8.3.13

O comandante foi ferido, mas não está morto.


Quando o Superior Tribunal de Justiça decretou que os réus acusados no chamado “mensalão” estavam condenados à prisão, o líder, o comandante do Partido dos Trabalhadores estava ferido. E uma das perguntas feitas internamente era como a legenda iria enfrentar esta situação. Algo que antes nós só víamos acontecer com aqueles a quem combatemos durante anos e anos de nossas vidas. Mas o sentimento era o de que o julgamento tinha sido político. A justiça fez o trabalho de partido de oposição e para segurar as mudanças que vem acontecendo no Brasil, eles foram buscar aquele que, junto com o presidente Lula, pensou o desenvolvimento do país. O sentimento da militância em relação ao Zé Dirceu de que ele vem enfrentando os seus dramas pessoais, mas de cabeça erguida, como sempre fez em sua vida e para o PT.
Ontem (07) Zé Dirceu esteve em Aracaju, capital sergipana. Ele cumpriu mais uma etapa das comemorações dos 10 anos de governo do PT na administração federal, que consagrou duas eleições de Luiz Inácio Lula da Silva, e uma da atual presidenta Dilma Roussef. O evento aconteceu na sede do sindicato dos bancários. Que teve seu auditório completamente lotado de militantes e representantes de partidos da base aliada. Em uma clara demonstração, dos presentes, de que Zé Dirceu continua tendo o carinho, e o mais importante, a confiança e admiração de todos.
 O comandante (como é chamado carinhosamente pelos militantes do PT) sabe que a luta agora é contra o partido midiático, os senhores donos das vozes roucas que dia após dia tenta abater um dos mais brilhantes políticos que o Brasil já teve através de jornais, revistas e TVs. As viagens que está fazendo pelo Brasil, servem de mobilização interna da base. É uma preparação para a militância que poderá ficar temporariamente sem o seu comandante. Zé ainda tem forças para organizar internamente o Partido dos Trabalhadores. E como ele disse ontem durante sua fala, “preso ou não, eu vou continuar lutando”. Mais do que uma pena imposta pelo supremo, sem uma única prova, me parece que a casa grande da justiça brasileira se deixou usar em uma vingança sórdida imposta pelas opiniões publicadas diariamente pelos barões da mídia. Em uma declarada disputa política. Sem oposição ao governo do PT, a mídia faz o papel de partido de oposição, disputando os eleitores em anos eleitorais ou não. Um verdadeiro massacre diário, mas que vem demonstrando ser derrotada, já que as pesquisas mostram que a presidenta Dilma tem a apoio da maioria dos brasileiros. Consequentemente o PT também o tem.
Zé ainda avisou aos militantes que é chegada a hora de equilibrar a balança, “a direita tem a mídia, mas nós temos os movimentos populares”. E foi aplaudido de pé quando terminou seu pronunciamento reafirmando, “aconteça o que acontecer, eu vou ser sempre um militante do PT”.

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