23.8.14

Dilma Rousseff: programa eleitoral de #DilmanaTVDia3

A crise hídrica em São Paulo.

Contra fatos não há argumentos. O que acontece atualmente com relação ao desabastecimento de água em São Paulo se enquadra na retórica de que uma mentira repetida muitas vezes acaba virando verdade.
O governo paulista insiste em negar que se as obras necessárias tivessem sido realizadas poderia ser menos dramática a atual situação. E insiste ainda em responsabilizar São Pedro pelo caos evidente. A culpa não é da seca! A seca é parte do problema, pois desde sempre se soube que ela poderia vir. 
Os gestores públicos também negam que existe racionamento, afirmando que o abastecimento de água está garantido até março de 2015, apesar de, na prática, o racionamento existir oficialmente em dezenas de municípios.
Em visita ao interior de São Paulo, no inicio de agosto, pude constatar uma situação que ainda não tinha me dado conta. A gravidade da crise hídrica atinge não apenas a região metropolitana da capital, como a imprensa dá a entender ao enfatizar o colapso do sistema Cantareira, mas atinge todo o Estado mais rico da União.
Dos 645 municípios paulistas, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) é responsável por fornecer água a 364, quem somam um total de 27,7 milhões de pessoas. Nos outros 281 municípios (não abastecidos pela Companhia), o abastecimento de água a 16 milhões de pessoas fica a cargo das próprias prefeituras ou de empresas por elas contratadas.
Se, por um lado, a companhia estadual de abastecimento nega haver adotado rodízio de água em qualquer um dos municípios atendidos por ela, inclusive na capital, tal afirmação é logo desmentida pelos usuários que relatam interrupções no abastecimento, principalmente à noite. 
Nos municípios não atendidos pela Sabesp, medidas restritivas estão sendo tomadas por centenas de empresas e gestores locais devido à crise. Em Guarulhos, na grande São Paulo, o abastecimento de 1,3 milhões de moradores é atendido por um serviço municipal, o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), e seus moradores passam sem água um em cada dois dias.   
 Em 18 municípios, cerca de 2,1 milhões de pessoas estão submetidas ao racionamento oficial no estado de São Paulo, correspondendo a 5% da população total, segundo levantamento do jornal Folha de São Paulo (11/Ago). Além do racionamento, medidas de incentivo à economia de água têm sido adotadas, indo desde multas para reprimir o desperdício a campanhas com rifas de carro e TV para quem poupar e reduzir o consumo voluntariamente.
 O que chama a atenção de todos, além da dimensão estadual da crise hídrica em São Paulo, é a insistência dos gestores em negar a existência do racionamento na área de atuação da Sabesp – mesmo contestados pelos moradores, que sofrem na prática com o rodízio provocado pela companhia, com cortes crescentes no fornecimento de água.
 A contrapartida do poder é a ação responsável. E o governo paulista tem se mostrado irresponsável com o seu povo, além de incompetente e medíocre para resolver questões básicas para a sua população. É hora de assumir a gravidade da situação e dos erros cometidos, e, naturalmente, fazer as obras urgentes e necessárias para garantir o fornecimento seguro deste bem fundamental à vida. 
Heitor Scalambrini Costa - Professor da Universidade Federal de Pernambuco.

19.8.14

Jaques Wagner inaugura SAC em Valença e autoriza pavimentação de ruas.

A população de Valença e região passa a contar com o Serviço de Atendimento ao Cidadão. O novo Posto da Rede SAC está localizado no bairro São Félix e será inaugurado nesta quarta-feira (20), às 10h, pelo governador Jaques Wagner. É o 53ª posto entregue pelo SAC à população baiana como parte do projeto de expansão da rede, que hoje está presente na capital e em 36 municípios do interior do estado.
O SAC de Valença é o primeiro do baixo sul da Bahia. O Posto que tem 480 metros quadrados de área construída recebeu investimentos da ordem de R$ 620 mil. O novo SAC de Valença terá capacidade para realizar nove mil atendimentos mensais.

Ainda em Valença, o governador assina a ordem de serviço para início das obras de pavimentação em 10 importantes vias da cidade. Os serviços serão executados pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), totalizando mais de 38,5 mil m² de área req ualificada. Os recursos para a realização das intervenções são provenientes do BNDES e Governo do Estado, totalizando um investimento de mais de R$ 1,3 milhão.

17.8.14

#Lula e #Marina Duas fotos em um mesmo momento.


Lançada a candidatura de Marina durante velório.

Diante da dor dos outros, já foi até título de um livro. Que fala da enxurrada de imagens chocantes e diárias, que o telespectador recebe todos o os dias em sua televisão. O autor narra como fatos como se os jornalistas fossem “turistas” a nos bombardear com fatos como, guerras, assassinatos ao vivo e linchamentos narrados como se fizessem parte de um enredo novelístico. Mas é a realidade nos colocada de forma a aceitar como algo normal.
Desde o dia da morte, por acidente aéreo, de Eduardo Campos, que estamos a assistir uma disputa velada de quem consegue estar primeiro a frente da lente da TV. Já nos primeiros momentos o governador de São Paulo Geraldo Alckmin anunciou a sua presença na cidade de Santos. Mal a fumaça que vinha do local da queda do avião, baixará, e ele chegou em seu carrão preto. Parecia um astro, anunciado por jornalista, que insistia em dizer, “chegou o governador, chegou o governador...”, isto ao vivo. Mais uns minutos e o candidato Aécio Neves, que estava no Rio Grande Norte, mandou sua assessoria avisar que também viria a prefeitura de Santos. Que naquele momento já tinha se tornado “praça da apoteose” daquele dia triste.
Hoje, não foi diferente. Marina Silva, possível candidata a ocupar a vaga de Eduardo, se mostrou muito desinibida nas últimas 24 horas. Em seu perfil no Twitter, o Senador Eduardo Suplicy postou uma foto de seu encontro no aeroporto com ela. Sorridente, os dois estavam indo a Recife para a despedida do companheiro de chapa de Marina. Já em solo Pernambucano, ela, talvez aconselhada por seu marqueteiro sorriu, acenou fez selfie para fotos, tudo isto ao lado do caixão de Eduardo Campos.

Estava lançada a campanha da candidata do PSB – Partido Socialista Brasileiro, antes mesmo da primeira pá de terá cair sobre o caixão do defunto.

Crédito da foto: disponibilizada na internet.