20.6.13

O Movimento do Fim do Mundo está repleto de Patricinhas e Mauricinhos.

Já faz alguns anos que leio e escrevo e discuto com amigos sobre “a revolução será pela internet”, claro que desde sempre eu discordo desta afirmativa e as Manifestações do Fim do Mundo está provando isto. Diferente do que a direção do Partido dos Trabalhadores entendeu, pois não nos deu, ainda, atenção para o alerta que dávamos insistentemente, a internet não fará a revolução no Brasil, mas se não nos alertarmos para o que está acontecendo nas ruas, ela possivelmente apoiada pela grande mídia nativa, será usada para dar um golpe.
O PT e algum momento deu as caras neste debate, uma das vezes foi quando reuniu em Brasília parte da militância e criou a Rede PT (nome que discordei por partidarizar demais o assunto e afastar novos militantes), outra vez, mas demorou muito foi a participação no mês passado em Fortaleza no presidente do partido Rui Falcão durante o WebFor, onde mais uma vez se pediu a Regulação da Mídia. Já o ex-presidente Lula mostrou estar a frente do partido quando ao final do seu governo reunião alguns Blogueiros e deu uma entrevista e participou da abertura, em Brasília, do BlogProg 2011. Tirando estes movimentos em direção a este novo meio de debates, nós tivemos um partido distanciado da militância.
Para quem está “conectado neste mundo virtual”, ver o povo nas ruas hoje não foi nenhuma surpresa, pois estes movimentos já eram percebidos e informados há bastante tempo.
O que eu percebo, já que estou a milhares de quilômetros de São Paulo e do Rio de Janeiro, é que as informações que tenho são passadas por amigos que estão participando ou moram nestas cidades. Outra fonte de desinformação são os programas de TV e publicações na própria internet, salvo alguns poucos títulos que, distante de apoiarem ou serem contra, estão fazendo uma analise de todo o contesto e não só da redução dos R$0,20. Um destaque para uma cena no programa de Marcelo Resende onde manifestantes acompanhavam uma policial. Eram vários e nitidamente pelas imagens se percebia que eles a estavam protegendo. Enquanto o apresentador gritava, “vejam a cara de medo dela, vejam o que eles estão fazendo...”. A policial foi entregue a outro, com do exercito que a conduziu. Marcelo mudou de assunto como o vento. Seguiu com seus gritos agitando os telespectadores. E isto está acontecendo em todos os programas e em todos os canais.
Falando de imagens, as que eu vi ate o momento, tomará que eu esteja errado, só mostraram pessoas criadas a danoninho e iogurte, bombados e alguns idosos com saudade dos tempos de chumbo. O povão mesmo não foi convidado ou não quis participar das Manifestações do Fim do Mundo. E não me venham dizer que é porque não eles têm internet, hoje essas pessoas, ou quase que na totalidade dos lares na área urbana te um computador ligado no mundo virtual. Então cadê esse povo? Não aquele que vaiou a presidenta na abertura da Copa das Confederações, mas aqueles que a aplaudiram na reabertura do Maracanã. Onde estão que não apoiaram estas manifestações? Que mesmo legitimas e necessárias, estão com um viés de golpe. E antes que me crucifiquem, eu apoio a Manifestação do Fim do Mundo, no meu caso a reivindicação é a Regulação da Mídia, Melhor Distribuição de Recursos Para Propagandas Públicas, a nível nacional. Já a nível local a Nomeação Imediata dos Aprovados no Concurso Público da Prefeitura de Paulo Afonso na Bahia.

Que os dirigentes do Partido dos Trabalhadores saiam também as ruas para dizer que são favoráveis as manifestações, e que querem 100% do Pré-Sal para a Educação, para vermos se a grande mídia vai apoiar estas reivindicações. Presidenta Dilma chegou a hora de pedir a provação deste projeto e mostrar quem é a favor ou contra o Brasil.

Cantora Sergipana Esther de Jesus brilha em programa do SBT.

No sábado, 15, a Sergipana Esther de Jesus foi uma das “Mulheres que Brilha” do programa de auditória da Sistema Brasileiro de Televisão. Ela cantou a música “Essência” de Jotta A, também cantor gospel que foi revelado pelo apresentador Raul Gil.
Esther é uma jovem evangélica e está “ntenada com o que está acontecendo pelo mundo. Ela não se furta a falar de temas como as drogas. Em entrevista resente ela disse que, “Infelizmente, alguns jovens não tem aproveitado de forma produtiva essa fase, que é muito importante para vida de todos. Alguns se perdem no mundo das drogas e outros para nossa alegria tem servido a Deus. Tem sido a geração escolhida pelo criador”. Com posições como está, a cantora se destaca na vanguarda dos debates mais espinhosos que a juventude brasileira vem enfrentando no momento.

Classificada para a próxima fase da disputa Esther de Jesus representa a música gospel sergipana de boa qualidade. Na próximas apresentações ela enfrentará candidatas fortíssimas, mas a nordestina de Boquim/SE, que congrega na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, tem muito mais para mostrar. Com uma voz forte e pulsante, a cantora tem tudo para estar entre as melhores vozes do Brasil da música gospel.

19.6.13

NOTA DO PT SOBRE O TRANSPORTE PÚBLICO.

As manifestações realizadas em todo o País comprovam os avanços democráticos conquistados pela população. São manifestações legítimas e as reivindicações e os métodos para expressá-las integram o sistema democrático.
É papel dos partidos, do Congresso e dos Governos em todos os níveis dialogar com estas aspirações.
As transformações promovidas no Brasil nos últimos 10 anos, pelos Governos Lula e Dilma - com a ascensão social de 40 milhões de pessoas, a redução das desigualdades sociais, a geração de mais de 20 milhões de empregados com carteira assinada, o ingresso de milhões de jovens nas universidades, a ampliação de oportunidades para todos, enfim o surgimento de um novo País - colocam na ordem do dia uma nova agenda.
Avançamos e podemos avançar ainda mais. Na área de mobilidade urbana, que agora catalisa manifestações em centenas de cidades, várias conquistas ocorreram em governos do PT, como o Bilhete Único, pelo Governo Marta em São Paulo, que resultou na redução de 30% no custo do sistema. Bilhete este que será agora ampliado pelo prefeito Fernando Haddad, com validade mensal e novos ganhos para os usuários que ainda serão beneficiados com a decisão da abertura de corredores e duplicação de importantes vias de acesso à periferia.
O Governo Dilma, que destinou R$ 33 bilhões para o PAC da Mobilidade Urbana, editou Medida Provisória que zerou as alíquotas de PIS/PASEP e Cofins incidentes sobre as empresas operadoras de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário e ferroviário de passageiros, possibilitando a redução das tarifas.
O PT saúda, pois, as manifestações da juventude e de outros setores sociais que ocupam as ruas em defesa de um transporte público de qualidade e barato.
Estamos certos de que o movimento saberá lidar com atos isolados de vandalismo e violência, de modo que não sirvam de pretexto para tentativas de criminalização por parte da direita. Nesse sentido, repudiamos a violência policial que marcou a repressão aos movimentos em várias praças do País, sobretudo em São Paulo, onde cenas de truculência, inclusive contra jornalistas no exercício da profissão, chocaram o País.
A presença de filiados do PT, com nossas cores e bandeiras neste e em todos os movimentos sociais, tem sido um fator positivo não só para o fortalecimento, mas, inclusive, para impedir que a mídia conservadora e a direita possam influenciar, com suas pautas, as manifestações legítimas.
A insatisfação de parcelas da juventude em relação às instituições e aos partidos políticos revela a necessidade de uma ampla reforma do sistema político e eleitoral em defesa do que vêm se batendo o PT e outras organizações da sociedade.
Do mesmo modo, as manifestações têm mobilizado sua inconformidade contra o tratamento dado pelo mídia conservadora aos movimentos, inclusive pelo fato de, num primeiro momento, ter criticado a passividade da polícia.
Diante das demandas por transporte de melhor qualidade e barato, o Diretório Nacional do PT recomenda aos nossos governos que encontrem uma resposta necessária, que, no curto prazo, reduza as tarifas de transporte e, num médio prazo, em conjunto com os governos estadual e federal e com ampla participação popular, discuta soluções para um novo financiamento público da mobilidade urbana.
A direção do PT conclama a militância a continuar presente e atuante nas manifestações lado a lado com outros partidos e movimentos do campo democrático e popular.
São Paulo, 19 de junho de 2013.
Rui Falcão Presidente Nacional do PT.


Pinheiro está confiante na aprovação do FPE pela Câmara.

O relator do projeto que estabelece novas regras para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), o senador Walter Pinheiro (PT-BA) acredita na aprovação do projeto na Câmara, na próxima semana.
Pinheiro disse que a aprovação ontem (18), pelo Senado, do texto contendo mudanças em relação ao que a Câmara rejeitou na semana passada obteve maior sintonia entre os senadores, pelo resultado de 59 votos favoráveis e apenas 9 contrários.
Segundo Pinheiro, ao propor que até 2015 o valor recebido hoje será mantido e que, a partir de 2016, o excedente seja dividido da forma que estados menos populosos tenham maior participação, e ainda melhorando a parcela que cabe aos estados mais ricos, será possível garantir uma convergência em torno dessa proposta na Câmara.
“Conversei com os senadores para que a gente dialogue com as bancadas na Câmara, na expectativa de que esse projeto possa ser aprovado ainda semana que vem. Estou confiante que o dialogo se restabelecerá e o próprio relator na Câmara já se manifestou também confiante”, destacou o parlamentar.
Segundo Pinheiro, na semana que vem o presidente da Câmara, Henrique Alves, deverá coordenar o diálogo com as lideranças partidárias e colocar o projeto em votação.
Assessoria do senador Walter Pinheiro (PT-BA).

EMPODERADOS E DESILUDIDOS (Chico Cavalcante).

Na contramão das análises apressadas e romantizadas, posso afirmar sem sombra de dúvidas que os milhares de manifestantes que marcharam ontem nas ruas de grandes metrópoles e hoje geram imenso tráfego de dados nas redes sociais não darão em lugar nenhum. Chegaram a um beco sem saída.
Não derrubarão governo algum, não indicarão um novo caminho, nem significam, em si, nenhuma mudança substancial no tecido político visível. Ao contrário do que pensa a ultra-esquerda retórica, os ventos da revolução proletária não sopram ao som do mar e à luz do céu profundo na pátria amada Brasil.
Toda a barulheira feita nas redes sociais que parecem contagiar a todos não chega nos grotões desse país melhor que surgiu a partir de 2003 e que está infenso a impressões de segunda mão, que indicam um país pior onde a realidade revela a melhoria dos indicadores sociais a começar pela renda e pelo trabalho.
A marcha dos empoderados pelos acertos de 10 anos de governo democrático e popular no Brasil encontrará o vazio depois da curva e refluirá como refluíram todos os movimentos recentes de igual ou maior magnitude em todo o mundo ocorridos onde as instituições eram sólidas, a democracia era estável e o governo não era totalitário, como é o caso do Brasil.
Nos Estados Unidos, mobilização similar um ano antes das eleições gerou análises apressadas que davam Obama como o virtual perdedor em seu intento de permanecer na Casa Branca. E isso não aconteceu. Porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
O descaminho dessa multidão que parece caminhar para algum lugar e ruma para lugar algum tem a ver com a lógica interna desse tipo de movimento, baseada em pautas difusas, contraditórias até, e na ausência de direção política e organicidade, únicas formas de tornar uma mobilização constante ao ponto de produzir o efeito “água mole, pedra dura, tanto bate até que fura”.
Foram anos e anos de mobilização e enfrentamentos comandados pelo Conselho Nacional Africano que levaram ao fim da Apartheid. Foram anos e anos de mobilização e enfrentamento, inclusive armado, que enfraqueceram a ditadura no Brasil, no Chile e na Argentina.
Não é isso que está acontecendo aqui. Movidos mecanicamente por um sentimento de rebeldia sem causa definida, esses movimentos que começaram com demanda econômica (redução da tarifa do transporte urbano em São Paulo) e não evoluíram para uma pauta qualificada, têm sua origem profunda no desencanto, na desilusão política e na falta de perspectiva que contaminam a juventude nos dias atuais, imersa no poder aparente das redes sociais e na falta de espaço político nos partidos tradicionais.
Essa juventude está contaminada pelo discurso plantado de modo sistemático e recorrente pela Rede Globo, segundo o qual, vivemos no pior país do mundo, mal administrado, precário, aquele onde a corrupção sobrevive, já tendo sido exterminada em todas as outras paragens do planeta.
A percepção desfocada, gerada por uma leitura distorcida dos fatos, leva a uma ausência de pauta efetiva e unitária e este não é um fator menor na análise do cenário presente.
Afinal, todas as revoluções se fizeram em torno de uma consigna, de uma palavra de ordem que indicava ruptura; seja do status quo, seja fomentando a independência de uma colônia, pela distribuição de riqueza material e imaterial para os desvalidos, pela democracia política para os oprimidos ou mesmo pela autoafirmação nacional para nações submetidas aos ditames de outras nações.
Alguns analistas da hora comemoram o fato de que nenhuma legenda partidária conseguiu capitalizar a seu favor os protestos. Mas esse é justamente o primeiro sintoma de que esse movimento espontâneo não se tornará orgânico e, portanto, perene. Sem direção política, dispersará do mesmo modo que surgiu se a polícia - que no dia 17/06 no Rio foi submetida ao seu maior teste de paciência - não criar um mártir para a multidão chamar de seu.
A ideia tola de que seria Dilma Rousseff (PT) quem estaria na berlinda desses movimentos e que os beneficiários primeiros dessa onda de rebeldia seriam Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (ex-PV) e Eduardo Campos (PSB), carece de comprovação factual. A vaia que Dilma tomou em estádio de futebol apenas serve para provar uma antiga tese que defendo: políticos não devem comparecer a eventos esportivos, onde a ingestão de bebida alcoólica antecede as partidas e entorpece a razão.
Como carece de comprovação também que a pré-candidata à Presidência Marina Silva, que está organizando um partido estranhamente chamado de “Rede”, seria aquela cujo discurso mais se identifica com os manifestantes. Todos e nenhum dos discursos flertam com manifestantes, já que estes lutam contra o aborto e a favor do aborto simultaneamente.
A imprensa destaca como bandeira principal das mobilizações a luta “por um mundo melhor”. Mas isso não é uma pauta, mas sim uma evasiva ou, quando muito, verso de uma canção ruim. A rigor, todos querem um mundo melhor. Mas o mundo melhor dos nazistas não era o mundo melhor dos judeus. A perspectiva muda tudo.
Movimentos horizontais e espontâneos tendem a rejeitar lideranças tradicionais, mas são, também, incapazes de criar novos interlocutores e tendem a refluir ao limbo, como aconteceu com Occupy Wall Street, que depois de contagiar os Estados Unidos e o mundo refluiu para se tornar mais um objeto de estudo acadêmico.
Há, portanto, tendência nada desprezível de os protestos ficarem órfãos de pai e mãe ou, na pior das hipóteses, de serem adotados pela direita, já que movimentos como estes tendem mais para a retórica conservadora do que para a ruptura revolucionária  Golpes militares como o Brasil de 1964 no e de 1973 no Chile começaram com mobilizações de massas fomentadas pela CIA, calcadas em sentimentos reais de largos estratos sociais.
Também vale lembrar que, em 1988, vencida a ditadura, um difuso sentimento de insatisfação, similar ao atual, se espalhou pelo Brasil. As pessoas pareciam insatisfeitas com tudo, ainda mais com a hiperinflação – que agora não existe embora a mídia insista em reconstruí-la.
Naquele cenário cinzento emergiu um político nordestino desconhecido, jovem, de boa aparência, cuja proposta principal era combater a corrupção e os marajás. O simulacro Fernando Collor de Mello venceu a corrida ao Palácio do Planalto em 1989 com amplo apoio das ruas. Caiu em 1992 da mesma forma, fruto de descalabros e desmandos.
A desilusão é e sempre será má conselheira.
Chico Cavalcante no Site 247.