5.7.14

Na real. (Do Livro: Quando o Amor Incomoda)

Ainda lembro do barulho que fazia o ICQ, que parece significar em Português, "Eu Procuro Você". Era algo como “ou, ouuu...”. E foi assim que passei muito tempo em minha juventude. Com este som em minha mente. Ao lembrar do barulhinho, eu também lembrava daquela garota de cabelos longos e ondulados que se comunicava comigo através do programa de massagens na internet. Se fosse hoje, teríamos o WhatSapp, que envia mensagens instantâneas. Além de mensagens de texto, os usuários podemos enviar imagens e vídeos.  Uma revolução na comunicação. Mas como já falei, o nosso tempo era outro.
Eu acho que foram as trocas de mensagens que me fizeram descobrir que algo diferente estava acontecendo dentro de mim. Eu comecei a esperar que o som fosse emitido pelo computador, mas de uma hora para outra ele começou a ficar mais escasso. E, todo homem sabe, quando o corpo esquenta e a cabeça não para de pensar na mesma pessoa, acredite amigo, é a paixão que tomou conta do seu coração. Eu sei, você pode pensar que tudo isso vai passar, mas demora bastante e o melhor é se entregar de uma vez. Mesmo que não tenha a mínima possibilidade desse amor acontecer a dois.
Eu cheguei a passar horas em frente do computador, o velho 236, esperando uma mensagem dela, que nunca vinha. Mas um dia, sem mais ter esperança de que ele pudesse compreender o amor que eu sentia por ela, mandei uma mensagem:
- Tô quase desistindo de você.
Vocês sabem qual foi a resposta dela? O silêncio! E foi tão ensurdecedor, que daquele dia em diante, eu decide não mais dirigir a minha palavra aquela garota. Apaguei o meu ICQ. Sai de todas a páginas e grupos de conversas na internet. Bloqueei tudo que fizesse referência a ela. Foi o caminho que enxerguei para apagar de vez da minha mente o que não me deixava mais tranquilo.

Fazem poucos dias atrás, eu fui a feira comprar bananas. É que tenho problema de câimbras e dizem que elas fazem um bem danado. Lá encontrei a garota da minha infância. Ela estava em uma das bancas. Fui até lá e pedi uma dúzia. Ela, ao ouvir a voz, dirigiu seu olhar para mim. Confesso a vocês que até agora estou em dúvidas, se era ódio ou amor o que vinha daquele rosto. Eu não tive a coragem de perguntar a ela. E não sei o porquê, vindo dela, daquela olhar. O certo é que, até hoje, estou distante de tudo o que possa me ligar a alguém por redes sociais ou meios de comunicação. Prefiro viver na real aquilo que no virtual não passou de uma fantasia.

4.7.14

PGE participa de reuniões para viabilizar execução do PROSUS na Bahia.


A procuradora do Estado Verônica S. de Novaes Menezes participa até hoje (03), em Brasília, das fases de pré-negociação e de negociação do contrato de empréstimo a ser celebrado entre o Estado da Bahia e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para execução do Programa de Fortalecimento do Sistema Único de Saúde na Região Metropolitana de Salvador (PROSUS). A PGE atuará no assessoramento jurídico do Estado, na condição de mutuário do contrato de empréstimo.

“Caberá a nós da Procuradoria, durante a formalização do contrato, a emissão de parecer jurídico acerca da conformidade da minuta negociada e aprovada nas reuniões com o ordenamento jurídico interno”, afirmou à procuradora.

O PROSUS busca a melhora nas condições de saúde da população do Estado da Bahia, especialmente da Região Metropolitana de Salvador. O Programa tem como objetivo o fortalecimento dos SUS na Bahia, e o fortalecimento do planejamento e gestão do setor público.

Como objetivos específicos prevêem-se a estruturação da Atenção Integral à Saúde, para superação dos vazios assistenciais em áreas prioritárias; o fortalecimento da Regulação da Assistência à Saúde para garantir o acesso adequado dos usuários do SUS aos serviços disponibilizados na RMS; e o fortalecimento Institucional da Secretaria de Saúde da Bahia (SESAB) para consolidar o seu papel de coordenador geral do Sistema Estadual de Saúde.
O PROSUS consiste na concessão de moratória e remissão das dívidas vencidas no âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional das entidades privadas filantrópicas e das entidades sem fins lucrativos que atuam na área da saúde, participam de forma complementar do SUS e se encontra em grave situação econômica e financeira.

Da PGE;BA.

3.7.14

O AMOR PELA SELEÇÃO.

Choro dos craques vem do abismo entre os craques e o país, aberto pelo anti-Copa e pelo VTNC. É preciso fechá-lo

A conversa do dia é o choro dos meninos da seleção.

Nossa seleção chora de medo, um pavor profundo, um abismo, um buraco escuro na terra. Felipão, o verdadeiro, perdeu a energia e ficou desorientado. O capitão Tiago Silva sentiu medo de cobrar pênalti. Não conseguia nem olhar o chute dos outros. Chorou tanto que ninguém entendeu.

Julio Cesar também chorou e todo mundo entendeu.

Neymar seria o primeiro a bater o pênalti.  Preferiu ficar por último. Vencemos, apesar de tudo. Mas não sabemos até onde vamos caminhar. Que importância tem isso?

 Nada, quem sabe. 

Hoje, tudo.

Eu tinha 5 anos quando o Brasil ganhou a primeira Copa. Estava no terraço – na época não se dizia varanda – do apartamento onde morava, ali na rua Cincinato Braga, no bairro paulistano do Paraíso. Lembro do barulho do alto falante de um caminhão que passava pela  rua, no volume máximo, antes de desaparecer no paralalepípedo:

A Copa do mundo é nossa

Com o brasileiro não há quem possa...

Eeeeeeta esquadrão de ouro

É bom no samba, é bom, no couro

 Nem meus pais nem meus irmãos conheciam a música da seleção. Quem cantava  era  Lola, a  babá, uma quase adolescente levada para trabalhar em nossa casa por Alaíde, a irmã mais velha, mais durona. Lola, que era muito mais bonita, sambava e cantarolava no terraço – quando os patrões estavam longe – com sua voz suave, o sorriso sempre nos lábios, os cabelos grandes e crespos, de um jeito que só ficaria na moda dez anos depois.

Fui bicampeão quando estava de cama, em 1962.

Doente, ouvi a final contra a Checoslováquia no quarto de casal dos meus pais. Lembro da voz de Fiori Gigliotti narrando cada gol pelo rádio, um Emerson num estojo de couro marron. O locutor  mobilizava o país inteiro numa vibração emocionada, em que os objetos inanimados daquele quarto – o criado mudo, o abajur, as roupas dentro do armário, os cabides, os ternos do meu pai, o sapato de couro e sola de borracha do meu pai, aquelas gravatas bonitas como nunca vi igual, as bolsas que minha mãe guardava em caixas de papelão, e até o revolver 32 que meu pai manteve guardou até descobrir que os filhos estavam brincando com ele – pareciam  fazer parte da torcida.

Quando a partida foi chegando ao final, eu estava tão emocionado que tive um delírio, coisa de Jorge Luís Borges. Imaginei que do outro lado do mundo, numa pequena casa na Checoslováquia, um menino ouvia o mesmo jogo ao lado do pai. Mas, na partida transmitida de rádio para aquele país, os checos é que  venciam os brasileiros, também por 3 a 1. Os gols haviam sido feitos na mesma sequencia, no mesmo minuto – e lá, como na minha casa, todos estavam em festa, participando da mesma alegria única, inocente, que só o futebol permite.

Esta era minha final imaginária. Eu pulava e abraçava meu pai em São Paulo, e, no mesmo minuto, na Checoslováquia, em movimentos sincronizados e simétricos, aquele menino e seu pai também se abraçavam. Eu dava socos no ar, gritava o nome dos nossos jogadores, o menino gritava o nome dos jogadores da seleção deles, com aqueles nomes esquisitos. Aos poucos, eu via que as ruas de São Paulo e da Checoslováquia estavam ficando cheias, eram duas multidões comemorando a Copa do Mundo, sem perceber que, no país do time adversário, também havia uma grande festa, que as pessoas que falavam outra língua e usavam roupas diferentes – além de tudo, os checos eram comunistas -- também eram campeãs mundiais, porque tudo não havia passado de uma magia, de um sonho, embalado pelos locutores de rádio, onde ninguém era derrotado, e só haviam vencedores e todos podiam ficar alegres.

Antes que alguém pergunte, cinco décadas depois, eu respondo.

Não. Não havia mensagem nessa fantasia. Nem utopia.  Era pura maravilha, dos bons contos de fada, que são belos porque não querem nos levar a lugar algum, apenas a mundos que não existem, onde vigoram ideias que nunca pensamos, sonhos que nunca tivemos.

Um pouco como acontece com o futebol, vamos reconhecer.

Em 1970, repórter esportivo, cheguei a ouvir num vestiário do time que ia para o México, de onde voltou com o tri, um comentário pavoroso: “Por que o Médici não manda dar porrada nos jornalistas que só falam mal da seleção?”

A natureza humana é crítica, os motivos para queixas existem.

Sempre houve torcida mau humorada e até contra. Até quando isso era arriscado porque vivíamos  numa ditadura. Esse direito é inegociável e deve ser respeitado.

Meio século depois, estamos em julho de 2014.

Mas, pela primeira vez na história do conto de fadas do futebol, é proibido torcer a favor. É suspeito. Quem sabe, corrupto. Em alguns ambientes até provoca risadinhas de malícia.

Agora há uma raiva grande contra as alegrias do povo. Há o cinismo.

Isso arranca lágrimas dos meninos. No time de 2014, não há nenhum adulto. Ninguém com autoridade para gritar, levantar a cabeça e reagir.  

É um problema real, do time, mas não é só.

 No começo, era chique pensar que o concreto dos estádios não era concreto. Também valia questionar estatísticas sem estatísticas. Foi daí que veio o VTNC.

Depois, vieram os estrangeiros, que nunca tiveram dificuldade para se impor sobre a multidão de vira-latas que perambulam pelo país, buscando oportunidades para o bolso em várias formas de lixo humano.

Eles projetaram detalhadamente um apocalipse final, que deixasse a todos com culpa, a todos irmanados naquele que é o sentimento mais profundo e necessário a sua visão de mundo – a vergonha de ser brasileiro. É este sentimento que leva a oferecer tudo, até nossas moças, a estrangeiros,  sem o menor respeito, sem perceber que mesmo as mais humildes  podem nos dar lições preciosas, ingênuas só na aparência, como fez a babá Lola naquele terraço de 1958.   

Não basta ganhar. É preciso merecer. Holandês pode cavar pênalti. Brasileiro não pode.

Vamos pressionar os juízes para que, na dúvida, fiquem contra o Brasil.  

É por isso que os meninos choram. Craques têm o temperamento delicado, são verdadeiros animais de raça, fáceis de assustar, a tal ponto que alguns cavalos de raça correm com viseira. Têm a  sensibilidade absoluta, como grandes artistas. Sentem-se abandonados pela falta de um sonho que ninguém sonhou, pela ausência de palavras que ninguém disse. O nome disso é angustia.

E é ela que ameaça nossos craques.

O país já venceu o primeiro combate, de fazer a Copa. Não foram só os aeroportos, os estádios, as melhorias que, mesmo entregues pela metade, ou três quartos, ou 100%, ou 0%.

Quem garantiu uma grande Copa foi o povo brasileiro, com sua hospitalidade, seu humor, seu amor pelo futebol. Imagine se fosse um campeonato de críquete.

 A auto crítica universal de tantos medalhões confirma que a partir de 2013 se produziu uma Escola Base. Na versão original, ocorreu uma denúncia a partir de um engano, do serviço mal feito, do exibicionismo, do sensacionalismo.

Desta vez, criou-se um ambiente negativo  contra um país inteiro, que não se baseava num erro nem em vários erros – mas no oportunismo político. No quanto pior, melhor.

Até hoje o anti Copa não desistiu de ver a derrota de brasileiros em sua própria casa. Espera colher frutos em outubro. Quer o povo de cabeça baixa. 

Isso abriu um abismo entre a seleção e o país. Por essa razão os craques choram, não se equilibram, sentem medo com facilidade.

Essa distância precisa ser vencida. Quem diz é o craque Tostão:

“O que salva a seleção é o envolvimento emocional dos jogadores, empurrados pela torcida e pela pressão de jogar em casa."

Paulo Moreira Leite - Revista IstoÉ.

publicidade

30.6.14

Feira de artesanato vira sensação entre estrangeiros em Salvador.

Saubara, Jeremoabo, Guaratinga: essas são algumas cidades baianas de artistas e tecelões que têm seus trabalhos expostos e comercializados na feira de artesanato Showroom Brasil Original, montada no Shopping Barra este mês e que segue até o próximo dia 13 de julho. Concebida para aproveitar o período da Copa, a feira já cativou turistas do Brasil e, principalmente, do exterior, e pretende movimentar, somente na Bahia, mais de R$ 400 mil até o fim do Mundial.

“Colombianos, americanos, australianos, chilenos, indianos, canadenses, holandeses, franceses, alemães, argentinos”, diz a consultora Fátima Seabra, citando a origem dos clientes que já estiveram no local, até agora. E os gastos costumam ser bastante generosos. “Um colombiano levou mais de R$ 800 (em produtos). Teve um italiano que levou uma colcha por R$ 2.125”, conta Fátima, antes de dizer que as compras, em geral, variam entre R$ 120 a R$ 500. 

Do Correio24Horas.

Governador lança Plano Safra 2014/2015 com R$ 1,2 bilhão para a agropecuária.

A agricultura, pecuária e aquicultura da Bahia serão contempladas com recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão, oriundos do Plano Safra da Agricultura Familiar 2014/2015. O Acordo para operacionalização do Plano será assinado nesta terça-feira (1º), pelo governador Jaques Wagner, às 11h, no auditório da Secretaria da Agricultura (Seagri), no Centro Administrativo da Bahia.

O objetivo é aumentar o apoio aos mais de três milhões de agricultores familiares baianos, que representam 15% do segmento do Brasil, proporcionando novas condições para a manutenção e a expansão de suas atividades, através de ações como a redução das taxas de juros, aumento do limite de financiamento e ampliação dos recursos para assistência técnica.

Durante a solenidade serão assinados contratos ofertados pelo Governo do Estado para a agricultura familiar. Entre elas, a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre o Incra e a Seagri para implantação de 40 Salas de Cidadania Digital na Bahia. Será assinado ainda um contrato entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) e o Centro de Convivência e Desenvolvimento Agroecológico do Sudoeste da Bahia (Cedasb), para construção de 1.335 cisternas de placas no valor de R$ 3.7 milhões.

Governador inaugura Farmácia da Bahia no município de Anguera.

Com um investimento de R$ 5,75 milhões do Governo do Estado, a Farmácia da Bahia, inaugurada nesta segunda-feira (30), no município de Anguera, na Região Metropolitana de Feira de Santana, vai distribuir remédios, por intermédio da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), para os mais de 10 mil habitantes da cidade. A cerimônia de abertura teve a presença do governador Jaques Wagner, que considerou a ação mais um complemento para melhorar a saúde no estado. “Essa área é uma das minhas maiores preocupações e, por isso, tem sido prioridade no nosso governo".

Anguera faz parte do programa estadual que tem o objetivo de melhorar a assistência e uso de medicamentos no estado. Outras unidades já foram instaladas em 13 municípios do interior baiano. Durante a cerimônia de inauguração, o governador assinou a autorização para licitação das obras de pavimentação no município, no valor R$ 500 mil, que serão realizadas por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), além da construção de mais um posto de saúde em Anguera.

Governador inaugura Farmácia da Bahia no município de Anguera.

Com um investimento de R$ 5,75 milhões do Governo do Estado, a Farmácia da Bahia, inaugurada nesta segunda-feira (30), no município de Anguera, na Região Metropolitana de Feira de Santana, vai distribuir remédios, por intermédio da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), para os mais de 10 mil habitantes da cidade. A cerimônia de abertura teve a presença do governador Jaques Wagner, que considerou a ação mais um complemento para melhorar a saúde no estado. “Essa área é uma das minhas maiores preocupações e, por isso, tem sido prioridade no nosso governo".

Anguera faz parte do programa estadual que tem o objetivo de melhorar a assistência e uso de medicamentos no estado. Outras unidades já foram instaladas em 13 municípios do interior baiano. Durante a cerimônia de inauguração, o governador assinou a autorização para licitação das obras de pavimentação no município, no valor R$ 500 mil, que serão realizadas por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), além da construção de mais um posto de saúde em Anguera.

Governador inaugura Farmácia da Bahia no município de Anguera.

Com um investimento de R$ 5,75 milhões do Governo do Estado, a Farmácia da Bahia, inaugurada nesta segunda-feira (30), no município de Anguera, na Região Metropolitana de Feira de Santana, vai distribuir remédios, por intermédio da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), para os mais de 10 mil habitantes da cidade. A cerimônia de abertura teve a presença do governador Jaques Wagner, que considerou a ação mais um complemento para melhorar a saúde no estado. “Essa área é uma das minhas maiores preocupações e, por isso, tem sido prioridade no nosso governo".

Anguera faz parte do programa estadual que tem o objetivo de melhorar a assistência e uso de medicamentos no estado. Outras unidades já foram instaladas em 13 municípios do interior baiano. Durante a cerimônia de inauguração, o governador assinou a autorização para licitação das obras de pavimentação no município, no valor R$ 500 mil, que serão realizadas por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), além da construção de mais um posto de saúde em Anguera.