21.9.12

Copa Sertão de Voleibol de Paulo Afonso.


Os Coordenadores do Voleibol em Paulo Afonso, o Clube Paulo Afonso e atletas associados promovem no período de 28 a 30 de Setembro de 2012, a COPA SERTÃO DE VOLEIBOL MASCULINO. Esta COPA é um torneio composto pelas melhores equipes da região, trazendo um show de esporte de qualidade para a nossa cidade. Terá um número de 16 equipes totalizando 260 atletas, num volume de mais de 32 jogos. A inscrição custará R$300,00 (trezentos reais) e as vagas serão limitadas. Participe! Inscreva sua equipe para o melhor do esporte na capital da energia. Mais Informações: Raphael Trigueiro 75 8854.7353 | 9155.7086 e Já Amaral 75 8807.8511.
Acompanhem as notícias da COPA SERTÃO DE VOLEIBOL pelo Facebook e pelo portal www.quarttopoder.com. Os interessados devem enviar e-mail para o endereço: copasertao2012.contato@live.com

18.9.12

Prefeito de Chorrochó é afastado do cargo.

Pelo Tribunal de Justiça da Bahia.
O Tribunal de Justiça da Bahia afastou Humberto Gomes que estava como prefeito da cidade de Chorrochó na Bahia. Ele é acusado de praticar irregularidades na prestação de contas de recursos municipais, dentre as quais a alteração ilícita de processos de pagamento e destruição de provas. Ele teve o voto contrario a sua permanência de 6 desembargadores. Quem deve assumir a vaga é o vice-prefeito Paulo de Tarso.

Hildegard Angel para José Dirceu.

A VEZ DA BASTILHA DE JEREMOABO. (Fernando Montalvão)


Jeremoabo que já foi o Município mais importante do Nordeste da Bahia e há décadas vem sendo sugado por uma oligarquia que se apossou do erário público municipal como bem particular e impôs ao povo voto de pobreza para mantê-lo como por favores pessoais.
Em consequência não há políticas públicas, as atividades econômicas estão deterioradas, o ensino público quando há é de péssima qualidade e a saúde vive em estado de abandono. O que salva o povo são os programas de saúde e sociais do Governo Federal e mesmo assim as administrações municipais nunca deram importância ao problema da saúde e deixou o povo a contar favas, sem assistência médico-hospitalar e de medicamentos.
O jovem jeremoabense, especialmente os jovens, vive sem perspectivavas e se pensar em dias melhores terá que ir embora. Sequer há curso universitário mesmo a distância e isso não são casuais. Sem o acesso a educação não haverá exercício de cidadania e quanto mais pobreza houver o povo será subjugado. Enquanto isso os amigos dos Prefeitos que exerceram o poder receberão sua cota parte e brigarão pela manutenção do status.
Como Tista tem ficha suja e não poderá concorrer a cargo eletivo pelos próximos 08 anos, em seu lugar ela lançou sua mulher como candidata a Prefeito e para evitar surpresas buscou aproximação com Lula de Dalvinho que pretendia concorrer ao cargo e com Spencer, estabelecendo no entorno da candidatura de sua mulher 03 ex-prefeitos como diplomatas de uma provável vitória.
No primeiro momento se teve a impressão que a candidatura da mulher de Tista encerrava tudo e era só esperar o dia 07 para correr para o abraço e isso efetivamente não acontece e a coisa mudou como a bastilha caiu na França.

Com a inauguração do Comitê de Deri e as caminhadas que se sucedeu aparentemente a candidatura de Anabel que parecia consolidada começou a ficar em risco e seus partidários começaram a duvidar e temer pela perda de seus privilégios. Nos últimos dias foi exibida uma gravação onde Jaques Wagner dia que sua candidata em Jeremoabo era Anabel como se isso significasse alguma coisa para Jeremoabo ou aqui ele fosse eleitor.
Enquanto a oligarquia em Jeremoabo procurou demonstrar força carreando ex-prefeitos, Deri procurou estabelecer uma aliança mais ampla e democrática, aliança com o povo e a prova disso é a participação popular nas caminhadas por ele organizadas e no maior comício do dia 08.09 quando se reuniu mais de 10.000 pessoas concentradas na praça.
Pelo que se ouve nas conversas e nas avaliações populares é que a candidatura de Deri já vai com vários corpos de vantagens e tende a crescer quanto mais se aproximar do dia das eleições.
Analisando o que se passa no processo eleitoral de Jeremoabo, Tista de Deda é quem grava para o programa eleitoral de sua mulher, convida e agradece pelos eventos e se pronúncia de público como se candidato fosse.
Na França o regime era monárquico, o rei era absolutista e ele e seus seguidores que viviam da opulência e dos cofres do Governo, pouco se linchavam para o que se passava com o povo que morria aos montes por doenças de toda sorte. No dia 14 de julho de 1789 o povo invadiu a Bastilha que era uma prisão de Paris, dando início à revolução francesa.
Jeremoabo vive em permanente estado de abandono e isso cansou o povo que tende a mudar e exigir mudanças para garantia de seus direitos, sem esmolas ou favores pessoais, é o que se anuncia.
Optando o povo de Jeremoabo pela mudança, colocando um dos seus na Prefeitura, quem viveu pongado na coisa pública já começa a temer.
Paulo Afonso, 17 de setembro de 2012. Fernando Montalvão. montalvao@montalvao.adv.br
Escrit. Montalvão Advogados Associados.

17.9.12

DILMA COMEÇA A ACORDAR. (Leandro Fortes)


Quando Dilma Rousseff se vestiu para ir à festa de aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, logo depois de assumir a Presidência, em 2011, eu fui um dos poucos a reagir publicamente na imprensa. Mesmo entre os blogueiros progressistas, lembro apenas de outra voz dissonante a reclamar da atitude servil da presidenta, a da historiadora Conceição Oliveira, do blog “Maria Frô”. De resto, o gesto foi forçosamente saudado como um ato de estadista, de representação formal do governo e do Estado brasileiro junto a uma “instituição” nacional, no caso, o conservador diário instalado na rua Barão de Limeira, na capital paulista. O mesmo diário que, meses antes, estampara uma ficha falsa de Dilma na primeira página, com o objetivo de demonizá-la como guerrilheira e assassina e, assim, eleger o candidato do jornal, José Serra, do PSDB. 


Não é difícil compreender, contudo, o que pretendia Dilma ao aceitar fazer parte da noite de gala da família Frias. Terminada a Era Lula, a presidenta se viu na contingência de criar uma rede própria de relações na mídia, com quem imaginou ser possível firmar um acordo de civilidade. Lula, a seu tempo, também caiu nessa esparrela. Mas nem a experiência do governo anterior, nem as baixarias encampadas pela mídia na campanha de 2010, ao que parece, foram capazes de convencer Dilma da inutilidade desse movimento.

A mídia que aí está, protegida pelas cidadelas dos oligopólios e por uma adestrada bancada parlamentar de vários níveis, nunca irá se conciliar com um governo de cores populares, de ligações esquerdistas, mesmo esse esquerdismo envergonhado do PT. Essa mídia tem como única agenda a defesa do grande capital, do latifúndio e do liberalismo econômico predatório regulado pelas forças do mercado. É uma mídia constrangedoramente provinciana, mas absolutamente descolada da realidade brasileira, ignorante da força dos movimentos sociais e nutrida, cada vez mais, por jornalistas pinçados da mesma classe média que acostumou a paralisar pelo medo. E, em muitos casos, por experientes jornalistas cooptados pela perspectiva de visibilidade e uma aposentadoria tranquila, às favas com os escrúpulos, pois.

Dilma, por sua vez, protege-se dessa discussão por trás do escudo da “gerentona”, da presidenta voltada para a administração da infraestrutura e da saúde econômica do país. Pouca ou nenhuma atenção dá ao alvoroço golpista diuturnamente organizado, ainda que no modelo cucaracha mais do que manjado aqui consolidado no esqueminha Veja-Jornal Nacional-Folha-Estadão-Globo, com o suporte diário dos suspeitos de sempre plantados nas trocentas colunas de opinião a serviço do pensamento único ditado pela direita brasileira. 

Foi preciso um tapa na cara dado, vejam vocês, pelo gentil Fernando Henrique Cardoso para Dilma Rousseff, enfim, esboçar uma reação – e, possivelmente, entender o que está se passando no país que existe além da calçada do Palácio do Planalto e das planilhas sobre evolução da base monetária. Resgatado temporariamente do esquecimento, FHC foi alçado ao patamar de boneco de ventríloquo para falar o que nem mesmo a mídia, em toda sua fúria conservadora, tinha tido coragem até então de por em palavras: Dilma seria vítima de uma “herança pesada” de Lula. 

Isso vindo de um presidente que quebrou o país três vezes, submeteu a nação ao FMI, permitiu um apagão energético, foi reeleito graças à compra de votos no Congresso e deixou o cargo com a popularidade no rodapé. 

Expor FHC ao ridículo e, ao mesmo tempo, incensá-lo com longos textos laudatórios faz parte de um paradoxo recorrente na imprensa brasileira, também descolada cada vez mais de um artigo de luxo: o jornalismo. A capa da Veja com Marcos Valério de Souza, vermelho como um pobre diabo, a acusar Lula é mais um movimento desesperado para interditar o ex-presidente, justamente quando ele trabalha para eleger candidatos do PT Brasil afora. O texto, baseado em frases atribuídas a Valério, ainda que viesse mesmo da boca do publicitário mineiro, é parte de mais um rito dessa polca golpista entoada por uma estrutura de comunicação viciada e moribunda. 

O mais curioso, no entanto, é a revelação feita pela Folha de S.Paulo sobre os gastos oficiais de publicidade federal com essa mídia tão liberal e amante da livre iniciativa: as Organizações Globo ficam com um terço de todo o dinheiro do tesouro nacional disponível para propaganda; as dez maiores empresas do ramo, com 70%. Ou seja, são financiados para fazer panfletagem política de quinta categoria. 

Sem essas tetas generosas do governo ao qual achincalham por encomenda, todas essas portentosas instituições da imprensa nacional e seus zelosos colunistas, estes, lacrimosos paladinos da liberdade da expressão e do livre mercado, iriam à bancarrota. Todas, sem exceção.

Na semana passada, Dilma cancelou de última hora a presença em um evento da revista Exame, a quinzenal de economia da Editora Abril, em São Paulo. Alegou “motivos familiares”, mas já havia sido avisada da patranha da Veja. Mandou o ministro Guido Mantega, da Fazenda, em seu lugar. No meio do evento, Mantega se levantou e foi embora. No mesmo dia, instigada pelos donos, a cachorrada hidrofóbica instalada no esgoto da blogosfera se autoflagelou, histérica.

Já é um começo.