21.2.14

O meu amor era jovem. (Do Livro: Quando o Amor Incomoda)

Eu hoje lembrei do dia em que tive as primeiras sensações masculinas. Isto mesmo! Nem a idade me fez esquecer aquele dia. Tudo isto por causa de uma conversa com uma amiga de infância. Ela me disse que eu também fui o primeiro “homem” em sua vida. Vou avisando a vocês, nem adianta terem pensamentos pervertidos. Aquilo lá foi coisa de criança. E mesmo Ela tendo aparecido agora, confesso que o tempo já passou para nós.
Ela me conta que ainda pensa em mim, e eu explico que eu lhe serei grato eternamente por aqueles momentos. Eu tinha 15 anos e ela 13. Estudávamos na mesma escola. E quando ela passava perto de mim, eu a olhava tanto, diz ela agora, que a constrangia. Mas nós somos assim mesmo. Quando queremos nos envolver emocionalmente, mesmo sendo pela primeira vez na vida, vamos ao encontro. Eu a via com aquelas meninas. Eram quatro garotas que sempre estavam juntos com ela. Amigas inseparáveis naqueles dias. Uma delas, a Maria, era minha vizinha. E me contará outras vezes que Alicia estava me paquerando. Mas eu envergonhado que sou, ficava mesmo era a olhar fixamente em seus olhos quando por mim passava.
Um dia, em meados de fevereiro daquele ano, eu recebi um recado que Alicia queria me ver. Confesso que minhas pernas tremeram. Eu é que deveria fazer o convite e não ela. Ou estou errado meu povo? Onde já se viu uma menina, com 13 anos, tomar a iniciativa. Mas não me fiz de abelhudo e disse que iria, e fui.
Sabe o que ela me disse hoje? Que aquele lindo dia, para mim, também teria sido o primeiro dia em que beijou um garoto. Oba! E esse cara fui eu. Me falou também que foram as primeiras sensações que seu corpo sentiu. Eu nem percebi que tudo aquilo tinha marcado a vida daquela garota durante tanto tempo, e que depois de vários anos, isto ainda marcava a sua vida. As palavras dela me comoveram, eu confesso. Saber que seu corpo teve transformações que nunca antes ela teria sentido. Que ao retornar ao colégio percebeu que suas partes intimas estavam molhadas e que, nem riam, ela era só uma garota, assim como eu, pensou que estava gravida. Me disse sorrindo, hoje, que ficou com tanto medo que conversou com suas amigas sobre o assunto. E a minha vizinha. Eu sempre achei aquela garota pra frente. Teria perguntado se eu teria penetrado a vagina dela. Com a recusa na informação. E ao afirmar que a única coisa que aconteceu foi um beijo. Todas as outras amigas riram muito e disseram que ela não se preocupasse com o fato. Foram descobertas da nossa infância. Acho que ao lembrar de tudo aquilo, eu gostaria de reviver cada momento com ela.
Mas nada é perfeito! Isso mesmo. Tendo ela lembrado do beijo, também disse que eu a teria mordido os seus lábios com tanta força, que sua boca ficou cortado e teria sofrido durante vários dias. Nessa hora eu fiquei com vergonha ao ouvir. Não disse a ela que aquele também foi o meu primeiro beijo. E eu lá sabia o que era beijar. Pensei na hora que o certo era morder. Só descobri como era, muitos anos depois. Mas isto é uma outra história a ser contada depois.
Nós namoramos durante alguns anos. Eu vim morar em Glória, no Estado de Sergipe, e ela continuou morando em Paulo Afonso na Bahia. Nos víamos quase que todos os finais de semana, feriados e férias. Eu terminei fazendo amizade com os pais dela. A confiança era tanta que em uma dessas férias eu fiquei hospedado na casa da família dela. Era um quarto de visitas, onde eu passava os dias por lá. Ela tem duas irmãs, e era neste quesito que as coisas emperravam. Com os anos de namoro com Alicia, nós construímos uma intimidade. E meus caros e desprenteciosos leitores masculinos. Mesmo tendo nos tocado. Feito carinhos, que cada um sabe do que estou falando.
Abrindo um espaço para falar sobre isto: a juventude não volta mais, e eu era feliz e não sabia.
Tocar o copro dela, e ser o primeiro homem a sentir o quão quente e fervente ele se transformava, era ter a mesma sensação que Amistrong teve ao pisar na Lua. Se é que ele foi mesmo lá. Pois! As danadas das irmãs estudavam na parte da manhã. O pai trabalhava, mas naqueles dias resolveu tirar férias. A mãe estava trabalhando, mas todo o meio dia vinha almoçar. Estou falando tudo isso só para dizer, que a primeira semana eu quase que quebro mão, de tanto as usar quando ia ao banheiro. Imagem você, que está aí com a mente cirando todo o ambiente em que a história é narrada, não tá conseguindo ficar quieto. E eu que planejei que ou era naquelas férias, ou... Ou nada! Era um sofrimento arretado.
Mas, para tudo o que queremos as chances aparecem. Basta esperar e persistir. Em um sábado pela manhã eu acordo com Alicia ao meu lado, me beijando carinhosamente.
- Cadê seus pais?
Foi a única coisa que me veio à mente naquela hora. E em seguida emendei...
- E suas irmãs?
Ela com um sorriso no rosto me disse:
- Meus pais foram a feira, fazer compras, e minhas irmãs foram fazer um trabalho escolar na casa de amigas.
Meus amigos. Eu levantei, já com a cara de quem tava com a fome da Etiópia. Beijei-a e fui correspondido. Fui ao banheiro, lavei o rosto, escovei os dentes. Foi a mais rápida escovação que alguém já deve ter feito. Se eu tivesse gravado, poderia estar no livros dos recordes. Mas o que não saia da cabeça era que, chegou o grande momento de nossas vidas. Voltei para a cama e ela continuava sentada lá. Eu achava que iria encontrar ela deitada me esperando, mas... Ela sorrindo ao me ver fazer tudo aquilo às pressas, me pegou pelo braço e me tascou um beijo. Este eu não cortei a boca dela. Assim ela me disse hoje. Nos envolvemos em carinhos. Os mais lindos que lembro depois que chegamos a juventude. Com ela tudo sempre foi maravilhoso.
Depois de tirar sua blusa. Ela com medo de alguém voltar. Beijar sua boca carnuda. Retirar sua minúscula bermuda. Com carinho retirar seu sutiã. E finalmente aquela calcinha branca de renda. Eu a deitei na cama com carinho. Beijei seu corpo inteiro. Desci até seu sexo e o beije com tanta vontade e tesão, que ao olhar para o rosto de Alicia, percebi que ela se derramava em prazer. Ela se contorcia, e isto me fazia ter mais desejos. Com minha língua penetrei pela primeira vez o que eu mais desejava naqueles dias. Ela fez um sussurros de prazer. Pegou o meu rosto e o puxou ao encontro do seu. Me beijou com tanto amor, que eu a abracei e deitei meu corpo sobre o dela. Ela então abriu suas pernas, pegou o órgão sexual e, com dificuldades, pois era a nossa primeira vez, o introduziu. Naquele momento, eu senti uma mistura de adrenalina, meu corpo ardia em fogo, meu coração palpitava descompassado, mas eu com carinho fui devagar. Devagar sim! Certo, tá bom! Eu passei uns longos minutos tentando acertar. Nem adianta rir. Todos nós devemos ter passado por isso um dia. Confesso, mais uma vez, que não consegui penetrar o meu amor daquela forma. Foi então que ela teve a ideia de sentar sobre meu corpo e sobre o meu pênis. Ela olhava o meu rosto. Sorria e demonstrava preocupação. E depois de várias tentativas e dores, eu senti pela primeira vez em minha vida, o que é a sensação de penetrar uma mulher. E fazer dela essa mulher que é hoje. Nós ficamos durante algum tempo naquela posição. Nos amamos como dois adultos desejosos, mas éramos dos jovens ávidos por amor, por sexo, por prazer.
Ela ao se despedir hoje de mim, pois estava retornando para a sua cidade, me olhou nos olhos como nos bons tempos em que namoramos, sorriu um sorriso diferente, de quem lembrava de tudo o que nós tínhamos passado juntos. Ao lembrar de tudo isso hoje, me deu uma vontade danada de convidar ela para revivermos aquele dia. Mas tive medo. Eu sou um homem medroso e o melhor é deixar a vida seguir, cada um a sua maneira.

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