5.9.13

Amizade com mulher é uma zorra. (Do Livro: Quando o Amor Incomoda)


Primeiro porque temos que ficar ouvindo todas as nossas amigas esculacharem com o sexo masculino, e ainda temos, como educados que somos, ficar sorrindo.
Só para que elas gostem um pouco mais da gente. É assim a vida de um homem que tem mulheres em sua lista de amizade.

Veja só o que me aconteceu durante a minha juventude:

A Olga  apareceu certo dia lá em minha casa. Chegou como quem tinha descoberto a mosca azul, fazia pouco tempo. Ela sem titubear foi logo abrindo o coração. E disse que tinha mantido relações pela primeira vez.

Zorra!  E eu que pensei que ela ainda era virgem e se guardava para mim! E ainda disse que o sujeito que foi seu primeiro homem, era o miserável do Rafael. Aquele cara de fuinha. Desgraçado. Carcará sanguinolento!

Como ela pode fazer isto?

 

É que eu gostava dela gente. Era apaixonado por ela e a danada vem em minha casa e fala isto sem se preocupar. Sou amigo. Mas não precisava saber e saber dessa maneira. Assim é demais para meu pobre coração.

Ela nem percebeu que enquanto ela falava, eu me estrebuchava todo no sofá. A cada cena contada, era como se eu estive sendo corno por tabela. É claro que eu nunca me declarei a ela. Pois sempre brincava.

Deve ter sido isto! Eu brincava!

E ela dizia: - Deixa disso. Somos só amigos.

Vou avisando uma coisa a você mulher que por descuido da vida resolver ler esta narrativa:

Homem detesta ser chamado de amigo. O que ele quer mesmo é beijar!!  Entenderam, ou vou ter que desenhar?

Voltando...

A danada me disse que fazia tempo que estava feito lagartixa, subindo pelas paredes. E esperou completar os dezoito anos para poder fazer o que fez. Então, me disse que só aconteceu uma única vez.

Meus amigos, essa é uma daquelas desculpas que elas sempre dão. Não consigo saber ainda se elas acham que nós acreditamos, ou se é porque acabou mesmo o repertório delas.

Sentada em minha frente, e já passada meia hora, eu já estava vendo ela com outros olhos. Eu já a via com olhos de raio X. Enquanto ela, sem parar um só minuto, falava, falava, falava...

Mas a pior coisa que ouvi foi quando ela, desavergonhadamente, despudoradamente, sem perceber que me fazia sofrer com tudo o que eu estava ouvindo disse, “estou há quatro meses sem ter relações”. E eu lá queria saber disso. Eu lá precisava ouvir isto?

Foi ai que tomando forças. Me sentindo um “He Man”, investi na minha “Chirra” e perguntei;

- Tu ainda estás com ele?

Ela me respondeu de pronto:

- Nada!

O tom da resposta dela me encorajou ainda mais e eu parti feito um carcará em busca da burrega.

- Posso te perguntar uma coisa?

Ela sorriu! Que sorriso lindo aquele. Ela estava se mostrando aberta a pergunta seguinte, e eu emendei.

- Qual a chance de eu ser teu próximo?

A resposta veio com a velocidade de um disco voador.

- Tá me estranhando

Aquela tarde está na minha memória até hoje. Já fiz de tudo para esquecer. Mas não consigo. Alguns dias atrás eu a vi saindo de uma loja. Estava com dois filhos. Um no braço e outro era puxado pela mão. E eu fiquei vendo aquela cena de cinema italiano. O corpinho já não era mais de bailarina espanhola e eu estou hoje aqui. Sozinho, mas enfrentando a luta diária de encontrar um novo amor.

Entendam. O homem se apaixona, enquanto as mulheres amam. Mas só quando encontram um grande amor. Antes, elas nos fazem sofrer pra caramba.

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