5.3.16

Moro e o “se colar, colou”.


Moro e o “se colar, colou”.

Sabe aquela frase “testando hipóteses”? Que foi dita por um certo senhor para justificar as versões divulgadas em um telejornal nacional. Pois bem, ontem o Juiz Sérgio Moro, parece que levou até as últimas consequências estes ensinamentos.
Pelo que já se sabe, não foram os procuradores, nem a policial federal que pediram a “condução coercitiva” para o ex-presidente Lula no dia de ontem, 04 de março de 2015. Um dia que será lembrado como aquele em que uma das maiores lideranças do mundo moderno, foi tratado da forma mais mesquinha possível. E, também, já está posto que a definição de retirar o líder de sua casa e o levar até o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, foi única e exclusivamente, do Moro. Ele chamou para si toda a responsabilidade do ato.
O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, Roberto Lima, auditor fiscal da Receita Federal e o delegado Igor de Paula, da Polícia Federal, nos deixou bastante informados das investigações. As palavras mais citadas durante a entrevista show foram, “provavelmente, pode ser e supostamente”. O que nos leva a crer que, eles andaram mesmo testando hipóteses com o Lula. Primeiro encontraram alguém para um crime. Depois foram em busca das evidências para depois determinar qual o crime que, supostamente, ele poderia ter cometido.
Levado ao aeroporto para que fosse tomado o seu depoimento, eles esperavam a negativa do Ex-presidente para assim o levar, segundo o despacho do Moro, coercitivamente até a Curitiba como um troféu a ser mostrado para jornais e revistas. Para isso, até um avião, divulgado pela própria imprensa, teria sido estacionado ao lado do hangar onde ocorreu o depoimento. Mas, eles não esperavam a reação da militância do Partido dos Trabalhadores, muito menos que em jornais, sites e TV´s, juristas e comentarias aparecessem para condenar o ato, que segundo Marco Aurélio, ministro do STF disse, “não me consta que o presidente da república, e poderia ser um cidadão comum, tenha se recusado a comparecer. Ou seja, não me consta aqui que o mandado de condução coercitiva tenha sido antecedido por um mandado de intimação para comparecer espontaneamente perante a autoridade”. Ou seja, o balão de ensaio, a hipótese testada, o se colar, colou, não deu certo e eles tiveram que retroceder no golpe.
Mas não se engane Lula, muito menos o Partido dos Trabalhadores, pois o justiçamento que vem praticando aqueles que criaram a operação lava jato, não vão se sentir derrotados. Muito pelo contrário, hoje, eles devem estar, como se diz no nordeste, envenenados de ódio porque não conseguiram o intuito de prender, humilhar e retirar o ex-presidente das eleições de 2018.

Para Lula, não há outro caminho que não seja o das ruas. Nelas ele é imbatível. E esse é o medo que tem a oposição.
Dimas Roque.

2.3.16

Secretaria de Administração está entregando o DIRF aos funcionários.

Os funcionários municipais de Canindé de São Francisco em Sergipe, já podem a secretaria de administração para retirarem o seu DIRF – Declaração de Imposto de Renda para Pessoa Física. O documento é necessário para que se possa fazer a declaração do Imposto de Renda.

O prazo de entrega das declarações de 2016 começaram ontem, 01. A Receita Federal espera receber este ano 28,5 milhões de declarações.

A entrega pode ser feita até as 23h e 59min e 59seg do dia 29 de abril. A multa para quem entrega a declaração fora do prazo é de 1% ao mês. O valor mínimo é de R$ 165,74, e o máximo é de 20% do imposto devido.

Quem declara.

É obrigado a declarar Imposto de Renda o brasileiro que, em 2015, morava no país e se encaixou em qualquer uma das situações abaixo:

Recebeu mais de R$ 28.123,91 de renda tributávelno ano (salário, por exemplo);
Ganhou mais de R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonteno ano (como indenização trabalhista);
Teve ganho com venda de bens (casa, por exemplo);
Comprou ou vendeu ações em Bolsas;
Recebeu mais de R$ 140.619,55 em atividade rural (agricultura, por exemplo) ou tem prejuízo rural a ser compensado no ano calendário de 2015 ou nos próximos anos;
Era dono de bens de mais de R$ 300 mil;
Vendeu uma casa e comprou outra num prazo de 180 dias, usando isenção de IR no momento da venda.

Não deixe para a última hora. Vá o mais breve possível e faça a sua declaração do Imposto de Rendo dentro do prazo legal.

Comunicação Canindé.

1.3.16

Não acontece nada com os crapulosos tucanos.

Falei em Fla-Flu, mas o jogo é Fla-Fla, só um time joga, dá pontapés. 

O resto apanha. Não acontece nada com os crapulosos tucanos. 

Podem roubar durante décadas nos trens de São Paulo, comprar votos, se meter em negociatas de um bilhão de dólares com refinarias argentinas e até roubar na merenda escolar.

Também podem, sendo políticos drogados de alto bordo, espancar mulheres, pois não serão queimados como outros. 

Vai dar pizza com Samarco e a privada Vale. São frutos tucanos. Eles podem até mesmo pretextar uso político quando são comprometidos em pensões e compras de apês na Europa para filhos — ou não —, fora dos casamentos exemplares, cujas mães foram perseguidas. 

O sub-relator da CPÍnfima do BNDES, o tucano Alex Baldy Cheio de M quer prender o Lula. Se ele for criminoso, tudo certo, mas, em nome da decência, prendam o Azeredo, a quadrilha no Paraná, os espancadores de esposas que são candidatos à Presidência da Ré-pública.

Não tá tranquilo nem confiável, Bin Laden. Tá Samarco e ChicunCunha.

Por Aldir Blanc é compositor na Central de notícias PEQUI BRAVO.

29.2.16

Rui vai à China destravar obras estruturantes para a Bahia.

A viagem da comitiva do Governo do Estado à China é destaque do programa Digaí, Governador! desta semana. Liderada pelo governador Rui Costa, a equipe viaja em busca de parcerias para concretizar os mais importantes projetos em áreas como infraestrutura e mobilidade na Bahia. De acordo com Rui, a ponte Salvador-Itaparica, o Porto Sul, a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Subúrbio de Salvador estão incluídos nas negociações.

“Nós vamos apresentar projetos estruturantes, investimentos na área de infraestrutura logística, na área de energias renováveis, na área de abastecimento e tratamento de água, porque eles também têm empresas que fazem investimentos nessa área. Vamos apresentar as possibilidades de investimentos na Bahia. Nós estamos otimistas, inclusive está no planejamento assinar protocolos de entendimento, [que] já [são] passos adiante para que essas empresas venham produzir aqui”, afirma o governador.

Confira!

Arte da Guerra.

Sun Tzu já dizia em a "Arte da Guerra". "Sem planejamento a derrota é certa. Organizados e mobilizados somos imbatíveis!".

28.2.16

Os equívocos do PT e o sonho de Lula! (Por Leonardo Boff)

Durante quatro a cinco décadas houve vigorosa movimentação das bases populares da sociedade discutindo que “Brasil queremos”, diferente daquele que herdamos. Ele deveria nascer de baixo para cima e de dentro para fora, democrático, participativo e libertário. Mas consideremos um pouco os antecedentes histórico-sociais para entendermos por quê esse projeto não conseguiu prosperar.

É do conhecimento dos historiadores, mas muito pouco da população, como foi cruenta a nossa história tanto na Colônia, na Independência como no reinado de Dom Pedro I, sob a Regência e nos inícios do reinado de Dom Pedro II. As revoltas populares, de mamelucos, negros, colonos e de outros foram exterminadas a ferro e fogo, a maioria fuzilada ou enforcada. Sempre vigorou espantoso divórcio entre o Poder e a Sociedade. Os dois principais partidos, o Conservador e o Liberal, se digladiavam por pífias reformas eleitorais e jurídicas, porém jamais abordaram as questões sociais e econômicas.

O que predominou foi a Política de Conciliação entre os partidos e as oligarquias mas sempre sem o povo. Para o povo não havia conciliação mas submissão. Esta estrutura histórico-social excludente predominou até aos nossos dias.

No entanto, pela primeira vez, uma coligação de forças progressistas e populares, hegemonizadas pelo PT, vindo de baixo, chegou ao poder central. Ninguém pode negar o fato de que se conseguiu a inclusão de milhões que sempre foram postos à margem. Far-se-iam em fim as reformas de base?

Um governo ou governa sustentado por uma sólida base parlamentar ou assentado no poder social dos movimentos populares organizados.

Aqui se impunha uma decisão. Na Bolívia, Evo Morales Ayma buscou apoio na vasta rede de movimentos sociais, de onde ele veio como forte líder. Conseguiu, lutando contra os partidos.

Depois de anos, construiu uma base de sustentação popular, de indígenas, de mulheres e de jovens a ponto de dar um rumo social ao Estado e lograr que mais da metade do Senado seja hoje composta por mulheres. Agora os principais partidos o apoiam e a Bolívia goza do maior crescimento econômico do Continente.

Lula abraçou a outra alternativa: optou pelo Parlamento no ilusório pressuposto de que seria o atalho mais curto para as reformas que pretendia. Assumiu o Presidencialismo de Coalizão. Líderes dos movimentos sociais foram chamados a ocupar cargos no governo, enfraquecendo, em parte, a força popular.

Para Lula, mesmo mantendo ligação com os movimentos de onde veio, não via neles o sustentáculo de seu poder, mas a coalizão pluriforme de partidos. Se tivesse observado um pouco a história, teria sabido do risco desta política de Coalização que atualiza a política de Conciliação do passado.

A Coalizão se faz à base de interesses, com negociações, troca de favores e concessão de cargos e de verbas. A maioria dos parlamentares não representa o povo mas os interesses dos grupos que lhes financiam as campanhas. Todos, com raras exceções, falam do bem comum, mas é pura hipocrisia. Na prática tratam da defesa dos bens particulares e corporativos. Crer no atalho foi o sonho de Lula que não pode se realizar.

Por isso, em seus oito anos, não conseguiu fazer passar nenhuma reforma, nem a política, nem a econômica, nem a tributária e muito menos a reforma agrária. Não havia base.

A “Carta aos Brasileiros” que na verdade era uma Carta aos Banqueiros, obrigou Lula a alinhar-se aos ditames da macroeconomia mundial. Ela deixava pouco espaço para as políticas sociais que foram aproveitadas tirando da miséria 36 milhões de pessoas. Nessa economia, o mercado dita as normas e tudo tem seu preço.

Assim parte da cúpula do PT, metida nessa Coalizão, perdeu o contato orgânico com as bases, sempre terapêutico contra a corrupção. Boa parte do PT traiu sua bandeira principal que era a ética e a transparência.

E o pior, traiu as esperanças de 500 anos do povo. E nós que tanta confiança depositávamos no novo, com as milhares comunidades de base, as pastorais sociais e os grupos emergentes…

Elas aprenderam articular fé e política. A mensagem originária de Jesus de um Reino de justiça a partir dos últimos e da fraternidade viável, apontava de que lado deveríamos estar: dos oprimidos. A política seria uma mediação para alcançar tais bens para todos. Por isso, as centenas de CEBs não entraram no PT; fundaram células dele e grupos, como instrumento para a realização deste sonho.

O partido cometeu um equívoco fatal: aceitou, sem mais, a opção de Lula pelo problemático presidencialismo de coalizão. Deixou de se articular com as bases, de formar politicamente seus membros e de suscitar novas lideranças.

E aí veio a corrupção do “mensalão” sobre o qual se aplicou uma justiça duvidosa que a história um dia tirará ainda a limpo. O “petrolão” pelos números altíssimos da corrupção, inegável, condenável e vergonhosa, desmoralizou parte do PT e parte das lideranças, atingindo o coração do partido.

O PT deve ao povo brasileiro uma autocrítica nunca feita integralmente. Para se transformar numa fênix que ressurge das cinzas, deverá voltar às bases e junto com o povo reaprender a lição de uma nova democracia participativa, popular e justa que poderá resgatar a dívida histórica que os milhões de oprimidos ainda esperam desde a colônia e da escravidão.

Apesar de tudo, e quer queiramos ou não, o PT representa, como disse o ex-presidente uruguaio Mujica, quando esteve entre nós, a alma das grandes maiorias empobrecidas e marginalizadas do Brasil. Essa alma luta por sua libertação e o PT redimido continua sendo seu mais imediato instrumento.

Quem cai sempre pode se levantar. Quem erra sempre pode aprender dos erros. Caso queira permanecer e cumprir sua missão histórica, o PT faria bem em seguir este percurso redentor.

Por Leonardo Boff.

NÃO PASSARÃO. (por Leandro Fortes)

O alvo sempre foi Lula.

É um trabalho interno das velhas estruturas da burguesia brasileira que se congelaram, como um vírus, depois do fim da ditadura militar.

Foi preciso mais de uma década para a construção de uma narrativa de ódio herdada do anticomunismo mais rasteiro adaptada, primeiro, ao antipetismo e, finalmente, à figura de Lula.

Lula foi o mais importante presidente brasileiro de todos os tempos, por várias razões, e os números de seus governos são, no todo, o detalhe menos relevante. 

A construção da narrativa de ódio, feita pela mídia e por uma geração de jornalistas adestrados em cursinhos de trainee, foi consolidada em cima de conceitos bizarros e raciocínios absurdos.

Fruto de uma seleta alcateia de monstrinhos treinados nas redações para superar nos métodos e nos desejos os mestres que lhe sobraram, os chapas-brancas da Casa Grande premiados, dia e noite, por sua servil mediocridade.

Nessa sopa de ressentimento, veneno e ódios diversos está a base de convencimento do juiz Sérgio Moro, por mais degradante que esse quadro se apresente sob a ótica da racionalidade de qualquer ordenamento moral.

O alvo sempre foi Lula.

Mas aqueles que pretendem se lançar na aventura de prendê-lo não têm a menor ideia do monstro popular que estão prestes a despertar.

Caso isso aconteça, Moro irá reduzir nossa história ao que éramos antes de Lula: uma nação irrelevante, miserável e permanentemente de joelhos.

Como sempre foi a vontade da Casa Grande e de seus vassalos de plantão.

O alvo sempre foi Lula.

E todos nós.

Por Leandro Fortes.