8.7.17

Marcela Temer vai as compras.


E quem disse que ser Primeira Dama, mesmo que através de um golpe, não tem suas benesses? Se você tem alguma dúvida do quanto isso é bom é maravilhoso, vá lá portal da transparência do governo federal e dê uma pesquisada. Lá verá que só nos primeiros seis meses a dona de casa, Marcela Temer, gastou mais de R$ 12.000.000,00 (doze milhões) com cartão corporativo. Essa informação equivale a 40% dos gastos de todos os cartões em mãos de funcionários.

Criado em 2001 para que gestores de órgãos do governo federal pudessem pagar pequenas despesas sem precisar de licitação, eles se tornaram o caminho para a gastança, quando se refere a presidência da república, e mais especificamente, ao gabinete presidencial.

Hipoteticamente imaginemos a Marcela indo a um supermercado e fazendo as compras. Concebamos que a Presidência da República de Brasil não pode, e nem deve viver de cesta básica. Vendo por esse lado, conseguimos saber o quanto e o que pode ter sido comprado por ela com o valor acima citado. Uma mãe de família, que ganha um salário mínimo, tem em mãos R$ R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete reais). E que ela não vai gastar nada do valor com água, energia, remédios, transporte para ir trabalhar. Enfim, terá todo o valor para ir as compras como vai a Marcela. Se ela for moradora de Porto Alegre, irá gastar Porto Alegre R$ 435,51 (quatrocentos e trinta e cinco reais e cinquenta e um centavos).


Mas “Maria” não é a Marcela, que viaja em avião exclusivo com seu cartão corporativo e vai as compras na Alemanha, Rússia, Noruega, Índia... Marcela é uma das poucas mulheres deste Brasil que pode ir a um restaurante caro, pagar a conta e não gastar nada do seu dinheiro pessoal. Porque, como diz o bordão da personagem Dra. Lorca, interpretada pela atriz Fabiana Karla, “isso pooooode!”. No país do Golpe, tudo isso “pooooode!

Pobre da Maria que têm que viver dignamente com o seu salário, enquanto a Marcela, cuja a única ocupação é a de ser esposa do golpista Temer, pode viver de boa, em palácio com empregados a disposição e com tudo “DiGrátis”.

7.7.17

Eu sou honesto! (Por Rica Perrone)


Caro amigo brasileiro honesto,

Hoje é sexta-feira e eu sei como você se sente porque honesto também sou. Fui criado também por pessoas que me impediram de roubar a caneta do coleguinha ou voltar com o troco errado da padaria. Enfim, como a enorme maioria, sou o mínimo aceitável de um ser humano.

Hoje faz cerca de 12 graus em São Paulo, onde estou passando a noite. Na entrada do mercado uma família na calçada me pediu pra comprar… um cobertor. Eu comprei, é claro. Posso, graças a muito trabalho. E junto dele comprei uns bolinhos pras crianças numa sacola. Quando eu dei o cobertor pra menina, ela viu a sacola cheia de bolinhos junto.

“Tio, você esqueceu esse saquinho…”.

Ela me devolveu!!!! Era pra ela. Mas eu não disse, ela não pediu, dei porque quis. Mas ela achou que era meu e com fome, na rua, passando frio, me DEVOLVEU!!!
Disse que era dela. Ela sorriu, “fica com Deus, Tio”.
Deus?

Caralho. Ela está na rua, com a família toda no exato momento em que a TV noticia a porra da absolvição do nosso honestíssimo senhor presidente.

Deus, pra ela, significa a justiça divina. A justiça que ela não vai ver mas precisa acreditar que haverá. Pois sem ela não dá pra acordar todo dia.

Essa família que agora passa frio na esquina da Oscar Freire com a Joaquim Eugênio de Lima não tem o que comemorar. Mas quando eu fui embora, naquela situação horrível de se culpar por ter o que comer e não poder resolver o problema deles, eu olhei pra trás e ela abraçava o pai.
Não acabou. Por mais perdido que esteja, o jogo não acabou.

Eu sei que ele trocaria tudo por ter um jantar digno toda noite e uma casa pra morar. Mas eu sou capaz de apostar que esse cara não roubaria por medo de perder o olhar daquela menina de respeito e admiração.

Então, meus caros amigos brasileiros honestos que hoje dormem com mais um soco na cara, aproveite o final de semana para fazer a única coisa que esses filhos da puta não podem fazer e nós podemos:

Olhe nos olhos da sua família. Abrace seu pai e agradeça a criação que ele te deu. Brinde com seus avós se ainda os tiver, e honre a comida comprada honestamente que estará na sua mesa.
Mas em homenagem a eles todos, o protesto mais humilhante que podemos fazer é esse. Passar o final de semana com nossas famílias e sem ter que baixar a cabeça pra desviar de um olhar.
Nós somos maioria. Bom final de semana pra vocês!

abs,

RicaPerrone.

Tá na internet: Para hoje, é isso que temos no Brasil.


INFELIZMENTE É ISSO QUE TEMOS NO BRASIL. Chega de hipocrisia! PARABÉNS a ESTA CIDADÃ!!!! (Juca Ferreira)

Essa semana estava voltando num ônibus do centro da cidade do Rio de Janeiro e um policial entrou nele e foi direto a um jovem negro que estava sentado ao meu lado.

Pediu os documentos e o rapaz prontamente entregou. Revistou o rapaz e olhou a mochila que ele carregava. Até ai fiquei calada, embora estivesse incomodada com o fato de só ter abordado esse rapaz. O ônibus não estava cheio, tinha muitos lugares vazios... 

Bom, por fim o policial deu á seguinte sentença ao rapaz: "VOCÊ VAI TER QUE SALTAR E ME ACOMPANHAR ATÉ A DELEGACIA"..

O olhar do rapaz era de confusão e medo. Então, como sou BOCUDA, não consegui ficar calada. Pensei em um filho meu. O rapaz tinha idade para ser. Ai falei: "POR QUE O SENHOR VAI LEVA-LO? ELE É SUSPEITO DE ALGO? FOI DENUNCIADO? O SENHOR ACHOU ALGO DE ESTRANHO COM ELE OU NAS COISAS DELE?

O policial com cara de poucos amigos porque eu estava questionando disse: "Não, não encontrei nada, e não há denúncia, é só para averiguação. Depois o policial me perguntou: VOCÊ É MÃE DELE?". Eu disse, não. 

VOCÊ É ALGUMA COISA DELE? Eu disse, não. ENTÃO POR QUE A SENHORA ESTÁ SE METENDO? E já com ar ameaçador disse: "A SENHORA QUER OBSTRUIR A JUSTIÇA? 

Eu retruquei: "NÃO MEU CARO, O SENHOR É POLICIAL. E QUE EU SAIBA A JUSTIÇA É FEITA POR JUÍZES, PROMOTORES E ADVOGADOS. E ESTE NÃO ME PARECE O CASO".

O policial então pareceu muito irritado com o que eu disse e se virou pro restante dos passageiros, como que querendo aprovação e disse: NÃO INTERESSA, ELE VAI COMIGO.

Ai eu não consegui me controlar e disse "ENTÃO EU TAMBÉM VOU". A isso se seguiu um senhor, também negro, que estava sentado duas cadeiras atrás de mim que disse "EU TAMBÉM VOU".

E aí foi um falatório. Vários passageiros disseram "EU TAMBÉM  VOU". E eu falei: "VAMOS TODOS ENTÃO.... MOTORISTA DÁ PRA VOCÊ LEVAR A GENTE?" 

Uma mulher que estava sentada lá na frente disse: DEIXA A POLICIA LEVAR ELE... ESSE CARA PODE QUERER NOS ASSALTAR. Mas a maioria das pessoas começou a gritar.

O policial visivelmente contrariado disse...VOCÊS PODEM ESTAR PROTEGENDO UM MELIANTE. MAS VOCÊS É QUE SABEM. QUEREM ELE NO ÔNIBUS, ENTÃO QUE FIQUEM COM ELE.

E saiu do ônibus esbravejando. A viagem seguiu e o rapaz estava visivelmente amedrontado. Puxei conversa e fiquei sabendo que tinha se formado na CEFET ano passado e estava cursando engenharia robótica na UFRJ.

Detalhe: vi as carteiras da CEFET e da UFRJ. Ele estava tão nervoso com a abordagem que nem pensou em mostrar esses documentos.

Ele ligou pra mãe, contou o ocorrido e me pôs pra falar com ela, que estava indignada e me agradeceu dizendo que ele tem 19 anos. É muito estudioso e tímido, tem dificuldade em se defender e fica sem ação quando confrontado.

Pergunta que não quer calar.... PORQUE O POLICIAL QUERIA LEVAR AQUELE RAPAZ??? SERÁ QUE SE ELE FOSSE LOIRO DE OLHOS AZUIS ELE TERIA A MESMA VONTADE DE RETIRA-LO DO ÔNIBUS? ??

HOJE AO LER ESSA NOTÍCIA QUE ESTOU POSTANDO ACHEI QUE DEVERIA CONTAR ESSA HISTÓRIA PORQUE NÃO É UM CASO ISOLADO NÃO. 

UM PAÍS MISCIGENADO COMO O NOSSO NÃO PODE ACEITAR ESSAS POSTURAS...  (Por Vera Dumas)

Fora Temer, Fora Maia, Diretas Já! (Por Robson Almeida)


A roda da história vai girando. Como farsa, ela se repete. O traidor Temer é agora traído por Rodrigo Maia. O PSDB e o DEM pulam do barco afundando. As elites manobram pra continuar no poder. Querem trocar seis por meia dúzia.

O presidente da Câmara se apresenta para dar o golpe dentro do golpe. Disfarçou até onde pode, protelando a decisão dos pedidos de impeachment de Temer. Agora, embarcou de vez na conspiração pra se tornar presidente biônico do Brasil. Não prosperará.

Assim como os principais líderes do PMDB, PSDB e DEM, Maia está na linha de tiro das investigações. Conhecido como Botafogo na lista de delação da Odebrecht, não possui legitimidade, matéria prima essencial pra tirar o Brasil dessa assombrosa crise.

A saída para a ingovernabilidade do país é devolver ao povo o que nunca dele deveria ser retirado: a soberania da escolha e o respeito a sua decisão. Golpe nunca mais. Só a democracia vai superar a crise e retomar o Brasil para o desenvolvimento com inclusão social.

Fora Temer e Fora Maia. Diretas Já!

Por Robinson Almeida - Deputado Federal PT/BA.

O Escândalo da Requalificação da Barra. (Por Robinson Almeida)


A operação Lava-Jato trouxe revelações impactantes sobre a gestão ACM Neto. Depois da delação da Odebrecht, o escândalo da obra de requalificação da orla da Barra está sendo investigado pela Justiça Federal. O Ministério Público da Bahia, acatando representação de minha autoria e do deputado Afonso Florence também investiga o caso de uma eventual contrapartida do prefeito à empreiteira como retribuição pela generosa doação para sua campanha. 

Em depoimento, gravado em vídeo e homologado pelo STF, o diretor da empreiteira, André Vital, afirma ter doado R$ 2,2 milhões ao prefeito na campanha de 2012. Foram R$ 400 mil em doação oficial e R$ 1,8 milhões em Caixa 2, recebido por Lucas Cardoso, ex-cunhado de ACM Neto. Vital afirma também que houve irregularidades na obra que sofreu aditamentos de mais de R$ 4 milhões. 

Não são infundadas as suspeitas de favorecimento da Odebrecht nesse episódio. Iniciada em 2013, logo após a posse do prefeito, a obra foi licitada no sistema de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modelo simplificado e adotado excepcionalmente para as intervenções públicas para a copa de 2014. A prefeitura assumiu diretamente o contrato e a execução da obra.

O valor global da requalificação da Barra atingiu R$ 62 milhões para cerca de 6 Km de extensão de orla. São inacreditáveis mais de R$ 10 milhões por Km. Não ocorreram grandes intervenções de macrodrenagem ou edificação de viadutos nesta obra. Basicamente, é a troca de piso e alguns equipamentos de praça e jardinagem. Para se ter uma ideia comparativa, a implantação e pavimentação de uma rodovia asfaltada de 6 Km, em asfalto, com acostamento, é orçada hoje em menos de R$ 20 milhões. 

A fim de esclarecer essa grave denúncia da empreiteira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou a remessa dos autos das investigações para Justiça Federal na Bahia e para o Tribunal Regional Federal da primeira região. Nas peças expedidas por Fachin é revelada a existência de dois depoimentos do diretor da Odebrecht. O primeiro, onde fala da doação de R$ 2,2 milhões pra Neto, é público e foi alvo de várias reportagens. No segundo, não publicizado, há informações sobre irregularidades na licitação da obra, que é a base da suspeita do compadrio entre Neto e a Odebrecht.

O escândalo da obra de requalificação da orla da Barra está sob investigação judicial. Comprovada lesão ao contribuinte de Salvador, devem ser adotadas as providências para reaver o dinheiro público e punir os culpados. O prefeito deve esclarecimentos à justiça e ao povo baiano: se recebeu Caixa 2 da Odebrecht e se o fez mediante contrapartida à empreiteira.

Robinson Almeida é deputado federal pelo PT da Bahia.

ELEGER LULA SERÁ POUCO. (Por Francisco Costa)


Temer fechou o hospital do câncer, que atendia a 500 crianças; nos hospitais fluminenses está faltando anestesia e linha de sutura; museus estão fechando; os salários estão congelados e os investimentos públicos, parados; a dívida pública chegando na estratosfera (já é quase o triplo da dívida pública deixada por Dilma); a taxa de desemprego continua na sua taxa ascendente; a arrecadação, cada vez menor... O país não está parado, mas regredindo. Só há dinheiro para as emendas parlamentares, para compras de votos, capazes de manter essa situação, e para o pagamento do sistema financeiro.

A corrupção nunca esteve tão ativa, começa no gabinete da presidência da república e termina nas periferias urbanas, entre policiais e bandidos, com os políticos em atividade única: impedir investigações, a operação Lava Jato acabou.

A Polícia Rodoviária Federal, por falta de combustível e manutenção da frota de veículos ficou limitada a atender aos acidentes com vítimas, com armas, drogas e contrabando em trânsito livre nas estradas brasileiras; a SAMU só está atendendo enfartados, acidentados no trânsito e suspeitos de traumatismo craniano ou de coluna vertebral, com os telefonistas fazendo as triagens, à distância; 200 000 caminhões estão parados, por falta de carga (ironia: os caminhoneiros foram fundamentais na queda de Dilma, por causa do aumento de centavos no preço do diesel, depois de ter ficado dois anos com o preço congelado).
E Lula com isso, cara pálida? Me perguntará o ocasional leitor mais atento.

Não se esqueça que uma PEC impôs esta situação pelos próximos vinte anos, o que quer dizer que, cumprindo-se o que está evidente, eleito, Lula terá que ter a maioria do parlamento para, com sucessivas PEC, desmanchar o desmonte promovido pelos golpistas nesse pouco mais de um ano de usurpação do poder.

Por mais completo e eficiente que seja um atleta, vestido numa camisa de força ou num escafandro o máximo que conseguirá será se manter de pé.

Ou a esquerda faz maioria no parlamento ou estaremos entregando Lula para o mesmo destino de Collor e Dilma, a deposição, ou para o incêndio da sua rica e rara biografia, por absoluta impossibilidade de fazer qualquer coisa.

Os golpistas entregarão a Lula um país em situação de pós guerra, arrasado, em situação muitíssimo pior que a que FHC o entregou.

Aos companheiros que ficam com essas perguntinhas altamente relevantes: “se as eleições fossem hoje, em quem você votaria, Lula ou Bolsonaro, Lula ou Ciro, Lula ou Aécio, Lula ou Marina...?” Aconselho que comecem a perguntar: se as eleições fossem hoje, em que candidato a deputado federal você votaria, em que candidato a senador você votaria?

O mais é tietagem.

Por Francisco Costa.

Cazuza - O Tempo Não Para.

Sobre náuseas e ânsia de vômito. (Por Eugênio Aragão)


Em entrevista ao jornalista Roberto D'Avila, da Gobonews (quem mais poderia ser?), o PGR contou que sentiu náuseas e ânsia de vômito ao ouvir a agora célebre gravação da conversa noturna entre Joesley e Temer. Não consegui ter pena da indisposição digestiva de Sua Excelência.

Gostaria que fosse capaz de um mínimo de empatia e talvez imaginasse o tamanho das náuseas e das ânsias de vômito de muitas brasileiras e brasileiros que, desde 2014, assistem à crise política causada por aqueles que só agora despertaram sua curiosidade. A ânsia, quando, às escâncaras, Temer trabalhou para fazer de Eduardo Cunha o presidente da Câmara, conhecedor de seus métodos suínos de lidar com o interesse publico; quando Eduardo Cunha inviabilizava o governo da Presidenta eleita porque não o deixava roubar; quando, apanhado com a mão na cumbuca, Eduardo Cunha chantageava o PT para inviabilizar sua cassação na comissão de ética; quando, por não aceitar a chantagem, o PT e a Presidenta foram alvos de covarde ataque de um centrão de deputadinhos de baixo clero e, com reforço dos perdedores das eleições de 2014 e assessoramento de ministro do STF, abriram fogo contra o mandato da candidata eleita, para impedi-la; quando, em 17 de abril de 2016 uma cambada de interesseiros acolheu na Câmara dos Deputados os impedimento por trinta moedas de prata; quando, a despeito da completa ausência de prova do cometimento de crime de responsabilidade, destituíram Dilma Rousseff e colocaram no poder uma turba de rapina e quando, no poder, essa malta se apressou em destruir as conquistas da grande maioria das brasileiras e dos brasileiros vulneráveis.

Nenhum Sonrisal, nem Graviscom o Senhor PGR nos ofereceu. Pelo contrário, foi nos socando goela abaixo acusações torpes e inconsistentes contra Dilma Rousseff, dando uma forcinha àqueles que lhe causam náuseas hoje. 

Agora, Senhor PGR? Só agora que sua ficha caiu? Muito tarde, pois as flechas que lhe sobraram são de bambu verde e maleável. As mais duras e pontudas foram gastas com o PT e a Presidenta Dilma Rousseff. Oxalá que consiga consertar um pouquinho do enorme estrago que o Senhor e sua turma causaram ao País. Só um pouquinho, pois a reconstrução da economia, da institucionalidade e da políticas sociais são muita areia para sua caçamba de fim de mandato. Vamos precisar de brasileiras e brasileiros que merecem essa qualificação pelo amor ao país vilipendiado pela irresponsabilidade de tantos que foram atirando bambu a esmo sem se importar de atingir inocentes. 

Só posso lhe recomendar que use umas boas doses de Plasil e, para dormir com o barulho que causou, uns comprimidos de Frontal funcionam bem. Procure um médico! Para mim, tem funcionado a ponto de não perder o sentido do que é ético e antiético na política.

Por Eugênio Aragão.

Tá na internet: A ÚLTIMA LINHA DE DEFESA.


Entender a atual conjuntura política nacional é algo cada vez mais difícil. Os fatos ocorridos desde a reeleição de Dilma até os dias atuais nos coloca a obrigação moral de tomarmos posições políticas. 

Está claro que são raros aqueles que se situam no campo progressista e que conseguem enxergar algum lado positivo no golpe de 2015 e nas reformas ultra-neoliberais da atual Ditadura Temer-Tucana.

Porém, uma coisa é ter apoiado a reeleição de Dilma frente a uma opção tucana, ter lutado contra o golpe, ter denunciado a falácia da Lava-Jato, se contrapor veementemente contra a Reforma Trabalhista e Previdenciária e apoiar uma eleição direta onde Lula teria claras possibilidades de ser eleito e, desta forma, ter o poder de frear o avanço das forças reacionárias. 

Outra coisa - muito diferente - é se propor a realizar uma análise de conjuntura onde é necessário pensar nas águas profundas que movimentam a realidade brasileira. 

Isso significa tentar realizar o difícil ofício de compreender a dinâmica de um sistema econômico que está em uma nova fase de desenvolvimento e encontra o nosso país apenas como "um caso" entre tantos outros existentes em todo o planeta.

O mundo capitalista está caminhando para uma fase a qual denominamos de “tendência geral de queda nos lucros”. Nessa fase, as grandes corporações não conseguem mais atingir o nível de lucros e rendimentos do passado, pois os meios de obtê-los (a exploração do trabalho e a ampliação de mercados) estão se exaurindo.

Nesse caso, o sistema econômico precisa realizar um duplo movimento: destruir todo e qualquer obstáculo que ainda existe para realizar uma livre e brutal exploração do trabalho e destruir os mercados existentes para reconstruí-los sob novas e mais vantajosas formas. 

Em suma: o sistema quer impor a toda humanidade a destruição global dos direitos da classe trabalhadora e a destruição de países inteiros através da guerra.

Alguns países estão na lógica da guerra (Síria, Iraque, Afeganistão, Líbia, etc) e outros estão na lógica da destruição dos direitos trabalhistas. O Brasil faz parte do segundo grupo. 

Em ambos os grupos, a defesa da democracia e da soberania nacional soa como uma “ofensa” aos ouvidos do mercado. O sistema precisa de governos ditatoriais para realizar as medidas correspondentes aos seus interesses. O governo Temer, a princípio, parece ser um deles.

O mercado exige as Reformas Trabalhista e Previdenciária aprovadas no Senado “para ontem”, se o nosso país quiser ter acesso a capital e crédito. Assim sendo, aparentemente ele opera nos bastidores para que Aécio fique livre e que Lula seja preso, ou… ao menos condenado a ponto de não poder concorrer a nenhuma eleição.

Entretanto, quem disse que o povo brasileiro não pode decidir que - no caso do impedimento de Lula - outro candidato qualquer do campo progressista vença as próximas eleições? O mercado não é estúpido. Ele sabe que esse cenário é possível. Exatamente por essa razão ele exige o fim da já combalida democracia brasileira. 

Porém, quem disse que mesmo sem Lula e sem um sistema democrático, uma outra liderança política qualquer não pode criar ainda mais obstáculos para os livres interesses do mercado? 

O mercado já viveu realidades semelhantes… Ele já derrubou governos democráticos e descobriu que suas sucessões foram ainda mais amargas. Exatamente por essa razão, o mercado não quer apenas a cabeça de Lula e o fim da democracia. Ele quer também a morte da política.

E como o mercado faz para destruir a política? Simples: demonizando-a. Dessa forma, o povo se voltará contra todos os políticos e elegerá para esse mundo, personagens “não políticos”.

O mercado quer um Congresso e um Senado dominado por “Tiriricas” e os cargos do Executivo sob a tutela de “Dórias”. 

Um Legislativo sem legisladores terá as leis redigidas pelo mercado. E um Executivo sem líderes políticos não formará governos mas sim, “gestões” conduzidas e elaboradas pelo próprio mercado.

Percebam que “Tiriricas”  e “Dórias“ conseguem ocupar cargos de legisladores ou governos por vários mandatos; entretanto, “Tiriricas” ou “Dórias” jamais conseguiriam ocupar cargos de juízes, promotores ou até mesmo de advogados. 

Daqui deduzimos que o mercado não quer apenas a morte da política, mas deseja, sob seu cadáver, um Judiciário forte e que domine por completo todos os outros poderes. 

Por essas razões aqui expostas, vemos diariamente nos noticiários (financiados pelos banqueiros) o mundo político sendo denegrido sistematicamente e diariamente. 

Parece até que no poder Judiciário não há corrupção… Logo aqui no Brasil, onde traficantes compram sentenças de juízes e grandes empresários - que confessam crimes por delação - ganham sua liberdade e salvo-conduto para morar nos EUA…

Na realidade o que temos aqui é um ataque ao coração do maior inimigo contemporâneo do mercado: a política.

Sob essa perspectiva, não veremos o retorno de Aécio com vibração e alegria pela imprensa (e muito menos pelo mercado). A grande mídia quer execrar todos os políticos de todos os partidos e de todas as correntes. 

E... a Rede Globo é a vanguarda desse movimento... Por isso que ela, aparentemente “do nada”, abandonou o governo Temer e iniciou um ataque diário ao personagem que antes era visto como a “solução para todos os males do Brasil”…

Acontece que a classe política parece ter percebido esse jogo. Ela percebeu que está diante de um processo que resultará em sua própria extinção... e lutará para não morrer... e o maior líder político do Brasil é justamente o Lula... 

Tudo isso está claro agora. O que está obscuro é saber se essa classe seria capaz de se unir a ponto de ter Lula como seu líder para evitar a sua própria morte. 

Nesse momento estamos diante de uma aparente luta de “corporativismos”. O Judiciário contra o Legislativo e o Executivo. Mas, na realidade, estamos diante de uma luta entre o mercado e a política. No fim, a vitória do mercado nessa luta é - sob qualquer perspectiva - a maior tragédia que pode ocorrer contra toda a classe trabalhadora e ao nosso país. 

É chegada a hora de pararmos de celebrar a prisão de políticos e pararmos de fazer coro com a Rede Globo contra decisões do STF que fortalecem as instituições políticas, mesmo que estas não estejam, nesse momento, ocupadas por aqueles que são do campo progressista. 

No fim, devemos atuar dessa forma se temos o interesse de defender a classe trabalhadora e o Brasil como uma nação soberana. A defesa da política é a última linha de defesa que está posta. Para além dela, só nos restará a Ditadura do mercado.

O perigo do “Fora, Temer”. (Por Luiz Carlos Mendonça de Barros )


O perigo do “Fora, Temer” é ofuscar o protagonismo do PT no maior processo de rapina já perpetrado ao Estado brasileiro – aliás, a qualquer Estado. A corrupção como método de governo.

O PMDB, partido que Temer presidiu por longo tempo, e cuja parceria com o PT o levou à vice-presidência de Dilma Roussef, praticou a corrupção clássica, que, embora obviamente criminosa, cuidava de não matar a galinha dos ovos de ouro.

A do PT, não. Não se conformava em enriquecer os seus agentes. Queria mais: saquear o Estado para financiar um projeto revolucionário de perpetuação no poder. Daí a escala inédita, mesmo em termos planetários. Só no BNDES, o TCU examina contratos suspeitos de financiamentos, que incluem países bolivarianos e ditaduras africanas, na escala de R$ 1,3 trilhão. Nada menos.

Poucos países têm tal PIB. A Petrobras, que era uma das maiores empresas do mundo, desapareceu do ranking mundial. Deve mais do que vale. O PT banalizou o milhão – e mesmo o bilhão.

As delações da Odebrecht e da JBS, entre outras de proporções equivalentes (Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez, UTC etc.) mostram quem estava no comando: Lula e o PT. Os demais beneficiários estão sempre vários degraus abaixo. Eram parceiros – e, portanto, cúmplices -, mas sem comando.

Por essa razão, soou como piada de mau gosto – ou um escárnio à inteligência nacional - a afirmação de Joesley Batista de que Temer era o chefe da maior quadrilha do erário. A ação implacável do procurador-geral Rodrigo Janot procurou reforçar aquela afirmação, que obviamente não se sustenta.

Os irmãos Batista, no governo Lula – e graças a ele -, ascenderam da condição de donos de um frigorífico em Goiás à de proprietários da maior empresa de produção de proteína animal do mundo, com filiais em diversos países. Tudo isso em meses.
O segredo? A abertura dos cofres do BNDES, de onde receberam algo em torno de R$ 45 bilhões. Tal como Eike Baptista, são invenções da Era PT. Temer nada tem a ver com isso, ainda que tenha sido – e está provado que foi – beneficiário do esquema.

Mas chefe jamais. Temer e o PMDB são a corrupção clássica, igualmente criminosa, mas em proporções artesanais. É grave e deve ser investigada e punida. Mas enquanto a rapina peemedebista cabe em malas, a do PT exige a criação de um banco, como a Odebrecht acabou providenciando no Panamá para melhor atendê-lo.

É, portanto, estranho que, diante de evidências gritantes como as que Rodrigo Janot dispunha sobre Lula, não tenha se indignado na medida que o fez em relação a Temer e Aécio, cujas respectivas prisões pediu. Jamais denunciou Lula ou Dilma.

Muito pelo contrário. Até hoje não explicou porque destruiu uma delação premiada do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, que comprometia Lula. Não o sensibilizaram tampouco as delações do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que, inclusive, revelaram um esquema de financiamento de campanhas em países bolivarianos com dinheiro roubado da Petrobras.

E o casal deixou claro a quem obedecia: Lula e Dilma, fornecendo detalhes sórdidos do esquema: entre outras aberrações, uma conta fria de e-mail pela qual Mônica trocava informações com Dilma, com o objetivo declarado de obstrução de justiça.

E o caso do ex-ministro Aloizio Mercadante, que tentou silenciar Delcídio Amaral, que se preparava para uma delação premiada? Ofereceu-lhe dinheiro e intermediações no STF para soltá-lo. O que Janot fez com aquela fita, cuja nitidez dispensou perícias técnicas? Mercadante continuou ministro até a saída de Dilma. E o que Janot falou a respeito? Suas indignações, de fato, têm sido seletivas, dando ensejo justificado a suspeitas de engajamento.

Temer está em maus lençóis pelo que fez – e deve ser investigado. Ele, Aécio e quem mais tenha delinquido. Mas não se deve perder de vista o senso das proporções. Lula é o chefe.

Por Luiz Carlos Mendonça de Barros .

6.7.17

Marília Arraes: "Pernambuco não tem Governo! Pernambuco tem uma pessoa que está no cargo, mas que não se comporta como Governador".

Marília Arraes
Marília Arraes é de família tradicional da política Pernambucana, mas como ela mesma disse, tem “um caminho próprio percorrido nesse campo”. Reconhece a força que teve seu Avô Miguel Arraes, ex-governador do Estado e uma personalidade política história. Desde os 14 anos de idade, que ela já participava das movimentações políticas nas ruas do Recife. Em 2002, ingressou na Faculdade de Direito do Recife (UFPE), onde atuou no Movimento Estudantil, defendendo o Movimento Faculdade Interativa.

É hoje uma das mais fortes vozes da oposição no Estado ao governo Paulo Câmara, PSB. Fazendo denúncias contundentes e críticas à “falta de governo e abandono das políticas públicas propostas”.

Blog: Vereadora, essa sua militância política está no sangue, é de família?

Marília Arraes: Não acho que esteja no sangue. São escolhas que nós fazemos na vida. Inclusive sou contra esse tipo de visão da política, apesar de ter tido o meu avô com a vida dedicada a política. Veja, ele nunca investiu nisso como um negócio de família. Muito pelo contrário. Ele nunca incentivou, nem procurou nos colocar neste meio. Quem se engajou, quem participou, foi porque quis. Inclusive enfrentando muitas dificuldades.

Blog: Qual a sua participação no movimento estudantil em Recife?

Marília Arraes: Quando eu cheguei a faculdade, eu já tinha uma militância macro. Não foi como algumas pessoas que iniciaram os contatos políticos no movimento estudantil. Eu participava do Movimento Faculdade Interativa na UFPE – Universidade Federal de Pernambuco, no curso de Direito. Lá sempre houve uma movimentação política muito grande entorno do DA – Diretório Acadêmico.

Blog: Seu primeiro Partido Político foi o PSB, mas hoje é a líder da oposição ao governo desta agremiação. Porque?

Marília Arraes: Pernambuco não tem Governo! Pernambuco tem uma pessoa que está no cargo, mas que não se comporta como Governador. Não se coloca a frente dos momentos de dificuldades do estado e nem se porta como uma liderança. Grande parte da situação difícil que Pernambuco tem vivido é por conta da crise política que foi instalada pelo grupo que comanda o estado. Por ser acéfalo, não ter nenhuma liderança legitimada entre eles para dar um rumo político e de gestão ao estado.

Blog: O que a levou sair do PSB e ingressar no Partido dos Trabalhadores?

Marília Arraes: O meu rompimento com o partido ocorreu em 2014 quando PSB começou a trair a sua história, toda a sua militância no campo político. Aquele que Miguel Arraes ajudou a construir dentro Brasil, com a defesa da democracia e de estar alinhado ao campo das esquerdas. E que tem como liderança o ex-presidente Lula. Por não aceitar o novo direcionamento, eu rompi. Não aceite as novas alianças que estavam se formando.

Blog: Na segunda-feira, 03, a Senhora esteve com o Presidente Lula. Ele abençoou a sua candidatura ao Governo de Pernambuco em 2018?

Marília Arraes: Não (rindo). Nós não temos falado de nomes atualmente. O debate dentro do PT se dá de outra forma. E mesmo que o presidente Lula estivesse simpático, no Partido não acontece assim. Primeiro se discute o projeto, discute-se o direcionamento que o Partido vai tomar nas próximas eleições, para só depois se discutir qual o melhor nome a ser apresentado. Na reunião, eu e o Senador Humberto Costa, passamos para ele a nossa impressão da conjuntura política no estado. Eu disse a ele que seria muito difícil, muito complicado ter uma política de alianças com os candidatos e os partidos que estão postos lá neste momento para a disputa do governo do estado. Seria incoerente e não teria como convencer a militância a isto.

Blog: Como está o Presidente Lula?

Marília Arraeas: Nós o encontramos muito empolgado, muito animado para participar das próximas eleições. Ele está muito confiante. Ele é sabedor da receptividade que o povo tem pela candidatura dele.

Blog: No PT de Pernambuco há alguma resistência ao seu nome?

Marília Arraeas: O nome não foi colocado ainda. Nem o meu, nem de mais ninguém. O que temos criado dentro do Partido é a busca de um consenso de que deve haver uma candidatura própria. Inclusive foi aprovada uma resolução neste sentido no congresso estadual do PT. Vão haver reuniões nas próximas semanas e essa discussão vai haver. A partir do momento que for ratificava a tese da candidatura própria os nomes vão ser colocados e discutidos. Até porque, nós precisamos dialogar para dentro, mas também para fora do partido. E eu vou estar disposta a construir este projeto, independente do que aconteça.

Blog: O que lhe diferencia dos outros candidatos?

Marília Arraeas: O que vai fazer a diferença não é uma eventual candidatura de Marília Arraes. O que vai fazer a diferença para os outros candidatos será o projeto político que o PT defende. Que é o projeto que colocou o povo mais carente como prioridade, mudando a vida dessas pessoas, fez com que a classe trabalhadora pudesse ascender socialmente, poder ter acesso a universidade, ao consumo, a uma vida digna que antes não tinham. Veja, a política que predominava no Brasil era outra. Então, nós vamos ter uma candidatura no Partido que vai representar tudo que o partido proporcionou e que o povo terá como comparar, como era a vida de antes e na época que o PT governou o Brasil. E os outros projetos são contrários a tudo isto que nós defendemos. Essa é a diferença!

Blog: Sendo a senhora candidata, o que o Sertão Pernambucano pode esperar do seu governo?


Marília Arraes: Nós ainda não estamos em campanha. Mas o que defendemos dentro do PT e para onde mais eu tenho ido, é ao interior, para dialogar com os diretórios do Partido, onde temos nomes fortes internamente como o prefeito Luciano Duque, da cidade de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. Assim como em Petrolina com os vereadores, Professor Gilmar Santos e a Cristina Costa. Assim como o vereador André Cacau em Salgueiro. Temos dialogo muito com essas pessoas. Nós sabemos que existe essa dificuldade, mas pela minha formação, pelo início da minha militância que se deu com o meu avô, não tem como ficar distante deste diálogo com o Sertão.

Carlos Árabe é o novo secretário de comunicação do PT.


O novo secretário de comunicação do Partido dos Trabalhadores foi escolhido hoje na reunião do Diretório Nacional em Brasília. É Carlos Henrique Árabe, da tendência interna DS – Democracia Socialista. Filiado desde 1983, é economista, com mestrado em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). É também diretor da Escola Nacional de Formação Política do PT.

Ele era o responsável pela secretaria nacional de formação, responsável pela formação dos filiados, o papel é o de educar sujeitos capazes de pensar, criar, formular e agir para seguir transformando o Brasil e emancipando a maioria do povo. Para isso organiza cursos, oficinas e jornadas, presenciais e online.


Árabe será o responsável direto pela comunicação do Partido nas eleições de 2018 que, entre outros, pretender eleger Luís Inácio Lula da Silva pela terceira vez como presidente da república.

Emenda eleva orçamento da Saúde acima da inflação e prevê reajuste de agentes de saúde.


Após negociação com líderes partidários, o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) apresentou emenda à Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 em que estabelece um novo critério de reajuste do orçamento do Ministério da Saúde. Pela proposta, o valor será calculado com base no total executado em 2017 reajustado pela inflação, mais o reajuste acima da inflação registrado nos últimos dez anos para o orçamento da Saúde. Outra emenda prevê ainda a destinação de recursos para o reajuste do piso salarial dos agentes comunitários de saúde. Os textos foram apresentados nesta quarta-feira (5), último dia de prazo para emendas à LDO, que será avaliada na semana que vem na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Conforme explica o parlamentar na justificativa da emenda, a regra do teto dos gastos prevista na Emenda Constitucional 95 não estabelece teto para Saúde, apenas um piso, que é calculado em cima do que foi o piso no ano anterior (R$ 115,3 bilhões) corrigido pela inflação. “Acontece que o orçado pra 2017 já foi R$ 10 bilhões acima do piso, e mesmo com esse governo fechando serviços, acabando com a Farmácia Popular, nesse 2017 já há um rombo de R$ 3 bi. Então estamos construindo um entendimento com os líderes de partidos do governo de estabelecer outros critérios com reajuste real para o Ministério da Saúde”, destacou Solla.

A média de reajustes acima da inflação nos orçamentos do Ministério da Saúde nos últimos dez anos é de 2,25%. “Estamos vindo numa curva de ganho real dos governos Lula e Dilma, em que conseguimos ampliar e qualificar os serviços. Para 2018, temos alguns desafios importantes, e um deles é dar o reajuste do piso dos agentes comunitários de saúde, que está congelado desde 2014, e isso vai demandar recursos, que já solicitamos via outra emenda à LDO”, disse o petista.

MAIS MÉDICOS E TABAGISMO – Outra emenda de Solla à LDO estabelece que os gastos com o Mais Médicos sejam obrigatórios, evitando que haja cortes no programa. O parlamentar propôs ainda que o Ministério da Saúde enderece uma rubrica para compra e distribuição de equipamentos para medição de glicemia capilar para portadores de diabetes. Por fim, apresentou emenda que obriga a União a requerer judicialmente das grandes empresas de tabaco indenizações de ressarcimento de despesas com tratamento de fumantes.

Comarcas vão ser desativadas pelo Tribunal de Justiça. Veja se a sua cidade é uma delas.


Reunidos em sessão plenária realizada na manhã desta quarta-feira (5), os desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia decidiram pela aprovação da Resolução para desativação de varas e comarcas de entrância inicial.

A medida está alinhada ao que dispõe a Resolução nº 184/2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece, em seu artigo 9°, que os tribunais devem adotar providências necessárias para extinção, transformação ou transferência das unidades judiciárias ou comarcas com distribuição processual inferior a 50% da média de casos novos por magistrado do respectivo Tribunal, no último triênio.

Também são observados critérios e questões técnicas como a arrecadação judicial e a despesa da comarca, bem como a distância entres as comarcas que recepcionarão o acervo processual e o número de servidores da comarca desativada.

Foi aprovada a desativação das comarcas da coluna à esquerda (na coluna da direita, a comarca que irá recepcionar os processos da comarca desativada).

Acajutiba 
Esplanada
Alcobaça
Prado
Angical 
Barreiras
Brejões 
Amargosa
Brotas de Macaúbas 
Oliveira dos Brejinhos
Itagimirim 
Eunápolis
Itiruçu 
Jaguaquara
Maraú 
Itacaré
Palmeiras
Iraquara
Presidente Dutra 
Irecê
São Gabriel 
Central
Serra Preta
Ipirá

Também foram selecionadas para desativação as comarcas que já eram agregadas, na coluna da esquerda (comarcas da direita irão recepcionar os processos da comarca desativada):
Abaré 
Chorrochó
Aurelino Leal
Ubaitaba
Baixa Grande
Ipirá
Boa Nova
Poções
Boquira
Macaúbas
Conceição da Feira
São Gonçalo dos Campos
Ibicuí
Iguaí
Ibirapitanga
Ubatã
Itapebi
Itagimirim
Itapitanga 
Coaraci
Jaguaripe 
Nazaré
Jiquiriçá 
Mutuípe
Milagres 
Amargosa
Mucugê 
Andaraí
Nova Canaã 
Iguaí
Nova Fátima
Capela do Alto Alegre
Paratinga
Bom Jesus da Lapa
Pau Brasil
Camacã
Rio de Contas
Livramento de Nossa Senhora
Santa Luzia
Camacã
Wanderley
Cotegipe

As comarcas de Camamu, Castro Alves, Inhambupe, Itajuípe, Olindina, Pojuca e Uruçuca, que possuíam duas varas - crime e cível - passam a ter vara única, passando para jurisdição plena.

As comarcas desativadas poderão voltar a funcionar, ou seja, ser ativadas a qualquer tempo também por resolução do Tribunal Pleno.

Moções - Ao final da sessão, a decana do Tribunal de Justiça, desembargadora Sílvia Zarif, apresentou moção de aplausos pela passagem do 194º ano da Independência do Brasil na Bahia, ocorrida a 2 de julho de 1823.

Também parabenizou o desembargador Salomão Resedá pela iniciativa de “promover, tenho certeza, um dia único e inesquecível para 100 crianças e adolescentes de instituições de acolhimento de Salvador, ao levá-las para um passeio no metrô, na última quinta-feira, 29 de junho”.

As moções foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Pleno.