12.4.13

Não há palavras para definir algo assim.


10.4.13

Para a PRE, prefeito de Marcionílio Souza/BA deve ter registro indeferido.


Adenilton dos Santos Meira substituiu o candidato Edson Ferreira de Brito a menos de 48 horas das eleições 2012, sendo eleito a partir de uma manobra política que, para Sidney Madruga, configura-se como fraude.
O procurador Regional Eleitoral Sidney Madruga manifestou-se a favor do recurso interposto contra a decisão do Juízo zonal que permitiu a Adenilton dos Santos Meira ser eleito prefeito do município Marcionílio Souza/BA, a 324 km de Salvador. Meira foi mais um “candidato surpresa” nas eleições municipais no estado, substituindo Edson Ferreira de Brito a menos de 48 horas do primeiro turno das eleições 2012, o que, para o procurador, configura fraude à lei.
Brito, que exerceu o mandato de prefeito da cidade entre 2009 e 2012, foi lançado candidato e participou da campanha para a própria reeleição, mas renunciou no último momento, alegando ter tido o diploma cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A condenação acarretou na perda de seu cargo de prefeito em função de ilícitos cometidos na campanha eleitoral de 2008, mas não o impedia de concorrer ao cargo em 2012, pois seu registro de candidatura já havia sido deferido.
Segundo o pronunciamento da Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA), emitido em 2 de abril, a coligação “Unidos pelo Bem do Povo” deixou Brito como candidato de maneira intencional e a substituição não deve ser considerada válida pela Justiça Eleitoral. “A substituição, desta forma, às vésperas do pleito, cria uma espécie de voto cego, por meio do qual os cargos eletivos são ocupados por pessoas que não cumprem o rito das campanhas eleitorais” afirma o procurador no documento.
Na manifestação, Madruga ainda afirma que a apresentação do candidato na última hora prejudicou a soberania popular e possibilitou a eleição de Meira sem que houvesse qualquer tipo de divulgação que permitisse ao eleitor saber a respeito da substituição e do próprio candidato. “Não se pode admitir que, num Estado Democrático de Direito, se vote em um candidato por outro”, explica.
Grande parte do eleitorado de Marcionílio Souza sabia pouco ou nada sabia sobre Meira, já que não teve acesso às suas qualificações básicas (como nome, partido, cargo almejado, vida pregressa e aptidão para o exercício da função), nem a informações referentes ao embate de ideias com outros candidatos e propostas políticas. Para a PRE, toda campanha deve pautar-se em igualdade de condições entre os candidatos, que, em período determinado e sob condições estabelecidas pela lei, têm as mesmas prerrogativas para propagar suas ideias e pedir votos ao eleitorado. Para a procuradoria, ficou evidente a intenção da coligação de usar o nome de Edson Ferreira de Brito para ganhar as eleições.
O pronunciamento da PRE foi emitido em processo que segue para deliberação pela corte do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.

60kg de maconha foram apreendidos pela PRF.


Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam, na madrugada de ontem, 60 kg de maconha, durante uma abordagem de rotina na BR-110, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. Uma pessoa foi presa 

e uma arma municiada apreendida.

A droga estava sendo transportada na mala de um Ford Fiesta, vermelho, com placa de Alagoas, abordado no km 2 da BR-110. O condutor do automóvel desobedeceu a ordem de parada e a equipe da PRF acompanhou o carro. Poucos quilômetros depois, os policiais pararam o veículo e efetuaram a prisão do condutor, um homem de 39 anos. Outros dois ocupantes do carro estão foragidos.


Por Gazeta de Alagoas.

Peça de Bertold Brecht é encenada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores.

A arte teatral envolve as pessoas e conta as historias da sociedade por muitas gerações, atualmente num momento vivido de transformação tecnológica  o teatro e outras artes populares vão sendo soterradas por ferramentas individualistas. Nesse contexto o Grupo de  teatro Raízes Nordestinas   de Poço redondo estado do Sergipe assume a tarefa de colocar o povo  trabalhador e o teatro numa mesma sintonia, resgatando obras de grandes pensadores como Brecht, no entanto com uma boa pitada da realidade nordestina.
O Grupo existe deste o ano de 2000, tendo se constituído no processo de realização de atividades missionárias e de formação de grupos de jovens. atualmente faz parte do  MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores,  envolvidos com o objetivo da reafirmação da cultura camponesa, parte fundamental do Plano Camponeses.
Atuando não somente no município onde reside,  a trupe envolve jovens de comunidades camponesas de Maranduba e de Queimadas do Município de Poço Redondo   desenvolvendo  um trabalho em todo território do alto sertão sergipano, com ações nos campos da musica, educação  e comunicação popular além de se tornar uma grande referencia de organização da juventude, tudo isso baseado  na perspectiva da transformação social  com arte, ou melhor como uma arte.


O Grupo de Teatro Raízes Nordestinas é hoje uma importante referencia da arte e da cultura no Estado de Sergipe, tendo sido dirigido por profissionais do teatro sergipano como Isaac Galvão, Raimundo Venâncio, Luiz Carlos Reis e Virginia da Fonseca Menezes. Seus dois últimos trabalhos foram: A megera domada, uma adaptação de Virginia Lucia do clássico Willian Shakespeare e Os Corumbas, uma adaptação de Valfran de Brito do romance homônimo de Amando Fontes.
atualmete o grupo  faz a gestão de um Ponto de Cultura, "Rendar a Arte Com os Fios da Cultuar" e a gestão de uma Escola Popular de Musica mantendo um trabalho de iniciação teatral permanente com 40 adolescentes e jovens do campo e da cidade do município de Poço Redondo. Em dezembro de 2012 o Grupo inaugurou o primeiro espaço teatral da região que ganhou o nome de “Raízes Nordestinas”. 

Senado aprova substitutivo de Pinheiro com novas regras para distribuição do FPE.


O Plenário do Senado aprovou, na noite desta terça-feira (09), o substitutivo do senador Walter Pinheiro (PT-BA) com novas regras de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A proposta mantém os critérios de divisão do FPE até 2015 e teve 64 votos a favor e nenhum contra. Ficaram ressalvados 17 destaques, que serão examinados na sessão desta quarta-feira (10).
Para 2016 e 2017, é garantido o mesmo montante recebido em 2015, com atualização pelo IPCA e metade da variação real do PIB. O excedente, pelo texto, será distribuído segundo critérios de população e inverso da renda domiciliar per capita. Esses critérios, no entanto, podem ser modificados, pois são exatamente objeto dos destaques que serão apreciados nesta quarta.
Ao se pronunciar durante a discussão do projeto, Pinheiro salientou o “nível muito aprimorado e qualitativo” do debate. Disse que gostaria muito de apresentar uma proposta que pudesse agradar a todos, mas que isso não era possível. “A gente está expressando algo que não é a impossibilidade do diálogo, mas é a impossibilidade do [consenso em torno do] conjunto da regra”, afirmou o parlamentar.
Para o senador, o texto substitutivo que apresentou representa “a equação do possível”. Disse que sua proposta busca o encontro entre o que era praticado na distribuição do FPE e o que determinou o Supremo Tribunal Federal (STF).
O tribunal estipulou que o Congresso Nacional encontre parâmetros que tenham possibilidade de variação. O STF entendeu que, com coeficientes fixos para a distribuição, o fundo não cumpria o objetivo previsto na Constituição, de promover o equilíbrio sócioeconômico dos estados.
O relator justificou que não mudou a forma de distribuição até 2015 porque os estados aprovaram seus Planos Plurianuais e suas Leis Orçamentárias com base na regra antiga. Esses planos têm vigência até 2015.
A proposta, explicou o relator, prevê que, a partir de 2016, os estados mantenham a base do que vinham recebendo, acrescida de valores baseados nos índices de inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), e por um percentual do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A distribuição entre os estados será proporcional à população e à renda domiciliar per capita.

9.4.13

Bono chama Lula a fazerem juntos um Bolsa Família planetário.


O que era para ser um reencontro de dois amigos acabou se transformando em uma produtiva reunião de trabalho. Na tarde desta terça-feira (9), em Londres, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o músico irlandês Bono, líder da banda U2, conversaram durante uma hora e falaram sobre o programa Bolsa Família, segurança alimentar, fome na África e, claro, futebol, paixão de ambos.
Para baixar fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.
A pedido do roqueiro e ativista social, Lula resumiu os programas de inclusão social realizados no Brasil durante seu governo e que permitiram que fossem retirados do estado de miséria absoluta mais de 30 milhões de pessoas. De lápis na mão, o ex-presidente fez para Bono um cálculo estarrecedor:
“Some os 9,5 trilhões de dólares gastos para salvar bancos norte-americanos e europeus, depois da crise de 2008, mais os 1,7 trilhões de dólares despejados pelos EUA na guerra do Iraque, e você terá mais de US$ 11 trilhões. Isso significa que os recursos jogados na farra dos bancos e na invasão do Iraque seriam suficientes para montar um mega-programa Bolsa Família que atenderia a todos os pobres do mundo durante 150 anos”.
Para Bono, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, com problemas de saúde, retirou-se da politica, Lula converteu-se naturalmente no grande interlocutor mundial dos pobres:
“Lula, você é o único interlocutor capaz de falar com capitalistas e socialistas, com dirigentes dos países ricos e com as lideranças do Terceiro Mundo”.
O músico propôs somar os esforços do Instituto Lula e da organização não-governamental ONE, criada e dirigida por Bono para difundir e estimular, em países africanos, programas contra a fome e a miséria. Ele revelou também que, com o apoio de Bill Gates e do investidor George Soros, a ONE vem implantando na Tanzânia um projeto de produção de alimentos na savana inspirado no trabalho da brasileira Embrapa em Gana.
Ao final do encontro, Bono fez um desafio ao ex-presidente do Brasil:
“Você é hoje a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário, que atenda a todos os pobres do mundo! Vamos, eu me junto a você e fazemos isso juntos!”
Lula e Bono ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já bateram o martelo: os dois estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014.

PT de Paulo Afonso quer conversar com novois filiados.

O Partido dos Trabalhadores - PT de Paulo Afonso vai realizar neste domingo, 14, das 8h às 13h, no SINERGIA, localizado na Rua Floriano Peixoto, nº 936, o “I Encontro Municipal de Formação Política” para os novos filiados. O evento político tem como objetivo fortalecer a legenda na cidade, além de orientar os novos petistas sobre os rumos do PT no município, entre outras questões que estarão em Pauta.

Chega ao fim impasse entre a Prefeitura de Abaré e o Assentamento Antonio Conselheiro.‏


Chega ao fim impasse entre a Prefeitura de Abaré, localizada no norte da Bahia, e o Assentamento Antonio Conselheiro. Em audiência realizada hoje, Juiz de Direito Titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Paulo Afonso/BA – Glautemberg Bastos de Luna - Designado para a comarca de Abaré, as duas partes envolvidas entraram em acordo após 5 de ocupação da Prefeitura por parte da Comunidade e sem negociação por parte do Prefeito.
Fizeram-se presentes representantes da Prefeitura Municipal, do Assentamento e representada a Policia Militar, representada pelo Cel. PM Josemar Pereira, Comandante do 20° Batalhão da Policia Militar. As partes instaladas a conciliação acertaram:
(1) O município disponibilizara médico ao assentamento a cada 15(quinze) dias.
(2) O município disponibilizara um veiculo vinculado ao posto de Saúde do Umbuzeiro, localizado a 3 km do Assentamento, para atendimento de portadores de necessidades especiais e os casos de urgência e emergência do município. Caso o município não atenda as emergências o município pagara multa diária de 2.000,00 (dois mil reais).
(3) A coleta de lixo do Assentamento será realizada dentro do atendimento do termo firmado entre Município e Ministério Publico Estadual.
(4) A liderança do assentamento realizará, em parceria com o município, o cadastramento nos assentados no PSF do Umbuzeiro entre os dias 15 de abril e 15 de maio.
(5) A liderança do Assentamento realizará o levantamento dos alunos matriculados nas escolas estaduais e municipais, para que tenha transporte escolar suficiente para os alunos daquela comunidade.
(6) O município se compromete a realizar procedimento licitatório em curso.
(7) O MST desocupara o prédio público invadido até as 14horas de hoje, comprometendo-se o município a disponibilizar veiculo que conduzirá os integrantes do Movimento até o Assentamento.
O acordo foi homologado para que produza seus jurídicos e legais efeitos.
De acordo com Epifânio Barros, Coordenador do Assentamento, “Não foi o acordo que se esperava. Porem o primeiro passo foi dado, para quem nunca se teve nada foi um acordo mais ou menos. Nós queríamos médico pelo menos uma vez na semana. Mas esperamos não ter que invadir mais nenhum órgão público e que o Prefeito em exercício assuma o que foi acordado perante o Juiz desta comarca.”
Por Carol Pires.

8.4.13

José Genoino fala do farsa montada pelo STF durante o julgamento do "mensalão".

Nada de adeus, Renzo! (Emiliano José)


Você alimentava um sonho dourado, Renzo: semear em outras terras, viver entre os pobres, sentir as dores dos que tinham sede e fome de justiça. Sua Florença, beleza renascentista, monumento da humanidade, não lhe bastava. Queria o mundo, vasto mundo, que reclamava o Evangelho. A primeira conversão com os operários fiorentinos fora um empurrão: assimilou a diversidade da humanidade. Existia compaixão nos que não viviam a crença cristã, até nos comunistas, como nos trabalhadores da Italgas. Passou 16 anos nessa luta para seguir estrada afora, desde que se tornara sacerdote, em 1949.

Chorou, eu sei, no navio que o trazia para o Brasil, em 1965. Chorou muito por deixar Florença e seus amigos, sua vida até ali, tantos hábitos. E deixar Ethel, a mãe, que nem quis estar presente quando partiu, tão partido estava o coração dela por ver o filho mergulhar num mundo desconhecido. No navio, as lágrimas vinham junto com as recordações de uma vida inteira, e o choro era uma catarse. Não abalava sua escolha. Na vida, escolhas nunca são fáceis, sempre há uma contabilidade de perdas e ganhos.

Aliás, você nem sabia se haveria ganhos. Apenas partia, a certeza de que devia seguir mundo afora, entre os desvalidos, para divulgar o Evangelho. Quem quiser que me siga, pensava em Cristo. Não havia meias medidas na escolha. O Brasil o surpreende, sei, porque me contou: no Alto do Peru, em Salvador, o povo lotou a igreja na sua primeira sexta-feira santa, uma elegia ao sofrimento; e quase o deixa falando sozinho no domingo de Páscoa, momento da ressurreição de Cristo. Ora, pensou, maior é a alegria pela volta de Cristo do que a tristeza por sua morte. 

E o Brasil surpreendeu você, também, pela pobreza. Que era extrema, ampla. Calçou as sandálias de apóstolo, arregaçou as mangas, e pôs-se a trabalhar entre os pobres. De todo modo que pudesse, queria aliviar as dores dos que clamavam por pão, por casa, por uma vida digna. Em 1971, os desabamentos causados pelas chuvas mataram mais de 150 pessoas em Salvador. Você orientou a invasão de escolas pelos moradores do Bom Juá e redondezas, dos bairros mais atingidos. Foi áspero, duro numa audiência com o governador. Em 1976, quando moradores do Marotinho foram desalojados pela polícia, lá estava você, confrontando-se com policiais.

E depois veio a mais bela, rica, frutífera experiência de sua vida. Não é assim que você se refere ao falar da peregrinação que fez entre as prisões políticas brasileiras, que iniciou em 1975 e só terminou quando saiu o último preso político do País? Nós, Jorge Felippi, Bruno, Henrique e eu ouvimos você dizer que essa experiência o tornou o padre mais feliz do mundo – essa afirmação foi feita em maio de 2012, em sua casa, ali pertinho do Duomo. Seus olhos explodiam de alegria ao dizer isso, e nós, que o filmávamos, não resistimos e o aplaudimos. Seu coração, eu sei, não se continha de tanta felicidade por ser solidário com os que sofriam as dores do cárcere, os que curavam as feridas da tortura e, assim mesmo mantinham a esperança de um dia ver o País liberto de tanto terror. Sua segunda conversão. Estive preso e me visitastes...   
   
Nós, muitos nem tão crentes assim, mais íntimos da esperança que da fé, veja só a ironia, fomos encontrar um santo. Se é possível pensar em homens santos, você é um deles. Com sua esfuziante alegria, com suas broncas, com os tapas carinhosos com que nos regalava, com a sua inesgotável capacidade de amar, com a coragem que demonstrou ao entrar nas catacumbas, ao pensar as feridas nossas, dos familiares, das crianças torturadas, ao percorrer o Brasil nessa peleja, ao viajar pela Europa em favor da anistia, foi revelando a sua santidade – um homem, isso, um homem que soube entregar-se à humanidade, sem nunca querer  nada em troca, nem a conversão à crença que você professou com tanto ardor e fé. 
 
Nos avisaram que você partiu dia 25 de março. O filme está pronto e ficou muito bonito, sabemos que perguntou a Sandra sobre ele. Nada de adeus, você continua entre nós. O filme o torna sempre presente e sua obra, sua vida, o tanto que semeou, o eternizam. Você sabe disso. Terno, eterno Renzo!

Por Emiliano José: Jornalista, escritor, ex-preso político e autor de “As asas invisíveis do padre Renzo”. Texto publicado originalmente na edição desta segunda-feira, 08, no jornal A Tarde.