5.8.13

Chesf dá posse definitiva de área de hotel a o município de Canindé

O prefeito de Canindé de São Francisco Heleno Silva esteve hoje, 05, na sede da Chesf – Companhia Hidrelétrica do São Francisco na cidade de Recife em Pernambuco juntamente com o secretário de planejamento Breno George. Eles foram recebidos pelo presidente da empresa João Bosco e pelo diretor de engenharia José Aílton. Trataram da assinatura dos documentos de transferência da propriedade da área do terreno em que se localiza o Hotel Águas de Xingó, que agora é de propriedade definitiva do município.
Para o prefeito este é um divisor, já que o município não tinha como investir em um patrimônio que ainda não era de sua propriedade. “Agora com a posse definitiva da área, nós vamos definir o que melhor poderá ser feito com o hotel. Há várias possibilidades e nenhuma está descartada por enquanto. Vamos fazer o que for melhor para municipalidade” disse ele.
Heleno Silva aproveitou ainda para discutir com os diretores da Chesf algumas possibilidades de ajuda da empresa para com Canindé. A empresa tem um debito social muito grande com a região, por conta da construção da Usina de Xingó. “Nosso povo teve que ser retirada de suas terras e uma nova cidade foi construída. Tivemos perdas irreparáveis ao longo dos anos, mas acreditamos que se juntarmos a prefeitura e a Chesf em beneficio do nosso povo vamos conseguir minimizar os problemas causados”, falou o prefeito.

Tucanos mandam e desmandam na comunicação da presidenta Dilma.

Começa a ficar claro, para analistas políticos que ainda duvidavam das intenções do Núcleo de Mídia e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, ora ocupada pela jornalista Helena Chagas, em aplicar a teoria conhecida como “mídia técnica”. Ao transferir para as Organizações Globo, nos últimos dois anos, valores de mais de R$ 1 bilhão, a despeito das acusações que pesam sobre a empresa, que responde a processo por sonegação fiscal e evasão de divisas da ordem de outros R$ 500 milhões, os integrantes dos postos-chave em uma das áreas mais estratégicas do governo da presidenta Dilma Rousseff seguiam à risca o roteiro determinado pela oposição. Tanto a secretária Chagas quanto seu segundo em comando, Roberto Messias, sempre lidaram, de perto, com as empresas da família Marinho.
Matéria publicada na noite anterior, assinada pela jornalista Conceição Lemes, no site Viomundo, apurou que Messias é ligado ao PSDB, enquanto sua superiora imediata ocupou cargos de alto escalão nas Organizações Globo. O bloqueio às revistas, rádios, blogs e jornais independentes, entre eles o Correio do Brasil, era apenas um sintoma dos problemas que Dilma vê, agora, propagados ao máximo nos protestos de rua contra a mídia conservadora que, durante a gestão de ambos à frente da Secom, sempre foi considerada prioritária, tanto em nível publicitário quanto no tráfego de informações. Messias apresentou sua verdadeira face à jornalista ao demonstrar seu intenso desejo de ver o ex-colega do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, ser preso. Pizzolato defende sua inocência mas descobriu, talvez tarde demais, que os tucanos ainda mandam nacomunicação do governo petista.
Leia, a seguir, os principais trechos da reportagem de Conceição Lemes:
Em recente entrevista com a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR), a jornalista Helena Chagas, perguntei:
No julgamento do chamado mensalão, o STF julgou irregular, crime, o BV (Bonificação por Volume) da Visanet. Embora já esteja demonstrado que o dinheiro é privado e não público, Henrique Pizzolato corre o risco de ir para a cadeia. Em função dessa decisão, a Secom vai buscar de volta o dinheiro do BV da Globo?
Mal acabara de dizer Pizzolato corre o risco de ir para a cadeia, Roberto Messias, também presente, me cortou:
Roberto Messias — Demorou.
Viomundo – Por quê?
Roberto Messias – Sou o cidadão agora falando. Eu trabalhava com ele…
Viomundo – Por que demorou para ele ir pra cadeia?
Roberto Messias – Ué, porque eu acho que tem um…
Messias é o secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Cuida da publicidade do governo federal: ministérios, órgãos relacionados e estatais. Onde e quanto investir estão principalmente em suas mãos.
Para não desviar o foco, não insisti naquele momento. Testemunharam-no Helena Chagas, que se manteve em silêncio, assim como Fabrício Costa, secretário de Comunicação Integrada da Secom.
Após a entrevista, já fora do gabinete da ministra, voltei a falar com Messias:
– Você acha mesmo que o Pizzolato tem que ser preso?
– Acho.
– Por quê?
– Porque sim.
– Vocês trabalharam no Banco do Brasil (BB)?
Movimenta a cabeça afirmativamente.
– Mas por que ele tem de ser preso?
– Porque sim…
Como o segundo da Secom-PR do governo Dilma, de forma intempestiva, comete essa indiscrição?!
“Declaração gratuita, só pode ser rivalidade partidária”, avaliou o próprio Henrique Pizzolato, após ler a reportagem do Viomundo. “Mais do que tudo, ele conhece os documentos, sabe que a utilização do dinheiro do Fundo Visanet não era de minha área de responsabilidade e que estou sendo condenado injustamente.”