14.10.16

Rui Costa entrega mais 460 unidades habitacionais em Teixeira de Freitas nesta sexta-feira.

Com investimento de R$ 27,18 milhões, o governo baiano entrega, hoje (14), às 10h, na cidade de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, mais um empreendimento residencial do Programa Minha Casa, Minha Vida, o Residencial Antônio Costa Filho, com 460 unidades habitacionais.

O evento, que será realizado na Rua Projetada 133, n° 100, no bairro de Colina Verde, contará com a presença do Governador Rui Costa.

13.10.16

Osvaldo Silva agora é uma estrela no céu.

Eu sou do tempo em que musico tocava para nos emocionar. Diferente de muitos de hoje que usam seus instrumentos para fazer barulho.
Pois não é que hoje eu fiquei sabendo que o meu amigo Osvaldo Silva, um dos melhores guitarristas que já vi tocar em minha vida, foi elevado ao céu. Fiquei surpreso com a notícia, pois essa é uma daquelas que nos deixa imensamente tristes. Por, agora, termos que conviver com a ausência da pessoa entre o nosso convívio, e por ter a certeza de que não mais teremos o prazer de ouvir, ao vivo, o som maravilhoso que ele tirava de sua guitarra.
Durante muitos anos, eu religiosamente, ligava para Osvaldo no dia de Natal. Esse era um habito que cultivei por um longo tempo. Eu pegava o telefone e ligava para muitos amigos que eu queria desejar uma boa festa e que presava entre aqueles que amo.
Osvaldo foi a pessoa que escolhi para colocar dois dos meus filhos para aprenderem a tocar guitarra. Eles desistiram logo. Acho que por terem descoberto que não era o que queriam para suas vidas. E o Mestre da Guitarra, enquanto os teve por perto, tratou-os como filhos.
Eu já tive bandas musicais. E em uma delas Osvaldo tocou. As viagens com ele eram uma diversão única. O cara fazia todos rirem. Tinha piadas de tudo quanto era assunto, mas as suas preferidas eram a histórias que vivenciará ou que ouviu falar dos músicos de Paulo Afonso. Ninguém ficava quieto. Osvaldo era um inquieto, era uma criança entre outras tantas.
Ele teve toda a oportunidade do mundo para ser um grande musico pelo Brasil. Mas, um problema em sua coluna o fez permanecer na cidade que era a sua morada. E, Deus preparou esse homem para ascender ao céu como uma estrela brilhante. Hoje, ao olhar para o alto e ver tamanha constelação de estrelas, veremos mais uma, e essa é a do meu amigo Osvaldo fazendo um som maravilho entre os anjos de fé.

Que Deus o recebe com um sorriso em seu rosto. Você é merecedor!

Em Aracaju o novo tem cheiro de naftalina.

Minha mãe já dizia, “naftalina é bom contra o mofo”. O produto caiu em desuso há muito tempo devido aos riscos de intoxicação aos seres humanos, que podem, facilmente, confundir o produto com uma bala e ingeri-la como algo palatável. Ele faz mal, que bem aos seres humanos. Por isso, tome muito cuidado. Atualmente, nem aqueles os museus, que acumulam coisas velhas, usam o produto. E seu cheiro, característico, identifica coisas em desuso.
Pois não é que em Aracaju o candidato Valadares resolveu, no segundo turno, usar a naftalina para tentar esconder o “novo” que se apresenta com cheiro de mofo. Com seu cheiro característico, o produto embalado pelo marketing, não conseguiu esconder as velhas figuras da política local com suas velhas práticas. E mesmo com embalagem “nova” o velho sempre vem.
Vejamos quem está com ele:
João Alves, atual prefeito de Aracaju. Esse prometeu transformar a cidade em quatro anos, mas está saindo enxotado pelo eleitor.
André Moura, deputado federal. Único Sergipano envolvido na Lava Jato. É também de crime de mando de morte. Líder no Congresso Nacional, é o responsável pela aprovação da PEC 241, que congelou os salários por 20 anos.
Michel Temer, presidente golpista. Em poucos meses acabou com o FIES, Proune, quer acabar com os Institutos Federais, entregou o Présal aos americanos, quer vender as hidroelétricas brasileiras e muita maldade ainda está vindo por aí.
João Carlos Machado, atual vice-prefeito de João Alves. Esse dispensa apresentação. Esse ano foi pego em uma gravação onde declarava que a roubalheira comia solta dentro da atual administração. Ele colocou os pingos nos “is” desnudando a forma que os atuais apoiadores de Valadares trabalham quando estão no poder.
Eduardo Amorim, esse é de Improbidade administrativa por Crimes da Lei de Licitações e captação ilícita de votos.
Alexandre Wendel, dono da Empresa de Pesquisas Única. É presidente da Fecomercio. Foi indicado pelo deputado federal Laércio Oliveira, que apoia o candidato naftalina em Aracaju.
Pois, são esses senhores, tutti buona gente, que se juntaram para apoiar a candidatura de Valadares Filho e que, se eleito, irão tomar conta da prefeitura de Aracaju. São as velhas raposas da política Sergipana juntas, dizendo que agora são o novo, mas exalando por onde passam o cheiro de naftalina no ar.

12.10.16

A garota frígida. (Do Livro: Quando o Amor Incomoda)

Já faziam dois anos que eu estava morando no apartamento da Avenida Getúlio Vargas em Paulo Afonso na Bahia. Todos os dias era, trabalho/casa, casa/trabalho. Eu até já tinha me esquecido de como era fazer sexo. Saia logo pela manhã, e a noite o cansaço me abatia. A rotina me levará a acostumar com banho, lanche, jornal na televisão e dormir no sofá. Mas, como vocês sabem, um dia sempre acontece algo diferente na vida de um pobre mortal abandonado. E foi isso que aconteceu.
Eu estava chegando em casa, e ao tentar abrir a porta do prédio, uma garota passou na minha frente. Foi o suficiente para ela esboçar um sorriso, e eu acordar daquela rotina, assim como um fosforo ao ser aceso. Ela parou mais a frente, sorriu novamente e eu dei uma piscadela com o olho esquerdo. Porque o esquerdo? Para registrar que sou militante de esquerda. Tu não é? E eu com isso? Seguindo a narração da história. Dois dias depois, novamente a garota apareceu no horário da minha chegada em casa. Muito tempo depois, fiquei sabendo que ela me esperava para suscitar os encontros. Foi quando no novo encontro peguei no braço dela com carinho. Ela sorriu. Uma semana depois estive em uma mercearia e lá a vi trabalhando. Ela olhou e me pareceu nervosa por minha presença naquele lugar.
Um dia depois estávamos namorando. Dois dias depois a intimidade já tinha se tornado mais apaixonante. E foi assim durante três anos e meio. Após este tempo, eu senti que o amor continuava vivo, mas a libido dela já não era mais o mesmo. Eu percebi que quando uma noite eu estava esperando o meu amor em casa e ela chegou quando o sol já se escondia por traz do prédio. O jantar já estava na mesa. Homem é romântico por natureza. Elas que sempre querem mais do que podemos dar. E naquele dia a mesa estava farta. Tinha pão doce, pão aguado, em outros locais conhecido como pão francês, café sem cafeína e manteiga. Queijo? Tinha! Mas só dava para uma pessoa. Adivinha para quem ficou? Se achou que foi para aquela linda garota, acertou. Nosso romantismo deve cativar essas mulheres sempre.
Passávamos dias juntos na sala vendo televisão. Filmes, shows e programas com informações culturais. Mas ela sempre teimava em ver novela mexicana. Eu sempre preparava algo para ela quando passarmos o tempo juntos: pipoca, picolé de saquinho, pão com manteiga bem assado. Coisas que a agradavam todas as noites. Depois, na hora de dormir nos deitávamos em colchões na sala e nos tocávamos como dois adolescentes em início de namoro. Foram tempos lindos que não voltam mais.
Tempos depois, ela começou a sentir muita dor de cabeça. E muitas das vezes que eu a procurava ela estava doente. Um dia, quando eu já não mais me aguentava de tanto esperar, e fiel que eu fui, encostei o meu corpo junto ao dela. A abracei com carinho, como sempre fazia, beijei-a com muito carinho e como ela não disse, naquela noite, que estava com algum problema, eu a toquei. Mas antes deixa eu contar uma coisa. Eu senti que algo estava errado. O meu amor não deu nenhum sinal. Estaria ela dormindo pouco provável! Eu a toquei, e nada. Continuei fazendo carinho e nada. É verdade, eu não demorei para perceber que a pessoa que eu tanto amava já não me amava mais. E aquela frigidez dela, não era nada mais do que a falta de sentimento que comungasse com o meu. Ela estava errada? Não! Eu errei ao insistir com ela? Provavelmente sim? Hoje, depois de muitos anos do ocorrido, somos grandes amigos. Vez ou outra quando a encontro eu brinco com ela e a chamo de frígida. E ela sempre diz que eu não soube conquista-la por mais tempo.


Dimas Roque.

11.10.16

A velha nova politica de João Doria Júnior.

HÁ DOIS ANOS, Maluf renegava sua condição de político em entrevista à Folha. Logo ele, um homem que infesta a política nacional desde o período jurássico. Viu sua fortuna crescer durante a ditadura militar, foi prefeito biônico da capital paulista e, após a redemocratização, se elegeu trocentas vezes para prefeito e governador em terras bandeirantes. Apesar de jurar não ser político, Paulo Maluf é o pai do malufismo – uma corrente político-filosófica conservadora que trouxe sua experiência na iniciativa privada para a vida pública e cunhou máximas gloriosas como “rouba, mas faz” e “estupra, mas não mata”.
Quando vi Bruno Covas, eleito vice-prefeito de São Paulo, comemorando a vitória ao lado de João Doria Júnior, tentei imaginar o que pensaria o avô ao vê-lo numa chapa que renega a política de uma forma ainda mais acintosa que Maluf, seu histórico rival. Covas, também engenheiro, talvez tenha sido o último sopro de social democracia do partido social-democrata e jamais demonizou a política. Arrisco dizer que ele repudiaria com vigor um candidato cuja principal marca de campanha foi a exaltação da sua carreira empresarial.
Doria está muito mais próximo do malufismo do que da social-democracia de Covas. Em um post de desabafo no Facebook, um ex-assessor seu afirma que Mário Covas não engolia o então secretário da Paulistur:

“Vomito quando vejo Dória falando de Mário Covas, que não o digeria. Mário entrava na sala de João, no Anhembi, batendo cinzas de cigarro no chão, por não aturar o executivo imposto pelo grande governador Franco Montoro. Covas não o suportava, e ele vem dizer que era amigo e que muito aprendeu com Covas.”

9.10.16

Investigado na Lava Jato, líder de Temer na Câmara quer eleger aliado na prefeitura de Aracaju.

Líder do governo de Michel Temer na Câmara, o deputado federal André Moura (PSC) tenta
 ampliar seus tentáculos em sua terra natal, Sergipe, para disputar o governo estadual em 2018. Para tanto, ele apoia na capital a candidatura do também deputado federal Valadares Filho (PSB), que disputa o segundo turno contra o ex-prefeito Edvaldo Nogueira
 (PCdoB). Na primeira fase da eleição, Edvaldo, que tem como vice Eliane Aquino (viúva do ex-governador Marcelo Déda, do PT), terminou em 1º lugar, mas com pouca distância em relação a Valadares Filho.

Embora seja aliado do candidato do PSB, André Moura ainda não apareceu no programa eleitoral
 e também não tem participado das atividades da campanha. Isso ocorreu porque Moura, alinhadíssimo a Eduardo Cunha, é o único político sergipano investigado na Lava Jato. Na última semana, ele foi incluído em mais um processo da operação pelo Supremo Tribunal
 Federal. A partir da denúncia do MPF, o ministro do STF, Teori Zavascki, determinou o desmembramento do caso em três novos inquéritos para investigação.
  
De acordo com o Ministério Público Federal, Moura é integrante de um “grupo criminoso
 organizado, comandado e articulado por políticos integrantes de diversas agremiações partidárias, com o escopo de viabilizar enriquecimento ilícito daqueles e de grupos empresariais, bem como financiar campanhas eleitorais, a partir de desvios públicos de
 diversas empresas estatais e entes da administração direta e indireta”.

No interior do Estado, o momento político para André Moura é delicado. A esposa dele,
 Lara Moura (PSC), foi eleita prefeita em Japaratuba, mas teve seu registro de candidatura indeferido e por isso não deve assumir o cargo. O atual prefeito de Pirambu, Élinho Martins (PSC), aliado de André, foi reeleito, mas também teve seu registro de candidatura
 indeferido. Por isso, a vitória de Valadares Filho na capital tem muita importância e função vital para o projeto político de Moura.

Os processos que pesam contra André Moura:

André Moura foi transformado em réu no Supremo em 2015, respondendo por crime de responsabilidade,
 quadrilha ou bando e improbidade administrativa. As denúncias recebidas por unanimidade pela segunda turma do Supremo envolvem crimes de apropriação, desvio ou utilização de bens públicos do município de Pirambu (SE), na gestão do então prefeito Juarez Batista
 dos Santos, no período de janeiro de 2005 a janeiro de 2007.

Moura foi prefeito da cidade por dois mandatos, tendo antecedido Juarez. Segundo a acusação,
 após deixar a Prefeitura, Moura teria atuado como "prefeito de fato" e continuou usando bens e serviços custeados pela administração municipal, como gêneros alimentícios, telefones celulares, veículos da frota municipal e servidores que atuavam como motoristas.

A denúncia aponta que a prefeitura pagou compras de gêneros alimentícios em estabelecimentos
 comerciais que foram entregues na residência e no escritório político do deputado.

Entre janeiro de 2005 e julho de 2007, o então prefeito de Pirambu deixou à disposição
 de Moura celulares, que também foram utilizados por sua mãe e irmã e que tiveram as contas pagas com recursos da cidade, segundo a acusação. Além disso, uma frota de veículos, com motoristas, teria sido designada para servir a fins particulares e políticos
 do hoje deputado.

As investigações sobre o caso começaram a partir da delação premiada de Juarez dos Santos,
 que procurou a Polícia Civil. O então prefeito contou que após ser eleito foi pressionado por Moura, que queria manter o controle da cidade.

Com isso, passou a indicar a maior parte dos secretários municipais e manteve carros
 e celulares da Prefeitura à sua disposição, além de fazer compras em mercados pagas pelo erário, indicar vários funcionários fantasmas, e receber repasses mensais da Prefeitura entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, conforme a acusação.

Nas eleições de 2006, Moura foi candidato a deputado estadual e, durante a campanha,
 segundo relato de Juarez dos Santos, as exigências ilícitas se agravaram. Moura teria encomendado repasse de R$ 1 milhão entre abril e setembro.

O prefeito afirmou que passou a receber ameaças que culminaram com troca de tiros que
 feriram o vigilante de sua casa, disparados por quatro homens encapuzados. Um inquérito no Supremo que tem Moura como investigado trata da tentativa de homicídio do vigia.

O outro inquérito que traz Moura como investigado aponta a suspeita de que ele fez contratações
 ilegais de empresas de comunicação quando era deputado estadual.