainda. Uma situação típica de um País sem governo, comandado por quem não tem nenhum compromisso com o povo.

Para vencer essa gente e impedir que a destruição da economia e dos empregos continue, só eleições diretas, com o restabelecimento da democracia. 

*Chico Vigilante*, deputado distrital (PT-DF).

A tentativa de confiscar o Brasil. (Por Wilmar Lacerda)



O confisco dos bens do presidente Lula - local de moradia, meios de transporte, recursos alimentares e fundos de aposentadoria - é um ato de guerra. Um novo momento de uma perseguição planejada passa-a-passo que tem por objetivo eliminar a maior liderança popular que nosso país já conheceu. Assim como outros heróis de guerras de resistência popular e nacional, com sua história, sua imagem internacional e capacidade de mobilização, Lula simboliza a força do povo.

Uma condenação injusta e sem provas. A medida não apenas expressa a covardia de um juiz parcial, mas principalmente traduz o ódio de classe da elite brasileira e o plano de interesses externos contra um projeto de soberania popular. O sequestro criminoso das condições de sobrevivência de Lula é a síntese de todas as maldades que atingem a população, impostas pelo golpe de Estado. É o desemprego, ataque às famílias, perda de salários, fim da assistência à saúde, corte de direitos trabalhistas e das aposentadorias.

O povo brasileiro, a classe trabalhadora, no entanto, assim como Lula, tem uma trajetória de luta e resistência ao longo da história do país. Desde a sua fundação, nada foi fácil para o PT e suas lideranças, todas as conquistas e avanços foram sempre com muita luta. Também, nada foi de graça para a nossa gente, desde a defesa do território, na origem da construção da nacionalidade, até a superação da ditadura, mais recentemente. Somos um povo de paz, alegre, democrático, mas isso nunca significou rendição, submissão ou conformidade com injustiças sociais ou pessoais, como agora, no caso de Lula.

A história do Brasil é repleta de heróis como Tiradentes, e também de suas contrapartidas, os Silvérios dos Reis, que se sucederam ao longo dos séculos. Vivemos hoje um desses momentos históricos que marcarão a atual geração, com o sinal da opção de cada um no campo de batalha. O sinal da vergonha para aqueles que escolherem o descaminho da covardia, da injustiça e da traição nacional, e o da honra, da coragem e da vitória para quem se perfilar ao lado dos trabalhadores, do povo e do Brasil - e de Lula!

* Wilmar Lacerda é suplente de Senador e Chefe de Gabinete da Liderança do PT no Senado Federal.

FORMAÇÃO DE MILITANTES. (Por Frei Betto)



Há quem se mova, se desinstale e se mobilize em função de causas políticas. Nos últimos tempos, estudantes ocuparam escolas e, agora, manifestantes gritam nas ruas FORA TEMER!
Ora, entusiasmo é bom na ação política, mas não forma militantes. Passado o embalo, tudo volta como antes no quartel de Abrantes. O que forma militantes revolucionários para toda a vida é a articulação entre prática e teoria.
A prática se dá em movimentos sociais, sindicatos, partidos ou mesmo instâncias pastorais, como Comunidades Eclesiais de Base. A formação teórica exige ferramentas adequadas para se compreender a realidade e saber como transformá-la.
Nos anos da ditadura se investiu nessa dupla face da moeda: prática e teoria. Movimentos sociais se multiplicavam pelo país, e equipes de educação popular, que cuidavam da parte teórica, se proliferaram Brasil afora. O movimento sindical e o PT chegaram a dirigir, em Cajamar (SP), uma escola-hotel para a qual afluíam militantes de todos os estados. Hoje, o MST mantém, em Guararema (SP), a Escola Florestan Fernandes para aprimorar a formação de seus militantes.
Fico me perguntando o que foi feito dos jovens que ocuparam as escolas no início do ano. Cessado o movimento, findou o entusiasmo? Quem lhes ofereceu ferramentas teóricas para que compreendessem que a luta de um setor da sociedade é a luta de um povo, é o antagonismo da liberdade contra a opressão, é a busca de uma sociedade na qual o capital deixe de prevalecer sobre os direitos humanos?As ferramentas teóricas estão disponíveis e são de fácil acesso: as obras clássicas do marxismo; os livros de Paulo Freire; a história das revoluções sociais; a história da América Latina e do Brasil.
Mudanças sociais não são feitas apenas com entusiasmos. São feitas sobretudo com convicções arraigadas, capazes de tornar os e as militantes imunes às três principais tentações na luta política: poder, dinheiro e sexo. 
Quando se foca a luta em alcançar o poder e/ou nele se manter, troca-se um projeto de nação por uma feira de cargos e salários. Quando se corre atrás do dinheiro e do aumento do patrimônio pessoal, cede-se à corrupção. Quando se cai na promiscuidade, ferindo sentimentos de companheiras e companheiros, mina-se a base ética da construção de homens e mulheres novos.
Na história do Brasil há suficientes exemplos de militantes que se destacaram por suas firmes convicções ideológicas e práticas revolucionárias: Tiradentes, Prestes, Olga Benário, Mauricio Grabois, Marighella, Apolônio de Carvalho, Frei Tito, Chico Mendes, Margarida Alves, irmã Dorothy Stang, padre Josimo etc.
Basta estudar suas histórias para saber como se formaram e foram capazes de enfrentar todo tipo de adversidades para se manterem fiéis à causa de libertação de nosso povo.

Vamos ajudar a Bianca.




Essa garota linda, a Bianca, está precisando de um tratamento para a Leucemia. Ela é portadora dessa grave doença. E precisa de mim e de você para divulgar a campanha que está sendo feita para ela na internet.

Não sou adepto de correntes, mas essa aqui vale compartilhar e participar. A garota é filha de um grande amigo e ao ser informado da situação dela e da família, me coloquei a disposição para pedir ajuda. Então, toda ajuda será bem vinda para a Bianca.

Participe da Vakinha clicando aqui:

Todos na corrente por Bianca!

Lutem por vocês.

O JUIZ ESTÁ NU. (Por Ana Paula Romão)



Reza a lenda que um certo juiz vaidoso recebeu um famoso alfaiate tucano que disse "és o maior de todos os juizes, mas para seres reconhecido como tal terás que vestir uma toga invisível e ela te dará o poder de prender até mesmo o mais famoso presidente, mesmo sem nenhuma prova ". E o vaidoso homem disse, então, manda fazer tal toga. O esperto alfaiate de propina , digo, de rapina, disse ainda:" mas, tu terás que avisar ao público imbecil, que só os inteligentes conseguiram ver a tua toga e, evidente, sentir o poder dela". E lá se vai o juiz a desfilar com sua TOGA PHODEROSA, porém invisível. A notícia rapidamente se espalhou e ninguém queria passar por imbecil e qualquer acusação do dito juizeco,o povo aplaudia. Um belo dia, ele consultou seu espelho de Narcisio Branca de Neve: "espelho, espelho meu, existe alguém mais invejado do que eu?" E, o espelho deu uma gargalhada "kkkkkk...Tem um operário que veio do nordeste que dar de treze a zero em tu". Então, ele teve um surto de pavão adormecido e resolveu que iria acusar o mais popular e maior de todos os presidentes de seu país. E, assim, o fêz! Eis, que no dia de julgar àquele por quem espumava de raiva se quer apresentou uma prova, pois estava todo confiante em sua TOGA invisível. E, daí começou a elaborar sua sentença, e sem provar nada, enfeitou-a com arranjos chamados "convicções " e também retirou as provas, que o famoso ex-presidente mais popular do país anexara consubstanciando sua inocência. A tramoia seguiu baseada em uns quadrinhos animados do Bob Esponja do MP apelidado de PowerPoint. E, então, o juiz aspirante de rei, desfilou envolvido com sua TOGA invisível. No meio do caminho, um menino buchudo gritou: "O juiz está nu". Ele fez carreira e viu que todo mundo sempre soube que ele era um autêntico ridículo das bermudas. Sem Toga, e sem moral nenhuma. A manchete "o juiz ficou nu" foi estampada em todos os noticiários internacionais, porque o alfaiate sabichão de propina, digo, de rapina, propinou toda a mídia local, que fingia ver TOGA no juiz que continuava a andar nu! Obs: Esta é uma releitura do conto "O rei está nu, qualquer semelhança com pessoas da vida real será mera coincidência!

Por Ana Paula Romão.

O ARAUTO DO ASSALTO. (Por Francisco Costa)



Temer se referiu aos seus críticos como arautos da tragédia, ou do desastre, nem lembro.
No mesmo dia em que proferiu esse despropósito, preocupado em se livrar das investigações por roubo da coisa pública, embarcou para a Argentina, para lá defender os interesses norte-americanos, mas antes o rato que nos governa autorizou o aumento de impostos sobre combustíveis e cortou mais 5,9 bilhões dos investimentos públicos.
Tudo aponta para o segundo mês consecutivo de deflação, o que significa diminuição na margem de lucros das empresas, com as maiores desempregando e as menores, quebrando.
O que até agora garantiu o meio circulante, sem a necessidade de emissão de papel moeda; e a consequente inflação, foi a liberação do FGTS, que injetou quase 50 bilhões na economia.
Acontece que neste mês foi liberado o último lote.
Sem o FGTS, dinheiro do próprio trabalhador, alardeado pelo desgoverno como se fosse dádiva do rato, muitos desempregados cairão na real agora, com o SPC/Serasa anotando o desespero do comércio.
Está faltando dinheiro para tudo, menos para o rato gerenciar os seus interesses.
Cientistas deixaram de viajar, estudantes perderam cursos no exterior, brasileiros deixaram de fazer turismo ou visitar parentes doentes porque faltaram 102 milhões de reais para confeccionar passaportes, no entanto, par livrar-se de uma investigação com conclusão anunciada: é ladrão, o rato liberou 138 milhões para os deputados que venderam as consciências, a honra e a dignidade, na Comissão de Constituição e Justiça, dando salvo conduto para que o rato continue na sua sanha no exercício de roedor.
138 milhões... 20 vezes mais que FHC gastou para comprar a própria reeleição.
O BNDES, outrora banco de desenvolvimento, aos poucos vai se tornando um banco comercial: para que o governo do Rio de Janeiro pague o mês de maio e a segunda parcela do décimo terceiro salário do ano passado, aos funcionários públicos, fez a proposta de comprar a CEDAE (Cia de Águas do Estado) por três bilhões, para revendê-la, uma cafetinagem com a população carioca.
Inquirido sobre como vai reverter isso, Meirelles aponta para novos aumentos nos impostos e na criação de impostos novos, além de contar com a receita de novas privatizações e da venda de mais fatias do PreSal.
A política é de terra arrasada, enquanto o rato, com 3% de aprovação, discursa que o povo entenderá os aumentos porque confia no governo.
Ou os figurões saltaram da cocaína para o crack ou perderam a sanidade mental. Ou a esquerda se prepara para organizar um levante ou será o estouro da boiada, situação ideal para o fascismo atento, só esperando o momento de se anunciar.

Por Francisco Costa.

21.7.17

Roberta, qual a sua maior preocupação hoje?


A FOME CONSEGUE TIRAR O MEU SONO, TIRAR A MINHA PAZ.

ONU: O número de pessoas sofrendo de insegurança alimentar severa está aumentando no mundo: são 108 milhões nessa condição, contra 80 milhões em 2015. 

Podemos evitar que as pessoas morram de fome, mas se não aumentarmos nossos esforços para salvar, proteger e investir em meios de subsistência rurais, dezenas de milhões continuarão severamente inseguros em termos alimentares.

Experiência brasileira na redução da fome foi apresentada em fórum na Rússia: 

O Brasil superou a fome como problema estrutural graças ao aumento da oferta de alimentos e da renda dos mais pobres, ao programa Bolsa Família e à merenda escolar, que beneficiaram 43 milhões de crianças e adolescentes. Além disso, a FAO apontou como um dos fatores fundamentais para o sucesso brasileiro a participação da sociedade civil na elaboração das políticas públicas, o que foi possível com a recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

OS DEMITIDOS DE SEMPRE


Ocorreu, da mesma forma, nos piores anos dos governos de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. A economia ia mal, então os gênios de então da equipe econômica tucana decidiram que milhares de empregados terceirizados deveriam ser demitidos, em nome da austeridade. 

Agora, os golpistas – alguns, os mesmos tucanos da Era FHC – lançam mão do mesmo expediente: levam o País à falência para, em seguida, partir para cima dos empregados terceirizados, geralmente, os mais pobres, os mais desprotegidos. Demitem vigilantes, motoristas, copeiras, faxineiros, enfim, todos aqueles que não contam com a estabilidade dos servidores públicos concursados. Uma covardia.

Apenas na Universidade de Brasília, 100 terceirizados foram avisados de que serão mandados embora, dentro os quais, 36 vigilantes. Um drama humano ignorado pelos burocratas do golpe, mas não por nós, que lutamos todo dia, no nosso sindicato, para barrar essas ações contra inúmeras famílias do Distrito Federal. 

Como no Rio de Janeiro, o laboratório de maldades usado pelos golpistas para acabar com as estruturas básicas do Estado, o DF caminha para a falência social a passos largos, debaixo das vistas – quando não com a ajuda – do governador Rodrigo Rollemberg, do PSB. 

Partido SOCIALISTA Brasileiro. É rir para não chorar.

Nessa hora, precisamos de união e de compreensão, porque o desemprego é uma ameaça real para todos, e os vigilantes são alvo fácil na guerra contra os terceirizados. Alguns profissionais, irritados com os atrasos de salários, ameaçam se desfiliar do sindicato, o que não faz nenhum sentido. Quem atrasa os salários não é o sindicato, mas os patrões, o GDF. O sindicato luta pela categoria. É um compromisso de classe permanente, além de ser um compromisso pessoal meu, como parlamentar.

Porque, graças à nossa luta, o salário pode atrasar, mas vem. Sem emprego, a alternativa é a fome.

*Chico Vigilante*, deputado distrital (PT-DF).

O vale-tudo de Moro (Por Ângelo Cavalcante)


O desespero de Sérgio Moro é evidente! De juiz ídolo das médias classes do país descamba feio para a condição de justiceiro tresloucado. Sua caça destemperada e obsessiva a Lula da Silva transcende o aceitável e já põe em questão, mais ainda, a já combalida moral do judiciário brasileiro. 

Não por acaso, afinal, se trata de judiciário classista, enfurnado em prédios suntuosos, com altos salários e mordomias absolutamente incompatíveis com os padrões de miséria que impera no país e que por fim, não consegue nem de longe, garantir, a partir de seus códigos e jurisprudências, cidadania mínima para uma população cada vez mais pauperizada e desesperançada. 

A última de confiscar o patrimônio do ex-presidente foi a prova derradeira que atesta em toda a sua plenitude sua seletividade vingativa, sua gana e sua ética de convicção abusiva e circular. Já virou piada, chacota pública e espanto.

Sérgio Moro, no desvario compulsivo de seu anti-petismo, milita sem estratégia, articula sem base e define sem conceito ou factualidade objetiva e concreta. O resultado está aí... Moro é o principal mobile da re-articulação do PT, aliás, em 35 anos de história, com dezenas de tendências e fragmentações internas, finalmente o partido, de fato, avança em uma unificação jamais vista em sua história. Vai se reintegrando de forma espantosa e começa, enfim, a visualizar seu tamanho real; tamanho e presença, inclusive, no imaginário social. 

Em outros termos, Sérgio Moro, mesmo sem saber, foi influência determinante para a refundação do Partido dos Trabalhadores e os sinais desta renovação são evidentes e abundantes. Por exemplo, no crescimento exponencial dos seus filiados; em sua modernização interna; na recente eleição da senadora Gleisi Hoffiman como sua presidente nacional; na reafirmação do seu principal líder popular como um dos principais quadros da esquerda internacional e; por fim, no resgate de bandeiras essenciais para o Brasil visando a construção de amplo, fecundo e moderno projeto de nação.

Ora, ora... Isso é renascimento, aceite-se isso ou não; é força que ninguém consegue conter; energia que contagia, movimento que toma a vida política e todos os seus conteúdos onde definitiva e terminantemente, despachos de burocratas magoados do judiciário não surtem qualquer efeito.

E agora? Agora é o PT seguir se afirmando como esquerda verdadeira e militante em favor de um país justo e socialista. Aproveitem a onda, Moro em breve vira um anônimo!

Ângelo Cavalcante - economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Itumbiara.

Festival transforma Ilhéus na capital brasileira do cacau e do chocolate.




Durante quatro dias, Ilhéus se transforma na capital brasileira do chocolate, com a realização do Chocolat Bahia 2017, aberto na noite desta quinta-feira (20) e que segue até domingo (23) no Centro de Convenções. Em sua 9ª edição, o Festival Internacional do Cacau e do Chocolate deve atrair cerca de 60 mil pessoas, que podem se deliciar com as 40 marcas de chocolates de origem produzidos no Sul da Bahia.


Com expectativa de R$ 10 milhões de negócios para os 80 expositores, que apresentam seus produtos do Pavilhão de Feiras, o evento tem o apoio do Governo do Estado da Bahia, através das secretarias da Cultura, do Turismo, de Desenvolvimento Rural, de Agricultura, de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“Além da geração de emprego e renda, que é uma das prioridades do governador Rui Costa, o que temos hoje é uma mudança de mentalidade, com a verticalização da lavoura cacaueira, com a produção de chocolate de qualidade, um processo em que o Sul da Bahia é único do mundo, indo da amêndoa ao chocolate”, disse  o secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner.


O Governo do Estado, através do programa Bahia Produtiva, investiu até junho de 2017, R$ 13 milhões em 31 projetos de apoio à agricultura familiar no sul do estado, com recursos para melhorar o cultivo de cacau e a produção de chocolate. De acordo com secretário de Desenvolvimento Rural Jeronimo Rodrigues, é necessário focar na qualidade “e é importante permitir o acesso ao crédito e à assistência técnica, para agregar valor ao principal produto regional”. Para o secretário de Agricultura Vitor Bonfim, o sul da Bahia vive um período marcante. “Estamos vivendo o ciclo da agroindustrialização, gerando amêndoas e chocolates alto valor agregado. O Sul da Bahia deixa de ser apenas a região do cacau, para ser também a região do chocolate”, ressaltou.

 

O secretário de Ciência e Tecnologia Vivaldo Mendonça destaca que “estamos disponibilizando tecnologias para a qualificação das amêndoas, o processamento e o produto final. O festival é um importante instrumento para essa troca de experiências”.

A programação do Chocolat Bahia inclui workshops gratuitos de receitas à base de chocolate com renomados chefs do país, cursos de capacitação, debates sobre temas do setor, rodadas de negócios e palestras ministradas por especialistas internacionais, visitas a fazendas produtoras de cacau, exposição de esculturas de chocolate e shows musicais com artistas regionais.


Para o secretário do Turismo, José Alves, a associação entre a produção do chocolate e a cadeia produtiva do turismo tem tudo para gerar resultados ainda mais expressivos para ambos os lados. “A Rota do Chocolate será fortalecida com as obras da rodovia Ilhéus-Uruçuca, onde o visitante tem um tour completo”, disse.


Nas fazendas de cacau de Ilhéus é possível caminhar entre os cacaueiros na Mata Atlântica. O visitante percorre desde o cultivo da amêndoa até a produção do chocolate, passando pelo controle de qualidade e embalagem antes da  degustação. “Ao roteirizar o ciclo produtivo das fazendas de cacau até as fábricas de chocolate, estamos consolidando um produto turístico único, associado à relevância cultural da região, cenário das obras de Jorge Amado", enfatizou José Alves.


O coordenador do Chocolat Bahia, Marco Lessa diz que “o evento tem o papel de estimular a verticalização da produção, com o surgimento e novos empreendedores. O cacau pode ser o fruto de ouro, desde que seja transformado em chocolate de qualidade e o Sul da Bahia deve assumir esse protagonismo. Sem o apoio do Governo do Estado, esse evento não teria a dimensão que adquiriu e a cada ano vemos o surgimento de novas marcas, ampliação dos negócios”.


A abertura do Chocolat Bahia contou com as presenças dos secretários estaduais Jaques Wagner (SDE), Jeronimo Rodrigues (SDR), Vitor Bonfim (Seagri), Vivaldo Mendonça (Secti), José Alves (Setur) e do superintendente da Secult, Alexandre Simões.

ALGUMAS COISAS SOBRE UM GRANDE CAMARADA

1.
Marco Aurélio Garcia era um sujeito atípico. Mesmo sendo um dos personagens centrais dos governos lulistas, tinha zero de pose ou vaidade. Sempre falou de forma franca e aberta e separava aliados de adversários com nitidez. Aliados não eram os que concordavam totalmente com suas ideias, mas os que se perfilavam num mesmo campo, independentemente de diferenças pontuais.

2.
Marco Aurélio morava em um edifício dos anos 1950, na  praça da República, centro de São Paulo, que mereceria um trato na parte externa. Não tem luxos ou nome francês, marca de condomínio de classe média. O amplo apartamento é um caos em vias de organização, como ele definiu quando estive lá para um almoço, em março deste ano. Livros em profusão, DVDs e CDs - sim, MAG ainda não baixava filmes ou músicas -, posteres, papeis e mais papeis e uma cozinha repleta de garrafas de rum de variadas marcas. Um agradabilíssimo bunker para sua imensa cultura e vivências de militância, enfrentamentos, exílio, estudos, andanças e formulações no governo ou fora dele.

3. 
E o livro, Marco? Que livro? O livro que você deve estar escrevendo sobre o governo. Ele ri, maroto. Verdade, estou reunindo essa papelada, caixas e mais caixas, vou compilando, separando, pré-editando e tentarei dar forma. Para quando é, Marco? Não sei, pretendo ter tudo pronto lá para setembro do ano que vem. Cadê livro? Perdemos. Perdemos a memória privilegiada de quem colocou o Brasil no mapa-mundi, juntamente com Celso Amorim. Ele conta que ambos formaram uma dupla impressionantemente afinada, que não raras vezes se encontrava em aeroportos, um vindo, outro indo ou vice-versa.

4. 
A partir daí, a conversa fluia. Qual a melhor versão do "Homem que sabia demais", de Hitchcock, o da fase inglesa ou o da americana? Ninguém fala muito, mas os chocolates venezuelanos se equiparam a alguns dos melhores suíços. Tintin é o que de mais divertido foi feito na Europa em matéria de quadrinhos, apesar do reacionarismo de Hergé. Queria escrever como Garcia Márquez. A prosa de Marco era refinada e divertida, mesmo quando não se debruçava sobre seu tema de interesse desde os tempos do movimento estudantil, a política externa.

5. 
Nunca soube porque Dilma não o nomeou chanceler. Talvez fosse falta de visão da mandatária numa área estratégica, como em todas as outras. Pois MAG consolidou uma vertente original nessa área, combinando interesses econômicos e políticos com uma visão anti-hegemônica clara. Sem fazer lobbies ou defender ganhos pessoais, firmou-se como leme de uma diplomacia que tinha o desenvolvimento e a construção de novas parcerias Sul-Sul como meta. É possível discordar de sua orientação, mas não duvidar de sua coerência.

6. 
No governo, desenvolveu agendas por vezes estafantes, mas nunca deixou de atender pedidos para palestras ou debates. Foi um entusiasta da Conferência de Política Externa que montamos na UFABC, em 2013, com o esforço exemplar - entre outros - de Giorgio Romano, Gonzalo Berron, Igor Fuser, Iole Iliada Lopes e dezenas de professores, alunos, ativistas que de forma injusta, eu sei - não vou conseguir lembrar aqui. 

7. 
Brincava comigo. Você é a direita do PSOL e eu a esquerda do PT. Ainda vamos estar no mesmo partido. Estivemos, por muito tempo, embora eu fosse um militante para lá de irrelevante. No fundo, Marco Aurélio era um dos raros que se batia por uma esquerda ampla, plural e afiada nos propósitos. Intelectual sólido, com trânsito entre vertentes políticas variadas de todo o mundo, MAG era de fato único. Não há outro semelhante ou substituto não apenas no PT, mas na esquerda brasileira.

8.
Eu estava numa banca de mestrado, quando, meio por acaso, vi a notícia de sua morte no celular. Uma pancada. Isabel Lustosa chama atenção para algo de suma importância: "A gente não pode deixar de pensar em como esse massacre diário, ao longo de mais de doze anos, deve contribuir para a morte de gente como Marco Aurélio Garcia". Não podemos deixar de pensar nisso não. Ao mesmo tempo, é fundamental ver que, com toda a tensão, MAG jamais saiu da linha de frente dos combates, mesmo com custos políticos e pessoais altíssimos.

9. 
Quando alguém como Marco Aurélio Garcia se vai, vale a pena olhar para o lado de lá, o lado da escória que nos assalta, e ver como eles são mínimos, medíocres e rasteiros. Se não existe um substituto do lado de cá, o lado de lá não tem figura que a ele se ombreie.

Nós não perdemos Marco Aurélio Garcia. Nós o ganhamos por 76 anos..

Por Gilberto Maringoni

LULA E AS "FRESCURAS" DO PSOL.



Em entrevista concedida ao jornalista José Trajano, na tarde desta quinta-feira, Lula afirmou, sobre o PSOL:

“(...) a única coisa que e desejo é que eles ganhem alguma coisa, eu quero que eles governem a cidade do Rio de Janeiro. Quando eles governarem a cidade do Rio do Janeiro, metade da frescura deles vai acabar. Eles vão perceber que não dá pra gente nadar teoricamente. Você não pode ficar na beira da praia falando 'você dê uma braçada pra cá, uma braçada pra lá, levanta a cabeça...'. Entra na água e vai nadar, pô! Então eu quero que eles governem uma cidade. Depois que eles governarem uma cidade eles vão compreender que nem o Sarney, quando foi em 2006 [1986], que elegeu 323 deputados constituintes e 23 governadores, conseguiu governar”. E conclui afirmando que: “O problema é o seguinte: eles 'se acham'. Sabe aquele cara que levanta de manhã, vai no espelho e fala, 'espelho, espelho meu: tem alguém mais fodido que eu? Tem alguém mais sério do que eu? Tem alguém mais honesto que eu, mais bonito que eu, mais sabido que eu?”

Lula expressa uma opinião sobre o PSOL que revela sua forma de ver a política como um todo. É claro que somos um partido que ainda precisa amadurecer em vários aspectos. Nos falta um programa que responda adequadamente aos efeitos da crise capitalista no Brasil, nossa inserção no movimento de massas está aquém do que seria o necessário para fazer avançar uma proposta radical nos dias de hoje, e ainda temos, em nossas fileiras, posições esquerdistas que, embora minoritárias, às vezes atrapalham uma leitura adequada do quadro político. Só um partido “que se acha” não admitiria essas limitações.

Mas chama a atenção que Lula, em meio à maior ofensiva contra ele de todos os tempos, opte por caraterizar o PSOL por aquilo que ele considera seus “defeitos”. Logo o PSOL que, na semana passada, se manifestou em nota oficial contra sua condenação. Claro que não o fizemos esperando qualquer forma de reconhecimento. Mas ainda assim, é curiosa a forma como Lula nos vê: para ele, o ato de governar vai “amansar” o PSOL, um partido rebelde porque infantil. Esse seria o destino inexorável. Assim, ao se impor, a realidade mostraria a esses sonhadores que governar impõe escolhas difíceis e alianças inescapáveis. Foi esse horizonte rebaixado, essa esperança sequestrada, essa ausência de coragem, que levaram o lulismo aos dilemas que ele hoje enfrenta.

Lula esquece que temos no PSOL pessoas como Luiza Erundina e Edmilson Rodrigues, que governaram São Paulo e Belém sem maioria parlamentar nas respectivas câmaras municipais e sem alianças com partidos da ordem. Esquece que temos quadros com quatro décadas de militância política pela esquerda, incluindo pessoas que colaboraram nas gestões petistas nos anos 1990 e 2000. Esquece – ou desconhece – que já governamos nossas próprias administrações municipais com êxito. Esquece que o partido apoiou as candidaturas petistas no segundo turno das eleições presidenciais toda vez que estava em jogo a possibilidade de retorno do tucanato ao governo federal. Enfim, o PSOL não espera inventar a roda: quer aprender com os erros e acertos do passado para colaborar no processo de reorganização da esquerda e reconstruir um projeto socialista para o Brasil. Lula pode achar isso uma "viagem". Mas para nós, é a razão de existirmos.

Precisamos de uma esquerda programática sem ser dogmática; radical sem ser sectária; plural e ao mesmo tempo com a capacidade de ser o projeto dos que vivem do trabalho e se levantam contra os monopólios e o imperialismo, das minorias e das maiorias excluídas. Lula não quer representar esse projeto. É um direito seu. Mas, de nossa parte, buscaremos contribuir para um novo ciclo na esquerda sob esses alicerces. E para isso nosso caminho seguirá outras sendas que não aquelas que levaram à trágica deposição de uma presidente honesta pelos partidos que compunham sua aliança.

Como disse um companheiro do PSOL: Lula perdeu uma ótima oportunidade de exercitar a humildade e a autocrítica. Atacar a esquerda, na linha da estigmatização, é a forma mais descarada de fazer o serviço para a direita, essa mesma que está no ataque ao que simbolicamente Lula ainda representa para uma parcela do povo brasileiro.

Por Juliano Medeiros.

20.7.17

Tá na internet: O rico Lula e Moro, o pobre.


De acordo com Moro, Lula tem um patrimônio financeiro de 600 mil reais. Entre novembro de  2015 e novembro de 2016, os rendimentos brutos de Moro foram de 615 mil reais. Assim, o patrimônio financeiro de Lula, fruto do trabalho de toda uma vida, equivale  a apenas  1 ano de salário do juiz que o persegue.

Gleisi Hoffmann: "não tem ninguém autorizado a fazer coleta/vaquinha para o Lula".



A Presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, postou em em  rede social o Twitter, que "não tem ninguém autorizado a fazer coleta/arrecadação para o Lula".

Ontem, após a decisão do juíz Sérgio Moro, que mandou bloquear todos os bens de Luiz Inácio Lula da Silva, militantes e simpatizantes se mobilizaram nas redes sociais e anunciaram que estavam entrando em contato com os advogados do ex-presidente para criarem uma campanha de ajuda ao mesmo.

Algumas dessa pessoas chegaram a falar diretamente com pessoas no Diretório Nacional do PT. O que deve ter feito a presidenta emitir esse curto comunicado. Até para que pessoas sem qualquer contato ou militância possa usar a boa fé dos que se dispõem a ajudar Lula.

Tico Santa Cruz decepcionado com Lula. (Por Tico Santa Cruz)



Lula, sinceramente esperava mais de um chefe de quadrilha! 606 mil reais na conta? 

Nenhum gasto de cartões de crédito em milhares de dólares? Nenhuma aulinha de tênis para os netinhos? Nenhuma conta na Suíça? Nada de diamantes ou pedras preciosas? 

Porra Lula, conta logo onde você oculta todo dinheiro que roubou da Petrobras! Escondeu em qual bosque? Gastou com o que? 

Desse jeito não vai dar pra fazer nem uma mini série contando sua trajetória como maior bandido de todos os tempos! 

Assim não dá!

Por Tico Santa Cruz.

LULA, O RICAÇO DE ARAQUE. (Por Francisco Costa)



Moro, na sua maníaca sanha de perseguir Lula, afirmando atender ao Ministério Público da gangue curitibana decidiu confiscar bens do Lula, o que caracterizaria uma segunda sentença num processo só e em mesma instância, já que isto não consta na sentença dada no processo.
Mais uma vez a alegação do arremedo de pequeno Hitler violenta a honestidade: bloqueou a título de “garantir o desviado por petistas”, como se Lula fosse o dono, pai, tutor ou representante legal do PT, responsabilizando-o por tudo o que as convicções de mal intencionados ditam.
De Lula foram surrupiados três apartamentos, um terreno e dois automóveis, perfazendo o valor de R$ 2 257 000,00, além de ter tido R$ 606 000,00 bloqueados em três contas bancárias, o que daria um total de R$ 2 863 000,00.
Ressalte-se de que tudo isto foi sempre declarado por Lula à Receita Federal, nas suas declarações do Imposto de Renda, bem como à Justiça Eleitoral, sempre que ele foi candidato, afastando-se de pronto a sonegação fiscal e a ocultação de patrimônio.
Depois de intensas investigações, feitas pela Polícia Federal, Ministério Público, PGR e Receita Federal, no Brasil, e instituições financeiras e serviços de inteligência, no exterior, ficam definitivamente afastadas as possibilidades de laranjas e bens no exterior.
Por comparação, todo o patrimônio de Lula é 12 vezes menor que um dos quatro apartamentos de FHC, o em Paris; menor que um dos três apartamentos de Bolsonaro, em condomínio na Barra da Tijuca, no RJ, 13 vezes menor que os R$ 40 000 000,00 que Temer arrombou numa tacada só.
Lula tem no banco o equivalente a 7 meses e meio do salário do Moro.
Num país que ultrapassou a divisão em classes e chegou à divisão em castas, onde o salário mínimo vale pouco mais que R$ 900,00 e há funcionários públicos ganhando mais de R$ 100 000,00, o patrimônio de Lula, repetido à exaustão, pela mídia, parece uma enormidade, quando é pouco, muito pouco, se melhor analisarmos os seus rendimentos.
Esqueçamos as suas palestras e conferências remuneradas, aqui e no exterior, e fiquemos só no salário: Lula ganha  R$ 9 000,00, como ex presidente, o mesmo que Sarney e FHC, e mais R$ 13 000,00 do PT, o que perfaz um total de R$ 21 000,00, menos que um ministro ou diretor de estatal, o que quer dizer que recebe 23,3 salários mínimos por mês.
Dividamos agora o seu patrimônio (R$ 2 257 000,00) por 23,3 e o seu saldo bancário (R$ 606 000,00) pelo mesmo coeficiente, e chegaremos aos valores de R$ 97 000,00 e R$ 26 000,00.
Matematicamente Lula tem o mesmo que um senhor aposentado, com 73 anos de idade, que tenha uma casinha no valor de noventa e sete mil reais e vinte e seis mil reais guardados no banco, o que é perfeitamente compatível.
Por fim, lembro que arredondei as contas e não considerei palestras e conferências remuneradas, nem o fato de Lula ter recebido, mensalmente, acima de R$ 30 000,00, por 12 anos, pelos valores de hoje, enquanto no exercício dos mandatos de Deputado e Presidente da República.
E se algum jumentinho acha que os rendimentos de R$ 21 000,00 de Lula são à custa do povo, lembro que mais de 60% desse valor são pagos pelo PT e menos de 40% pelo Tesouro Nacional.
Se o ódio não cegasse, Moro entenderia que tentando queimar Lula mais não fez que atestar a sua honestidade.
Um sujeito que por oito anos administrou trilhões, anualmente, ter esse patrimônio é atestado de indiscutível honestidade.

Francisco Costa

P.S: aos companheiros que na Europa e na matriz me dão a honra de ler os meus textos: dividindo todos os valores citados por 3, entenderão a “fortuna” de Lula, em dólares.

Tá na internet: FECHANDO O ASSUNTO.



A sentença do Lula em que pese ser uma excrescência igual ao juiz que a proferiu dá para perceber a tentativa desesperada do rábula iletrado em manter a condenação numa "aura" de legalidade, o que prova que os verdadeiros patrocinadores do golpe e não esse jeca iletrado tem um interesse acentuado que a farsa tenha cara de absoluta obediência a lei e a ordem.

Toda essa farsa é para manter o país como uma democracia pois não há espaço para suspensão de eleições ou golpes rasgados, a comunidade internacional não aceitaria e a situação econômica internacional que já se encontra bem desgastada irá simplesmente naufragar de vez e grandes bandoleiros internacionais podem ver virar pó bilhões de dólares que aplicaram aqui no intuito de levar todas as nossas riquezas.

A vontade do Moro era levar o Lula amarrado numa carroça como a que levou Maria Antonieta a guilhotina de São Bernardo a Curitiba para sua humilhação e execração, típica atitude um filho nazista de um berço nazista, de um arenista , adesista e bora botas dos militares, ratazanas do interior que tudo o que possuem não é fruto de trabalho mas de tungagem política.

Porém isso não pode ser feito, é necessário manter as aparências e enquanto o Lula e seus advogados aceitarem o julgamento na esfera criminal, contestar as acusações vis e sem respaldo mas sem negar de forma oficial e repudiar o julgamento e todo o processo em tela apesar da sapiência e aparentemente notória inteligência parecem cair numa armadilha simplória.

Dobram a aposta a cada ataque sórdido do pau mandado de Curitiba, continuam esperneando e agora apostam todas as fichas num tribunal superior federal quando na realidade o golpe está em todo o judiciário e o Moro é apenas o rostinho feioso na foto, é a identidade civil de um golpe sórdido que se traveste de processo de moralização e de certa forma aceito pelo presidente e seus advogados.

 A´única saída é a saída, é meter o pé, escancarar para o mundo a perseguição política, abrir a janela e gritar socorro, se submeter a cortes internacionais e aceitar qualquer penalização que advenha de uma corte isenta e não de um cidadão que até hoje não conseguiu explicar como virou juiz federal sem nunca ter sido operador de direito ou jamais ter registro na ordem,

 Só há no seu esquálido currículum de bacharel de direito, formado sem mérito lembranças de sua origens partidárias, as mesmas do partido que jamais foi sequer indiciado nos seus processos, do seu pai tucano e oriundo da ARENA, adesista de primeira hora da ditadura militar, o resto é história....

OU BOLA OU BULICA. (Por Rubem Gonzales)



Em Honduras que é menor que o Acre e quase tão subdesenvolvido quanto usaram a suprema corte, no Paraguai idem, no Brasil usaram um reles juizeco de primeira instância que como bem lembrou minha amiga Sonia Peres Naranjo foi uma forma de humilhar de forma exemplar um nordestino da calasse mas humilde da nossa sociedade, o bloqueio de todos os -parcos, digas-se de passagem - bens do presidente Lula é de forma simbólica a cabeça de Tiradentes exposta para que sirva de exemplo para os próximos humildes o que o destino lhes reserva caso ousem enfrentar a casa grande.

Nesse período que passamos  todos se fazem de tolos pois todos são sabedores  que Sérgio Moro é apenas uma laranja do sistema pois é IMPOSSÍVEL um juiz de primeira instância que não tem poder pra manter preso um batedor de carteiras ou um ladrão de galinhas transformar o Brasil num puteiro, basta ver o que apenas um ministro do STF fez com o juiz De Sanctis que ousou encarar o Daniel Dantas e o delegado Protógenes que foi demitido e tem mandado de prisão expedido contra ele, hoje é foragido na Suiça.

Só que o sapo barbudo ainda tem um cacife na mão e um ás na manga, se não usa-los honestamente nem me compadecerei de sua precoce prisão e do seu fim melancólico, a renúncia a luta no nível que o Judiciário golpista e mancomunado com o crime institucionalizado ousou colocar a contenda não permite vacilos ou recuos, se não desprezar, rejeitar toda a farsa disfarçada de processo do tríplex e partir para o enfrentamento diplomático no campo geopolítico tanto Lula  e o seu partido se farão merecedores do fim que a choldra fedorenta que dá as cartas no país planejou para ambos...

(Por Rubem Gonzales)

PRESTEM BEM ATENÇÃO NISTO. (POR MAURO SANTAYANA)


Basta ler as reações à condenação de Lula na internet para ver onde estão aqueles que podem se levantar contra o autoritarismo. - Trancados, majoritariamente, em seus guetos, expondo, pela enésima vez, uns para os outros, como em um espelho estéril e infinito, sua indignação e perplexidade. Ontem (16), em comentário em artigo do Estadão no UOL, um sujeito afirmou, sem meias palavras, que, diante dos recursos que existem para que Lula escape à sentença de Moro, o melhor seria “mandar logo este cabra pra debaixo da terra” – e ninguém apareceu para contestá-lo até agora. - Se essa ira justa se transformar em força e se derramar para a internet como um todo, a partir desta semana, este poderá ser o momento da virada. - Se, no entanto, continuar contida, restrita e ineficaz, em termos de mudança de jogo, o momento que estamos vivendo se transformará no marco simbólico da capitulação da liberdade e do direito de defesa, da antecipada rendição da resistência democrática, da prévia e definitiva entrega do país a um tipo de fascismo que, uma vez alçado ao poder, dificilmente irá apear-se dele novamente.

Moro canonizou Lula. (PorRoberto Malvezzi - Gogó)



Pode mandar a ficha de Lula para o Vaticano que Francisco vai canoniza-lo. Depois de anos investigando o condenado, o juiz o condenou por ser dono de um apartamento, cuja pertença real hoje é da Caixa Econômica. 

Moro absolveu Lula da acusação de ter ganho um “transporte” daqueles objetos que ele ganhou quando presidente. Esse detalhismo só comprova até onde foi esse papel do advogado do diabo, figura que procurava todos os defeitos de uma pessoa nos processos de canonização, para provar que o santo não era tão santo. O próprio João Paulo II se encarregou de defenestrar o papel desse advogado dos rituais de canonização.

Por fim, Lula ainda vai responder a julgamento pelo sítio de Atibaia. Convenhamos, vamos dar de bandeja ao Moro que Lula seja dono do Triplex - que é da Caixa - e do sítio que é de um sindicalista. Mesmo assim, diante do que a roubalheira da política brasileira, Lula é um santo. 
E, como não há nenhuma prova documental de que ele seja dono dessas insignificâncias, então, em segunda instância, pode ser absolvido e consolidada sua canonização. 

A destruição dos direitos do povo brasileiro comprova a intenção desse golpe e a tentativa de excluir Lula do processo eleitoral de 2018. Incrível como a burguesia nacional teme esse homem! Incrível como não consegue destruir sua potência eleitoral! 

Pessoalmente, penso que ele deveria estar aposentado e vivendo sua vida. Já cumpriu seu papel histórico. Mas, os adversários fazem questão de ressuscitá-lo politicamente. Esse sentimento de sentença injusta e covarde só vai potencializar Lula, caso não consigam impedir sua candidatura.
 
Essa sentença diz mais quem é Moro, menos quem é Lula.

Moro canonizou Lula. (PorRoberto Malvezzi - Gogó).