27.7.17

Tá na internet: MST ocupa o terminal de carga da Ferronorte.

O governador do Moto Groso, Pedro Taques, ao debater a expansão da FERRONORTE, ferrovia que depois de pronta deve ligar o estado a Alagoas, passando por Lucas do Rio Verde e Cuiabá, afirma ser este um sonho antigo dos Mato-grossenses (desde a década de 1970). Ele apenas se esquece que era um sonho voltado para a melhoria da qualidade do transporte das pessoas, e não cortar o estado com ferrovias para gerar mais riquezas aos proprietários do agronegócio.

O ministro Blairo Maggi ao apresentar a perspectiva da licitação da Ferrogrão (estimado em 10 bilhões de reais), representa unicamente o interesse das principais empresas que fazem negócio com a comercialização de grãos, incluindo a própria AMAGGI, além de CARGIL, ADM e BUNGE e outras.

A ferronorte, e a ferrogrão integram uma demanda de 04 ferrovias que ampliará o escoamento da soja produzida no Mato Grosso, o que não significará aumento da arrecadação do estado, pois o setor que será contemplado com esse investimento é o mesmo setor que nos últimos 17 anos recebeu quase 40 bilhões de reais em isenções. E a justificativa do aumento de trabalho não se viabiliza, já que segundo a COSAN em 12000 (doze mil) quilômetros de ferrovia a mesma gera apenas 12000 (dose mil) empregos.

Pensando no desenvolvimento do agronegócio o estado fecha os olhos para a diversidade de problemas sociais e ambientais causados pelos transportes ferroviários de carga, como os impactos amplamente denunciado pela articulação Justiça nos Trilhos, em relação ao trem da Vale.

Entendendo ser injusta a relação de promiscuidade entre o agronegócio e o estado, onde apenas as obras  de infraestrutura com objetivo de melhorar o desenvolvimento do setor tem prioridade em investimentos, em detrimento das regiões onde não se consolidou este modelo, e em prejuízo aos trabalhadores rurais e do serviço público, que vem tendo sistematicamente seus direito negados, principalmente aos reajustes salariais, e do uso de cargos público, seja no executivo ou no legislativo para atuar em benefícios próprio.

O Trancamento foi realizado a cerca de 7 km antes do Terminal Ferroviário da Rumo de Rondonópolis, considerado o segundo maior porto seco do Brasil.

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