1.7.15

Rui anuncia criação de mais leitos de UTI pediátrica na Bahia.

A criação de mais leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica na Bahia é o destaque do Digaí, Governador! desta semana. No programa Rui Costa anuncia que o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, terá mais dez leitos e cita outros dez entregues no Hospital da Criança (HEC), em Feira de Santana. A meta é “zerar a fila de cirurgias infantis”, afirma o governador.
Rui também aborda as festividades da Independência da Bahia, nesta quinta-feira (2 de Julho), entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Paulo Afonso e em Bom Jesus da Lapa, de mobilidade urbana em Feira de Santana, abastecimento de água em Encruzilhada, além de comentários de internautas no Blog Digaí, Governador!
UTIs e Mais Médicos.
No Hospital da Criança, onde foram retomadas as cirurgias cardíacas, a gestão é feita atualmente pela organização social Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil. O Hospital Martagão Gesteira, na capital, vinculada à Liga Álvaro Bahia, também ganhou dez leitos recentemente.
Ainda na área da saúde, Rui Costa fala dos 35 novos profissionais do Programa Mais Médicos – brasileiros formados no exterior - que chegaram, no último domingo (28), para ampliar o atendimento à população da Bahia. “Por onde eu passo [...] é uma aprovação excepcional de todos os médicos, dos brasileiros e de outros países que vieram trabalhar [nesse] programa do governo federal”.
Habitação e mobilidade.
A entrega de 200 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, em Paulo Afonso, no Vale do São Francisco, e a assinatura da ordem de serviço para obra importante de mobilidade urbana – o BRT -, em Feira de Santana, durante evento com a presença do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, são outros assuntos ressaltados.
“Pudemos conversar com a população de Feira [sobre] os grandes projetos que nós estamos articulando, junto com o governo federal, incluindo aí a duplicação completa do anel rodoviário de Feira”, enfatiza Rui Costa.
O Digaí, Governador! também divulga a entrega, nesta sexta-feira (3), de moradias, em Bom Jesus da Lapa, e de sistema de abastecimento, no sábado (4), no município de Encruzilhada, na região de Vitória da Conquista.
Internautas.
Rui informa ao internauta Edvaldo Rocha, de Barreiras, no extremo oeste baiano, sobre o andamento do Anel da Soja. “Nós demos a autorização [para o] início das obras e eu diria que, nos próximos 60 dias, você verá as obras sendo iniciadas aí no oeste”. Ao internauta Hamilton Oliveira, interessado em saber a respeito de estágios e de vagas para os jovens que precisam do primeiro emprego, ele diz que “...esse é um assunto prioritário para mim”.
O governador cita o Educar para Transformar – Pacto pela Educação e acrescenta que “estou preparando um programa que [...] vai ser prioritário, o programa do Primeiro Emprego e do Primeiro Estágio, onde vamos patrocinar, pelo menos, nove mil vagas no Estado”.
2 de Julho.
Por último, o governador enfatiza a importância do 2 de Julho, “É uma data importantíssima e nós reivindicamos que essa fosse, inclusive, uma data nacional, já que não é só a Independência da Bahia. Aqui se materializou, se concretizou, eu diria, a Independência do Brasil nessa data simbólica. [...] Queremos convidar a todos a participarem dessa belíssima festa, que é a data maior do nosso estado”, afirma.

O programa ‘Diga Aí, Governador’ é produzido pela Secom, veiculado toda terça-feira, às 7h30, pela Rádio Educadora FM 107,5 MHz e reproduzido por vários veículos de comunicação. Está disponível no site, pelo telefone 0800-071-7328 e pelo Blog Diga Aí, Governador!

O papel da TV Pública na crise grega‏.

O primeiro ministro Alexis Tsipras não recorreu à TV comercial para anunciar o check-mate que deu à Troika (FMI, Banco Central Europeu e União Europeia). Fez questão de valer-se da ERT , a TV Pública da Grécia, que ele havia reinaugurado havia apenas 17 dias, depois de ter sido, ignominiosamente fechada há dois anos pelo último governo neoliberal imposto ao Parlamento pela mesma Troika.
A reativação da ERT e a recontratação dos seus 2.600 funcionários são muito simbólicas não só para a Grécia, como também para o resto do mundo, hoje quase todo submetido à ditadura mercado-midiática. Esta varre da concorrência qualquer veleidade de instituição pública na área da comunicação para beneficiar verdadeiros mamutes comunicacionais que controlam a informação e entorpece as consciências.
Ao colocá-la fora do ar, a zero hora de de 12 de junho de 2013, o governo pró-Troika de Antónis Samarás, que também congelou e diminuiu salários e aposentadorias de toda a população, achou que tivesse exterminado para sempre uma das experiências mais bem-sucedidas da TV europeia, desde seu surgimento, em 1938.
Vejamos quem era o autor do decreto: Samarás, um político de direita escolhido a dedo como premiê, numa eleição viciada, com muita pressão econômica, em 2012. Ele sucedeu no cargo a Lukas Papadimos, um ex-executivo da Goldman Sachs e do BCE, imposto ao Parlamento grego pela Troika, sem qualquer eleição, nas mesmas bases da indicação de Mário Monti, outro executivo da Goldman, que substituiu, também sem eleição, a Silvio Berlusconi na Itália, no mesmo ano. Papadimos passou mais de um ano no cargo para fazer o trabalho sujo, depois legitimado por Antónis Samarás.
Na verdade, o decreto de fechamento da ERT chocou o mundo pelo rudeza do golpe na comunicação democrática e na cultura grega. Mas houve reação: seus funcionários demitidos se organizaram em cooperativa e a recolocaram no ar, primeiro através da internet, e, em seguida, pelo sistema analógico, ainda que em condições precárias porque quase clandestinas.
A luta desses bravos jornalistas, artistas, músicos e técnicos acabou constituindo a principal bandeira de campanha do premiê Tsipras, que fez questão de cumpri-la numa grande festa no último dia 12 de junho, quando acabava de vir de Bruxelas, onde sofrera novas pressões e ultimatos para impor mais sacrifício a seus compatriotas, ao longo das intermináveis reuniões com os representantes da Troika sobre a dívida grega.
A história do fechamento da ERP é também a história de um estupro cultural, muito ao gosto dos mercados para impingir hábitos e atitudes alienígenas que nada têm a ver com a história ou o sentimento do povo helênico, mas que rendem lucros fabulosos à indústria do entretenimento capitaneada por Hollywood. É que a ERP era também constituída, além de seus quatro canais de TV e quatro de rádio, de uma orquestra sinfônica e um coral (daí o número expressivo do pessoal, que foi muito usado para atribuir um suposto inchaço do órgão estatal).
O compromisso de Tsipras, o governante que ousou enfrentar o poder mundial da economia, concentrado na Troika, ao convocar um referendo para que o povo decidisse se aceita ou não as suas imposições para conceder novo empréstimo ao país, é também de restabelecer os outros órgãos da ERP. O novo líder, que vai completar 41 anos no ida 28 de julho, é presidente do partido de esquerda Synaspismos (SYN), lidera da Coligação da Esquerda (Syrisa), eleita em 25 de janeiro, com cerca de 70% dos votos, com o compromisso de construir um modelo econômico e social menos dependente e mais inclusivo na Grécia.
Ele forma, juntamente com Pablo Iglesias, líder do partido espanhol Podemos, que acaba de obter considerável sucesso nas eleições municipais de maio e se prepara para pleitear o poder nacional no pleito de de dezembro, a nova geração de líderes anti-neoliberais. Eles têm como inspiração os modelos nacionais de desenvolvimento com inclusão de Hugo Chávez, Kirchner, Evo Morales e Lula, na América Latina.
Ao tomar posse como premiê, em 26 de janeiro, Tsipras anunciou que a solução para a crise da dívida externa da Grécia poderia estar numa adaptação da tática adotada pelo ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner, em 2003. Na época, quando a Argentina vivia situação semelhante à da Grécia, com o chamado corralito, Kirchner reuniu os credores, muitos deles da mesma Troika, propondo-lhes a reestruturação da dívida. Alertou, porém, que o país, que dois anos antes havia quebrado e se declarado impossibilitado de cumprir seus compromissos, só podia pagar 25% do que devia. Os credores não tiveram outra alternativa que atender às condições impostas por Kirchner. A partir daí, a Argentina saiu do fundo do poço e iniciou um novo ciclo de desenvolvimento e soberania, que fez baixar o índice de desemprego de 25% para 7%.
Tsipras, porém, encontrou forte resistência dos credores a seu plano. Eles queriam, na realidade, novas medidas para extorquir os já combalidos salários dos gregos, com diminuição das aposentadorias, aumento do imposto de valor agregado de 13% para 23% e um corte monumental nos gastos e investimentos públicos.
Convencidos de que poderiam dobrar o jovem e operoso líder, da mesma forma que tinham feito com o líder do Pasok (social-democracia), George Papamdreu, obrigado a desconvocar um referendo da mesma natureza, em 2009, os credores, ou seja, a Troika, também queriam evitar que uma rebeldia da Grécia pudesse ter um efeito contagioso na Espanha e na Itália, vítimas das mesmas políticas de arrocho e com um índice de desemprego e recessão à beira do intolerável.
Tsipras não se deixou envolver nem pelas ameaças nem pelo cortejo que lhe fizeram nestes meses de negociação e, numa política de fato consumado, convocou de surpresa o referendo para o próximo domingo, cinco de julho. Com isso, afrontou todo tipo de risco que sua decisão poderia implicar: corrida aos bancos, falta de dinheiro e protestos nas ruas, logicamente alimentados por uma direita ainda poderosa e disposta a tudo para reduzir a pó a recém experiência nacionalista do Syriza.
Uma articulada política anti-crise, jamais imaginada por parte de uma liderança quase inexperiente, evitava até o final da redação deste post, qualquer distúrbio capaz de comprometer a paz interna e a lisura do próximo referendo. Medidas inteligentes como o fechamento dos bancos em uma semana, os quais só puderam abrir para pagamento aos aposentados e o limite máximo de 60 euros nos caixas eletrônicos, impediram a quebra do país, muitas vezes insinuadas e até estimuladas pela mídia corporativa, sempre a serviço de seus patrões da Troika.

Por FC Leite Filho.

30.6.15

SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO DAS(DOS) TRABALHADORAS(ES) EM EDUCAÇÃO.


A produção dos Movimentos Populares
Já foram articuladas iniciativas junto aos Movimentos Populares para a produção de uma Política de Formação em Tecnologias Educacionais que atenda aos interesses da Classe Trabalhadora. Dessa forma, foi realizada uma plenária pelo Setorial Estadual de Educação PT/BA com as(os) Trabalhadoras(es) em Educação para a construção coletiva do texto “Por uma nova Política de Formação Continuada em Tecnologias Educacionais” para uma Educação Pública, Gratuita, Democrática, Laica e com Qualidade Socialmente Referenciada. Leia mais…
Plenária “Por uma Política de Formação em Tecnologias Educacionais”

Veja aqui a produção dos Movimentos Populares, sobre o tema.

TJBA Virtual: sete unidades judiciárias são premiadas por digitalização processual.

O Juizado Especial Cível de Euclides da Cunha, a Vara da Infância e Juventude de Ilhéus, a 1ª Vara Cível de Juazeiro, a 2ª Vara Criminal de Simões Filho, a 2ª Vara Criminal de Valença, o Juizado Especial Cível de Canavieiras e a 2ª Vara Cível e Fazenda Pública de Jequié receberão Selo Unidade Virtual, concedido pelo Tribunal de Justiça da Bahia.
A premiação será feita em cerimônia, no dia 20 de julho, às 14h, no auditório do Tribunal de Justiça, em Salvador.
O Selo Unidade Virtual foi concedido às sete unidades judiciárias em reconhecimento pela conclusão da digitalização total dos processos físicos e pela inclusão desse acervo no sistema processual eletrônico.
Em decretos judiciários publicados nesta segunda e terça-feira (29 e 30), no Diário da Justiça Eletrônico, o presidente Eserval Rocha determina a inscrição de menção honrosa nos registros funcionais dos servidores que participaram dos trabalhos para a conquista do selo.

A premiação faz parte do TJBA Virtual, projeto lançado este ano pela Presidência do Tribunal de Justiça, cuja meta é digitalizar aproximadamente 1,6 milhão de processos até o final de 2015.