24.6.17

Nota da ANPR em defesa de Dallagnol é anti-democrática

Foi com Lula que o MP começou a se tornar mais forte e independente. Foi a partir de Lula que o primeiro da lista de votação passou a ser nomeado para Procurador Geral.

A nova história contada por alguns dos atuais procuradores, principalmente os mais novos, ignora tudo isso. Eles falam do MP como se ele fosse um ente que sempre teve superpoderes e cujo papel atual teria mais relação com a dedicação, a nobreza e a seriedade dos seus atuais membros.


E é isso que tem produzido ações ridículas como a nota que a Associação Nacional dos Procuradores da República produziu para defender um dos seus associados, Deltan Dallagnol, que foi questionado por ter palestras anunciadas por 30 a 40 mil reais num site de agenciamento.

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Clara Maria, irmã de Caetano e Bethânia, é enterrada em Salvador.

Foi enterrado na tarde deste sábado (24), em Salvador, o corpo de Clara Maria Viana Telles Velloso Barreto, filha de Dona Canô, e irmã dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia. Os dois artistas baianos estiveram no Cemitério Jardim da Saudade, onde foi realizada a cerimônia de despedida.

Clara Maria Veloso morreu, aos 85 anos, na sexta-feira (23), em Salvador, após passar mal, na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Ela deixa os filhos Maria e Jota Veloso, cantor e compositor baiano.

Segundo amigos da família, Clara Maria morava em Salvador e estava em Santo Amaro para passar os festejos juninos. A paciente foi atendida, inicialmente, no Hospital Santa Casa e transferida para o Hospital Português, na capital baiana, onde não resistiu e morreu.

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23.6.17

Há algo dentro de você. (Deepak Chopra)

Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos! Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificadas por eles.

Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.

A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.

A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse. Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo - a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição.

Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.

A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido.

O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.

Shakespeare não estava sendo metafórico quando disse: "Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos."

Você quer saber como esta seu corpo hoje?

Lembre-se do que pensou ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!

Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você"
(Deepak Chopra)

Abrace, ame e elogie, comece pelo mais simples.

Deepak Chopra Médico Neurocientista.

PSDB gastou R$ 10 milhões em bots.

Um estudo divulgado ontem (19) pela Universidade de Oxford, Reino Unido, detalha ao longo de 38 páginas como a política brasileira foi influenciada por bots na internet. Caso não saiba, bots são programas ou dispositivos que agem de maneira autônoma na internet — por exemplo, existem bots de contas falsas nas redes sociais, um dos pontos-chave nessa pesquisa.
Chamado de "Propaganda computacional no Brasil: Bots sociais durante as eleições", o estudo mostra alguns dados: o PSDB gastou cerca de R$ 10 milhões em bots em Facebook, Twitter e WhatsApp durante a corrida eleitoral de Aécio Neves no final de 2014. Após a derrota para Dilma Roussef, os bots do PSDB continuaram agindo, porém foram reprogramados para divulgar o conteúdo de páginas como "Revoltados ON LINE" e "Vem Pra Rua". No caso, o estudo diz que o Revoltados ON LINE contava com 16 milhões de bots do PSDB, enquanto o Vem Pra Rua tinha 4 milhões.
Na mesma época da corrida eleitoral, o PT também utilizou bots pró-Dilma Rousseff na internet. Contudo, "em uma escala muito menor". Enquanto os bots do PSDB alcançavam cerca de 80 milhões de pessoas, os bots do PT ficavam nos 22 milhões. O estudo ainda comenta que, após o fim das eleições, os bots comprados pelo PT foram encerrados em sua maioria — e algumas contas apenas replicavam programas do governo.

22.6.17

A Derrubada da República de Curitiba!

Por que Temer ainda não caiu?

Ato por Diretas Já em São Paulo. É a única solução legítima

Muitos se perguntam: por que, após tantas denúncias, ditadas e repetidas por fontes as mais diversas, e insuspeitas, como a voz dos ex-sócios, Michel Temer ainda não caiu, quando foi tão fácil depor a presidente Dilma Rousseff?
Como se sustenta um presidente sem apoio no voto, ungido ao poder por um golpe de Estado midiático-parlamentar (onde começa a desmilinguir-se seu mando), e desfrutando do desapreço da população de seu país, de quem foge, acuado, escondido no bunker em que foi transformado o Palácio do Jaburu?
Vários fatores podem, no conjunto, constituir uma resposta mais ou menos satisfatória. Mas, antes de mais nada, lembremos que, divergências secundárias à parte, mantem-se de pé a coalizão econômico-política montada lá atrás para assegurar o impeachment. O capital financeiro, o agronegócio, as igrejas pentecostais e suas representações no Congresso e nos grandes meios de comunicação, permanecem unificados em torno das ‘reformas’, eufemismo com o qual se designa o projeto, em curso acelerado, de regressão política, social e econômica do País, cujo alcance paga qualquer preço.
Para esse efeito, Temer é peça secundária, instrumento descartável a qualquer momento. E por que não é jogado ao mar como carga imprestável? Por que a troca de guarda coloca, entre várias outras questões (como a relativa apatia das ruas, o medo dos parlamentares em face dos seus ‘justiceiros’, e o ‘risco Lula’, etc.) dois problemas, para o establishment: um, o modus faciendi do descarte, que precisa respeitar, pelo menos nas aparências mais vistosas, as regras constitucionais, e, dois, a necessidade de que a substituição se faça em segurança, para que no lugar de Francisco se sente Chico, comprometido, como ele, com as ‘reformas’.
Por tais razões, nenhuma porta pode ser aberta, mesmo pela direita, sem o concurso, ora da Câmara dos Deputados (a quem cabe autorizar ou não o impeachment e a abertura de processo contra o presidente), ora do Supremo Tribunal Federal, que, para dizer o mínimo, deixa muito a desejar na sua letargia, no seu partidarismo, sempre atendendo aos movimentos dos cordéis comandados pelo poder.
Lamentavelmente, após um lento processo de corrosão (derivado em elevada potência do desastre do processo político-eleitoral em agonia), apresentam-se derruídas as bases morais e constitucionais dos poderes projetados pela soberania popular (e sobre todos reinam os poderes econômicos e mediáticos), pois estamos em face da falência de representatividade (donde perda de legitimidade) tanto do Legislativo quanto do Executivo – ambos, ademais, acusados de corrupção congênita.
Que dizer de uma Câmara dos Deputados presidida, até ontem, pelo presidiário Eduardo Cunha (hoje por Rodrigo Maia), ou de um Poder Executivo chefiado por Michel Temer, aguardando, em doce vilegiatura pela Europa, a denúncia por crime de corrupção com a qual lhe acenam a PGR e o STF?
Um de seus comparsas, em crise com a chefia, como quase sempre ocorre nos momentos de divisão do butim, resumiu bem, e com a autoridade que ninguém lhe nega, o retrato da organização criminosa: “metade está na cadeia e metade está no Palácio do Planalto”, sua caverna, sua toca.
O Judiciário, por seu turno, faz sua parte, seja como instituição, seja pelo comportamento de alguns de seus membros. Lento e parcial, contraditório em suas decisões (de que deriva a insegurança jurídica), desrespeita direitos amparados pela Constituição e invade áreas do Legislativo e do Executivo. Partidarizado, intervém no processo político, como ao não julgar a liminar sobre a proibição de Lula assumir a chefia da Casa Civil de Dilma Rousseff. Omitindo-se, ardilosamente, abriu, consciente e deliberadamente, o caminho de que as forças golpistas careciam para abrir caminho ao impeachment, do qual se fez coator.
Quando a todos nos parecia que o ridículo, o opróbrio, o inusual, o insuspeitável, o escandaloso teria sido esgotado pelo espetáculo de chanchada chinfrim oferecido pela Câmara dos Deputados na lamentável e cara (sabe-se agora, pelas delações premiadas, quanto de propina custou aquela votação!) sessão de 17 de abril de 2016, quando aceitou a denúncia contra Dilma Rousseff, eis que o julgamento, pelo TSE, do pedido tucano derrotado de desclassificação da chapa vitoriosa em 2014, se transforma em episódio lamentável.
Refiro-me evidentemente, ao comportamento do presidente da sessão (debochado, insolente, mal-educado, rompendo as raias do ridículo), o ainda ministro Gilmar Mendes, ministro do STF e do TSE, advogado militante, empresário do ensino privado, promotor de convescotes com homens de negócios e acadêmicos sem nomeada, assessor de réus que ora julga no tribunal eleitoral, ora julga no Supremo, e, finalmente, com sua família, fornecedor de bois para o complexo JBS.
Com sua falta de educação e contínua deslealdade diante de seus colegas, assusta um acomodado STF que, sem nervos e músculos para impor-se, recusa o dever de chamá-lo à ordem.
Esquece-se porém, o tribunal, que a História não julgará isoladamente este ou aquele ministro, este ou aquele juiz, mas sim o Poder Judiciário, como instituição.
A propósito, vários pedidos de impeachment de Gilmar Mendes foram apresentados ao Senado Federal. De um deles tive a honra de ser signatário (ao lado de Fábio Comparato, Sérgio Sérvulo, Álvaro Ribeiro da Costa e Celso Antônio Bandeira de Melo, entre outros) e do qual foi nosso patrono Marcelo Lavenère, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados. Nosso pedido foi convenientemente recusado pelo então presidente da Casa, o inefável senador Renan Calheiros e contra essa denegação os autores impetraram mandado de segurança junto ao STF. Caiu-lhe como relator o ministro Edson Fachin, que, por sua vez, considerou ‘inadmissível’ a medida. Desta decisão foi impetrado agravo interno que espera julgamento pelo plenário.
Diante desse quadro de crise sistêmica, que nos resta como ‘saída’? A alternativa do impeachment do presidente, que o genro de Moreira Franco não deixa andar (entre outros dorme em suas gavetas o pedido formulado pelo Conselho Federal da OAB), contém, tanto o defeito da morosidade, quanto o de depender da atual Câmara dos Deputados e do atual Senado Federal, dominados, majoritariamente, pela aliança da corrupção deslavada com o baixo clero, e um “centrão” tomado por conservadorismo mais que reacionário. O provável pedido do STF, de autorização para processar Temer, padece da mesma dependência, no caso a prévia licença da Câmara.
O atual Legislativo (confia-se que o STF, não obstante tudo, não lhe siga as pegadas) é a guarda pretoriana do presidente, surdo à voz das ruas, já que os interesses que defende e preserva não coincidem com os interesses de seus supostos representados, pois, falam as pesquisas de opinião de todos os institutos especializados, a quase unanimidade da população repudia o atual governo e defende sua defenestração.
O tucanato, agente decisivo no golpe e base fundamental da sustentação do governo, mesmo agora, vem à luz do dia propor a renúncia de Temer seguida de imediata convocação de eleições gerais, ou seja, a antecipação do pleito de 2018. Não se sabe se FHC já combinou o jogo com Temer, e muito menos com os titulares de mandatos eletivos espalhados Brasil afora, do Senado às câmaras municipais, pois, se é, na atual ordem constitucional, impossível reduzir esses mandatos, a efetividade da proposta passa a depender de uma renúncia coletiva. É preciso acreditar em duendes para apostar em tal evento. Em um ponto, todavia, todos estamos de acordo: o Congresso, que não tem legitimidade para promover reformas tão profundas como as exigidas pelos donos do dinheiro, surrupiando do povo direitos conseguidos há décadas, também não tem legitimidade para eleger o eventual substituto de Michel Temer.
De uma forma ou de outra, há uma evidência: esse governo precisa ser removido e substituído por outro, esse emanado do voto popular. A solução, pois o País não pode permanecer imobilizado quando cresce e se aprofunda o projeto de sua desconstrução, volta-se para a saída de Temer e a convocação, mediante emenda constitucional, de eleições diretas para sua sucessão, de sorte que essa sucessão, não sendo apenas uma troca de seis por meia dúzia, segundo o gosto das classes dominantes, seja a segurança da retomada do desenvolvimento, da defesa nacional, da recuperação dos direitos sociais e trabalhistas.
Eleições diretas não são um fetiche, uma panaceia, mas, sim, a única oportunidade que ainda temos de devolver legitimidade à Presidência da República, mormente quando, sabidamente, só um dirigente legitimado pela soberania popular terá condições morais e políticas de comandar, com o conjunto da sociedade, a árdua tarefa de recuperação política e econômica do País. Qualquer outra tentativa de saída simplesmente aprofundará a crise que continuará crescendo como um insaciável Moloch, para um dia, sem controle, nos devorar.
O povo novamente nas ruas, a rebeldia de nossa gente, a insatisfação transformada em pressão popular, podem – e devem – construir as condições objetivas para a saída do impasse. Daí a importância da unidade dos movimentos populares, a começar pela unidade do movimento sindical, convergindo para uma grande e ampla frente nacional pelas Diretas Já. 
Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia.

Em gravação, Zé Dirceu manda recado e diz, “é hora de buscar novos caminhos”.

Uma gravação distribuída hoje à tarde através de mensagem pelo whatssap, o ex-ministro Zé Dirceu mandou um recado a militância. Com voz calma, ele fala em estar resistindo e aprendendo sempre.

“Companheiros amigos, companheiras amigas, é o Zé Dirceu. Estou aqui hoje com a companheira Denildes, recomeçando, tocando a vida. Mas como sempre resistindo, lutando, de pé e firme, aprendendo sempre, com humildade, mas ao mesmo tempo procurando encontrar novos caminhos. É hora de buscar novos caminhos.

Eles na mão nos tiraram do governo. Nós não devemos ter ilusão nenhuma, nós precisamos ocupar as ruas desse país, nós precisamos conversar como o povo. E nós precisamos reconquistar aquilo que nós ganhamos quatro vezes democraticamente, legitimamente, que é o governo do Brasil.

Um abraça a todos”.


A informação é a de que o áudio foi gravado hoje, 22.

AMASE repudia declarações de Gilmar Mendes.

ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE SERGIPE - AMASE.
NOTA DE REPÚDIO ÀS DECLARAÇÕES DO MINISTRO GILMAR MENDES.

A Associação dos Magistrados de Sergipe – AMASE, instituição que tem por escopo zelar pela defesa das garantias e prerrogativas da Magistratura de Sergipe e de seus Membros, vem a público REPUDIAR as impróprias e infundadas manifestações proferidas pelo ministro Gilmar Mendes durante o Seminário do Grupo de Líderes Empresariais ocorrido hoje, 19/06/2017, no Estado de Pernambuco.
Inicialmente, a AMASE reafirma a plena confiança de que a Magistratura Nacional, em especial a Sergipana, reconhece o valor do princípio constitucional democrático e o da independência harmônica entre os Poderes, de modo a afiançar que seus membros prezam pela atuação funcional nos estritos limites do que permite e prescreve a Constituição de 1988, sem se imiscuírem indevidamente em questões que não sejam da alçada do Poder Judiciário. Nesse sentido, a AMASE lamenta profundamente que o senhor ministro Gilmar Mendes, em um evento transmitido on-line pela rede mundial de computadores, cogite genericamente, sem apontar um fato específico sequer, que a atuação de Magistrados e Magistradas possa eventualmente comprometer o Estado Democrático de Direito, sobretudo em um momento histórico em que as condutas antirrepublicanas de diversos maus gestores públicos têm sido exemplarmente sancionadas pela tempestiva atuação do Poder Judiciário. 
A AMASE, ainda, entende não ser coerente a manifestação de preocupação do ministro Gilmar Mendes com a preservação de valores democráticos e com a defesa do erário público, na medida em que, na condição de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, adotou, sem o necessário debate, medidas administrativas que enfraquecem a atuação Justiça Eleitoral nos municípios de todo o país, bem como por defender projeto legislativo (o da nova lei de “abuso de autoridade”) que objetiva impor restrições à independente atuação das instituições responsáveis pela investigação e punição dos que praticam atos de corrupção, conforme diálogo telefônico mantido com determinado investigado e que foi amplamente divulgado pela imprensa.
Por fim, a AMASE entende que qualquer cidadão tem o direito constitucional à livre manifestação de pensamento, mas esse direito, assim como qualquer outro, não tem caráter absoluto e, em se tratando de integrante do Poder Judiciário, deve ser exercido não acima, mas com submissão à Constituição e à Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

Aracaju, 19 de junho de 2017.
FERNANDO LUÍS LOPES DANTAS
Vice-Presidente da AMASE (no exercício da Presidência)

ROBERTO ALCÂNTARA DE OLIVEIRA ARAÚJO
Vice-Presidente Secretário Geral

SÉRGIO MENEZES LUCAS
Vice-Presidente de Relações Institucionais

ROSA GEANE NASCIMENTO SANTOS
Vice-Presidente de Patrimônio e Finanças.

Padilha denuncia cancelamento de atendimentos no Hospital do câncer.

Obras de transposição serão retomadas na segunda-feira.

Em audiência com a presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, senadora Fátima Bezerra, o ministro da Integração, Helder Barbalho, informou, nesta quarta-feira (21), que as obras do eixo norte da transposição do Rio São Francisco vão recomeçar na próxima segunda-feira, quando serão instalados os canteiros de obras. Ele estimou a entrega da obra já para o início de 2018. O ministro elogiou a iniciativa da CDR de realizar a Caravana das Águas, que teve um importante papel de sensibilizar o Judiciário. 

A ordem de serviço para retomada das obras do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco foi assinada na terça-feira, após a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, cassar a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que, em abril, paralisou a licitação para as obras do Eixo Norte.

As obras da Transposição estavam paralisadas no trecho entre os municípios de Terra Nova/PE e Jati/CE, impedindo que as águas chegassem ao RN, já que os dois ramais que contemplam o estado dependem da conclusão do eixo norte. “A obra do São Francisco tem um valor social e humanitário. Por isso, além da retomada da obra, nós queremos celeridade e que as construções complementares sejam asseguradas. Queremos que o sonho do nordestino se transforme em realidade, traduzido em dignidade e cidadania”, disse a senadora Fátima Bezerra.

Fátima acordou ainda com o ministro, que no dia 2 de agosto ele apresentará, na CDR, o calendário das fases da obra do eixo norte, Helder Barbalho informou ainda à senadora que fará visitas técnicas ao empreendimento no próximo dia 30.

A Caravana das Águas – uma iniciativa da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, que contou com o apoio das Assembleias Legislativas da Paraíba e do Rio Grande do Norte – realizou visitas técnicas às obras paralisadas do eixo norte e audiências públicas entre os dias 19 e 20. A Caravana percorreu os estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, além do Rio Grande do Norte, e contou com a participação de parlamentares das bancadas federais e membros dos legislativos estaduais e municipais dos estados envolvidos, prefeitos, Igreja Católica, OAB, trabalhadores rurais, empresários e outros representantes da sociedade civil organizada.

Obras complementares
Durante o encontro, a senadora Fátima Bezerra entregou a carta assinada pelos participantes da Caravana das Águas, bem como as cartas do “Pacto do Oeste Potiguar pelas águas do São Francisco”, a “Carta do Seridó e a “Carta de Cajazeiras”, que pedem a construção do Ramal do Apodi, a finalização das obras da barragem de Oiticica e de Caiçara e a criação do programa de revitalização da bacia do “Velho Chico”. 

Fátima adiantou também que a CDR e a bancada do Rio Grande do Norte apresentarão emendas ao Orçamento da União de 2018, para que as obras do ramal do Apodi saiam do papel. “As águas do São Francisco precisam chegar em todo o Rio Grande do Norte, não adianta chegar apenas pela metade. O ramal do Apodi levará água para mais de 60 municípios do médio e alto Oeste do estado”, afirmou.

As águas do Rio São Francisco contemplarão o Rio Grande do Norte por meio de dois ramais, que beneficiarão todo o estado. Com a perenização do Rio Piranhas/Açu, as águas chegarão à região do Seridó. Já pela construção do Ramal do Apodi, será resolvido o problema de falta de água dos municípios do médio e alto Oeste, incluindo a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, Mossoró. Isso tudo com o desvio de apenas entre 1 e 3% das águas do Rio São Francisco.

Nos olhos do jovem arde a chama. (Por Durval Ângelo)

O governador Fernando Pimentel autorizou, na quarta-feira da semana passada (14), durante solenidade no Palácio da Liberdade, a doação de um imóvel em Belo Horizonte para a criação da Casa do Estudante Mineiro. Mais do que garantir sede própria à União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) e à União Colegial de Minas Gerais (UCMG), a iniciativa carrega imenso significado ao simbolizar a devolução da sede dos estudantes mineiros, tomada pela ditadura militar.
Em um pronunciamento emocionado, Pimentel ressaltou tratar-se do resgate de uma dívida histórica com os movimentos estudantis do Estado, atitude que demonstra o caráter democrático do atual governo de Minas. Postura diferente não se poderia esperar de um governador cuja militância nasceu na organização dos estudantes na resistência ao regime militar, sobretudo a partir das mobilizações de 1968.
A importância do gesto foi bem definida pela presidente da UEE, Luana Ramalho: “Foi cicatrizada uma ferida aberta, desde a ditadura militar, para o movimento estudantil em Minas”. A dirigente atribuiu a conquista à luta travada, durante décadas, por várias gerações, a qual levou até mesmo à criação de um movimento: o UEE de Volta pra Casa.
A devolução da sede ocorreu em um momento especial, quando se realizava em Belo Horizonte o 55º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que reuniu mais de 10 mil jovens no ginásio do Mineirinho. O encontro foi uma espécie de vitrine para todo o país do papel fundamental mais uma vez protagonizado pela juventude de esquerda na defesa da democracia brasileira.
Como afirmou a nova presidente da entidade, Marianna Dias – eleita durante o encontro –, o recente golpe que alijou do poder um governo legítimo colocou a UNE novamente no front de resistência. Mais do que isso, paradoxalmente, fortaleceu o movimento estudantil, ao uni-lo em torno de uma bandeira comum: a realização de diretas já.
Ao completar 80 anos de existência, a UNE está nas ruas com a tarefa de mobilizar o povo brasileiro para que pressione até a queda do governo ilegítimo de Temer. Para tanto, já convocou greve geral para o próximo dia 30 e organizará manifestações em todo o país. Em uma amostra de sua força, ao término do congresso, os estudantes saíram às ruas de Belo Horizonte, reunindo em um grande ato público cerca de 100 mil pessoas.
Obviamente, o fim do retrocesso e o resgate de nossa democracia dependem da atuação em várias frentes, seja na esfera da política institucional, seja na judiciária, da soberania nacional, ou da mídia, dentre tantas outras. Mas ninguém duvide que é da mobilização nas ruas que virá a maior mudança, e nesse processo o protagonismo da militância estudantil faz-se imprescindível.
Já no século XIX o célebre escritor francês Victor Hugo constatava: “Nos olhos do jovem arde a chama. Nos olhos do velho brilha a luz”. É essa energia da juventude, força motriz da sociedade, que acionará o motor da transformação em nosso país.

Por Durval Ângelo.

A UNIDADE SE FAZ NA POLÍTICA E NA PRÁTICA.

Vivemos um momento decisivo na política brasileira, a conjuntura desencadeada pelo golpe de estado nos exige maturidade e resistência aos ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo pelo governo golpista de Michel Temer, juntamente com o Judiciário, Polícia Federal, Ministério Público e com o apoio da grande mídia. Nesse sentido a esquerda brasileira tem um grande desafio, que é saber construir uma grande unidade programática e através dela traçar o melhor caminho da disputa estratégica em prol de uma sociedade mais igualitária. É aprender com muita maturidade política, que as nossas diferenças devem ser colocadas para ajudar a se construir uma nova síntese que norteará qual o caminho iremos caminhar.
A União Nacional dos Estudantes completa 80 anos e traz consigo diversas lutas históricas, não temos dúvida nenhuma do importante papel que essa entidade cumpre não só na vida dos estudantes, mas também em toda a sociedade em geral. A rica pluralidade em sua composição e o fato de ser um espaço ocupado por jovens, faz pesar a responsabilidade sobre o que queremos de novo na política. Se a esperança do novo está nas mãos da juventude, que seja ela a vanguarda desse novo período, que sejam esses sujeitos que demonstrem que apenas o discurso vago longe da prática não nos levará a lugar nenhum.
É nesse sentido que o 55o Congresso da União Nacional dos Estudantes, se configurou como uma oportunidade importante de demonstrar o necessário equilíbrio entre a unidade e o franco debate entre as organizações de esquerda, que perpassou por identificar o nosso inimigo principal, estabelecer um consenso programático mínimo, construir unidade na ação e debater as divergências. E o resultado disso, foi a construção de uma chapa da Frente ampla, uma chapa de unidade, construída por forças políticas que compreenderam que o momento político que estamos vivendo requer mais de nós, que a unidade deve ser feita na POLÍTICA e na PRÁTICA, e que derrotar o nosso inimigo principal nesse momento é crucial.
Somos Frente Brasil Popular, pois a unidade é a bandeira da esperança!!!

Por Taíres Santos.

A direita é estupida! (Por Henrique Abel)

Existe uma parcela considerável da direita brasileira que é tão estúpida, mas tão estúpida, que ela promove e celebra as esquerdas sem nem ao menos perceber o que está fazendo.

Como isso é feito? Bem simples.

Alguém critica o machismo. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém critica a desigualdade social. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém critica a violência policial e a repressão contra manifestantes. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém critica uma desocupação feita à noite, com bombas de gás, contra idosos e crianças pobres. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém reclama da falta de investimentos no ensino público. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém alerta para os perigos dos discursos de ódio. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém manifesta sua preocupação com a pobreza, com os sem-teto, com crianças carentes e com os excluídos pela lógica do mercado. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém fala em compaixão, sensibilidade social e dignidade da pessoa humana. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém clama pelo fim dos preconceitos raciais, de gênero ou de orientação sexual. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém fala em combater privilégios das elites por meio de um sistema tributário mais justo. Você chama a pessoa de esquerdista. 

Alguém diz que as mulheres não devem ser objetificadas e que é preciso acabar com a cultura do estupro. Você chama a pessoa de esquerdista.

Se isso não é canonizar e santificar as esquerdas, não sei o que seja. Todo sentimento bom e nobre, toda aspiração civilizada e toda a aspiração idealista por justiça é gratuitamente dada de presente à esquerda, como se fossem marcas registradas e exclusividades desta.

A esquerda não é santa nem imaculada, assim como não o é nenhuma coletividade ou instituição humana. O problema é que, no Brasil, a direita faz absoluta questão de deter o monopólio da ruindade - e se orgulha disso!

Por Henrique Abel.

Lara participa de reunião com Jackson Barreto.

No início da tarde de quarta-feira (21) a prefeita Lara se reuniu com o governador Jackson Barreto em Aracaju. 

Participaram do encontro o secretário estadual de Saúde, Almeida Lima, e prefeitos dos vales do Cotinguiba e Japaratuba. 

Em pauta, o pedido de Lara e demais gestores para que o governador encontre uma solução para a situação da maternidade de Capela.

Dentre os pedidos, segundo Lara, está o aumento da equipe de obstetras para que a maternidade não precise fechar de vez. 

"Ela está funcionando, porém, atendendo pouco porque não têm os plantões todos preenchidos pelo profissionais", enfatizou a prefeita. 

Segundo o secretário da saúde de Japaratuba, Manoel dos Santos (Ninho da Saúde), que acompanhou a prefeita Lara [durante a reunião], funcionamento da maternidade é de extrema relevância para a região.

"Maternidade não pode fechar, por ser de extrema importância para comunidade de Vale do Cotinguiba", ressaltou Ninho.

Solidariedade com a Carta Capital.

Assine Carta Capital

21.6.17

Gilmar Mendes pode muito, mas não pode tudo. (Por Dr. Fernando Dantas)

Entre caretas (muitas e... deixa para lá) e pausas retóricas (exageradas quanto ao número e à duração), Gilmar Mendes se desespera ao perceber que o Supremo Tribunal Federal, ao que tudo indica (dois já votaram neste sentido, sendo que outros tantos, nos debates, já revelaram seus entendimentos), irá reconhecer que ele (Gilmar Mendes) não vai poder rever a delação homologada pelo relator Fachin.

Gilmar Mendes não se conforma com o fato de que cabe ao titular da ação penal, no caso o Procurador Geral da República, ajustar, nos limites permitidos pela legislação que rege o tema, o conteúdo dos acordos de delação, restando ao relator (que providencialmente não é Gilmar Mendes) analisar apenas se foram observados os requisitos legais para a elaboração do ajuste.
Durante o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo ATÉ, Gilmar Mendes já invocava para si a paternidade daquela ação (eleitoral). Agora, no julgamento da delação, quer relatar o que não lhe cabe e, mais que isso, quer subtrair do Mistério Público suas competências constitucionais. 
Parafraseando o próprio Gilmar Mendes (que assim se referiu ao Procurador Geral da República), Gilmar Mendes pode muito, mas não pode tudo.


Ps.: não estou comentando a decisão de um magistrado, pois Gilmar Mendes não votou. Manifesto-me acerca de um comportamento público de um ministro do STF, pois isso a Constituição me permite e a LOMAN não me veda.

Por Dr. Fernando Dantas - Vice-presidente na empresa Amase - Associação dos Magistrados de Sergipe e Judge na empresa Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe.

Um país doente.

"Apenas em um país profundamente doente, um deputado é flagrado recebendo uma mala de dinheiro e permanece solto;
Apenas em um país profundamente doente, um senador da República é flagrado combinando propina e permanece em liberdade;
Apenas em um país profundamente doente, o presidente é flagrado em evidente prevaricação e permanece presidente;
Apenas em um país profundamente doente, existem partidos e políticos que se dispõe a defender o deputado da mala, o senador da propina e o presidente da prevaricação."

Marcelo Calero - ex-ministro da Cultura.

Deputado Zarattini defende a liberdade de Aécio.

O deputado federal Carlos Zarattini (SP), líder do PT na Câmara, criticou nesta terça-feira, 20, os petistas que torcem para que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB) feito pela Procuradoria-Geral da República. "Vi vários do PT torcendo pela prisão dele, Isso é um equívoco. Não podemos torcer por um ataque sem nenhum princípio às pessoas" .Na avaliação de Zarattini, uma eventual prisão só poderia ocorrer em dois cenários. "Ele é um senador. Sendo assim, só poderia ser preso se fosse em flagrante ou se estivesse cometendo um crime continuado. Aquela acusação de que Aécio estaria obstruindo a justiça por estar em uma reunião fazendo política não faz sentido. Pelo amor de Deus...
Fazer política não é crime continuado", avaliou.

A perseguição a Lula.

Tá na internet: o corrupto e o corruptor.

Só existe corrupto porque existe corruptor . 

A corrupção é o meio mais efetivo que o mercado tem para controlar a política e através  da política controla a população .

Você é escravizada , eu sou escravizado , nós todos somos .
Quem você acabou de dizer que não merece ser preso , representa quem controla 99% 
da população global ; isto mesmo , 1% controla 99% , em regime de servidão.

Os políticos não são a raiz do problema, isto a mídia quer que você acredite. A raiz do problema são os empresários que colocam o capital acima do ser humano .

As reformas que você é contra , não foram ideias de políticos , foram ideias de empresários .
Os congelamentos na saúde e educação , também não foram ideia de políticos .
Se taxasse as grandes fortunas , dos megaempresários não precisaria congelar nada e muito menos fazer reformas .

Você acha que os empresários querem perder suas mordomias e privilégios ?

— não! não querem !

E os políticos estão lá , colocados por eles , para nunca deixar isto acontecer . 
E a mídia está ativa , controlando a massa , para alienar e não deixar ver quem são os grandes responsáveis .

A mídia e o mercado são sócios , e por regra , sócios não brigam.

Tempos difíceis em nosso país. (Por Euclides Tavares)

Estamos vivendo tempos difíceis no nosso país. Acredito que a crise é mais política do que econômica. 
Mas a história se repete meus amigos. Sempre que um governo implementa políticas públicas para atender aos interesses das camadas mais populares, a elite reage ferozmente contra esse tipo de governo. Eis aqui alguns exemplos:
Durante a República Romana Tibério Graco foi assassinado, pelos senadores, simplesmente porque propôs uma reforma agrária, com o objetivo de conter a crise dos pequenos agricultores e o êxodo rural. Esse mesmo senado, mais tarde, fez uma aliança com os militares, a fim de manterem seus privilégios e combater a reação popular. Era o fim da República Romana.
Na França, com medo de que os Jacobinos retornassem ao poder, os Girondinos fizeram uma aliança com Napoleão Bonaparte, que assumiria o poder e com as forças das armas, afastava de vez a ameaça jacobina e popular e garantia os privilégios da elite Girondina. Esse acordo se tornou real com o Golpe 18 Brumário em que Napoleão assume o poder na França e garantiu as conquistas burguesas.
No Brasil da década de 1960, após a conturbada eleição de Jânio Quadros e logo depois a sua renúncia, o país mergulhou em a crise sucessória em torno do vice João Goulart, que na época era ligado ao PTB, partido criado por Getúlio e tinha como meta a garantia dos direitos dos trabalhadores.
As classes conservadoras não queriam de jeito nenhum Jango na presidência.
Após uma breve experiência parlamentarista, o povo decide através de um plebiscito o retorno ao presidencialismo.
Jango assume com plenos poderes e anuncia  às Reformas de Base, nesse momento a elite mais conservadora desse país, representados pela highsocity de São Paulo, pela ala conservadora da igreja católica, pela alta burguesia e pelos militares reagiram a possibilidade de reformas populares ser implantadas no Brasil. O medo de perto privilégios era grande, então com o apoio da imprensa golpista da época, incluindo as organizações do senhor Roberto Marinho e com o apoio irrestrito de Washington, o Golpe Militar aconteceu e mergulhados em mais de duas décadas de uma ditadura infame e sanguinário.
Portanto, meu caro leitor, estamos vivendo um momento tão delicado quanto os que viveram na década de 60 e com um agravante, a possibilidade de um extremista assumir o poder. Diante da história precisamos assumir o nosso papel e lutar, nas mais diversas frentes para que o mal não se repita.

Euclides Tavares - Professor de História.

CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS DE HOJE. Dom Hélder Câmara)

Se eu aprender inglês, espanhol, alemão e chinês, e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem minhas palavras.

Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, frequentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.

Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimentos de minha região e fugir para férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.

Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da moda, e não me lembrasse de que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pés no chão e se cobrem de molambo, sou apenas um manequim colorido.

Se eu passar os fins de semana em festas e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta a margem da história, não sirvo para nada.

O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera a injustiça nem as desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça, com as armas do amor.

O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso, é o AMOR.

 Dom Hélder Câmara.

Tá na internet: ainda dá tempo de ensinar a eles. (Samuel Maia)

Eu sempre quando trabalho Marx em sala de aula puxo para o estudo da "Ideologia alemã", mas esse ano tive uma necessidade imensa de voltar a trabalhar o Capital. 
É inadmissível que tenhamos uma geração inteira que não compreende a importância da luta, que não se reconhece como proletariado, que não percebe que é explorado. 
O seu diploma, a sua pós não te faz membro da elite. Você não é diferente do gari, da empregada doméstica, do pedreiro. Você apenas vive numa grande ilusão social.
Elite não parcela a compra de um carro em 60 meses, a casa em 20 anos.
Elite não utiliza o FGTS para se sustentar em caso de desemprego, muito menos precisa de seguro desemprego. Elite não conta moeda no final do mês e não briga em aniversário de mercado pelo litro de óleo. 
Não importa se você tem um cargo de chefia com carteira assinada numa grande empresa ou é um micro empresário que precisa, volta e meia, de empréstimos para manter sua empresa. A diferença entre você e a auxiliar de serviços gerais que você despreza porque limpa o banheiro da sua empresa é que ela tem consciência da exploração em que vive. 
A luta, a greve não é algo de esquerdopata, de petralha. A luta é um direito legítimo do trabalhador para manter a sua dignidade num sistema opressor como o sistema neoliberal.
Mas você só luta quando entende seu verdadeiro lugar na pirâmide e, não tenha dúvida, você está bem na base da pirâmide.
Entenda que se você está criticando aqueles que estão lutando pela manutenção de um direito seu só demonstra o quanto está alienado.
Afinal de contas, o capitão do mato também era explorado e escravo.

Por Samuel Maia - Professor.

Eles estão famintos. (Por Tânia Mandarino)

O capitalismo está faminto. Esta urrando de fome e sede e tentará nos render a qualquer custo, pois sabe que sem nossas reservas energéticas e aquíferas morrerá à míngua. O capitalismo quer devorar à força o que nos resta  e  chantageia os Povos com a promessa de uma hecatombe, caso nos neguemos a satisfazê-lo. Se alimentando de nossa angústia, o capitalismo agoniza em seus estertores espumantes de fluídos compostos de sangue e lágrimas feito a besta do apocalipse que quer levar o mundo consigo para o abismo antes de sua destruição final. O capitalismo é o demônio da ambição infinita que vagueia pelos quatro cantos da terra a procura de tudo o que possa satisfazer a sua fome atroz de corpos e almas humanas que lhe prestem reverência. Eu quero que o capitalismo exploda em milhões de raios atômicos de seu próprio Armagedom e que engula a si mesmo em sua autofagia voraz e que, engolindo-se, engasgue-se implodindo depois da explosão e dando origem às chamas eternas, purificadoras e predecessoras da existência de um novo céu e uma nova terra de seres em comunhão que, vejo, outro nome não tem que não SOCIALISMO. 

Por Tânia Mandarino.

20.6.17

O OVO DO TUCANO (Por Carlos D'Incao)

Há 4 anos iniciava-se no Brasil um golpe de Estado.
Exatamente no dia 13 de junho de 2013 gigantescos protestos brotaram "do nada" por todo o país. Sua pauta formal: se opor à política e aos políticos tradicionais; seu lema: "Sem Partido".
Na verdade a pauta era uma oposição ao governo democraticamente eleito e seu lema era "Aécio Presidente!".

Ali nascia os grupos neofascistas como o MBL, os Radicais On-Line e o "Vem pra Rua!". Hoje não há mais segredos...
Todos recebiam e recebem dinheiro da corrupção tucana - como a Polícia Federal revelou em 2016 - e recebiam e recebem apoio (e logística) dos EUA - como Snowden e centenas de documentos do Wikileaks revelaram em 2015.

Naquele ano, por todo o Brasil, milhões foram para as ruas sem saber exatamente a razão disso. Uma histeria coletiva que teve como finalidade imediata o combate a uma Medida Provisória que regrava o papel do Ministério Público e do poder judiciário no Brasil e que deveria ter como "final feliz" a vitória de Aécio Neves como presidente em 2014.

Obtiveram êxito na primeira ação, quando Dilma retirou a Medida Provisória da pauta de um Congresso amedrontado e sob pressão da Globo e da Grande Imprensa. Mas não conseguiram eleger Aécio...

E os movimentos neofascistas, com um judiciário partidarizado à frente e toda uma Rede Globo de apoio, novamente instigaram o ódio no povo. Milhões foram às ruas contra Dilma e Lula.

Mas ainda lhes faltavam uma razão para o golpe...

E com o uso da microscopia, os sábios tucanos acharam uma "irregularidade" nas ação de Dilma. Ainda que fosse no seu governo passado... Era tudo o que tinham...
Ela havia atrasado repasses para os bancos pagarem os programas sociais e os recursos para a safra de 2014... E os bancos tiveram que adiantar esses valores do próprio caixa deles... Algo que todos os governantes do Brasil e do Mundo frequentemente fazem.
A isso os tucanos chamaram de "Pedaladas Fiscais".

"Pedaladas Fiscais"... Esse foi o termo mais usado pela grande imprensa no ano de 2015 até o Impeachment... Tiraram uma presidente democraticamente eleita e anularam 55 milhões de votos por essa razão...
Foi um golpe grotesco que fez o Brasil virar uma piada internacional, não apenas pela razão alegada, mas porque aqueles que assumiram o poder eram os maiores e mais conhecidos corruptos do país.

O povo que seguia alegremente o pato da Fiesp pensava que com a saída da Dilma a prosperidade e a honestidade iriam reinar...

Um ano depois do golpe o desemprego subiu de 12 para 20 milhões de brasileiros, 40 milhões vivem na informalidade, os golpistas congelaram os gastos da área social por 20 anos, aprovaram a Lei da Terceirização e - se tudo correr como desejam - acabarão de vez com a CLT e com a Previdência ainda nesse mês. 

E a corrupção? Sem comentários...

Mas nem tudo foi ruim: o governo manteve (e ainda mantém) os juros altos, para a alegria dos rentistas... e fizeram um novo Refis para a Fiesp, anistiando os grandes empresários de até 90% de suas dívidas tributárias e mais: parcelou o resto de suas dívidas em até 180 vezes...
No fim, o pato não pagou o pato... Quem pagou foi o povo... Seguidor ou não do pato...

Em 2013 foi gerado o "ovo do tucano", versão brasileira do "ovo da serpente". O "ovo da serpente" gerou Hitler. O "ovo do tucano" gerou Bolsonaro...

Mas o "ovo do tucano" têm mais méritos... pois também gerou o maior caos político e a maior depressão econômica da História das Repúblicas Modernas; um nível de promiscuidade entre o público e o privado jamais visto e, por fim, uma queda livre nas esperanças de todo um povo... queda esta que parece não ter fim...

Caso haja o restabelecimento de uma mínima sanidade e estabilidade política nesse país ficarão algumas lições... Entre elas destacaria hoje duas: 
1 - Nunca, nenhuma mudança positiva para o povo brasileiro jamais será apoiada pela Rede Globo; 
2 - Enquanto existir o PSDB não haverá seguridade na soberania de nosso país. Os tucanos são mais que neoliberais, são neo-entreguistas..."

Por Carlos D'Incao - historiador.