18.9.15

Entre Ratos e Urubus.

Eu sou do tempo em que um sujeito para qualificar alguém que dizia uma coisa, mas fazia outra totalmente diferente dizíamos, “o macaco não olha para o próprio rabo”. Pois é assim que vejo hoje o contumaz crítico da Presidenta Dilma e é deputado federal pelo estado de Sergipe, o Senhor André Moura, do PSC – Partido Social Cristão, que de ação cristã não me parece ter nada.
O deputado é figurinha carimbada no congresso quando se trata de atacar o governo federal. Ele também está envolvido na tentativa de golpe, via manobra no parlamento para derrubar a presidenta. Mas, este mesmo golpista, que fala aos quatro cantos contra a corrupção, está envolvido em vários processos pela justiça. Alguns destes, cora qualquer Cristão com o senso de vergonha na cara.
Este paladino da moral alheia, responde a seis processos. Ele é réu por “crimes que vão de apropriação indébita, desvio ou utilização de bens públicos do município de Pirambu (SE), e até mesmo uma suposto envolvimento em um caso de tentativa de homicídio”. Está no insuspeito, neste caso, O Globo.
Mas, Moura parece ter encontrado um lugar ao lado do atual presidente da Câmara Federal, o Eduardo Cunha. Virou homem de recado a disparar ligações para deputados, presidentes de partidos. Dizem até que atualmente um dos seus transportes seria a aviação. Podemos perguntar quem está pagando suas viagens em busca de apoio para derrubar a Presidenta? Tudo isto com um único intuito, o de arregimentar gente para a participação no golpe que tentam dar contra Dilma Roussef.
Ele fala dos possíveis pecados praticados pelos outros, com isto tenta esconder a sua participação nos crimes a que estão lhe sendo imputados. Vale repetir aqui, “o macaco não olha para o próprio rabo”. E vai seguindo em sua cruzada golpista, entre Ratos e Urubu da política mais atrasada do Brasil. Gente que não se conforma com as derrotas que lhe foram impostas por um modelo de gestão que priorizou os mais necessitados da população Brasileira. Aqueles milhões de pessoas que saíram da linha da miséria. Moura é daqueles que estão jogando no quanto pior melhor. Mas, o melhor para ele e os seus.

Dimas Roque.

15.9.15

Chame o ladrão.

Chame o ladrão.
O magistral cantor e compositor Chico Buarque em uma de suas belas poesias canta para sua mulher, e em um momento não muito distante alertava para a chegada da polícia em sua casa. Isto, claro, nos idos da ditadura militar. Disse ele em sua última estrofe da música Acorda Amor, “não demora. Dia desses chega a sua hora. Não discuta à toa, não reclame. Clame, chame lá, chame, chame. Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão”.
Pois não é que hoje em dia a situação tá tão complicada de entendimento, que tem horas que ao ouvir alguns dos atuais algozes da Presidenta Dilma, temos a impressão de que os bandidos viraram mocinhos e os mocinhos estão sendo caçados como se fossem os bandidos. É a mais completa inversão de valores jamais visto na história do Brasil em todos os tempos.
Vejamos em que situação viemos parar. Hoje em conversa com meu amigo Durval Ângelo, deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores no Estado de Minas Gerais, ele me passou alguns dados que merecem ser avaliados, para percebermos a manipulação atual que vem passando o país. Me disse ele que, “na Operação Lava Jato existem 27 condenados. Nenhum desses é do PT. Tem mais 65 ainda em julgamento. Destes, só 02 são do partido. Mais 43 sendo investigados. Destes apenas 03 são ligados a agremiação”. A conclusão que chegamos é a de que, dos 135 envolvidos, 127 são de outros partidos, e apenas 06 são petistas.
Ele ainda chamou a atenção para o fato de que somente 06 estejam envolvidos. O que é um fato importantíssimo para o tamanho do alarde que é feito pela imprensa e turbinado pela justiça. O Partido dos Trabalhadores, se quisesse, teria tudo para atuar de forma ilícita. Mas os dados mostram o contrário. O que vemos atualmente é a polícia federal trabalhando sem que se tenha interferência direta da Presidência, para que algo pudesse ser feito e paralisasse qualquer das investigações em andamento. E percebam, algumas destas pessoas são do seu partido. Alguns destes do primeiro time da politica nacional. Dilma, assumiu o risco do desgaste interno. Mas ficará para a história como a mandatária que limpou boa parte da corrupção existente, há séculos, dentro do governo.
Enquanto isto, ficamos a ver André Moura, Demostenes Torres, Álvaro Dias, Antônio Imbassahy, Aleluia, Ronaldo Caiado, José Agripino, Eduardo Amorim, Aécio Neves, Aloiysio Nunes, Anastasia, Cássio Cunha Lima, José Serra e outros, a encampar a proposta de golpe contra a presidenta Dilma. Estes, que estão condenados ou estão sofrendo processos, não conseguiram se conformar com a derrota nas últimas eleições, e desde o primeiro minuto que tramam contra o Brasil. Para isto, querem entregar o Pré-Sal as grandes empresas petrolíferas, são contra o retorno da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, porque fazem o jogo dos grandes especuladores. São contumazes envolvidos em problemas, mas pregam a derrubada de quem, possivelmente um dia, poderá ver cada um deles na cadeia.
Não podemos ficar calados diante da massificação de tanta mentira cuspidas nas telas de TV, nos Sites e Blogs “limpinhos” ou nas redes sociais, onde os militantes do PT dão um show de comprometimento na defesa da verdade e do Partido. Também não podemos ter que repetir, como fez o Chico Buarque, para alertar que era preferível chamar o bandido a polícia, já que na Lava Jato, o Partido mais honesto de todos os tempos é perseguido, enquanto bandidos estão soltos sem nem serem investigados: - Chame o ladrão.
Dimas Roque.

14.9.15

Preso com drogas e revela: "Fumo sem miséria, gosto que nem lasanha".

Um homem foi preso com arma, drogas, carro e moto roubados, em Camaçari, região metropolitana de Salvador. Cléberson Santos Bonfim, 27 anos, disse que fuma maconha, que gosta da droga e que usa de manhã, de tarde e de noite.
— Fumo sem miséria, gosto que nem lasanha.
O acusado afirmou que a arma encontrada é dele e que precisa para se defender. De acordo com Cléberson, ele trabalhava como traficante e queria sair do mundo do crime.
— Quem entra nessa vida não pode sair, né? Por isso comprei a arma, para minha defesa. Quando sai daqui vou ter que comprar outra. A polícia não vai dar segurança pra mim nem para a minha família 24 horas por dia.
Apesar de assumir que usa drogas e que a arma era dele, o homem nega que seja traficante e disse que o carro e a moto roubados não foram encontrados com ele.

Do R7.com

Bahia vai ganhar Museu da Luta Pela Liberdade.

O Governo da Bahia, por meio das secretarias de Cultura e Casa Civil, deu continuidade à solicitação de apoio ao Ministério da Cultura (Minc) e ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) para a implantação de um novo museu em Salvador, em homenagem às lutas pela Liberdade da Bahia, a ser instalado no Forte do Barbalho.
A iniciativa foi debatida, em Brasília, entre o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, e o secretario nacional de Fomento e Incentivo à Cultura do Minc, Carlos Paiva. No encontro, foi sugerida a formação de um grupo de trabalho para o desenvolvimento de um projeto museológico, primeiro passo para a futura implantação do Museu da Luta Pela Liberdade.
Segundo Dauster, “o museu será construído de forma modular, para que todas as lutas sejam, progressivamente, simbolizadas. Vamos estruturar o projeto museológico para que se enquadre à Lei Rouanet e, assim, poderemo s iniciar a captação de recursos para a obra”. E destaca: “Segundo a Lei, as empresas que investirem na construção de museus têm abatimento tributário de 100% do valor da doação”.
Dauster afirmou estar otimista quanto à adesão do Minc e do Ibram à iniciativa, que julga ser de extrema importância para a preservação da cultura baiana. “A escolha do Forte do Barbalho tem grande significado, por ser um lugar de forte expressão histórica, símbolo de resistência. Cuidar das memórias da Bahia é uma prioridade e o novo museu, além de fortalecer a nossa cultura, vai impulsionar o turismo na capital”.

Museu Wanderlei Pinho – Também no encontro, ocorrido na última quinta-feira (10), Bruno Dauster ainda pleiteou apoio ao ministério para a transferência do acervo do escultor da natureza, Frans Krajcberg, para o Museu do Recôncavo Wanderlei Pinho, em Candeias. Atualmente, o museu é do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e será beneficiado com recursos do Programa de Desenv olvimento do Turismo (Prodetur), para recuperação e adequação à recepção das novas obras.

13.9.15

ODE AO GOLPISMO.

editorial da Folha de S.Paulo de hoje, pelo qual a família Frias prevê o Juízo Final se Dilma não renunciar, é mais um caso clássico da História se repetindo como farsa.

A Folha quer resgatar aquele sentimento das Diretas Já e do impeachment de Fernando Collor, quando editoriais semelhantes se tornaram marcos históricos importantes.

Naquelas épocas, a Folha havia conseguido criar uma imagem jovial e progressista, além de manter em segredo seu passado de jornal colaboracionista da ditadura militar - o diário dos Frias fornecia carros para que as hienas da Operação Bandeirantes levassem presos políticos para a tortura, como bem revelou Bia Kushnir, no livro "Cães de Guarda".

O texto deste domingo usa um recurso tão eficiente quanto cafajeste, lapidado com sucesso pela propaganda nazista, de usar fatos verdadeiros para usurpar a verdade. 

É claro que Dilma cometeu muitos erros e que o governo precisa se mexer para resolver seus problemas.

Mas uma coisa que o governo Dilma NÃO precisa é de velhas prostitutas arrotando bons costumes.

P.S. Dilma poderá ajudar a si mesma e ao governo parando de escrever artigos exclusivos para a Folha de S.Paulo e usando sua comunicação de rede para mobilizar seus apoiadores.
De Leandro Fortes.

Os caminhos do Golpe contra a Presidenta Dilma.

Os caminhos do Golpe contra a Presidenta Dilma.
Os dirigentes do Partido dos Trabalhadores quando se colocaram contrários a eleição do Eduardo Cunha a presidência da Câmara Federal, já sabiam com quem estavam lidando. Eles só não conseguiram dimensionar o tamanho do estrago ao serem derrotados. O ex-ministro Zé Dirceu, em uma conversa chegou a dizer que foi um erro não terem apoiado de imediato a candidatura. E as consequências do estrago são sentidos até hoje, e pode custar a cadeira de presidente da república.
O Cunha montou um sistema de apoio a seu mandato, que dificilmente será abalado nessa legislatura. A única coisa que pode retirar seu atual poder é uma condenação pela justiça. Ele distribui no varejo, cargos e representações a deputados. Conseguiu, ao mesmo tempo, negociar com lideranças e com o baixo clero, ávidos por viagens, diárias e afins.
O enfrentamento com Cunha só é prejudicial ao governo, que vem perdendo quase todas. E enquanto apanha, parece não conseguir aglutinar forças para sobreviver. A imagem que melhor define o atual quadro é a de um pugilista nas cordas apanhando e sem o mínimo de reação, enquanto a plateia pede para seu adversário parar o massacre.
Nos últimos dias, emissários de Michel Temmer e Eduardo Cunham estão entrando em contato com presidentes dos partidos, da “base aliada’ e da oposição. O objetivo é o de negociar as possíveis participações no governo pós-Dilma. O golpe está em andamento, e muito mais forte do que nunca.
Eles usam a mesma formula que o Cunha utilizou para sua eleição e para se manter com um grande número de aliados lhe apoiando.
A distribuição de ministérios e cargos atrai aqueles que não têm responsabilidade com a governabilidade. Juntam-se os parceiros do quanto pior para Dilma e o PT, melhor para eles e seus objetivos pessoais.
Enquanto no submundo do crime político se articulam o golpe, o Partido dos Trabalhadores e o Governo Dilma estão paralisados. Já não conseguem mais manobrar para evitar o golpe.
Um dirigente nacional do PT disse hoje que “a única coisa que não bate nas informações é a participação do Cunha. Esse deverá ser preso logo”.
Mas a militância incansável, vive uma guerrilha virtual nas redes sociais denunciando e chamando a responsabilidade os dirigentes do partido e todos os que ainda creem no Estado democrático de Direito.

Dimas Roque.