7.2.13

Sangue no espelho. (Emiliano José)


“Presidente, ao contrário do que ocorre em países como os EUA, no Brasil a imprensa tem um fortíssimo poder de manipulação sobre a opinião pública. Não é fácil enfrentá-la.”
 
O alerta foi feito pelo jornalista Samuel Wainer a Getúlio Vargas. Na série de artigos que o site Teoria e Debate iniciou esta semana, o jornalista e escritor Emiliano José retrata alguns exemplos que explicitam a relação da mídia (muitas vezes golpista) com o poder. De Vargas a Goulart, da ditadura a Collor, de FHC a Lula e Dilma, todos esses personagens serão analisados à luz da intervenção da mídia, que o autor qualifica como um partido político, à Gramsci.
 
 
*Emiliano José
 
– Fiquei paralisado e me senti um assassino. E chorei muito, convulsivamente. Nunca mais pude sentir raiva do Getúlio.
 
Pompeo de Souza tinha razões para chorar, fosse ele, como era, um homem honesto.
 
O choro era do jornalista que havia sido convictamente o cérebro e mentor principal do que ficou conhecido como República do Galeão, que conduzira até ali as investigações em torno do atentado do dia 4 de agosto do mesmo ano contra Carlos Lacerda, que levara à morte o major Rubens Florentino Vaz, segurança do político e jornalista e, presumivelmente, ferira os pés de Lacerda. Essa república era, em si, o prenúncio do golpe contra Vargas.
 
E Pompeo fora o condutor da imprensa golpista, que construíra de alguma forma aquele momento.
 
A Aeronáutica, à revelia do presidente da República, instalou um IPM e passou a conduzir tudo, arbitrariamente, constituindo-se numa espécie de república paralela, que não dava satisfações a ninguém, não obedecia a lei alguma e era guiada exclusivamente pelo antigetulismo raivoso. Não se envergonhou, sequer, de ter chamado o mais notório torturador da polícia carioca, Cecil Borer, para ser o principal interrogador, com a prática constante da tortura. À Aeronáutica juntou-se parte da Marinha e do Exército na conspiração golpista, sediada na Base Aérea do Galeão.
 
Não se imagine, como não se pode imaginar hoje quando forças golpistas se movimentam contra Lula, um ex-presidente, que falar em antigetulismo raivoso e golpista seja apenas uma tentação panfletária. A movimentação contra Getúlio Vargas era intensa, com nítidas inspirações golpistas, e Lacerda era o principal líder, e tudo isso ecoava por toda a grande imprensa, cuja vocação contra governos reformistas é antiga, como pode se ver, à exceção apenas do jornal Última Hora. A Aeronáutica ocupou o Rio de Janeiro, quase literalmente e ostensivamente, a demonstrar ao presidente da República que a lei e a hierarquia não eram mais parâmetros pelos quais se guiava.
 
Lacerda tinha força na Aeronáutica, embora também na Marinha e no Exército. O Estado é complexo, ontem e hoje. Enganam-se os que acreditam seja ele um ente uno, a obedecer linearmente às ordens de cima. Às vezes, do interior do Estado, de órgãos hierarquicamente subordinados, vêm as ações golpistas, que não nos enganemos, como naquele momento.
 
Os lacerdistas da Aeronáutica, e não eram poucos, esperavam uma oportunidade como aquela, desejavam um atentado como aquele, que fora providencial, como confessou alguns anos mais tarde o coronel Adhemar Scaffa Falcão, subcomandante da Base Aérea do Galeão, uma espécie de faz-tudo da insólita república.
 
O objetivo era político, revelou ele, como se precisasse fazê-lo. Foi claro, em entrevista ao historiador Hélio Silva:
 
– O objetivo não era bem apurar a morte do major Vaz, e sim transformar o atentado em motivo para uma modificação política, e assim foi feito.
 
 
Do site Teoria e Debate. Emiliano José é jornalista, escritor e suplente de deputado federal pelo PT/BA.

5.2.13

Emiliano José destaca dez anos de governo democrático e popular e faz defesa de Lula.

Bahia é o estado onde o número de transplantes de órgãos mais cresceu no Brasil.


Wagner diz que na última sexta-feira acompanhou o ministro Alexandre Padilha em uma parceria firmada com a Universidade Federal da Bahia (Ufba), na área de pesquisas de transplante de fígado, com a participação do governo do Estado. “Em 2012, na Bahia, o número de transplantes cresceu 59%, atingindo o mais alto índice entre todos os estados brasileiros. Vamos continuar investindo nessa questão dos transplantes, na saúde pública como um todo”.
O governador se despede do programa desta semana voltando a falar do Carnaval, que espera ser de muita paz, alegria e de muita hospitalidade com os turistas. “Semana que vem, espero poder reencontrar vocês em mais um Conversa com o Governador”.

Governador Wagner acompanha finalização da cobertura da Arena Fonte Nova.


O governador Jaques Wagner acompanha, nesta terça-feira (5), a partir das 8h, a colocação da última parte da membrana da cobertura da Arena Fonte Nova. Após esta etapa, restará apenas a finalização do acabamento da cobertura. Antes, às 7h30, o governador fala com a imprensa na Praça Sul do estádio (abertura da ferradura).

O acesso da imprensa se dará pelo portão próximo ao Dique do Tororó. Por medida de segurança, só será permitida a entrada de pessoas trajando calça jeans e blusa com manga. Botas e capacetes serão distribuídos na portaria de acesso. Neste evento, não haverá disponibilidade de estacionamento na área interna da Arena.
Flexível, resistente e auto-limpante, a membrana da cobertura começou a ser instalada no dia 13 de dezembro de 2012, mobilizando uma equipe com 75 pessoas, inclusive montadores alpinistas especializados em construção civil. O material é confeccionado em plástico de alta performance, reforçado com fibras de vidro. Testes realizados nos EUA mostraram alta resistência às correntes de ventos.